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Polícia

Homem é morto a tiros em Breu Branco

Antes de receber os disparos, a vítima foi agredida, provavelmente por populares

Um homem ainda não identificado morreu após ser alvejado com diversos disparos de arma de fogo em Breu Branco. O caso, que causou espanto em alguns moradores, ocorreu no final da tarde desta quinta-feira (09) em Placas do Pitinga, Zona Rural do município.

De acordo com a polícia, a vítima é suspeita de praticar crimes contra o patrimônio na região. A morte, supostamente, foi provocada por populares revoltados, já que o homem apresentava ferimentos em várias partes do corpo, inclusive na parte superior. Devido a estes ferimentos o homem teve morte declarada ainda no local.

A polícia foi acionada e compareceu ao local do crime, que fica localizado a cerca de 25 quilômetros da zona urbana da cidade. Uma equipe do Instituto Médico Legal IML de Tucuruí foi acionada e realizou a remoção do cadáver.

A vítima, ainda não identificada, passou por perícia, mas o corpo ainda permanece no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves aguardando por familiares que venham fazer o reconhecimento e a retirada para os serviços fúnebres.

A polícia imediatamente deu início às investigações e espera contar com a colaboração de moradores da Vila para elucidar o caso. Até o momento ninguém foi preso.

Marabá

Secretário de Saúde contrata câmeras de monitoramento pela manhã e assaltante ataca à noite no HMI

Marcone Leite disse que o incidente o deixou muito preocupado e afirmou que está providenciando mais segurança às unidades de saúde

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ontem, quarta-feira (2), pela manhã, o secretário de Saúde de Marabá, Marcone Leite, assinou contrato para a instalação de câmeras de monitoramento em unidades de saúde e nos dois hospitais públicos do município. Coincidentemente, à noite, um indivíduo armado invadiu o Hospital Materno Infantil, na Velha Marabá, fez um refém, cometeu assalto e deixou servidores, parturientes e acompanhantes em pânico.

Marcone lamentou o incidente e adiantou que também entraria em contato com a Secretaria Municipal de Segurança
Institucional para reforçar a presença da Guarda Municipal nos hospitais. “Foi um incidente; não é algo corriqueiro, mas nos deixa muito preocupados”, disse ele.

Segundo as testemunhas era por volta de 20 horas, quando um homem, que se fazia passar por acompanhante de uma grávida, se dirigiu à Recepção e apontou uma arma para a cabeça de um das atendentes.

Daí em diante, ele invadiu a Sala de Acolhimento e implantou o terror. Sempre ameaçando atirar, fez um “arrastão”: levou 30 celulares, bolsas e outros objetos de valor e fugiu levando como refém o acompanhante de uma grávida.

Já na rua, tentou fugir no carro do refém, mas acabou atropelando uma criança, abandonou o veículo e correu para
destino ignorado. Equipes da Polícia Militar e Guarda Municipal vasculharam o Núcleo Pioneiro, mas não localizaram o assaltante, descrito pelas vítimas como magro, moreno, usando camisa escura e boné branco.

Marcone lamentou a coincidência do ocorrido no mesmo dia em que assinara contrato para a colocação de câmeras de monitoramento nas unidades de saúde e hospitais públicos municipais, uma vez que seu propósito seria de inibir essas ações. “Não houve violência física, mas, certamente, houve dano emocional”, lamenta o secretário de Saúde.

Marabá;Após desocupação recente, Fazenda Mutamba sofre ataque de grupo armado. Sede e casas de funcionários foram destruídas

O ataque ocorreu na manhã de domingo, logo cedo, pegando todos de surpresa. Seguranças só tiveram tempo de retirar as famílias do local

O ataque ocorreu na manhã de domingo, logo cedo, pegando todos de surpresa. Seguranças só tiveram tempo de retirar as famílias do local

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Eram por volta das 7h quando o ataque-surpresa aconteceu. Fortemente armado, segundo relato das testemunhas, o grupo estimado em 60 pessoas, chegou atirando, apanhando todos, seguranças e funcionários, de surpresa. Só deu tempo de salvar as famílias e correr. Em seguida, casas começaram a ser parcialmente demolidas e tratores, caminhões e outros implementos incendiados.

No final da manhã, equipes da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), Polícia Militar do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” se deslocaram até a fazenda, localizada a 50 km de Marabá e pertencente à família Mutran, para fazer os primeiros levantamentos e colher depoimentos.

Informações dão conta de que houve tiroteio e um segurança teria saído ferido e conduzido ao Hospital Municipal de Marabá, mas sem risco de morte.

Segundo apurou o delegado Alexandre Silva, o ataque teria sido uma retaliação de um grupo retirado recentemente da fazenda por determinação da Justiça. Ele acredita, ainda, que o objetivo do grupo era somente promover a destruição, sem causar ferimentos a alguém. Ninguém foi preso.

Pau D'Arco

Justiça do Pará decreta prisão de 13 policiais envolvidos em operação que matou trabalhadores rurais em Pau D’Arco

O subcomandante do 7º Batalhão de Polícia Militar de Redenção, tenente-coronel Kenedy Gonçalves de Sousa e o delegado da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), Valdivino Miranda, já tratam com a justiça uma delação premiada.

A Justiça do Estado do Pará acatou o pedido de prisão temporária feito pelo Ministério Público contra 11 policiais militares e 2 civis, pela participação na morte de 10 trabalhadores rurais que ocupavam a fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, sudeste do estado.

Os promotores de Justiça de Redenção Alfredo Martins de Amorim, José Alberto Grisi Dantas e Leonardo Jorge Lima Caldas assinam o pedido de prisão temporária de Carlos Gonçalves de Souza; Rômulo Neves; Cristiano da Silva; Rodrigo de Souza; Advone da Silva; Jonatas Pereira e Silva; Neuily Sousa da Silva; Welington Lira; Orlando Cunha; Ronaldo Silva; Ricardo Moreira; Douglas da Silva Luz e EuclidesLima Júnior.

Policiais federais foram destacados para cumprir os mandados, mas todos os suspeitos se apresentaram: oito policiais militares e um policial civil se apresentaram em Redenção e serão encaminhados para a capital. Os demais procuraram a PF em Belém.

Segundo o Ministério, em breve será oferecida à Justiça a denúncia sobre esse caso. De acordo com a lei a prisão é por 30 dias, por tratar-se de crime hediondo, podendo ser prorrogada por igual período.

O crime

A chacina de Pau D’Arco, como o crime ficou conhecido, aconteceu no dia 24 de maio, na fazenda Santa Lúcia. Um grupo de policiais civis e militares foi até a fazenda para dar cumprimento a mandados de prisão de suspeitos de envolvimento na morte de Marcos Batista Ramos Montenegro, um segurança da fazenda que foi assassinado no dia 30 de abril.

De acordo com a polícia, os assentados tinham um arsenal de armas de fogo e reagiram à presença dos policiais. Houve troca de tiros, que resultou nas mortes. Mas, familiares das vítimas e sobreviventes alegam que a ocupação da fazenda era pacífica, que os policiais chegaram de forma truculenta e atiraram sem provocação.

Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, no dia em que os posseiros foram mortos, policiais envolvidos na operação retiraram os corpos antes que perícia fosse realizada.

Perícia

A Polícia Federal realizou a reconstituição para levantar o que ocorreu na fazenda Santa Lúcia. Sessenta atores participam da reconstituição, considerada a maior reprodução de crime já realizada pelos policiais do Pará. Além dos atores, uma equipe de peritos criminais federais de Belém e Brasília, Policiais Civis e Militares e técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves também acompanharam a reconstituição.

Sobreviventes disseram que os posseiros foram executados. Policiais que participaram da operação afirmaram que houve confronto.

A perícia feita nos corpos concluiu que nove posseiros foram baleados no peito e uma mulher atingida na cabeça com um tiro à queima-roupa. Ainda segundo os peritos, não havia marcas de bala nos coletes dos policiais.

Outra morte

Na sexta-feira (7), o agricultor Rosenilton Pereira de Almeida foi assassinado no município de Rio Maria, no sul do Pará. A Polícia Civil disse que investiga se o assassinato de Rosenilton tem ligação com as mortes dos dez posseiros na fazenda Santa Lucia.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, Rosenilton liderava um grupo de camponeses que voltou a ocupar a fazenda há quinze dias. Testemunhas disseram que dois homens em uma moto abordaram Rosenilton quando ele saía desta igreja. Ele foi assassinado com quatro tiros.

Direitos humanos

O Governo do Pará disse em nota que, a princípio, não foi vista nenhuma relação entre o assassinato de Rosenilton e as mortes ocorridas em Pau D’Arco, mas a conexão entre os crimes não está descartada, pois a vítima integrava o grupo que invadiu a fazenda Santa Lúcia.

Segundo uma nota pública divulgada no sábado (8) por entidades ligadas aos direitos humanos, Rosenilton havia deixado a Fazenda Santa Lúcia horas antes de ser assassinado, porque estava sendo ameaçado e perseguido na região.

No documento, as entidades pedem que o governo federal e o do Pará adote medidas efetivas para garantir a vida e a integridade das trabalhadoras e trabalhadores rurais acampados da Fazenda Santa Lúcia, bem como garanta uma investigação isenta e rigorosa da chacina dos 10 de Pau D’Arco e da morte de Rosenilton. (G1-PA)

Delação Premiada

Segundo o site CDA em Foco, de Conceição do Araguaia, o subcomandante do 7º Batalhão de Polícia Militar de Redenção, tenente-coronel Kenedy Gonçalves de Sousa, procurou o corregedor militar da PM, promotor Armando Brasil, sobre a possibilidade de fazer deleção premiada a respeito da chacina de Pau D’Arco.

Durante o trabalho de reconstituição da chacina realizado pela Polícia Federal a fim de levantar o que ocorreu na fazenda, o delegado da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), Valdivino Miranda, também teria procurado a cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará (SEGUP) e a Superintendência Estadual da Polícia Federal para negociar uma delação premiada e contar o que de fato aconteceu.

Na última quarta-feira (5) o superintende da Polícia Federal, Ualame Fialho Machado e o secretário de Segurança Publica do Estado, Jeannot Jansen estiveram em Redenção. Houve uma conversa demorada das duas autoridades com o delegado Valdivino Miranda e no dia seguinte os três viajaram para Belém.

Segurança Pública

Pará inicia operação de combate à criminalidade no período de férias e festas

Estratégias garantem rapidez no atendimento de possíveis ocorrências relacionadas à criminalidade, no período de férias, Natal e Réveillon.

Começou ontem (02) e segue até dia 2 de janeiro de 2017 a Operação Boas Festas, no Pará. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, são várias as estratégias para garantir a rapidez no atendimento de possíveis ocorrências relacionadas à criminalidade, no período de férias, Natal e Réveillon.

Uma das novidades este ano é o uso de drones como equipamento de monitoramento. A Polícia Militar também vai usar uma rede de proteção aos estabelecimentos comerciais, auxiliada por aplicativo de celular. Por meio desse programa, os donos de lojas poderão trocar informações com os comandantes da PM de cada área de atuação, sobretudo na área metropolitana, prevenindo assaltos e furtos.

O policiamento a pé, em viaturas e motocicletas, em lanchas ou mesmo pelo ar com uso de helicópteros em áreas comerciais será intensificado.

Com o deslocamento da população para cidades do interior, em decorrência do período das férias escolares, as forças de segurança vão em localidades como distritos de Mosqueiro, Outeiro e Icoaraci, Ilha de Cotijuba, além dos municípios de Abaetetuba, Barcarena, Salinópolis, Santa Maria do Pará, Altamira, Marabá, Redenção e Santarém.

Militares do Corpo de Bombeiros também vão atuar em diversas praias do estado, com um efetivo de 248 homens no combate a incêndios, proteção, busca e salvamento, além de atendimento pré-hospitalar e proteção nos balneários.

Parauapebas

Serra dos Carajás: seguranças da Vale prendem três funcionários por roubo de cabos de cobre


Por volta da meia noite deste sábado (26), durante fiscalização realizada no Pátio SME, Mina de N4, na Serra dos Carajás, a Segurança Empresarial da Mineradora Vale flagrou o momento em que, durante o turno de trabalho, Jose William Gomes da Silva (Soldador), Fabio Sampaio da Conceição e Adonilson Pereira dos Santos (ambos Técnico Mecânico I), todos empregados Vale lotados na Gerência de Manutenção de Equipamentos e Cargas da Mina de Ferro, com auxílio de um arco de serra, cortaram 11 (onze) metros de cabo de cobre tipo 3×300 milímetros, pesando 96 Kg, utilizado por escavadeira.

Elton Ricelli Aragão de Melo, Técnico Especializado em Manutenção, líder do turno, foi acionado, compareceu ao local do sinistro e acompanhou a condução dos envolvidos até a Portaria de N5, onde a Policia Militar foi acionada para conduzir os envolvidos até a Delegacia de Polícia de Parauapebas para esclarecimentos.

Na Depol, os três funcionários foram autuados por furto e apresentados hoje, por volta das 14 horas para audiência de custódia. Por serem primários, foram liberados e responderão ao processo em liberdade.

Pará

Curionópolis: cabeças de onças são encontradas em frezzer

Cinco cabeças de onça dentro de um freezer foram encontradas numa operação de busca da Polícia Militar do Pará, nesta sexta (26), no município de Curionópolis sob suspeita de que se destinariam a um esquema de venda de partes de animais silvestres.

Além das cabeças no freezer, a PM encontrou também cinco rolos de pele de onça pintada, quatro crânios de onças, oito pássaros de espécie nativa, seis canários, um crânio de jacaré, nove gaiolas e diversas patas de onças.

As informações são da Secretaria de Segurança Pública do Pará.

As buscas tiveram a participação de cerca de 30 policiais militares e começaram depois que, durante a revista em um veículo, foram encontrados armamentos. A pista levou a PM uma serralheria que, na parte de trás, tinha três residências com material ilegal. Em uma delas foram encontradas mais de 50 espingardas, na segunda residência estavam munições e, na terceira, o freezer e os demais objetos da apreensão.

A PM prendeu três pessoas em flagrante, lavrado pela Delegacia de Parauapebas, que deve ؐficar responsável pela investigação de crime ambiental e posse ilegal de armas. Agora, a polícia buscará a participação de outras pessoas no esquema. Pela quantidade de armamento encontrado, os policiais suspeitam que a atividade já vinha sendo desempenhada há muito tempo pelo grupo.

Fotos: Anderson Souza e Caetano Silva

Justiça

MP do Pará oferece denúncia contra Jobson por crimes praticados contra adolescentes

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio da promotora de Justiça de Conceição do Araguaia Cremilda Aquino da Costa, ofereceu ontem (7) denúncia contra Jobson Leandro Pereira de Oliveira, ex-jogador de futebol do Botafogo (RJ) e outros clubes, Lucas Espindula de Lima e Gilvan de Miranda Alves. Os três são acusados de terem praticado vários crimes ao levarem adolescentes para encontros no imóvel rural “Chácara da Resenha”, localizada no município limítrofe de Couto Magalhães/TO.

Jobson Leandro é acusado dos crimes estupro de vulnerável, ameaça, disponibilização de fotografia pornográfica de adolescente na internet e oferecimento de bebida alcoólica a adolescente, enquanto que Lucas LIma e Gilvan Alves devem responder pelo oferecimento de bebidas às adolescentes que frequentaram o local.

Conforme apurado nas investigações e depoimentos constantes do inquérito policial, no dia 13 de junho Jobson Leandro manteve relação sexual com uma adolescente de 13 anos. Nesse mesmo dia estavam na Chácara da Resenha o também acusado Lucas e outras quatro adolescentes.

Nos autos consta que a adolescente de 13 anos fez auto de reconhecimento por fotografia do acusado Jobson, ratificando que o mesmo a levou para a chácara e lhe forneceu bebida alcoólica, tendo mantido conjunção carnal.

O auto de exame de conjunção carnal, realizado na adolescente no dia 15 de junho, prova a materialidade do crime de estupro de vulnerável, além de reforçar os indícios concretos de que a adolescente manteve conjunção carnal com o acusado Jobson, apesar de esta ter mudado depois o seu depoimento.

Para a promotora Cremilda Costa essa mudança “é resultado de pressão psíquica ou intimidação exercida pela repercussão da decretação da prisão preventiva do acusado, materializada, especialmente, pela intervenção ilegal, tendenciosa e obstrutiva do repórter Nildo Monteiro, o que ensejou, inclusive, a protocolização de representação para apuração de infração administrativa às normas de proteção à criança e adolescente”.

No dia seguinte, novos encontros ocorreram na chácara, dessa vez uma das adolescentes de 14 anos ingeriu tanta bebida alcoólica e entrou em coma. Nesse momento Jobson aproveitou para tirar uma foto pornográfica nu, com a cintura próxima ao rosto da adolescente e divulgou a fotografia em um aplicativo de mensagens instantâneas. Nesse dia três adolescentes estavam no local, além dos acusados Gilvan e Lucas. Novamente foi oferecido bebida às adolescentes.

Após saber da divulgação da foto, a adolescente de 14 anos cobrou explicações de Jobson, pois estaria sendo vítima de chacotas e disse que iria levar o fato ao conhecimento das autoridades policiais. O acusado então a ameaçou afirmando que mandaria seus amigos fazerem algo com ela. “A adolescente sentiu-se intimidade, ressaltando que teme represálias do acusado”, frisou a promotora Cremilda Costa na denúncia.

Pelos crimes de estupro de vulnerável contra as duas adolescentes (13 e 14 anos), já que a segunda teve um desmaio ou coma alcoólico, a pena prevista para cada uma é de 8 a 15 anos de reclusão. Pela divulgação de fotografia pornográfica de adolescente a pena prevista é de 3 a 6 anos de reclusão.

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