Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Acordo coletivo

Vale e Sindicato divergem em negociação anual e benefícios podem ser suspensos a partir de 1º de dezembro

O acordo anual entre a Mineradora Vale e o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase – termina no próximo dia 1º  de novembro. Por isso, o mês de outubro está movimentado pelas negociações.

O presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão” informou que já tiveram três rodadas de negociações e este ano está difícil chegar a um acordo que beneficie o trabalhador. “É revoltante negociar com uma empresa que divulga que cresceu quase 300% no último trimestre, registra lucros líquidos bilionários, e os trabalhadores, que promovem esses lucros, não serão beneficiados. A Vale está oferecendo o reajuste do INPC/IBGE, que será divulgado no próximo dia 10 de novembro e não deve nem atingir 2%. Porém, o sindicato propõe 10% para compensar toda a perda da massa salarial, além de um abono”, desabafou o presidente, minutos depois de ler a divulgação do lucro da empresa entre os meses de julho a setembro.

Alguns cortes propostos pela empresa são no Plano Odontológico, eliminando a partir de dezembro a cobertura nos tratamentos de ortodontia e implantes aos funcionários. E o presidente do sindicato alertou que os serviços já foram suspensos, pois muitos trabalhadores não tiveram o benefício aprovado quando procuraram um dentista na cidade. “Os funcionários procuram e não têm mais autorização de atendimento”, explicou o presidente.

Uma dentista, que solicitou não ter a identidade divulgada, informou que Parauapebas sentirá um impacto financeiro com os cortes. “Você não imagina a quantidade de pacientes que virão em dezembro para solicitar a retirada do aparelho no filho. Isso vai acontecer! Na clínica que atendo tem família com três filhos que usam aparelho nos dentes. Eles não terão condições de pagar a manutenção do serviço porque não terão aumento no salário. Estimamos que o movimento na minha clínica deve cair uns 50%. E acredito que muitas clínicas que atendem somente ortodontia ou implante em Parauapebas vão fechar”, alertou a dentista.

Já a esposa de um funcionário da Vale, entrevistada pelo Blog, que também pediu para não ser identificada, está apavorada por não saber como arcará com a manutenção dos serviços odontológicos que serão cortados. Ela diz que só no tratamento do aparelho terá de desembolsar mais de R$ 250. “Na minha casa, dois filhos e meu esposo usam aparelho nos dentes. E meu esposo precisa ainda fazer implante em dois dentes. Como vou fazer? Faz as contas: são em média R$ 85,00 o valor da manutenção de cada aparelho e cerca de R$ 3 mil cada implante. E olha que eu e meu esposo trabalhamos, imagina em uma família que só uma fonte de renda mensal?”, indagou a mulher. E fazendo as contas mesmo, só esta família terá um custo inicial de quase R$ 7.000 se continuarem os tratamentos por pelo menos três meses.

O que os funcionários abordados pelo Blog questionam é como a Vale chegou num cálculo de abono de R$ 800 para justificar a retirada dos dois benefícios no Plano Odontológico? Além de ser inviável o reajuste proposto, já que muitos custos, como gás, gasolina, energia, entre outros, aumentaram neste ano e o salário não acompanhou, perdendo o poder de compra. Essas são algumas das indagações que surgiram em reuniões na empresa quando os gestores repassaram a proposta da Vale.

Mesmo com todas as intransigências nas negociações, certo é que se o acordo não fechar no próximo mês, os benefícios serão cancelados. “Nosso acordo é de um ano, que vence em 01 de novembro. Se não fechar a proposta com a empresa, todos os benefícios serão suspensos”, explicou Macarrão.

Outro funcionário que também conversou com o Blog e pediu para não ser identificado disse que não tem acompanhado de perto as negociações, mas destacou o abismo entre as informações repassadas pelo Sindicato com a pauta da negociação. “Um exemplo é a proposta de reajustes salariais defendida pelo sindicato, em torno de 20%, e a oferta,  de 1,5%. Outra discrepância é o cartão de alimentação, que teria um aumento de mil reais, passando para R$ 1.700, sendo que no acordo da empresa é manter os R$ 700. Ou seja, eu vejo a discussão de valores incompatíveis com a realidade de mercado. Acho que o Sindicato quer angariar sócios, sendo que as propostas divulgadas sequer são colocadas na mesa de negociação com a empresa”, concluiu.

O presidente do Metabase Carajás justificou a indagação do funcionário argumentando que “todos os benefícios sempre foram criticados durante nossas negociações achando que o valor que solicitamos é inviável, mas conseguimos muitas vitórias. Um exemplo é o cartão de alimentação. Quando conseguimos, ele iniciou com o crédito de R$ 60 e hoje está em R$ 700. Lutamos porque o trabalhador merece”, enfatizou o presidente.

O Blog também procurou a Assessoria de Imprensa da Mineradora Vale, mas esta informou que não comenta negociações em andamento.

Negociação

Celpa e Cejusc levam o Projeto Negociar para o município de Parauapebas

Serão oferecidas oportunidades de negociação para os clientes que possuem débitos com a concessionária

Entre os dias 08 e 12 de maio, a Celpa realizará em Parauapebas o Projeto Negociar. A ação tem o intuito de promover a conciliação para os clientes que possuem débitos pendentes junto a empresa. O evento ocorrerá de 8h às 17h nas dependências do Tribunal do Júri, no Fórum Cível de Parauapebas, localizado na Rua C, quadra Especial s/n, no bairro da Cidade Nova. A iniciativa é realizada em parceria com o Tribunal de Justiça do Pará, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

A semana de conciliação será destinada a cerca de 800 consumidores de Parauapebas, que foram convocados por meio de carta convite encaminhada pelo Tribunal de Justiça do Estado a comparecer na negociação. A expectativa da distribuidora é atender e buscar soluções para todos os casos apresentados e, assim, evitar que os mesmos se transformem em demandas judiciais.

Conforme explica um dos líderes da área Jurídica da Celpa, Carlos Eduardo Rodrigues, o projeto é uma ótima alternativa para quem pretende eliminar suas pendências com a distribuidora. “A Celpa é uma empresa que se preocupa em oferecer o máximo de alternativas possíveis para o cliente quitar suas dívidas. Trata-se de mais uma oportunidade oferecida para a população de Parauapebas que pretende resolver suas pendências financeiras com a distribuidora, agora sob a chancela e parceria do CEJUSC, núcleo de conciliação e mediação coordenado pela Juíza de Direito Eline Vieira, pois todos os acordos serão homologados e terão eficácia de título executivo judicial, o que confere maior segurança jurídica entre os envolvidos na negociação”, avalia o advogado.

Realizado desde do ano passado, o Projeto Negociar já proporcionou o atendimento de 382 consumidores, sendo que em 329 casos foram realizados acordos. Total que resultou em um saldo positivo de 86% de demandas resolvidas. Na mais recente rodada de negociações do projeto, realizada em Belém no mês passado, foram cerca de 120 acordos fechados com êxito, que trouxeram entendimento entre empresa e cliente.

SERVIÇO:

Projeto Negociar Celpa

Data: 8 a 12 de maio.

Local: Tribunal do Júri, no Fórum Cível de Parauapebas, localizado na Rua C, quadra Especial s/n, no bairro da Cidade Nova.

Horário: 8h às 17h.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Celpa

error: Conteúdo protegido contra cópia!