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Polícia

Marabá: Bairro Liberdade pede socorro. Bandidos estão aterrorizando moradores e comerciantes em qualquer local e à luz do dia

Polícia Militar, Guarda Municipal e DMTU iniciaram hoje Operação Saturação que deve durar até o final do mês

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em reunião ocorrida na noite de ontem, segunda-feira (10), pr0vocada pelo (Sindicom) Sindicato do Comércio de Marabá, cerca de 30 comerciantes do Bairro Liberdade, que faz parte do Núcleo Cidade Nova, apelaram pela ajuda das autoridades da Segurança Pública. Eles estão apavorados com o número de arrombamentos, assaltos e furtos que vêm acontecendo, nos últimos meses, naquela área da cidade, que concentra perto de 35 mil habitantes e tem sua atividade econômica baseada no comércio.

Além dos ataques dos bandidos, geralmente duplas de moto, o bairro sofreu mais um grande baque na semana passada, a agência dos Correios foi assaltada pela segunda vez em menos de 40 dias e está fechada por dois motivos: aguarda a perícia criminal, que tem prazo de 10 dias para acontecer; e quase todos os funcionários estão de licença médica por problemas psicológicos.

Maria do Livramento Sá de Almeida – a Lia da Liberdade –, uma das diretoras do Sindicom, que solicitou a reunião, disse ao Blog que vários comércios já foram assaltados à luz do dia, por bandidos que chegam, apontam armas, ameaçam, tiram tudo o que podem levar e saem em disparada. O mesmo, ainda segundo ela, acontece com transeuntes que não podem mais carregar celulares, joias nem valores, pois perdem tudo para a bandidagem que não teme ninguém. “Eles atacam em qualquer lugar e a qualquer hora, nas avenidas, nas ruas, na praça do bairro. Aqui estamos todos inseguros”.

Raimundo Gomes Neto, presidente do Sindicom, disse que quem perde com isso é o comércio do Bairro Liberdade que, além dos prejuízos financeiros, assiste à fuga da clientela para outros locais da cidade. “Por exemplo, nesse caso dos Correios, aposentados, pensionistas e outras pessoas que fazem saques em dinheiro agora estão tendo de se deslocar para a Velha Marabá ou para a Nova Marabá e por lá mesmo já fazem suas compras”, argumentou.

Indagado pelo Blog se há estatísticas de roubos, furtos e arrombamentos cometidos, Raimundo Neto disse que não e justificou: “As pessoas não vão mais às delegacias por vários motivos, demora no atendimento, o sujeito, na maioria das vezes, leva quase um dia para fazer um Boletim de Ocorrência; deslocamento para outros bairros a fim de fazer o BO; e muitos, apesar de conhecerem o esforço das polícias no combate à criminalidade, não acreditam mais nos resultados. Por isso, qualquer estatística neste momento não vai retratar a realidade”. Neto sugeriu que a Polícia Civil descentralize seus órgãos e, instale em cada núcleo residencial ou em cada área de grande concentração de bairros, pelo menos uma central de recebimento de ocorrências.

Lia da Liberdade, por seu turno, afirma que faltam programas sociais voltados à juventude a fim de tirar os jovens das ruas e, consequentemente, das garras do crime. “É necessária a presença do estado junto à juventude. Aqui não temos um programa social, uma escola profissionalizante, nada com que o jovem ocupe seu tempo em ações  edificantes”, reclama.

Ouvido na manhã desta terça-feira (11), pelo Blog, o coronel Franklin Roosevelt Wanzler Fayal, que assumiu recentemente o comando do 4º BPM (4º Batalhão de Polícia Militar), disse que ainda está tomando pé da situação da segurança no município, mas anunciou que, a partir de hoje, a PM, em parceria com os demais órgãos municipais iniciou no Bairro Liberdade e adjacências uma Operação Saturação.

Além da Polícia Militar, estarão envolvidos na ação para combater em peso a criminalidade naquela área da cidade, a GMM (Guarda Municipal de Marabá) e os agentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano).

O secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Barata Guimarães, a quem estão subordinados a GMM e o DMTU, também ouvido pelo Blog, disse que a Operação Saturação segue até o fim deste mês a fim de tentar manter os marginais longe das ruas e adiantou que, assim que a Guarda estiver portado armas letais, pretende instalar pontos de apoio em vários locais críticos da cidade, inclusive no Bairro Liberdade. “Serão três ônibus com policiais militares, guardas municipais e agentes do DMTU”, antecipou ele.

A Polícia Civil, embora tenha sido convidada, não enviou representante para a reunião. Segundo Lia da Liberdade, ela foi informada pela direção da 21ª Seccional Urbana de que ontem havia uma sobrecarga de trabalho naquele órgão, mas que um delegado da Cidade Nova compareceria, porém ninguém apareceu para falar pela PC.

Pau D'Arco

Justiça do Pará decreta prisão de 13 policiais envolvidos em operação que matou trabalhadores rurais em Pau D’Arco

O subcomandante do 7º Batalhão de Polícia Militar de Redenção, tenente-coronel Kenedy Gonçalves de Sousa e o delegado da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), Valdivino Miranda, já tratam com a justiça uma delação premiada.

A Justiça do Estado do Pará acatou o pedido de prisão temporária feito pelo Ministério Público contra 11 policiais militares e 2 civis, pela participação na morte de 10 trabalhadores rurais que ocupavam a fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, sudeste do estado.

Os promotores de Justiça de Redenção Alfredo Martins de Amorim, José Alberto Grisi Dantas e Leonardo Jorge Lima Caldas assinam o pedido de prisão temporária de Carlos Gonçalves de Souza; Rômulo Neves; Cristiano da Silva; Rodrigo de Souza; Advone da Silva; Jonatas Pereira e Silva; Neuily Sousa da Silva; Welington Lira; Orlando Cunha; Ronaldo Silva; Ricardo Moreira; Douglas da Silva Luz e EuclidesLima Júnior.

Policiais federais foram destacados para cumprir os mandados, mas todos os suspeitos se apresentaram: oito policiais militares e um policial civil se apresentaram em Redenção e serão encaminhados para a capital. Os demais procuraram a PF em Belém.

Segundo o Ministério, em breve será oferecida à Justiça a denúncia sobre esse caso. De acordo com a lei a prisão é por 30 dias, por tratar-se de crime hediondo, podendo ser prorrogada por igual período.

O crime

A chacina de Pau D’Arco, como o crime ficou conhecido, aconteceu no dia 24 de maio, na fazenda Santa Lúcia. Um grupo de policiais civis e militares foi até a fazenda para dar cumprimento a mandados de prisão de suspeitos de envolvimento na morte de Marcos Batista Ramos Montenegro, um segurança da fazenda que foi assassinado no dia 30 de abril.

De acordo com a polícia, os assentados tinham um arsenal de armas de fogo e reagiram à presença dos policiais. Houve troca de tiros, que resultou nas mortes. Mas, familiares das vítimas e sobreviventes alegam que a ocupação da fazenda era pacífica, que os policiais chegaram de forma truculenta e atiraram sem provocação.

Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, no dia em que os posseiros foram mortos, policiais envolvidos na operação retiraram os corpos antes que perícia fosse realizada.

Perícia

A Polícia Federal realizou a reconstituição para levantar o que ocorreu na fazenda Santa Lúcia. Sessenta atores participam da reconstituição, considerada a maior reprodução de crime já realizada pelos policiais do Pará. Além dos atores, uma equipe de peritos criminais federais de Belém e Brasília, Policiais Civis e Militares e técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves também acompanharam a reconstituição.

Sobreviventes disseram que os posseiros foram executados. Policiais que participaram da operação afirmaram que houve confronto.

A perícia feita nos corpos concluiu que nove posseiros foram baleados no peito e uma mulher atingida na cabeça com um tiro à queima-roupa. Ainda segundo os peritos, não havia marcas de bala nos coletes dos policiais.

Outra morte

Na sexta-feira (7), o agricultor Rosenilton Pereira de Almeida foi assassinado no município de Rio Maria, no sul do Pará. A Polícia Civil disse que investiga se o assassinato de Rosenilton tem ligação com as mortes dos dez posseiros na fazenda Santa Lucia.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, Rosenilton liderava um grupo de camponeses que voltou a ocupar a fazenda há quinze dias. Testemunhas disseram que dois homens em uma moto abordaram Rosenilton quando ele saía desta igreja. Ele foi assassinado com quatro tiros.

Direitos humanos

O Governo do Pará disse em nota que, a princípio, não foi vista nenhuma relação entre o assassinato de Rosenilton e as mortes ocorridas em Pau D’Arco, mas a conexão entre os crimes não está descartada, pois a vítima integrava o grupo que invadiu a fazenda Santa Lúcia.

Segundo uma nota pública divulgada no sábado (8) por entidades ligadas aos direitos humanos, Rosenilton havia deixado a Fazenda Santa Lúcia horas antes de ser assassinado, porque estava sendo ameaçado e perseguido na região.

No documento, as entidades pedem que o governo federal e o do Pará adote medidas efetivas para garantir a vida e a integridade das trabalhadoras e trabalhadores rurais acampados da Fazenda Santa Lúcia, bem como garanta uma investigação isenta e rigorosa da chacina dos 10 de Pau D’Arco e da morte de Rosenilton. (G1-PA)

Delação Premiada

Segundo o site CDA em Foco, de Conceição do Araguaia, o subcomandante do 7º Batalhão de Polícia Militar de Redenção, tenente-coronel Kenedy Gonçalves de Sousa, procurou o corregedor militar da PM, promotor Armando Brasil, sobre a possibilidade de fazer deleção premiada a respeito da chacina de Pau D’Arco.

Durante o trabalho de reconstituição da chacina realizado pela Polícia Federal a fim de levantar o que ocorreu na fazenda, o delegado da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), Valdivino Miranda, também teria procurado a cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará (SEGUP) e a Superintendência Estadual da Polícia Federal para negociar uma delação premiada e contar o que de fato aconteceu.

Na última quarta-feira (5) o superintende da Polícia Federal, Ualame Fialho Machado e o secretário de Segurança Publica do Estado, Jeannot Jansen estiveram em Redenção. Houve uma conversa demorada das duas autoridades com o delegado Valdivino Miranda e no dia seguinte os três viajaram para Belém.

Entrevista

Coronel Pedro Celso deixa o comando do 23º BMP em Parauapebas

Em entrevista exclusiva ao Blog, Coronel Pedro informou que assumirá o 6º BPM, em Ananindeua.

Engenho Civil por formação, o Tenente-Coronel PM Pedro Paulo Celso iniciou sua carreira na Polícia Militar do Pará em 1994, na Academia de Policia. Em 1996 já estava em Conceição do Araguaia, na extinta 1ª’ Esforp fazendo várias incursões pela região, inclusive na situação envolvendo a morte dos militantes do MST Fusquinha e Doutor na Fazenda Goiás II. O militar teve uma breve passagem pela Serra Leste e em seguida retornou à Belém, onde  contribuiu com a construção de cerca de 3.500 casas para Policiais Militares, em um processo que envolveu a Cohab e PM-PA. Depois Coronel Pedro esteve em Abaetetuba, Novo Progresso, Breves, Casa Militar, 1° BPM – 1° Zpol na capital. Foi ainda Secretário Executivo e Assistente do Comandante Geral, diretor do DGO (Departamento Geral de Operações) e Comandante em Parauapebas a partir de 03 de março de 2016.

De saída do município, Coronel Pedro concedeu entrevista exclusiva ao Blog. Acompanhe o que relatou o militar:

Zé Dudu – Qual o maior problema encontrado pelo senhor para comandar o 23º QPM?

Coronel Pedro – As dificuldades são as mesmas, as demandas crescentes em função da crise política que reflete nos indicativos sociais, necessidade de acréscimo de efetivo, no minimo reposição dos militares que estão solicitando reserva, meios logísticos necessitando de incremento principalmente no quesito comunicação.

Zé Dudu – Como foi o apoio da prefeitura de Parauapebas durante esse período?

Coronel Pedro – A Prefeitura Municipal foi uma grande parceira. Conseguimos formatar e assinar o convênio de cooperação mútua, inclusive publicado em Diário Oficial, onde está sendo cumprido o pactuado.

Zé Dudu – Como o senhor avaliaria sua passagem por Parauapebas?

Coronel Pedro – A passagem por Parauapebas foi muito valorosa por vários fatores, não só pelo combate incansável a criminalidade nas modalidades de policiamento preventivo e repressivo, mas por avanços significativos na melhoria das instalações físicas do quartel, a prática constante da humanização da tropa, treinamentos de técnicas e táticas policiais constantes em que a tropa estava distante, a formatação do Georreferenciamento criminal, a iniciação das atividades do policiamento comunitário com o Proerd, ronda escolar, recebendo a APAE e o Instituto Amigos que Brilham, com estes fatores procuramos incentivar e motivar nossos colaboradores.

Zé Dudu – Qual o seu destino e quem o substituirá em Parauapebas?

Coronel Pedro – Estou indo para Ananindeua, para o 6° BPM, na região metropolitana de Belém. O Ten-Cel Valinoto me substituirá em Parauapebas.

Zé Dudu – Durante sua gestão houve casos de má-conduta de militares, inclusive militares presos acusados de assassinato. Como o senhor lida com esse tipo de ação na PM?

Coronel Pedro – São ações específicas e individualizadas que estão sendo apuradas nas esferas militar e comum. Foi concedido o direito da ampla defesa e do contraditório. Por fim, que sirva como exemplo aos demais de como não conduzir suas vidas profissionais. Por mais que adiante fique comprovada as suas respectivas inocências nos fatos, o constrangimento permanece, pois com certeza o direito de resposta não será a altura das acusações imputadas. Por outro prisma, se forem culpados terão com absoluta certeza duas penas para o mesmo pecado: a pena a ser cumprida e a exclusão da instituição, por se tornarem incompatíveis com a função.

Polícia

Polícia afirma que execução de soldado PM e do irmão advogado em Marabá ainda não tem suspeitos nem explicação

Crime ocorreu por volta do meio-dia desta terça-feira, no Bairro Laranjeiras, em Marabá. As vítimas foram alvo de tiros de pistolas calibres ponto 40 e 380 e até de fuzil 556

A Polícia Civil investiga, desde o início da tarde desta terça-feira (13), a dupla execução ocorrida por volta do meio-dia, na Travessa José Cursino de Azevedo, no Bairro Laranjeiras, em Marabá, quando os irmãos Giovani Milhomem Gonçalves, policial militar, e Wellington Flávio Milhomem Gonçalves, advogado, foram assassinados a tiros. Eles estavam em uma camionete S-10, branca, placas OYU-8102/Marabá-PA, quando outro carro, uma Hilux com placa de Altamira-PA, número apagado, emparelhou com o carro e dela partiram os projéteis, 13 dos quais mataram Giovani, e cinco que eliminaram Wellington. Ambos foram baleados na cabeça.

A camioneta Hilux foi encontrada horas depois abandonada na Estrada do Rio Preto, zona rural de Marabá com várias perfurações de bala e manchas de sangue, o que confirma a versão de populares que passavam pelo local do crime, de que houve um tiroteio.

Giovani Gonçalves era soldado da Polícia Militar e estava trabalhando em São Félix do Xingu. Seu irmão, advogado, militava no Estado de São Paulo e chegou ontem, segunda-feira (12) a Marabá.

O presidente da Subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), Haroldo Gaia Pará, esteve na 21ª Seccional de Polícia Civil, onde pediu rigor e urgência nas investigações para a apuração do crime com a execução de mais um advogado no Estado.

Coletiva

No final da tarde, a delegada Raissa Beleboni, de Homicídios, concedeu coletiva e confirmou que as armas utilizadas, conforme as cápsulas encontradas, foram pistolas calibres ponto 40 e 380 e até um fuzil 556.

O soldado, segundo ela, tentou reagir, ainda saiu do carro atirando, mas não conseguiu êxito e morreu mais adiante crivado de balas. Com ele só foi encontrado o carregador da pistola funcional. Ambos os veículos foram periciados, tanto no local do crime quanto na Estrada do Rio Preto; e também no Instituto de Perícias Científicas “Renato Chaves”. O carro abandonado sem placas será rastreado a partir da numeração do chassi e de outros agregados para que se verifique sua origem.

Polícia Militar

Em Belém, policial militar amamenta recém-nascido enquanto pai é interrogado

Sob forte pressão devido ao acontecido em Pau D'Arco no final do mês passado, a PM mostra que algumas atitudes da corporação ainda provocam emoção.

Por Jéssica Lauritzen – Extra

Uma história compartilhada nas redes sociais pela Polícia Militar do Pará gerou comoção entre internautas. Na noite da última sexta-feira, por volta das 20h, enquanto um homem, que carregava um recém-nascido no colo era interrogado por agentes, a soldado Anamaria Figueiredo se prontificou para amamentar o bebê, fazendo-o parar de chorar.

A soldado estava de serviço com os colegas de farda Luis Carlos L. Silva, Bruna e Elenise pela Avenida Presidente Vargas, no Centro de Belém, quando Silva decidiu abordar o homem, encontrado na rua com o bebê no colo. Enquanto ele era interrogado sobre a criança e explicava ser o pai, Anamaria se sensibilizou com o choro intenso do bebê, imaginando que ele estava com fome.

Segundo o post, ela se ofereceu para amamentar o recém-nascido. Com o consentimento do pai, a equipe buscou um local reservado para que a policial pudesse alimentar o bebê. A intenção era acalmar a criança, de acordo com a agente, que é mãe de um menino de pouco mais de dois anos.

” A criança estava chorando muito agoniada e isso mexeu com toda a guarnição. Meu gesto foi simples e de amor ao próximo. Bebês não falam, só choram, então fiz com autorização do comandante da guarnição e do pai, enquanto procuravam a mãe e a documentação deles e da criança”, explicou Anamaria, salientando que não esperava a grande repercussão da notícia.

“Com esse pequeno e singelo gesto, todos saíram felizes. Em especial, os nossos guerreiros militares que honraram a farda e contribuíram para a construção de um mundo melhor. Juntos, chegaremos lá!”, diz a mensagem publicada pela Polícia Militar do Pará no Facebook.

Ainda na rede social, a PM informou que, segundo o depoimento, a mãe, mesmo estando ainda de resguardo, já havia voltado ao trabalho e naquele dia teria ido pegar um dinheiro na casa do patrão. O casal se sustenta financeiramente como lavadores e guardadores de carros e foi liberado após apresentar documentos à polícia.

Diversos internautas elogiaram a atitude da profissional e se declararam emocionados. Outros, no entanto, usaram o espaço de comentários no post para questionar o comportamento do homem até então suspeito.

Polícia

Caso Pau D’Arco: Inquérito policial é instaurado e equipes da Segup já fazem apuração em área da fazenda Santa Lúcia

A operação buscava cumprir 14 mandados judiciais, mas com a resistência e reação do grupo, segundo relatos policiais, dez pessoas acabaram mortas durante o tiroteio.

Equipes da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social estiveram nesta quinta-feira, 25, na área da fazenda Santa Lúcia, próximo à sede do município de Pau D’Arco, sudeste do Estado, para iniciar as investigações sobre a operação realizada no dia 24. O objetivo é garantir maior imparcialidade e rigor nas investigações. “A Polícia Militar, a Polícia Civil e o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves estão aqui para garantir a lisura e a imparcialidade nas investigações. Tanto quanto a sociedade, o sistema de segurança do Pará deseja que este caso seja resolvido com absoluta transparência”, afirmou o coronel Leão Braga.

A operação buscava cumprir 14 mandados judiciais, mas com a resistência e reação do grupo, segundo relatos policiais, dez pessoas acabaram mortas durante o tiroteio.

Antes da diligência até a área da fazenda, os responsáveis pela operação se reuniram com o subcomandante da Polícia Militar, coronel Leão Braga; o delegado da Divisão de Operações Especiais, Aurélio Paiva; dois peritos do CPC Renato Chaves; e três agentes de inteligência do Comando de Missões Especiais. Pouco depois, o grupo também se reuniu com o procurador geral do Ministério Público do Estado (MPE), Gilberto Valente, que foi até Redenção e já anunciou que vai determinar a abertura de inquérito para apurar se houve excessos na operação, que também é objeto de inquéritos da própria PM e da Polícia Civil.

A incursão preliminar dos peritos revelou a existência de dois acampamentos: um ponto de apoio para subsistência, onde estavam guardadas dezenas de cestas básicas, e um ponto de convivência, onde os invasores se reuniam e dormiam. Os peritos encontraram neste local cápsulas deflagradas de projéteis calibre 380, que coincidem com o calibre de algumas armas apreendidas com os posseiros. As marcas de bala na vegetação também indicam que pode ter ocorrido um tiroteio na área. Os técnicos voltarão nesta sexta-feira, 26, ao local.

Perícia

As armas apreendidas durante a operação policial na Fazenda Santa Lúcia, município de Pau d’Arco, na quarta-feira, 24, já estão à disposição do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Belém. São 11 armas: espingardas, cartucheiras, um fuzil e uma pistola Glock, estas duas de uso restrito das forças policiais. As armas e coletes dos policiais civis e militares que participaram da operação na fazenda já foram apresentados e também serão encaminhados para perícia.

Os corpos das 10 vítimas estão previstos de chegar à cidade de Redenção por volta das 23h desta quinta-feira. O serviço de transporte é realizado pelo CPC “Renato Chaves”. O trabalho de necropsia dos cinco corpos, realizado na unidade de Marabá, foi finalizado por volta do meio dia. Já em Parauapebas, o encerramento da identificação ocorreu às 15h30. Membros do Ministério Público do Estado acompanharam esse trabalho, conforme solicitado pelo órgão.

Inquérito

A Segup acompanha o trabalho desenvolvido pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, relativo à investigação dos fatos e circunstâncias da ação policial. A Polícia Militar instaurou, por meio da Portaria 004/2007, publicada na quarta-feira, 24, o Inquérito Policial Militar (IPM), concedendo poderes de polícia judiciária ao tenente-coronel Edvaldo Santos Souza, que estará responsável por investigar os fatos, a autoria, a materialidade e as circunstâncias relatadas durante as apurações sobre o episódio ocorrido na fazenda Santa Lúcia.

De acordo com o estabelecido pela Corregedoria Geral da PM, o Inquérito Policial Militar contará com o prazo regulamentar de 40 dias para ser finalizado, podendo ser estendido por mais 20 dias. Todo o trabalho do IPM está baseado no Decreto Governamental nº 647, de 8 de janeiro de 2013, que homologou a Resolução nº 204/2012, do Conselho Estadual de Segurança Pública (Consep), que regulamenta o uso da força pelos agentes de Segurança do Estado do Pará. “Seguiremos a resolução do Consep e todo o rito previsto para elucidarmos as circunstâncias do fato ocorrido. Instauramos o inquérito por meio de portaria no dia de ontem, a fim de agilizarmos nossas ações de apuração”, disse o comandante da PM, coronel Hilton Benigno.

A Resolução do Consep, no artigo 7º, determina que, nos casos em que o uso da força causar lesão ou morte de pessoa(s), o órgão de segurança pública, de acordo com suas atribuições legais, deverá facilitar a assistência e/ou auxílio médico aos feridos; recolher e identificar as armas e munições de todos os envolvidos, vinculando-as aos seus respectivos portadores no momento da ocorrência; solicitar perícia criminalística para a realização do exame de local e objetos, bem como exames médico-legais; realizar através do agente que primeiro tomar conhecimento do fato, excetuando o agente agressor, a comunicação aos familiares ou amigos da(s) pessoa(s) ferida(s) ou morta(s); iniciar, por meio da Corregedoria da Instituição ou autoridade competente, investigação imediata dos fatos e circunstâncias do emprego da força; promover o devido acompanhamento psicológico aos agentes de segurança pública envolvidos, permitindo-lhes superar ou minimizar os efeitos decorrentes do fato ocorrido e afastar temporariamente do serviço operacional, para avaliação psicológica e redução do estresse, os agentes de segurança pública envolvidos diretamente em ocorrências com resultado letal. (Agência Pará)

Conflito Agrário

Diligência das polícias civil e militar para cumprir mandados de prisão deixa 10 mortos no município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará

Há 30 dias os invasores assassinaram um vigilante da fazenda e estavam tocando o terror na área. Polícia foi recebida à bala e revidou, causando as mortes.

Dez cadáveres, sendo nove homens e uma mulher. Esse foi o saldo de um tiroteio no final da manhã desta quarta-feira (24), entre um grupo de posseiros armados e policiais militares e civis comandados pela Delegacia de Conflitos Agrários em Redenção (DECA). O fato aconteceu no interior da fazenda Santa Lúcia, pertencente à família Banbisnki, localizada município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará.

A polícia foi até a fazenda cumprir 16 mandados de prisão contra este grupo que há vários dias vinha aterrorizando dentro da propriedade rural, já tendo inclusive assassinado um segurança que trabalhava no local e ateado fogo nas estruturas de casa e curral.  Os mandados foram expedidos pelo juízo da Comarca de Redenção.

Policiais que participaram da operação informaram que quando as viaturas se aproximaram do local foram recebidas à bala e que os homens correram para a mata, onde se entrincheiraram e continuaram atirando contra os agentes.

Os dez corpos foram levados para o necrotério do Hospital Municipal, em Redenção. A polícia ainda não revelou a identidade dos mortos, apenas adiantou que esse bando era liderado por Ronaldo Pereira, vulgo “Lico” e Antônio, vulgo “Tonho”. A polícia também não informou se ambos estão entre os mortos no tiroteio. Não tivemos informação de que algum policial tenha saído ferido.

Com o bando foram apreendidas 11 armas, dentre elas, espingardas cartucheiras, um fuzil 762 e uma pistola Glock 380.

A fazenda Santa Lúcia há muito tempo está em conflito e nos últimos dias tem se acirrado.

Fetraf

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Coordenação do Pará, informou que não a  área em litígio não mais faz parte das pautas dela junto ao INCRA. Segundo a nota, a decisão de abandonar os assentados foi deliberada em Assembleia realizada no dia 26  de abril, em Marabá. A Coordenação insiste que não apoia a luta armada. Confira a nota:

Em decorrência dos episódios de enfrentamento com armas de fogo por parte de alguns elementos que compõe as famílias de acampados da Fazenda Santa Lúcia, no Município de Pau D’arco. Considerando que as orientações por parte da FETRAF, repassadas aos líderes do acampamento, não foram seguidas pelos mesmos e tão pouco pelos acampados, a Coordenação da FETRAF vem através deste manifestar que não estará mais pautando a referida área junto ao INCRA, conforme decisão tomada e comunicada aos acampados no dia 26/04/2017 (quarta feira), conforme decisão tomada em Assembleia geral realizada no município de Marabá – PA.

A FETRAF presa pelo diálogo e pelo o entendimento mútuo por parte do INCRA, Proprietário da área e por parte dos trabalhadores. Jamais apoiaremos a luta armada! No nosso entendimento os conflitos agrários na região norte do País já houve muitos derramamentos de sangue, e não queremos pactuar e tão pouco participar de outros episódios que por ventura possa vir a acontecer.

A FETRAF tem a hora de avançar, tem a hora de dialogar, tem a hora de recuar. Entendemos que o recuo nesse momento é mais inteligente. Ressaltamos que comunicamos a DECA – Delegacia Especializada em Conflitos Agrários e o INCRA (SR-27) e o INCRA Nacional.

Ressaltamos ainda, que comunicaremos a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará e o Delegado Geral da Polícia Civil do Estado“. (Coordenação da Fetraf Pará)

Identificação dos Corpos

Até o momento a Polícia Civil do Pará conseguiu identificar seis das dez vítimas do confronto na Fazenda Santa Helena. São elas: Oseir Rodrigues da Silva,  Regivaldo Pereira da Silva, Jane Júlia de Oliveira, Ronaldo Pereira de Souza, Hércules Santos de Oliveira e Wclebson Pereira Milhomem. Cinco corpos serão levados para exames no Instituto Médico Legal – IML – da cidade de Marabá e cinco para o de Parauapebas.

Nota da Segup

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informa que, na manhã desta quarta-feira (24), durante ação policial de cumprimento de 16 mandados judiciais (prisão preventiva, temporária e buscas e apreensões) na área da Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, a 60 km de Redenção, no sudeste paraense, nove homens e uma mulher foram mortos.

De acordo com relato policial preliminar, o grupo recebeu com disparos de armas de fogo os policiais que foram até o local para cumprir os mandados. Com o grupo, foram apreendidas onze armas de grosso calibre, incluindo um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25.

Os mandados de prisão foram emitidos justamente por conta de investigação sobre homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Portanto, a Segup esclarece não se tratava de uma ação de reintegração de posse.

Homens do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar e policiais civis de Belém, incluindo a Corregedoria das Polícias Civil e Militar, estão a caminho de Redenção para intensificar as investigações e reforçar a segurança.

Ainda não foram confirmados os nomes dos mortos. O Centro de Perícias Renato Chaves está auxiliando na identificação dos corpos e encaminhamento para os procedimentos de necropsia para em seguida liberá-los aos familiares. Os armamentos apreendidos também serão submetidos à perícia.

Polícia

São Geraldo do Araguaia é aterrorizada por assaltantes de banco durante a madrugada

Em 2015, uma adolescente morreu baleada durante uma ação criminosa semelhante na cidade.

A população de São Geraldo do Araguaia vivenciou momentos de terror durante a madrugada de hoje. Um grupo de bandidos atacou as agências do Banco do Brasil e do Bradesco da cidade. O bando também efetuou disparos de arma de fogo contra estabelecimentos comerciais. Em 2015, uma adolescente morreu baleada durante uma ação semelhante na cidade.

Ainda não há informações divulgadas sobre quantos homens participaram do ataque e se algum montante em dinheiro foi levado. Há relatos de moradores informando que começaram a ouvir os tiros por volta das 2 horas e que a ação durou aproximadamente uma hora.

Uma guarnição da Polícia Militar chegou a trocar tiros com bandidos, que alvejaram a viatura.

Policiais civis e militares realizam buscas, neste momento, a procura de integrantes da quadrilha.Uma equipe da Delegacia de Repressão de Roubos a Bancos, de Belém, está a caminho de São Geraldo do Araguaia, que é alvo frequente da ação de assaltantes de bancos.