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Registros de malária crescem 50% e põem região Norte em alerta

Dados de janeiro, ainda preliminares, apontam que o avanço chega a 17 mil casos confirmados
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Depois de sete anos de queda, o número de casos de malária avançou 50% no último ano e tem gerado alerta na região Norte e em alguns outros estados do país. Dados contabilizados pelo Ministério da Saúde e obtidos pela reportagem apontam 194 mil registros em todo o ano de 2017 -um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Em 2016, para efeito de comparação, o país chegou a alcançar o menor número de casos já registrado nos últimos 37 anos: 129 mil.

Neste ano, dados de janeiro, ainda preliminares, apontam que o avanço continua: são 17 mil confirmações. Deste total, 99% são em estados da região amazônica, que é endêmica para a doença, em especial Amazonas, Acre e Pará. O número de mortes ainda não foi atualizado. Foram 11 de janeiro a maio de 2017, o que não permite comparações com todo o ano de 2016.

A doença, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles, ocorre em regiões rurais e acomete principalmente populações mais vulneráveis, em locais com más condições de saneamento e invasões em áreas de mata, por exemplo.

Entre os registros, também cresceram casos de malária falciparum, nome dado à forma da doença causada pelo protozoário Plasmodium Falciparum, mais grave. Neste caso, o aumento foi de 37% no último ano se comparado ao anterior -passou de 15 mil para 21 mil.

A situação ameaça o Plano de Eliminação da Malária assumido pelo Brasil em 2015, com foco principal na malária falciparum. Na época, cerca de 500 cidades da região amazônica já estavam havia mais de três anos sem registro de transmissão da malária falciparum, e a meta era eliminar a doença até 2030.

Agora, só entre 2016 e 2017, o número de municípios com registros dessa forma da doença cresceu 68%, passando de 124 para 208. Questionado, o coordenador substituto dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e doenças transmitidas pelo Aedes, Cássio Peterka, reconhece que parte das ações do plano terão de ser revistas devido ao aumento.

Com a mudança da situação epidemiológica da malária, “as metas e pactuações do plano estão sendo avaliadas com estados e municípios da região Amazônica, para a readequação das estratégias, a retomada da redução dos casos e a sustentabilidade das ações”, diz.

Apesar disso, ele afirma que as metas estão mantidas. “Todos os programas de malária, nacional, estadual ou municipal, estão comprometidos com a eliminação da malária falciparum e trabalham em conjunto para o cumprimento das metas.”

Para o epidemiologista Pedro Tauil, professor emérito da UnB (Universidade de Brasília), a situação preocupa. “Como se lança um plano de eliminação e tem um aumento de casos?”, questiona. Lembra que em países do Sudeste Asiático já há aumento da resistência a remédios antimaláricos, situação que pode se repetir no futuro no Brasil. “O grande risco é que, se não eliminarmos a malária pelo Plasmodium falciparum, não vamos ter remédios que atuem eficazmente no tratamento dessa doença.”

FATORES

Em reunião com gestores municipais e estaduais na semana passada, técnicos do ministério admitiram que a queda nos últimos anos pode ter feito a vigilância ter baixado a guarda. Até então, o Ministério da Saúde dizia que o aumento de casos poderia estar associado “às condições climáticas da região e ao próprio ciclo da doença”. À reportagem, o secretário substituto de vigilância em saúde da pasta, Osnei Okumoto, reconheceu o problema.

“O que aconteceu muitas vezes é que as condições dos estados para fazer o atendimento está menor do que se precisava”, afirma. “Estamos fazendo investimentos e aguardamos que possam executar as ações.”

Já segundo o epidemiologista Tauil, professor da UnB, a malária perdeu prioridade na agenda de ações. “Como outros países também tiveram aumento, é possível que tenha havido algum fenômeno climatológico que favoreceu a transmissão, mas há não comprovação disso.”

GOVERNO

O Ministério da Saúde diz que pretende reforçar ações nas áreas mais afetadas pela malária. Posição semelhante é compartilhada pelas secretarias estaduais de saúde. Uma delas é a compra de mosquiteiros impregnados de inseticida, estratégia que já tem tido resultados positivos em alguns estados, como o Pará.

Outras são a aplicação de inseticidas nas casas, a criação de um alerta semanal para novos casos e a capacitação de profissionais para acelerar a identificação dos casos e o tratamento. Não existe vacina contra a doença.

A malária tem como principais sintomas quadro de febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer ainda dor muscular, taquicardia e aumento do baço.

No Pará, a Secretaria de Saúde informa que lançou um plano emergencial contra a doença, o qual inclui repasse de insumos para exames, microscópios e treinamento.

Em Roraima, que registrou 14 mil casos em 2017, os números também têm tido aumento com a entrada de venezuelanos em busca de assistência.

Assim como o Brasil, a Venezuela tem registrado forte avanço da doença, com 319 mil casos de malária até novembro, segundo boletim da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). No fim de janeiro, a entidade lançou alerta a países das Américas para que intensifiquem a vigilância contra a malária.

“Como na Venezuela há pouca fonte de renda, as pessoas têm ido muito para garimpos [um dos locais onde há maior presença do mosquito vetor] e vindo para cá para obter os remédios”, diz a coordenadora-geral de vigilância em saúde do estado, Daniela Campos. “Isso tem aumentado os casos importados.” Ela lembra que tratamento rápido e ações de controle do vetor são necessárias para evitar aumento na transmissão.

Fonte: Folhapress
Mineração

Pará: Belém vai receber a 1ª refinadora de ouro do Norte do Brasil

Com investimentos previstos de 10 milhões de dólares para a construção e expectativa de geração de 50 empregos, a fábrica será construída em Belém, na capital do Estado, que está em ascensão no setor mineral
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A exportadora brasileira Omex Global e a belga Tony Goetz planejam construir no Pará, em até dois anos, a primeira unidade de refino de ouro da região Norte do Brasil, com capacidade anual para processar 20 toneladas do mineral, afirmou em entrevista à Reuters o gerente de Operações da Omex, Maurício Gaioti.

Nesta segunda-feira, ambas as empresas assinaram um protocolo de intenções para a construção da unidade. A partir de agora, segundo Gaioti, vão buscar a execução projeto, incluindo a escolha do terreno.

Com investimentos previstos de 10 milhões de dólares para a construção e expectativa de geração de 50 empregos, a fábrica será construída em Belém, na capital do Estado que está em ascensão no setor mineral. O montante será investido com recursos próprios.

“Nosso projeto vem em conjunto ao governo do Pará, que tem um projeto de verticalização do setor mineral no Estado, para potencializar a economia… transformar o Estado em uma referência”, afirmou Gaioti, por telefone, explicando ainda que a fábrica poderá atender outros Estados.

Gaioti destacou que o projeto já tem despertado o interesse de companhias da região e pontuou que representantes da mineradoras Eldorado Gold e a Serabi Gold estiveram na cerimônia de assinatura do protocolo de intenções e são vistas como clientes em potencial.

Atualmente, segundo o executivo, as refinadoras de ouro existentes no país ficam concentradas no Sudeste do Brasil. (Reuters)

Canaã dos Carajás

Em noite de encantos, música clássica chega a Canaã dos Carajás

Com direção artística da renomada pianista Simone Leitão, a Academia Jovem Concertante apresenta grandes clássicos da música erudita e atrai bom público ao Ginásio Antônio Chorão
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Ao som de violinos, violoncelos e flautas, os encantos da música erudita chegaram a Canaã dos Carajás e arrancaram suspiros da animada e curiosa plateia que compareceu ao Ginásio Municipal Antônio Chorão, na noite desta quinta-feira (1). As afinadas notas representaram algumas das peças mais famosas e respeitadas do compositor austríaco Mozart. A orquestra Academia Jovem Concertante (AJC) viaja por todo o Brasil promovendo a música erudita; entre os estados visitados estão o Maranhão, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul estão entre os principais.

O projeto tem caráter itinerante, possui repertório variado e visa preparar o jovem músico para o seu futuro como integrante de grandes orquestras no Brasil e no mundo. A AJC também tem o objetivo de levar a música sinfônica para lugares e espaços pouco explorados em todo o país. A cada novo lugar, os músicos que compõem a orquestra são novamente selecionados, e a preferência fica sempre para quem é da casa. No concerto em Canaã, 21 dos 29 membros da sinfonia são paraenses de várias cidades do estado.

Presente desde a gênesis do projeto, o jovem Thierry Neves, de 21 anos, falou sobre o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos: “É bonito de ver o crescimento desse projeto em âmbito nacional e também como ele inspira os mais jovens. É muito bom saber que conseguimos inspirar cada vez mais pessoas por onde passamos. Muitas vezes, o que nos falta é acreditar que é possível. Através da Academia e do contato com o maestro Daniel e a Simone, eu consegui sonhar mais e procurar sempre alcançar lugares mais altos.”

O talentoso e requisitado maestro Daniel Guedes também concedeu entrevista e explicou os objetivos da Academia Jovem Concertante: “O projeto já está no seu sétimo ano e consiste em reunir jovens talentosos do país todo. Em cada local, priorizamos os jovens de cada região. A ideia é proporcionar o intercâmbio entre eles e, depois, o intercâmbio da orquestra com o público e levar a música a lugares que não têm a oportunidade de ouvir sempre uma orquestra sinfônica, como é o caso de Canaã.”

O maestro também explicou que o programa surgiu no Rio de Janeiro, a partir de uma ideia da pianista Simone Leitão: “ela me convidou para ser o regente, somos amigos há muito tempo e parceiros musicais. A primeira etapa foi uma turnê e percorreu o país todo, a partir disso, foi plantada a semente e o projeto continua acontecendo todos os anos.”

O prefeito Jeová Andrade também marcou presença no grandioso evento: “esse é um projeto muito bom que a Vale está fazendo em vários municípios do Pará e do Brasil. Eu acredito que esse é um momento ímpar para Canaã; essa é uma cultura um pouco distante da realidade da população. A música clássica é realmente de muita qualidade. Esse é um grande incentivo à cultura da nossa sociedade.”

A velocidade com que os dedos da pianista e idealizadora do projeto, Simone Leitão, tocavam as teclas do piano impressionou quem esteve presente no local. Reconhecida pelo talento em todo o mundo, a pianista também falou: “Este é um projeto que nasceu de vários corações e foi abraçado pela Vale e pelo Ministério da Cultura. Esses jovens ficaram durante uma semana concentrados em Parauapebas, no Centro Cultural, para aprimorar o trabalho. Para mim, é um grande prazer estar em Canaã dos Carajás. Essa é a primeira etapa realizada na Região Norte e tudo é um prazer enorme para todos nós.”

Além das sinfonias dramáticas e eufóricas de Mozart, as lamentações de alguns compositores brasileiros do Nordeste foram tocadas pela orquestra e emocionaram os presentes. A próxima parada dos músicos é na cidade de Marabá, no próximo sábado (3), em apresentação que encerrará o ciclo de espetáculos da orquestra na etapa Pará.

Regularização Funciária

UFPA debate realidade fundiária urbana da Região Norte

Confirmaram a participação representantes do AC, RJ, SP, RN, DF e Pará, além de membros de secretarias estaduais do Pará, gestores e técnicos das prefeituras paraenses
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A Universidade Federal do Pará, em parceria com o Ministério das Cidades e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, abre no dia 6 de dezembro, a partir das 9 horas, no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas, Campus Profissional, em Belém, a Oficina Regional Norte: Avanços e Perspectivas para a Regularização Fundiária Urbana na Amazônia.

O objetivo do evento é debater e capacitar os participantes para os desafios da implementação da Lei Federal 13.465/2017, novo marco de regularização fundiária urbana e rural e os seus desdobramentos nos sete Estados da região Norte. Myrian Cardoso, coordenadora Técnica Operacional do Projeto Moradia Cidadã da Comissão de Regularização Fundiária da UFPA, explica que a nova legislação exige a adoção de novos paradigmas para implementar a regularização nas cidades na Amazônia Legal.

O Brasil possui 5. 570 municípios e a Região Norte ocupa aproximadamente 4 mil km², com uma população estimada em 17,92 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2017, correspondente a cerca de 8% da população brasileira. Dos 450 municípios existentes na região Norte, a Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal) repassou o domínio das terras para 127 cidades, facilitando o desenvolvimento urbano e o acesso aos recursos para combater as desigualdades regionais. As demais não têm o domínio das suas terras, o que dificulta o acesso a recursos para implementar políticas públicas.

Dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad) do IBGE, de 2016, revelam que apenas 18,9% dos domicílios da Região Norte estão conectados à rede de esgoto, além de predominar o uso da fossa (68,1%). Cerca de 33% dos domicílios da Região Norte são abastecidos por água de poço, enquanto a média nacional é de 2,1% de casas nesta situação. “Esta realidade precisa ser enfrentada para superar as desigualdades regionais e os conflitos de ocupação em áreas sem infraestrutura urbana”, afirma.

Na abertura da Oficina, serão apresentados os resultados dos trabalhos de regularização realizados em Mãe do Rio, Ipixuna do Pará, Capitão Poço, Concórdia do Pará, Nova Esperança do Piriá e Tomé-Açu, que resultaram na consolidação e enquadramento de 18 mil lotes com novas dimensões sociais, jurídicas, urbanísticas e ambientais. Deste total, 13.424 foram consolidados, aprovados nas prefeituras e protocolados nos cartórios para abertura de matrícula dos lotes nas cidades do Nordeste paraense. “O desafio é consolidar esforços para garantir o direito ao primeiro registro gratuito para as famílias de baixa renda com a liberação dos selos emitidos pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE) ”,  pondera a coordenadora.

A partir das 16 horas, haverá o debate sobre as Inovações e Desafios da Lei 13.465, de 2017, com foco na regularização fundiária urbana na Amazônia Legal. Participam da atividade José Cristiano, analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades; Ana Paula Carvalho, da Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal); Cleomar Moura, da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), e Aracely Evangelista, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

No dia 7 de dezembro, a partir das 9 horas, ocorrerá a realização de uma oficina para gestores públicos e privados sobre a regularização, com base na Lei 13.465/2017. Luly Fischer, do Instituto de Ciências Jurídicas da Ufpa, abordará os aspectos jurídicos da questão fundiária na Amazônia. Por sua vez, Raphael Bischof Santos, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC, apresentará um diagnóstico do Programa Papel Passado, do governo federal, com dados de 95 cidades, em 23 estados brasileiros. No Pará, segundo Bischof, as vistorias envolveram as cidades de Ourém, Peixe-Boi, Barcarena e Belém, cuja ação busca garantir a regularização administrativa e jurídica da posse dos imóveis em benefício dos moradores.

Confirmaram a participação representantes do Acre, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Brasília e Pará, além de membros de secretarias estaduais do Pará, gestores e técnicos das prefeituras paraenses, representantes das associações municipais do Estado, professores e discentes de instituições de ensino público e privado.

Ascom-CRF- UFPA – Texto: Kid Reis – Fotos: Arquivo CRF-UFPA
Saúde Animal

Min. Blairo Maggi reconhecerá oficialmente zonas livres de aftosa na Região Norte nesta segunda e terça-feira (4 e 5/12)

Amanhã, às 16h30, Blairo Maggi participa da cerimônia de abertura do V Encontro Nacional de Defesa de Sanidade Animal – ENDESA 2017 - no Hangar, em Belém.
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O Ministro Blairo Maggi viaja para a Região Norte nesta segunda-feira, 4 de dezembro, para cerimônias de reconhecimento de Zona Livre de Aftosa, com vacinação, para os Estados do Amazonas e Amapá, e de Zona de Proteção para o Estado do Pará.

Prevê-se que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) faça o reconhecimento internacional da condição sanitária dessas Zonas em maio de 2018.

A comitiva ministerial é integrada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e pelo Diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques.

Dia 4 (segunda-feira), às 9:30h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, o ministro Blairo Maggi, e o governador de Amazonas, Amazonino Mendes, assinam Instrução Normativa sobre o reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação. Às 11:00h haverá entrevista coletiva.

Às 16:30h, no Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, Blairo Maggi participa da cerimônia de abertura do V Encontro Nacional de Defesa de Sanidade Animal – ENDESA 2017 . O ministro também assinará as Instruções Normativas sobre sanidade animal, prevenção, controle e erradicação do mormo e uso de vacinas vivas atenuadas contra salmonela paratífica em aves matrizes; o acordo de cooperação técnica entre o Mapa e o Conselho Federal de Medicina Veterinária; e a portaria que define as diretrizes para a compartimentação da cadeia produtiva de suínos no Brasil.

Em conjunto com o governador paraense Simão Jatene, o ministro Maggi assina a Instrução Normativa que reconhece as Zonas de Proteção do Pará como livres de Febre Aftosa, com vacinação. Em seguida, o ministro apresentará o aplicativo Pecuária Saúde Animal, destinado a veterinários, produtores e pessoas interessadas em saúde e bem-estar animal. Às 18:00h, entrevista coletiva.

Dia 5/11 (terça-feira),  às 10:00h, no Palácio do Governo, em Macapá, o ministro participa com o governador Waldez Góes da cerimônia de reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação, no Estado de Amapá

Comércio

Basa disponibiliza mais de R$ 90 milhões para investimentos na região de Carajás

A Instituição realizou visita à Parauapebas na última sexta-feira (26) para apresentar suas propostas de crédito ao empresariado local
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Grandes e pequenos empreendedores, na zona urbana ou rural, podem contar com linhas de créditos facilitadas pelo Banco da Amazônia (Basa), por meio do Fundo Constitucional do Desenvolvimento do Norte (FNO). A instituição financeira está realizando uma série de visitas aos municípios pólos da Região Norte para apresentar as propostas de crédito: é a ROTA do FNO.

Parauapebas foi o décimo primeiro município que recebeu a caravana da ROTA do FNO, o evento contou com a parceria da Prefeitura e ocorreu no auditório do Centro Administrativo, nesta sexta-feira (26). Entre outras destinações, o crédito pode ser disponibilizado para a aquisição de máquinas e equipamentos, custeio ou capital de giro, com uma margem de juros baixa – dependendo da opção, pode chegar à 0,53% ao ano.

De acordo com Luiz Sampaio, diretor comercial do Basa, são 90 milhões de reais de investimentos destinados às cidades de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. “Sei que muitos estão temerosos em investir, mas temos dados que apontam para um novo aquecimento na economia, tanto que vamos criar uma nova superintendência do Basa só para atender a região sul e sudeste do Pará”, adiantou o representante do banco.

O empresariado local compareceu em peso ao evento e saiu satisfeito, não só com as facilidades de crédito apresentadas pela instituição financeira, mas também com as notícias compartilhadas pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, sobre as ações locais para o desenvolvimento da economia.

“Tudo isso é muito bom, sou cliente do Basa há 17 anos e 98% da minha movimentação financeira é toda por lá. Fiquei também muito satisfeito em ouvir do prefeito os investimentos e ações para as áreas de turismo e formação superior. Precisamos reagir, nossa cidade tem potencial”, disse o pecuarista Magliano Baesse Carvalho, um dos clientes que assinou contrato de financiamento com a Basa, durante o evento.

As dificuldades enfrentadas pelos empresários do município também foram destacadas durante o evento. “Nossos colegas empresários estão pedindo socorro; pessoas competentes, que estão no mercado há anos, estão com suas empresas quebrando”, relatou Leonardo Pinheiro, que representou a Associação Comercial e Industrial em Parauapebas (ACIP), durante o evento.

Cenário com boas perspectivas

Darci Lermen apresentou uma série de possibilidades de desenvolvimento da economia local em seu discurso e elencou algumas ações que a gestão municipal tem realizado no sentido de diversificar a economia e de reaquecer o movimento no mercado local. “Temos que fazer um pacto por essa cidade, precisamos nos unir”, declarou o prefeito, deixando os empresários animados quando informou que, dentro de poucos dias, mais de R$ 30 milhões estarão nas mãos dos professores da rede pública, graças ao repasse de verbas da educação, conquistado depois de um processo judicial.

“Quase 100 mil metros cúbicos de madeira estão se estragando em Carajás. Com essa quantidade, é possível o pessoal do Pólo Moveleiro trabalhar por uns 10 anos, gerando emprego e renda, por isso estamos lutando para conseguir esse matéria-prima junto à Vale; temos um potencial turístico enorme: são 111 mil hectares de floresta, com cavernas, cachoeiras, temos aldeias indígenas, águas termais; o porto-seco também é outro foco de trabalho nosso, em junho faremos a primeira visita; vamos contar com o apoio do ministro Helder Barbalho para asfaltar até as Quatro Bocas, o que vai possibilitar a implantação de frigorífico; temos o projeto da Orla, os consultores contratados pelo BID já estão em nossa cidade, é uma obra de 400 milhões de reais; na agricultura familiar, estamos implantando 140 pastos rotacionados, para o pequeno produtor trabalhar com o leite, temos um laticínio subutilizado na Estação do Conhecimento, na Apa, precisamos investir lá; até o final do ano, Parauapebas contará com um curso de medicina, de uma faculdade particular, e estamos avançando para a implantação do Campus da UEPA, que foi iniciado na gestão anterior”, acrescentou Darci Lermen.

Seguindo a “Rota do FNO”

A Rota do FNO é uma ação promovida pela área comercial do Banco da Amazônia e que objetiva dinamizar a aplicação do FNO através da divulgação das linhas de crédito de forma próxima aos empreendedores de todos os portes e segmentos da cadeia produtiva.

Assim, foi traçado um percurso e cronograma de realização dos eventos que ocorrerão em 25 municípios pólos de toda a Região Norte, abrangendo os Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. Na oportunidade, serão apresentadas as linhas de financiamentos disponíveis para fomentar os negócios do empreendedor individual, agricultor familiar, produtor rural, micro e pequena empresa, bem como a média e grande empresa, e com destaque para as contratações destinadas ao custeio agrícola e pecuário, capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos, utilizando a metodologia de crédito pré-aprovado.

Para atender toda demanda existente, o Banco da Amazônia dispõe de R$4,6 bilhões de recursos do FNO para o ano de 2017, e quem participar da Rota do FNO irá conhecer o diferencial do Banco da Amazônia que são suas linhas de crédito, tanto comercial e de fomento. Terá a oportunidade de conhecer também sobre às condições de acesso ao FNO, linhas de crédito com prazos, limites e encargos financeiros diferenciados. Além disso, conhecerá sobre os benefícios da Lei 13.340 que informa sobre soluções para liquidar ou renegociar suas dívidas, com descontos de até 85%.

ADEPARÁ

Pará terá primeiro laboratório da qualidade do leite da Região Norte

A implantação do laboratório vai possibilitar o rastreamento da produção leiteira paraense, conferindo-lhe controle e selo de qualidade.
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O estado do Pará ganhará o primeiro Laboratório da Qualidade de Leite da Região Norte. O empreendimento, que está em fase de finalização e deve entrar em operação no mês de março deste ano, é financiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), e integra o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

A implantação do laboratório vai possibilitar o rastreamento da produção leiteira paraense, conferindo-lhe controle e selo de qualidade. O laudo que será emitido pelo laboratório possibilitará aos produtores a negociação de melhores preços e a comercialização de seus produtos em todo o Brasil.

Na tarde desta quinta-feira (26), o diretor geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Luciano Guedes, e gerentes da Agência realizaram uma visita técnica ao Laboratório da Qualidade do Leite. A equipe técnica foi recebida pelo secretário Alex Fiúza de Melo, da Sectet, pela coordenadora do Laboratório de Leite, Luiza Helena Meller, e pelo diretor presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia Guamá, Antonio Abelém.

O objetivo da visita foi apresentar o laboratório e seus serviços à Adepará, para que seus representantes possam conhecer o seu potencial para o melhoramento e a verticalização da cadeia leiteira no Estado.

O Laboratório da Qualidade do Leite é uma importante demanda do setor produtivo, sendo fundamental aos produtores de leite e as indústrias de laticínios paraenses para alcançar melhores índices de produtividade, melhorar a qualidade da matéria-prima e dos produtos derivados. “O Governo do Estado dá um grande passo com a implantação do primeiro laboratório de leite da Região Norte. Ganha a população que terá na mesa alimentos seguros, ganha o produtor rural e as indústrias que poderão certificar seus produtos e ganha o Estado que garante a geração de emprego e renda, e fomenta um dos setores mais importantes da economia, que é o agronegócio”, diz o diretor geral da Adepará, Luciano Guedes.

O empreendimento é resultado de um esforço conjunto. O governo estadual, por meio da Sectet, investiu cerca de R$ 2,3 milhões na construção do espaço. O Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi o responsável pela aquisição dos equipamentos de diagnóstico e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) adquiriu os mobiliários. A coordenação e gerenciamento do espaço são de responsabilidade do Programa de Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Qualidade do leite

Os serviços do Laboratório serão pautados a partir de amostras de leite cru (aproximadamente 50 ml), que serão coletadas na propriedade, seguindo as recomendações adequadas para os procedimentos de coleta e transporte. Os recipientes, de material plástico e com tampas de pressão, serão fornecidos já esterilizados e com conservante pelo laboratório.

“O laboratório irá oferecer o controle da qualidade, que perpassará a determinação dos seus componentes, a contagem de células somáticas e de bactérias, além de análises laboratoriais de produtos derivados do leite, como queijos, coalhadas etc. São serviços que poderão ser prestados para todos os estados da região Norte, com o objetivo de dar apoio às indústrias de laticínios no desenvolvimento de novos produtos oriundos do leite”, explica a pesquisadora da UFPA e coordenadora do Laboratório, Luiza Helena Meller.

Inauguração

Atualmente, o laboratório finaliza os trâmites para seu ingresso à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), do Mapa, e espera a instalação dos últimos equipamentos e finalização da parte elétrica do prédio para entrar em pleno funcionamento. A previsão é que a inauguração seja em março deste ano.

“Nossa principal agenda antes da inauguração é a de aproximar os atores estratégicos aos serviços oferecidos pelo laboratório. Nesse sentido, a Adepará é uma ponte estratégica para contatar os principais usuários do laboratório, que são os produtores de leite, para que todos os testes de controle de qualidade sejam realizados dentro do nosso próprio Estado, dinamizando, assim, a cadeia leiteira paraense”, afirmou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello. (ADEPARÁ)

Mais de 830 mil pessoas estão sem emprego na Região Norte

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um aumento na taxa de desocupação em todo o País. A taxa de desocupação mede a quantidade de pessoas que não têm um emprego, estavam disponíveis para um ou tomaram alguma providência efetiva para conseguir um.

No Norte são mais de 834 mil pessoas desempregadas, ou seja, 10,5% de toda a população da região. Em relação ao mesmo período do ano passado houve um aumento no número de desempregados de 1,8%. O que equivale a pelo menos 161 mil pessoas a mais sem emprego em relação ao ano passado.

A quantidade de pessoas empregadas diminuiu 1%. Um dado importante de salientar na pesquisa é que contrário ao aumento do desemprego, o número de pessoas que começou um negócio próprio aumentou. De acordo com dados do IBGE na região são mais de 2,3 milhões de pessoas que tem algum negócio próprio, 225 mil pessoas a mais que no ano passado.

O que esperam esses novos empreendedores?

De acordo com dados da pequisa Demografia das Empresas feita pelo IBGE, mais da metade das empresas brasileiras morre nos quatro primeiros anos. Para a Coach e Consultora Financeira, Ellen Lindoso, que trabalha há 18 anos na área, grande parte dessas empresas morre por três fatores. “Elas não se organizaram financeiramente, elas não foram bem planejadas e elas foram aberta no impulso. Essas são as principais causas de empresas que morrem nos primeiros anos”. Ela dá 4 dicas para quem quer abrir uma empresa com o pé direito.

1. Capacitação

Buscar se capacitar é a primeira dica. Há cursos do Senai direcionado pra quem quer começar sua própria empresa e isso é essencial para quem quer começar.

2.  Pesquisa

Não adianta entrar em um mercado sem conhecer bem e pesquisar. Mesmo que seja para abrir uma barraquinha de churrasquinho, busque conhecer seus concorrentes. Vá até um concorrente, veja como é o produto dele, ou como ele atende aos clientes. O importante é pesquisar e buscar se diferenciar.

3. Guarde uma reserva

Um negócio costuma demorar um ou dois anos para dar retorno. Tirar dinheiro do caixa nos primeiros meses para gastos pessoais é uma péssima ideia. Então faça uma reserva de seis meses de custo fixo antes de abrir seu negócio.

4. Não seja especialista em tudo

No início existe uma tendência da pessoa querer fazer tudo na empresa: ser o administrador, o mídias sociais, o caixa e o vendedor. Você não precisa ser especialista em tudo. Se não souber algo que é importante no seu trabalho, contrate alguém.

Fonte: Portal Amazônia