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Polícia

Policiais Federais são surpreendidos por bando armado na BR-155.

Os criminosos atiraram contra a viatura da PF próximo a Rio Maria, sentido Redenção. Nenhum policial se feriu.

Por volta das 16h30 de segunda feira (16), Policiais Federais lotados no município de Redenção foram surpreendidos por atiradores na BR-155, entre os municípios de Rio Maria e Redenção. De acordo com informações, agentes da PF estavam em uma missão e usavam carro descaracterizado. Quando retornavam para o município de Redenção, logo após passar por Rio Maria, observaram uma caminhonete que trafegava no mesmo sentido em atitude suspeita.

Na ocasião, a polícia percebeu que os ocupantes do veículo ficaram nervosos e o carro passou a deslocar-se em alta velocidade. Os Federais também começaram a impor velocidade, em perseguição, e foram surpreendidos por rajadas de balas que vinham da direção do veículo que estava à frente.

O carro em que os Policiais Ferais estavam foi atingido em vários lugares, inclusive no motor, o que fez com que os agentes parassem a perseguição. Ainda segundo informações da polícia, logo à frente, o carro que estava com os atiradores misteriosos tombou e os suspeitos saíram empreendendo fuga pelo matagal. Nenhum policial federal ficou ferido na ação.

O carro dos atiradores foi conduzido até Redenção. No interior do veículo várias munições de calibres 12, e fuzil foram encontradas. Até o momento a motivação e paradeiro dos suspeitos é desconhecido pela Polícia.

Em contato com o blog, a Polícia Federal disse que a partir de agora vai investigar para tentar descobrir quem são os homens misteriosos que atiraram contra o carro da Polícia Federal.

Curionópolis

Operação da PF cumpre mandados de busca e apreensão em Curionópolis

Operação investiga grupo ligado à extração e ao processamento clandestino de manganês, no sudeste do Pará.

Uma operação conjunta da Polícia Federal, Ibama e Agência Nacional de Minério deflagrada ontem (05) tenta desarticular um grupo ligado a extração e ao processamento clandestino de manganês no sudeste do Pará.

Na operação de ontem – que é um desmembramento da Operação Buriti-Sereno, ocorrida em setembro de 2015,  em ação conjunta da Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Minério (ANM) –  foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Curionópolis. O objetivo é desarticular um grupo ligado à extração e ao processamento clandestino de minério de manganês.

De acordo com a PF, a prática ilegal se expandiu tanto de 2015 pra cá, que um dos pontos de extração investigados já é considerado o terceiro maior do país.

Três pontos de extração clandestina de manganês e quatro plantas de britagem de minério extraído ilegalmente foram apreendidos na região conhecida como Sereno, que fica entre os municípios de Marabá, Parauapebas e Curionópolis.

Segundo a Polícia Federal e o Ibama, os danos causados ao meio ambiente pela operação irregular vão demorar mais de 50 anos para serem recuperados pela natureza, e o volume de minério extraído ilegalmente rendeu milhões de reais aos operadores.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, extração, transporte e receptação de minério extraído sem autorização dos órgãos competentes e pelos delitos de natureza ambiental verificados. Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 20 anos.

A mineradora Vale é que tem a detenção do direito de lavra mineral dessa área não extrai nem beneficia o manganês na região. Segundo Juscelino Kubitschek Pereira da Silva, presidente da Cooperativa de Mineradores e Agronegócio de Curionópolis (Coomab), cerca de 500 pessoas trabalham na mineração ilegal de manganês na região. Segundo ele, as empresas envolvidas na mineração irregular já solicitaram à Mineradora Vale que esta ceda  o direito de exploração do manganês, mas até agora não tiveram nenhuma resposta da empresa.

O presidente da Coomab afirmou à reportagem que a operação da PF se deu em virtude de denúncia feita pela Vale, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades que conduziram a operação.

Sobre a denúncia do presidente da Cooperativa de Mineradores e Agronegócio de Curionópolis é salutar informar que quando uma empresa adquiri um direito minerário, ela já investiu alguns milhões de Reais em pesquisas. Ceder o direito de lavra de presente para a Coomab em virtude da socialização solicitada pelo presidente vai contra os objetivos de uma empresa, que é dar lucro aos seus acionistas. Garimpeiros não lavram, garimpam! Assim, não têm nenhum projeto da retirada do minério, muito menos um plano de fechamento de lavra. No futuro, o passivo ambiental, se não houver denúncia, será do detentor do direito. Mesmo denunciando, quando for extrair terá que fazer as devidas compensações ambientais.

A Vale tem um projeto em Minas Gerais chamado Nine Minas, onde ela cede pequenas áreas de “minério de ferro” à pequenas empresas para que estas extraiam o minério dentro das mesmas condições ambientais feitas por qualquer empresa séria e compromissada. A Vale, assim como qualquer empresa séria, só pode ceder uma área se a empresa que vai receber tiver os mesmo critérios dela. E, nesse caso, há a necessidade de um alto investimento, o que os garimpeiros não têm. Quanto a justificativa do presidente (geração de empregos), no universo da atividade mineral 500 empregos é nada.

Na tarde desta sexta-feira, 6, pessoas ligadas à extração e ao processamento clandestino de manganês na região interditaram a PA-275, próximo a Curionópolis. A intenção é conscientizar as autoridades sobre o desemprego provocado pela operação que fechou as minas.

Polícia Federal prende parauapebense com 12 barras de ouro no aeroporto de Boa Vista

O homem, que não teve sua identidade revelada pela PF, está à disposição da Justiça Federal em Roraima

Na primeira hora da madrugada de ontem, dia 29, agentes da Polícia Federal em Roraima, que atuam no Aeroporto Internacional de Boa Vista, Atlas Brasil Cantanhede, prenderam em flagrante E.A.S., de 41 anos, morador de Parauapebas-Pará, pela prática do crime contra a ordem econômica, como destaca o artigo 2 da lei 8.176/91.

Com o indivíduo foram apreendidas 12 barras metálicas de ouro, com peso total de 8 quilos e 971 gramas. O valor de mercado do material é de aproximadamente R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil Reais).

Ainda no aeroporto, o homem recebeu voz de prisão, tendo em vista que tentava embarcar com destino a Brasília.

O minério foi identificado durante o procedimento padrão de raio-X.

O preso confessou o crime em interrogatório na Polícia Federal, mas não deu detalhes sobre a procedência do ouro apreendido em sua mala nem se sua extração se deu com prévia e competente autorização de órgão do Estado.

O homem preso foi encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde ficará à disposição da Justiça Federal em Roraima. Pelas características da barra de ouro, que parece ter sido feita de forma improvisada, é possível que tenha sido extraído das regiões de garimpo ilegal do estado.

Operação Looters

Correios: PF desarticula quadrilha de assalto a cargas no PA

De acordo com os levantamentos, o bando foi responsável por mais de seis assaltos a cargas na região de Goianésia e Tucuruí, gerando um prejuízo de mais de R$ 100 mil aos Correios.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Looters, com o objetivo e desarticular quadrilha especializada em assalto a cargas transportadas por caminhões dos  Correios, notadamente entre os municípios de Goianésia do Pará e Tucuruí, na Rodovia PA-263. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados judiciais, todos em Tailândia, sendo quatro mandados de prisão temporária, dois de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. As ordens judicias foram expedidas pela Justiça Federal do Pará.

As investigações iniciaram em fevereiro de 2017 e avançaram durante o ano, quando a quadrilha praticou uma série de roubos, os quais permitiram concluir que se tratava do mesmo bando de criminosos. Quase sempre à luz do dia e no mesmo local na PA 263, os caminhões eram interceptados, os motoristas rendidos com o uso de armas de fogo e os veículos eram levados para uma vicinal, onde as cargas eram saqueadas. Os assaltantes selecionavam os objetos que iriam subtrair e geralmente levavam bens de valor agregado como telefones celulares, máquinas fotográficas e outros itens que podem ser revendidos facilmente no mercado paralelo.

De acordo com os levantamentos, o bando foi responsável por mais de seis assaltos a cargas na região de Goianésia e Tucuruí, gerando um prejuízo de mais de R$ 100 mil aos Correios.

O grupo responderá pelos crimes de associação criminosa e roubo majorado pelo uso de arma de fogo e pela restrição de liberdade dos motoristas dos caminhões. Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 30 anos. Os presos foram encaminhados para presídios da cidade de Tucuruí, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

O nome da operação é uma alusão aos saqueadores do passado que aterrorizavam pequenas cidades isoladas da Europa. (Fonte: Ascom PF)

Lava Jato

Em depoimento à PF Helder Barbalho confirma que foi a hotel pedir doação para a campanha em 2014, mas nega Caixa 2

O depoimento contraria a afirmação de dois delatores da Odebrecht, segundo os quais Helder teria recebido R$ 1,5 milhão, em espécie, não declarados, em hotéis de São Paulo.

O ministro da Integração Nacional, o paraense Helder Barbalho (MDB), afirmou em depoimento à Polícia Federal que se reuniu com um executivo da Odebrecht em um hotel em São Paulo durante a eleição de 2014 para pedir “doação eleitoral oficial” à campanha dele ao governo do Pará.

O ministro disse que recebeu R$ 2,2 milhões declarados à Justiça Eleitoral e negou ter recebido valores em caixa dois, o que contraria o depoimento de dois delatores da Odebrecht, segundo os quais foram pagos em espécie, não declarados, R$ 1,5 milhão em hotéis de São Paulo.

O depoimento de Barbalho, prestado em 14 de dezembro, confirma trechos dos depoimentos de Fernando Reis e Mário Amaro de Oliveira, executivos da Odebrecht que fecharam acordo de delação com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Eles haviam relatado que em 2014 Barbalho viajara de Belém (PA) para o encontro em São Paulo ao lado de mais duas pessoas, o senador Paulo Rocha (PT-PA), aliado político na campanha, e o então prefeito de Marabá (PA), João Salame Neto (MDB), atual diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde em Brasília.

Segundo Amaro, a Odebrecht detinha, por meio da empresa Saneatins, seis concessões de serviços de saneamento no interior do Pará e pretendia ampliar suas atividades. Por isso, procurou Barbalho para “identificar forças políticas no Estado que estivessem comprometidas com a ampliação da participação privada no setor de saneamento”.

Em setembro de 2014, foi agendado o encontro no hotel Tryp em São Paulo. Na reunião, segundo Amaro, Barbalho disse que, em seu futuro governo, “priorizaria o saneamento de água e esgoto” e “contaria com a Odebrecht Ambiental para estudar uma melhor forma de parceria público-privada”. Segundo Amaro, o candidato mencionou que precisava de R$ 30 milhões para a campanha e indicou um nome “para que recebesse os valores”, o do ex-senador e atual secretário nacional de Portos, vinculado ao Ministério dos Transportes, Luiz Otávio Oliveira Campos.

Segundo Amaro, Paulo Rocha não pediu recursos para sua campanha.

Amaro disse que dias depois foi a Brasília para se encontrar com Campos em sua casa, no Lago Sul, e informou que a Odebrecht iria pagar R$ 1,5 milhão em caixa dois. Os delatores entregaram à PGR uma planilha com o registro de três pagamentos à campanha do ministro, sob o codinome “Cavanhaque”.

Helder Barbalho negou ter indicado o nome de Campos para Amaro. Contudo o próprio Campos, em depoimento à PF, confirmou ter recebido Amaro em sua casa e disse ter ouvido do executivo que a empresa iria contribuir com R$ 1,5 milhão para a campanha em doação oficial. Campos disse que apenas pediu que Amaro entrasse em contato com o então secretário-geral do MDB no Pará, que já morreu, e não mais teve contato com ele.

Em nota encaminhada à Folha, Helder Barbalho afirmou que mantém seu depoimento à PF.

“Todas as doações para a campanha ao governo do Pará, em 2014, foram legais, apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.”

Salame disse, por meio da assessoria do Ministério da Saúde, que “confirma o relato do ministro Helder Barbalho e reforça que não participou da conversa”.

À PF o ministro não disse que Salame ficou fora da reunião.

A assessoria do senador Paulo Rocha disse que não o localizou.

Fonte: Folha – Poder

Redenção

Polícia Federal realiza Operação Acerto de Contas em Redenção

Quatro pessoas foram presas em flagrante ao sacarem benefícios fraudulentos de Seguro Desemprego

Redenção/PA – A Polícia Federal prendeu em flagrante, hoje (9), quatro pessoas que estavam sacando dinheiro nos caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal, em Redenção: acontece que o dinheiro era fruto de benefícios fraudulentos de Seguro Desemprego. A Operação Acerto de Contas surgiu a partir de informações prestadas pela Caixa sobre um padrão de saques fraudulentos em datas e horas determinadas. Os policiais federais se infiltraram na agência e surpreenderam os suspeitos logo após sacarem o dinheiro das fraudes, em um flagrante esperado nas primeiras horas do dia.

Um dos criminosos é conhecido por já praticar fraudes, há anos, na cidade, além de aliciar pessoas que emprestam o nome para os benefícios ilegais em troca de um pedaço do dinheiro. Foram apreendidos celulares, cerca de R$ 9 mil em dinheiro, além de um carro e uma moto usados pelos suspeitos.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Força Tarefa da PF, para combater este tipo de fraudes, só no ano passado, foram evitadas irregularidades na casa de meio bilhão de reais graças a ação conjunta da PF e do MTE na identificação de padrões dos criminosos.

A Polícia Federal de Redenção vai intensificar as investigações e infiltrar agentes federais nos pontos de saques de cidades vizinhas, além de Redenção, identificando e prendendo quem tentar sacar o fruto das fraudes. A PF ainda orienta que ninguém empreste cartão e senha para terceiros, pois podem ser envolvidos nas fraudes investigadas.

DELEGACIA DA POLÍCIA FEDERAL DE REDENÇÃO
Fone: 3242 9807

Fonte: Agência de Notícias da Polícia Federal

Polícia Federal

Marabá: Área do Lago dos Macacos estava sendo loteada por dirigentes de associação

Quem comprou ou está comprando lotes naquela região foi ou está sendo ludibriado. É terra da União de preservação ambiental, não pode ser vendida
Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal, em Marabá, deflagrou, na manhã desta terça feira (12), a   Operação Dominadores do Lago contra um grupo de pessoas que estaria promovendo o loteamento ilegal da região conhecida como Lago dos Macacos, situada entre os municípios de Marabá e Itupiranga. Foram cumpridos até o momento, quatro de cinco mandados de condução coercitiva e três de busca e apreensão.

Quatro dos cinco mandados foram contra José Augusto Alves Rocha, Helder de Sousa Silva, Afonso Pereira de Alencar e Antônio dos Reis Oliveira, dirigentes da Arielma (Associação dos Ribeirinhos Extrativistas do Lago dos Macacos), entidade acusada de promover a venda de lotes na região do Lago dos Macacos com a promessa de que seriam futuramente regularizados pela SPU (Secretaria do Patrimônio da União).

De acordo com o delegado Igor Chagas, que comandou a operação e concedeu coletiva aos meios de comunicação locais nesta manhã, a ação foi deflagrada a partir de muitas notícias de conflitos no Lago dos Macacos, encaminhadas à Polícia Federal, pela própria Arielma, dando conta de que os ribeirinhos da região estavam sendo expulsos por fazendeiros.

“Então, nós formos apurar a situação e percebemos que não era bem assim. Fomos tentar entender quem eram esses ribeirinhos e, na verdade, percebemos que a região não era ocupada por ribeirinhos, que são comunidades tradicionais, que já estão instalados no local e aguardando que a sua posse seja reconhecida”, explicou o delegado.

Segundo ele, José Augusto, Helder, Afonso e Antônio dividiram a área em quatro partes iguais, cada um se apossou de uma dessas áreas e passaram a vender os lotes, conforme um documento denominado Termo de Parceria, cuja cópia foi apresentada por um fazendeiro que adquiriu terras ali e cujo original foi encontrado, depois, na casa de um dos acusados.

“É uma situação inaceitável. Como é que quatro pessoas vão dividir entre si essa região do Lagos dos Macacos? Isso deixou bem claro para nós o que de fato estava acontecendo no local”, diz o delegado, afirmando que a PF recebeu vídeos mostrando que é área de preservação permanente, pertencente à União, “e que não pode ser utilizada de qualquer forma”.

Igor Chagas disse que, segundo os levantamentos, não havia a menor preocupação com a preservação do meio ambiente, como eles alegavam. “Isso foi importante para mostrar que essas associações têm, inclusive, ludibriado alguns órgãos públicos, dada o profissionalismo com que eles vinham exercendo as suas atividades, com uma aparência de legalidade muito grande”, constatou ele.

O delegado federal chegou a admitir que esse aspecto de que tudo era legal fez com que no início da investigação a própria PF ficasse em dúvida em relação ao que a associação pleiteava: “Eles oficiavam os órgãos, participavam de reuniões e, no começo, a gente até se sensibilizava acreditando que eram ribeirinhos que estavam sendo expulsos, mas, como eu disse, depois de aprofundarmos as investigações vimos que não era realmente isso que acontecia”.

Em verdade, ainda segundo Chagas, o grupo invadia a área de preservação, desmatava e passava a vender os lotes. “Algumas dessas pessoas, conforme constatamos, já eram envolvidas na invasão de lotes aqui em Marabá e elas também serão ouvidas”, alertou, avisando que a Arielma (Associação dos Ribeirinhos Extrativistas do Lago dos Macacos) não tem autorização para vender lotes naquela área e quem comprou ou está comprando, foi ou está sendo enganado.

“Vamos acionar o Incra, o Ibama, a SPU e o Ministério Público Federal para evitar que haja mais uma área de invasão aqui em Marabá, o que pode prejudicar o meio ambiente. Temos também documentos que mostram caça ilegal naquela região e ó o momento de dar um basta nessa situação”, enfatizou Igor.

Curiosamente, ontem, segunda-feira (11), agentes da PF, à paisana, que investigavam o local, foram confundidos com compradores e a eles foram oferecidos lotes ao preço de R$ 5 mil, mas a Polícia Federal tem informação da venda de lotes até por R$ 30 mil, dependendo do tamanho da área, já que existiam terrenos à venda com 50 metros de largura por um quilômetro de comprimento.

A PF também ouviu os fazendeiros daquela região, exatamente os acusados de estarem expulsando os ribeirinhos e eles alegam que há um Projeto de Assentamento na área, denominado Grande Vitória, parte do qual fica na região do Lago dos Macacos e dizem que estão assentados ali pelo Incra, legalmente, portanto. “Então, vamos nos reunir com o Incra e com a SPU para que seja definido quem realmente pode estar no local”, afirma o delegado.

Os crimes investigados são os de invasão de terras públicas (art. 20, da Lei 4.947/66), estelionato (art. 171, §2º, inc. I, do CP) e associação criminosa (art. 288, CP), cujas penas somadas podem chegar a 11 anos de reclusão.

Polícia Federal

Marabá: PF deflagra Operação Dominadores do Lago

Associação de ribeirinhos estava vendendo lotes na região do Lago dos Macacos, entre Marabá e Itupiranga

A Polícia Federal, em Marabá, deflagrou, na manhã desta terça feira (12), a Operação Dominadores do Lago em desfavor de um grupo de pessoas que estaria promovendo o loteamento ilegal da região conhecida como Lago dos Macacos, situada entre os municípios de Marabá e Itupiranga. Estão sendo cumpridos 5 mandados de condução coercitiva e 3 de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, lideranças da Associação dos Ribeirinhos Extrativistas do Lago dos Macacos – ARIELMA, estariam promovendo a venda de lotes na região do Lago dos Macacos com a promessa de que seriam futuramente regularizados pela Secretaria do Patrimônio da União. Documentos coletados ao longo da apuração indicam fortemente que a ARIELMA foi fundada com o propósito de dar aparência de legalidade à luta pelas terras. Há relatos e depoimentos que revelam que os associados não constituem efetivamente uma comunidade tradicional que vive à margens do rio ou do lago.

Vale ressaltar que esta tradicionalidade é requisito indispensável para configuração de uma comunidade ribeirinha. Os investigados são suspeitos ainda de liderar invasões ao local e promover desmatamentos em área de preservação permanente de natureza federal, o que vêm causando um clima tenso e de iminente conflito entre invasores e posseiros da região.

Os crimes investigados são os de invasão de terras públicas (art. 20, da Lei 4.947/66), estelionato (art. 171, §2º, inc. I, do CP) e associação criminosa (art. 288, CP), cujas penas somadas podem chegar a 11 anos de reclusão. Os delegados responsáveis pela operação concedem coletiva daqui a pouco, às 10h, na DPF Marabá, quando devem detalhar a operação e seus antecedentes. (Ascom PF)