Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Promoção

PM: Comando de Policiamento Regional, em Marabá, tem novo comandante

Coronel Mauro Sergio assume o comando da região

Em virtude da transferência do Coronel PM Almério Moraes Almeida Junior para a Reserva Remunerada da PM, o Comandante Geral da Polícia Militar do Pará nomeou hoje (10) o Coronel PM Mauro Sergio Marques Silva para exercer a função de Comandante do Comando de Policiamento Regional II, em Marabá.

Coronel Mauro Sergio passa a ser o responsável pelo comando dos seguintes Batalhões: 4° Batalhão de Polícia Militar (Marabá), 23° Batalhão de Polícia Militar (Parauapebas), do 34° Batalhão de Polícia Militar (Marabá), além da 11ª Companhia Independente de Polícia Militar de Rondon do Pará. Atendendo os municípios de Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Itupiranga, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, Rondon do Pará, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia

O militar entrou na Polícia Militar do Pará como Cadete em 1992 e se formou em 1994. Fez o Curso de Formação de Oficiais  (CFO) na Academia de Paudalho, em Pernambuco. Em janeiro de 1995 já era Aspirante, em Parauapebas, seu primeiro quartel. Profundo conhecedor dos problemas da Segurança Pública na região, Coronel Mauro Sergio, certamente, foi a melhor escolha para a função.

Polícia

Três Policiais Militares de Marabá presos ontem, acusados de matar advogado em Araguaína, já estão em Palmas, onde cumprem prisão temporária

O militares são: os cabos João Oliveira dos Santos Júnior e Rony Marcelo Paiva, lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar, em Marabá, e Wanderson Silva de Sousa, este ex-policial militar.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Foram transferidos na manhã desta sexta-feira (22), de Araguaína (TO), para Palmas (TO), os cabos João Oliveira dos Santos Júnior e Rony Marcelo Paiva, lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar, em Marabá, e Wanderson Silva de Sousa, este ex-policial militar. Na capital tocantinense eles ficarão presos provisoriamente, por 30 dias, no 1º Batalhão de Polícia Militar. A informação é do delegado de Polícia Civil Rerisson Macedo, encarregado do caso em que o trio é acusado de ter executado, em 25 de julho último, com dois tiros na nuca, o advogado Danilo Sandes Pereira, em Araguaína.

Ouvido pelo Blog, Rerisson Macedo disse que, em princípio, as investigações apontaram para o farmacêutico Robson Barbosa Santos, sócio de uma farmácia em Marabá, preso na última semana de agosto, acusado de ser o mandante do assassinato. Com a continuação das investigações, que ainda não encerraram, a Polícia Civil do Tocantins chegou ao trio de policiais militares de Marabá, presos ontem, quinta-feira (21) por equipes de policiais tocantinenses.

“O juiz já deferiu o pedido prisão temporária por 30 dias, prorrogável por igual período ou transformada em preventiva”, disse o delegado Rerisson. Ele explicou que Robson se desentendeu com o advogado, que o representava num inventário, porque o profissional se recusou a cometer uma fraude que o deixaria em vantagem sobre os demais herdeiros de uma herança. Aborrecido, em vez de trocar de advogado, ele mandou matar Danilo Pereira.  “Agora, com os três acusados presos, a investigação segue a fim de apurarmos mais detalhes e colhermos mas provas materiais do crime”, disse o delegado ao Blog.

Fotos/ Fernando Almeida/Araguaína Notícias

Parauapebas

Coletiva: autoridades explicam morte de cabo PM, execuções em Parauapebas, e prometem prender os assassinos

"Isso não vai ficar impune. Vamos identificar e prender os assassinos do Cabo Nonato", disse o Comandante-Geral da PM do Pará em coletiva realizada hoje (13) em Parauapebas

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel Hilton Celson Beningno de Souza esteve nesta quarta-feira, 13, no município de Parauapebas. Ele participou do enterro do policial militar, Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, de 51 anos, que foi torturado e assassinado por quatro criminosos na última segunda-feira. Em seguida, participou de uma entrevista coletiva, ao lado da Diretora da 20ª Seccional da Policia Civil, Yanna Kaline Azevedo, para falar sobre as investigações e as mortes registradas após o assassinato do PM.

Para a polícia civil, a principal linha de investigação da morte do Cabo Nonato é homicídio e não latrocínio, que é roubo seguido de morte, como chegou a ser divulgado no dia do crime. Segundo a delegada, Yanna Azevedo, os bandidos teriam invadido a casa do PM com intenção de matá-lo. “As investigações ainda estão em curso. A gente não descarta nenhuma linha, mas a mais forte é de homicídio. Tudo indica que os bandidos sabiam que ali morava um policial militar”, destacou a delegada.

Sobre a divulgação nas redes sociais de supostos criminosos, a delegada fez um alerta. “Muitas postagens com informações inverídicas e as pessoas têm que ter cautela, quanto o que posta. A conduta delas pode ser incriminada porque a rede social não é campo sem lei”.

A delegada Yanna não confirmou se já existe a identificação de suspeitos, mas disse que que a polícia civil recebeu apoio da Secretaria de Segurança Pública para elucidar o caso.

Mas foi em tom de desabafo que o Coronel Hilton Beningno falou à imprensa sobre a violência que tem vitimado policiais. São 21 PM’s mortos, este ano, no Pará“. Pessoal, a gente vive num país em guerra. Um país que tem 60 mil homicídios por ano. Essa guerra só não está declarada, mas ela existe. O país que mais morre policias no mundo é o Brasil. Nós temos que mudar nossa legislação. Na semana passada foi preso um elemento que estava assaltando um ônibus em Belém, pela 12º vez. Não estou adiantando, mas é possível que o cabo Nonato tenha sido vítima de pessoas que ele tenha prendido”. O coronel explicou que já pediu ao delegado geral da polícia civil do Pará que designe uma equipe específica para apurar a morte do cabo Nonato. “Isso não vai ficar impune. Nós vamos chegar aos autores, vamos identificá-los e prendê-los, como deve ser feito, na forma da lei”, desabafou.

Oito integrantes do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar já estão em Parauapebas para auxiliar a PM e a Polícia Civil nas diligências. Também, para dar apoio na busca pelos criminosos, foi deslocada uma guarnição da Policia Rodoviária Estadual.

O Comandante também foi questionado sobre a violência crescente em Parauapebas. Hoje, o efetivo do 23º Batalhão da PM é de 240 policiais militares, responsáveis não só por Parauapebas, mas também pela segurança de Curionópolis, Canaã, Eldorado de Carajás, Serra dos Carajás, Serra Pelada e a área do Contestado. “A partir do dia 2 de outubro inicia o curso de formação de praças, aqui em Parauapebas, com 90 alunos e a partir de março do ano que vem, eles já estarão prontos para fazer o estágio nas ruas da cidade”, declarou o comandante, informando que a frota de veículos deve ser renovada ainda esse ano, com mais viaturas para a cidade.

Execuções em Parauapebas.

Depois do assassinato do Cabo Nonato, na última segunda-feira, seis pessoas foram mortas em Parauapebas. Mas, uma das vítimas de arma de fogo morreu durante a ação Policia Militar e, por isso, não faz parte das investigações sobre as execuções na cidade. Para a delegada Yanna, ainda é prematuro relacionar esses crimes com o assassinato do PM, mas ela confirma que a maioria das vítimas tinha passagem pela polícia. “Ainda estamos investigando se alguma das vítimas conhecia o cabo Nonato, mas tudo ainda está sendo apurado”, declarou.

O Coronel Hilton Benigno também acha prematuro qualificar como chacina, as cinco mortes em Parauapebas. “Tive conhecimento dessas mortes assim que cheguei, e é preciso investigar a causa de cada uma delas para saber se há relação com a morte do cabo Nonato”, disse o coronel, que durante a coletiva citou a prisão de policiais militares em Belém, suspeitos de participar da chacina de 21 pessoas depois da morte de um PM, na capital. “A partir de hoje será instaurado um inquérito policial e, se, durante o inquérito eles encontrarem, também, alguma conexão dessas cinco mortes com o assassinato do cabo Nonato, obviamente que isso será levado em consideração”, enfatizou o Coronel.

A polícia militar informou que vai intensificar o trabalho ostensivo nas ruas de Parauapebas para evitar o clima de insegurança entre a população. “Esse ano nós retiramos das mãos de criminosos mais de 70 armas que foram apreendidas. Temos recuperados motos e veículos roubados e vamos continuar o nosso trabalho de combate à criminalidade” destacou o Comandante da PM de Parauapebas, Luiz Vallinoto.

O Prefeito de Parauapebas, Darci Lernem, também participou da coletiva e disse que vai realizar uma reunião de trabalho com os órgãos responsáveis pela segurança pública como Poder Judiciário, Policia Militar e Secretaria de Segurança Pública para traçar um plano de combate a violência na cidade. “Parece que toda vez que alguém morre, aí é que a gente consegue se mobilizar, mas a mobilização tem que ser permanente”, destacou o prefeito que também foi cobrado sobre os Equipamentos de Proteção Individual dos guardas municipais. “Nós já solicitamos a Policia Federal a autorização para o uso de armas de fogo. Mas estamos resolvendo o problema das Epi’s”, concluiu.

A violência em Parauapebas também chamou atenção das pessoas nas redes sociais. O juiz, Doutor Líbio Moura, que trabalhou em Parauapebas durante vários anos, falou sobre a tentativa de grupos em criar pânico com a disseminação de informações desencontradas “Nenhum grupo de criminosos tem força para se sobrepor às instituições. Outras situações, semelhantes, já foram vividas na cidade e devem servir para que as discussões sobre prevenção e repressão aos crimes sejam melhoradas.

O enterro do policial militar aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda, no final da manhã desta quarta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Parauapebas.

Assassinato

Sete pessoas são mortas depois do assassinato de Policial Militar em Parauapebas

A Polícia nega toque de recolher, mas as mortes continuam sendo anunciadas

Depois do assassinato do policial militar, Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, de 51 anos, na noite desta segunda-feira, 11, no município de Parauapebas, a polícia registrou a morte de outras sete pessoas em diversos bairros da cidade. Quatro delas foram executadas no meio da rua, na manhã desta terça-feira, 12.

Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal de Marabá, já que o IML de Parauapebas passa por reformas. Segundo a polícia, Robson Gonzaga dos Santos, de 20 anos, foi morto ainda na noite desta segunda-feira, na Rua Bragança, no bairro Linha Verde.  Mikael Oliveira de Oliveira e Arthur Gama, de 19 anos, foram baleados na manhã desta terça-feira, no bairro Vila Nova. Mikael morreu na hora, já Artur deu entrada no Hospital Municipal de Parauapebas, mas não resistiu aos ferimentos.  Também, pela manhã, foi morto a tiros Luiz Gustavo Lacerda no bairro Nova Vida. No início da tarde, a sexta vítima deu entrada no IML, mas o nome não foi divulgado. A polícia ainda não sabe se os assassinatos têm relação com a morte do PM.

Por volta das 22 horas outro pessoa foi baleada no bairro da Paz.

O Cabo Santarém, como era chamado entre os colegas, tinha 23 anos dedicados à Policia Militar. Segundo a polícia, a casa do PM foi invadida por volta das 23 horas, por quatro homens que chegaram a anunciar o assalto. Ao perceberam que Raimundo Nonato era Policial Militar, eles resolveram amarrá-lo e torturá-lo com facadas. Os bandidos ainda usaram a arma do policial dando quatro tiros contra Raimundo, que mesmo muito ferido conseguiu se jogar pela janela para pedir socorro. Com o barulho, os bandidos fugiram.  O PM foi levado com vida para o Hospital, mas morreu minutos depois.

O Comando da Policia Militar está oferecendo 5 mil reais de recompensa para quem repassar informações que levem a localização dos criminosos, através do disque-denúncia. O velório do policial militar está acontecendo no auditório da Câmara Municipal de Parauapebas. O enterro está previsto para as 10 horas desta quarta-feira, 13, no Cemitério Municipal Jardim da Saudade, onde receberá homenagens do 23º Batalhão da Policia Militar de Parauapebas.

Assassinato

Parauapebas: Cabo da PM é executado em sua residência.

O cabo, que tinha 23 anos de farda, é o 21º PM morto em 2017 no Pará

Mais um ato de barbárie e violência foi registrado ontem (11) em Parauapebas. O cabo da Polícia Militar Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, conhecido no município por “Santarém”, 51 anos, 23 anos de farda, casado, avô, foi brutalmente assassinado em sua residência, localizada na avenida M, quadra 220, lote 28, bairro Cidade Jardim, em Parauapebas.

Segundo informou a esposa de Santarém, por volta das 23 horas o militar teve sua casa invadida por quatro homens armados anunciando um assalto. O PM foi amarrado e torturado com uma faca, sendo posteriormente executado com quatro disparos com sua própria arma.

Mesmo baleado, Santarém se jogou pela janela de seu quarto, no primeiro andar do prédio onde morava para buscar ajuda. Ele foi socorrido por um vizinho e levado para ao hospital por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU – , mas, em virtude dos ferimentos, veio a óbito assim que chegou ao Hospital Geral de Parauapebas.

Após o crime os quatro elementos deixaram o local em um veículo Chevrolet Ágile, de cor vermelha. Para simular um latrocínio, que é roubo seguido de morte, levaram a arma da vítima, celulares  dos familiares e alguns eletrodomésticos da casa.

O assassinato do militar está sendo investigado pelas Policias Civil e Militar, mas ainda não há pistas dos executores.

Segundo a Associação dos Cabos e Soldados da PM e Bombeiros Militares do Estado, em 2017 já foram mortos 21 militares. Em 2016, para comparação, 26 PM foram mortos.

O corpo do cabo PM foi encaminhado ao IML em Marabá para o exame de necropsia e só deverá retornar à Parauapebas no período da tarde. Ainda não foi divulgado onde ocorrerá o velório.

Qualquer informação sobre o caso ligue para o Disque Denúncia através dos telefones 181 ou (94) 3346-2250. Anonimato garantido!

Polícia

Caso Mikaely: Perito particular aponta falhas na investigação que acusou PM de matar jovem em Parauapebas

Segundo o novo laudo, Mikaely realmente cometeu suicídio

 

Em 31 de agosto de 2016 a jovem Mikaely Steffany Ferraz Spinola, de 22 anos, foi encontrada morta em sua residência, no bairro Rio Verde.  A princípio, tudo indicava que ela teria se suicidado. Porém, após laudo do Instituto Médico Legal, o cabo PM Cabo PM Francisco Gleidson da Conceição Sousa, 39 anos, foi preso acusado de ter matado a jovem, com quem mantinha um relacionamento extra-conjugal.

A defesa do cabo PM, sem concordar com o laudo pericial do IML, contratou o perito criminal Sergio Saldías para a elaboração de um novo laudo. Este, através de um parecer técnico em balística forense, concluiu que a jovem Mikaely Steffany Ferraz Spínola não foi assassinada, mas teria realmente cometido suicídio. O documento, de 84 páginas, apontou erros no laudo do Instituto de Perícia Científica Renato Chaves que teriam comprometido o resultado das investigações da Policia Civil de Parauapebas.

O advogado do PM, Flávio Moura, disse que identificou falhas no laudo oficial, mas que precisava da opinião de um especialista. “A gente precisava de uma pessoa técnica para confirmar essas falhas porque o advogado não tem essa prerrogativa de contestar o laudo”, completou Moura.

O caso, que ganhou repercussão na cidade, aconteceu no dia 31 de agosto de 2016. Mikaely foi encontrada morta na casa onde morava. As primeiras informações foram de que, por volta das 22hs, a jovem teria cometido suicídio usando a pistola do policial militar, Gleidson Sousa, com quem tinha um relacionamento amoroso há 18 meses. O delegado Gabriel Henrique Alves Costa, titular da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas, chegou a informar que o casal iniciou uma discussão motivada por ciúmes, e que o PM relatou que a jovem teria ido para o quarto sozinha enquanto ele ficou na sala, de onde ouviu-se o disparo da arma de fogo. Gleidson também mostrou a mensagem enviada por Mikaely para o Whatsapp dele que dizia: “agora você vai ter tempo pra ficar com a Danny e com qualquer outra, você acabou com minha vida… eu fui sempre honesta e o q levei em troca… Seja feliz.

O militar que chegou a sair de férias logo após o episódio, foi preso assim que retornou ao trabalho, depois que o laudo da perícia concluiu que a jovem teria sido assassinada, acusando Gleidson de ser o autor do disparo

As investigações foram feitas pela delegada Yanna Kaline Azevedo, que solicitou a realização da perícia no local do crime. Depois de analisar as provas, a posição em que o corpo foi encontrado e a simulação do tiro, Celso Bandeira de Sá, que assinou o laudo do IML, concluiu que se tratava “de uma morte violenta, do tipo homicídio, pela ação de instrumento perfurocontudente (projétil de arma de fogo), no local e nas circunstâncias descritas no laudo”.

Mas a análise da perícia foi contestada pelo perito criminal Sergio Saldías que enumerou as falhas no procedimento adotado pela delegada Yanna Kaline. Segundo Saldías, foram comprometidos os princípios básicos da cadeia de custódia que é o “mecanismo que garante a autenticidade dos vestígios de prova coletados e examinados (indícios), assegurando que as provas correspondam ao caso investigado, sem que haja lugar para confusão, adulteração e tampouco subtração alguma”. Segundo o perito, a delegada não lacrou nenhum dos elementos apreendidos e encaminhados para o exame pericial, contrariando o que diz o artigo 6º do Código de Processo Criminal: “todos os elementos probatórios têm de estar corretamente embalados, etiquetados e devidamente lacrados e rubricados, de acordo com os procedimentos adotados pelos diferentes Institutos e seus Laboratórios Criminalísticos”

Outro importante exame técnico contestado foi a posição da arma. Para Saldías, o laudo técnico apresenta falhas no momento em que os peritos não calcularam e nem determinaram o ângulo da perfuração da bala no corpo da vítima durante a reprodução simulada, que é a posição da arma no momento do tiro. O novo parecer mostra qual seria a posição correta da arma, no momento do tiro, reforçando a tese da defesa de que foi Mikaely quem atirou. O documento também destaca que o exame necroscópico do perito médico-legal não registrou as dimensões da ferida de entrada, e por isso, não seria possível determinar o ângulo de oscilação do projétil.

De acordo com a defesa, o novo laudo já está incluído ao processo e aguarda decisão da Justiça. “O próximo passo é esperar a sentença do juiz para ser pronunciado ou não. Se Gleidson não for solto nós entraremos com habeas corpus pedindo a soltura dele”, concluiu Moura. O policial militar continua preso no Presídio Anastácio das Neves, em Belém.

O Blog procurou a delegada Yanna Azevedo, que preside o inquérito, para falar sobre os questionamentos da defesa, mas ela não retornou as ligações.

 

Polícia

Marabá: Bairro Liberdade pede socorro. Bandidos estão aterrorizando moradores e comerciantes em qualquer local e à luz do dia

Polícia Militar, Guarda Municipal e DMTU iniciaram hoje Operação Saturação que deve durar até o final do mês

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em reunião ocorrida na noite de ontem, segunda-feira (10), pr0vocada pelo (Sindicom) Sindicato do Comércio de Marabá, cerca de 30 comerciantes do Bairro Liberdade, que faz parte do Núcleo Cidade Nova, apelaram pela ajuda das autoridades da Segurança Pública. Eles estão apavorados com o número de arrombamentos, assaltos e furtos que vêm acontecendo, nos últimos meses, naquela área da cidade, que concentra perto de 35 mil habitantes e tem sua atividade econômica baseada no comércio.

Além dos ataques dos bandidos, geralmente duplas de moto, o bairro sofreu mais um grande baque na semana passada, a agência dos Correios foi assaltada pela segunda vez em menos de 40 dias e está fechada por dois motivos: aguarda a perícia criminal, que tem prazo de 10 dias para acontecer; e quase todos os funcionários estão de licença médica por problemas psicológicos.

Maria do Livramento Sá de Almeida – a Lia da Liberdade –, uma das diretoras do Sindicom, que solicitou a reunião, disse ao Blog que vários comércios já foram assaltados à luz do dia, por bandidos que chegam, apontam armas, ameaçam, tiram tudo o que podem levar e saem em disparada. O mesmo, ainda segundo ela, acontece com transeuntes que não podem mais carregar celulares, joias nem valores, pois perdem tudo para a bandidagem que não teme ninguém. “Eles atacam em qualquer lugar e a qualquer hora, nas avenidas, nas ruas, na praça do bairro. Aqui estamos todos inseguros”.

Raimundo Gomes Neto, presidente do Sindicom, disse que quem perde com isso é o comércio do Bairro Liberdade que, além dos prejuízos financeiros, assiste à fuga da clientela para outros locais da cidade. “Por exemplo, nesse caso dos Correios, aposentados, pensionistas e outras pessoas que fazem saques em dinheiro agora estão tendo de se deslocar para a Velha Marabá ou para a Nova Marabá e por lá mesmo já fazem suas compras”, argumentou.

Indagado pelo Blog se há estatísticas de roubos, furtos e arrombamentos cometidos, Raimundo Neto disse que não e justificou: “As pessoas não vão mais às delegacias por vários motivos, demora no atendimento, o sujeito, na maioria das vezes, leva quase um dia para fazer um Boletim de Ocorrência; deslocamento para outros bairros a fim de fazer o BO; e muitos, apesar de conhecerem o esforço das polícias no combate à criminalidade, não acreditam mais nos resultados. Por isso, qualquer estatística neste momento não vai retratar a realidade”. Neto sugeriu que a Polícia Civil descentralize seus órgãos e, instale em cada núcleo residencial ou em cada área de grande concentração de bairros, pelo menos uma central de recebimento de ocorrências.

Lia da Liberdade, por seu turno, afirma que faltam programas sociais voltados à juventude a fim de tirar os jovens das ruas e, consequentemente, das garras do crime. “É necessária a presença do estado junto à juventude. Aqui não temos um programa social, uma escola profissionalizante, nada com que o jovem ocupe seu tempo em ações  edificantes”, reclama.

Ouvido na manhã desta terça-feira (11), pelo Blog, o coronel Franklin Roosevelt Wanzler Fayal, que assumiu recentemente o comando do 4º BPM (4º Batalhão de Polícia Militar), disse que ainda está tomando pé da situação da segurança no município, mas anunciou que, a partir de hoje, a PM, em parceria com os demais órgãos municipais iniciou no Bairro Liberdade e adjacências uma Operação Saturação.

Além da Polícia Militar, estarão envolvidos na ação para combater em peso a criminalidade naquela área da cidade, a GMM (Guarda Municipal de Marabá) e os agentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano).

O secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Barata Guimarães, a quem estão subordinados a GMM e o DMTU, também ouvido pelo Blog, disse que a Operação Saturação segue até o fim deste mês a fim de tentar manter os marginais longe das ruas e adiantou que, assim que a Guarda estiver portado armas letais, pretende instalar pontos de apoio em vários locais críticos da cidade, inclusive no Bairro Liberdade. “Serão três ônibus com policiais militares, guardas municipais e agentes do DMTU”, antecipou ele.

A Polícia Civil, embora tenha sido convidada, não enviou representante para a reunião. Segundo Lia da Liberdade, ela foi informada pela direção da 21ª Seccional Urbana de que ontem havia uma sobrecarga de trabalho naquele órgão, mas que um delegado da Cidade Nova compareceria, porém ninguém apareceu para falar pela PC.

error: Conteúdo protegido contra cópia!