Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Marabá

Diocese de Marabá realizou nesta terça-feira a 1ª Assembleia do Clero

Encontro reuniu 50 padres e diáconos de 16 municípios e 29 paróquias da região
Continua depois da publicidade

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá

Aconteceu nesta terça-feira (6), no Centro Diocesano Sagrado Coração de Jesus, localizado no Bairro Belo Horizonte, a 1ª Assembleia do Clero em Marabá, reunindo, sob a coordenação do bispo diocesano Dom Vital Corbellini, 50 padres e diáconos das 29 paróquias distribuídas nos 16 municípios que fazem parte da Diocese de Marabá. Na oportunidade, foram debatidas questões próprias da diocese, do clero, da questão sacramental e outras referentes às atividades diocesanas.

“Falamos também da necessidade de nos encontrarmos, de conhecer padres de outros lugares, da fraternidade presbiteral e também a confraternização com o bispo”, afirma Dom Vita, lembrando que, quando chegou a Marabá, em 2012, se encontrou com todos, mas muito rapidamente. “Hoje foi um encontro só com o clero,” reforçou.

Os participantes, segundo o bispo, avaliaram a 1ª Assembleia como “muito boa”. “Já vi muitas mensagens nos grupos de WhatsApp; eles gostaram. Foi uma oportunidade de se conhecerem, trabalharem juntos e buscarem essa unidade na diocese, sabendo que é importante essa unidade na pastoral, nos movimentos, em tudo e com o bispo, em Jesus Cristo,” observa ele.

Para a assembleia vieram religiosos de Marabá, Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Goianésia, Jacundá, Nova Ipixuna, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Palestina do Pará, Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Itupiranga e Brejo Grande do Araguaia.

“Foi muito bom, e agradeço a presença de todos os presbíteros e diáconos. Foi um encontro bom de unidade na diversidade,” avalia Dom Vital Corbellini.

Canaã dos Carajás

Um ano depois de inaugurada, Feira do Produtor de Canaã já movimentou mais de R$ 1 milhão em volume de negócios

Feira surgiu com o objetivo de melhorar o escoamento da produção local e dar um novo fôlego ao comércio de Canaã
Continua depois da publicidade

Canaã dos Carajás ganhou de presente, há pouco mais de um ano, a Feira do Produtor Municipal. A estrutura do prédio impressiona a todos pela imponência e modernidade da sua arquitetura. Estimado em pouco mais de R$ 10 milhões, o empreendimento reuniu em um só lugar, e de forma definitiva, todos os feirantes do município. Estes eram obrigados, em outros tempos, a vender toda a sua produção a céu aberto, expostos ao sol e à chuva. Além do mais, o comércio só ocorria nos fins de semana, já que uma via era interrompida no município para que a feira pudesse acontecer.

Com a inauguração da Feira do Produtor, que também abriga o Mercado Municipal Clarindo Moraes da Silva, os produtores e pequenos comerciantes de Canaã passaram a vender os seus produtos com mais qualidade, rapidez e higiene. O controle da Feira é feito de forma rigorosa e a limpeza do local é exemplar. Um ano depois de inaugurada, o local se tornou referência em toda a região e hoje tem cerca de 400 feirantes, entre os efetivos e os que se revezam no usos dos boxes.

Jurandir José, Secretário de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, afirmou que o local se tornou um shopping do produtor e ainda um ponto de encontro para a população local: “Precisamente um ano depois de inaugurada, a Feira se transformou em um grande comércio, que gera postos de trabalho, emprego e renda para o município. Aos finais de semana, quando vem toda a zona rural para cá, a movimentação é enorme. Nós conseguimos até hoje manter a mesma organização, o padrão é o mesmo, a higiene e a qualidade dos produtos são grandes. Estamos sempre capacitando os feirantes também. Por isso, essa feira tem agregado muitos valores à cidade; a Feira se tornou referência não só em Canaã, mas em toda a região.”

O secretário falou ainda sobre o incentivo que a Feira deu para a produção rural local: “Temos resultados muito interessantes no fomento dessa produção. É evidente que, se temos onde vender o produto, as pessoas plantam mais e todos ganham com isso. Eu espero que tudo isso aqui se torne cada dia melhor e não vamos medir esforços para manter esse lugar bem.”

O feirante Naron Silva é filho de produtores rurais e toma conta do boxe da família na Feira. Em entrevista, o comerciante, que trabalha com hortifrúti, disse que os negócios melhoraram muito com a mudança para a Feira: “Vendemos aqui verduras e frutas, mas o que predomina mesmo é a farinha. Temos farinha baiana, maranhense, paraense… Estamos aqui desde o início e tudo melhorou bastante. Antigamente, só tínhamos um dia na semana de feira e ainda tínhamos que levar as coisas de volta para a roça. Agora não! Temos o local fixo, podemos deixar as coisas aqui. Só não trabalhamos aos sábados, pois somos adventistas. Nos outros dias, estamos sempre aqui. Tudo melhorou, pois agora estamos centralizados.”

De acordo com cálculos iniciais da Secretaria de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, cerca de R$ 1,2 milhão foi gerado em volume de negócios na Feira Municipal só no primeiro ano. A ideia é que a produção aumente e novos investimentos sejam trazidos para o local. A partir daí, os bons números devem ser ainda melhores e toda a população acaba ganhando com a nova fonte de renda.

Transporte

Operação fiscaliza transportes freteiros na PA-160

Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias
Continua depois da publicidade

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon/PA) realiza, desde ontem (8), uma operação de fiscalização econômica de empresas da região que atuam no transporte intermunicipal de passageiros em regime de afretamento. Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias.

Segundo o Diretor de Controle Financeiro e Tarifário da Agência, José Croelhas, “esse é o desdobramento da operação realizada em novembro/2017, com finalidade mais educativa. Naquela ocasião, todos os operadores foram alertados para se regularizarem perante ao órgão regulador; agora, todos os que não se adequaram estão tendo seus veículos recolhidos ao pátio de retenção da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), no Terminal Rodoviário”.

Croelhas garante que a operação segue até sexta-feira (12) e passará a ser repetida a cada 15 dias.

Futebol

FPF divulga árbitros selecionados para a pré-temporada do Parazão 2018 em Belém

Isael Silva é o único representante de Parauapebas na lista, que conta ainda com uma turma jovem, como a assistente Nayara Soares
Continua depois da publicidade

Por Fábio Relvas

A chamada pré-temporada não é apenas para os jogadores das dez equipes que vão disputar o Parazão 2018, a turma da arbitragem também passa pelo mesmo processo em véspera de competição estadual. A Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou a lista com os nomes dos profissionais da arbitragem que estarão presentes nos jogos do Campeonato Paraense. Mas antes da bola rolar, árbitros e assistentes passarão pela pré-temporada, que será realizada na capital Belém, entre os dias 9 e 12 de janeiro.

A cidade de Parauapebas, sudeste do estado, terá um único representante para trabalhar no Parazão 2018. Trata-se de Isael da Silva, 32 anos, natural da Capital do Minério, que já caiu em escalas da Segundinha do Parazão de 2016 e 2017, e agora espera por um grande momento em sua carreira. Em 15 anos de arbitragem, Isael tem seu trabalho reconhecido, não só em nível municipal, onde trabalha nos campeonatos da cidade, mas também agora a nível de estado, podendo ir mais adiante. Seu nome é citado como árbitro promissor da FPF.

“É um sonho pra mim que vai se realizar, pois participando da elite do Parazão poderei chegar até o maior clássico do estado do Pará, que é o Remo x Paysandu – sonho de qualquer árbitro profissional trabalhar em um jogo como esse. Vamos trabalhar firme, fazer uma boa pré-temporada em Belém para chegar bem no Campeonato Paraense e estar pronto para entrar em qualquer escala que cair meu nome”, afirmou Isael Silva, assistente.

A Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (CA/FPF) conta com um quadro novo de  profissionais. Entre a turma nova, está Nayara Soares, 28 anos, natural de Belém, que já vai para o seu segundo Parazão e vem se destacando com boas atuações como assistente. Graduada em Educação Física, Pós-Graduada em Fisiologia e em Musculação Terapêutica, a jovem já atua no meio esportivo desde os 14 anos, quando chegou a atuar nas quatro linhas como atleta no futebol feminino. Nayara atuou em uma das assistências na final da Segundinha de 2017, na partida entre Bragantino e Parauapebas (2 x 2), no estádio Diogão, em Bragança.

“Com muita dedicação, no final desse ano cheguei a final da Segundinha, tão sonhada por todos. Fiquei muito feliz quando vi o meu nome na listagem dos árbitros que foram selecionados para a pré-temporada 2018. A felicidade é grande, mas sei que a responsabilidade de estar lá vai ser maior. Todo árbitro almeja trabalhar no Parazão, terei a minha segunda oportunidade e irei dar o meu melhor. Desde já, desejo a todos os envolvidos no Parazão 2018, um excelente Campeonato”, disse Nayara Soares, assistente.

ÁRBITROS SELECIONADOS PARA A PRÉ-TEMPORADA PARAZÃO/2018

  1. DEWSON FREITAS
  2. GUSTAVO MELO
  3. JOELSON CARDOSO
  4. DJONALTAN ARAUJO
  5. WASLEY COUTO
  6. ANDREY SILVA
  7. JOSÉ MAGNO NASCIMENTO
  8. ELAINE MELO
  9. JOELSON SILVA
  10. RAIMUNDO GILSON
  11. JOEL ALBERTO
  12. DANILO VIANA
  13. GLEYDONS ERON
  14. MARCO ALMEIDA
  15. OLIVALDO MORAES JR
  16. RAFAEL RODRIGUES
  17. JOQUETAN GUIMARÃES
  18. NADILSON SANTOS
  19. RAYMAR KLEMER
  20. ANDRÉ MICHEL
  21. ELERSON FERNANDO
  22. FÁBIO AMARAL
  23. MELCK ALMEIDA
  24. JAKELINE PORTILHO

ÁRBITROS ASSISTENTES SELECIONADOS PARA PRÉ-TEMPORADA PARAZÃO/2018

  1. HÉLCIO NEVES
  2. JOSÉ RICARDO COIMBRA
  3. LUIS DIEGO LOPES
  4. DIMMI YURI CARDOSO
  5. RAFAEL BASTOS
  6. RAFAEL VIEIRA
  7. HERONILDO SEBASTIÃO
  8. BÁRBARA ROBERTA LOIOLA
  9. ROBSON JOÃO
  10. MÁRCIO DIAS
  11. NAYARA SOARES
  12. NAYARA SUELY
  13. JHONATAN LEONE
  14. ACÁCIO LEÃO
  15. ANASTÁCIO BORCEM
  16. DUCIVAL BRITO
  17. JOSÉ JACEMIR
  18. RAIMUNDO DÁCIO
  19. RENATO GOMES
  20. ARLENE BARRETO
  21. EDERSON BRITO
  22. ANTÔNIO ALVES
  23. IZAEL DA SILVA
  24. JOSÉ MARIA
  25. EMMANUEL JR
  26. MILTON DO SOCORRO
  27. FELIPE SILVA
Tucuruí

Prefeito de Tucuruí se reúne com lideranças comunitárias

Bena Navegantes ouviu atentamente as demandas de melhorias para os bairros
Continua depois da publicidade

Na manhã desta sexta-feira (22) aconteceu, no auditório do Cras do Céu Santa Mônica, uma grande reunião com as lideranças comunitárias de Tucuruí. Na oportunidade, o Prefeito Bena Navegantes e sua equipe de Governo receberam lideranças que expressaram as dificuldades de suas comunidades.

Ainda na reunião, aconteceu uma apresentação da 1º Orquestra Municipal, formada pelos alunos das escolas Dulcimar Brito e Maestro João Leite.

O Prefeito Bena Navegantes ouviu atentamente as demandas de melhorias para os bairros e, nesse primeiro momento, o governo se reunirá com a comunidade em todos os bairros  para definir as ações prioritárias.

Bena anunciou que, em 2018, por meio de convênio com o Ministério da Saúde, o município será contemplado com a tão sonhada Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBS), totalmente equipada e com equipe de saúde completa que atenderá as comunidades das ilhas e entorno do lago.

O prefeito anunciou ainda diversas melhorias na iluminação pública, serviços urbanos, saúde e educação. “No mês de janeiro, vamos à Brasília assinar um convênio no valor de R$ 4 milhões para asfaltar diversas ruas da cidade”, comunica ele.

A Prefeitura de Tucuruí está trabalhando mais próxima da comunidade, ouvindo seus anseios e atendendo às demandas.

Pará

Outubro se despede com muita água no Sudeste do Pará

Último dia do mês oficializa a chegada do período chuvoso na região
Continua depois da publicidade

Após cinco meses de altas temperaturas e muita seca, a chuva mudou o clima no Sudeste do Pará e, segundo informação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Belém, o fenômeno da natureza estava atrasado. “A chuva atrasou na região, era para ter iniciado a partir do dia 15 de outubro. Dentre as cidades do sudeste do Pará, apenas em Xinguara a chuva iniciou na data certa”, disse o coordenador estadual do INMET, José Raimundo Abreu.

Mas, no último dia do mês (31), todas as cidades – como Tucumã, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Xinguara, São Félix do Xingu, Santana dos Xinguaras e Marabá – deram boas vindas as chuvas fortes. Da região onde está instalada a estação meteorológica do INMET, a Serra dos Carajás registrou o maior volume de chuva, que teve início ainda de madrugada, por volta das 4h. “O acumulado do dia (31) ficou em quase 107 milímetros e os horários com maor intensidade foram entre as 4 e 6h (55,2 mm) e de 15 às 16h (23,4 mm), representando 60% do esperado para todo o mês, se comparado com a média de chuva em Marabá”, detalhou o coordenador.

Quem mora em Carajás há mais de 37 anos está acostumado com períodos de chuvas ininterruptos. “Antigamente, o inverno iniciava em novembro e só se ia ver sol depois de abril. Era chuva sem parar. A chuva de hoje não é o inverno ainda e, com as mudanças climáticas, ainda vai aparecer muito sol por aqui. O inverno vai começar mesmo em janeiro e permanecer até março; quem estiver achando que é inverno, não é não. Carajás nunca fez tanto calor como fez neste ano e a chuva hoje ajudou a amenizar a alta temperatura, acabar com a poeira e a fumaça das queimadas”, comemora a moradora Elenildes da Silva, conhecida como Nena, que foi criada na Serra e hoje, com a família, tem um faturamento extra com a venda de caldos e a chuva é sinônimo de lucros.

Entretanto, a chuva atrapalhou quem tem rotina de pegar a Rodovia Raimundo Mascarenhas, entre Parauapebas e Carajás, para trabalhar. A funcionária pública Zulma Pereira costuma descer por volta das 9h, mas desistiu: “muita chuva mesmo, não teve como descer. Decidi não ir, pois a estrada é muito perigosa – pista molhada, muitas curvas e o risco de árvores caírem”. Outro desfalque foi com os funcionários do supermercado Hipersenna de Carajás: com as fortes chuvas em Parauapebas, muitos não pegaram o transporte e, em vários setores, não conseguiram nem repor mercadoria após o feriado do Dia do Comerciário. “Meu colega não veio porque perdeu o horário da van. Estou sozinho e não sei como vou trazer a carne do estoque e atender aos clientes”, disse funcionário do açougue.

Cidades do Sudeste do Pará

O INMET divulgou o volume de chuvas em outras cidades, como em Xinguara – onde a chuva iniciou às 10h e o acumulado do dia está em 27 milímetros – e Marabá, que registrou um pouco menos, 25 milímetros. “As temperaturas hoje ficaram mais baixas mas, a partir de amanhã, ela retorna para acima dos 30 graus”, alertou Abreu.

O meteorologista explica ainda que a variabilidade na distribuição de chuva é o fenômeno de uma linha de instabilidade que rompeu o bloqueio de umidade em todo o Sudeste do Pará e, por isso, devem permanecer as chuvas intensas em áreas pontuais durante novembro. “Esse fenômeno acontece há 12 mil metros acima das nuvens, onde acontece a circulação anticiclônica com temperaturas frias, cerca de 55 graus negativos. Com o encontro da umidade em temperaturas elevadas, acontecem as chuvas, inclusive com risco de granizo. Em alguns locais, percebeu-se que a água da chuva estava gelada e isso vai acontecer durante todo o mês de novembro”, detalhou José Raimundo Abreu.

Parauapebas

Vários bairros de Parauapebas ficaram alagados com o volume de chuva na cidade, como nas fotos registradas pelo nosso repórter. O Blog solicitou os registros para a Coordenaria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), setor ligado a prefeitura, e até o fechamento dessa matéria não foi informado.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Entrevista

Gerente do Ibama em Marabá concede entrevista exclusiva ao Blog

Hildemberg da Silva Cruz fala sobre destruição de equipamentos de madeireiras, desmatamentos, terras indígenas e queimadas na região.
Continua depois da publicidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em entrevista exclusiva ao Blog, nesta segunda-feira (30), em Marabá, o gerente executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Hildemberg da Silva Cruz, esclareceu os acontecimentos ocorridos em São Félix e Ourilândia do Norte na última semana, quando a ação do órgão foi muito criticada nas redes sociais e outros meios de Comunicação.

Com um ano e oito meses em Marabá, mas há uma década como funcionário do Instituto, ele afirma que tudo o que Ibama está fazendo é pautado na legalidade, uma vez que o órgão tem atuação focada e estratégica nas questões de crime ambiental que envolvem o desmatamento. “Toda atividade de desmatamento em florestas e vegetações secundárias exige a atuação prioritária do Ibama”, reafirma Berg, como também é conhecido.

Por ser um órgão federal, afirma ele, o Ibama também tem combatido fortemente atividades em terras indígenas, mas faz atuações em áreas privadas também, onde esteja havendo desmatamento, complementando ações dos órgãos, municipais e estaduais de meio ambiente. “Porém, em área federal, como as terras indígenas, essa atuação é exclusividade do Ibama”, reforça.

Berg diz que muitas atividades têm sido desenvolvidas em terras indígenas e isso é preocupante, quer seja garimpo ou a exploração ilegal de madeira, resultante do desmatamento promovido por invasores ou posseiros.

Na extensa Terra Kayapó, que abrange a região de Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, o Ibama foi chamado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que denunciou atividade garimpeira ilegal,  com uso de mercúrio, contaminando rios, dentro da área indígena de preservação. “Isso vai trazer uma grande preocupação no futuro para a sociedade em geral e não só para os indígenas. Essas áreas são banhadas por rios, são áreas de nascentes, que estão sendo contaminadas com mercúrio”, adverte.

Já na terra Apyterewa, as denúncias davam conta de desmatamento e, após atuação na Terra Kayapó, a fiscalização se dirigiu para as áreas em que estava acontecendo a derrubada da floresta por tratores e outros equipamentos. Ali, a Polícia Federal trabalha para identificar algumas pessoas – que seriam posseiros já com determinação judicial, expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região –, para que deixem a terra indígena, pois serão removidas para um assentamento que está sendo preparado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Mas essas pessoas continuavam desmatando como se fossem permanecer ali, que é uma área de preservação. Ou estão sendo usados por pessoas que têm interesse naquelas áreas”, explica Berg.

Quanto à destruição dos tratores que estavam sendo empregados no desmatamento, o gerente executivo do Ibama em Marabá afirma que essa ação também foi legal. “Como não havia jeito de retirar os tratores de lá, pois nem o Ibama nem a Funai tem logística para isso, decidiu-se por destruir esses equipamentos – baseado no Decreto 6.514 de 2008, que prevê esse tipo de ação quando o equipamento que está sendo utilizado na destruição da área de proteção permanente não pode ser removido”, justifica Berg.

Segundo ele, na mesma noite do dia 27, houve represália por parte dos posseiros para mostrar descontentamento e tentar conter os agentes do Ibama, que se recolheram à base da Funai. “A base foi cercada por pessoas, algumas com características de pistoleiros, misturados com os posseiros, provocando os agentes do Ibama, da Força Nacional e da Polícia Militar”, conta o gerente.

No dia 28, ainda segundo ele, a Funai, percebendo que poderia acontecer algo mais grave, decidiu destruir o acampamento, a fim de tentar retirar aquelas pessoas daquele lugar. “Os posseiros tentaram intimidar a todos, mas o máximo que houve foram tiros de balas de borracha para contê-los”, narra ele.

Indagado se lideranças indígenas são coniventes tanto com os garimpeiros quanto com o desmatamento, Berg afirma que o Ibama recebeu algumas informações de que algumas lideranças indígenas acabam sendo cooptadas tendo em vista o dinheiro, e que tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público Federal estão investigando essas denúncias.

Sobre o risco a que os agentes do Ibama se expõem nessas ações de fiscalização, o gerente executivo afirma que eles são constantemente ameaçados, geralmente por mensagens de texto e lembra que, em recente ação em Itupiranga, com o fechamento de serrarias clandestinas que processavam castanheira, espécie ameaçada de extinção e protegida por lei federal, eles receberem ameaças até em áudio, o que está sendo investigado pela PF. “Em várias ações temos a proteção da Polícia Federal, da Força Nacional e também da Polícia Militar do Pará. Estão sempre ao nosso lado, pelo que somos muito agradecidos”, afirma ele, reforçando a necessidade de mais recursos.

São Félix do Xingu, Novo Repartimento e Pacajá lideram o desmatamento no Estado

Ao falar do desmatamento no Estado do Pará, Hildemberg Cruz afirma que, apesar das áreas desmatadas terem diminuído para 2.600 quilômetros, os municípios de São Félix do Xingu, Pacajá e Novo Repartimento continuam liderando essa prática ilícita. “São os que mais contribuem com as taxas de desmatamento no Estado. Há uma grande preocupação com a redução das áreas de floresta no Estado do Pará; no futuro, isso vai influenciar no clima, no acesso à água”, adverte.

Para tentar deter esse desmatamento, o Ibama mantém bases em São Félix e em Novo Repartimento, cada uma com dez fiscais em uma operação permanente, chamada “Onda Verde”.

A respeito das queimadas, Berg conta que, recentemente, o Ibama realizou uma operação destinada a combater os incêndios florestais e autuou vários fazendeiros de Parauapebas, Itupiranga, de áreas próximas a Marabá, seguindo até Santana do Araguaia. “A alegação é sempre a mesma: fogo acidental. Em alguns casos, constatamos mesmo que foi acidente, mas, em outros, detectamos que foram incêndios criminosos, para fazer limpeza de pastos e o fogo acabou invadindo áreas de floresta”, afirma Berg.

Sobre Marabá, ele informa que o Ibama fez uma fiscalização recente nas áreas de proteção permanente, para mostrar que as pessoas estão invadindo esses locais, na beira dos rios, acabando com florestas nessas áreas colaborando com o assoreamento do curso da água, menor taxa de recursos hídricos, menos chuvas e uma série de outras consequências climáticas. “A gente espera que no futuro haja uma redução disso”, torce Berg.

Ele conta que atráves de parceria firmada, por meio do Ministério Público Estadual (MPE), com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e o Pelotão Ambiental da Guarda Municipal de Marabá, o Ibama, planejou e executou ações e fiscalizações, identificando desmatamento no Núcleo São Félix e no Distrito Industrial, inclusive com exploração ilegal de castanheira.

Essas ações, no entanto, segundo ele, ainda não são muito amplas, devido ao número pequeno de fiscais. “Então, todos têm que se juntar contra as explorações ilegais de castanheira, algum desmatamento e, principalmente, em reserva legal de floresta de fazenda”, afirma ele, destacando que o Sindicato Rural tem sido parceiro do Ibama, na medida em que denuncia a invasão das reservas por posseiros.

Berg afirma que é necessário coibir algumas situações que ainda vêm acontecendo na área da Cosipar, que continua sendo invadida por pessoas explorando madeira, assim como a da Nordisk, lembrando que o Ibama atua também no combate ao desmatamento em áreas privadas.

Gerente faz alerta e diz que o calor e a fumaça das queimadas viraram caso de saúde pública

Apesar de ser responsável pela fiscalização de 37 municípios do sul e sudeste do Pará, a Gerência Executiva do Ibama em Marabá conta com apenas oito fiscais, dez servidores administrativos e dez veículos. Mesmo assim Hildemberg Cruz faz o que pode e tem conseguido diminuir o número de delitos contra o meio ambiente, embora o trabalho do órgão receba muitas críticas.

“O Ibama não está fazendo nada ilegal, está coibindo os crimes ambientais. O grande problema é que vai chegar o momento em que essas atividades têm de ser legalizadas. Grande parte delas são ilegais e estão sendo feitas em locais que não podem ser legalizados, como por exemplo, em terras indígenas, em locais que não estão autorizados nem legalizados”, argumenta o gerente regional.

Ele afirma que atuação do Ibama pode até ser criticada, mas a sociedade deveria ter uma nova visão. “O que o Ibama faz hoje está contribuindo para que as futuras gerações tenham áreas de florestas, rios, água boa para ser consumida e um clima menos quente, porque estamos tentando conter e preservar áreas de floresta, que precisam ser mantidas. Isso é o nosso papel de cumprimento da lei”, afirma.

Berg toma como exemplo Marabá, hoje uma região muito quente, em que os rios estão secando. “Por quê? Há desmatamento em áreas de proteção ambiental, na beira dos rios, florestas e nas nascentes. E isso precisa ser evitado. A sociedade vai ter que se mobilizar, se  sensibilizar”, alerta.

Ele afirma que não adianta manter uma atividade de subsistência com a desculpa de que é necessária para gerar renda, e diz ser possível haver isso, mas em áreas que não sejam de proteção. “A Vale não consegue? Por que as cooperativas de garimpeiros não conseguem também?”, indaga, afirmando que hoje o calor e a fumaça das queimadas vêm causando doenças respiratórias, se tornando um caso de saúde pública e a sociedade “tem de tomar cuidado com isso”.

Região

Comissão de Direitos Humanos visita o Sudeste do Estado do Pará

A visita iniciará no acampamento Hugo Chávez (Fazenda Santa Tereza), no município de Marabá, e segue até o Acampamento Frei Henri (Fazenda Fazendinha), no município de Curionópolis
Continua depois da publicidade

Nesta quinta-feira (20) chegam em Marabá os deputados Carlos Bordalo, Lelio Costa e Ozório Juvenil, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA); e José Neto, presidente da Comissão de Direitos Humanos OAB-PA. O objetivo da comissão é visitar duas áreas de acampamento que estão sofrendo ataques incessantes por parte de pistoleiros.

A visita se iniciará no acampamento Hugo Chávez (Fazenda Santa Tereza), no município de Marabá, e segue até o Acampamento Frei Henri (Fazenda Fazendinha), no município de Curionópolis. O intuito da visita é acompanhar de perto a situação, para efetivar a investigação na área de conflito e divulgar as violações de Direitos Humanos que as famílias acampadas estão sofrendo, com o propósito de pressionar os órgãos responsáveis às devidas providências.

O Acampamento Hugo Chávez, onde vivem 300 famílias ligadas ao MST, foi palco de ataques no sábado e domingo. Nesses dois dias, pistoleiros atearam fogo em barracos e também atiraram na direção da entrada do acampamento.
Inclusive, nesta sexta-feira (21), a partir das 19 horas, acontece um manifesto solidário às famílias que vivem no acampamento. O evento será realizado no Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, que organiza o evento em colaboração com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento Sem-terra (MST). O acampamento fica a 27 km de Marabá, na BR-155.

Fazendinha

Sobre a Fazenda Fazendinha, segundo a CPT, trata-se de uma área com cerca de 400 hectares de terra pública federal, ou seja, de jurisdição do INCRA. Em razão do acampamento montado por 200 famílias vinculadas ao MST, o ocupante Darlon Lopes ingressou com ação de reintegração de posse junto à Vara Agrária de Marabá. O pedido foi indeferido, ou seja, não foi reconhecido direito de posse ao ocupante.

Com base na sentença da Vara Agrária, o INCRA ingressou com ação de reintegração de posse na Justiça Federal de Marabá contra Darlon. A Justiça Federal concedeu a reintegração de posse ao INCRA, mediante sentença publicado em agosto de 2014. Mas, contra a sentença da Justiça Federal, o fazendeiro apresentou um agravo de instrumento para suspender o efeito e cumprimento da decisão. Em análise preliminar, foi concedida a suspensão.

Todavia, contra a decisão que suspendeu a sentença, o MPF ingressou com outro recurso (agravo interno), reafirmando que se trata de terra pública. Esse último recurso foi julgado pelo desembargador Souza Prudente, em setembro do ano passado, que deferiu novamente a reintegração de posse ao INCRA e determinou a expedição de carta de ordem para reintegração de posse a favor do INCRA que fosse cumprida no prazo de 10 dias. Porém, isso ainda não aconteceu.