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polícia

PM varre região da PA-279 na busca aos assaltantes de mais um carro forte da Prosegur (Atualizado)

O veículo saiu de Redenção pela manhã e foi alvo de ataque, com explosivos, por volta das 14h30
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Guarnições da Polícia Militar de Xinguara estão varrendo as vicinais da região da Rodovia PA-279 na tentativa de encontrar os assaltantes que atacaram um carro-forte da Transportadora de Valores Prosegur, que saiu pela manhã desta quarta-feira (17), da filial da empesa em Redenção. O veículo faria a rota Xinguara, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte e Tucumã, abastecendo vários estabelecimentos bancários. Porém, por volta das 14h30, entre Água Azul e Xinguara, nas proximidades da localidade Chapéu de Palha, sofreu ataque de uma quadrilha formada por aproximadamente 15 assaltantes, conforme informações preliminares.

Os bandidos, que estariam numa camionete vermelha, atacaram o carro-forte com explosivos, reduzindo o veículo a sucata, e conseguiram levar todo o dinheiro que era transportado. Antes do ataque ainda tentaram tomar a camionete de um médico, contra a qual fizeram disparos, mas o condutor conseguiu fugir, levando apenas um tiro de raspão. Dos vigilantes, apenas um saiu ferido, mas sem gravidade.

De Marabá também seguiram guarnições policiais para ajudar nas buscas. É possível, segundo informações do local do ataque, que a quadrilha tenha fugido pela localidade Casa Branca, que dá acesso à várias vicinais.

Atualização às 18h55

O médico atingido por um disparo de arma de fogo quando desobedeceu a ordem de parar dada pelos bandidos que assaltaram o carro-forte passa bem. Dr. Faure Lopes, cirurgião muito conhecido e respeitado em Xinguara e Redenção foi atingido de raspão na cabeça e estilhaços do para-brisa da camionete que conduzia feriram levemente partes do seu corpo, já que os meliantes atiraram várias vezes contra o veículo. Ele recebeu os primeiros socorros no Hospital Municipal de Xinguara.

Ourilândia do Norte

Bandidos ateiam fogo em caminhonete e ordenam que funcionários a dirijam em chamas

O fato aconteceu ontem em Ourilândia do Norte

O Blog recebeu imagens e testemunho da assessoria de imprensa da Fazendo 1200, localizada na Rodovia PA-279, KM 140, zona rural do municipio de Ourilândia do Norte, informando que dois funcionários da fazenda foram vítimas de um ataque oriundo de pessoas que, segundo a assessoria, estariam interessadas em invadir a área.

Relata a assessoria que na tarde de ontem (27), os funcionários Amauri Ferreira de Oliveira e Vailton de Oliveira da Silva se dirigiram até o interior da fazenda para reparar uma cancela na divisa, na vicinal do zero, que havia se danificado, quando deles se aproximaram quatro indivíduos armados de arma de fogo, ameaçando-os de morte e ordenando que se deitassem no chão. Relata, ainda, que contra os mesmos foram disparados vários tiros, na tentativa de amedrontá-los, sem que nenhum os acertasse.

Em seguida, os agressores atearam fogo em um veículo caminhonete marca Toyota, modelo Hilux, ano-modelo 2006/07, cor Branca, placa MQI 5225, de propriedade da fazenda que estava sendo usada pelos funcionários. Não obstante, demonstrando crueldade, os elementos ordenaram que os funcionários entrassem na caminhonete em chamas e a retirassem da fazenda.

Em um boletim de ocorrência registrado pelo fazendeiro na delegacia de Ourilândia do Norte, os funcionários relataram que foram informados pelos bandidos que ali haviam muitos outros comparsas escondidos na mata da fazenda, todos eles fortemente armados. Segundo os funcionários, a intenção dos agressores seria o roubo de gado ou invadir a propriedade.

A Fazenda 1200 foi objeto de invasão orquestrada por um grupo ligado ao MST há oito anos; a reintegração de posse ao proprietário se deu por vias judiciais há dois anos, sem que nenhum ato de agressão tenha sido registrado.

A Fazenda 1200 é de propriedade dos Sr. Eutínio Lippaus, de 83 anos de idade, trinta deles vividos dentro da área. A propriedade é inteiramente documentada e produtiva conforme a lei solicita. Ela é, segundo dados da Secretaria de Fazenda do Estado do Pará, uma das maiores recolhedoras de impostos da região. Somente em 2017, a propriedade comercializou cerca de 1 mil bois gordos, além de crias e recrias.

O Blog não conseguiu contato com o delegado de Ourilândia do Norte, que está de férias. O B.O. foi registrado, em Ourilândia do Norte, pelo delegado titular do municipio de Tucumã. Devido à época natalina, não foi possível o contato com a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA-PA), responsável por investigar atos desse porte.

Não é possível que em pleno século XXI, atitudes como estas, de agredir, intimidar, invadir e roubar o alheio ainda existam. Esse crime precisa ser exaustivamente investigado e os culpados punidos com os rigores da lei.

Ourilândia do Norte

Vale não cumpre decisão e Justiça Federal determina que acesso ao Projeto Onça Puma seja lacrado

Essa é a terceira decisão da Justiça Federal suspendendo as atividades de mineração do Projeto Onça Puma.

A Justiça Federal determinou mais uma vez, a paralisação das atividades de mineração do empreendimento Onça Puma da Vale, localizada no município de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1) foi tomada depois da denúncia feita pelas associações indígenas de que a Vale S/A continuava realizando as atividades de exploração, mesmo impedida por uma decisão judicial.

Na decisão publicada nessa quinta-feira, dia 5, o desembargador federal Souza Prudente determina, com urgência, que dois oficiais de justiça, utilizando de força policial, se necessário, lacre os portões de acesso às dependências do empreendimento, e também dos equipamentos e maquinários.

Essa é a terceira decisão da Justiça Federal suspendendo as atividades de mineração do Projeto Onça Puma. Na última decisão, em 14 de setembro, a 5º Turma do TRF1 entendeu que o empreendimento estava funcionando sem o atendimento dos pré-requisitos determinados no processo de licenciamento, causando impactos negativos nas comunidades Xikrin e Kayapó, que vivem próximas da bacia do Rio Catetê e do Igarapé Carapanã. Além da paralisação, a Justiça determinou o pagamento de um salário mínimo por cada membro da aldeia e multa diária de R$ 100 mil reais.

A Ação Civil Pública contra a Vale S/A é do Ministério Público Federal e das Associações Indígenas Pore Kayapó, Tutu Pombo, Bayprã de Defesa do Povo Xikrin do Od-já e Porekro de Defesa do Povo Xikrin do Catetê, objetivando a cessão de exploração das atividades minerárias do empreendimento até que sejam cumpridas as condicionantes para o desenvolvimento da atividade de exploração, a regularidade da licença ambiental, juntamente com a implantação de medidas compensatória e mitigadoras nas comunidades indígenas Xikrins e Kayapós. De acordo com o MPE, o empreendimento trouxe transtornos aos indígenas, decorrente da má qualidade da água do Rio Catetê, que servia para pesca e banho, e a concentração de metais no rio acima do limite estabelecido. Também foi denunciado o aumento anormal de casos de má formação de bebês recém-nascidos do Povo Xikrin.

Histórico da ação judicial

A Mineradora Vale obteve a licença prévia para funcionamento do Projeto Onça Puma, em agosto de 2004 com objetivo de explorar as serras do Onça e do Puma, perto das terras indígenas do Rio Catetê e do Igarapé Carapanã. Em contrapartida, a Vale teria que apresentar os programas preventivos, mitigadores e compensatórios para as comunidades indígenas afetadas. Segundo o MPF, a mineradora se comprometeu em desenvolver atividades para o acesso à energia, projetos de esporte e educação, além da recuperação da mata ciliar e controle de emissão de resíduos. Com isso, a licença de instalação foi emitida em 2005 e em agosto de 2008, a Vale obteve a licença de operação das atividades de beneficiamento do minério que foi renovada em 2010.

Em maio de 2011, o MPF ajuizou ação civil pública contra a Vale, alegando que o empreendimento estaria em operação sem cumprir as condições estabelecidas para o licenciamento, solicitando a suspensão das atividades de mineração e o pagamento da quantia de R$ 1 milhão para ser revertida em favor das comunidades indígenas até que as condicionantes fossem implementadas.

A Justiça acolheu o pedido parcialmente, determinando o depósito em quantia inferior para as três aldeias. As associações indígenas e o MPF recorrem, pedindo a suspensão da atividade de mineração. O relator do caso no TRF1, o desembargador federal Souza Prudente, determinou a suspensão da atividade e o pagamento de R$ 1 milhão. A Vale entrou com o mandado de segurança e uma nova decisão da Justiça concedeu liminar favorável a Mineradora. Em 14 de setembro, com a decisão do colegiado do TRF1, o juiz Souza Prudente decide, novamente, pela suspensão da atividades e pagamento de valores julgado em ações anteriores. A Vale S/A recorreu da decisão.

Leia também: Vale emite nota sobre a paralisação do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte

Confira a decisão que determinou que o Projeto fosse lacrado:

Mineração

Justiça Federal suspende atividades de mineradora da Vale por impactos contra índios em Ourilândia do Norte

Essa é a terceira vez que a Vale é ordenada a paralisar a Onça Puma por causa dos impactos severos que causou aos modos de vida dos índios Xikrin e Kayapó

O Tribunal Regional da 1ª Região (TRF1) determinou a suspensão das atividades da mineradora Onça Puma, subsidiária da Vale até que sejam apurados os danos causados pela atividade sobre os índios Xikrin e Kayapó. A empresa explora uma mina de níquel no município de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará.

A decisão, tomada ontem (13) e divulgada hoje (14), e determina a paralisação das atividades enquanto a mineradora não cumprir as obrigações da licença ambiental relativas aos indígenas e não pagar compensações, arbitradas em um salário mínimo por indígena afetado, a partir de setembro de 2016.

De acordo com a decisão, tomada pela 5ª Turma do TRF1, o montante devido pela Vale aos indígenas chega a cerca de R$ 50 milhões. Parte do dinheiro será destinada para um fundo de investimentos para uso futuro e outra parte para despesas com saúde, projetos produtivos, infraestrutura e monitoramento ambiental, além da recuperação ambiental do Rio Cateté. As aldeias dos índios ficam às margens desse rio.

Durante o processo, ficou comprovado que as aldeias Xikrin da região do Cateté, localizadas no sudeste do Pará, entre as cidades de Ourilândia do Norte, Parauapebas e São Félix do Xingu, foram afetadas por diferentes empreendimentos de mineração na região, todos da Vale.

Entre eles, o Onça Puma, de extração e beneficiamento de níquel, que, em sete anos de atividade contaminou com metais pesados o Rio Cateté e inviabilizou a vida dos cerca de 1.300 xikrin. Foram registrados casos de malformação fetal e doenças graves.

Essa é a terceira vez que a Vale é ordenada a paralisar a Onça Puma por causa dos impactos severos que causou aos modos de vida dos índios Xikrin e Kayapó, sem apresentar estudos competentes e sem projetos para mitigação e compensação de impactos. Na decisão, o TRF1 considerou que a adoção de medidas valorizando a vida dos índios se sobrepõe a eventuais prejuízos econômicos decorrentes da paralisação do empreendimento.

Nota da Vale

Sobre o julgamento da 5ª. Turma do TRF1, que manteve a paralisação da atividade de mineração do empreendimento Onça Puma e reduziu o valor da indenização, a Vale informa que, em cumprimento à ordem judicial, paralisou suas atividades de mineração de Onça Puma e adotará os recursos cabíveis contra tal decisão de acordo com seu direito de ampla defesa.

No julgamento de ontem (13/9), o representante judicial do Estado do Pará confirmou que toda a atividade de Onça Puma é fiscalizada por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará -SEMAS/PA e que o rio Cateté, mesmo antes da implantação do empreendimento, já apresentava alguns elementos dissolvidos na água acima da norma, sendo isso uma condição natural da geologia da região, rica em minérios e outras atividades (garimpos, pecuária etc). Esta informação, inclusive, foi devidamente constatada pela Semas, em Nota Técnica emitida pelo órgão, em julho deste ano.

A Vale juntou diversos laudos de empresas técnicas e de profissionais de elevado conhecimento, indicando que não há relação entre os elementos dissolvidos na água e alegados problemas de saúde com a atividade de mineração de Onça Puma.

A Vale repassa cerca de 13 milhões de reais por ano para os Xikrin, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade, e reforça que está aberta ao diálogo com os indígenas e os representantes do Ministério Público Federal para viabilizar o cumprimento do PBA Xikrin. A empresa informa também que o PBA Kayapó vem sendo implementado regularmente.

Tucumã

Governo Federal libera R$ 6 milhões para ampliação e recuperação da PA-279

Investimentos vão fortalecer a integração logística paraense e estimular o desenvolvimento regional.

No último sábado (10), o Ministério da Integração Nacional  autorizou a liberação de R$ 6 milhões para a recuperação e ampliação da PA-279, no município de Tucumã, sul do Pará. A rodovia é uma das mais importantes para o escoamento da produção agrícola e pecuária da região e atende uma população de aproximadamente 36 mil habitantes.

Com recursos do Ministério da Integração Nacional, cerca de R$ 6 milhões serão investidos nas obras de desenvolvimento regional. A ação beneficiará diretamente todo o ciclo produtivo rural da região, facilitando o fluxo de mercadorias (ração animal, insumos agrícolas), produtos in natura (como o cacau), industrializados (leite pasteurizado, queijo, manteiga), melhorando não só a acessibilidade dos produtores rurais, como o próprio tráfego urbano.

Arco Norte – O esforço do Governo Federal para melhorar a infraestrutura rodoviária na região é mais uma das medidas que têm sido adotadas no estado para impulsionar o desenvolvimento. No último mês, um antigo anseio da população paraense se tornou realidade: a duplicação de mais uma etapa da BR-316 na região nordeste do estado.

Cerca de R$ 109 milhões foram investidos para fortalecer o escoamento da produção, estimular a economia e o desenvolvimento regional, além de garantir mais segurança à população na rodovia que possui um dos maiores fluxos rodoviários da Amazônia. O recurso, proveniente de emenda da bancada federal do Pará, será aplicado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. As obras contemplarão o trecho que vai do município de Castanhal até o trevo de Salinópolis, entre os quilômetros 67 a 112, totalizando 46 quilômetros.

Outra importante ação do Governo Federal são as obras de asfaltamento e reparação de pontes e de acessos às cidades que margeiam a BR-308, também no nordeste paraense. O investimento federal é de R$ 145 milhões e os serviços foram incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) em 2016.

PA-279 é uma rodovia estadual do Pará que liga os municípios de Água Azul do Norte, Tucumã Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, até a BR-155 em Xinguara. Ela está localizada na região sudeste do estado.

Mineração

STF manda TRF analisar suspensão do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte (Atualizada)

O Pará alega prejuízos econômicos em decorrência da suspensão da operação da mineradora Vale no município.

O Supremo Tribunal Federal determinou ontem, quarta-feira (30/5), que o Tribunal Regional Federal da 1ª região volte a analisar a suspensão do projeto de mineração Onça Puma, da mineradora Vale, no rio Catete, que cruza as terras da reserva Xikrin, no Pará.

Os ministros analisaram uma suspensão de liminar pedida pelo governo do Pará contra decisão do TRF-1 que havia paralisado a operação do projeto de mineração Onça Puma, da Vale, até a adoção de um plano de gestão e medidas compensatórias, cumulado com o pagamento de indenização, na ausência dessas medidas, no valor de R$ 1 milhão por mês por aldeia afetada

Em 2015, o então presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, deu parcial provimento ao pedido de suspensão de liminar, autorizando a continuidade das atividades da mina e determinando a realização de medidas compensatórias no prazo de 120 dias. O Pará alegava prejuízos econômicos em decorrência da suspensão da operação da mineradora.

No julgamento, os ministros entenderam que não era possível analisar o mérito do caso e que as instâncias originárias deveriam tratar o caso. Na sessão desta quarta, o ministro Luís Roberto Barroso, que havia pedido vista, afirmou que são plausíveis alegações de dano à comunidade indígena, como contaminação da água do rio e aumento anormal de caso de má formação de recém nascido.

Após o julgamento, a presidente do STF, Cármen Lúcia, se reuniu com índios da etnia Xikrin, do Pará, para explicar a decisão. A ministra recebeu um cocar, mas não colocou. Ela perguntou se branco poderia usar a peça. Na sequência, um índio se aproximou e colocou no pescoço de Cármen Lúcia um colar de proteção.  A ministra explicou que o presente ficará exposto na galeria da Presidência.

Nota da Vale Sobre Onça Puma

A Vale informa que tomou conhecimento da decisão do Pleno do Supremo Tribunal Federal acolhendo os recursos do MPF e Associações Indígenas para restabelecer a decisão do TRF1, que determinava a suspensão das atividades da mina e o pagamento de 1 milhão de reais por mês por aldeia Xikrin. Importante esclarecer que essa decisão ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. Tão logo, a decisão seja publicada, a Vale avaliará as medidas judiciais cabíveis no âmbito dos processos existentes.

A Vale esclarece que a atividade da mina de Onça Puma está devidamente licenciada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas), com atendimento de todas as condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental. Todos os procedimentos de monitoramento exigidos pela Semas são rotineiramente cumpridos e encaminhados para o órgão licenciador, sendo que todo o estudo do componente indígena e implantação do Plano Básico Ambiental (PBA) foi aprovado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas  a empresa enfrenta uma resistência injustificada por parte dos indígenas que negam acesso da Vale no interior da Terra Indígena Xikrin do Cateté.

A Vale reforça que desenvolve projetos de produtividade e infraestrutura junto à comunidade Xikrin, repassando aos indígenas cerca de R$ 13 milhões por ano e que está aberta ao diálogo com os indígenas e os representantes do Ministério Público Federal para viabilizar o cumprimento do PBA Xikrin. A empresa informa também que o PBA Kayapó vem sendo implementado regularmente

A Vale ressalta, por fim, que mantém o diálogo respeitoso com as comunidades indígenas, Funai, Semas e demais entes envolvidos na questão para que sejam encontradas soluções adequadas e que contribuam para o etnodesenvolvimento das comunidades indígenas.

STF

Presidente do STF promete a indígenas retomar julgamento de ação contra Vale que pode suspender atividades do Projeto Onça Puma

Em 2015 a JF do Pará já havia suspendido as atividades em Onça Puma, mas decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, permitiu que a Vale voltasse a operar o empreendimento até o mérito do caso ser julgado pelo Supremo.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, prometeu ontem (26) que uma ação que contrapõe indígenas da etnia Xikrin, no Pará, e a mineradora Vale será julgada em plenário no próximo mês. As lideranças Xikrin compareceram à sede do STF nesta quarta-feira e foram recebidos pela ministra em um dos salões do tribunal.

Em 2015, uma decisão liminar da Justiça Federal do Pará ordenou a suspensão das atividades de mineração de níquel do projeto Onça Puma, da Vale, no município de Ourilândia do Norte, no Pará, em decorrência do descumprimento de condicionantes ambientais. Poucos meses depois, no entanto, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, permitiu que a Vale voltasse a operar o empreendimento até o mérito do caso ser julgado pelo Supremo, o que ainda não ocorreu.

O assunto chegou a ser discutido em plenário em junho do ano passado, mas o julgamento acabou adiado em decorrência de um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso.

No encontro de ontem, as lideranças contaram sofrer complicações de saúde devido à contaminação das águas do rio Cateté. Os indígenas afirmaram que, por recomendação médica, encontram-se impossibilitados tomar banho e pescar nas águas que banham suas comunidades. Em resposta, Cármen Lúcia prometeu dar celeridade ao processo, pautando a ação para o mês de maio.

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a decisão de 2015 determinou ainda o pagamento de R$ 1 milhão por mês a cada uma das sete aldeias indígenas afetadas pelo empreendimento, até que medidas compensatórias fossem cumpridas.

Na época do julgamento no STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se posicionou favorável à suspensão de operação de Onça Puma e à indenização das comunidades afetadas. Ele destacou um estudo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) atestando a contaminação do rio Cateté por metais pesados. Antes do pedido de vista, o placar do julgamento estava em 2 votos a favor e 1 contra a suspensão das atividades da Vale na região.

Em sua defesa, a Vale afirma que a interrupção do empreendimento pode levar ao caos social na região, com a extinção de mais de 900 empregos diretos e 11 mil indiretos. A empresa diz prestar assistência às comunidades atingidas e argumenta que a transferência direta de indenizações em dinheiro aos indígenas pode ocasionar efeitos negativos sobre as aldeias.

O empreendimento de Onça Puma começou a ser instalado em 2004 e deu início à extração de níquel da natureza em 2008.

Justiça

TJ-PA mantém condenação e prefeito de Ourilândia do Norte fica com direitos políticos suspensos por 8 anos

A 3ª Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Pará, a unanimidade de votos, negou provimento ao recurso de apelação de sentença interposto pela defesa do prefeito de Ourilândia do Norte, Maurílio Gomes da Cunha, o Maguila (PSC), condenado pelo Juízo da respectiva Comarca por práticas de improbidade administrativa. Com a decisão da Apelação, que teve como relatora a desembargadora Nadja Nara Cobra Meda, mantém-se a condenação do prefeito à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos, e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. A condenação abrange ainda a determinação de ressarcimento ao erário do dano correspondente a R$ 100 mil, atualizados pelo INPC/IBGE, bem como o pagamento de multa civil no valor de duas vezes o valor do dano.

De acordo com os autos do processo, o Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra o prefeito, sob a acusação de utilização indevida de veículos, equipamentos e servidores do Município na extração ilegal de areia, que seria destinada à uma propriedade particular denominada Parque de Vaquejadas. Diariamente, conforme depoimentos de testemunhas,eram feitas uma média de 18 a 20 viagens de caminhão ao areal.

O MP afirmou na ação que, ao tomar conhecimento, em maio de 2014, de que o prefeito colocara à disposição maquinários e servidores públicos em uma ação ilegal de extração de areia, a qual não dispunha de licença ambiental, a serviço de uma obra particular, deslocou-se com força policial até o local do fato, constatando a veracidade das denúncias e deflagrando a apreensão de bens, como veículos públicos, dentre eles um caminhão doado pelo Governo Federal ao Município para a realização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em sua defesa, o prefeito confirmou a utilização indevida dos veículos apreendidos, mas explicou que estariam sendo utilizados para o cumprimento de um convênio firmado com a Associação Familiar de Lavradores do Assentamento Pro Morar. No entanto, em nota à população local, esclareceu que o referido convênio nunca existiu. Confessou ainda a prática de crime de ambiental, uma vez que reconheceu a inexistência de Licença Ambiental para a extração de areia. Ao processo, o MP juntou diversas provas como fotografias relativas as ações ilegais.

No recurso de apelação de sentença, a defesa do prefeito alegou o cerceamento de defesa e inexistência de ato de improbidade administrativa, requerendo a anulação da sentença e retorno dos autos ao Juízo de Ourilândia para que procedesse novo julgamento. No entanto, no entendimento da relatora, o processo obedeceu o princípio da ampla defesa e do contraditório, considerando que foi oportunizado à defesa o acesso ao processo, permitindo que questionasse em tempo qualquer das provas juntadas e procedimentos realizados.

Maguila, 46 anos, foi eleito prefeito de Ourilândia do Norte em 2012 pelo PSC com 9.246 votos (54,89%). 

 

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