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Conflito Agrário

Diligência das polícias civil e militar para cumprir mandados de prisão deixa 10 mortos no município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará

Há 30 dias os invasores assassinaram um vigilante da fazenda e estavam tocando o terror na área. Polícia foi recebida à bala e revidou, causando as mortes.

Dez cadáveres, sendo nove homens e uma mulher. Esse foi o saldo de um tiroteio no final da manhã desta quarta-feira (24), entre um grupo de posseiros armados e policiais militares e civis comandados pela Delegacia de Conflitos Agrários em Redenção (DECA). O fato aconteceu no interior da fazenda Santa Lúcia, pertencente à família Banbisnki, localizada município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará.

A polícia foi até a fazenda cumprir 16 mandados de prisão contra este grupo que há vários dias vinha aterrorizando dentro da propriedade rural, já tendo inclusive assassinado um segurança que trabalhava no local e ateado fogo nas estruturas de casa e curral.  Os mandados foram expedidos pelo juízo da Comarca de Redenção.

Policiais que participaram da operação informaram que quando as viaturas se aproximaram do local foram recebidas à bala e que os homens correram para a mata, onde se entrincheiraram e continuaram atirando contra os agentes.

Os dez corpos foram levados para o necrotério do Hospital Municipal, em Redenção. A polícia ainda não revelou a identidade dos mortos, apenas adiantou que esse bando era liderado por Ronaldo Pereira, vulgo “Lico” e Antônio, vulgo “Tonho”. A polícia também não informou se ambos estão entre os mortos no tiroteio. Não tivemos informação de que algum policial tenha saído ferido.

Com o bando foram apreendidas 11 armas, dentre elas, espingardas cartucheiras, um fuzil 762 e uma pistola Glock 380.

A fazenda Santa Lúcia há muito tempo está em conflito e nos últimos dias tem se acirrado.

Fetraf

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Coordenação do Pará, informou que não a  área em litígio não mais faz parte das pautas dela junto ao INCRA. Segundo a nota, a decisão de abandonar os assentados foi deliberada em Assembleia realizada no dia 26  de abril, em Marabá. A Coordenação insiste que não apoia a luta armada. Confira a nota:

Em decorrência dos episódios de enfrentamento com armas de fogo por parte de alguns elementos que compõe as famílias de acampados da Fazenda Santa Lúcia, no Município de Pau D’arco. Considerando que as orientações por parte da FETRAF, repassadas aos líderes do acampamento, não foram seguidas pelos mesmos e tão pouco pelos acampados, a Coordenação da FETRAF vem através deste manifestar que não estará mais pautando a referida área junto ao INCRA, conforme decisão tomada e comunicada aos acampados no dia 26/04/2017 (quarta feira), conforme decisão tomada em Assembleia geral realizada no município de Marabá – PA.

A FETRAF presa pelo diálogo e pelo o entendimento mútuo por parte do INCRA, Proprietário da área e por parte dos trabalhadores. Jamais apoiaremos a luta armada! No nosso entendimento os conflitos agrários na região norte do País já houve muitos derramamentos de sangue, e não queremos pactuar e tão pouco participar de outros episódios que por ventura possa vir a acontecer.

A FETRAF tem a hora de avançar, tem a hora de dialogar, tem a hora de recuar. Entendemos que o recuo nesse momento é mais inteligente. Ressaltamos que comunicamos a DECA – Delegacia Especializada em Conflitos Agrários e o INCRA (SR-27) e o INCRA Nacional.

Ressaltamos ainda, que comunicaremos a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará e o Delegado Geral da Polícia Civil do Estado“. (Coordenação da Fetraf Pará)

Identificação dos Corpos

Até o momento a Polícia Civil do Pará conseguiu identificar seis das dez vítimas do confronto na Fazenda Santa Helena. São elas: Oseir Rodrigues da Silva,  Regivaldo Pereira da Silva, Jane Júlia de Oliveira, Ronaldo Pereira de Souza, Hércules Santos de Oliveira e Wclebson Pereira Milhomem. Cinco corpos serão levados para exames no Instituto Médico Legal – IML – da cidade de Marabá e cinco para o de Parauapebas.

Nota da Segup

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informa que, na manhã desta quarta-feira (24), durante ação policial de cumprimento de 16 mandados judiciais (prisão preventiva, temporária e buscas e apreensões) na área da Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, a 60 km de Redenção, no sudeste paraense, nove homens e uma mulher foram mortos.

De acordo com relato policial preliminar, o grupo recebeu com disparos de armas de fogo os policiais que foram até o local para cumprir os mandados. Com o grupo, foram apreendidas onze armas de grosso calibre, incluindo um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25.

Os mandados de prisão foram emitidos justamente por conta de investigação sobre homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Portanto, a Segup esclarece não se tratava de uma ação de reintegração de posse.

Homens do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar e policiais civis de Belém, incluindo a Corregedoria das Polícias Civil e Militar, estão a caminho de Redenção para intensificar as investigações e reforçar a segurança.

Ainda não foram confirmados os nomes dos mortos. O Centro de Perícias Renato Chaves está auxiliando na identificação dos corpos e encaminhamento para os procedimentos de necropsia para em seguida liberá-los aos familiares. Os armamentos apreendidos também serão submetidos à perícia.

Improbidade

Redenção: Operação do MPPA apreende R$ 184 mil em residência da secretária de Obras

A pedido da promotora de justiça Lorena Miranda, titular da promotoria de Redenção, a Justiça determinou o afastamento da secretária do cargo, juntamente com quatro servidores da secretaria.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deflagrou, na manhã desta 6ª feira (19), operação de busca e apreensão na residência da secretária de obras de Redenção como parte de um processo que investiga a prática de improbidade administrativa na administração municipal. No local, foram apreendidos R$ 184 mil.

A secretária Maria Cristina Caldas Rodrigues, que é arquiteta, é suspeita de elaborar e aprovar projetos pela Secretaria de Obras sem recolher o valor dos alvarás à prefeitura. A pedido da promotora de justiça Lorena Miranda, titular da promotoria de Redenção, a Justiça determinou o afastamento da secretária do cargo, juntamente com quatro servidores da secretaria.

A operação é coordenada pelas promotoras de justiça Lorena Miranda e Cremilda Aquino, da promotoria de Conceição do Araguaia, com apoio do procurador de justiça Nelson Medrado e da equipe do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa do MPPA.

A equipe também esteve na Secretaria de Obras e no Instituto de Pesquisa e Planejamento do município. Nestes locais foram apreendidos documentos, computadores e mídias, que serão analisados durante o processo investigatório.

Segundo a promotora Lorena Miranda, após a análise dos documentos e de outros aspectos da investigação, o MPPA adotará as providências judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Texto: Assessoria de Comunicação Social

Polícia Federal

Operação Stellio: mandados são cumpridos pela Polícia Federal em Redenção

Ação resulta de suspeita de fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS em vários estados do país

Um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal em alvo de Redenção na manhã desta quinta-feira (18). A ação é mais uma etapa da Operação Stellio, que desarticula organização criminosa suspeita de fraudes contra programa de seguro-desemprego e FGTS em vários estados do país. O nome da pessoa presa no Pará ainda não foi divulgado pela PF.

Além de Redenção, estão sendo cumpridos mandados no Tocantins, Goiás, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina e a operação é realizada em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM). Segundo a assessoria de comunicação da PF, participam da ação policial cerca de 250 policiais federais.

Ao todo, foram emitidos 136 mandados judiciais, sendo 56 mandados de busca e apreensão, 10 de condução coercitiva, 9 de prisões preventivas e 61 de prisões temporárias. Ainda segundo a Polícia Federal, descobriu-se que requerimentos fraudulentos eram inseridos nos SINES por agentes credenciados e em escritórios montados pela organização mediante a utilização das senhas desses agentes cooptados pelos criminosos.

A fraude resultou em prejuízo de R$ 320 milhões, conforme dados de requerimentos fraudados investigados entre janeiro de 2014 e junho de 2015. Dentre as prisões determinadas pela Justiça Federal em Palmas, no Tocantins, estão as de 14 agentes e ex-agentes de SINES que atuaram na inserção de milhares de requerimentos fraudulentos no sistema do MTE.

Também foi determinada a prisão de três ex-funcionários da Caixa Econômica Federal que, segundo aponta a PF, facilitavam os saques dos benefícios fraudulentos por outros integrantes da organização criminosa. Por fim, 96 pessoas tiveram indisponibilidade financeira determinada pela Justiça Federal, com objetivo de ser ressarcido o erário.

Dentre os crimes investigados estão estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, cujas penas somadas ultrapassam 50 anos. Batizada de Stellio, a operação faz referência ao nome em latim “stellionatu”, traduzido como estelionato. Stellio é um camaleão que apresenta manchas que parecem estrelas na pele e a palavra sentido de trapaceiro pela capacidade do animal de mudar a cor da pele para se confundir com o ambiente.

Também nesta quinta, em Belém, a Polícia Federal no Pará cumpriu seis mandados de busca e apreensão e dois flagrantes durante a Operação Cabrera, de combate à disseminação de pornografia infantil na internet. Houve ações também em mais 17 estados.

Redenção

Tragédia em Redenção: filho de agente de trânsito morre atingido pela arma do pai

Garoto subiu no guarda-roupa, se assustou, caiu e a pistola disparou.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Redenção – Na sexta-feira (7), à noite, o agente de trânsito Álvaro José da Silva, do Detran-PA, saiu de casa e deixou a arma, uma pistola, em cima do guarda-roupa. O filho dele, Yuri Claiver Santos da Silva, de 9 anos, com o auxílio de um banco, subiu e pegou a arma. No entanto, o agente não demorou na rua e chegou no exato momento em que o menino estava com a arma na mão.

Assustado ao ouvir o pai chegando, ele ficou nervoso, se desequilibrou e caiu, machucando a cabeça gravemente, ao mesmo tempo em que a arma, provavelmente destravada, caiu no chão e disparou acertando a cabeça da criança.

O menino foi levado ao Hospital Regional de Redenção e morreu na manhã deste domingo (9).

Álvaro foi preso em flagrante pela Polícia Civil e autuado pelo delegado Marcus Vinícius Camargo por lesão corporal grave. Em seguida foi levado para audiência de custódia perante a juíza de plantão, que converteu o flagrante em prisão preventiva.

O motivo da preventiva

De acordo com o também agente Cunha, que acompanha o drama do colega em Redenção, segundo o depoimento de Álvaro, ao chegar em casa, no momento da tragédia, ainda escutou o disparo da arma – cujo porte está vencido –, correu para dentro do imóvel, onde mora só com o filho, e viu o garoto no chão e junto dele a arma.

Transtornado, ainda segundo seu depoimento, Álvaro saiu da casa gritando, em desespero, pedindo ajuda. Vários vizinhos entraram no imóvel e teriam tirado a pistola no chão e colocado sobre uma mesa.

E foi justamente o fato de a arma não estar ao lado do menino quando a polícia chegou ao local da tragédia que fez com que a juíza decretasse a preventiva de Álvaro, tornando-o suspeito de homicídio contra o próprio filho.

Diante desse fato, o corpo do garoto está sendo removido nesta tarde ao Instituto “Renato Chaves”, de Marabá, para que o exame pericial comprove – ou não – o depoimento de Álvaro.

Pará

Helder traz R$ 162,7 mi em investimentos federais para aeroportos do Pará

Seis unidades serão modernizadas em todo o estado.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, negociou com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) a inclusão de seis aeroportos paraenses no Programa de Aviação Regional, do Governo Federal. As unidades escolhidas são os aeroportos de: Breves, Itaituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas e Redenção. No caso dos aeroportos regionais paraenses, a previsão de investimentos é de R$ 162,7 milhões, a serem executados entre os anos de 2017 e 2018. O ministro ressaltou a importância dos investimentos nos aeroportos regionais do estado, não só do ponto de vista do desenvolvimento econômico, como também social.

“Quero dizer da minha satisfação de poder ter colaborado para garantir um investimento de mais de R$ 162 milhões para reestruturar aeroportos regionais no nosso estado. Investimentos estes que permitirão que esses aeroportos, essas cidades, essas regiões possam receber voos comerciais e possam ter voos noturnos, o que ajuda sob o âmbito econômico, mas também salva a vida de pessoas”, disse o ministro.

Os aeroportos paraenses escolhidos nesta primeira fase, apresentam características estratégicas para o desenvolvimento do estado, seja pelo potencial turístico das cidades onde estão instalados, como Breves e Itaituba; seja pela relevância no setor mineral, a exemplo de Marabá, Paragominas e Parauapebas, ou pela vocação para o setor agropecuário e também mineral, caso de Redenção.

O ministro Helder Barbalho adiantou que os investimentos em aeroportos regionais no estado serão ampliados e, para isso, estudos já estão sendo elaborados para beneficiar outras cidades com melhores serviços.

“Quero também registrar que, além dessas cidades que receberão obras já agora em 2017 e 2018, outras cerca de 20 cidades do nosso estado já estão com projetos em concepção para que futuramente sejam beneficiadas. Lembrando do tamanho do estado do Pará e da necessidade de podermos estar interligados, seja pelas nossas estradas, pelos nossos rios e, claro, tendo a oportunidade de ter uma malha aeroviária estrutural. Vamos juntos continuar a fazer com que o Pará cresça, se desenvolva e investimentos possam chegar para o bem-estar de cada paraense”, afirmou o ministro.

Os investimentos vão possibilitar que os aeroportos paraenses possam operar por mais tempo durante o dia e também à noite, a partir da instalação de equipamentos que vão tornar mais seguro o tráfego de aeronaves. Além disso, serão oferecidas mais comodidades aos passageiros, levando, consequentemente, a uma maior movimentação econômica nas regiões de influência. Os seis aeroportos paraenses farão parte da primeira fase do programa de investimentos federais, que contempla 58 unidades em todo o país, com investimentos totais de R$ 2,4 bilhões. O anúncio oficial deverá acontecer a partir de meados de fevereiro.

De acordo com o Secretario de Aviação Civil Dario Lopes, a importância do Programa de Aviação Regional está no fato de ampliar a área coberta por serviços de aviação em todo o país, com um olhar específico para a região Amazônica onde, segundo Lopes, a SAC está concentrando esforços no sentido de possibilitar que mais localidades sejam atendidas pelos serviços aéreos.

“A rede inteira de aeroportos regionais no Brasil é de 189 unidades. Mas vamos trabalhar nessa primeira fase com 58 unidades, com investimentos na melhoria da infraestrutura e em ações para aumentar as condições de segurança, a partir da implantação de equipamentos nos aeroportos como caminhões contra incêndio, equipamentos para Raio X, pórticos e outros itens para que a aviação regional seja feita com todos os padrões de segurança e qualidade previstos pela legislação”, afirma o secretário.

O secretário destacou a importância da participação do ministro Helder Barbalho na escolha dos aeroportos paraenses que estão listados na primeira fase do programa. Lopes ressaltou que o olhar político do ministro ajudou na decisão.

“Temos um trabalho técnico e que é concluído com o olhar de quem sabe e conhece a realidade local e pode nos orientar no sentido do que está sendo feito corretamente e o que está mais próximo da realidade. Esse olhar político do Pará quem fez foi o ministro Helder. O ministro foi fundamental para olhar o que foi feito do ponto de vista técnico e dizer o que estava certo”, disse o secretário da SAC.

Para ele, um dos exemplos da importância da participação do ministro na escolha correta dos aeroportos paraenses foi o caso específico da cidade de Redenção.

“O papel do ministro Helder foi preponderante. Havia uma dúvida se incluiríamos ou não Redenção nessa primeira etapa porque quem conhece a região sabe que próximo do aeroporto há um linhão de transmissão de energia da Eletronorte. Foi através da presença do ministro, intercedendo junto à Eletronorte e a prefeitura que nos deram tranquilidade para saber que vamos fazer o investimento no aeroporto. O linhão vai ser adaptado para ser feita a infraestrutura compatível com as necessidades da região”, disse Lopes.

Dario Lopes ressalta que o Programa de Aviação Regional não se limita a ser um investimento financeiro. Ele destaca a função de qualificar os aeroportos para um melhor atendimento. E explica como isso será feito em todas as unidades, incluindo as escolhidas no estado do Pará.

“O Programa de Aviação Regional é um programa de qualificação da infraestrutura. E isso significa dispor de recursos para que, através de investimentos, equipamentos e treinamento, a infraestrutura aeroportuária fique mais tempo disponível ao longo do dia. Para qualificar é preciso investir na parte física, é preciso equipar, treinar aqueles que vão operar para prestar um bom serviço”, reforça Lopes.

Ele cita como exemplos de um projeto de qualificação eficaz, que um aeroporto tenha equipamentos para atender portadores de necessidades especiais.

“No caso específico do Programa de Aviação Regional, todos os aeroportos que tiverem movimentos regulares – programação diária de pousos e decolagens – irão dispor de rampas que permitem ao portador de deficiência sair do avião sem precisar ser carregado. É o programa que, através da conjugação desses pilares, que são o investimento na parte física, o equipamento, o olhar no procedimento e no treinamento, permitirá, durante muito mais tempo do dia, que se tenha a possibilidade de prestar serviços à população”, assinala.

Lopes afirma que o usuário final terá melhorias no serviço não só porque terá disponibilidade em qualquer horário do dia de usar o aeroporto, como também pela gestão sustentável das unidades, a partir de soluções que vão baratear os custos destes aeroportos.

“Hoje, muitas vezes por restrição financeira do município de manter o serviço ao longo do dia, ou mesmo por falta de equipamentos, não se se consegue manter a infraestrutura disponível por muito tempo. Com o programa, haverá essa disponibilidade. O outro ponto é que estamos chegando a essa disponibilidade da maneira mais sustentável possível, estimulando, por exemplo, o uso da energia solar nas regiões Norte e Nordeste do país, no uso de balizamento noturno (luzes de orientação para as aeronaves, que são acesas nas laterais e limites das pistas). A melhoria traz resultados a um custo menor”, garante Lopes.

Novo Programa foca em aeroportos mais estratégicos

Na primeira versão do Programa de Aviação Regional, lançado em 2012, ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o estado do Pará havia sido contemplado com 24 aeroportos na lista de 270. Os investimentos daquele primeiro plano foram estimados em R$ 7,3 bilhões, mas o projeto não decolou. Em agosto do ano passado, uma nova listagem de aeroportos foi anunciada, reduzindo de 270 para 53 o número de unidades regionais consideradas prioritárias, com recursos previstos de R$ 2,4 bilhões e conclusão até 2020. O novo programa tem foco em aeroportos estratégicos para o país.

Recursos para a aviação regional no Pará

Investimento estimado 2017/2018: R$ 162,7 milhões

  • Breves: R$ 21,5 milhões
  • Itaituba: R$ 39,6 milhões
  • Marabá: R$ 3,5 milhões
  • Paragominas: R$ 50,6 milhões
  • Parauapebas: R$ 21,5 milhões
  • Redenção: R$ 26 milhões

Total: R$ 162,7 milhões

Fonte: Secretaria de Aviação Civil (SAC)

Polícia Civil do Pará

Polícias Civil e Militar fecham cerco a grupo criminoso que tentou assaltar empresa de segurança em Redenção

Assaltantes não conseguiram levar o dinheiro, mas população ficou assustada com o poder de fogo dos criminosos

O Sistema Estadual de Segurança Pública deslocou uma equipe de policiais civis e militares para o município de Redenção, no sudeste do Pará, para reforçar o policiamento na cidade e atuar nas investigações sobre a tentativa de assalto à sede da empresa de segurança privada Prosegur. O grupo embarcou na madrugada desta quinta-feira (01), em duas aeronaves. O efetivo reúne policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e militares da Companhia Independente de Operações Especiais (COE), da PM, que atuarão junto ao efetivo da região. O helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) conduziu os militares da COE e também vai atuar no apoio às buscas aos assaltantes.

Atuam na operação, dez policiais do Comando de Operações Especiais (COE), juntamente com integrantes da PM do estado do Tocantins, policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), além de policiais civis e militares da região.

A tentativa de assalto teve início por volta de 23h30, quando cerca de 20 homens com armas de grosso calibre usaram explosivos para tentar invadir a empresa que atua no transporte e guarda de valores em dinheiro usados para abastecer agências bancárias na região. O prédio fica no centro de Redenção. Com a explosão, parte do muro da frente do prédio foi destruído. Os bandidos também acionaram explosivos na área interna do prédio. Diversos estilhaços da explosão atingiram imóveis vizinhos. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e fechou a saída da cidade para evitar a fuga do grupo.

Após a explosão, os criminosos desistiram do assalto e com o apoio de seis veículos, entre carros e motos, tomaram a direção da PA-287, que dá acesso ao município de Conceição do Araguaia. Houve troca de tiros com os assaltantes por cerca de uma hora e meia ainda na saída da cidade. Para deter a ação dos policiais eles queimaram um dos carros e pegaram uma estrada vicinal, a dois quilômetros da sede de Redenção, onde outro carro foi queimado. “Eles deixaram o local sem conseguir levar dinheiro da empresa. Homens das polícias Civil e Militar estão na área fazendo o cerco para capturá-los”, informou o delegado Antônio Miranda, superintendente da Polícia Civil em Redenção.

O inquérito será presidido pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO, que vai permanecer em Redenção para apurar os fatos. A Polícia Civil já acionou a perícia criminal no local.

Este é o segundo assalto a uma unidade da empresa ocorrido no semestre. Em setembro, o prédio da Prosegur em Marabá foi alvo de bandidos armados, que conseguiram roubar valores em dinheiro. Quatro criminosos já foram presos e as investigações sobre o caso continuam.

Municípios

Zoneamento agrícola de risco climático de milho e soja é apresentado em Redenção, no Pará

A mesorregião do Sudeste Paraense é uma das maiores produtoras de grãos do estado e recebe nesta quarta-feira (26), em Redenção, o Calendário Agrícola de Milho e Soja para safra 2016-2017. A publicação integra a divulgação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura, cujas recomendações técnicas, se seguidas pelo produtor, garantem acesso a seguro rural em caso de danos provocados pelo clima. O evento será realizado pela Embrapa Amazônia Oriental, na sede do Sindicato dos Produtores de Redenção.

O Calendário Agrícola de Milho e Soja abrange as sete microrregiões, com indicações aos 39 municípios da região. É a primeira vez que a região recebe o Zarc, instrumento que só foi liberado para o estado, ao final de 2015, após a conclusão do Zoneamento Ecológico-Econômicos (ZEE) do Pará, elaborado pela Embrapa. Na publicação, as áreas definidas para o plantio são prioritárias para grãos, nos municípios com aptidão agrícola para milho e soja, conforme indicado no ZEE. Por meio do zoneamento, o plantio e a expansão dos grãos podem ser planejados sem causar impactos ambientais sobre recursos naturais por uso indiscriminado da terra ou pressão sobre áreas de florestas, pois só recomenda a atividade agrícola para áreas já abertas.

Segundo dados do IBGE para o ano de 2015, a área plantada de milho e soja no Pará correspondeu a 228 mil e 337 mil hectares, respectivamente. Os municípios de Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Cumaru do Norte, que integram a mesorregião Sudeste, estão entre os dez maiores produtores da região em área plantada de soja.

Vanderlei Ataídes, produtor e presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Pará, comenta que o plantio região tem crescido muito nos últimos anos e registrou, somente na safra de 2015, cerca de 100 mil hectares de área plantada de soja. “Acredito que devido às condições de solo e a oferta de áreas já abertas utilizadas com pastagens, a região tem enorme potencial para se tornar, em um futuro próximo, a maior produtora de grãos do estado”, analisa Ataídes.

Considerando todo esse potencial produtivo e de consequente desenvolvimento para a região e o estado, Adriano Venturieri, pesquisador líder do projeto e chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, destaca a importância de políticas públicas que garantam a segurança da safra e dos produtores. “Por meio do Zarc, os produtores passam a ter direito a uma política que garante um seguro da produção, em caso de imprevistos climáticos, como o caso de uma seca mais severa”, explica. Ele lembra ainda que o produtor, ao pedir financiamento pode contratar o seguro que será concedido em caso de problemas relacionados ao clima, caso siga todas as recomendações técnicas do Zarc.

Adriano Venturieri informa ainda que além do Zarc, também serão apresentados em Redenção os Mapas de Solos e de Aptidão das Áreas Alteradas do estado do Pará, outro importante instrumento de planejamento do setor produtivo agropecuário. “Os mapas indicam quais áreas são mais propícias seja à agricultura ou à pecuária, auxiliando na gestão produtiva do território, em especial, para uma área de expansão como o Sudeste Paraense”, enfatiza o pesquisador.

Serviço:

Apresentação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para as culturas de milho e soja visando a safra 2016-2017 e dos Mapas de Solos e Aptidão Agrícola do Pará

Local: Sindicato Rural de Redenção

Hora: 9 horas

Realização: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa Amazônia Oriental.

Pará

Mercado do boi gordo apertado no Pará

Seca contribui para o pecuarista tirar os animais do pasto e retração no consumo impulsiona queda de preços

O mercado do boi gordo perdeu força na região de Redenção, no Pará. A arroba do animal terminado caiu nos últimos dias e está cotada, em média, em R$130,00/@, a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. Para a vaca gorda o cenário também foi de baixa. O preço de referência está em R$121,00/@, nas mesmas condições.

A oferta está melhorando na região. A seca contribui para o pecuarista tirar os animais do pasto e a venda da carne enfraquecida colabora com o cenário de perda de firmeza dos preços. Em geral, as escalas de abate dos frigoríficos não estão apertadas na região.