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Carnaval

Prefeitura de Curionópolis divulga atrações do Carnaval 2018 no município.

Durante a folia, os munícipes poderão fazer exames de saúde para receber o certificado de "Folião Consciente"

A prefeitura de Curionópolis divulgou há pouco a programação para o Carnaval 2018. Pela primeira vez o Carnaval curionopolense terá a animação diária de uma atração regional e outra local. Para o prefeito Adonei Aguiar (DEM) é preciso que os artistas da terra sejam prestigiados em um evento tão importante para os cidadãos de Curionópolis.

Outro ponto importante relatado por Adonei diz respeito à saúde dos foliões. A prefeitura, através da Secretaria de Saúde local montará um Centro de Atendimento ao Folião, disponibilizando  aos munícipes, gratuitamente, exames de Glicemia e medição de pressão arterial. Além disso, o folião receberá informações sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas, trânsito, sobre o sexo seguro. A prefeitura ainda distribuirá camisinhas e uma abadá. Os foliões que fizerem os exames e participarem das orientações sobre sexo seguro, trânsito e consumo de bebidas receberão um Certificado de “Folião Consciente”.

Confira a programação:

Sábado
22h – Abertura com Lerys e Banda Beat – Belém-PA
00h – Atração local – Wanderson Freitas
1h30 – Atração regional – Fernando BG.

Domingo
22h-Abertura-Atração regional – Myzlene Galvão
00h-Atracão Local – Mazinho e Banda
1h30-Encerramento-Banda Farra de Patroa

Segunda
22h-abertura Atracão Regional – Cléo Andrade.
00-Atração Local – Alemão e banda
1h-encerramento – Banda TDN (Tadim de nós) Swingueira.

Terça
22h-Abertura – Banda Balaganadaya
00h30 – Encerramento-Léo Bruno.

Sáude

Vírus que pode curar pacientes com Aids foi descoberto em Marabá e leva o nome da cidade

Testes de laboratório com o MG1 – ou Marabá – mostram que ele alveja e destrói as células infectadas pelo HIV

A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que, desde 1981, quando a epidemia de Aids começou, até o final de 2016, 36 milhões de pessoas já morreram pelo HIV, um número que equivale à população do Canadá. Em 2016, cerca de 1,8 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus da Aids. Este número representa em média uma nova contaminação pelo HIV a cada 17 segundos, ou a cerca de 5 mil novas infecções por dia. Mas, a cura para tão temido mal, pode ter sido descoberta em Marabá, em 1983 e, agora está muito perto de se concretizar.

Notícia veiculada esta semana, pelo Journal of Infectious Diseas, editado pela Academia de Oxford, na Inglaterra, dá conta de que o vírus Marabá, ou MG1, consegue alvejar e destruir as células infectadas pelo HIV que as terapias antirretrovirais não conseguem alcançar. Se essa técnica, testada até agora apenas em laboratório, funcionar nos seres humanos, este pode ser um caminho para uma cura definitiva para a infecção pelo HIV e a AIDS.

Embora os medicamentos antirretrovirais mantenham o nível de vírus HIV no sangue em níveis baixos, atualmente não há como eliminar totalmente as células infectadas pelo HIV dormente. Se uma pessoa que vive com HIV parar de tomar os medicamentos antirretrovirais, esses vírus ocultos rapidamente se recuperam e a carga viral do paciente volta a subir. Essas células latentemente infectadas pelo HIV são difíceis de atingir porque elas não se distinguem das células normais.

“A nova abordagem usa o vírus MG1 para identificá-las – seu nome é uma homenagem à cidade de Marabá, no Pará, onde ele foi isolado pela primeira vez em 1983”, diz o jornal, sem revelar, no entanto, quem foi seu descobridor.

Esse vírus tipicamente ataca células cancerosas – é um vírus oncolítico – que apresentam defeitos na via do Interferon, o que as torna mais vulneráveis aos vírus. Ocorre que as células infectadas pelo HIV dormente também apresentam defeitos nessa via.

Ataque seletivo

Usando uma série de modelos de laboratório de células latentes infectadas pelo HIV, os pesquisadores descobriram que o vírus Marabá alveja e elimina as células infectadas, deixando as células saudáveis ilesas. Mas a terapia ainda não está pronta para ser testada em humanos.

“Nós sabemos que o vírus Marabá está alvejando e matando as células latentes infectadas pelo HIV, mas não sabemos exatamente como ele está fazendo isso. Acreditamos que o vírus é capaz de atingir essas células por causa de uma via de Interferon danificada, mas precisamos fazer mais pesquisas para saber com certeza,” afirma o doutor Jonathan Angel, da Universidade de Ottawa (Canadá).

Marabá

Vigilância Sanitária flagrou irregularidades em diversos segmentos comercias e de serviços em 2017

Este ano o foco será ampliado e vai atingir até oficinas de refrigeração e lojas de confecções

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com ações, em 2017, voltadas para a fiscalização de clínicas médicas, consultórios odontológicos, hotéis, motéis, panificadoras e restaurantes, a Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) de Marabá fechou o ano com 51 processos administrativos. Porém, segundo o advogado Daniel Soares da Silva, coordenador do órgão, todos os estabelecimentos notificados já se adequaram ou estão se adequando às normas sanitárias vigentes, caso contrário seriam multados ou até mesmo interditados.

Ouvido pelo Blog, Daniel garante que o trabalho da Divisa não é perseguir empresas, mas zelar pela saúde da população que adquire alimentos ou se utiliza dos serviços oferecidos pelos mais diversos estabelecimentos comerciais da cidade; e garantir a tranquilidade do próprio empresário, que, oferecendo mercadoria ou serviço de boa qualidade, tem clientela garantida.

Daniel relata que durante as fiscalizações em clínicas médicas e consultórios odontológicos, foram encontrados equipamentos sem a devida manutenção, muitos dos quais enferrujados e outros até mesmo obsoletos ou com o prazo de vida útil vencido, que colocavam em risco a saúde dos pacientes.

Em panificadoras, sobretudo as da periferia, funcionários foram flagrados manipulando a matéria prima sem luvas nem máscaras e até sem treinamento sobre como preparar o alimento a ser comercializado; o mesmo se registrando na cozinha de vários restaurantes.

Em boa parte dos hotéis e motéis fiscalizados, ainda de acordo com Daniel, a estrutura física não oferecia conforto aos hóspedes e a cozinha não eram um exemplo de limpeza nem de higiene, como deveriam ser. “Em dois motéis visitados, havia muita sujeira, mau cheiro, instalações precárias, uma coisa totalmente inadequada. Nós demos dois meses de prazo para que eles se enquadrassem nas normas de saúde pública e eles estão em fase final de adaptação”, conta ele, acrescentando: “A maior infração, entretanto, presente em todos os segmentos fiscalizados, era a falta de Licenciamento Sanitário”.

2018

O coordenador da Divisa adiantou ao Blog que neste ano de 2018 a fiscalização focará nas clínicas de estética – muitas das quais denunciadas por provocarem queimaduras durante o bronzeamento artificial –, salões de beleza, academias de ginástica, farmácias, hospitais públicos, Unidades Básicas de Saúde, supermercados, açougues, pizzarias, lojas de confecções e oficinas de refrigeração.

“Digo aos nossos fiscais que eles são os olhos da população, que nunca vê o que se passa nas cozinhas dos restaurantes, dos hotéis e nos bastidores de outros estabelecimentos”, afirma Daniel Soares da Silva, informando que a Divisa recolheu R$ 500 mil em 2017, resultado de Licenciamentos Sanitários expedidos para empresas que cumpriram todas as normas de higiene.

Entrevista

“Fico, e deixarei um legado positivo na Saúde de Parauapebas”, afirma Coutinho

O Secretário de Saúde concedeu entrevista ao Blog, quando afirmou seu desejo de continuar à frente da Semsa

O Blog contactou o Secretário de Saúde do munícipio de Parauapebas, José das Dores Couto (Coutinho) para esclarecer comentários oriundos de grupos da rede social Whatsapp que dão conta de sua volta a Câmara Municipal de Parauapebas tão logo os trabalhos legislativos recomecem, deixando assim o cargo de gestor da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao Blog para esclarecer os fatos. Confira:

Zé Dudu – Coutinho, procede a informação veículada?

Coutinho – Não há nenhuma verdade nisso, não sei de onde o povo tira tanta especulação.

Zé Dudu – Não seria em virtude do atraso nos salários dos servidores da Saúde?

Coutinho – Os salários não estão atrasados. A Prefeitura tem até o quinto dia útil para quitar o salário do mês. Infelizmente, no final de ano não foi possível quitar antecipadamente os salários da Saúde. Talvez pelo motivo de eu ter externado publicamente em algum momento a minha insatisfação da Saúde ter ficado sem receber, esse boato tenha se originado.

Zé Dudu – Isso provocou uma crise entre você e o prefeito?

Coutinho – Não, pelo contrário. Darci foi e está sendo solidário a mim e aos funcionários da Saúde nessa situação. Mas, exerço um cargo de confiança desde setembro, e quem nomeia e exonera é o prefeito. Em momento algum ele me pediu o cargo ou eu pedi para sair e voltar à Câmara Municipal.

Zé Dudu – Em um outro momento houve a especulação de que você sairia da Saúde e iria para uma outra secretaria para ajudar a compor o governo? 

Coutinho – Realmente surgiram esses boatos de que eu teria sido convidado para ir a uma outra secretaria, por mais que essa conversa exista, ou existisse, eu não deixaria nesse momento a Saúde, em hipótese nenhuma. Seria demonstração de fraqueza da minha parte. Apesar de eu ter chegado lá em setembro, sem nenhum orçamento, sem nada, venho dando murro em ponta de faca, fazendo das tripas o coração. Mas as coisas vêm funcionando. Espero que no novo ano, com novo orçamento, e com alguns processos avançados pra dar uma solução administrativa mais rápida, mais eficaz e de funcionalidade, as coisas vão melhorar.

Estou construindo tudo isso, esperando para que a gente possa deixar um legado, pelo menos, quando sair. Se eu sair agora, seria demonstração de fraqueza, demonstração de irresponsabilidade, de covardia, que eu não faria em momento nenhum. Até porque eu não sou sozinho na história; quando eu fui para lá, convidei algumas pessoas para irem comigo, e, eu saindo, estaria abandonando o barco com eles dentro. Eu não faria isso. Então, não tem nenhuma verdade nessa história.

Zé Dudu – Já existe uma data prevista para o pagamento?

Coutinho – Na quinta-feira (5) sentei com o sindicato para resolver e amenizar as crises enquanto contruíamos o pagamento das férias do pessoal, o que aconteceu na quinta mesmo. Estamos construindo uma situação para que o pagamento dos salários de dezembro seja efetuado na segunda-feira (8).

Zé Dudu – Você como político experiente que é sabe do desgaste que o não pagamento da Saúde junto com os outros funcionários da administração lhe trouxe. Acredita que esse fato pode atrapalhar a sua convivência com os funcionários no futuro?

Coutinho – Tenho procurado fazer uma administração transparente e sempre em harmonia com os funcionários e não acredito que este fato venha a interferir na relação futura. Infelizmente aconteceu da Saúde ficar sem receber e não há como mudar isso. Mas, os funcionários podem ter a certeza de que não houve falta de empenho da equipe.

Saúde

Médico adverte quanto aos efeitos do excesso de comida e de álcool nas festas de final de ano

Nagilson Amoury é plantonista de dois dos três hospitais públicos de Marabá e alerta também quanto a acidentes e violência doméstica

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Contagem regressiva para o final do ano – faltam três dias – e as pessoas se preparando para as comemorações, que incluem muita comida e muitos litros de bebida alcoólica, na maioria das vezes, ambas ingeridas em excesso. Sobre o assunto, o Blog ouviu o médico Nagilson Rodrigues Amoury, gastroenterologista, cirurgião-geral e plantonista do Hospital Municipal e do Hospital Regional.

Ele afirma que, “olhando pelo lado da estatística”, 57% das doenças que acometem o ser humano são relacionadas ao meio ambiente, e este, relacionado ao sedentarismo e à alimentação. “Sobretudo em relação ao número de calorias que o organismo ingere, mas que não é gasto e vai acumulando no corpo”, observa.

O médico diz que um grama de proteína equivale a quatro calorias; uma grama de açúcar, quatro calorias; um grama de gordura, nove calorias; e um mililitro de álcool equivale a uma vez e meia a quantidade de açúcar normal, seis calorias. “Ou seja, um copo de cerveja de 200 mililitros equivale a 1.200 calorias e a pessoa toma vários, muitos”.

“Para a população jovem, isso não tem problema algum, até certo ponto pode comer e beber, abusar um pouco. Porém, aquelas pessoas obesas, de mais idade, que são sedentárias e bebem demais e se alimentam de forma errada, têm de evitar o excesso”, aconselha o médico.

Nagilson afirma que no dia logo após as festividades de passagem do ano, chegam aos hospitais muitos casos de gastroenterite, uma infecção causada pelo alimento mal preparado, e de cólica biliar.

“A pessoa come muita gordura e, às vezes, não sabe que tem pedra na vesícula. O excesso de gordura estimula a vesícula a trabalhar e entope a via biliar. Aí, essas pessoas têm de ser operadas de emergência. Já os pacientes diabéticos descompensam e entram em coma. No final de ano é onde existe mais atendimentos a obesos, diabéticos e hipertensos”, conta o médico.

Acidentes e violência

Amoury também adverte quanto ao excesso de álcool na direção de carros e motocicletas, sobretudo nesta época de festas. Segundo ele, atualmente, 50% dos leitos de UTI do Hospital Regional são ocupados por pessoas acidentadas de motos. “Mais de 75% das enfermarias também estão ocupadas por vítimas desse tipo de acidente”, complementa ele, aconselhando as pessoas a não tentarem dirigir alcoolizadas. “A pessoa perde os reflexos, fica mais agitada”, diz, acrescentando: “Todos os leitos da Ortopedia do Hospital Municipal também estão ocupados por vítimas de queda de moto”.

O médico lembra também dos casos de violência, como agressões a arma branca, bala ou pauladas, que aumentam também devido aos excessos causados pelo álcool. “É importante notar que 80% desses casos ocorrem dentro das casas e não nas ruas. É a violência doméstica acirrada pelos desentendimentos em meio à bebedeira”, encerra.

Marabá

Em audiência pública, MP ouve queixas e anseios dos idosos de Marabá

O município foi considerado o pior lugar para se envelhecer no Brasil, entre 150 cidades com mais de 100 mil habitantes no país

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em razão da crescente população de idosos no município, das violações dos seus direitos e necessidade da execução de políticas públicas efetivas, o Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos dos Idosos de Marabá, tendo à frente a promotora Lílian Viana Freire, promoveu, na tarde desta quinta-feira (9), a Audiência Pública “Dignidade não tem idade – Direitos dos Idosos: dever do Poder Público, Sociedade, Comunidade e Família”.

O objetivo da audiência foi ouvir a sociedade em geral, sobretudo as pessoas idosas e as que integram a rede de proteção destas, a fim de subsidiar a atuação do MP na garantia dos direitos e contribuir para combater a crescente violência contra esse público no âmbito familiar.

Ao abrir o evento, Lílian Freire destacou que, conforme dados do IBGE, de 2010, os idosos representam 35% da população de Marabá, enquanto, no Brasil eles são 30% da população.  “Então, a nossa população de idosos é maior que a do resto do País”, salientou ela, informando ainda que, segundo os mesmos números, de 30 anos para cá, o idoso marabaense passou a viver dez anos a mais.

“Some-se a isso, além dessa crescente população e aumento da expectativa de vida ao nascer, a dificuldades de acesso que os idosos do município têm em relação às políticas públicas”, acentua Lílian, citando um estudo da longevidade para o desenvolvimento urbano, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o qual demonstra que, entre as 150 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Marabá figurou como o pior município para se envelhecer no Brasil.

A promotora lembrou que esse diagnóstico foi questionado em relação aos índices divulgados e argumentou que não se pode negar que o estudo foi feito em todas as demais cidades, abordando questões como homicídios, violência no trânsito, habitação, educação, direito à moradia, à saúde, à cultura, à distribuição de renda e “infelizmente, Marabá figurou no final da lista”.

“Esses dados se refletem no nosso atendimento diário, se refletem na nossa demanda, no nosso trabalho, que é crescente. Essa Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência, Órfãos, Interditos e Direitos Humanos, que foi criada há somente dois anos, possui a maior demanda de atendimento ao público, em especial na área da saúde”, afirma a promotora.

Lílian Viana Freire vai além e alerta que, além dessa violação de direitos, o idoso ainda sofre com a violência, a negligência que ocorre no âmbito da família. “Esse é um dado alarmante”, avalia, justificando em seguida que foram por todos esses motivos que o Ministério Público decidiu promover a audiência; para que as pessoas idosas, a rede de proteção e também a sociedade em geral fosse formalmente ouvida.

“O que nós queremos, a partir dessa audiência, é ouvir as demandas, os anseios e as necessidades das pessoas idosas de Marabá, para então a Promotoria de Justiça fazer uma atuação direcionada para saber de que forma enfrentar os problemas”, detalhou ela.

Promotor diz que em 77% dos casos, a violência contra o idoso é cometida pelos filhos

Após a abertura, o promotor de Justiça Waldir Macieira da Costa Filho, titular da Promotoria de Defesa do Idoso e Pessoas com Deficiência da capital e Membro Colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, proferiu uma breve palestra. Ele destacou que, atualmente, o envelhecimento, de condição humana, passou a ser um problema para a sociedade desenvolvimentista, seja em países ditos desenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento.

Waldir Macieira citou, inclusive, Simone de Beuavoir, filósofa e existencialista francesa, que em seu livro “A Velhice”, ao descrever como o idoso é tratado do ponto de vista da economia baseada no lucro, afirma que “o material humano só interessa enquanto produz. Depois, é jogado fora”.

Ele destacou que, a cada segundo, duas pessoas completam 60 anos no mundo; uma de cada nove pessoas tem 60 anos ou mais, e a projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que, até 2050, os idosos serão um de cada cinco habitantes, se tornando mais de 15% da população do Brasil em 2035. Também alertou para o fato de que a maioria das nações não estão tomando medidas preventivas para se preparar para essa situação que já é presente, “mas que daqui a pouco será muito mais impactante”.

Waldir Macieira salientou que um dos pontos fundamentais para o segmento dos idosos é o acesso a serviço de saúde de qualidade, tanto preventivo quanto curativo de longo prazo, para manter a independência e ter uma velhice com mais qualidade de saúde, adiando doenças e deficiências.

O promotor fez ainda uma abordagem geral sobre as medidas protetivas destinadas ao idoso fragilizado e alertou para o fato de que nem sempre essas medidas significam abrir um processo criminal contra a família, mas passar orientações aos familiares. Porém, ainda de acordo com ele, há muitas situações de ameaça grave praticada pelos próprios filhos, o que, segundo estudos da Fiocruz, representa 77% dos casos de violência doméstica contra os idosos.

Para que esses casos sejam denunciados, ele informou os números 180 e Disque 100, que recebem diariamente relatos de violência contra idosos e garantiu que todos são investigados. Porém,  segundo o promotor, não é só a violência física que atinge o idoso, ele também é vítima da “violência institucional de políticas públicas não efetivadas”.

Idosos

Aberta a palavra aos idosos inscritos, a grande maioria das queixas e denúncias deu conta de abandono familiar, falta de respeito por parte dos operadores do transporte público, poluição sonora nos locais em que vivem, dispensa do trabalho sem direito a nada, falta de atenção nos serviços de saúde pública, de acessibilidade, de habitação digna e vários tipos de violência familiar.

Presentes na audiência estavam secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes sindicais, representantes da rede de proteção, representantes comunitários e dirigentes de associações comunitárias.

Saúde

Profissionais da educação de Parauapebas participam de curso de reanimação de parada cardiorrespiratória

O curso foi ministrado por profissionais do SAMU de Parauapebas, nesta quarta-feira, 27, como pauta da Semana do Coração, que vai até o dia 29.

Os primeiros procedimentos feitos na pessoa que tem uma parada cardiorrespiratória são determinantes, e podem salvá-la. Por isso, os profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  –  de Parauapebas participaram nesta quarta-feira, 27, da Semana do Coração, realizada no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Eles orientaram os professores de educação física, coordenadores e diretores de escolas da rede municipal de ensino como fazer uma reanimação cardíaca e que medidas devem ser tomadas na hora de atender uma vítima de infarto.

A parada cardiorrespiratória é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. A morte súbita cardíaca afeta uma a cada 100 mil pessoas no Brasil e as doenças cardiovasculares levaram a morte de 350 mil pessoas, em 2016. Os principais sintomas de uma parada cardiorrespiratória são dor no peito, falta de ar e desmaio.

O Ministério da Saúde orienta que a prevenção das doenças cardiovasculares está ligada a hábitos saudáveis como a alimentação rica em frutas e verduras, diminuição do consumo de sal, prática de exercícios físicos regulares, evitar  o cigarro e a bebida alcoólica e controlar o peso.

Para a enfermeira e coordenadora da rede de atenção da pessoa com doenças crônicas, Silvana Manito, a doença do coração muitas vezes é assintomática. “O ideal é que a pessoa procure uma unidade de saúde e verifique regularmente a pressão arterial ou que vá pelo menos, uma vez ao ano, ao médico para fazer um exame geral. No caso do infarto, são poucas as pessoas que conseguem identificar, mas uma vez identificado, chame imediatamente o SAMU pelo 192”, enfatiza Silvana.

A coordenadora também explica que hoje não há necessidade do paciente ir para fora da cidade. “Temos cardiologista e nossa equipe de saúde está organizada para dar suporte aqui mesmo no município. Temos UTI, SAMU, UPA e a Policlínica com atendimento especializado”.

O enfermeiro e assistencialista do esporte avançado do SAMU, Manoel Wilson, explicou que o tempo de atendimento do paciente pode fazer toda diferença na hora de salvá-lo. “ A central de regulamentação tem o médico regulador que faz as orientações do que deve ser feito no local e já vai liberando de imediato da ambulância. Por mais que a pessoa seja leiga, a gente explica o passo a passo, até o momento em que a equipe chegue ao local. Por isso a importância de ligar imediatamente para o SAMU, assim que identificar uma parada cardiorrespiratória”, destaca Manoel.

O SAMU de Parauapebas conta com dois suportes, sendo um básico com técnico de enfermagem e um avançado, com o médico, uma enfermeira e um condutor. Durante a palestra, foi feita a demonstração do Desfibrilador Externo Automático (DEA) que é um equipamento de patente internacional, que foi criado para ser utilizado por leigos. É autoexplicativo e informa as etapas da
reanimação de uma pessoa que está tendo o infarto. A semana do Coração encerra no dia 29 de setembro.

Marabá

Secretário de Saúde contrata câmeras de monitoramento pela manhã e assaltante ataca à noite no HMI

Marcone Leite disse que o incidente o deixou muito preocupado e afirmou que está providenciando mais segurança às unidades de saúde

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ontem, quarta-feira (2), pela manhã, o secretário de Saúde de Marabá, Marcone Leite, assinou contrato para a instalação de câmeras de monitoramento em unidades de saúde e nos dois hospitais públicos do município. Coincidentemente, à noite, um indivíduo armado invadiu o Hospital Materno Infantil, na Velha Marabá, fez um refém, cometeu assalto e deixou servidores, parturientes e acompanhantes em pânico.

Marcone lamentou o incidente e adiantou que também entraria em contato com a Secretaria Municipal de Segurança
Institucional para reforçar a presença da Guarda Municipal nos hospitais. “Foi um incidente; não é algo corriqueiro, mas nos deixa muito preocupados”, disse ele.

Segundo as testemunhas era por volta de 20 horas, quando um homem, que se fazia passar por acompanhante de uma grávida, se dirigiu à Recepção e apontou uma arma para a cabeça de um das atendentes.

Daí em diante, ele invadiu a Sala de Acolhimento e implantou o terror. Sempre ameaçando atirar, fez um “arrastão”: levou 30 celulares, bolsas e outros objetos de valor e fugiu levando como refém o acompanhante de uma grávida.

Já na rua, tentou fugir no carro do refém, mas acabou atropelando uma criança, abandonou o veículo e correu para
destino ignorado. Equipes da Polícia Militar e Guarda Municipal vasculharam o Núcleo Pioneiro, mas não localizaram o assaltante, descrito pelas vítimas como magro, moreno, usando camisa escura e boné branco.

Marcone lamentou a coincidência do ocorrido no mesmo dia em que assinara contrato para a colocação de câmeras de monitoramento nas unidades de saúde e hospitais públicos municipais, uma vez que seu propósito seria de inibir essas ações. “Não houve violência física, mas, certamente, houve dano emocional”, lamenta o secretário de Saúde.