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Marabá

Em audiência pública, MP ouve queixas e anseios dos idosos de Marabá

O município foi considerado o pior lugar para se envelhecer no Brasil, entre 150 cidades com mais de 100 mil habitantes no país

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em razão da crescente população de idosos no município, das violações dos seus direitos e necessidade da execução de políticas públicas efetivas, o Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos dos Idosos de Marabá, tendo à frente a promotora Lílian Viana Freire, promoveu, na tarde desta quinta-feira (9), a Audiência Pública “Dignidade não tem idade – Direitos dos Idosos: dever do Poder Público, Sociedade, Comunidade e Família”.

O objetivo da audiência foi ouvir a sociedade em geral, sobretudo as pessoas idosas e as que integram a rede de proteção destas, a fim de subsidiar a atuação do MP na garantia dos direitos e contribuir para combater a crescente violência contra esse público no âmbito familiar.

Ao abrir o evento, Lílian Freire destacou que, conforme dados do IBGE, de 2010, os idosos representam 35% da população de Marabá, enquanto, no Brasil eles são 30% da população.  “Então, a nossa população de idosos é maior que a do resto do País”, salientou ela, informando ainda que, segundo os mesmos números, de 30 anos para cá, o idoso marabaense passou a viver dez anos a mais.

“Some-se a isso, além dessa crescente população e aumento da expectativa de vida ao nascer, a dificuldades de acesso que os idosos do município têm em relação às políticas públicas”, acentua Lílian, citando um estudo da longevidade para o desenvolvimento urbano, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o qual demonstra que, entre as 150 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Marabá figurou como o pior município para se envelhecer no Brasil.

A promotora lembrou que esse diagnóstico foi questionado em relação aos índices divulgados e argumentou que não se pode negar que o estudo foi feito em todas as demais cidades, abordando questões como homicídios, violência no trânsito, habitação, educação, direito à moradia, à saúde, à cultura, à distribuição de renda e “infelizmente, Marabá figurou no final da lista”.

“Esses dados se refletem no nosso atendimento diário, se refletem na nossa demanda, no nosso trabalho, que é crescente. Essa Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência, Órfãos, Interditos e Direitos Humanos, que foi criada há somente dois anos, possui a maior demanda de atendimento ao público, em especial na área da saúde”, afirma a promotora.

Lílian Viana Freire vai além e alerta que, além dessa violação de direitos, o idoso ainda sofre com a violência, a negligência que ocorre no âmbito da família. “Esse é um dado alarmante”, avalia, justificando em seguida que foram por todos esses motivos que o Ministério Público decidiu promover a audiência; para que as pessoas idosas, a rede de proteção e também a sociedade em geral fosse formalmente ouvida.

“O que nós queremos, a partir dessa audiência, é ouvir as demandas, os anseios e as necessidades das pessoas idosas de Marabá, para então a Promotoria de Justiça fazer uma atuação direcionada para saber de que forma enfrentar os problemas”, detalhou ela.

Promotor diz que em 77% dos casos, a violência contra o idoso é cometida pelos filhos

Após a abertura, o promotor de Justiça Waldir Macieira da Costa Filho, titular da Promotoria de Defesa do Idoso e Pessoas com Deficiência da capital e Membro Colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, proferiu uma breve palestra. Ele destacou que, atualmente, o envelhecimento, de condição humana, passou a ser um problema para a sociedade desenvolvimentista, seja em países ditos desenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento.

Waldir Macieira citou, inclusive, Simone de Beuavoir, filósofa e existencialista francesa, que em seu livro “A Velhice”, ao descrever como o idoso é tratado do ponto de vista da economia baseada no lucro, afirma que “o material humano só interessa enquanto produz. Depois, é jogado fora”.

Ele destacou que, a cada segundo, duas pessoas completam 60 anos no mundo; uma de cada nove pessoas tem 60 anos ou mais, e a projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que, até 2050, os idosos serão um de cada cinco habitantes, se tornando mais de 15% da população do Brasil em 2035. Também alertou para o fato de que a maioria das nações não estão tomando medidas preventivas para se preparar para essa situação que já é presente, “mas que daqui a pouco será muito mais impactante”.

Waldir Macieira salientou que um dos pontos fundamentais para o segmento dos idosos é o acesso a serviço de saúde de qualidade, tanto preventivo quanto curativo de longo prazo, para manter a independência e ter uma velhice com mais qualidade de saúde, adiando doenças e deficiências.

O promotor fez ainda uma abordagem geral sobre as medidas protetivas destinadas ao idoso fragilizado e alertou para o fato de que nem sempre essas medidas significam abrir um processo criminal contra a família, mas passar orientações aos familiares. Porém, ainda de acordo com ele, há muitas situações de ameaça grave praticada pelos próprios filhos, o que, segundo estudos da Fiocruz, representa 77% dos casos de violência doméstica contra os idosos.

Para que esses casos sejam denunciados, ele informou os números 180 e Disque 100, que recebem diariamente relatos de violência contra idosos e garantiu que todos são investigados. Porém,  segundo o promotor, não é só a violência física que atinge o idoso, ele também é vítima da “violência institucional de políticas públicas não efetivadas”.

Idosos

Aberta a palavra aos idosos inscritos, a grande maioria das queixas e denúncias deu conta de abandono familiar, falta de respeito por parte dos operadores do transporte público, poluição sonora nos locais em que vivem, dispensa do trabalho sem direito a nada, falta de atenção nos serviços de saúde pública, de acessibilidade, de habitação digna e vários tipos de violência familiar.

Presentes na audiência estavam secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes sindicais, representantes da rede de proteção, representantes comunitários e dirigentes de associações comunitárias.

Saúde

Profissionais da educação de Parauapebas participam de curso de reanimação de parada cardiorrespiratória

O curso foi ministrado por profissionais do SAMU de Parauapebas, nesta quarta-feira, 27, como pauta da Semana do Coração, que vai até o dia 29.

Os primeiros procedimentos feitos na pessoa que tem uma parada cardiorrespiratória são determinantes, e podem salvá-la. Por isso, os profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  –  de Parauapebas participaram nesta quarta-feira, 27, da Semana do Coração, realizada no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Eles orientaram os professores de educação física, coordenadores e diretores de escolas da rede municipal de ensino como fazer uma reanimação cardíaca e que medidas devem ser tomadas na hora de atender uma vítima de infarto.

A parada cardiorrespiratória é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. A morte súbita cardíaca afeta uma a cada 100 mil pessoas no Brasil e as doenças cardiovasculares levaram a morte de 350 mil pessoas, em 2016. Os principais sintomas de uma parada cardiorrespiratória são dor no peito, falta de ar e desmaio.

O Ministério da Saúde orienta que a prevenção das doenças cardiovasculares está ligada a hábitos saudáveis como a alimentação rica em frutas e verduras, diminuição do consumo de sal, prática de exercícios físicos regulares, evitar  o cigarro e a bebida alcoólica e controlar o peso.

Para a enfermeira e coordenadora da rede de atenção da pessoa com doenças crônicas, Silvana Manito, a doença do coração muitas vezes é assintomática. “O ideal é que a pessoa procure uma unidade de saúde e verifique regularmente a pressão arterial ou que vá pelo menos, uma vez ao ano, ao médico para fazer um exame geral. No caso do infarto, são poucas as pessoas que conseguem identificar, mas uma vez identificado, chame imediatamente o SAMU pelo 192”, enfatiza Silvana.

A coordenadora também explica que hoje não há necessidade do paciente ir para fora da cidade. “Temos cardiologista e nossa equipe de saúde está organizada para dar suporte aqui mesmo no município. Temos UTI, SAMU, UPA e a Policlínica com atendimento especializado”.

O enfermeiro e assistencialista do esporte avançado do SAMU, Manoel Wilson, explicou que o tempo de atendimento do paciente pode fazer toda diferença na hora de salvá-lo. “ A central de regulamentação tem o médico regulador que faz as orientações do que deve ser feito no local e já vai liberando de imediato da ambulância. Por mais que a pessoa seja leiga, a gente explica o passo a passo, até o momento em que a equipe chegue ao local. Por isso a importância de ligar imediatamente para o SAMU, assim que identificar uma parada cardiorrespiratória”, destaca Manoel.

O SAMU de Parauapebas conta com dois suportes, sendo um básico com técnico de enfermagem e um avançado, com o médico, uma enfermeira e um condutor. Durante a palestra, foi feita a demonstração do Desfibrilador Externo Automático (DEA) que é um equipamento de patente internacional, que foi criado para ser utilizado por leigos. É autoexplicativo e informa as etapas da
reanimação de uma pessoa que está tendo o infarto. A semana do Coração encerra no dia 29 de setembro.

Marabá

Secretário de Saúde contrata câmeras de monitoramento pela manhã e assaltante ataca à noite no HMI

Marcone Leite disse que o incidente o deixou muito preocupado e afirmou que está providenciando mais segurança às unidades de saúde

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ontem, quarta-feira (2), pela manhã, o secretário de Saúde de Marabá, Marcone Leite, assinou contrato para a instalação de câmeras de monitoramento em unidades de saúde e nos dois hospitais públicos do município. Coincidentemente, à noite, um indivíduo armado invadiu o Hospital Materno Infantil, na Velha Marabá, fez um refém, cometeu assalto e deixou servidores, parturientes e acompanhantes em pânico.

Marcone lamentou o incidente e adiantou que também entraria em contato com a Secretaria Municipal de Segurança
Institucional para reforçar a presença da Guarda Municipal nos hospitais. “Foi um incidente; não é algo corriqueiro, mas nos deixa muito preocupados”, disse ele.

Segundo as testemunhas era por volta de 20 horas, quando um homem, que se fazia passar por acompanhante de uma grávida, se dirigiu à Recepção e apontou uma arma para a cabeça de um das atendentes.

Daí em diante, ele invadiu a Sala de Acolhimento e implantou o terror. Sempre ameaçando atirar, fez um “arrastão”: levou 30 celulares, bolsas e outros objetos de valor e fugiu levando como refém o acompanhante de uma grávida.

Já na rua, tentou fugir no carro do refém, mas acabou atropelando uma criança, abandonou o veículo e correu para
destino ignorado. Equipes da Polícia Militar e Guarda Municipal vasculharam o Núcleo Pioneiro, mas não localizaram o assaltante, descrito pelas vítimas como magro, moreno, usando camisa escura e boné branco.

Marcone lamentou a coincidência do ocorrido no mesmo dia em que assinara contrato para a colocação de câmeras de monitoramento nas unidades de saúde e hospitais públicos municipais, uma vez que seu propósito seria de inibir essas ações. “Não houve violência física, mas, certamente, houve dano emocional”, lamenta o secretário de Saúde.

Saúde

Especialista afirma que crescem os casos de Doenças Inflamatórias do Intestino em Parauapebas

"Tem aumentado os casos de pessoas diagnosticadas com Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) em Parauapebas" - Afirma Dr. Thiago de Almeida Flauzino, cirurgião Geral e atua em Coloproctologia.

De acordo com Thiago de Almeida Flauzino, que é Cirurgião Geral e atua em Coloproctologia, especialidade médica relacionada às doenças intestinais, tem aumentado os casos de pessoas diagnosticadas com Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) em Parauapebas, “infelizmente não tenho números exatos, mas constato pelas consultas realizadas que novos casos são crescentes”.

O especialista atende pela rede pública de saúde, na Policlínica, e informa que os principais sintomas das doenças são “diarreia crônica, saída de sangue ou muco nas fezes.Nos casos mais graves ocorre dores abdominais e anemia”. Nesses últimos casos também essas doenças podem levar à incapacitação física, ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de cirurgia no intestino e reto. Se diagnosticadas cedo podem ser controladas e tratadas de forma adequada, evitando assim possíveis cirurgias.

Em todo o Brasil também vem aumentando o número de diagnósticos dessas doenças, porém, pesquisa aponta que os brasileiros desconhecem essas enfermidades localizadas no intestino, conforme publicação no site da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. A pesquisa constata que, na presença de alguns de seus sintomas (como dor abdominal e sangue nas fezes) a maioria dos brasileiros prefere se automedicar ou esperar passar.

A pesquisa foi realizada em seis capitais brasileiras durante o último mês de março e revela como os brasileiros se comportam frente a um ou alguns sintomas das DII – no caso de dor abdominal, 46% preferem se automedicar; na diarreia frequente, 61% se automedicam ou tomam remédios caseiros, e mesmo quando há sangue nas fezes, 39%prefere “esperar passar”.

Na Europa, outra pesquisa indica que essas doenças cresceram até 15 vezes nas últimas cinco décadas, que 44% dos seus pacientes se afastam do trabalho em decorrência da doença e perdem pelo menos quatro semanas de trabalho por ano.

Doenças Inflamatórias Intestinais

Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa são as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), elas formam um grupo de doenças inflamatórias crônicas, ainda de causa desconhecida, envolvendo o aparelho digestivo. Apesar da origem desconhecida, sabe-se que pode haver predisposição genética e que o meio ambiente exerce papel importante.

As DII’s afetam homens e mulheres indistintamente e o diagnóstico acontece geralmente por volta dos 30 anos de idade. Segundo a pesquisa europeia, 10 anos após o diagnóstico, 53% dos pacientes serão hospitalizados e 44% serão afastados de seu trabalho em decorrência da doença. De 20% a 25% das pessoas com uma DII apresentam os sintomas de forma contínua e, mesmo com o acompanhamento médico, de 30% a 40% dos pacientes apresentam algum tipo de complicação entre 10 a 15 anos depois do diagnóstico. Em cerca de 40% dos pacientes,além dos problemas intestinais, as DII podem afetar os olhos, a pele e as articulações.

A Doença de Crohn envolve o intestino (íleo) em 30% dos pacientes e a região ileocecal em 40% dos casos, enquanto a Retocolite Ulcerativa restringe-se ao cólon e quando a doença está ativa (em crise), a mucosa intestinal torna-se maciçamente infiltrada por células inflamatórias e é afetada por microúlceras.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico dos pacientes, exames de sangue e de imagem (como a Colonoscopia, onde um aparelho com uma câmera percorre o intestino). O tratamento inclui alteração de hábitos (como parar de fumar e adoção de dieta saudável) e medicamentos para controle da doença.

Os interessados podem buscar o profissional de saúde, ou serviço público especializado mais próximo de sua região, no site do GEDIIB (www.gediib.org.br), ou www.seuintestinomudou.com.br

Saúde

Campanha de vacinação contra a Gripe é prorrogada em todo o país

Com seu término originalmente previsto para o último dia 26, prazo foi estendido para 9 de junho

“Eu ainda não tomei a vacina contra a Gripe por que não estava nem aguentando levantar da cama por conta de tantas dores da Chikungunya. Agora estou bem melhor, hoje mesmo vou no postinho me vacinar. Todo ano tomo essa vacina e nunca mais peguei uma Gripe forte”, relatou a dona de casa Rosa Maria Macário, que tem 65 anos, e faz parte do grupo prioritário da Campanha de Vacinação contra a doença. O imunobiológico é disponibilizado pelo Ministério da Saúde em todo o país.

Assim como dona Rosa Maria, muitas pessoas que são beneficiadas por esta imunização ainda não compareceram às unidades básicas de saúde para participar da campanha de vacinação, que foi prorrogada até o dia 9 de junho. Em Parauapebas, até o dia 24 de maio, 16.541 pessoas foram vacinadas, um número bem menor do que a meta de 38.096 pessoas, apesar das ações já desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) com o objetivo de atrair a comunidade para a campanha. Muitos municípios têm enfrentado a mesma dificuldade para alcançar a meta.

De acordo com os dados da Semsa, foram vacinados os seguintes quantitativos dos grupos prioritários: crianças de 6 meses e menores de 5 anos – 6.462; colaboradores de Saúde – 1.863; gestantes – 1.283; puérperas (até 45 dias após o parto) – 253; indígenas – 900; idosos – 4.421; população privada de liberdade – 145; funcionários do sistema prisional – 14; professores de ensino básico e superior – 1.250.

Os grupos que menos se vacinaram em Parauapebas, até então, são de crianças e gestantes; a meta para esses grupos são 18.383 e 4.017 pessoas, respectivamente. De acordo com a enfermeira Cleice Reis, coordenadora da Rede de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança, da Semsa, algumas atividades da programação da Semana do Bebê, realizada em todas as unidades de saúde ao longo da semana passada, reforçaram a importância da vacina e resultou em um aumento da procura. Além disso, já foi realizada a programação do dia D pela secretaria de saúde, para também reforçar a importância da imunização.

Dados da Campanha no Brasil

De acordo com a Agência Brasil, até o dia 26 de maio, data em que encerraria a Campanha, haviam sido imunizados 63,6% de um total de 54,2 milhões de pessoas. A meta é alcançar 90% desse público. O balanço do Ministério da Saúde indica que, entre os grupos que integram o público-alvo, os idosos registram a maior cobertura vacinal (72,4%); em seguida estão puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%).

Também foram aplicadas 7,1 milhões de doses em pessoas com doenças específicas, privadas de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%) e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grosso do Sul (57,1%).

Público-alvo

A vacina contra a gripe está disponível nos postos de saúde para crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais (idosos), trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A orientação do ministério é que pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com deficiências específicas apresentem prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde devem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Segurança

A vacina disponibilizada pelo governo brasileiro protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A-H1N1, A-H3N2 e Influenza B). A dose, segundo a pasta, é segura e considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal, de acordo com o ministério, é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe no Brasil vai do final de maio até agosto.

Fonte: informações da Semsa e Agência Brasil

 

Saúde

Parauapebas conta com serviços de referência em saúde auditiva

Clínica realiza exames e terapias especializados, incluindo acompanhamentos para pacientes com implante coclear ou aparelho auditivo

De acordo com a Associação de Surdos de Parauapebas (ASURP) mais de 400 pessoas tem diagnóstico de surdez na cidade. Tanto as pessoas que já sabem que tem problemas auditivos, como aquelas que suspeitam, encontram serviços de qualidade diferenciada em uma clínica especializada em saúde auditiva, em Parauapebas.

Exames especializados, como o PEATE (BERA), que ajuda a diagnosticar problemas auditivos, são realizados na clínica. “Quando minha filha tinha um ano e cinco meses, não falava nada. Fizemos várias consultas e o otorrino pediu um exame chamado BERA, que fizemos na Auditiva, aqui em Parauapebas, e foi detectado que minha filha tinha surdez profunda. Fomos para Belém e lá repetimos o exame e o resultado foi o mesmo aqui de Parauapebas”, disse Ana Joyse Silva de Oliveira.

“Nós estamos sempre trabalhando para inovar no atendimento ao nosso público e sempre qualificando a nossa equipe para os avanços na área da fonoaudiologia. Desde junho do ano passado, conseguimos um salto enorme na qualidade do nosso atendimento com aparelhos auditivos, graças à parceria que firmamos diretamente com a empresa matriz, o que possibilitou redução de custo para o paciente e mais celeridade nos serviços de manutenção”, afirmou a fonoaudióloga Fabiana Lemos, proprietária da Clínica Auditiva.

O estabelecimento de saúde é pioneiro em Parauapebas no segmento. Foi implantado em 2008 e desde então já realizou mais de 23 mil Testes da Orelinha, exame que é capaz de detectar problemas auditivos em recém-nascidos. Audiometria, Imitanciometria, Emissões Otoacústicas e o Processamento Auditivo Central são alguns dos exames realizados na Clínica, este último, inclusive, ajuda a detectar dificuldades que algumas crianças apresentam na escola.

“O ideal seria que todas as crianças, antes de entrar na educação infantil, por exemplo, realizassem exames auditivos, pois algumas dificuldades só são percebidas em sala de aula”, informou Fabiana.

As fonoaudiólogas da Auditiva participam continuamente de encontros, cursos e capacitações para buscar o aperfeiçoamento dos serviços, “cada profissional da nossa equipe tem como meta participar de pelo um curso de atualização por mês. Além disso, temos encontros quinzenais, para tratarmos das novidades em nosso campo de atuação e também para análise e discussão de casos de pacientes”, relatou a fonoaudióloga.

Terapias

A clínica atende, com terapia fonoaudiológica, um número expressivo de crianças e adultos com variados diagnósticos, e disponibiliza atendimentos específicos como: terapia de Processamento Auditivo, que ajuda, principalmente, crianças que tem queixas escolares por conta da dificuldade de compreensão (“escuto mas não entendo”); a terapia de (Ha)Reabilitação Vestibular, para quem tem tontura (um exemplo de quem pode fazer esse tipo de terapia é quem sofre com Labirintite); Reabilitação Auditiva, para usuários com implante coclear e aparelho auditivo.

“Depois que fiz o exame e recebi o diagnóstico da minha filha, fomos atrás da cirurgia para implante coclear. Conseguimos realizar o procedimento em Belém, mas fazemos o acompanhamento dela aqui em Parauapebas, na Auditiva, com terapia. Graças ao implante e ao trabalho da fonoaudiologia, minha filha, que hoje tem seis anos, já consegue falar várias palavras e só tem avançado”, acrescentou Ana Joyse.

Saúde

Dia Mundial do Rim: saiba as dificuldades de se ter doença renal crônica e como se prevenir

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico da doença.

Imagine você precisar de uma máquina para realizar o papel desenvolvido pelos seus rins? Com certeza não é algo simples de ser executado, afinal, esses órgãos são vitais e tem um papel muito importante dentro do corpo humano: o de filtrar as impurezas para eliminá-las por meio da urina. Quando os rins já não conseguem cumprir esse papel é necessário realizar a hemodiálise, procedimento que salva muitas vidas de pacientes com Doenças Renais Crônicas (DRCs).

Estes pacientes devem fazer sessões de hemodiálise em três dias na semana, com duração de aproximadamente quatro horas. Durante estas sessões o sangue do paciente sai totalmente do seu corpo, pouco a pouco, para ser purificado, em um processo que necessita de competência técnica dos profissionais e da qualidade dos equipamentos e materiais utilizados. “São 300ml de sangue por minuto, impulsionados pela máquina. Ela substitui o rim do paciente”, explica a técnica responsável pelo centro de diálise do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), Euciane Sara Kundi.

Os pacientes que tem DRC correm risco de vida, pois durante o processo de hemodiálise podem haver intercorrências como a baixa repentina da pressão. Por isso, as unidades de saúde que contam com o funcionamento deste serviço necessitam da retaguarda permanente da UTI. O paciente que faz hemodiálise deverá fazer o tratamento pelo resto da vida ou até a realização de um transplante de rim, processo muito difícil de conseguir na região.

Maria Neurilene do Nascimento, de 39 anos, faz parte do grupo de 42 pacientes que realizam hemodiálise no HGP desde outubro do ano passado, quando o serviço foi inaugurado. Ela precisou deixar suas atividades como professora por conta da doença e até mesmo mudar de cidade. “Esse processo é uma batalha pela vida, graças a Deus que a gente pode contar com esses recursos, caso contrário, não estaríamos mais vivos”, afirmou a professora, que descobriu que tinha a doença em 2010.

“Eu já vinha com vários sintomas, mas foi durante um check-up que descobri que tinha problema renal, a partir de um exame simples. A partir de então comecei a me cuidar mais. Tive uma crise forte em 2013 e se não fosse pela doutora Verônica eu não estaria aqui para contar história”, relatou Maria Neurilene, que desenvolveu a doença hereditariamente.

Diferentemente da entrevistada dessa matéria, a maior parte dos pacientes que realizam hemodiálise entrou no quadro mais grave da doença renal por falta de cuidado com alimentação e de atividades físicas, muitos também já eram diabéticos, uma das causas mais comuns no desenvolvimento de doença que fragiliza os rins.

Dia Mundial do Rim

Comemorado todo 9 de março, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo divulgar informações relacionadas à prevenção de doenças renais. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) definiu o seguinte tema para 2017: “Doença Renal e Obesidade: estilo de vida saudável para rins saudáveis”. A obesidade é um fator de risco das DRCs.

De acordo com a SBN, para prevenir a doença é interessante: manter-se em forma; praticar atividade física regularmente; manter alimentação saudável; evitar sobrepeso; manter-se hidratado; controlar o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes; monitorar pressão arterial; consultar médico regularmente para acompanhar a situação dos rins; não fumar; evitar bebidas alcoólicas; não tomar remédios sem orientação médica.

O grupo de risco da doença é composto por quem está acima do peso ideal, tem pressão alta, sofre de diabetes mellitus, tem histórico familiar de DRC, fuma, tem mais que 50 anos, tem problema no coração ou nas veias (vasos) das pernas – doença cardiovascular ou tem obesidade. Quem integra esse grupo deve consultar um médico, dosar a creatinina no sangue e fazer o exame de urina.

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico, acompanhamento de pacientes com doenças renais e fortalecimento das ações preventivas graças ao empenho notório da nefrologista Verônica Costa, médica efetiva da rede pública na cidade.

Além de atender de forma cuidadosa e responsável os seus pacientes, a médica dedica parte do seu tempo para investir em educação e saúde, realizando treinamentos, palestras e capacitações para médicos, enfermeiros, agentes comunitários e odontólogos da rede de saúde em Parauapebas.

Durante a campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim, a médica, apoiada pelas equipes da Atenção Básica e do Humaniza SUS, realiza diversas programações para levar mais informações para a população e assim gerar maior prevenção contra as doenças renais. A abertura da campanha ocorreu durante a sessão legislativa de terça-feira (7), e nesta quarta-feira (9), por exemplo, paralelo às atividades da Semana da Mulher, uma equipe de saúde esteve presente na Praça de Eventos realizando aferição de pressão, orientação nutricional e atendimento com foco na prevenção.

Ambulatório de Nefrologia

O atendimento aos pacientes com doenças renais é realizado no posto de saúde para os casos menos graves, “os nossos profissionais estão preparados para realizar esse atendimento. Temos algumas dificuldades em função da alta rotatividade de médicos, mas aí contamos com o apoio das equipes de enfermagem, que são servidores efetivos da rede e estão sempre participando das capacitações sobre doenças renais”, informou Verônica Costa.

Os pacientes que necessitam do acompanhamento do serviço de nefrologia são encaminhados pelos médicos do posto para atendimento na Policlínica, onde funciona o ambulatório da referida especialidade. Atualmente cerca de 350 pacientes são atendidos regularmente. “Temos um trabalho em conjunto com a equipe de nutrição. Nosso esforço em parceria também com o paciente é para evitar que a doença se agrave e que ele vá para a diálise”, explicou a médica.

Atualmente sete pacientes estão internados no HGP e tem outros treze na lista de espera aguardando vaga para diálise em outros municípios, já que em Parauapebas o centro de hemodiálise está completamente ocupado desde a inauguração do serviço. “Temos dados preocupantes, a doença renal se tornou epidemia. Pelo menos 60% dos pacientes que fazem diálise tem entre 20 e 54 anos. Antes, o maior público era acima de 60 anos. A maior parte dos pacientes não desenvolveu a doença por questão hereditária e sim pelo estilo de vida”, alertou Verônica Costa, que também é presidente da SBN – seção Pará.

Saúde

Parauapebas: epidemia de Chikungunya lota Pronto Socorro Municipal

Estima-se que a cada 10 atendimentos, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

De acordo com a vigilância epidemiológica do município de Parauapebas, 36 casos de Chikungunya foram registrados na cidade durante o mês de janeiro deste ano, o que representa 26% de todas as ocorrências da doença no ano passado inteiro. Em janeiro de 2016, por exemplo, não houve um registro da doença. Porém, esse número pode ser muito maior. De acordo com informações levantadas pelo Blog, estima-se que a cada 10 atendimentos no Pronto Socorro Municipal, sete são de pacientes com sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre elas, a Chikungunya.

Nos últimos dias, quem tem procurado a referida unidade de saúde, tem se deparado com um grande número de pessoas aguardando por atendimento, mesmo com uma quantidade razoável de médicos disponíveis no plantão. Só nesta quarta-feira (1º) foram realizados 580 atendimentos no Pronto Socorro. Um aumento considerável na procura pelos serviços de saúde já que a média é de 300 atendimentos diários.

Recentemente a Unidade Pronto Atendimento (UPA)  de Parauapebas voltou a funcionar 24 horas por dia. Pacientes com sintomas de Dengue, Zika ou Chikungunya também podem procurar a unidade de saúde para receber pronto atendimento.

Combate aos agentes transmissores da doença

O combate aos mosquitos que transmitem essas doenças, além do Aedes aegypti tem também o Aedes albopictus, é realizado no município pela Coordenação de Vigilância Ambiental, setor da Secretaria Municipal de Saúde. O trabalho é encabeçado pelos agentes de endemias, que percorrem as residências da cidade, nas áreas cobertas, realizando orientação aos moradores, verificação e eliminação de criadouros dos mosquitos e outras ações de combate aos agentes transmissores.

Áreas cobertas são os bairros que os agentes de endemias conseguem realizar o devido acompanhamento. Dos mais de 100 bairros que o município tem, conforme a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb), apenas 29 bairros são atendidos diretamente com esse monitoramento, os demais somente são alcançados com ações de mutirões. Dentre os bairros que não são cobertos estão alguns muito populosos: Nova Vida, Morada Nova, Caetanopólis e Jardim América.

Essa realidade não é de hoje e a dificuldade de cobertura se dá pelo crescimento acelerado em Parauapebas e, respectivamente, a insuficiência de pessoal. Para minimizar esse problema foi realizado concurso público, ainda em 2014, ofertando 100 vagas de agentes de endemias, no entanto, 19 dos classificados não foram empossados e oito, depois de tomarem posse, pediram exoneração, conforme informações repassadas pelo coordenador de Vigilância Ambiental, Mickael Gross.

“Temos atualmente 88 agentes de endemias no município. Para conseguirmos atender toda zona urbana da cidade, precisaríamos ter entre 120 e 125 profissionais”, afirmou o coordenador. A Prefeitura deve realizar em breve convocação de mais candidatos aprovados no concurso para aumentar o número de pessoal.

Apesar do quadro insuficiente, as equipes têm se desdobrado para realizar um trabalho eficiente de acompanhamento e monitoramento das áreas cobertas. Segundo o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, realizado entre os dias 9 e 13 de janeiro, o percentual da cidade, contando apenas as áreas cobertas, é de 5,4% e os bairros em que a situação está mais crítica são Palmares I, com um índice de 8,1%, e Liberdade I, com 6,2%. O Ministério da Saúde estabelece como parâmetro o percentual de 1%, quando passa disso, é sinal de alerta.

Neste levantamento os agentes de endemias visitam as residências e fazem coletas de larvas do mosquito para identificarem se são do Aedes aegypti, Aedes albopictus ou outros. Com base nesses dados são definidas ações estratégicas de combate, como o mutirão que deverá ser realizado no final deste mês nos bairros com maiores índices de infestação.

Além das visitas domiciliares, ações em escolas e empresas são realizadas continuamente e reforçadas neste período de intensificação das chuvas. A reprodução do Aedes aegypti ocorre em água suja também, principalmente em criadouros artificiais, como copos descartáveis e caixas d’água, já o Aedes albopictus só se reproduz em criadouros naturais, como folhas e pedaços de árvores, com maior incidência nos bairros próximos de córregos e rios.

“A orientação é evitar água parada a todo custo, seja ela suja ou limpa. Quem precisar armazenar água precisa tampar seus reservatórios. Se não houver contribuição efetiva da população o nosso trabalho será em vão e as unidades de saúde continuarão superlotadas”, acrescentou Mickael Gross.

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