Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Reforma Agrária

Após reunião com Ouvidor Agrário Nacional, Fetraf começa a desbloquear os acessos às áreas da Vale em Curionópolis e Canaã dos Carajás

Fetraf se compromete a não realizar novas paralisações, aguardando a nova rodada de negociações, marcada para 16/8

Após reunião que terminou apenas no início da noite desta quarta-feira, 09, Fetraf e Ouvidoria Agrária Nacional chegaram a um acordo e os acessos às áreas da Mineradora Vale estão sendo desobstruídos. Para tanto, integrantes da Fetraf estão indo aos locais comunicar o acordo aos membros da federação. Da reunião surgiu a ata abaixo, mapeando as reivindicações, publicada com exclusividade pelo Blog. Por ela, membros da Fetraf se comprometem a não realizar novos bloqueios. Confira:

CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA
OUVIDORIA AGRÁRIA NACIONAL

POSICIONAMENTO DA OUVIDORIA SOBRE REIVINDICAÇÕES DO MOVIMENTO SOCIAL FETRAF-PARÁ, EM DECORRÊNCIA DO BLOQUEIO DE ALGUNS TRECHOS DE FERROVIAS NO ESTADO DO PARÁ/MARABÁ.

1 – As medidas aqui anunciadas estão sendo discutidas no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica INCRA e empresa VALE. Portanto, são reivindicações que vem sendo tratadas pela autarquia agrária, e se constituem em medidas que envolvem valores orçamentários e financeiros de impacto, daí demandam tempo maior para resolução. Esta afirmação é feita porque há um pacto de que a empresa não acionaria nenhuma medida de despejo de famílias dos acampamentos e, por outro lado, os acampados não promoveriam bloqueios, enquanto as instituições estivessem discutindo os termos do contrato de cooperação. No entanto, desde o dia de ontem, 08 de julho, alguns bloqueios foram feitos que permanecem até este momento.

2 – Em relação aos pontos discutidos no dia 08 de julho, vimos reafirmar:

3 – Quanto às fazendas São João e Lagoa, localizadas no município de Parauapebas, o Ouvidor Agrário Nacional – ouvindo o clamor social pela permanência das famílias nessas áreas – comunicará ao Prefeito Municipal, o interesse do INCRA em promover o assentamento de famílias nesses dois imóveis, e solicitará a elaboração conjunta de um projeto técnico para a implantação de assentamentos de reforma agrária, observando a legislação que rege a presente matéria. Esta reunião está prevista para o dia a 16 de agosto de 2017. Durante o tempo de realização dos respectivos trabalhos técnicos, o movimento social assume o compromisso de não empreender ampliação da ocupação já existente, nem instalar benfeitorias de caráter indenizatório.

4 – Quanto aos acampamentos existentes na Fazenda Ana Célia e Boa Viagem (Bom Jesus e Terra Nossa), será apresentada, no próximo dia 16 de agosto, uma área alternativa para o deslocamento das famílias, ressalvando que a meta total requerida pelo movimento social para contemplar esses dois acampamentos é de 3.000,00 hectares.

5 – Quanto às fazendas Boa Esperança, São Luiz III (posse) e São Luiz, o INCRA deverá fazer um levantamento das mesmas para aferir suas localizações e também se as mesmas se encontram ou não ocupadas por trabalhadores rurais, posseiros ou quaisquer outras pessoas. Após essa verificação, e não havendo ocupações nas mesmas, fica o INCRA de entabular contrato com a empresa para remoção das famílias acampadas no Nova Conquista II, que devem se mudar para essas terras, conforme reivindicação do movimento social desde o início das tratativas. O levantamento será promovido nos dias 10 e 11 de agosto.

6 – O movimento social providenciará, até o final do dia de hoje, 09 de agosto de 2017, a liberação das estradas de acesso aos projetos de mineração que estejam bloqueados, se comprometendo a não realizar novas paralisações, aguardando a nova rodada de negociações, a ocorrer em visita do Ouvidor Agrário Nacional na região, no dia 16 de agosto.

Nada mais havendo a ser tratado, encerrou-se a reunião, lavrando-se esta ata que vai assinada por todos os presentes.

Brasília,  09 de agosto de 2017.

Jorge Tadeu Jatobá Correia –  OAN

Viviane Pereira de Oliveira – Fetraf

Jofre Alves de Lima Filho – Fetraf

Lindomar de Jesus Cunha – Fetraf

Eustácio Magno de Souza Macedo – Assessor da Contraf

Patrícia Costa de Araújo – Contraf

 

Carajás

Vale convida sindicatos para nova rodada de negociações

sssssssssss

A mineradora Vale, cuja principal mina de minério de ferro em atividade fica situada em Parauapebas, convidou os sindicatos de trabalhadores que representam os empregados da Vale, da Cia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS), da Mineração Corumbaense reunida (MCR) e da Salobo Mineração para uma nova rodada de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016.

Um comunicado foi encaminhado nesta quinta-feira, 26, pelo setor de relações trabalhistas da empresa, informando que a mineradora propôs os dias 1 e 2 de dezembro (terça e quarta-feira) como as datas para as novas reuniões.

Na última terça-feira, 24, trabalhadores ligados ao Metabase Carajás (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração do Ferro e Metais Básicos do Ouro e Metais Preciosos e de Minerais não Metálicos de Marabá, Parauapebas, Curionópolis e Eldorado dos Carajás – Metabase Carajás) realizaram uma paralização na portaria da Mina de N5, em Carajás.

A ação foi um protesto contra a proposta da empresa na última reunião com a Unidade Sindical dos Trabalhadores da Vale, nos dias 17 e 18 de novembro. Na ocasião, a mineradora manteve o que apresentou aos quatro sindicatos que compõem a unidade sindical, aumentando o valor do abono para R$ 3.560, mas sem oferecer reajuste salarial para os empregados.

Vale

Vale venderá parte do ouro produzido como subproduto de sua mina de cobre Salobo

A Vale informa que assinou um acordo com a Silver Wheaton (Caymans) Ltd. (Silver Wheaton), uma subsidiária integral da Silver Wheaton Corp., empresa canadense com ações negociadas na Toronto Stock Exchange (TSX) e New York Exchange (NYSE), para vender adicionais 25% dos fluxos de ouro pagável produzidos como subproduto da mineração de cobre na mina de Salobo durante a vida útil da mina.

A transação

A transação envolve a compra de 25% do ouro pagável oriundo da mina de Salobo, no Brasil, até o fim da vida útil da mina. A Vale e a Silver Wheaton assinaram um aditivo ao acordo original de compra de ouro, datado de fevereiro de 2013, para abranger a compra do referido fluxo adicional de 25% de ouro pagável.

A Vale receberá um pagamento inicial em dinheiro no valor de US$ 900 milhões, e pagamentos futuros em dinheiro por cada onça (oz) de ouro entregue à Silver Wheaton baseado no menor valor entre US$ 400 por onça  e o preço de mercado. Esse valor será atualizado anualmente a 1% a partir de 2017.

A Vale poderá também receber um pagamento adicional em dinheiro, dependendo de sua decisão de expandir a capacidade de processamento do minério de cobre de Salobo para mais de 28 Mtpa antes de 2036. Salobo I e Salobo II, que estão em processo de ramp-up, terão capacidade de processamento total de 24 Mtpa de run-of-mine (ROM). Esse montante adicional poderá variar entre US$ 88 milhões e US$ 720 milhões dependendo do tempo e tamanho da expansão. 

Não há comprometimento firme da Vale em relação às quantidades de ouro entregues. A Silver Wheaton tem direito a um percentual do ouro produzido como subproduto de Salobo, e não a volumes específicos, assumindo, em parte, o risco operacional do negócio. Com respeito ao risco associado à volatilidade de preços, a Vale está sujeita ao risco da variação do preço do ouro nas entregas à Silver Wheaton somente quando o preço do metal estiver abaixo de US$ 400/oz.

A transação libera valor contido em nossas operações de metais básicos e está consistente com a estratégia da Vale de criação de valor ao acionista.

Brasil

Inscrições abertas para vagas técnicas em Carajás e Salobo

vale

A Vale ainda está com vagas técnicas disponíveis do Programa Formação Profissional (PFP) para atuação nas minas de Carajás e Salobo. Para saber mais sobre as vagas e se inscrever, os interessados devem acessar o site www.vale.com/oportunidades até o dia 10 de novembro.

O objetivo do recrutamento é formar mão de obra nas localidades em que a Vale está presente, buscando promover a qualificação de profissionais na região. Podem participar da seleção candidatos com mais de 18 anos e que possuam ensino técnico completo nas áreas de Mineração, Mecânica, Elétrica e Eletromecânica.

O programa é dividido em duas etapas. Na formação teórica, com duração de três a cinco meses, os jovens estudam em tempo integral em instituição de ensino parceira da Vale, participando de um curso de qualificação técnica. Já na formação prática, durante seis a 12 meses, os aprovados dão continuidade ao seu desenvolvimento por meio de experiência profissional em uma das áreas da empresa.

Na fase de formação teórica, os participantes receberão bolsa-auxílio de R$ 900. Já na fase prática do treinamento, a bolsa é de R$ 1.564 mais os benefícios oferecidos pela Vale a seus empregados.

Processo seletivo

Após a inscrição, os candidatos passarão por outras etapas eliminatórias: provas de Português e Matemática, entrevista com consultoria, avaliação psicológica, dinâmica de grupo, entrevista técnica com gestor e exames médicos, além das avaliações de desempenho nas fases teórica e prática.

Mineração

Voyager adquire projeto de cobre Salobo Sul, em Carajás, e propõe mudança de nome

A Voyager Resources divulgou hoje (27) a aquisição do projeto de cobre Salobo Sul, uma área de 3.066 hectares próxima às minas da Vale Salobo 1 e Salobo 2, em Carajás (PA). A mineradora afirmou também que vai propor aos acionistas uma mudança de nome, passando a se chamar Carajás Copper Company.

2Salobo

As informações foram divulgadas menos de uma semana após a Voyager anunciar que está desistindo de seus projetos de cobre e ouro na Mongólia para priorizar seus ativos no Brasil.

De acordo com a mineradora, Salobo está entre os maiores projetos de cobre em desenvolvimento do mundo. Em novembro de 2012, a Vale divulgou que o projeto tinha uma capacidade nominal de 100 mil toneladas de concentrado de cobre por ano, com potencial para aumentar essa capacidade para 200 mil toneladas anuais.

Salobo engloba cerca de 1,1 bilhão de toneladas de reservas provadas e prováveis, com teor médio de 0,69% de cobre e 0,43 g/t de ouro.

Programas de exploração em Salobo Sul, realizados anteriormente pela Xstrata, incluindo um levantamento aeromagnético, apontaram fortes recursos magnéticos na parte norte do projeto. Segundo a Voyager, estas anomalias são de natureza similar às anomalias magnéticas das minas da Vale.

De acordo com a Voyager, as características magnéticas das partes Norte e Sul de Salobo, em conjunto com alguns ajustes estruturais, indicam que o projeto Salobo Sul é um dos alvos, ainda não explorados e sondados, com maior potencial em toda a província de Carajás.

A mineradora afirmou que planeja iniciar um programa de exploração, para confirmar o potencial do projeto, ainda neste trimestre.

A aquisição pela Voyager prevê o pagamento de R$ 350 mil, referentes a assinatura e transferência de título, e a emissão de até 600 milhões de ações da Voyager, em três parcelas iguais de 200 milhões de ações ao longo dos próximos 10 meses. A emissão está sujeita à aprovação dos acionistas.

A Voyager possui, além do projeto de cobre Salobo Sul, participação em outros 22 projetos dentro da província de Carajás, cobrindo uma área de mais de 1.172 quilômetros quadrados. De acordo com a mineradora, isso faz da empresa uma das maiores proprietárias da região, junto com a Vale, Codelco e Avanco Resources.

Segundo a Voyager, uma revisão dos ativos da empresa, a fim de selecionar novos alvos para sondagem e testes geoquímicos, terá início ainda neste trimestre. A companhia informou que considera uma série de opções de financiamento para avançar seu plano de negócios e pretende divulgar um novo comunicado ao mercado nas próximas semanas.

O principal ativo da empresa no Brasil está ligado ao processo 850.578/2005, que trata de áreas em Canaã dos Carajás e Curionópolis, no Pará. Na semana passada, a empresa protocolizou novos documentos para avançar na autorização de pesquisa.

Marabá

Expoama Vale apresenta em estande principais projetos em Marabá

                             

Visitantes da Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama) poderão conhecer este ano no estande da Vale, uma das patrocinadoras do evento, um pouco mais sobre a prática da mineração sustentável, a importância dos minérios no dia a dia das pessoas e os principais projetos da empresa no município. Por meio da tecnologia de equipamentos multimídia, os visitantes poderão acessar ainda informações sobre a unidade do Salobo e os investimentos na logística de transporte da ferrovia Carajás. A abertura oficial do evento será neste sábado (12/07), às 20h.

Dados sobre a ecoeficiência empregada pela Vale em seus empreendimentos e as medidas para a conservação da biodiversidade poderão ser conhecidos em totens interativos. Assim como, informações sobre os projetos de Expansão da Estrada de Ferro Carajás e o S11D, a ferrovia Carajás e o trem de passageiros também poderão ser acessados.

Sobre o Salobo, o visitante poderá conferir informações sobre sua atuação sustentável e principais investimentos ambientais.  O Salobo é o maior projeto de cobre da Vale e sua mina está localizada em Marabá, a 260 km da sede do município. O empreendimento opera dentro da unidade de conservação Floresta Nacional Itapirapé-Aquiri, patrimônio natural, que a Vale ajuda a proteger.

Sobre a Expoama

Há seis anos, a  Expoama conta com a parceria da Vale para a sua realização. O evento está entre as maiores vitrines do agronegócio do  Pará.  A expectativa da coordenação da exposição  é receber cerca de 400 mil  visitantes nos 9 dias de feira, que acontece de 12 a 20 de julho, no Parque de Exposições de Marabá.

Os estandes irão funcionar das 19h às 22h, de segunda a quinta e das 19h às 00h00, na sexta, sábado e domingo. Realizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, o evento conta com o patrocínio e apoio de diversas empresas e instituições.