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Transporte

Operação fiscaliza transportes freteiros na PA-160

Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon/PA) realiza, desde ontem (8), uma operação de fiscalização econômica de empresas da região que atuam no transporte intermunicipal de passageiros em regime de afretamento. Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias.

Segundo o Diretor de Controle Financeiro e Tarifário da Agência, José Croelhas, “esse é o desdobramento da operação realizada em novembro/2017, com finalidade mais educativa. Naquela ocasião, todos os operadores foram alertados para se regularizarem perante ao órgão regulador; agora, todos os que não se adequaram estão tendo seus veículos recolhidos ao pátio de retenção da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), no Terminal Rodoviário”.

Croelhas garante que a operação segue até sexta-feira (12) e passará a ser repetida a cada 15 dias.

Infraestrutura

Marabá: “Batalhão” de engenheiros analisa fissuras na ponte

Carlos Fugante, projetista da ponte, foi chamado às pressas de Curitiba, para Marabá, para analisar a situação da ponte.

Ulisses Pompeu – de Marabá

A reportagem publicada em primeira mão pelo blog do Zé Dudu sobre as rachaduras na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, em Marabá, gerou uma enxurrada de compartilhamentos e comentários nas redes sociais, além de ter mobilizado mais de duas dezenas de engenheiros civis, que alugaram embarcações para analisar as fissuras.

Só na tarde desta segunda-feira, 30, pelo menos seis engenheiros estiveram no local em momentos diferentes para verificar as dimensões e os tipos de fissuras na obra que tem 500 metros de extensão e 12 de largura.

Dois desses engenheiros acompanharam a Reportagem do blog. São eles Thiago Koch e Franco Vilhena. O primeiro tem 13 anos de experiência e trabalhou na Secretaria de Obras de Marabá e o segundo tem atuação em engenharia estrutural e desenvolve projetos nesta área há cinco anos.

Koch explica que a trinca está localizada próxima à junta de concretagem e avalia que um esforço adicional que não estava previsto foi realizado para que ela acontecesse. É na transversal (de um lado a outro da ponte) e merece uma avaliação técnica mais apurada, observando que o DNIT precisa dar uma resposta para que a população não fique tão preocupada. “Como vereador, enviei um ofício ao DNIT, com cópia da Reportagem do blog do Zé Dudu e do jornal CORREIO, solicitando informações sobre o que está acontecendo com esse recalque diferencial e as rachaduras na ponte”.

Na avaliação de Thiago Koch e Franco Vilhena, realizar os reparos que são necessários na ponte não dependem, necessariamente, de interromper o tráfego de veículos, mas quem deve dar uma resposta do ponto de vista técnico, com laudo, deve ser o DNIT.

Thiago descarta a possibilidade levantada por leitores do blog, dando conta que as carretas incendiadas no meio da ponte em meados do ano passado tenham causado danos à ponte pela alta temperatura. Ele observa que o incidente com o caminhão ocorreu a mais de 20 metros do ponto em questão.

Os dois engenheiros confirmaram que as trincas longitudinais nos dois blocos de concreto da interligação do pilar com a fundação da ponte mais velha precisam de reparo porque a obra existe há mais de 36 anos. “Há mais de dois pontos em que os blocos estão rachados completamente. Caso isso não aconteça, com a entrada de água, pela ação das enchentes, a ferragem pode ficar comprometida”, adverte.

O prefeito Tião Miranda também enviou ao local uma equipe de engenheiros para analisar a notícia da rachadura. Eles foram numa voadeira e participavam da comitiva o engenheiro estrutural Gabriel Conceição, professor universitário, e Honório Ayres, arquiteto. Eles demoraram cerca de meia hora embaixo da ponte, fizeram fotografias com uma lente de longo alcance e não quiseram tecer comentários sobre o que viram.

A reportagem do blog foi avisada que a empresa CMT Engenharia também tinha enviado uma equipe, que estava em terra, embaixo da ponte. Ao chegar ao local, encontramos ninguém menos que o engenheiro Carlos Fugante, projetista da ponte que foi chamado às pressas para vir de Curitiba, onde reside, para Marabá, a fim de analisar a situação.

Em meia hora de conversa com a Reportagem, Fugante reconheceu que houve deformação na estrutura da ponte, mas afirmou que esse processo é natural. Todavia, disse que recomendaria aos responsáveis pela obra para realizar uma nova topografia para saber o quanto ela deformou em sete anos. Dois anos depois, deverá ser feito o mesmo trabalho para comparação.

“É preciso que se faça a manutenção da obra. Os manuais de engenharia recomendam isso. Acompanhei a construção permanentemente, os escoramentos foram bem feito e, ao final da construção, contratou-se uma empresa especializada que realizou uma prova de carga dinâmica. O relatório garantiu a qualidade dos materiais e comparou o comportamento dela com o modelo de cálculo. Colocaram um caminhão com peso conhecido e instrumentaram a ponte toda. O caminhão andava e o equipamento registrava as deformações e vibrações. Esse relatório é conclusivo que a ponte estava funcionando de acordo com o cálculo. Depois de cinco anos, deveriam ter feito novos ensaios de controle para avaliar se estava envelhecendo”, informou.

Fugante disse que toda vez que houver um evento incomum – como o ocorrido ano passado, quando bandidos colocaram fogo em duas carretas em cima das pontes – é necessário que se faça uma nova avaliação de controle para analisar as avarias, o que não aconteceu. “Este é um patrimônio público e deve-se cumprir as recomendações normativas, tanto da ponte nova quanto da velha”.

Ele também questionou a ausência de balança controlando a carga para analisar se não há excesso de peso passando pela ponte. “Não vi aqui nenhuma deterioração grave, mas sim deformação, o que é bem diferente”.

Marabá

Chamon pede apoio para duplicação de rodovia

BR-222: obra prevê duplicação da rodovia desde a ponte rodoferroviária até o distrito industrial.

Uma obra há muito ambicionada e que pode ajudar bastante a resolver problemas do trânsito urbano em Marabá, ganha novo fôlego. Trata-se da duplicação da BR-222, desde a ponte rodoferroviária, até o trevo no Km 6 e deste mesmo ponto até o Distrito Industrial (DIM), já na BR-155. Sempre preocupado com o tema, o deputado estadual João Chamon esteve em Brasília, reunido com o ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, e levou pedido do prefeito Tião Miranda, para que o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) saia do papel.

O encontro de João Chamon com Helder foi no Gabinete do Ministério da Integração Nacional na terça-feira (25). O deputado, que já vinha apresentando demandas quanto a essa duplicação (Eixo BR-222), falou de conversa que teve com o prefeito Tião e que o mesmo vê como fundamental a execução desta obra para a qual há projeto e orçamento, assim como previsão de recursos dentro do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como deputado estadual, Chamon vê a duplicação como solução para várias demandas relacionadas a órgãos estaduais e do município. Um exemplo seria a pacificação do acesso ao Hospital Regional do Sudeste do Pará “Geraldo Veloso” e a outra o acesso ao futuro Centro de Convenções do Estado. “De outro lado, resolveremos dois gargalos históricos, que são os acessos ao Distrito Industrial de Marabá e ao Parque de Exposição Francisco Diamantino”, destaca o deputado, lembrando que a Exposição Agropecuária de Marabá é hoje um dos principais eventos do Pará, reunindo grande público.

João Chamon apresentou mapas ao ministro Helder, que davam dimensão do tamanho e magnitude da obra e do seu impacto. Os 10 km a serem duplicados na BR-222 estão orçados em R$ 53 milhões, até o trevo com a BR-155. Estima-se que o trecho de 4 km, até o DIM custe outros R$ 20 milhões. No mesmo sentido, o prefeito Tião Miranda disse ao CORREIO ontem que a concretização desse sonho mudaria bastante a realidade do principal eixo de entrada na cidade.

Helder Barbalho concordou que a obra é muito importante para Marabá. Ele acionou o diretor-geral do Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes, Valter Casimiro Silveira, que ficou de avaliar de imediato o que é necessário para que o projeto tenha seguimento.

Por Patrick Roberto, CT Online

Transporte

Governo retoma obras na BR-308 no Pará

Reformas estavam paradas há 40 anos. Ao todo, 115 quilômetros da estrada devem ser asfaltados

As obras de pavimentação do trecho da BR-308 que corta o estado do Pará serão retomadas depois de 40 anos de embargo. Cerca de 115 quilômetros de estrada serão asfaltados entre as cidades de Viseu e Bragança. A reforma ainda contempla a reparação de pontes.

Além disso, as obras na rodovia vão encurtar a distância entre as capitais Belém e São Luís em 106 quilômetros. Segundo o ministro Maurício Quintella, a pavimentação da BR-308 beneficiará ainda o escoamento da produção e estimulará o desenvolvimento socioeconômico do nordeste do Pará, favorecendo mais de 200 mil pessoas diretamente.

O investimento total para execução do projeto será de R$ 145 milhões. Para o início da operação, ainda neste ano, foram disponibilizados R$ 39 milhões. Para 2017, R$ 19 milhões já foram empenhados, e outros R$ 20 milhões aguardam a aprovação do Congresso Nacional.

De acordo com o ministro, as obras promovidas no estado do Pará fazem parte da estratégia para integração da malha rodoviária, fundamental para a alternância do escoamento da produção nacional em direção ao Arco Norte.

“Para que o País possa expandir economicamente, precisamos buscar o equilíbrio da distribuição de riqueza. Hoje, 80% são escoadas pela Região Sudeste. Por isso, precisamos passar a utilizar o corredor norte como saída prioritária da produção, nos aproximando mais do mercado internacional”, explicou.

Visita técnica

Acompanhado de técnicos, Quintella visitou as obras promovidas na Instalação Pública de Portos de Pequeno Porte (IP4) de Viseu, onde estão sendo investidos R$ 11 milhões “Em todo o estado, estão previstos os recursos de mais de R$ 65 milhões, para os portos hidroviários no Pará”, informou

Brasil

Pesquisa aponta defeitos na maioria das rodovias brasileiras

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26/10) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que 58,2% das rodovias brasileiras têm algum tipo de deficiência na pavimentação, sinalização ou geometria e foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Outras 41,8% foram classificadas como ótimas ou boas.

Em relação ao pavimento, 48,3% dos trechos avaliados foram classificados como regulares, ruins ou péssimos. Para a sinalização, esse percentual foi de 51,7% e na geometria, 77,9%. A pesquisa avaliou 103 mil quilômetros de estradas e abrangeu toda a malha de rodovias federais e as principais rodovias estaduais pavimentadas, incluindo trechos concedidos à iniciativa privada.

Os trechos de rodovias concedidas à iniciativa privada têm melhor avaliação, com 78,7% da malha classificada como ótima ou boa. Nas rodovias públicas, 32,9% foram avaliadas como ótimas ou boas. Como em 2015, as dez melhores rodovias apontadas pela pesquisa tem gestão privada.

De 2015 para 2016 o levantamento aponta que houve aumento de 26,6% no número de pontos considerados críticos nas rodovias, com problemas como buracos, queda de barreiras e erosões.

Além disso, a pavimentação atinge apenas 12,3% da extensão rodoviária nacional. A CNT estima um aumento médio de 24,9% no custo operacional do transporte no país em função das más condições das rodovias. A região Nordeste é a que tem as piores condições de pavimento.

“A manutenção deveria ser feita de forma mais efetiva e frequente, pois [a falta de manutenção] é um processo evolutivo de perda de qualidade e que vai gerando incrementos de elevação de custo e de queda de segurança”, disse o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.

Investimentos

“Lembrando que o Brasil está investindo hoje uma média de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões (em rodovias), estamos a anos-luz da situação ideal e equacionar esse problema é uma atribuição que o governo terá que fazer. Imaginamos que isso deve passar necessariamente por uma maior atratividade e facilitação da participação da iniciativa privada”, disse Batista.

A CNT calcula que, para melhor qualificar a malha rodoviária brasileira, seriam necessários investimentos de R$ 292,54 bilhões. Desse total, R$ 137,13 bilhões seriam destinados a duplicações; R$ 98,33 bilhões a construção de novos trechos e pavimentação; e R$ 57,08 bilhões para restauração e reconstrução de pavimentos.

Fonte: Agência Brasil