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Arte

UNAMA inaugura Museu de Arte e Galeria Ananin

Espaços serão inaugurados, no dia 27 de novembro no campus Ananindeua da Instituição, com obras do Acervo de Artes Visuais da Casa da Memória

O município de Ananindeua, no Pará, receberá o primeiro museu de referência cultural da região com obras de artistas paraenses e nacionais. Com a inauguração do Museu de Arte UNAMA, a nova estrutura vai abrigar o acervo de artes visuais da Instituição. O equipamento cultural será inaugurado no dia 27 de novembro, às 18h, no campus Ananindeua e contará com a presença do Reitor da Universidade da Amazônia (UNAMA), Dr. Janguiê Diniz, que prestigiará o evento junto a autoridades convidadas, professores e funcionários.

Além da Galeria Graça Landeira, criada em 1993 e localizada no campus Alcindo Cacela, a Universidade amplia a sua atuação no cenário artístico-cultural a partir da inauguração do museu. A abertura oficial da exposição contará com trabalhos selecionados de artistas que fizeram e fazem parte da história das artes visuais no Pará e no Brasil, como Alexandre Siqueira, Armando Queiróz, Mestre Nato (in memoriam), Osvaldo Gaia, Nina Matos, Elieni Tenório, Marinaldo Santos, Marcone Moreira, Berna Reale, Acácio Sobral (in memoriam), Armando Sobral, Ruma, PP Conduru e Emanuel Franco.

O museu contará com a Galeria de Arte Ananin, espaço expositivo que faz uma homenagem ao nome do município paraense. Além da galeria, o espaço terá reserva técnica, sala de manutenção e sala de projeção. De acordo com a coordenadora técnica do museu, Jonise Nunes, a ideia é contribuir para a formação cultural de alunos, professores, colaboradores e sociedade paraense. “A criação do Museu de Arte UNAMA destaca a importância de práticas acadêmicas e profissionais em seus espaços, atendendo ao estágio e pesquisa dos cursos de Artes Visuais, História, Arquitetura, Letras e programas de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Comunicação, Linguagens e Cultura”, afirma.

A ideia é estabelecer e fortalecer a relação do saber acadêmico com arte e cultura e memória e patrimônio histórico, além de integrar a comunidade acadêmica com as políticas de ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão universitária. “Além de funcionar como meio de intercâmbio com instituições culturais e artistas, o museu estará de portas abertas a todos os cursos e público externo que desejem conhecer acervo”, aponta.

Pará

Amazônia ganha 169 novas espécies da fauna e flora, dizem cientistas no Pará

Levantamento, que contou com a participação de quase mais cientistas do que espécies, será anunciado nesta quarta-feira (19) pelo Museu Paraense Emílio Goeldi.

Museu Paraense Emílio Goeldi apresenta novo trabalho sobre biodiversidade

Museu paraense Emílio Goeldi apresenta trabalho sobre biodiversidade (Divulgação/Goeldi)

Em somente quatro anos de trabalho na maior floresta tropical do mundo, a Amazônica, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi descobriram a existência de 169 novas espécies da fauna e da flora. O levantamento, que contou com a participação de quase mais cientistas do que espécies, será anunciado nesta quarta-feira (19), pelo museu.

Entre os achados, estão 14 plantas e 155 animais, sendo a maioria (112) de aracnídeos. Há ainda 12 espécies de peixes, 10 de aves, 10 de anfíbios, 6 de répteis, 4 de dípteros (grupo dos mosquitos e moscas) e um mamífero – um pequeno primata.

A distribuição mais pendente para o lado dos invertebrados não surpreende, uma vez que obviamente eles ocorrem em maior quantidade na natureza. No entanto as descobertas nessa área sempre foram um pouco mais lentas – tanto pelas inúmeras dificuldades em estudar animais tão diminutos quanto pelo pouco interesse do público em geral em espécies que não estão claramente à vista.

O novo achado, segundo o zoólogo Alexandre Bonaldo, ganhou em rapidez por estar inserido em um grande projeto internacional que visa a identificar, em todo mundo, gêneros e espécies da família Oonopidae – que reúne pequeníssimas aranhas de 2mm a 5mm.

O Inventário da Biodiversidade Planetária (PBI) envolve pesquisadores de 20 instituições de todo o mundo e permite que eles descrevam espécies em uma plataforma online. “Com as ferramentas cibernéticas é possível fazer descrições estruturadas, que podem ser comparadas com as dos outros colegas, o que facilita e acelera a descoberta de novidades”, afirma o pesquisador.

Bonaldo trabalhou basicamente com exemplares que estavam há muitos anos em coleções de museus aguardando identificação. “Descrever invertebrado é uma coisa sem fim. É uma diversidade tão grande, e as pessoas tendem a não prestar muita atenção, mas são peças importantes do ecossistema”. diz .

Entre os animais maiores descritos agora destaca-se um novo macaquinho, o Mico rondoni, que, como o nome leva a entender, existe somente em Rondônia, na área entre os Rios Mamoré, Madeira e Ji-Paraná. Por muito tempo ele foi confundido com uma outra espécie, o Mico emiliae, que ocorre no Pará. A nova espécie está ameaçada pelo intenso desmatamento no Estado, principalmente no entorno da BR-364.

Fonte: Jornal A Crítica

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