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Polícia

PM desarticula quadrilha que realizava arrastões em Parauapebas

Durante confronto, três bandidos morreram e pelo menos cinco ainda estão escondidos

A Polícia Militar, em conjunto com a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rotam), desarticulou hoje (11) uma quadrilha que realizava assaltos e arrastões em Parauapebas. A ação já dura três dias.

“Estamos trabalhando nesses dias para acabar com esses bandidos que amedrontam a população. Hoje, desde as oito horas, fizemos um cerco e conseguimos ‘derrubar’ três deles, mas a ocorrência ainda está em andamento, porque a quadrilha tem muitos homens. Nós vimos de seis a oito espalhados pelo matagal, no bairro Nova Vida II”, relatou o Sargento J. Ricardo, da Polícia Militar, que está à frente da operação.

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Reforma agrária

Justiça do Pará adia reintegração de posse em fazendas tomadas pelo MST no sul do Pará

A reintegração de posse das fazendas Cedro, Maria Bonita e Fortaleza ficaram para a segunda fase da operação no sul do Estado, a ser realizada a partir do dia 27, informou a PM.

A Justiça do Pará adiou a reintegração de posse das fazendas Cedro, Maria Bonita e Fortaleza, invadidas por integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), na região sul do Estado, que seriam realizadas esta semana pela Polícia Militar. Em audiência realizada na segunda-feira, 6, na Vara Agrária de Marabá, foi agendada reunião para o dia 23 com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de outros órgãos públicos para definir o local para onde as famílias serão levadas e as políticas assistenciais. O presidente da Associação dos Criadores do Pará (Acripará), Maurício Fraga, disse que o adiamento “cria dificuldade para o cumprimento dos mandatos e causa insegurança no setor”.

As fazendas Cedro, Maria Bonita e Fortaleza, do Grupo Santa Bárbara, que estão na lista de reintegrações, têm liminar para a retomada da posse desde a invasão pelo MST em 2009. “Até o momento, passados oito anos, não houve reintegração de posse e as fazendas continuam invadidas”, informou o grupo, ligado ao empresário Daniel Dantas. Na audiência, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) alertou para o risco de conflitos nos despejos e para a presença de crianças nas ocupações.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 23, quando o Incra e outros órgãos públicos devem apresentar os locais para onde serão levadas as famílias após a desocupação, assim como as políticas assistenciais. A CPT informou que as três áreas tinham sido objeto de acordo para compra pelo Incra, o que tornaria desnecessária a reintegração.

De acordo com a Santa Bárbara, as negociações com o Incra se arrastam há quatro anos, sem que o acordo seja efetivado. “O Incra realizou levantamento cadastral de todas as áreas, não encontrando qualquer irregularidade nos títulos de aquisição. As fazendas eram produtivas, criavam centenas de empregos na região e sempre trabalharam em respeito à legislação ambiental e com grande compromisso social, inclusive fornecendo escolas a filhos de funcionários e população do entorno”, diz a empresa.

A partir de 2009, essas fazendas passaram a sofrer ataques que a empresa descreve como violentos e criminosos. “Matança de gado, ameaça e sequestro de funcionários, casas e máquinas agrícolas incendiadas, escolas depredadas e cercas e currais destruídos eram práticas comumente utilizadas pelos invasores.”

A Agro Santa Bárbara alega que, em razão dos ataques, perdeu a posse das fazendas e, desde então, tem entrado com medidas judiciais para reaver seus direitos. “A empresa se viu privada de produzir nas áreas e, tentando encontrar alguma forma para a resolução do conflito agrário na região, a empresa aceitou abrir diálogo com o Incra para a aquisição dessas fazendas, num processo longo e sem sucesso.”

Nova etapa

O subcomandante da Polícia Militar do Pará, Coronel Emmanuel Leão Braga, informou que a reintegração de posse das fazendas Cedro, Maria Bonita e Fortaleza ficaram para a segunda fase da operação no sul do Estado, a ser realizada a partir do dia 27. “Definimos, em conjunto com a Vara Agrária de Marabá, fazer a reintegração de 16 fazendas invadidas, mas em duas fases. Na primeira, iniciada em outubro, e que prosseguirá até este domingo, incluímos as fazendas Mutamba, Cristalina, Geraldo de Assis, Mococa, Boa Vista, Esperantina, Pontual e Astrúrias. As demais serão na segunda fase.”

Segundo ele, os 106 policiais da força especial retornam para Belém no início da próxima semana para cumprir ordens de reintegração em Castanhal, na região norte do Estado. “Temos uma agenda, mas a gente trabalha com orçamento financeiro. Assim, devemos retornar à região de Marabá no dia 27 para, a partir daí, cumprir as liminares em outras oito fazendas, conforme ficou definido com a Vara Agrária.”

Assalto a banco

Sul do Pará: Polícias Civil e Militar deflagram “Operação Lampião” e prende quadrilha que assaltava bancos na região

Durante a operação foram cumpridos mandados de Prisão Preventiva, Busca e Apreensão Domiciliar e Condução Coercitiva expedidos pelo Juízo da Comarca de São João do Araguaia-PA.

A Polícia Civil do Estado do Pará, em conjunto com as Polícias Militares do Pará e do Goiás, deflagrou ontem no Sudeste do Estado, a Operação Policial denominada “LAMPIÃO”, visando cumprindo de mandados de Prisão Preventiva, Busca e Apreensão Domiciliar e Condução Coercitiva expedidos pelo Juízo da Comarca de São João do Araguaia-PA.

A operação teve como alvo prender criminosos e apreender objetos relacionados à crimes praticados em desfavor de instituições bancárias, bem como empresas de transportes de valores.

Os suspeitos foram identificados e presos por atuarem criminalmente na modalidade conhecida como “vapor” ou “novo cangaço”, forma em que criminosos sitiam as cidades de forma violenta para a subtração de valores provenientes de instituições bancárias, fazendo o uso inclusive de material explosivo e captura de reféns.

Durante a operação foram presos: Jurandi Gomes da Silva (Pablo Ferreira) vulgo “Toca”, Edivaldo Batista da Silva, Vulgo “Junior, João ou Buxudo”, Andreia Santos Perlinski, Leandro Soares da Silva, Helena Lima da Silva, Vanderlan Reis Andrade (Nenzim) e Rosivânia Gomes Dos Santos (Rose).

Os Mandados foram cumpridos na Folha 33, núcleo da Nova Marabá, Jardim Vitória, Bairro do Aeroporto, km 11, Morada Nova, em Marabá-PA, bem como no Bairro Centro da Cidade de São Domingos do Araguaia-PA.

Jurandi “Toca”, Leandro “Cowboy”, Andreia Perlinski e Edivaldo foram presos às proximidades da rodoviária da Folha 32, em Nova Marabá. Helena Lima em São Domingos dos Araguaia-PA. Rose foi presa em sua residência, no km 11, e Vanderlan “Nenzim” foi preso enquanto tentava empreender fuga em Morada Nova.

Durante a operação foram apreendidos 04 (quatro) tabletes, totalizando aproximadamente 04 kg de droga que aparenta ser a substância conhecida vulgarmente como “maconha”; 01 (um) revólver calibre 44 com numeração raspada, acompanhado de 06 (seis) munições do mesmo calibre; uma espingarda 22 com munições; um revólver calibre 38 com numeração raspada e 06 munições do mesmo calibre; quantia de R$ 10.030,00 em dinheiro (R$ 2.549,00 de notas avariadas por material explosivo); e ainda cinco veículos apreendidos entre automóveis e motocicletas.

Segundo o delegado Marcelo Delgado, superintendente da PC em Marabá, os criminosos presos durante a operação foram os responsáveis pelos crimes praticados contra bancos das cidades de Sapucaia-PA (06/09), São João do Araguaia-PA (21/09), Eldorado dos Carajás (05/10) e Filadélfia-TO(29/10). Outros casos estão sendo investigados.

As investigações apontam que o grupo era bem organizado e cada integrante tinha sua participação e capacidade de mobilização, promovendo interação criminosa inclusive com bandidos de outros Estados da Federação.

Polícia Militar

Novo comandante do CPR-II assume e se reúne com oficiais dos batalhões subordinados a ele

O coronel Mauro Sérgio tem em mente otimizar os recursos da tropa e trabalhar baseado em indicadores da violência

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O coronel Mauro Sérgio Marques da Silva, nomeado ontem (10) chefe do CPR-II (Comando de Policiamento Regional-II), da Polícia Militar do Pará, já começou a despachar nesta quarta-feira (11), em Marabá, sede da instituição, onde concedeu entrevista ao Blog.

Responsável agora pelo 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e pelo 34º BPM, ambos em Marabá; 23º BPM, em Parauapebas; e pela 11ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), em Rondon do Pará, cuja área de atuação abrange 16 municípios, o oficial afirma que pretende começar seu trabalho otimizando os recursos dos quais a PM dispõe no momento.

“É saber utilizar o policiamento da melhor forma possível. Qualificar o nosso policial e prepará-lo para atender cada vez melhor a nossa sociedade. Então, em cima disso, a gente pega alguns indicadores de violência e passa a saber o horário e o local de maior incidência criminal e, a partir daí, otimizamos os recursos, realocando o policial para esses horários e locais, a fim de combater aquele tipo de crime”, detalha o coronel.

Segundo ele, a polícia sabe que a criminalidade é dinâmica e que vai se deslocar e o trabalho da segurança segue na mesma direção, porém se antecipando, fazendo um trabalho preditivo e ações preventivas onde houve a probabilidade de acontecer o crime.

“Esse é o nosso papel aqui, principalmente chegar mais próximo da tropa, sempre fomos linha de frente e conhecemos bastante o nosso cenário operacional. Então, fica muito mais fácil lidar com a situação. Apesar de ser de outro Estado [Amapá], conhecemos bastante a região”, afirma Mauro Sérgio, que já está há 22 anos no sudeste do Pará. Sobre um possível reforço numérico no efetivo da PM no âmbito do CPR-II, ele disse que isso já está sendo suprido parcialmente tanto em Marabá quanto em Parauapebas, onde estão em treinamento novos policiais militares.

“Vai suprir em grande parte a nossa demanda regional e, em verdade, é necessário equacionar e otimizar os recursos. Eles têm de ser bem administrados e assim conseguimos bons resultados”, avalia.

Em princípio, segundo o novo comandante do CPR-II, não haverá mudança de comando nas unidades geridas por ele, mas acontecerá “a implantação de um tipo de gestão, do um modo de administrar” e, dentro dessa filosofia, “aqueles que se enquadrarem, permanecem”.

A troca de comando ocorre na próxima terça-feira (17), mas nesta quarta-feira o coronel Mauro Sérgio já se reúne com os comandantes sob a jurisdição dele para dizer qual a sua doutrina de trabalho, os planos de ação, os diagnósticos da região, “para que tenha uma administração colaborativa”.

“Fica mais fácil quando você se relaciona com os comandantes e escuta, principalmente, a tropa, que está nas ruas, que conhece. O bom gestor é aquele que escuta os seus parceiros de combate”, define. O comandante do CPR-II encerra dizendo que a população pode esperar do comando dele a dedicação, o compromisso que ele tem para com a região e que será implantado no dia a dia. Ele
manifestou gratidão pelos amigos que tem no sudeste do Estado por tudo que a região lhe proporcionou. “Se sou policial e cheguei à conquista deste posto, deste cargo, foi justamente por causa desses amigos e desta região”, reforça.

Mauro Sérgio assume o CPR-II em função da transferência do coronel Almério Moraes Almeida Júnior para a Reserva Remunerada da PM. Ele passa a ser responsável pela segurança de 792.914 habitantes dos municípios de Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Itupiranga, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, Rondon do Pará, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.

Parauapebas

Coletiva: autoridades explicam morte de cabo PM, execuções em Parauapebas, e prometem prender os assassinos

"Isso não vai ficar impune. Vamos identificar e prender os assassinos do Cabo Nonato", disse o Comandante-Geral da PM do Pará em coletiva realizada hoje (13) em Parauapebas

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel Hilton Celson Beningno de Souza esteve nesta quarta-feira, 13, no município de Parauapebas. Ele participou do enterro do policial militar, Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, de 51 anos, que foi torturado e assassinado por quatro criminosos na última segunda-feira. Em seguida, participou de uma entrevista coletiva, ao lado da Diretora da 20ª Seccional da Policia Civil, Yanna Kaline Azevedo, para falar sobre as investigações e as mortes registradas após o assassinato do PM.

Para a polícia civil, a principal linha de investigação da morte do Cabo Nonato é homicídio e não latrocínio, que é roubo seguido de morte, como chegou a ser divulgado no dia do crime. Segundo a delegada, Yanna Azevedo, os bandidos teriam invadido a casa do PM com intenção de matá-lo. “As investigações ainda estão em curso. A gente não descarta nenhuma linha, mas a mais forte é de homicídio. Tudo indica que os bandidos sabiam que ali morava um policial militar”, destacou a delegada.

Sobre a divulgação nas redes sociais de supostos criminosos, a delegada fez um alerta. “Muitas postagens com informações inverídicas e as pessoas têm que ter cautela, quanto o que posta. A conduta delas pode ser incriminada porque a rede social não é campo sem lei”.

A delegada Yanna não confirmou se já existe a identificação de suspeitos, mas disse que que a polícia civil recebeu apoio da Secretaria de Segurança Pública para elucidar o caso.

Mas foi em tom de desabafo que o Coronel Hilton Beningno falou à imprensa sobre a violência que tem vitimado policiais. São 21 PM’s mortos, este ano, no Pará“. Pessoal, a gente vive num país em guerra. Um país que tem 60 mil homicídios por ano. Essa guerra só não está declarada, mas ela existe. O país que mais morre policias no mundo é o Brasil. Nós temos que mudar nossa legislação. Na semana passada foi preso um elemento que estava assaltando um ônibus em Belém, pela 12º vez. Não estou adiantando, mas é possível que o cabo Nonato tenha sido vítima de pessoas que ele tenha prendido”. O coronel explicou que já pediu ao delegado geral da polícia civil do Pará que designe uma equipe específica para apurar a morte do cabo Nonato. “Isso não vai ficar impune. Nós vamos chegar aos autores, vamos identificá-los e prendê-los, como deve ser feito, na forma da lei”, desabafou.

Oito integrantes do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar já estão em Parauapebas para auxiliar a PM e a Polícia Civil nas diligências. Também, para dar apoio na busca pelos criminosos, foi deslocada uma guarnição da Policia Rodoviária Estadual.

O Comandante também foi questionado sobre a violência crescente em Parauapebas. Hoje, o efetivo do 23º Batalhão da PM é de 240 policiais militares, responsáveis não só por Parauapebas, mas também pela segurança de Curionópolis, Canaã, Eldorado de Carajás, Serra dos Carajás, Serra Pelada e a área do Contestado. “A partir do dia 2 de outubro inicia o curso de formação de praças, aqui em Parauapebas, com 90 alunos e a partir de março do ano que vem, eles já estarão prontos para fazer o estágio nas ruas da cidade”, declarou o comandante, informando que a frota de veículos deve ser renovada ainda esse ano, com mais viaturas para a cidade.

Execuções em Parauapebas.

Depois do assassinato do Cabo Nonato, na última segunda-feira, seis pessoas foram mortas em Parauapebas. Mas, uma das vítimas de arma de fogo morreu durante a ação Policia Militar e, por isso, não faz parte das investigações sobre as execuções na cidade. Para a delegada Yanna, ainda é prematuro relacionar esses crimes com o assassinato do PM, mas ela confirma que a maioria das vítimas tinha passagem pela polícia. “Ainda estamos investigando se alguma das vítimas conhecia o cabo Nonato, mas tudo ainda está sendo apurado”, declarou.

O Coronel Hilton Benigno também acha prematuro qualificar como chacina, as cinco mortes em Parauapebas. “Tive conhecimento dessas mortes assim que cheguei, e é preciso investigar a causa de cada uma delas para saber se há relação com a morte do cabo Nonato”, disse o coronel, que durante a coletiva citou a prisão de policiais militares em Belém, suspeitos de participar da chacina de 21 pessoas depois da morte de um PM, na capital. “A partir de hoje será instaurado um inquérito policial e, se, durante o inquérito eles encontrarem, também, alguma conexão dessas cinco mortes com o assassinato do cabo Nonato, obviamente que isso será levado em consideração”, enfatizou o Coronel.

A polícia militar informou que vai intensificar o trabalho ostensivo nas ruas de Parauapebas para evitar o clima de insegurança entre a população. “Esse ano nós retiramos das mãos de criminosos mais de 70 armas que foram apreendidas. Temos recuperados motos e veículos roubados e vamos continuar o nosso trabalho de combate à criminalidade” destacou o Comandante da PM de Parauapebas, Luiz Vallinoto.

O Prefeito de Parauapebas, Darci Lernem, também participou da coletiva e disse que vai realizar uma reunião de trabalho com os órgãos responsáveis pela segurança pública como Poder Judiciário, Policia Militar e Secretaria de Segurança Pública para traçar um plano de combate a violência na cidade. “Parece que toda vez que alguém morre, aí é que a gente consegue se mobilizar, mas a mobilização tem que ser permanente”, destacou o prefeito que também foi cobrado sobre os Equipamentos de Proteção Individual dos guardas municipais. “Nós já solicitamos a Policia Federal a autorização para o uso de armas de fogo. Mas estamos resolvendo o problema das Epi’s”, concluiu.

A violência em Parauapebas também chamou atenção das pessoas nas redes sociais. O juiz, Doutor Líbio Moura, que trabalhou em Parauapebas durante vários anos, falou sobre a tentativa de grupos em criar pânico com a disseminação de informações desencontradas “Nenhum grupo de criminosos tem força para se sobrepor às instituições. Outras situações, semelhantes, já foram vividas na cidade e devem servir para que as discussões sobre prevenção e repressão aos crimes sejam melhoradas.

O enterro do policial militar aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda, no final da manhã desta quarta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Parauapebas.

Disque Denúncia

Disque Denúncia lança campanha de “Quem Matou” o Policial Militar em Parauapebas-Pa

O Disque Denúncia Sudeste do Pará divulgou na manhã de hoje, terça-feira (12), uma campanha oferecendo recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à identificação e localização dos responsáveis pelo assassinato do policial militar Raimundo Nonato Oliveira de Sousa.

Na manhã desta terça-feira (12) o Disque Denúncia Sudeste do Pará lançou uma campanha de (Quem Matou?) o Policial Militar Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, 51 anos, conhecido como cabo Santarém, lotado no 23º Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas. Está sendo oferecida uma recompensa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por informações que levem a identificação e localização dos criminosos.

A recompensa será paga para informações que cheguem a central do Disque Denuncia Sudeste do Pará, através dos números (94) 3312-3350, (94) 3346-2250 ou pelo aplicativo Whatsapp (94) 98198-3350, e ao serem averiguadas pela polícia levem a prisão dos envolvidos. As denúncias serão recebidas com total garantia do anonimato e o denunciante receberá um código o qual poderá ser utilizado para acrescentar informações, acompanhar o andamento da denúncia e caso seja procedente com resultado, o denunciante retornará o contato fornecendo esse mesmo código para receber a recompensa, a ONG-IBCC (Instituto Brasileiro de Combate ao Crime) ficará responsável pelo pagamento.

De acordo com a reportagem de Caetano Silva o caso aconteceu na noite de ontem, segunda-feira, 11, quando em um suposto assalto, quatro indivíduos armados invadiram a residência do policial militar Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, conhecido por “Cabo Santarém”, lotado no 23° Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas.
Santarém tinha 51 anos de idade, sendo 23 dedicados à Polícia Militar através de vários serviços prestados à população.
De acordo com informações da esposa de Santarém, era por volta das 23h00, quando o policial se preparava para dormir, instante em que foi surpreendido com a chegada dos assaltantes.
Ainda de acordo com as informações, ao invadir a casa de Santarém, o bando teria anunciado o assalto, momento em que teria percebido o uniforme de policial da vítima que estava estendido na sala.
Em ato continuo, os bandidos passaram a exigir a arma do policial. De posse da arma de fogo, os bandidos amarraram Santarém e passaram a torturar o mesmo.
Além de esfaquear a vítima, segundo informações, os homens ainda deram quatro tiros no PM com sua própria arma.
Enquanto sofria nas mãos de três dos bandidos, um terceiro tentava estuprar uma das filhas do policial, que amarrado, baleado e esfaqueando, ainda conseguiu pular a janela de seu quarto no segundo andar do prédio onde morava com a família, na avenida M, quadra 220, lote 28, bairro Cidade Jardim em Parauapebas, recebeu ajuda de vizinhos, foi encaminhado ao Hospital Geral de Parauapebas, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu.
De acordo com informações repassadas agora a pouco pela Polícia Militar, após o crime, o bando deixou o local em um veículo Voyage prata, levando a arma da vítima e alguns eletrodomésticos da casa.

Não há informações ao certo quanto ao crime, se foi por encomenda ou realmente latrocínio, entretanto pelas características da abordagem e ação dos bandidos, nem mesmo os amigos e a família da vítima acreditam em crime de latrocínio, e sim que os assassinos chegaram ao local com o objetivo de matar o policial.

O caso está sendo investigado pela Policia Civil e qualquer informação sobre os paradeiros dos assassinos pode ser repassada para o Disque Denúncia através dos telefones (94) 3312-3350, (94) 3346-2250 ou pelo aplicativo Whatsapp (94) 98198-3350.

Cortando na carne

Corregedoria prende em flagrante delito 4 Policiais Militares de Parauapebas

Postagem atualizada às 19h de 20/01 com os desdobramentos da Audiência de Custódia.

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Pará (CPR2) recebeu a informação de que quatro membros do quadro da PM lotados no 23º Batalhão em Parauapebas estariam tentando extorquir um suposto traficante, sob a alegação de que o mesmo não seria preso por cometer atos criminosos no município.

A informação teria vindo do próprio traficante. Consta que o traficante teria combinado um valor a ser pago aos militares Cabo Tapajós e soldados PM Lewyi, Robert e Nassar. Todavia, o traficante avisou a corregedoria da suposta negociação. Inconteste, a Corregedoria se fez presente no momento e local combinado para o acerto e prendeu os quatro militares em flagrante delito. Depois, comunicou ao comandante do 23º BPM em Parauapebas. Este, mesmo de férias, encaminhou o Oficial de Dia para acompanhar os militares até a Depol para os ritos processuais. O capitão PM Faustino lavrou o flagrante.

A PM aguarda a Audiência de Custódia no judiciário para ver se as prisões serão mantidas ou não, e ainda a finalização do processo, garantido o amplo direito de defesa e do contraditório, para se manifestar sobre a culpabilidade dos praças.

Apesar de triste, cabe aqui parabenizar a PM por cortar na carne em um momento tão difícil, em que tantos presos estão sendo mortos nos presídios Brasil a fora. Essa atitude mostra, mais uma vez, que a Polícia Militar do Pará se manterá irredutível em punir aqueles que por ventura demonstrarem qualquer desvio de caráter e usar de suas funções e poder de polícia para agir de forma errada, sendo esse tipo de ação de forma individual ou em grupo.

Até o início da noite desta terça-feira os militares ainda estavam na 20ª Seccional de Polícia de Parauapebas sendo inquiridos pela autoridade policial. Concluídos os depoimentos, eles devem ser encaminhados ao Quartel da PM onde aguardarão a audiência de custódia, que deve acontecer amanhã no Fórum de Parauapebas.

Atualização às 19 horas de 20/01/2016

A audiência de custódia dos PM’s presos aconteceu na sala de audiência da 1ª Vara do Fórum da Comarca de Parauapebas, onde se achavam presentes o MM. Juiz de Direito da 1ª Vara penal, Dr. DANILO ALVES FERNANDES, o(a/s) representante(s) do Ministério Público Dr. GUILHERME LIMA CARVALHO e Dra. CRYSTINA MICHIKO TAKETA MORIKAWA, os custodiados e o advogado Dr. Celso Valério Nascimento Pereira OAB/Pa nº 17.158.

Após a oitiva dos custodiados, o juiz Danilo Alves Fernandes, sem prejuízo de análise superveniente, dada a natureza rebus sic stantibus da medida, CONVERTEU a prisão em flagrante dos custodiados…:

  • 1. THIAGO TAPAJÓS BRAZ, CB/PM/PA, brasileiro, nascido aos 15.04.1985, filho de Raimundo do Carmo Braz e de Miraci Tapajós, residente na Rua Joao Pessoa, 324-A, bairro Liberdade I, Parauapebas-PA.
  • 2. ROBERT ROSA DE AQUINO, SD/PM/PA, brasileiro, nascido aos 16.08.1984, filho de Solange Rosa de Aquino e de Antonio Inês Batista de Aquino, residente na Rua Rui Barbosa, 367, bairro Guanabara, Parauapebas-PA.
  • 3. PAULO LEVY FERREIRA DA SILVA, SD/PM/PA, brasileiro, nascido aos 20.05.1990, filho de Paulo Roberto Melo da Silva e de Ocineia da Silva Ferreira, residente na Rua Amazonas, 114, bairro Rio Verde, Parauapebas-PA

… em PRISÃO PREVENTIVA, necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

O juiz, em sua decisão, mandou que:

  • fosse expedido os respectivos mandados de prisão, com a devida inclusão no BNMP;
  • indeferiu o requerimento da defesa de relaxamento das prisões;
  • indeferiu o pedidos da defesa para que os PM’s fossem colocados em liberdade provisória;
  • indeferiu o pleito da defesa para permanência dos agentes no 23º BPM, determinando suas imediatas transferências  para a Casa Penal Anastácio das Neves, bem como a REMESSA DOS AUTOS À JUSTIÇA MILITAR;
  • Mandou que fosse aberta uma conta judicial atrelada ao processo, uma vez que houve apreensão do valor de R$ 500,00 (quinhentos reais);
  • Mandou oficiar a Corregedoria da PM informando acerca da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva dos custodiados;
  • mandou dar ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública.

O Soldado PM Nassar, citado acima pelo Blogger como preso junto com os demais PM’s chegou a ser detido junto com os demais. Mas, durante a lavratura do flagrante ficou constatado que não havia como indiciá-lo. Nassar foi ouvido na audiência de custódia na condição de testemunha e depois liberado. Contra ele não há nenhum procedimento em andamento.

Segurança

Câmeras de videomonitoramento da prefeitura de Parauapebas estão sem gravar imagens

Prefeitura prometeu restabelecimento das gravações para ontem (16), mas isso não aconteceu

O blog recebeu uma denúncia de que há mais de 90 dias as câmeras do sistema de videomonitoramento eletrônico da Prefeitura, que auxiliam nos trabalhos da Polícia Militar, Civil e até mesmo do judiciário, já que as imagens servem como provas em processos, não estariam funcionando.

Solicitamos uma nota de esclarecimento para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura sobre o assunto, mas não recebemos retorno até o fechamento da matéria. Apuramos a informação com algumas fontes e constatamos que apenas seis das 95 câmeras estão sem funcionar. Já as demais não estão realizando gravações das imagens há pelo menos dez dias. De acordo com o chefe de gabinete do executivo, Wanterlor Bandeira, esse problema seria resolvido na sexta-feira (16), mas isso não aconteceu.

O coronel da Polícia Militar, Pedro Paulo Celso informou ao blog que esteve reunido na quinta-feira (15) com o chefe de gabinete e com o gestor da Secretaria Municipal de Segurança Institucional de Defesa do Cidadão (Semsi), Gesmar Rosa, para tratar do assunto. Na reunião lhe foi garantido que o sistema será regularizado.

“O sistema de videomonitoramento é uma ferramenta de grande auxílio para a Polícia Militar e, posso dizer que fundamental para o trabalho da Polícia Civil no que tange à elucidação de alguns casos, por isso é tão importante contarmos com o apoio dessas imagens”, destacou o coronel.

Sistema de videomonitoramento

O sistema de videomonitoramente eletrônico foi implantado na gestão Valmir Mariano, ainda em 2013, época em que Hipólito Gomes conduzia a Semsi. O apoio tecnológico contribuiu para maior agilidade no atendimento de vítimas de acidentes de trânsito, apreensão de veículos roubados, prisão de suspeitos, entre outros benefícios, segundo os órgãos de segurança do município.

As imagens capturadas pelas 95 câmeras instaladas nas principais vias da cidade são monitoradas 24 horas por uma equipe técnica que atua na Central de Controle de Operações (CCO), instalada dentro do Quartel de Polícia Militar.  Os operadores monitoram, em tempo real, as imagens das câmeras que disparam certos alarmes, chamando a atenção dos monitores para situações específicas.

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