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Saúde

Campanha de vacinação contra a Gripe é prorrogada em todo o país

Com seu término originalmente previsto para o último dia 26, prazo foi estendido para 9 de junho

“Eu ainda não tomei a vacina contra a Gripe por que não estava nem aguentando levantar da cama por conta de tantas dores da Chikungunya. Agora estou bem melhor, hoje mesmo vou no postinho me vacinar. Todo ano tomo essa vacina e nunca mais peguei uma Gripe forte”, relatou a dona de casa Rosa Maria Macário, que tem 65 anos, e faz parte do grupo prioritário da Campanha de Vacinação contra a doença. O imunobiológico é disponibilizado pelo Ministério da Saúde em todo o país.

Assim como dona Rosa Maria, muitas pessoas que são beneficiadas por esta imunização ainda não compareceram às unidades básicas de saúde para participar da campanha de vacinação, que foi prorrogada até o dia 9 de junho. Em Parauapebas, até o dia 24 de maio, 16.541 pessoas foram vacinadas, um número bem menor do que a meta de 38.096 pessoas, apesar das ações já desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) com o objetivo de atrair a comunidade para a campanha. Muitos municípios têm enfrentado a mesma dificuldade para alcançar a meta.

De acordo com os dados da Semsa, foram vacinados os seguintes quantitativos dos grupos prioritários: crianças de 6 meses e menores de 5 anos – 6.462; colaboradores de Saúde – 1.863; gestantes – 1.283; puérperas (até 45 dias após o parto) – 253; indígenas – 900; idosos – 4.421; população privada de liberdade – 145; funcionários do sistema prisional – 14; professores de ensino básico e superior – 1.250.

Os grupos que menos se vacinaram em Parauapebas, até então, são de crianças e gestantes; a meta para esses grupos são 18.383 e 4.017 pessoas, respectivamente. De acordo com a enfermeira Cleice Reis, coordenadora da Rede de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança, da Semsa, algumas atividades da programação da Semana do Bebê, realizada em todas as unidades de saúde ao longo da semana passada, reforçaram a importância da vacina e resultou em um aumento da procura. Além disso, já foi realizada a programação do dia D pela secretaria de saúde, para também reforçar a importância da imunização.

Dados da Campanha no Brasil

De acordo com a Agência Brasil, até o dia 26 de maio, data em que encerraria a Campanha, haviam sido imunizados 63,6% de um total de 54,2 milhões de pessoas. A meta é alcançar 90% desse público. O balanço do Ministério da Saúde indica que, entre os grupos que integram o público-alvo, os idosos registram a maior cobertura vacinal (72,4%); em seguida estão puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%).

Também foram aplicadas 7,1 milhões de doses em pessoas com doenças específicas, privadas de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%) e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grosso do Sul (57,1%).

Público-alvo

A vacina contra a gripe está disponível nos postos de saúde para crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais (idosos), trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A orientação do ministério é que pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com deficiências específicas apresentem prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde devem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Segurança

A vacina disponibilizada pelo governo brasileiro protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A-H1N1, A-H3N2 e Influenza B). A dose, segundo a pasta, é segura e considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal, de acordo com o ministério, é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe no Brasil vai do final de maio até agosto.

Fonte: informações da Semsa e Agência Brasil

Saúde

Parauapebas conta com serviços de referência em saúde auditiva

Clínica realiza exames e terapias especializados, incluindo acompanhamentos para pacientes com implante coclear ou aparelho auditivo

De acordo com a Associação de Surdos de Parauapebas (ASURP) mais de 400 pessoas tem diagnóstico de surdez na cidade. Tanto as pessoas que já sabem que tem problemas auditivos, como aquelas que suspeitam, encontram serviços de qualidade diferenciada em uma clínica especializada em saúde auditiva, em Parauapebas.

Exames especializados, como o PEATE (BERA), que ajuda a diagnosticar problemas auditivos, são realizados na clínica. “Quando minha filha tinha um ano e cinco meses, não falava nada. Fizemos várias consultas e o otorrino pediu um exame chamado BERA, que fizemos na Auditiva, aqui em Parauapebas, e foi detectado que minha filha tinha surdez profunda. Fomos para Belém e lá repetimos o exame e o resultado foi o mesmo aqui de Parauapebas”, disse Ana Joyse Silva de Oliveira.

“Nós estamos sempre trabalhando para inovar no atendimento ao nosso público e sempre qualificando a nossa equipe para os avanços na área da fonoaudiologia. Desde junho do ano passado, conseguimos um salto enorme na qualidade do nosso atendimento com aparelhos auditivos, graças à parceria que firmamos diretamente com a empresa matriz, o que possibilitou redução de custo para o paciente e mais celeridade nos serviços de manutenção”, afirmou a fonoaudióloga Fabiana Lemos, proprietária da Clínica Auditiva.

O estabelecimento de saúde é pioneiro em Parauapebas no segmento. Foi implantado em 2008 e desde então já realizou mais de 23 mil Testes da Orelinha, exame que é capaz de detectar problemas auditivos em recém-nascidos. Audiometria, Imitanciometria, Emissões Otoacústicas e o Processamento Auditivo Central são alguns dos exames realizados na Clínica, este último, inclusive, ajuda a detectar dificuldades que algumas crianças apresentam na escola.

“O ideal seria que todas as crianças, antes de entrar na educação infantil, por exemplo, realizassem exames auditivos, pois algumas dificuldades só são percebidas em sala de aula”, informou Fabiana.

As fonoaudiólogas da Auditiva participam continuamente de encontros, cursos e capacitações para buscar o aperfeiçoamento dos serviços, “cada profissional da nossa equipe tem como meta participar de pelo um curso de atualização por mês. Além disso, temos encontros quinzenais, para tratarmos das novidades em nosso campo de atuação e também para análise e discussão de casos de pacientes”, relatou a fonoaudióloga.

Terapias

A clínica atende, com terapia fonoaudiológica, um número expressivo de crianças e adultos com variados diagnósticos, e disponibiliza atendimentos específicos como: terapia de Processamento Auditivo, que ajuda, principalmente, crianças que tem queixas escolares por conta da dificuldade de compreensão (“escuto mas não entendo”); a terapia de (Ha)Reabilitação Vestibular, para quem tem tontura (um exemplo de quem pode fazer esse tipo de terapia é quem sofre com Labirintite); Reabilitação Auditiva, para usuários com implante coclear e aparelho auditivo.

“Depois que fiz o exame e recebi o diagnóstico da minha filha, fomos atrás da cirurgia para implante coclear. Conseguimos realizar o procedimento em Belém, mas fazemos o acompanhamento dela aqui em Parauapebas, na Auditiva, com terapia. Graças ao implante e ao trabalho da fonoaudiologia, minha filha, que hoje tem seis anos, já consegue falar várias palavras e só tem avançado”, acrescentou Ana Joyse.

Saúde

Dia Mundial do Rim: saiba as dificuldades de se ter doença renal crônica e como se prevenir

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico da doença.

Imagine você precisar de uma máquina para realizar o papel desenvolvido pelos seus rins? Com certeza não é algo simples de ser executado, afinal, esses órgãos são vitais e tem um papel muito importante dentro do corpo humano: o de filtrar as impurezas para eliminá-las por meio da urina. Quando os rins já não conseguem cumprir esse papel é necessário realizar a hemodiálise, procedimento que salva muitas vidas de pacientes com Doenças Renais Crônicas (DRCs).

Estes pacientes devem fazer sessões de hemodiálise em três dias na semana, com duração de aproximadamente quatro horas. Durante estas sessões o sangue do paciente sai totalmente do seu corpo, pouco a pouco, para ser purificado, em um processo que necessita de competência técnica dos profissionais e da qualidade dos equipamentos e materiais utilizados. “São 300ml de sangue por minuto, impulsionados pela máquina. Ela substitui o rim do paciente”, explica a técnica responsável pelo centro de diálise do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), Euciane Sara Kundi.

Os pacientes que tem DRC correm risco de vida, pois durante o processo de hemodiálise podem haver intercorrências como a baixa repentina da pressão. Por isso, as unidades de saúde que contam com o funcionamento deste serviço necessitam da retaguarda permanente da UTI. O paciente que faz hemodiálise deverá fazer o tratamento pelo resto da vida ou até a realização de um transplante de rim, processo muito difícil de conseguir na região.

Maria Neurilene do Nascimento, de 39 anos, faz parte do grupo de 42 pacientes que realizam hemodiálise no HGP desde outubro do ano passado, quando o serviço foi inaugurado. Ela precisou deixar suas atividades como professora por conta da doença e até mesmo mudar de cidade. “Esse processo é uma batalha pela vida, graças a Deus que a gente pode contar com esses recursos, caso contrário, não estaríamos mais vivos”, afirmou a professora, que descobriu que tinha a doença em 2010.

“Eu já vinha com vários sintomas, mas foi durante um check-up que descobri que tinha problema renal, a partir de um exame simples. A partir de então comecei a me cuidar mais. Tive uma crise forte em 2013 e se não fosse pela doutora Verônica eu não estaria aqui para contar história”, relatou Maria Neurilene, que desenvolveu a doença hereditariamente.

Diferentemente da entrevistada dessa matéria, a maior parte dos pacientes que realizam hemodiálise entrou no quadro mais grave da doença renal por falta de cuidado com alimentação e de atividades físicas, muitos também já eram diabéticos, uma das causas mais comuns no desenvolvimento de doença que fragiliza os rins.

Dia Mundial do Rim

Comemorado todo 9 de março, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo divulgar informações relacionadas à prevenção de doenças renais. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) definiu o seguinte tema para 2017: “Doença Renal e Obesidade: estilo de vida saudável para rins saudáveis”. A obesidade é um fator de risco das DRCs.

De acordo com a SBN, para prevenir a doença é interessante: manter-se em forma; praticar atividade física regularmente; manter alimentação saudável; evitar sobrepeso; manter-se hidratado; controlar o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes; monitorar pressão arterial; consultar médico regularmente para acompanhar a situação dos rins; não fumar; evitar bebidas alcoólicas; não tomar remédios sem orientação médica.

O grupo de risco da doença é composto por quem está acima do peso ideal, tem pressão alta, sofre de diabetes mellitus, tem histórico familiar de DRC, fuma, tem mais que 50 anos, tem problema no coração ou nas veias (vasos) das pernas – doença cardiovascular ou tem obesidade. Quem integra esse grupo deve consultar um médico, dosar a creatinina no sangue e fazer o exame de urina.

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico, acompanhamento de pacientes com doenças renais e fortalecimento das ações preventivas graças ao empenho notório da nefrologista Verônica Costa, médica efetiva da rede pública na cidade.

Além de atender de forma cuidadosa e responsável os seus pacientes, a médica dedica parte do seu tempo para investir em educação e saúde, realizando treinamentos, palestras e capacitações para médicos, enfermeiros, agentes comunitários e odontólogos da rede de saúde em Parauapebas.

Durante a campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim, a médica, apoiada pelas equipes da Atenção Básica e do Humaniza SUS, realiza diversas programações para levar mais informações para a população e assim gerar maior prevenção contra as doenças renais. A abertura da campanha ocorreu durante a sessão legislativa de terça-feira (7), e nesta quarta-feira (9), por exemplo, paralelo às atividades da Semana da Mulher, uma equipe de saúde esteve presente na Praça de Eventos realizando aferição de pressão, orientação nutricional e atendimento com foco na prevenção.

Ambulatório de Nefrologia

O atendimento aos pacientes com doenças renais é realizado no posto de saúde para os casos menos graves, “os nossos profissionais estão preparados para realizar esse atendimento. Temos algumas dificuldades em função da alta rotatividade de médicos, mas aí contamos com o apoio das equipes de enfermagem, que são servidores efetivos da rede e estão sempre participando das capacitações sobre doenças renais”, informou Verônica Costa.

Os pacientes que necessitam do acompanhamento do serviço de nefrologia são encaminhados pelos médicos do posto para atendimento na Policlínica, onde funciona o ambulatório da referida especialidade. Atualmente cerca de 350 pacientes são atendidos regularmente. “Temos um trabalho em conjunto com a equipe de nutrição. Nosso esforço em parceria também com o paciente é para evitar que a doença se agrave e que ele vá para a diálise”, explicou a médica.

Atualmente sete pacientes estão internados no HGP e tem outros treze na lista de espera aguardando vaga para diálise em outros municípios, já que em Parauapebas o centro de hemodiálise está completamente ocupado desde a inauguração do serviço. “Temos dados preocupantes, a doença renal se tornou epidemia. Pelo menos 60% dos pacientes que fazem diálise tem entre 20 e 54 anos. Antes, o maior público era acima de 60 anos. A maior parte dos pacientes não desenvolveu a doença por questão hereditária e sim pelo estilo de vida”, alertou Verônica Costa, que também é presidente da SBN – seção Pará.

Saúde

Parauapebas: epidemia de Chikungunya lota Pronto Socorro Municipal

Estima-se que a cada 10 atendimentos, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

De acordo com a vigilância epidemiológica do município de Parauapebas, 36 casos de Chikungunya foram registrados na cidade durante o mês de janeiro deste ano, o que representa 26% de todas as ocorrências da doença no ano passado inteiro. Em janeiro de 2016, por exemplo, não houve um registro da doença. Porém, esse número pode ser muito maior. De acordo com informações levantadas pelo Blog, estima-se que a cada 10 atendimentos no Pronto Socorro Municipal, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre elas, a Chikungunya.

Nos últimos dias, quem tem procurado a referida unidade de saúde, tem se deparado com um grande número de pessoas aguardando por atendimento, mesmo com uma quantidade razoável de médicos disponíveis no plantão. Só nesta quarta-feira (1º) foram realizados 580 atendimentos no Pronto Socorro. Um aumento considerável na procura pelos serviços de saúde já que a média é de 300 atendimentos diários.

Recentemente a Unidade Pronto Atendimento (UPA)  de Parauapebas voltou a funcionar 24 horas por dia. Pacientes com sintomas de Dengue, Zika ou Chikungunya também podem procurar a unidade de saúde para receber pronto atendimento.

Combate aos agentes transmissores da doença

O combate aos mosquitos que transmitem essas doenças, além do Aedes aegypti tem também o Aedes albopictus, é realizado no município pela Coordenação de Vigilância Ambiental, setor da Secretaria Municipal de Saúde. O trabalho é encabeçado pelos agentes de endemias, que percorrem as residências da cidade, nas áreas cobertas, realizando orientação aos moradores, verificação e eliminação de criadouros dos mosquitos e outras ações de combate aos agentes transmissores.

Áreas cobertas são os bairros que os agentes de endemias conseguem realizar o devido acompanhamento. Dos mais de 100 bairros que o município tem, conforme a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb), apenas 29 bairros são atendidos diretamente com esse monitoramento, os demais somente são alcançados com ações de mutirões. Dentre os bairros que não são cobertos estão alguns muito populosos: Nova Vida, Morada Nova, Caetanopólis e Jardim América.

Essa realidade não é de hoje e a dificuldade de cobertura se dá pelo crescimento acelerado em Parauapebas e, respectivamente, a insuficiência de pessoal. Para minimizar esse problema foi realizado concurso público, ainda em 2014, ofertando 100 vagas de agentes de endemias, no entanto, 19 dos classificados não foram empossados e oito, depois de tomarem posse, pediram exoneração, conforme informações repassadas pelo coordenador de Vigilância Ambiental, Mickael Gross.

“Temos atualmente 88 agentes de endemias no município. Para conseguirmos atender toda zona urbana da cidade, precisaríamos ter entre 120 e 125 profissionais”, afirmou o coordenador. A Prefeitura deve realizar em breve convocação de mais candidatos aprovados no concurso para aumentar o número de pessoal.

Apesar do quadro insuficiente, as equipes têm se desdobrado para realizar um trabalho eficiente de acompanhamento e monitoramento das áreas cobertas. Segundo o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, realizado entre os dias 9 e 13 de janeiro, o percentual da cidade, contando apenas as áreas cobertas, é de 5,4% e os bairros em que a situação está mais crítica são Palmares I, com um índice de 8,1%, e Liberdade I, com 6,2%. O Ministério da Saúde estabelece como parâmetro o percentual de 1%, quando passa disso, é sinal de alerta.

Neste levantamento os agentes de endemias visitam as residências e fazem coletas de larvas do mosquito para identificarem se são do Aedes aegypti, Aedes albopictus ou outros. Com base nesses dados são definidas ações estratégicas de combate, como o mutirão que deverá ser realizado no final deste mês nos bairros com maiores índices de infestação.

Além das visitas domiciliares, ações em escolas e empresas são realizadas continuamente e reforçadas neste período de intensificação das chuvas. A reprodução do Aedes aegypti ocorre em água suja também, principalmente em criadouros artificiais, como copos descartáveis e caixas d’água, já o Aedes albopictus só se reproduz em criadouros naturais, como folhas e pedaços de árvores, com maior incidência nos bairros próximos de córregos e rios.

“A orientação é evitar água parada a todo custo, seja ela suja ou limpa. Quem precisar armazenar água precisa tampar seus reservatórios. Se não houver contribuição efetiva da população o nosso trabalho será em vão e as unidades de saúde continuarão superlotadas”, acrescentou Mickael Gross.

Vigilância Sanitária

Marabá tem mais de mil empresas de saúde, mas setor de fiscalização é burocratizado demais, afirma atual gestor

Vigilância Sanitária diz que setor é o que mais arrecada e vai priorizar fiscalização e licenças

Ulisses Pompeu – de Marabá

Nos últimos anos, a Vigilância Sanitária (VISA) de Marabá passou por um estágio de letargia, cumprindo o básico do básico de sua função. De volta ao cargo de coordenador deste órgão, oito anos depois, o advogado Daniel Soares diz que o setor precisa se modernizar, cumprir seu papel de promover e proteger a saúde da população, com ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.

Por outro lado, Daniel prega celeridade e desburocratização do setor, para que as empresas que precisam ser regularizadas não sejam penalizadas sem as licenças necessárias para exercer suas atividades.

O caminho da desburocratização, segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, passa por diminuição na exigência de papéis. Agora, toda a documentação que uma empresa vai precisar para dar entrada no processo será resumida a cinco: documentos pessoais do proprietário ou sócios, CNPJ, documentos da empresa, certificado de regularidade do estabelecimento junto ao conselho, se houver necessidade; e a comprovação de recolhimento da taxa do DAM (Documento de Arrecadação Municipal).

Há, segundo ele, quatro segmentos que são fiscalizados pela Vigilância Sanitária e que promovem arrrecadação para o município: serviços de saúde, alimentos, medicamentos e cosméticos e habitação e trabalho.

Soares observa que as empresas que prestam serviços de saúde são as que mais arrecadam impostos para o município, dentro das atribuições da Vigilância Sanitária. Atualmente, são mais de 1.000 neste segmento e dele fazem parte hospitais, laboratórios, clínicas médicas, odontológicas, laboratórios de próteses, órteses e os laboratórios de análises clínicas.

No ranking dos maiores arrecadadores, em segundo lugar aparecem as empresas de alimentos, que têm a maior quantidade de estabelecimentos (mais de 3.000 cadastrados), mas não arrecadam tanto quanto o setor de saúde. Supermercados, açougues, lanchonetes, restaurantes e feiras fazem parte desse universo.

O terceiro segmento que mais arrecada dentro do “pacote da VISA” é o de medicamentos, com farmárcias e drogarias e empresas de cosméticos.

Por fim, aparecem as empresas que atuam com habitação e trabalho, incluindo saneantes, hotéis, motéis e salões de beleza. “Hoje, toda atividade, sem exceção, tem envolvimento com a saúde e, por isso, a vigilância sanitária tem de estar de olho”.

Além de fiscalizar e licenciar as empresas que fazem parte do cadastro da VISA, Daniel explica que as equipes do órgão farão um pente fino no comércio local para identificar aqueles que estão fora dos olhos da vigilância, para que se adequem às normas e recolham impostos devidos. “O município passa por desequilíbrio financeiro e o aumento da arrecadação dos impostos vai ajudar a melhorar a receita”, pondera.

Quatro regras que precisam ser colocadas em prática: desburocratizar, tornar os processos mais céleres e mais simples os requisitos para licenciamento, para que o contribuinte tenha facilidade de suas licenças, mas sem perder o foco do controle sanitário dos produtos e serviços que estão sendo oferecidos.

No passado, um processo de regularização de uma empresa junto à Vigilância Sanitária demorava seis meses e até mais de um ano. O desafio para a nova coordenação do departamento é que a tramitação dure, no máximo, um mês. “O prazo que vou dar aos técnicos é de 15 dias para concluir e emitir a licença. Mas se nesse período houve algum problema, vou prorrogar por mais duas semanas. Ou o estabelecimento estará apto para receber sua licença, ou deverá ser interditado. Não posso permitir que uma empresa seja fiscalizada, reprovada pela equipe e continue funcionando”, ressalta.

Indagado se a Vigilância Sanitária tem estrutura para realizar todas as fiscalizações necessárias dentro do prazo devido, Daniel Soares diz que o setor tem uma boa quantidade de servidores, embora o número de veículos não seja suficiente. “Vamos trabalhar para ampliar nossa frota, porque técnicos disponiveis nós temos”, afirma.

As equipes da VISA começaram a trabalhar na fiscalização logo nas primeiras semanas do ano. Por conta disso, já recolheu frangos e queijos sem comprovação de inspeção sanitária, como determina a lei. Supermercados e Feira da Folha 28 foram dois dos locais em que já ocorreram apreensões.

Além do trabalho do dia a dia, ainda há demandas que chegam do Ministério Público Estadual e conselhos de classe. Inclusive, esta semana o Conselho de Oftalmologia denunciou à VISA a existência de uma óptica que estava oferecendo em Marabá serviço de consulta, o que é proibido por lei. “O trabalho de optometristas e terapeutas holísticos realizando consultas em ópticas para prescrição de lentes correção de grau, por exemplo, é totalmente proibida por lei e vamos investigar e punir o estabelecimento na forma da lei. Isso é exercício ilegal de profissão e a pessoa pode ser presa”, avisa.

Saúde

Xinguara está em estado de alerta por causa da febre chikungunya

Somente nas três primeiras semanas deste ano, já foram registrados 174 casos suspeitos da doença.

Xinguara, no Pará, está em estado de alerta por causa da febre chikungunya. Segundo a Secretaria de Saúde do município, até o momento, foram confirmados dois óbitos. Outros três casos estão sob investigação. Alguns bairros apresentam índices de infestação predial de 17%, muito acima do percentual máximo de 1% recomendado pelo Ministério da Saúde.

Diante da situação, a Secretaria de Saúde do Pará e as secretarias do município planejam uma força-tarefa para o combater a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. Entre as ações desempenhadas estão: a eliminação de focos do mosquito por meio dos Agentes de Controle de Endemias, a utilização do carro-fumacê e o atendimento de denúncias recebidas por meio do Disque Dengue.

As equipes também estão orientando a população sobre a limpeza de entulhos ou depósitos irregulares. O estado recomenda o uso frequente de repelentes durante o dia, o uso de roupas de manga longa e de cores claras.

A doença preocupa autoridades brasileiras. Em 2016, o número de registros de febre chikungunya cresceu 620% em relação à 2015. Foram mais de 260 mil casos no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, este ano, os casos de dengue e zika devem se manter estáveis. Já as infecções por chikungunya devem aumentar ainda mais.

A febre chikungunya provoca febre e intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. (EBC)

Marabá

Exoneração de peritos trava resultados no IML de Marabá

Concurso Público para suprir no CPC "Renato Chaves" não é feito há 10 anos.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Com a exoneração de peritos do IML (Instituto Médico Legal) de Marabá nos últimos dias, órgão sofre para obter resultados de perícias, que demoram cerca de 15 dias para o material ir a Belém e retornar.

Augusto Andrade, gerente regional da unidade do CPC “Renato Chaves” em Marabá, confirmou que apenas o CPC tem hoje 18 peritos e atualmente apenas seis médicos legistas, tendo perdido três que possuíam convênio com o órgão. O ideal para que o serviço pudesse ser prestado com qualidade, diz, seriam 15 profissionais. “Está havendo política de contingenciamento do estado para corte de gastos e fomos informados que deveríamos desligar três médicos credenciados”, diz.

Além disso, afirma, neste ano foi desligado um auxiliar de necropsia e no final do ano passado dois motoristas também tiveram o contrato encerrado. “Em menos de um ano perdemos oito funcionários”. Do Instituto de Criminalística não houve exonerações, uma vez que todos os peritos são concursados.

Ele destaca que desde 2007 – dez anos atrás – não é realizado concurso público para suprir vagas do CPC Renato Chaves. “Havia previsão de ser realizado no final do ano passado, mas por uma decisão do estado foi adiado. Em 2007 tínhamos, por exemplo, seis motoristas concursados e quatro contratados. Era um quadro de 10 funcionários, hoje temos cinco. Eram 17 cargos administrativos, hoje temos cinco e não há previsão de entrar mais gente”, exemplificou.

Questionado sobre quais os problemas que acarretam em função dessa defasagem de servidores, Augusto destaca que o encaminhamento de material que é analisado em Belém, por exemplo, antigamente era feito semanalmente e hoje acontece a cada duas semanas. Dentre os exames feitos na capital estão dosagem alcoólica e histopatológico, colhidos nas necropsias. Exames de DNA e documentoscopia também são realizados apenas em Belém. Além disso, acrescenta, a redução no quadro de médicos poderá complicar em breve a escala de atendimento, que atualmente ocorre 24 horas por dia, além de causar demoras na liberação de corpos.

O deputado estadual João Chamon disse que pretende encampar a luta para fortalecer o IML de Marabá na Assembleia Legislativa do Estado. “Nós já temos uma demanda extremamente grande para o pouco número de funcionários. Me comprometo junto aos peritos e pessoas que trabalham na área – e já venho atuando neste setor há bastante tempo – para agora, em 1º de fevereiro, quando retornarmos às sessões – fazermos um contundente pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa”.

Em seguida, acrescenta, pretende se reunir novamente com os peritos e dirigentes da categoria a fim de, juntos, criarem uma força tarefa para falar com o Governador do Estado. “Para que ele possa entender que essa é uma área extremamente prioritária e precisa haver uma mudança de atitude urgente. Isso não é apenas na nossa região, sendo deputado pelo estado, recebemos reclamações em todas as regiões. Todo este estado precisa mudar de atitude e entender que este é um setor extremamente importante para a vida das pessoas e para os setores afins”, declarou.

Para o parlamentar, o Governo do Estado precisa entender que o trabalho de um perito é fundamental para a família, para a conclusão de inquéritos e processos criminais. “Na Assembleia Legislativa, nestes dois anos, nós temos nos reunido bastante, eu e colegas deputados, temos conversado com o sindicato da categoria e temos nos reunido com os peritos que reclamam de salários atrasados, incompatíveis com a função, e falta de isonomia na categoria”, comentou.

Saúde

Por falta de anestesia no HGP, criança de dois anos foi transferida para realizar cirurgia de apendicite em Marabá

Mais uma vez, o Gamp se exime de atender paciente em Parauapebas, transferindo-o para Marabá. E a PMP ainda continua pagando ao grupo.

Uma criança de apenas dois anos teve que ser transferida às pressas para o Hospital Regional de Marabá na manhã desta terça-feira (17), para realizar cirurgia de apendicite, uma das mais simples dentre os procedimentos cirúrgicos, conforme médico consultado pelo Blog. O procedimento não foi realizado no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) por falta de anestesia. Foi o que funcionários do GAMP, empresa responsável pelo gerenciamento da unidade hospitalar, informaram aos familiares da criança.

A falta de anestesia em um hospital como o HGP, que realiza diariamente procedimentos cirúrgicos emergenciais, como alguns casos de cesarianas, por exemplo, é uma falha gravíssima e pode ocasionar a morte de pacientes, que lutam contra o tempo para se manterem vivos diante de situações emergenciais.

Diferentemente da Prefeitura, a empresa não necessita realizar procedimentos licitatórios para efetivação de compras de materiais, insumos e medicamentos. Este, inclusive, foi um dos argumentos utilizados para justificar a terceirização do gerenciamento da unidade hospitalar (para que a burocracia não atrapalhasse a prestação dos serviços). Mas, o que se vê diante do caso dessa criança é o contrário. A falha nos processos de compras e de gerenciamento dos recursos pode implicar diretamente na perda de vidas.

O Blog entrou em contato com a assessoria de comunicação do GAMP, porém não recebeu retorno até o fechamento da matéria.

Mesmo que a empresa alegue não ter recursos para realização de compras, por falta de repasses do governo municipal, ainda assim, por atender casos de emergências, deveria solicitar apoio à Prefeitura, que decretou Estado de Emergência Financeira na Saúde, o que lhe permite realizar compras sem o ritual burocrático dos processos licitatórios comuns. Portanto, nada além de incompetência na gestão do HGP, justifica a falta de anestesias.

Ainda na coletiva de imprensa de apresentação do seu secretariado realizada dia 28 de dezembro de 2016, Darci Lermen havia dito que encerraria o contrato com o GAMP, porém, passados 17 dias do seu governo, tal ação ainda não foi realizada e nem comunicada quando e se de fato ocorrerá.

O Blog também entrou em contrato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), questionando o porquê de não ter anestesia no HGP e qual a justificativa para tal falta. Segue abaixo a nota enviada pela assessoria na íntegra.

“Sobre a pauta, a Prefeitura Municipal de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas, informa que o Hospital Geral de Parauapebas ainda é responsabilidade da Gamp, pois como eles receberam o Decreto e ainda estão no prazo de entrega do HGP ao município esses casos é (SIC) de responsabilidades deles. Com relação aos anestesistas consta um processo judicial em tramite (SIC) da Coopornets por falta de pagamento da gestão anterior desde abril de 2016 chegando a mais de 1 milhão de reais. a (SIC) Secretaria de Saúde visando em (SIC) resolver o caso de imediato já está tomando os devidos procedimentos para que a população não seja prejudicada e tenha os atendimentos normalizados o mais rápido possível. Dr. Francisco Cordeiro ressalta que, a população não pode ficar mais nessa situação e junto com o prefeito Darci José Lermen estão trabalhando dedicadamente a esses fatos e resolver (SIC) em pouco tempo os de maiores complexidades, pois a saúde não pode esperar.”

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Parauapebas insiste na orientação de que, em suas respostas ou releases encaminhados à imprensa, o governo anterior seja sempre citado de forma negativa. Concordo que não houve prazo hábil para que os problemas na saúde fossem solucionados, assim como boa parte dos eleitores, que elegeram o atual governo por não estarem satisfeitos com a gestão anterior. Todavia, seria coerente que a atual administração se baseasse nas palavras do Padre Antônio Vieira: “o passado não tem remédio, e só pode servir de espelho para o futuro”.

O Blogger reitera o que já disse várias vezes sobre a atuação do Gamp em Parauapebas. Essa empresa não é séria e tampouco veio à Parauapebas para contribuir na solução dos problemas. Joga sempre a culpa no governo ou nos funcionários, mostrando que sua prática é proclamar o método sartreano: “o inferno são os outros”.

Atualização:

Nota à Imprensa

O GAMP informa que a criança foi atendida prontamente pela equipe de cirurgia médica nesta segunda-feira, onde constatou-se, através de exames, a necessidade da cirurgia de apendicite.

Como o Hospital Geral de Parauapebas realiza apenas cirurgias de pequeno e médio porte em crianças e NÃO é referência, nem possui estrutura adequada para cirurgia pediátrica de alta complexidade onde se tenha a necessidade de anestesia geral, optou-se pelo encaminhamento ao Hospital em Marabá, o qual possui centro cirúrgico que atenda às necessidades pediátricas.

A equipe médica avaliou que a criança tinha perfeitas condições, sem riscos, de aguardar a transferência, que ocorreu na manhã desta terça-feira.

Em todo momento a criança esteve monitorada e acompanhada pela equipe médica, mantendo-se estável e sem intercorrências.

Atenciosamente,
GAMP”