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Conflito Agrário

Não houve conflito e fazendeiro é temporariamente empossado pelas Forças de Segurança do Estado na Fazendinha

Foram feitas perícias em pastos, currais e na sede da Fazendinha para comprovar as denúncias de depredação.

Conforme informado com exclusividade pelo Blog, as Forças de Segurança do Estado do Pará, composta pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Civil do Pará, e ainda com o apoio do Instituto Renato Chaves (IML), estiveram hoje (23) na área conhecida por Fazendinha, em Curionópolis, no sudeste do Pará, para cumprir acordo firmado entre os representantes do do Movimento dos Sem Terra do Pará, Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas e o dono da referida área.

O início das tratativas foi tenso, já que o MST não permitiu a perícia que deveria ser feita na área se não estivesse presente o Ouvidor Agrário do Incra de Marabá, Wellington Bezerra Silva. Este só chegou ao local por volta das 12h30 e logo se dirigiu à sede da fazenda onde o grupo do MST estava alojado. O Ouvidor estava munido da cópia de um ofício do delegado da Polícia Federal Ualame Fialho Machado encaminhado à senhora Rosângela dos Reis, represente do MST, respondendo aos questionamentos do movimento.

Em síntese, o documento afirmava que a ordem de reintegração de posse da área ao Incra, emitida pela Justiça Federal, ainda não havia sido cumprida em virtude dos últimos acontecimentos e, também,  porque Darlan Lopes Gonçalves, o requerido na ação, havia recorrido da ordem.  E que, nesse ínterim, o requerido havia feito uma proposta de permuta da área de conflito por uma área próxima à sede do município de Canaã dos Carajás, no sudeste paraense, e que esta proposta iria ser analisada em reunião marcada para a próxima terça-feira (27), no Incra em Marabá, e só depois dessa reunião seria decidido sobre o cumprimento ou não da ordem judicial.

Depois de muita conversa, o Ouvidor Agrário conseguiu convencer as lideranças do movimento a deixar a sede da fazenda e retornar ao Acampamento Frei Henri, que fica próximo da área. O MST retirou as cerca de 80 pessoas que estavam alojadas no local.

Logo após, com a chegada do Tenente-Coronel PM Mauro Sergio, o fazendeiro, IML e Polícia Civil entraram na fazenda para vistoriá-la e produzir perícia que será incorporada ao processo.

Segundo apurado pelo Blog, in loco e como mostram as imagens, a sede da fazenda estava bastante depredada, assim como currais, cercas e pastagens. Foram fotografadas pela perícia várias carcaças de bovinos, supostamente mortos pelos integrantes do MST. O prejuízo, segundo Darlan Lopes , foi de cerca de R$500 mil.

O Tenente- Coronel Mauro Sergio informou que uma viatura com uma guarnição da Polícia Militar do Pará permanecerá no local, pelo menos até que a reunião ocorra, para que novas ocupações não aconteçam.

Segundo Ayala Ferreira, coordenadora do MST na região, “o movimento decidiu retornar ao acampamento após ser comunicado pelo Ouvidor Agrário que a ordem judicial de desapropriação da área para o Incra, emitida pela Justiça Federal, seria cumprida logo após que os laudos periciais forem juntados aos autos. O Movimento aguardará até a terça-feira, quando acontecerá a retomada das negociações em uma reunião em Marabá com o Ouvidor Nacional, que culminará com a implantação do Assentamento Frei Henri”.

Para o presidente do Siproduz, João Barreto, “é importante que a segurança seja restabelecida na área e que os trâmites legais da justiça sejam rigorosamente cumpridos para que o estado democrático de direito volte a reinar na região. O Sindicato não é contra a reforma agrária e tampouco contra nenhum trabalhador rural, todavia, é preciso que quem chegou aqui há mais de 30 anos, muitas vezes com pouquíssimas condições financeiras, e se submetendo em ficar longe da família por meses para conseguir uma terra, seja respeitado. Não se pode deixar que esse direito, adquirido com muito suor, se perca em virtude de uma política agrária arcaica imposta por governantes demagogos e que usam o povo como massa de manobra”.

Por volta das 18 horas, as equipes responsáveis pelas perícias interromperam os trabalhos prometendo retornar ao local amanhã pela manhã.

Conflito Agrário

Forças de segurança do Estado estarão em Curionópolis-PA hoje pela manhã para solucionar conflito na Fazendinha localizada na PA-275 no sudeste do Pará.

Uma equipe formada por PM, PC e PF deverá chegar a qualquer momento no local do conflito

Uma reunião ocorrida ontem (21), na sede da Delegacia da Polícia Federal em Marabá, convocada por ordem do Superintendente da PF no Pará, visou gerenciar o conflito latente entre fazendeiros e movimentos sociais ocupantes da Fazenda Fazendinha, em Curionópolis.

Participaram da reunião, a delegada da Polícia Civil Simone Freitas Felinto, o tenente-coronel PM Mauro Sérgio Marques Silva,  advogados da Comissão Pastoral da Terra, o Ouvidor Agrário Regional Wellington Bezerra da Silva, a agente da PF Elcione de Paulo Silva, os delegados da PF Igor Chagas, Tiago Selling, e o delegado chefe da PF em Marabá Ricardo Viana.

Ficou acertado que uma equipe das forças de segurança iria até o local do conflito nesta quinta-feira pela manhã com a finalidade de acalmar os ânimos na região com a presença ostensiva do Estado. Lá, os representantes da Comissão Pastoral da Terra e do Incra se incumbirão de conversar com os representantes do MST a fim de encontrar uma solução pacífica para o conflito.

Por outro lado, o DPF Selleing, DPC Simone e o Coronel Mauro Sergio ficaram de dialogar com os fazendeiros da região para tentar resolver o problema.

Ficou acertado que todos os possíveis ilícitos praticados pelas partes serão apurados em momento posterior, a não ser situações de flagrante delito.

A Polícia Rodoviária Federal fará a segurança da via para que não ocorra invasões à rodovia.

Os representantes dos órgãos de segurança dos Estado, logo após os encontros com MST e fazendeiros, deverão se reunir em Curionópolis, em local ainda não informado, para encontrar uma solução pacífica e ordeira para o conflito.

Atualização às 10h15

A reunião anunciada já está m andamento em Curionópolis

Conflito Agrário

Nota pública do MST sobre a Fazendinha, em Curionópolis

Quando as autoridades tomarão atitudes enérgicas diante da iminência de mais violência em relação aos trabalhadores e trabalhadoras rurais? Diz trecho da nota. Confira a íntegra.

O Blog recebeu nota da Coordenação do MST no Pará sobre a situação na área denominada Fazendiha, na PA-275, entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas. Leia a nota na íntegra:

Enquanto o latifúndio quer guerra, nós queremos terra para trabalhar!

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público para mais uma vez se manifestar por meio de nota.

Somente neste ano de 2017, em três meses, nós do MST estamos denunciando publicamente a Violência no Campo no Pará com ações em Memória aos 21 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e declarações diárias sobre o acirramento dos conflitos no campo.

No mesmo dia em que realizávamos em Belém, junto com outras organizações do campo, o Seminário e Ato Nacional Contra a Violência no Campo. Em uma ação de desespero e cansados de tanto esperar, as famílias do acampamento Frei Henri, localizado na Fazenda Fazendinha, município de Curionópolis, PA 275 reocuparam a sede da fazenda em que estão acampados há mais de sete anos. Uma terra comprovadamente pública, da União que pela morosidade da justiça, não avança para que possa cumprir sua função social.

A terra é de quem trabalha! As famílias do acampamento Frei Henri produzem alimentos saudáveis e estão entre os principais fornecedores para os municípios próximos. O acampamento também serve de referência na saúde e educação, atendendo famílias que moram no entorno. Desde 2010, o INCRA de Marabá conclui através de laudos que a área é improdutiva e grilada. Legitimamente comprovados! Perguntamos: até quando as famílias camponesas irão esperar?

Até quando os fazendeiros da região que ameaçam, intimidam as famílias vão continuar agindo com a conveniência das autoridades? Quando as autoridades tomarão atitudes enérgicas diante da iminência de mais violência em relação aos trabalhadores e trabalhadoras rurais?

O acirramento do conflito aumenta e o discurso permanece o mesmo contra os trabalhadores e trabalhadoras: destroem a propriedade, matam e roubam gado. Obviamente os fazendeiros não dizem dos ataques e intimidação às famílias acampadas COM TIROS E BOMBAS EM DIREÇÃO AO ACAMPAMENTO E PISTOLEIROS ARMADOS CIRCULANDO DENTRO DA FAZENDA.

Rafael Saldanha, Dão Baiano, Joaquim Roriz, Eudério Coelho, Marcelo Catalão, Darlon Lopes e tantos outros fazendeiros que se manifestam publicamente contra os trabalhadores e trabalhadoras rurais anunciam claramente suas ameaças e criminalização do MST e nenhuma providência será tomada pelas autoridades?

Omissão, Inoperância e morosidade é o que define os órgão públicos responsáveis para solucionar o conflito agrário na região. Foram 18 mortos no campo este ano no Pará e a violência só aumenta. Queremos ações efetivas do INCRA Marabá e Polícia Federal no Estado a presença da Delegacia Conflitos Agrários (DECA) e demais órgãos de segurança pública, pois reafirmamos que estamos diante de iminente conflito.

As Famílias do Acampamento Frei Henri permanecerá na área, resistindo para que se faça valer a Apelação Cível do Desembargador Federal Souza Prudente de retirada do Fazendeiro Darlon Lopes. Esperamos que haja celeridade ao processo para efetivação da execução da liminar de despejo e imediata criação do Assentamento das famílias Sem Terra.

Coordenação Estadual do MST Pará

LUTAR, CONSTRUIR REFORMA AGRÁRIA POPULAR!

Conflito Agrário

PA-275 volta a ser fechada por fazendeiros

Em nota postada em uma rede social, João Barreto pediu desculpas pela interdição

Alegando que nenhuma autoridade esteve no local para resolver o impasse entre integrantes do MST e fazendeiros na Fazenda Fazendinha, os proprietários rurais resolveram cumprir a promessa e interditar a PA-275 na altura do Acampamento Frei Henri, entre Curionópolis e Parauapebas.

A interdição se deu às 13 horas e, segundo João Barreto, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas, a estrada permanecerá fechada por tempo indeterminado, sendo aberta de 3 em 3 horas,pois o objetivo é sensibilizar as autoridades para o problema e não tirar o direito de ir  e vir  da população.

Em nota postada em uma rede social, João Barreto pediu desculpas pela interdição: “Queremos pedir desculpas a todos, mas infelizmente teremos que tomar a atitude de fechar a PA 275 temporariamente, pois até o momento nenhuma autoridade apareceu ao local.” João Barreto, presidente do Siproduz.

Conflito Agrário

Clima continua tenso na Fazenda Fazendinha, em Curionópolis

PM não vai participar da operação de retirada dos sem terras.

A Polícia Militar não vai participar da operação para retirada dos Sem Terras da Fazendinha, que deveria acontecer hoje em Curionópolis, e talvez nem a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), que segundo informações colhidas pelo Blog, só participaria caso o Ministério Público enviasse representantes para acompanhar a operação.

É que em virtude do mandado de desapropriação ter sido emitido pela Justiça Federal, quem deverá agir no caso será a Polícia Federal.

Enquanto isso fazendeiros acampados a margem da rodovia dizem que fecharão a estrada se a ação não acontecer hoje. No local já existem máquinas e caminhões para tal. Eles não descartam a desocupação da área por conta própria, o que poderia gerar uma verdadeira carnificina no local.

Conflito Agrário

Exclusivo: fotos inéditas do que vem ocorrendo na Fazendinha, em Curionópolis

Imagens mostram a destruição na Fazendinha, que vem motivando a ira de fazendeiros.

O Blog recebeu imagens que mostram o modus operandi nos que estão ocupando a área conhecida como Fazendinha, localizada à margem esquerda da PA-275 sentido Parauapebas/Curionópolis. São pastagens, curral e casas incendiadas com o único intuito de provocar a destruição do imóvel.

Hoje a tarde houve uma reunião, em Belém, entre a direção do MST e o tenente-coronel Hugo Regateiro, que compõe o Comando de Policiamento Especializado da Casa Militar da governadoria do Estado. Depois que o tenente-coronel entrou em contato com o coronel Pedro Paulo Celso, comandante do 23º BPM em Parauapebas ficou acertado que amanhã, 21, um grupamento da PM local dará suporte à Delegacia de Conflitos Agrários para que juntos entrem no Acampamento Frei Henri e na Fazendinha para observar a verdadeira situação entre fazendeiros e  integrantes do MST.

Pelo que deu pra entender, o Comando da PM em Belém não tinha conhecimento da real situação de conflito entre fazendeiros e integrantes do MST em Curionópolis e as consequências que a ausência do Estado no local poderiam trazer.

Conflito Agrário

Clima é tenso na zona rural de Curionópolis. Fazendeiros prometem retirar “invasores” por conta própria.

Prazo estipulado pelos fazendeiros para a retirada seria o meio-dia de hoje

Centenas de militantes do MST interditaram ontem a PA-275 na altura da área conhecida como Fazendinha, Eles querem que a justiça faça cumprir uma mandado de desapropriação existente para a área, que está há anos sob conflito. No final da tarde a estrada foi liberada.

Fazendeiros estão à margem da PA aguardando que a polícia retire os Sem Terra da sede da fazenda. Eles afirmam que os militantes do MST estão desde ontem matando o gado e colocando fogo na propriedade.  Os fazendeiros prometem aguardar a ação da polícia até o meio-dia desta terça-feira, caso contrário, irão entrar na fazenda e fazer a retirada por conta própria.

Caso isso ocorra poderá acontecer uma verdadeiro derramamento de sangue, já que os militantes do MST também dizem não arredar pé do local, que julgam de propriedade da União.

Ontem o Blog recebeu imagem de material bélico supostamente encontrado na sede da fazenda, o que corrobora para a afirmação de que as partes tratam a posse da Fazendinha como guerra. A imagem foi enviada por uma liderança do MST no Estado, mas sua veracidade não foi confirmada pelas autoridades consultadas pelo Blog.

Uma fonte do lado dos fazendeiros enviou imagem de pontos de incêndio na fazenda, que confirmaria a afirmação de que os militantes estão colocando fogo na fazenda.

A polícia não esteve no local e o clima é de guerra. A previsão é de que a qualquer momento algo muito sério poderá acontecer naquele local se não houver intervenção da polícia.

O delegado Tiago Carneiro, que vem respondendo pelo município de Curionópolis esse mês, disse ao Blog que a situação da Fazenda Fazendinha está na esfera administrativa e judicial e que a parte policial está a cargo da Delegacia de Conflitos Agrários.

MST

MST interdita PA-275

A interdição é para cobrar o cumprimento de mandado de desapropriação da área conhecida por Fazendinha

Integrantes do Movimento dos Sem Terras (MST) interditam desde as primeiras horas da manhã a PA-275, em trecho que liga os municípios de Parauapebas e Curionópolis. A interdição é para cobrar agilidade da justiça no cumprimento de uma desapropriação concedida pela  Justiça Federal da área conhecida por Fazendinha, de 78 alqueires, próxima ao Acampamento Frei Henri.

Segundo a direção do MST local, a interdição acontecerá durante todo o dia, mas de hora em hora os veículos que estiverem na pista serão liberados para seguir viagem.

Parte da direção do MST local está em Belém, em uma pauta para discutir a segurança no campo e cobrar das autoridades agilidade no inquérito que investiga as mortes em Pau D’Arco.