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PRF

Assaltante da Prosegur em Marabá é preso – de novo – quando fugia para Goiânia

"Bin Laden" carregava R$ 160 mil em espécie, portava CNH falsa e tentou fugir de agentes da PRF. Ele era foragido do presido de Belém após rebelião no início deste ano.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Conhecido no mundo do crime como “Bin Laden”, Antônio Rangel Duarte Lima é useiro e vezeiro em fugir de presídios. Em setembro do ano passado ele foi preso pela Polícia Civil do Pará em Dom Eliseu com dois fuzis, uma pistola ponto 40, R$ 300 mil em dinheiro, 120 tabletes de maconha e 5 coletes à prova de balas. Foi levado para um presídio de Belém, mas no início deste não conseguiu fugir.

Neste domingo, dia 5, mais uma vez, “Bin Laden” caiu nas mãos da polícia. Ele trafegava em um veículo pela rodovia Belém Brasília (BR-153), quando o carro foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal no município de Campinorte-GO. Ele viajava como carona e outro homem, de 29 anos, conduzia o veículo. Ambos apresentaram documentos falsos e se complicaram.

Ao realizarem a verificação, os policiais perceberam que a CNH apresentada pelo passageiro era falsa e que o condutor possuía antecedentes criminais.

Neste momento, os policiais iniciaram uma busca mais minuciosa no veículo, quando “Bin Laden”, que havia apresentado CNH falsa, empreendeu fuga pelo mato. Dois dos policiais seguiram o fugitivo e, a outra equipe, permaneceu com o condutor, algemando-o. Após alguns minutos, o fugitivo tropeçou e caiu, quando foi alcançado e algemado pelos policiais.

O homem que havia fugido relatou aos policiais que seu nome não era aquele apresentado na CNH e que ele era foragido da Justiça do Estado do Pará. Em seguida, informou que estava com alta quantia de dinheiro dentro do carro, proveniente de assalto à empresa Prosegur em Marabá, ocorrido em agosto de 2016. Ao fiscalizar o veículo, a polícia verificou que havia a quantia de R$ 149.207,00. Junto com os homens haviam ainda R$ 7.119,00, totalizando uma quantia de mais de R$ 156 mil reais. A PRF depois descobriu que o fugitivo era um criminoso conhecido no Pará por “Bin Laden”, mas cujo nome verdadeiro é Antônio Rangel Duarte Lima.

  Parte do dinheiro oriundo do assalto à empresa Prossegur e armas apreendidas em Dom Eliseu  

O assaltante preso alegava que viajava de Araguaína-TO para Goiânia, onde passaria a residir, e que, o outro homem, condutor do veículo, teria sido contratado por R$ 2 mil para fazer o traslado. A PRF posteriormente descobriu que o motorista já havia cumprido pena por tráfico de drogas em Anápolis. Quando da abordagem ele estava com pequena quantidade de cocaína e ainda conseguiu “resetar” o celular, para dificultar o encontro de informações por parte da polícia.

No celular de “Bin Laden’ foram verificadas várias fotos de pilhas de dinheiro e diversos comprovantes de depósito, pois no assalto à transportadora foram roubados milhões de reais. Quanto à CNH falsa, ele alega que a comprou em Goiânia por R$ 500,00, há dois meses. “Bin Laden” possuía contra si dois mandados de prisão em aberto, um por latrocínio e outro por roubo qualificado e também já fugiu duas vezes do presídio. Ambos foram presos e levados para a Polícia Federal de Goiânia. (Com informações do site diariodegoiania.com.br)

Polícia Civil do Pará

Polícias Civil e Militar fecham cerco a grupo criminoso que tentou assaltar empresa de segurança em Redenção

Assaltantes não conseguiram levar o dinheiro, mas população ficou assustada com o poder de fogo dos criminosos

O Sistema Estadual de Segurança Pública deslocou uma equipe de policiais civis e militares para o município de Redenção, no sudeste do Pará, para reforçar o policiamento na cidade e atuar nas investigações sobre a tentativa de assalto à sede da empresa de segurança privada Prosegur. O grupo embarcou na madrugada desta quinta-feira (01), em duas aeronaves. O efetivo reúne policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e militares da Companhia Independente de Operações Especiais (COE), da PM, que atuarão junto ao efetivo da região. O helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) conduziu os militares da COE e também vai atuar no apoio às buscas aos assaltantes.

Atuam na operação, dez policiais do Comando de Operações Especiais (COE), juntamente com integrantes da PM do estado do Tocantins, policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), além de policiais civis e militares da região.

A tentativa de assalto teve início por volta de 23h30, quando cerca de 20 homens com armas de grosso calibre usaram explosivos para tentar invadir a empresa que atua no transporte e guarda de valores em dinheiro usados para abastecer agências bancárias na região. O prédio fica no centro de Redenção. Com a explosão, parte do muro da frente do prédio foi destruído. Os bandidos também acionaram explosivos na área interna do prédio. Diversos estilhaços da explosão atingiram imóveis vizinhos. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e fechou a saída da cidade para evitar a fuga do grupo.

Após a explosão, os criminosos desistiram do assalto e com o apoio de seis veículos, entre carros e motos, tomaram a direção da PA-287, que dá acesso ao município de Conceição do Araguaia. Houve troca de tiros com os assaltantes por cerca de uma hora e meia ainda na saída da cidade. Para deter a ação dos policiais eles queimaram um dos carros e pegaram uma estrada vicinal, a dois quilômetros da sede de Redenção, onde outro carro foi queimado. “Eles deixaram o local sem conseguir levar dinheiro da empresa. Homens das polícias Civil e Militar estão na área fazendo o cerco para capturá-los”, informou o delegado Antônio Miranda, superintendente da Polícia Civil em Redenção.

O inquérito será presidido pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO, que vai permanecer em Redenção para apurar os fatos. A Polícia Civil já acionou a perícia criminal no local.

Este é o segundo assalto a uma unidade da empresa ocorrido no semestre. Em setembro, o prédio da Prosegur em Marabá foi alvo de bandidos armados, que conseguiram roubar valores em dinheiro. Quatro criminosos já foram presos e as investigações sobre o caso continuam.

DRCO apresenta mais três acusados de assalto à Prossegur

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

No final da tarde desta quarta-feira, 2, a Polícia Civil, através da DRCO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), apresentou três acusados de participarem do mega assalto à sede da Prosegur em Marabá, ocorrido há cerca de dois meses. Os delegados Tiago Beliene e Evandro Araújo, da DRCO, mais o superintendente Marcelo Delgado, revelaram que há provas nos autos da participação do trio no assalto.

Leonardo Freire de Souza, Leilane Barbosa Sales e Gilvan Pereira da Silva foram levados para a sede da Superintendência de Polícia Civil do Sudeste, em Marabá, para prestarem depoimento aos delegados da DRCO. Nenhum deles quis falar com a Imprensa, o que foi confirmado pelo advogado Carlos Guiotti.

O delegado Tiago Beliene informou que Leilane e Leonardo são casados e foram presos em uma área de invasão rural, em uma estrada vicinal a 28 km da Vila Sororó. Com eles não foram encontradas armas nem dinheiro. “Se ficaram com dinheiro, devem ter enterrado em algum lugar seguro para eles”, avalia o Beliene, salientando que ambos participaram diretamente do assalto à sede da Prosegur.

Leonardo é oriundo do Maranhão e não tinha passagem pela Polícia Civil. Gilvan Pereira é rabeteiro e foi preso na Folha 27, Nova Marabá, acusado de ter pilotado a lancha que transportou o bando de uma margem à outra do Rio Tocantins, contribuindo com a fuga. Ele, segundo a DRCO, já tinha duas passagens pela polícia. Os três foram ouvidos, encaminhados ao CRAMA e colocados à disposição da Justiça. Com eles, já são cinco acusados do assalto presos pela Polícia cerca de 60 dias após o crime que abalou Marabá.

Na última semana, informou o delegado Evandro Araújo, uma investigação em conjunto com policiais civis de outros estados apontou que algumas armas usadas no assalto em Marabá estavam saindo de Parauapebas para São Paulo, escondidas em um caminhão. O veículo foi interceptado em Goiás, no momento em que parou para abastecer. Nele, estavam quatro fuzis, metralhadoras e pistolas usadas no assalto de 5 de setembro em Marabá.

O delegado Marcelo Delgado disse que desde 5 de setembro a Polícia Civil vem dando continuidade às investigações do rumoroso assalto à Prosegur. “A DRCO e a Superintendência de Polícia Civil têm trabalhado incansavelmente. Embora não apareça, o trabalho está sendo feito e temos respaldo para continuar em campo para prender outros integrantes deste assalto. As provas da ligação dessas três pessoas estão nos autos e não podem, ainda, serem divulgadas”, informou o superintendente de Polícia Civil.