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Polícia Civil

Ex-procuradora de Tucuruí é presa durante Operação da Polícia Civil no município

Operação apura série de crimes praticados em diversos municípios do Sudeste do Pará, entre eles Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá.

Está presa na Delegacia Geral da Polícia Civil, em Belém, a ex-procuradora do município de Tucuruí, Gláucia Rodrigues Brasil Oliveira. A advogada é acusada de envolvimento em uma série de prática ilegais em Tucuruí e região. Galucia foi presa na tarde desta segunda-feira em Belém.

A prisão da ex-procuradora faz parte da Operação Patrono, deflagrada nesta segunda-feira (11) pela Polícia Civil do Estado do Pará, em conjunto com a 15ª Seccional Urbana de Polícia de Tucuruí, Superintendência Regional do Lago de Tucuruí e o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, para apurar uma série de crimes praticados em diversos municípios do Sudeste do Pará, entre eles Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá.

Glaucia Brasil teve a prisão preventiva decretada pelo Juiz de Direito titular da Vara Criminal da Comarca de Tucuruí, Leonardo Frota de Vasconcelos e é investigada por participar de ações ilícitas como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, apropriação indébita, receptação de veículos, falsidade ideológica, constituição de milícia privada, entre outros crimes descobertos pela Polícia.

O delegado Claudio Galeno preside o inquérito que investiga a ex-PGM de Tucuruí. Gláucia chegou a ser detida em 30 de agosto quando agrediu verbal e fisicamente a equipe do Sistema Floresta de Comunicação, afiliada do SBT em Tucuruí. Na época, ela era a procuradora do município de Tucuruí e atuava na defesa da mãe do então prefeito Artur Brito, conhecida como Josenilde Silva Brito, acusada de ser a mandante do assassinato do prefeito Jones William. A advogada recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a delegacia para prestar depoimento.

Na última sexta-feira (8/12) o Ministério Público Militar já havia dado cumprimento a um mandado de prisão preventiva contra o Major PM Leonardo, que é esposo de Gláucia. Ele e ela são acusados de constituir milícias para, pelo menos em três oportunidades, retirar posseiros de áreas rurais no município de Pacajá e região usando mandados de reintegração de posse falsos para justificar os despejos, recebendo, em troca, remuneração financeira dos supostos proprietários das áreas invadidas.

Gláucia ainda é acusada de chefiar um esquema de clonagem e adulteração de chassis de veículos roubados ou furtados na região. Este crime vem sendo investigado pela Polícia Civil há meses, já que em uma operação realizada há cinco meses para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Tucuruí houve a apreensão de três veículos, que posteriormente ficou constatado que Gláucia era a responsável do grupo para efetuar o repasse desses veículos clonados para terceiros.

Gláucia está sendo ouvida na Delegacia Geral, em Belém. Acompanham o depoimento dela alguns advogados da Comissão de Prerrogativas da OAB-PA. A investigada será conduzida para o Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves – CRECAN, em Santa Isabel do Pará. Antes, porém, deverá passar pelo Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves para fazer exame de corpo de delito. Gláucia deverá participar de uma audiência de custódia a ser realizada nesta terça-feira, provavelmente na Comarca de Belém.

Apenas um dos 19 detentos que fugiram do CRRAMA em Marabá foi recapturado

Detentos dos pavilhões A e B, do pavilhão forte 1 e 2 e marcenaria semiaberto, armados com duas pistolas começaram ontem a confusão, pegando um agente prisional como refém

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Somente um dos 19 detentos que fugiram do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano Antunes”), em Marabá, já foi recapturado pela Polícia Militar. Conhecido como “Redenção”, ele foi pego em Itupiranga, por uma equipe do Grupo Tático 3. Até o momento, os outros 18 continuam foragidos, mas, equipes da PM seguem nas buscas, nos arredores da penitenciária, vilas e cidades próximas.

Era por volta das 17 horas do domingo quando começou a rebelião que resultou na fuga. Detentos dos pavilhões A e B, do pavilhão forte 1 e 2 e marcenaria semiaberto, armados com duas pistolas começaram a confusão, pegando um agente prisional como refém, em seguida fugiram em massa.

O Grupamento Tático da PM ainda chegou a ser chamado para debelar o motim, mas os detentos que conseguiram fugir em meio à balbúrdia já estavam longe. Hoje pela manhã, a direção da penitenciária divulgou a lista dos agora considerados foragidos.

Vale ressaltar que o CRRAMA tem capacidade para abrigar 180 detentos, mas até agosto passado custodiava nada menos que 565, conforme a última informação obtida pelo Blog. Segundo a direção da cadeia informou na época, é intenção do Governo do Estado construir outra penitenciária, com maior capacidade e mais segurança, logo no início de 2018.

A velha penitenciária foi construída há 23 anos, para abrigar apenas presos do regime semiaberto, nunca passou por reforma ou ampliação e a edificação já está bastante deteriorada e, em consequência, fragilizada.

Em nota enviada no final da manhã ao Blog, a Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado) confirma a fuga de 19 internos do CRRAMA e acrescenta novos detalhes sobre a fuga. “Após o horário de visita, um interno solicitou atendimento médico e foi encaminhado à enfermaria da unidade prisional. No local o detento rendeu os agentes penitenciários com uma pistola e retornou ao bloco carcerário para dar fuga a outros presos”, conta o comunicado.

Durante a situação – segue nota – o inspetor de segurança da casa penal lesionou uma das pernas e foi encaminhado ao hospital do município para atendimento médico. “A Corregedoria Penitenciária da Susipe irá abrir uma sindicância investigativa para apurar a fuga. Quem tiver qualquer informação sobre os fugitivos pode ligar para o disque-denúncia, no 181. O sigilo é garantido”, encerra a nota.

Os fugitivos são:

 – Ari Reinaldo Pinto Batista
– Caio Adriano da Rocha Silva
– Cristoph da Silva Lopes
– Daniel Lopes dos Santos
– Eugilson da Silva Costa
– Fabiano Feitosa Sousa
– Felipe Chagas dos Santos
– Francisco Danilo Pereira dos Reis
– Gabriel Sousa da Silva
– Geovane da Silva Assunção
– Jonata de Sousa
– Melque Henrique Silva
– Paulo Henrique de Freitas Mendes
– Paulo Henrique Pereira de Almeida
– Renan Araújo do Nascimento
– Ronan Aladim Alves
– Ronivon Araújo do Nascimento
– Savio Silva Lima
– Wanderson Ferreira Silva

Polícia

Polícia prende três membros de uma quadrilha que planejava assaltar o Fórum de Eldorado do Carajás

Os meliantes foram informados de que havia ouro e armas no Fórum, o que despertou o interesse da quadrilha.

A Polícia Militar do Pará prendeu ontem (20) a tarde, em Parauapebas, três elementos suspeitos de associação criminosa para cometer um furto ao Fórum de Eldorado do Carajás.

Dois meliantes, em atitude suspeita, foram abordados pelos cabos PM Castro e Andrade, responsáveis pela ronda escolar em Parauapebas. Quando os PMs olharam os celulares do abordados se depararam com imagens e conversas que caracterizavam o planejamento da ação delituosa. Os meliantes foram conduzidos à Depol e a Polícia Civil deu prosseguimento às investigações, que culminaram com a prisão de outro suspeito em uma residência no bairro Betânia, em Parauapebas, arregimentando mais criminosos para a execução do crime.

Segundo o Delegado Fabrício Andrade, da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, onde os suspeitos foram apresentados, a polícia civil, através dos investigadores Almeida e Bomfim, munidos de um celular pertencente a um dos suspeitos, deu prosseguimento nas conversas via Aplicativo WhatsApp onde ficou claro que o meliantes pretendiam roubar um veículo tipo Hilux em Parauapebas e, daí, partir para Eldorado do Carajás, onde, segundo informou um dos presos, haveria ouro e armas armazenadas. Ainda segundo o delegado, eles serão indiciados pelo crime de associação criminosa, já que, segundo apurado, cada um teria uma função na execução do crime.

A investigação prosseguirá até que todos os envolvidos sejam presos, já que, segundo o delegado, “certamente mais pessoas estão envolvidas no esquema criminoso.”

Os presos, que chegaram em Parauapebas há pouco mais de vinte dias e já têm passagem pela polícia, foram encaminhados ao IML local para a realização de exames de corpo de delito e serão encaminhados à carceragem do Rio Verde, onde aguardarão o desenrolar do inquérito.

Inaugurado há um ano, o edifício do Fórum de Eldorado do Carajás possui 260 m². Lá não são depositados ouro, armas ou qualquer outro tipo de peças oriundas de crimes cometidos na comarca. Até a instalação da Comarca em Eldorado do Carajás, o expediente forense do município estava sob a jurisdição da Comarca de Curionópolis.

Polícia

PM desarticula quadrilha que realizava arrastões em Parauapebas

Durante confronto, três bandidos morreram e pelo menos cinco ainda estão escondidos

A Polícia Militar, em conjunto com a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rotam), desarticulou hoje (11) uma quadrilha que realizava assaltos e arrastões em Parauapebas. A ação já dura três dias.

“Estamos trabalhando nesses dias para acabar com esses bandidos que amedrontam a população. Hoje, desde as oito horas, fizemos um cerco e conseguimos ‘derrubar’ três deles, mas a ocorrência ainda está em andamento, porque a quadrilha tem muitos homens. Nós vimos de seis a oito espalhados pelo matagal, no bairro Nova Vida II”, relatou o Sargento J. Ricardo, da Polícia Militar, que está à frente da operação.

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Polícia

Caso Jones William: mãe do atual prefeito de Tucuruí é presa temporariamente suspeita de ser a mandante do assassinato

Marlon Possebon, amigo de Artur Brito que havia sido preso pela manhã, a acusou de ser a mandante do assassinato do prefeito Jones William.

A Polícia Civil cumpriu, nesta segunda-feira (30), 24 mandados judiciais referentes à investigação sobre a morte do prefeito de Tucuruí, Jones William Galvão. Do total de ordens judiciais, foram cumpridas 12 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão temporária e oito conduções coercitivas. A operação policial foi deflagrada, no início da manhã, em Tucuruí, no sudeste do Estado, e em outras cidades da região, e ainda em Belém. Ao todo, 50 policiais civis participaram da ação policial que foi comandada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino.

Os detalhes da operação foram apresentados, no início da tarde, na Seccional de Tucuruí, durante entrevista concedida à imprensa pelo delegado-geral, que estava acompanhado dos delegados Claudio Galeno, diretor de Polícia Especializada da Polícia Civil, e André Costa, diretor da Divisão de Homicídios, e do promotor de Justiça de Tucuruí, Charles Teixeira, durante a entrevista.

Ele explicou que o objetivo principal da operação foi ouvir pessoas cujos depoimentos são necessários para instruir o inquérito policial sobre o crime. “Nem todas as pessoas apresentadas estão na condição de investigadas por envolvimento no crime, mas são pessoas que se fazem necessárias de serem ouvidas”, esclareceu o delegado-geral. Durante a manhã, foram cumpridos três mandados de prisão temporária. De tarde, mais um mandado de prisão temporário foi cumprido. Pela manhã, foram cumpridos os mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.

A respeito do atual prefeito de Tucuruí, Artur Brito, o delegado-geral esclareceu que ele não foi preso nem teve condução coercitiva decretada pela Justiça. “Ele foi notificado a comparecer espontaneamente à Superintendência de Tucuruí para prestar informações importantes ao inquérito”, detalhou. As investigações sobre a morte do prefeito continuam.

Um dos homens apontados como executores do prefeito continua preso. O sergipano Bruno Marcos de Oliveira, conhecido como Bruno Venâncio, foi preso em 5 de setembro desde ano, no Aeroporto Internacional de Belém, por volta de 3 horas da manhã, quando iria pegar uma conexão para seguir viagem para São Paulo. Ele também tem mandado de prisão pela morte do empresário Albenor Moura de Sousa, em 24 de agosto deste ano, em Itaituba, sudoeste do Estado.

A mãe do prefeito Artur Brito, conhecida como Josenilde Silva Brito, a Josy, foi presa por determinação do juiz José Leonardo Frota de Vasconcelos Dias, titular da Vara Criminal daquela Comarca, durante a tarde, já que segundo o delegado-geral, Marlon Possebon, que havia sido preso pela manhã, em Belém, a acusou como mandante do assassinato do prefeito Jones William.

Marlon Possebon era genro de um pecuarista conhecido em Tucuruí como Zé Davi, assassinado no dia 7 de setembro último, naquela cidade, suspeito de ter contratado os pistoleiros que mataram o prefeito Jones William.

Com 53 anos de idade, a empresária Josy é acusada de ser a mandante do assassino do prefeito Jones William Galvão, ocorrido em julho deste ano, em via pública de Tucuruí. A prisão é temporária, ou seja, ficará no cárcere pelo prazo de 30 dias, mas caso seja decretada prisão preventiva, poderá ficar mais tempo. (Com informações da Polícia Civil do Pará e do Jornal Correio do Carajás)

Polícia

Polícias civil e militar do Pará apresentam resultados da operação que prendeu assaltantes de bancos em Parauapebas

O objetivo do bando era a agência do Banco do Brasil em Curionópolis.

As Polícias Civil e Militar apresentaram, nesta segunda-feira, 12, em entrevista coletiva a jornalistas, na sede da Delegacia-Geral, em Belém, os resultados de uma operação policial que desarticulou uma associação criminosa especializada em roubos a bancos com uso de explosivos. Ao todo, foram presos 10 homens e uma adolescente foi apreendida durante a operação ocorrida em Parauapebas na semana passada. Durante a operação, houve um confronto armado e um suspeito morreu. Com o grupo, foram apreendidas duas armas de fogo – um fuzil 7.62 e um revólver 38; emulsões explosivas; máscaras tipo “brucutu”; luvas e produtos usados nos explosivos.

A ação policial foi realizada em parceria pelas Polícias Civil dos Estados do Pará e do Maranhão, em conjunto com o Comando de Missões Especiais (CME), da Polícia Militar do Pará. Os presos foram transferidos para a capital. Estiveram na entrevista coletiva a delegada-geral adjunta, Christiane Ferreira; o coronel Hilton Benigno, comandante geral da PM do Pará; os delegados Silvio Maués, diretor de Polícia Especializada; Evandro Araújo e Tiago Belieny, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO); coronel Sandro Queiroz, titular do Comando de Missões Especiais (CME), e major Anilson Almeida, titular da Companhia de Operações Especiais (COE) da PM.

Segundo a delegada-geral adjunta, trata-se de um grupo organizado que já tinha atuado anteriormente no Estado do Maranhão, na mesma modalidade de roubo a banco. Para desarticular o bando, explica o delegado Silvio Maués, foram mobilizados policiais civis da DRCO e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e militares da COE em parceria com policiais civis da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), vinculada à Polícia Civil maranhense, em um trabalho integrado.

O coronel Hilton Benigno destacou o trabalho de inteligência e a capacidade de mobilidade dos policiais envolvidos na operação. “Desde o primeiro momento que fomos contactados da possibilidade do assalto a banco, deslocamos equipe para a região, tanto via aérea como terrestre, o que evitou o assalto”, detalha. Titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à DRCO, o delegado Tiago Belieny explica que a equipe policial estava na região sudeste realizando investigações sobre outras ocorrências de roubos a bancos, na terça-feira passada, quando foi acionada para se deslocar até Parauapebas, para apurar informação sobre a existência de um grupo armado se preparando para cometer um assalto na região.

Assim, na manhã do dia seguinte, os policiais civis e militares abordaram, em princípio, dez homens que estavam em uma chácara situada na Vila Palmares, zona rural do município. Com eles, veículos, um fuzil e explosivos foram apreendidos. Parte do grupo conseguiu fugir no momento da abordagem policial. Os presos foram identificados como os maranhenses Adaires Barbosa Araújo, conhecido por Tiago; Francisco de Assis Alves de Souza; Guilherme Henrique de Pinho; David Vieira da Silva; Marcio Delleon Modesto Silva; os paraenses Antônio Henrique Goulart Rodrigues Júnior; Adriano Cabral Fernandes e Dannyllo Queiroz da Silva. Uma adolescente natural do Maranhão foi apreendida na chácara. Em continuação às investigações, os policiais civis da DRCO e militares da COE abordaram um caminhão em que estavam Ricardo Alves Saraiva, o vaqueiro Egildo Luiz Gomes e José Carlos Saraiva dos Santos.

Este último reagiu atirando contra a equipe e morreu na troca de tiros. Uma arma de fogo – revólver calibre 38 – foi encontrada com o suspeito. As investigações mostraram que o bando pretendia assaltar, no último dia 10, a agência do Banco do Brasil em Curionópolis, cidade a 36 quilômetros de Parauapebas. Eles iriam fazer um assalto na modalidade conhecida como “vapor” em que os criminosos chegam ao município a tiros, invadem o banco e explodem caixas eletrônicos e cofre. Depois, na fuga, levam pessoas como reféns.

Segundo o coronel Sandro Queiroz, o tipo de dinamite apreendido com os acusados é “alto explosivo”, com capacidade de promover danos a uma velocidade de 2 metros por segundo. Ele detalha que esse tipo de material é de uso controlado pelo Exército Brasileiro. A delegada-geral adjunta ressalta que houve uma operação, na última semana, coordenada pelo Exército, em parceria com a Polícia Civil, visando o controle de material explosivo de uso controlado. A partir das prisões, explica o delegado Tiago, todos serão interrogados para tentar identificar quem é o líder do grupo e individualizar a conduta de cada. Dentre os presos, são três paraenses, e os demais são oriundos do Maranhão, Paraíba e Alagoas.

Presos

Caso Dácio Cunha: Em decisão interlocutória, Desembargador Holanda nega liminar e Capitão Júlio continuará preso em Belém

imageEm decisão interlocutória (*) publicada hoje (04) no site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, o Desembargador Raimundo Holanda Reis, das Câmaras Criminais Reunidas, relator do processo em que o capitão PM Dercílio Júlio de Sousa Nascimento (foto) – preso em Parauapebas por suposto envolvimento no assassinato do advogado Dácio Cunha -, através de Habeas Corpus, pede liminarmente a revogação de sua prisão, foi negada a liminar. Capitão Júlio continuará preso em Belém.

Confira o despacho negando liberdade ao capitão:

“Prestadas as informações pelo Juízo impetrado, indefiro a liminar postulada, pois não vislumbro ab initio os requisitos legais autorizadores para à concessão da medida, deixando a análise definitiva do mérito do presente writ, por ocasião do julgamento perante as Câmaras Criminais Reunidas. Encaminhe-se a douta Procuradoria de Justiça”.

Belém (PA), 04 de março de 2016.

Desembargador RAIMUNDO HOLANDA REIS, Relator

(*) – É o ato pelo qual o juiz decide questão incidental com o processo ainda em curso. Note-se que a decisão interlocutória não põe fim ao processo, diferente da sentença. Via de regra, contra tal decisão do juiz cabe agravo retido, no prazo de dez dias, ou oral e imediato, caso a parte anseie recorrer de decisão proferida durante a audiência.

Marabá

Marabá registra não retorno de presos beneficiados com saída temporária de fim de ano

Foto_SusipeDois internos de Marabá, beneficiados com a saída temporária para as festas de fim de ano, não retornaram à unidade prisional, segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe).

No total, 80 presos de Marabá, sendo 78 internos do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA) e dois detentos do Central de Triagem de Marabá (CTMB), receberam o benefício.

Conforme a Susipe, por causa do não retorno do preso no prazo estabelecido pela Justiça, o interno é considerado foragido e tem o mandado de prisão expedido. Ele também regride ao regime fechado quando recapturado, até a audiência de justificação com o juiz para explicar os motivos da evasão.

Em todo o Estado, 208 detentos não retornaram no prazo previsto pela Justiça, por isso, já são considerados foragidos. Dos 1.238 detentos beneficiados pela Justiça com a saída temporária para as festas de fim de ano, 1.030 já retornaram às unidades prisionais paraenses, o que representa 16,8% de evasão do total.

Na Região Metropolitana de Belém, a Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel (CPASI),  foi a unidade prisional que registrou o maior número de não retornos; dos 477 detentos liberados, 145 não voltaram no prazo determinado pela Justiça.

Já no interior, o Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura (CRASHM), em Santarém, teve o maior número de presos evadidos; dos 143 detentos que obtiveram o benefício, 13 não retornaram ao centro de detenção.

Foto: Susipe

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