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Legislativo

Parauapebas: alunos cobram apoio dos vereadores para a solução de problemas de infraestrutura em escola estadual

Leia ainda o que mais foi destaque na Sessão da CMP desta terça-feira (14)

Dezenas de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Janela Para o Mundo fizeram uma grande manifestação na Câmara Municipal, durante a sessão desta terça-feira (12). A reivindicação é por melhorias na infraestrutura da escola, que funciona em um prédio alugado, localizado no bairro Cidade Jardim.

“É preciso fazer manutenção nos aparelhos de ar-condicionado, que estão todos quebrados. Tá insuportável estudar naquelas salas de aula. Também precisamos de cadeiras com urgência”, relatou uma das alunas. O barulho feito durante a manifestação dos alunos atrapalhou o discurso dos vereadores em vários momentos, então o presidente da Casa de Leis decidiu receber uma comissão de oito alunos logo após a sessão.

O vereador Zacarias Marques de Assunção questionou a interdição do prédio da Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Dulce, realizada há três anos pelo Corpo de Bombeiros e Secretaria Estadual de Educação (Seduc), por conta do risco de cair. “Foi um laudo incorreto, no meu ponto de vista. O custo de que se tem com aluguel hoje poderia ser destinado para a manutenção do prédio, que é próprio”, relatou o vereador, parabenizando os alunos pela iniciativa de cobrar seus direitos.

“Os alunos da Escola Janela Para o Mundo estão sentados em mesas de refeitório para estudar. Se há convênio entre a Prefeitura de Parauapebas e o governo estadual, então a responsabilidade deve ser compartilhada também. Sabemos que há muito tempo o governador Simão Jatene abandonou a nossa região”, disse o vereador José Marcelo Alves Filgueira, o Marcelo Parceirinho.

Outros assuntos discutidos na sessão

Foi registrada a ausência dos vereadores Joel Pedro Alves, o Joel do Sindicato, e Kelen Adriana Mesquita, durante a sessão, ambos estão viajando em busca de interesses do município, conforme justificativa apresentada durante a sessão.

Por meio da Indicação nº 23/2017, de autoria do vereador Elias Ferreira, foi proposto ao Poder Executivo que firme convênio ou contrato com a iniciativa privada para a realização de certos exames hospitalares. A justificativa apresentada pelo vereador é que tal iniciativa – além de diminuir a fila de espera por exames não realizados na rede pública do município -, vai gerar emprego e renda na cidade, pois com o aumento do atendimento na rede privada serão necessárias mais contratações.

Apesar de concordar e achar interessante a preocupação do vereador com a geração de emprego, acredito que o nobre vereador deveria intensificar seus esforços no sentido de reparar certas situações que acontecem em Parauapebas. Nesse caso específico, a administração deve sempre primar pelo que for mais econômico para os cofres públicos do município. Dentre os exames solicitados pelo vereador está o de mamografia, muito importante no diagnóstico prematuro do câncer de mama. Mas, não sei se é do conhecimento do presidente daquela casa, o município conta com um aparelho de ponta para realizar esse tipo de exames, e se este não está realizando tal procedimento é preciso investigar o porquê.

Ainda sobre a saúde, os vereadores Luiz Castilho, Ivanaldo Braz e Marcelo Parceirinho cobraram mais ações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), inclusive de comunicação, para ajudar no combate ao Aedes aegypti, já que a população tem sofrido com a grande número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito. “Também precisamos sugerir ao secretário de saúde que trabalhe em cima do Plano de Cargos e Salários da secretaria, pois quem assume um cargo de gestão continua ganhando o mesmo salário, apesar de assumir grandes responsabilidades”, acrescentou o vereador Ivanaldo Braz.

Marabá

A revolta dos garis: sem receber há três meses, trabalhadores fecham a principal via de Marabá com fogo

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

A VP-8, principal avenida comercial de Marabá, está parcialmente fechada desde as 7 horas desta quinta-feira, dia 13. Embora o prefeito João Salame Neto tenha decretado ponto facultativo dias 13 e 14, para evitar maiores desgastes com manifestações do funcionalismo, acabou sofrendo um revés com a revolta dos garis, que trabalham para a Secretaria de Urbanismo, responsável pela limpeza urbana, como varrição de ruas.

O protesto começou logo cedo, na conhecida rotatória do Posto Verdes Mares, onde os garis colocaram fogo em pneus e impediram o acesso à Secretaria de Urbanismo. Embora já tivessem sido ameaçados de demissão se entrassem em greve, os três meses de salários atrasados foram o combustível para que eles ignorassem a ameaça da chefia imediata.

Edmilson Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Marabá (Servimmar) disse que a manifestação dos servidores é legítima e só está ocorrendo depois de esgotadas todas as tentativas de negociação. “O atraso de salário, em si, já é motivo para a manifestação, mas eles também estão revoltados com as ameaças que vêm sofrendo do secretário municipal de Serviços Urbanos. Vamos ingressar com uma queixa-crime contra ele, porque entendemos que ninguém pode ser tratado da maneira como este senhor está fazendo com os trabalhadores”.

Segundo Edmilson, o prefeito jogou a toalha sobre o pagamento dos servidores municipais e essa situação é extremamente crítica para quem tem uma família para sustentar. “Alguns moram em casa alugada e como presidente do sindicato, recebo ligações o tempo todo, com pais de famílias chorando e reclamando da situação instalada nesta secretaria, onde a situação é humilhante”.

O prefeito João Salame, segundo Edmilson, não recebe mais os membros do Sindicato dos servidores municipais há mais de três meses. “Chegaram a demitir alguns servidores durante o período eleitoral, mas o Ministério Público ingressou com uma ação na justiça considerando a demissão um crime eleitoral. Da mesma forma vamos fazer aqui. Se demitirem, vamos ingressar na justiça alegando a mesma coisa, porque não pode haver demissão três meses antes da eleição e três depois”, sustentou Oliveira.

Antônio Souza, que trabalha há três anos na Secretaria de Urbanismo, conta seu drama e diz que mais de 150 colegas estão na mesma situação, sem conseguir receber o salário por três meses trabalhados. “Ninguém quer mais vender pra gente fiado. Como vamos pagar o comércio, se não temos dinheiro? O prefeito e esse secretário não estão nem aí pra gente. Para minha família não morrer de fome, estou vivendo de bico, roçando quintais lá por perto de casa. Não estou vindo trabalhar há cerca de 15 dias”, desabafou.

Souza questionou pela atuação do que chama de “órgãos competentes”, como vereadores e Ministério Público do Trabalho, que deveriam agir em defesa dos trabalhadores.

Carlos Alves Vieira, há quatro anos contratado como gari, reclamou dos discursos recentes do prefeito João Salame, o qual alegou que os salários dos servidores não estão atrasando tanto. “Estamos vivendo uma situação de trabalho escravo, porque não estamos recebendo salários e ainda sendo ameaçados. Vieira conta que trabalhava no aterro sanitário, mas “alguém” ficou com raiva dele e o mandou para varrer rua na cidade. “A fome dói e a gente é obrigado a fazer manifestação. Alguém precisa forçar esse prefeito a pagar nossos salários. Só vamos sair daqui quando ele depositar o dinheiro em nossa conta”, afirmou.

Carlos lembrou que o Círio vai acontecer no próximo domingo, 16, em Marabá, e o prefeito vai precisar deles para limpar o trajeto dos romeiros, que deixam muito lixo. “Mas só vamos trabalhar se pagarem nossos salários”, ameaçou.

Parauapebas

Estudantes de Engenharia Civil da Uniube fazem mobilização em função de mudanças no projeto pedagógico do curso

Insatisfeitos com mudanças no projeto pedagógico do curso de Engenharia Civil da Universidade de Uberaba (Uniube), em Parauapebas, estudantes do 8º período da graduação fizeram uma mobilização na noite desta quinta-feira (18), na Faculdade Metropolitana, local onde o curso é oferecido.

O estudante Edrisse Pajeú conta que a principal mudança imposta pela instituição [e que os alunos não aceitam] é a substituição da aula presencial, realizada uma vez na semana na Faculdade Metropolitana, por apenas vídeo-aulas. Além disso, segundo ele, outros itens que constam no contrato do curso não estão sendo cumpridos pela instituição, como a efetivação de oficinas, palestras, seminários e visitas técnicas, práticas e laboratoriais.

Estudantes[1]

“Queremos que a Uniube cumpra com o projeto pedagógico que consta no contrato. O produto que nós compramos em 2012 está totalmente modificado. A universidade está pensando apenas nela, está tendo dificuldade de contratar profissionais na região e, por conta disso, vai mudar todo o projeto pedagógico. O pior é substituir o professor em sala de aula por vídeo-aulas. Pagamos para ter o professor no polo, por esse diferencial, e estamos perdendo isso”, alega Edrisse.

Outros três alunos, Marcelo Rimê, Josenilo Marques da Silva e Renata Alexane Martins, observaram que se sentem lesados, visto que pagam uma mensalidade de R$ R$ 936,17 por um produto que não recebem. “A nossa maior preocupação é a saída do professor que nos orienta. Eu sou professor de matemática da rede pública e particular de ensino, e sei da importância de um professor em sala de aula. Pagamos mais de 900 reais, enquanto tem algumas concorrentes aí que cobram pelo mesmo curso o valor de 550 reais. Nós estamos numa situação difícil, pois falta pouco para a formatura e não podemos mudar para outra instituição” desabafa Marcelo.  

Reunião_com_os_estudantes[1]

Já o técnico em engenharia civil, Ivonaldo Amorim de Souza, aluno do curso, completa que os problemas na graduação iniciaram ainda no 3º período. “Na minha turma, por exemplo, começaram a chegar listas de frequência de laboratório, sendo que nenhum aluno frequentou o laboratório. Quando questionamos, fomos informados de que se não assinássemos a lista, os prejudicados seriam nós mesmos. Foi aí que começamos a perceber o descaso da Uniube, em parceria com a Metropolitana, com os alunos”, denuncia, completando que os estudantes vão acionar o Ministério Público para tentar reaver os direitos.

Reunião

Ainda na noite de ontem, os estudantes se reuniram com a coordenadora pedagógica regional da Uniube, Geni Roberta. No encontro, foi apresentada a nova metodologia, o que não convenceu os universitários. “O projeto pedagógico que contratamos prevê que os professores mestres e doutores, que são responsáveis por elaborar o nosso material didático, venham a Parauapebas para ministrarem palestras e aulas presenciais. Mas, isso não acontece e nunca aconteceu. Temos que ter aulas presenciais dialogadas com professores, consta em nosso contrato, assim como seminários, visitas técnicas. Disseram pra nós que essas atividades foram extintas e que as visitas são de responsabilidade dos alunos, mas, até onde eu sei, as visitas são feitas pela universidade em parceria com empresas”, lembra Ivonaldo.

Ele completa ainda que a turma está prestes a se formar, faltando apenas um ano e meio, e os alunos vão sair da faculdade “sem conhecer o que é uma obra”. Na avaliação dele, a instituição não está preocupada com o tipo de profissional que ela vai colocar no mercado.

Uniube e Metropolitana

Procurada para explicar a situação e comentar as denúncias dos estudantes, a coordenadora pedagógica regional da Uniube, Geni Roberta, não quis atender à reportagem, que a aguardou por mais de três horas na instituição.

Por outro lado, o diretor da Faculdade Metropolitana, professor Osir Afonso, reforçou que a Uniube é quem executa o projeto pedagógico do curso, sendo a Faculdade Metropolitana responsável apenas por oferecer toda a estrutura física, não cabendo à Faculdade, portanto, a missão de resolver a questão. “Esse é o modelo EAD [Educação a Distância] e essa situação não é bem assim como os alunos estão falando. As aulas vão continuar acontecendo, por meio de vídeo-aulas”, justifica.

Fotos: Jéssica Borges

Transamazônica: índios seguem bloqueando a rodovia

Foto - Divulgação -  Polícia Rodoviária FederalEntra para o quarto dia, o bloqueio da rodovia BR 230, a Transamazônica, no  ramal situado no quilômetro 27, em Altamira, sudoeste paraense. Índios da região Volta Grande do Xingu protestam impedindo a passagem de veículos da empresa Norte Energia na área que dá acesso às obras da hidrelétrica de Belo Monte.

Os indígenas denunciam que a água do Rio Xingu estaria suja, que não foram comunicados do início do alagamento do reservatório do rio, e alegam que o aumento no nível da água do rio, embarcações e outros objetos foram destruídos, prejudicando a pesca no local.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, aproximadamente 37 ônibus da empresa Norte Energia estão parados na beira da rodovia e somente veículos que não têm relação com a empresa estão passando pela barreira.

O grupo diz que só vai liberar o local depois que a empresa Norte Energia, responsável pelas obras, se posicionar sobre as reivindicações. Contatada na manhã de hoje (19) para comentar a situação, a Assessoria de Imprensa da empresa Norte Energia informou que “ainda não tem uma posição sobre o assunto”.

Desde o início da obra, em 2010, a usina hidrelétrica de Belo Monte é alvo constante de protestos, principalmente, de índios das terras Volta Grande, Paquiçamba e Juruna, próximas ao empreendimento. As obras são debatidas desde a concessão da licença prévia para a sua construção.

Foto: Divulgação PRF

Empresário volta a protestar por suposta dívida da prefeitura de Parauapebas

PREFEITO PAGA EU 2. [downloaded with 1stBrowser]O empresário Marlúcio Santos, proprietário da empresa MEGA TERRAPLANAGEM voltou a protestar em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Parauapebas. Ele alega que a prefeitura tem uma dívida com a empresa no valor total de R$ 395.780,00. O valor seria referente a serviços prestados em 2014.

Na semana passada, o empresário estacionou uma escavadeira em frente ao prédio e pendurou uma faixa com a frase: “prefeito paga eu”. Dessa vez, Marlúcio não conseguiu chegar à frente da prefeitura com o equipamento devido a um bloqueio realizado pelo Departamento Municipal de Trânsito e Transporte.  Mesmo assim, duas caminhonetes foram levados para o ato. O protesto é pacífico e os manifestantes também vestem camisetas com a mesma frase da faixa. Um deles usava máscara e segurava a bandeira do Brasil.

IMG_0963. [downloaded with 1stBrowser]“Eu só quero que eles me paguem. Tem mais empresas nessa situação, mas eles não vêm porque têm medo de também ficarem sem receber”, diz o empresário, que já está movendo uma ação judicial contra a prefeitura.

A prefeitura não se manifestou sobre o protesto de hoje, mas já divulgou uma nota informando que desconhece o débito e que iria abrir uma sindicância para apurar o caso. A nota divulgada pela assessoria também afirmava que a Administração Municipal não celebra contratos com empresas fora dos procedimentos legais.

MST ocupa fazenda de transgênicos em protesto contra Kátia Abreu

Em mais um sinal de protesto contra a condução do governo Dilma Rousseff para a direita, em uma clara demonstração de apoio ao agronegócio após indicar a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantinha, nesta segunda-feira, a ocupação a uma fazenda de cultivo de milho no interior do Rio Grande do Sul.

MST-Katia Abreu

Considerando-se efetivada no cargo, porém, a senadora ligada aos ruralistas já faz planos para a pasta que, a ser mantida a decisão da presidenta reeleita, Dilma Rousseff, assume no início do ano. Ela antecipou a aliados, nesta segunda-feira, a disposição de integrar políticas para grandes, médios e pequenos agricultores. O projeto que ela idealiza coloca os assentados do MST como microempreendedores e, assim, passariam a ter direito às políticas do ministério.

A indicação da senadora, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foi rechaçada por movimentos sociais e setores mais à esquerda do próprio partido da presidenta Dilma Rousseff, o PT.

Acampamento internacional

Cerca de 2 mil membros do MST e outros movimentos camponeses ocuparam, no sábado à tarde, a Fazendo Pompilho, à beira da BR 158, que liga a cidade de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, à região oeste de Santa Cantarina. Eles participavam de um acampamento internacional dos movimentos agrários no município gaúcho antes de invadirem a fazenda de um ex-prefeito da cidade.

O protesto na propriedade que, segundo o MST, mantém 2 mil hectares de cultivo de milho transgênico, é a primeira manifestação por parte do movimento agrário depois de ter sido divulgada a informação sobre a escolha da senadora como futura ministra da Agricultura no segundo mandato do governo Dilma.

Ruralista, Kátia Abreu é considerada por dirigentes do MST um “símbolo do agronegócio”.

– Katia Abreu é símbolo do agronegócio, que tem como lógica a terra para produção de mercadorias, com uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas destruindo os recursos naturais e a saúde dos trabalhadores e de toda a população – disse Raul Amorim, da coordenação da juventude do MST.

Segundo a organização, a fazenda ocupada foi escolhida pelo uso de sementes transgênicas. O objetivo da ocupação era denunciar o agronegócio que “envenena a terra e contamina a produção dos alimentos e a água”.

No texto divulgado pelo MST, o protesto foi ironicamente batizado de “Bem-vinda, Kátia Abreu”. Nele ainda, a organização lembra que a ocupação deste sábado na fazenda de Palmeira das Missões é o primeiro de uma série de protestos contra a senadora ruralista.

Protesto antigo

A luta do MST contra os ruralistas e o agronegócio, liderados pela senadora Kátia Abreu ocorre desde o século passado. Neste ano, em março, uma ação das mulheres do MST na fazenda Aliança, em Tocantins, de propriedade da família da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), denunciou a relação da ruralista com trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras. A manifestação ocorreu no dia 7 de março.

Em nota divulgada sobre o acontecimento, Kátia Abreu chamou o MST de “movimento dos sem lei” e a Via Campesina, que representa um conglomerado de movimentos sociais do campo na América Latina, de “milícia”. As ofensas destinadas aos quilombolas, indígenas, ribeirinhos e camponeses contrários a seu projeto no campo tem sido constante desde que a figura da também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ganhou notoriedade na mídia.

Para pesquisadores de Tocantins este comportamento seria temor da ruralista pelas várias denúncias que envolvem seu nome em crimes ambientais e favorecimentos políticos no Estado.

– Kátia Abreu tem medo da exposição do seu nome atrelado a desmatamentos e grilagem de terras, justamente porque está envolvida nessas questões e por isso vive atacando os movimentos sociais e comunidades tradicionais da Amazônia – alega o professor da Universidade Federal de Tocantins, Eliseu Ribeiro Lima.

Os apelidos de “Miss Desmatamento” e “Rainha da Motosserra”, empregados à ruralista pelos movimentos ambientalistas expõem, ainda, uma trajetória política pautada pelos antigos preceitos da União Democrática Ruralista (UDR). “Essa defesa da propriedade acima de tudo vem com Kátia Abreu desde que era presidente do sindicato rural do município de Gurupi, em Tocantins”, comenta Eliseu.

Marabá

Marabá também marca dia de protesto com pauta local e nacional

Por Paulo Costa – de Marabá

A onda de protestos que se espalha pelo País desde a última semana terá uma versão também em Marabá, já com data marcada. Estudantes universitários agendaram para o dia 28 deste mês, a partir de 16 horas, uma manifestação em frente à Prefeitura Municipal. Para isso, eles preparam uma pauta local para se juntar à nacional, focada na melhoria do sistema de transporte e no basta à corrupção.

A estudante Raquel Lima Adelaide, 23, explica que a manifestação em Marabá será pacífica, mas abordará os temas mais angustiantes dos jovens e de toda a comunidade. Para isso, uma mobilização está acontecendo através das redes sociais na Internet. Eles agendaram uma reunião para amanhã, quarta-feira (19), às 18 horas, no Campus I da UFPA.

O assunto está sendo discutido na sessão desta manhã na Câmara Municipal, com os vereadores preocupados com o que possa acontecer com o patrimônio público e com as sequelas dos protestos.