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comércio

Ideflor-bio vai cadastrar pescadores e compradores do Lago de Tucuruí

O cadastramento faz parte das atribuições prevista na lei de criação da APA Lago de Tucuruí

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) vai realizar o cadastramento do todos os pescadores e compradores de pescado (intermediários) que utilizam os recursos pesqueiros do Mosaico de Unidades de Conservação Lago de Tucuruí.

O cadastro inicia por Tucuruí e Breu Branco a partir do dia 22 e seguindo até o dia 3 de fevereiro. Pescadores e compradores dos municípios de Novo Repartimento, Goianésia do Pará, Jacundá, Itupiranga, Nova Ipixuna e Marabá também deverão realizar o cadastro até o dia 10 de março, prazo final do cadastramento.

Mariana Bogéa, gerente do Mosaico do Lago de Tucuruí, explica que o cadastramento faz parte das atribuições prevista na lei de criação da APA Lago de Tucuruí e será integrado ao Sistema de Monitoramento do Desembarque Pesqueiro e Aquícola do Mosaico Lago de Tucuruí, que irá emitir o documento oficial de identificação dos usuários dos recursos pesqueiro do Mosaico, assim como o comprovante de produção dos pescadores. “O cadastro é gratuito, e os pescadores e comerciários não pagarão nenhuma taxa para efetivar o cadastramento e nem para adquirir a declaração junto às entidades do setor da Pesca”, enfatiza a gerente.

O Sistema de Monitoramento tem o apoio da Justiça Federal, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, com o objetivo de auxiliar nas práticas adotadas por esses órgãos para coibir os ilícitos que envolvem o setor da pesca.

Os convocados deverão comparecer aos locais indicados no Chamado Público publicado no Diário Oficial do Estado do Pará n° 33527, de posse dos documentos pessoais e de específicos como o original e cópia da carteira de Pescador Profissional Artesanal (RGP); carteira da entidade de classe a qual é filiado; declaração da entidade representante de classe preenchida e assinada pelo representante legal da entidade; documento de comprovação de propriedade de embarcação, quando houver.

Mais informações:

Sede das colônias de Pescadores dos municípios envolvidos.

Sede do Ideflor-bio em Belém (AV. João Paulo II, s/n. Curió-Utinga) ou em Tucuruí (Rua Groelândia, n°01. Vila Marabá), de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

Ou por meio do e-mail: grtuc.ideflorbio@gmail.com

Os cadastramentos serão realizados nos seguintes períodos e locais:

Período

Público

Local de cadastramento

Horário

22/01/2018 à 03/02/2018

Pescadores e Compradores dos municípios de Tucuruí e Breu Branco

Sede do Mosaico Lago de Tucuruí (Rua Groelência, n°01. Vila Marabá-Tucuruí)

08:00 às 12:00 e de 14:00 às 18:00 horas.

05/02 à 10/02/2018

Pescadores e Compradores do Município de Novo Repartimento

Barracão da Colônia de Pescadores Z-78 Novo Repartimento – Polo Pesqueiro.

12/02 à 17/02/2018

Pescadores e Compradores do município de Goianésia do Pará

Sede da Colônia de Pescadores Z-61 Goianésia do Pará, na Vila São Pedro.

19/02 à 24/02/2018

Pescadores e Compradores do município de Jacundá

Sede da Colônia de Pescadores Z-43 de Jacundá.

26/02 à 03/03/2018

Pescadores e Compradores do município de Itupiranga e Nova Ipixuna

Sede da Colônia de Pescadores Z-44 Itupiranga.

05/03 à 10/03/2018

Pescadores e Compradores do município de Marabá

Sede da Colônia de Pescadores Z-30 de Marabá.

Meio Ambiente

Polícia Civil deflagra “Operação Safe Forest” para combater desmatamento e transporte irregular de madeira no interior do Pará

Foram presos os IPCs Sidney de Souza Almeida e Regivaldo de Moraes Menezes e os PMs major Márcio (comandante da 23ª Companhia Independente de Novo Repartimento); Sargento França (comandante do Destacamento da PM no Distrito de Maracajá) e Cabo Joniel, da 23ª Companhia Independente de Novo Repartimento.

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, 12, a operação Safe Forest (floresta salva em inglês) para combate aos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e corrupção ativa relacionados ao desmatamento e transporte irregular de madeira, em Novo Repartimento, no sudeste do Estado. Cinco policiais – dois civis e três militares – foram presos em cumprimento a mandados judiciais de prisão preventiva acusados de receber pagamentos de madeireiros da região para dar suporte aos crimes ambientais. Dois madeireiros também acusados dos mesmos crimes foram presos. Ainda, durante a operação coordenada pela Superintendência Regional de Polícia Civil do Lago de Tucuruí, foram cumpridos mandados de busca e apreensão referentes ao inquérito.

A operação é resultante de investigação presidida pelo delegado Arthur Nobre responsável pelo inquérito instaurado para apurar os crimes. O delegado explica que as investigações foram iniciadas no ano passado, quando a operação foi deflagrada para combater crimes ambientais que contavam com conluio de agentes públicos ligados a madeireiros na região. No esquema criminoso, explica o delegado, os policiais recebiam propinas para fazer “vista grossa” diante dos crimes ambientais, como desmatamentos ilegais e transporte de madeira sem qualquer autorização legal. A partir das provas coletadas no inquérito, detalha o delegado Sandro Rivelino, titular da Superintendência do Lago de Tucuruí, foi desencadeado o cumprimento de mandados judiciais na cidade de Novo Repartimento.

Foram presos os madeireiros Itamar Oliarski e José Gonzaga Monteiro Barra Nova, em Novo Repartimento, com ordens de prisão preventiva expedidas pela Comarca do município. Foram presos também os policiais civis Sidney de Souza Almeida e Regivaldo de Moraes Menezes (investigadores) e os policiais militares major Márcio (comandante da 23ª Companhia Independente de Novo Repartimento); Sargento França (comandante do Destacamento da PM no Distrito de Maracajá) e Cabo Joniel, da 23ª Companhia Independente de Novo Repartimento. A operação contou com a presença de representantes das Corregedorias da Polícia Civil e da PM e ainda da Promotoria Militar do Ministério Público do Estado para atuar, de forma conjunta, na prisão de agentes públicos acusados das práticas criminosas investigadas.

Os policiais serão conduzidos ao presídio Coronel Anastácio das Neves em Santa Izabel do Pará. Já os madeireiros foram transferidos ao Presídio Regional de Tucuruí. A operação policial também foi deflagrada por equipes de policiais civis da Superintendência Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, sob coordenação do delegado Vinícius Sousa Dias. Durante o dia, eles tentaram localizar outros dois acusados de envolvimento nos crimes em Vitória do Xingu e Uruará, cidades situadas na mesma região de Altamira, porém os dois acusados – os madeireiros Sivaldo Furtado Moraes e Jorge Luis Moisés, conhecido como “Jorge do Goiás” – não foram localizados e estão foragidos. As investigações continuam visando localizar e prender os foragidos. (ASCOM PCPA)

Meio Ambiente

Operação apreende 2,5 toneladas de pescado na região do lago de Tucuruí

Polícia tirou ainda de circulação João Batista Xavier Garcia, o Capadinho, um dos maiores atravessadores de pescado da região

A ação integrada entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o Ideflor-bio e as Secretarias de Meio Ambiente de Tucuruí e de Goianésia do Pará resultou na apreensão de mais de 2,5 toneladas de pescado. A apreensão do pescado irregular aconteceu nesta segunda-feira (11) na Vila das Placas, no município de Breu Branco.

Com o apoio do 13º Batalhão de Polícia Militar de Tucuruí foi detido um dos maiores atravessadores de pescado da região, João Batista Xavier Garcia, conhecido como Capadinho, que já foi conduzido à 15ª Zona de Policiamento de Tucuruí (Z-pol) para os procedimentos criminais.

Conforme o delegado de Tucuruí, Washington Santos de Oliveira, Capadinho é acostumado a cometer esse tipo de crime e somente ele já chegou a desviar e comercializar mais de 50 toneladas de pescado no período do defeso. O atravessador foi preso em flagrante e foi apreendido o veículo utilizado para transportar o pescado. “Já estávamos tentando fazer a prisão dele há algum tempo e o infrator evadiu do local abandonando o veículo que foi apreendido junto com o pescado, mas conseguimos pegar ele”, falou o delegado.

Mariana Bogéa de Souza, gerente do Mosaico Lago de Tucurui, falou sobre as diversas atividades de fiscalização que estão sendo realizadas na região do Mosaico. Até o mês de dezembro já foram apreendidos mais de 5 toneladas de pescado e somente nesta operação, três veículos de pequeno porte e dois caminhões foram apreendidos e os infratores foram conduzidos a delegacia. Todo o pescado foi doado para as comunidades e entidades que prestam serviços sociais.

saúde

Raro, câncer de pênis é o segundo tipo mais comum da doença na região de Tucuruí

Especialista da Unacon explica que tumor é o segundo mais frequente nos homens, atrás apenas do câncer de próstata. Doença é causada pela falta de higiene e em homens com fimose.

Na semana em que a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vítor Moutinho (Unacon), em Tucuruí, encerra as ações de educação em saúde do Novembro Azul, contribuindo para o diagnóstico precoce do câncer da próstata em homens dos municípios de Breu Branco, Goianésia do Pará e Novo Repartimento, além de Tucuruí, uma surpresa nada agradável está sendo a descoberta de casos recorrentes de câncer de pênis. No último ano, foram três casos diagnosticados na região, o que deixa Tucuruí e os municípios como uma área de alta incidência da doença.

Conforme explica a médica oncologista, Ana Paula Borges, os cânceres mais recorrentes na região são o de pele, mama, próstata, gástrico, colo do útero e pênis. Sendo nos homens o de próstata e pênis prevalentes na região de Tucuruí.

A médica explica que o câncer de pênis foi um achado aqui na região, pois, mesmo sendo esse tipo de doença muito comum na região norte e nordeste, a equipe da Unidade não esperava encontrar tanta incidência.

Ana Paula explica que em todo o país, os índices da doença atingem 2% ao ano. Tucuruí foram registrados três casos avançados de câncer de pênis. Parece pouco, mas no Maranhão, onde a doença atingiu status de problema de saúde pública, em 2016, em seis meses foram diagnosticados quatro casos, sendo oito casos ao todo. “Por diversos fatores, dentre eles alimentares, de higiene e culturais, os homens da região deixam de fazer exames periódicos. É preciso orientar e educar essa população porque muitos homens não atentam para sintomas e a alternativa, no caso do câncer de pênis avançados, é a amputação”, explica a médica.

FALTA DE HIGIENE
A doença é causada principalmente pela falta de higiene e tem forte prevalência em homens com fimose (quando o estreitamento na abertura do prepúcio, a pele que reveste a glande, impede que ela seja exposta). Estudos científicos sugerem que a doença também está associada à infecção pelo vírus HPV.

Ana Paula explica que o tumor no pênis acomete principalmente homens que vivem em regiões rurais, com pouca cultura e que só procuram ajuda quando o pênis já está muito ferido, às vezes com o tumor exposto, saindo sangue e pus. Medidas simples como a circuncisão evitaria o câncer de pênis.

Outra forma de melhorar o diagnóstico e o tratamento seria aumentar a atenção sobre a doença cujo número de casos não é relatado com rigor, o que trava investimentos em pesquisas e remédios.

CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO
O câncer de pênis inicialmente não apresenta sintomas, mas tem como causa principal o acúmulo de secreções na glande. Essa ‘sujeira’ pode evoluir para uma infecção que se transforma em ferida. Se não curada, vira um tumor que aos poucos vai lesionando a região.

Mas sua prevenção é simples: basta lavar a cabeça do pênis com água e sabão, puxando a pele na hora do banho, depois da masturbação e depois de ter relações sexuais, além de usar camisinha para evitar a infecção pelo HPV.

Outro problema é que a quimioterapia e a radioterapia pouco funcionam nestes casos, por isso a amputação parcial ou total é frequente. “Quando se dá o diagnóstico do tumor, o que é confirmado por biópsia da lesão suspeita, geralmente o tratamento é extirpa-la, retirá-la. O que geralmente é feito por mutilação, amputação do pênis, parcial ou total, ou até por emasculação que é amputar toda a genitália inclusive testículos e bolsa escrotal”, explica a especialista.

Por isso, em caso de vermelhidão ou feridas no pênis, o ideal é procurar um urologista. Se o tumor for pequeno, o câncer pode ser eliminado com cirurgia. “Atenção a todas as lesões, ferimentos, manchas no pênis que não melhoram após tratamentos mais comuns como cremes, pomadas. Lembrando que muitas lesões no pênis podem ser micoses, infecções de pele, ou até DSTs e que se submetidas aos tratamentos específicos saram. O ideal é procurar um médico para avaliação. Mas a maneira simples de tentar evitar tão triste história é algo fácil, prático e barato: lavar o pênis”, orienta.

Referência para tratamento de câncer na região, a Unacon tem equipe especializada que trata diretamente, com atendimento seguro, de qualidade e humanizado, de 24 pacientes com neoplasia maligna de próstata.

Somente no sudoeste do Pará a Unacon é responsável pela assistência de uma população estimada em quase 1,8 milhão de habitantes. A unidade atende usuários adultos egressos da própria unidade e também os encaminhados pela Central de Regulação de Marabá.

SERVIÇO

A Unacon Tucuruí funciona em frente ao Hospital Regional, na Vila Permanente. Mais informações pelos fones: (94) 3778-4928 / 4599.

Justiça do Trabalho

Novo Repartimento: Dispensa de bancária que se recusou a pagar cheque falso é considerada abusiva pelo TST

Ela afirmou ter sido coagida pelo Bradesco a pedir empréstimo para cobrir o saque irregular. Se negou e foi demitida.

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão que considerou abuso de poder do Banco Bradesco S.A. a coação de uma bancária da agência de Novo Repartimento, no sudeste do Pará, a fazer empréstimo para pagar o saque indevido de um cheque com assinatura falsificada e sua posterior demissão, mesmo ciente de sua inocência. Para o relator do recurso do banco contra a condenação, ministro Cláudio Brandão, o direito do empregador de rescindir o contrato de trabalho imotivadamente não é absoluto e não pode ser exercido de forma abusiva.

Na reclamação trabalhista, a bancária disse que um dia deixou a validação dos envelopes de depósitos dos caixas eletrônicos aos cuidados do gerente enquanto executava um procedimento nas máquinas. No dia seguinte, um cliente reclamou do desconto de R$ 25 mil relativo a um cheque que não emitira. Ficou constatado, por meio do “log” do sistema, que a operação foi feita sob o registro do gerente, e que a assinatura do cheque era falsa. Mesmo assim, a bancária disse que foi orientada a fazer empréstimo para pagar a diferença, e, como se recusou, foi demitida. Por isso, pediu reintegração ao emprego e indenização de R$ 200 mil.

O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) reformou a sentença que julgou os pedidos improcedentes com base em documentos e testemunhas que comprovaram a infração de norma interna pelo gerente ao manusear caixa aberto por terceiros. Entendendo que a conduta do Bradesco de acusar intencionalmente a bancária de um crime que não cometeu foi abusiva e cruel, deferiu indenização no valor de R$ 100 mil.

Ao julgar o agravo pelo qual o banco pretendia rediscutir o caso no TST, o ministro Cláudio Brandão registrou que a conduta descrita pelo Regional demonstra a ocorrência de abuso do direito potestativo de rescindir o contrato de trabalho. Ele explicou que um ato cujo exercício seja lícito pode, na prática, revelar-se abusivo, e o artigo 187 do Código Civil qualifica o abuso de direito como ato ilícito e passível de reparação.

A decisão foi unânime no sentido do desprovimento do agravo e instrumento.

Congresso

Apae Marabá reúne nove municípios da região em Congresso preparatório para as etapas estadual e nacional

Com o tema “Conquistas e desafios no cotidiano da pessoa com deficiência intelectual e múltipla”, o evento contou com a participação de representantes dos municípios de Marabá, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu onte, (1º), durante todo o dia, em Marabá, o 1º Congresso Regional das Apaes (Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e o 1º Fórum de Autodefensores. O evento foi realizado no auditório e salas da Faculdade Unopar e reuniu dirigentes das Apae local e dos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Parauapebas, São Geraldo do Araguaia, Rondon do Pará,Tucuruí, Itupiranga e Novo Repartimento. O objetivo foi proporcionar formação, trabalhar com todas as unidades e com o município, a fim de mostrar a responsabilidade e a competência do movimento apaeano.

Como 6º Conselho Regional, foi a Apae de Marabá que organizou o primeiro congresso a partir da necessidade nacional: “Pelo fato de sermos federativos, rege o nosso Regimento Interno que, a partir deste ano, todas as regional farão seus congressos para proporcionar conhecimento aos seus sócios-contribuintes, assim como transmitir as atualizações e mudanças ocorridas no movimento”, informa Maria do Socorro Cavalcante, diretora da Apae local.

Segundo ela, em meio à crise econômica que assola o País, hoje as Apaes sobrevivem com dificuldade. No caso de Marabá, a instituição é sustentada pelos sócios-contribuintes, com a realização de eventos e coma parceria oficial apenas da prefeitura, uma vez que nem Estado nem União são parceiros.

Na avaliação do presidente da Apae de Marabá, Winston Diamantino, em verdade, há muitos recursos disponíveis no Estado e na União, porém a dificuldade de chegar a esses recursos é muito grande, não só pela intrincada burocracia oficial quanto pela ausência de informação. “A Apae tem um objetivo muito grande e acaba cumprindo um papel que seria dever Estado, justamente pela deficiência deste. Então, o desafio das Apaes é muito grande”, afirma ele.

Segundo Winston, o maior desafio da Apae Marabá hoje continua sendo financeiro, uma vez que, mesmo sendo “muito bem administrada”, a instituição, que tem 19 anos de existência e hoje mantém 500 alunos, tem uma fila de espera que representa o dobro desse número.

O presidente da Federação das Apaes do Pará, Emanoel Ó de Almeida, explica que o 1º Congresso Regional é uma etapa rumo aos congressos estadual e nacional, este a se realizar em Natal (RN). “O fundamento dos congressos regionais é a capacitação, para que a comunidade conheça o movimento apaeano, que luta sempre com muita dificuldade. Oferecer um serviço de qualidade e gratuito é muito difícil”, afirma ele.

Emanoel destaca que as Apaes precisam sempre da parceria da comunidade e do poder público e elogia o trabalho feito na regional: “Marabá e outros municípios da região estão evoluindo muito bem. É região com maior número de Apaes no Estado”, reforça.

Durante o dia acontecem atividades culturais envolvendo os alunos da Apae Marabá, além de palestras, mesas redondas e oficinas, tudo ministrado por psicólogos, pedagogos, professores e outros profissionais.

Febre Aftosa

Vacinação contra febre aftosa começa hoje no Pará

Regiões sul e sudeste abrigam os maiores rebanhos do estado, estando os maiores situados em São Félix do Xingu, Marabá e Novo Repartimento

Começa hoje, segunda-feira (1º), a campanha de vacinação contra febre aftosa em rebanhos bovinos e bubalinos em 127 municípios do Pará. Os maiores rebanhos estão localizados nas regiões sul e sudeste. Em Marabá, por exemplo, há 1,1 milhão de cabeças de gado em 4.623 propriedades, conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), responsável pela ação. A expectativa é imunizar mais de 20 milhões de cabeças em aproximadamente 108 mil propriedades rurais do estado nesta primeira etapa, que dura até o próximo dia 31.

Além de Marabá, que aparece em segundo lugar no ranking dos maiores rebanhos paraenses, a região também abriga o primeiro e o terceiro lugares, São Félix do Xingu, com 2,2 milhões de cabeças de gado, e Novo Repartimento, com 959 mil cabeças de gado. As únicas regiões não atendidas nesta etapa serão o Arquipélago do Marajó e os municípios de Faro e Terra Santa.

O responsável pela vacinação é o produtor rural que tem a obrigação de notificar a Adepará em relação à imunização até o dia 15 de junho. O órgão, por sua vez, realiza a campanha e acompanha o processo para garantir que o processo atenda às metas estabelecidas pela agência em atingir o mais alto índice vacinal.

Finalizada essa etapa, o Estado do Pará realiza campanha entre 15 de julho e 30 de agosto nas Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa e entre 15 de agosto e 30 de setembro na Ilha do Marajó. Entre 1º e 30 de novembro será realizada a segunda etapa estadual. A vacinação brasileira é determinada em normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e deve ser realizada semestralmente. (Com informações da Agência Pará)

Mineração

Empresa australiana quer desvendar cobre e ouro da Serra Misteriosa, em Marabá

Ouro, prata e platina estão no bojo do que a empresa acredita que pode explorar, no futuro, em solo marabaense

Não chega a ser uma nova Serra Pelada, mas a Serra Misteriosa, localizada no extremo norte de Marabá, na divisa com o município de Novo Repartimento, tem ouro e bastante prata e platina. Mas parece que a maior jazida mesmo é de cobre, como no Salobo.

A Serra Misteriosa está localizada a cerca de 265 quilômetros da sede de Marabá e a mais ou menos 105 da sede de Parauapebas. O acesso à mina deve ser feito da mesma forma como o Salobo, via Parauapebas. Do Salobo até lá são apenas 12 km, enquanto de Parauapebas até o Salobo são outros 93 km.

A Centaurus Metals informou que iniciou a exploração no projeto de ouro Serra Misteriosa, em Marabá, por meio de estudos de Polarização Induzida (IP). Segundo a mineradora, o local contém uma anomalia de ouro no solo com extensão de 2,4 quilômetros, sendo que a anomalia geoquímica se estende por cinco quilômetros e tem 500 metros de largura. As primeiras sondagens vão começar em março ou abril deste ano, quando terminar a estação das chuvas na região.

Consultado pela reportagem se tinha conhecimento desse processo na região, o jornalista e engenheiro de minas André Santos, especialista em economia mineral disse que tem observado a movimentação da empresa Centaurus Brasil Mineração Ltda. na região. Ele indica que os estudos de sondagem da mineradora abrangem a porção da Serra Misteriosa que fica no município de Marabá, conforme costa do protocolo 851068/2016, referente ao pedido de requerimento de pesquisa da empresa junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Santos afirma que a mineradora deu entrada no requerimento de pesquisa há 40 dias e que a área alvo de sondagem possui 788,07 hectares, conforme representação gráfica poligonal do espaço. Na ocasião, para compor o processo, a empresa apresentou memorial descritivo, planta de situação da área, plano de trabalho, orçamento e cronograma da pesquisa, além da prova de recolhimento de emolumentos e as anotações de responsabilidade técnica.

“Essa região que a empresa quer investigar possui muito cobre em concentrado por conta, especialmente, de sua proximidade com a Serra do Salobo”, informa Santos, de acordo com quem a Serra Misteriosa está, em sua maior parte, no município de Novo Repartimento, com o qual Marabá faz divisa. Lá, a cordilheira chega a 250 metros acima do nível do mar, ponto mais alto daquele município vizinho a Marabá.

O engenheiro de minas informa ainda que, apenas para se ter ideia do potencial da região, está em Marabá a maior província de cobre medida e provada do Brasil, sobre a qual se assenta o projeto Salobo, assinado pela multinacional Vale. Um estudo realizado em 2012 pela empresa, intitulado “Viabilização da Mina de Cobre do Salobo: do Estratégico ao Tático”, mostrou que o corpo mineral do Salobo possui 1,198 bilhão de toneladas de minério, com teor médio de cobre de 0,67% e de 0,42 grama de ouro por tonelada.

Já o Relatório Anual 2015 divulgado pela companhia ano passado revelou que a tonelagem é de 1,156 bilhão, com faixa de recuperação de 80 a 90%. “Marabá tem dez vezes mais cobre medido, provado e provável que a região do Sossego, em Canaã dos Carajás”, informa o engenheiro, adicionando que, além dos interesses da Centaurus pelo cobre e ouro de Marabá, há ou já passaram pelo município uma legião de 300 interessados, desde 1974, em explorar o cobre e o ouro da terra.

“O primeiro processo requerendo lavra de cobre e ouro em Marabá, junto ao DNPM, data de 20 de junho de 1974 e é da Mineração Jurupari. O mais recente, da semana passada, é de uma pessoa física”, revela.

Dessa forma, Marabá acaba sendo penalizada mais uma vez. Ficará apenas com royalties e ISS (Imposto Sobre Serviços). Para garantir empregos para o povo daqui, só se a Câmara Municipal de Marabá criar um projeto de lei para obrigar as empresas a contratar mão de obra local.

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