Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Segurança Pública

Polícia reforça segurança e investiga mortes no município de Pau D’Arco

Ao tentar cumprir 16 mandados judiciais, policiais foram recebidos a tiros por um grupo fortemente armado e que já vinha sendo investigado por diversas ocorrências. No confronto com a polícia, nove homens e uma mulher foram mortos.

O Governo do Estado enviou para o município de Pau D’Arco, no sudeste paraense, uma equipe do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar e policiais civis de Belém, incluindo a Corregedoria das Polícias Civil e Militar, para intensificar as investigações e reforçar a segurança na região da Fazenda Santa Lúcia, a 60 quilômetros de Redenção. Na manhã desta quarta-feira (24), ao tentar cumprir 16 mandados judiciais (prisão preventiva, temporária e buscas e apreensões), policiais foram recebidos a tiros por um grupo fortemente armado e que já vinha sendo investigado por diversas ocorrências. No confronto com a polícia, nove homens e uma mulher foram mortos.

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Jeannot  Jansen, o coronel Hilton Benigno, comandante da Policia Militar, o delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia do Interior, e o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Michel Durans, concederam entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira, para explicar os procedimentos que o Sistema de Segurança Publica está tomando em relação ao caso. O inquérito será presidido pelo Departamento de Investigações Especiais da Polícia Civil.

Segundo o delegado João Bosco, foram apreendidas onze armas de grosso calibre, incluindo um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25.

Ainda não foram confirmados os nomes dos mortos. O Centro de Perícias Renato Chaves está auxiliando na identificação dos corpos e encaminhamento para os procedimentos de necropsia para em seguida liberá-los aos familiares. Os armamentos apreendidos também serão submetidos à perícia.

O secretário adjunto de inteligência da Segup, Rogério Moraes, informou que a Polícia recebeu a denúncia de que no dia 23 de abril um funcionário da fazenda e familiares do proprietário também foram vítimas de tentativa de homicídio em ações atribuídas ao referido grupo, conforme consta em investigação.

“Os mandados de prisão foram emitidos justamente por conta de investigação sobre homicídio que vitimou um segurança da empresa Elmo, que fazia a segurança da propriedade, ocorrido no dia 30 de abril”, explicou.

Na última sexta-feira (19), o grupo teria sido responsável também por nova investida contra os seguranças da fazenda, ateando fogo nas dependências da sede e intimidando os funcionários, fazendo com que abandonassem seus postos.

“Seria prematuro qualquer conclusão sobre a operação antes que se concluam as investigações e perícias a cargo da Polícia Civil”, afirmou o secretário Jeanot Jansen.

Por Márcio Flexa – Agência Pará

Breu Branco

Caso Diego do Alemão: Polícia diz ter imagens de atirador

Investigação segue apurando a execução e possibilidade de crime ter motivação política não é descartada

A Polícia Civil confirmou nesta quarta já possuir imagens do suspeito de tirar a vida de Diego Kolling, 34 anos, o “Diego do Alemão”, prefeito de Breu Branco, no sudeste paraense, morto com um tiro no dia anterior, terça (16). A informação foi repassada na entrevista coletiva concedida pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Jeannot Jansen, e a delegada adjunta de Polícia Civil, Christiane Ferreira, em Belém.

A delegada apontou que foram colhidas imagens ao longo da Rodovia PA-263, onde o prefeito pedalava quando foi atingido à altura do peito, por volta das 7h30, que mostram o suspeito em uma motocicleta. Ela afirmou acreditar que será dada resposta rápida para o caso e que já foram colhidos também depoimentos de testemunhas do crime.

O secretário de segurança, por sua vez, destacou que não há qualquer indício de que o prefeito tenha sofrido latrocínio, reforçou que a polícia trabalha com crime de execução e não descartou que o caso tenha motivação política. Os dois ressaltaram que a vítima tinha a imagem limpa, sem denúncias de envolvimento em atos ilícitos ou ameaças.

Diego Kolling, filiado ao PSD, pedalava acompanhado de dois colegas na rodovia que liga Tucuruí à Goianésia do Pará quando foi alvejado no peito. Ele chegou a ser socorrido à Unidade de Pronto Atendimento de Breu Branco, mas não resistiu ao ferimento. O corpo foi movido para o Instituto Médico Legal (IML) de Tucuruí, que determinou prazo de aproximadamente 15 dias para emissão do laudo trazendo o resultado da causa da morte.

A Segup determinou o deslocamento de guarnições da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) de Tucuruí para Breu Branco e de uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), de Belém, que está responsável pela investigação do crime. Diego do Alemão foi eleito com 10,916 votos (46.57%) pela coligação “Juntos Somos Mais Fortes”. O sepultamento do corpo do prefeito aconteceu na manhã de hoje, no município que administrava.

Segup recebe relatório de violência contra jornalistas no Brasil

Nesta terça-feira, 8, em audiência na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, o titular da pasta, Jeannot Jansen, recebeu das mãos da presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-Pa), Roberta Vilanova (c), o "Relatório 2015 - Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil”, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A presidente do Sinjor-Pa esteve acompanhada da secretária-geral da entidade, Enize Vidigal (d). Também participou da audiência o secretário adjunto de Inteligência e Análise Criminal da Segup, Rogério Moraes da Luz (e).

FOTO: ASCOM SEGUP
DATA: 09.03.2016
BELÉM - PARÁNesta terça-feira, 8, em audiência na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, o titular da pasta, Jeannot Jansen, recebeu das mãos da presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-Pa), Roberta Vilanova, o “Relatório 2015 – Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil”, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). 

Dentre os temas abordados pela publicação, estão casos de violência contra jornalistas de todo o país, detalhes dos registros de assassinatos, agressões físicas, injúrias raciais, ameaças, intimidações, atentados, censura, e ainda ocorrências de cerceamento à liberdade de imprensa, impedimento ao exercício profissional, prisões e violência contra a organização sindical.

“Estamos pedindo o apoio da secretaria para atuar nos casos de violência contra os jornalistas e a apuração dos crimes praticados contra o profissional, sobretudo no exercício da atividade”, disse a presidente do Sinjor-Pa. No relatório da Federação, em 2015 o Pará registrou 13 casos de violência contra jornalistas, o que representa 9,49% dos 137 casos contabilizados em todo o país.

“Vamos colaborar com o sindicato, a fim de garantir o exercício profissional dos jornalistas e da liberdade de imprensa”, destacou o secretário Jeannot Jansen, referindo-se à apuração dos crimes praticados contra repórteres, fotógrafos e demais profissionais. “Estamos aqui para colaborar com o que for necessário e manter o diálogo permanente com essa importante categoria”, completou.

A publicação mostra que cinco agressões físicas foram registradas contra profissionais da imprensa paraense, sendo uma na cidade de Moju, outra no município de Barcarena e três na capital. Em Belém, um dos crimes mais recentes foi praticado contra o repórter cinematográfico da TV Liberal, Natanael Rodrigues, agredido com tapas e socos por servidores públicos da área de Educação, que estavam em greve. O fato ocorreu em 16 de abril durante a cobertura das manifestações no Centro Integrado de Governo – CIG.

A presidente do Sinjor-Pa esteve acompanhada da secretária-geral da entidade, Enize Vidigal. Também participou da audiência o secretário adjunto de Inteligência e Análise Criminal da Segup, Rogério Moraes da Luz. (APN)

Brasil

Sistema de Segurança divulga resultados da operação “Minerva Total III”

mnervaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

O Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social divulgou, nesta quinta-feira, 28, o balanço geral da Operação “Minerva Total III”, que foi realizada, simultaneamente, em 20 municípios paraenses de grande contingente populacional, como Belém, Marabá, Paragominas, Redenção, Parauapebas, Bragança, Novo Progresso, Santa Izabel do Pará, Castanhal, Abaetetuba, Barcarena, Itaituba, Altamira, Moju, entre outros.

Foram realizadas 25 barreiras de policiamento e fiscalização; 24 ações de saturação policial; 29 incursões policiais e outros 80 tipos de ações de policiamento e fiscalização. As equipes fiscalizaram 247 bares (25 foram fechados e 4 multados); 39 casas de show (2 foram fechadas e 2 multadas); 1.107 motos (122 foram autuadas, 145 regularizadas e 69 apreendidos); 220 moto-taxis (36 foram regularizadas e 5 apreendidas); 807 carros (97 foram autuados, 86 regularizados e 54 apreendidos).

Os policiais cumpriram 10 mandados de prisão; 2 foragidos foram recapturados; 17 adolescentes foram apreendidos e 10 encaminhados para conselhos tutelares; e 44 pessoas adultas foram presas. Ainda foram apreendidas, entre outras, 1,60 quilos de cocaína e 24 quilos de maconha; 9.010 mídias “pirateadas”; 49 celulares falsificados; 4 armas de fogo e 1 arma branca.

As ações da “Minerva Total III” tiveram início na manhã do dia 24 de agosto, com participação de todas as instituições que integram o Sistema de Segurança Pública (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Trânsito do Estado do Pará, Superintendência do Sistema Penitenciário e Centro de Perícias “Renato Chaves”), além de diversos parceiros das esferas federal, estadual e municipal.

O objetivo da operação foi reduzir os índices de ocorrências, especialmente de roubo e letalidade violenta (homicídio doloso e latrocínio), mantendo a ordem pública e o respeito ao ordenamento jurídico, com ações ostensivas, preventivas e repressivas de policiamento, visando a proteção do patrimônio e o reforço da segurança da população paraense.

A operação, a exemplo das Minerva Total I e II, pode ser considerada como uma das maiores já realizadas, de forma simultânea, em todo o Estado, envolvendo uma grande logística e mobilização das forças de segurança do Estado e dos diversos parceiros, que colaboraram, tanto nas ações de policiamento e fiscalização. quanto nas ações sociais desenvolvidas nos municípios.

“Mais uma vez, a Operação Minerva Total se consolida como estratégia de prevenção comunitária do crime e da violência, constituindo-se num instrumento de combate à criminalidade e de redução do medo da população. É uma demonstração da presença do Estado nas diversas regiões paraenses, com ações de enfrentamento qualitativo da criminalidade, envolvendo parcerias locais preventivas e repressivas da violência e em método para garantir coordenação e administração a iniciativas desta natureza”, ressaltou o titular da Segup, secretário Luiz Fernandes Rocha.

Ao longo da Operação “Minerva Total III”, foram desenvolvidas várias ações de segurança: Barreira Integrada, Incursão, Saturação Motorizada, cumprimento de mandados de prisão de foragidos da justiça, combate ao tráfico de drogas, combate à mídia “pirateada”, fiscalização em feiras, bares e postos de gasolina (Ação Hypinos), além de ações sociais.

Uma Central Integrada de Processamento de dados foi instalada na Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) da Segup, onde foram realizados o monitoramento das prisões, fiscalizações, vistorias, apreensões e apuração do resultado final das ações, a capital e no interior.

Marabá

Operação Verão na Paz reduz em 32% as ocorrências criminais no Pará

Na primeira semana da Operação Verão na Paz 2014, o Pará registrou redução de 32,28% nas ocorrências criminais. Foram 8.395 registros na primeira semana de julho de 2013, contra 5.769 na primeira semana do mês neste ano. Nos municípios paraenses onde ocorre o reforço do efetivo policial do Sistema Estadual de Segurança Pública Defesa Social, a redução das ocorrências criminais ficou em 30,94% (6.023 ocorrências em 2013 contra 4.159 em 2014).

Resize

Houve queda dos principais crimes em todas as regiões integradas de Segurança Pública. Nos municípios que recebem o reforço policial da Operação Verão, houve redução de 55% nos registros de estupro (40 em 2013 e 18 em 2014); 47,5% nos casos de furto (1.668 em 2013 e 874 em 2014); 29,14% nos de roubo (1.568 em 2013 e 1.111 em 2014); e de 20,54% nos casos de lesão corporal (331 em 2013 e 181 em 2014). Também houve redução de 67,4% nos registros de lesão no trânsito (181 em 2013 e 59 em 2014) e de 58,33% nas mortes no trânsito (12 em 2013 e 5 em 2014). O homicídio sofreu variação de 31, em 2013, para 33, em 2014. Entre os municípios abrangidos pela Operação Verão, destacam-se:

Altamira – Apresentou redução de 42,69% nas principais ocorrências (178 em 2013 e 102 em 2014). Em 2013, no período, foram registrados 3 homicídios. Este ano foi registrado 1. O furto reduziu 63,33% (60 em 2013 e 22 em 2014). O roubo apresentou uma variação de 21 para 22 registros.

Bragança – O município apresentou queda de 23,89% nas principais ocorrências (113 em 2013 e 86 em 2014), sendo que o furto caiu 57,14% (28 em 2013 e 12 em 2014) e o roubo, 33,33% (18 em 2013 e 12 em 2014). Não houve nenhum registro de homicídio.

Belém – A capital registrou uma queda de 26,58% (3.227 em 2013 e 2.369 em 2014) nas principais ocorrências criminais. O furto reduziu 44,65% (795 em 2013 e 440 em 2014); o estupro 56,25% (16 em 2013 e 7 em 2014); o roubo caiu em 27,62% (1.122 em 2013 e 812 em 2014). O homicídio sofreu variação de 11 casos para 12.

Cametá – Apresentou diminuição de 52,8% nas principais ocorrências (89 em 2013 e 42 em 2014). O furto caiu 42,1% (38 em 2013 e 22 em 2014) e o roubo, 85,71% (sete em 2013 e um em 2014). Não houve registro de homicídio e nem de estupro.

Marabá – Apresentou redução de 40,71% nas principais ocorrências, sendo que o homicídio caiu 66,66% (seis em 2013 e dois e 2014);o furto, 51,11% (90 em 2013 e 44 em 2014) e o roubo, 53,42% (73 em 2013 e 34 em 2014).

Mosqueiro – Houve redução de 95,68% (116 em 2013 e 59 em 2014) nas principais ocorrências. Além de nenhum registro de homicídio, o furto reduziu em 50% (28 em 2013 e 14 em 2014) e o roubo em 58,82% (17 em 2013 e 7 em 2014).

Parauapebas – A cidade registrou queda de 35,07% nas principais ocorrências (191 em 2013 e 124 em 2014), sendo que o furto reduziu 41,09% (73 em 2013 e 43 em 2014) e o roubo 38,23% (34 em 2013 e 21 em 2014).

Salinópolis – Apresentou redução de 11,11% nos principais crimes (72 em 2013 e quatro e 2014). Além de não ter registrado nenhum homicídio, estupro e morte no trânsito, houve redução de 59,09% nos casos de furto (22 em 2013 e nove e 2014) e de 33,33% no roubo (nove em 2013 e seis em 2014).

Santarém – Houve redução de 38,29% nas principais ocorrências criminais (282 em 2013 e 174 em 2014). Nenhum homicídio foi registrado, assim como também ocorreu redução de 61,29% no crime de furto (93 em 2013 e 36 em 2014).

Tucuruí – A cidade teve redução de 25,97% nas principais ocorrências (77 em 2013 e 57 em 2014), sendo que o furto reduziu 41,17% (17 em 2013 e dez em 2014) e o roubo 66,66% (nove em 2013 e seis em 2014). Não houve registro de estupro.

Operação integrada reforça a segurança

O esquema de segurança da Operação Verão envolve ações integradas, preventivas, ostensivas, de resgate, salvamento e fiscalização, nos municípios da Região Metropolitana de Belém e interior do Estado, com destaque para as cidades paraenses que registram um grande fluxo de visitantes durante o mês de julho.

Nota de esclarecimento

Segup–PA esclarece sobre reajuste salarial da PM

O Governo do Estado do Pará lamenta os transtornos causados à população pelo movimento de um grupo de policiais militares que, ontem, impediu o trânsito de veículos na BR-316, atentando contra o direito de ir e vir das pessoas, a pretexto de protestar contra supostos prejuízos na remuneração dos praças, em comparação com os oficiais. O Governo lamenta ainda o uso político-partidário do movimento, insuflado por um grupo de comunicação, que tem procurado fomentar o caos e causando sacrifícios à maioria da população, buscando com isso obter vantagens eleitoreiras.

policia militar ParáO movimento tem como base suposições falsas, de que os praças não terão aumento salarial este ano. Ao contrário, essa categoria tem garantido, desde 2006, o reajuste anual em janeiro nos mesmos índices do salário mínimo, independente de qualquer negociação.

O Governo do Estado, em reconhecimento ao papel fundamental da polícia na garantia dos diretos e na segurança do cidadão, vem dando atenção à corporação, em especial aos praças, tanto que, a partir de 2005, aprovou a equiparação do soldo da categoria ao salário mínimo, cujos reajustes são acima da inflação, criando um gatilho acionado sempre em janeiro. Enquanto isso, os soldos dos oficiais se mantiveram sempre em índices menores.

Os soldos dos praças, que era de R$ 146,00 em 2005, hoje é de R$ 724,00, num aumento acumulado de 395%. Considerando a remuneração básica, os soldados, por exemplo, passaram de R$ 762,59 em 2005 para R$ 2.811,60 agora em abril. Já os soldos dos oficiais tiveram aumento acumulado de 160%. Ambos bem acima da inflação no mesmo período. A política de conceder aumentos maiores aos praças obedeceu ao princípio de justiça social, porém acabou criando disparidades salariais como, por exemplo, a remuneração do subtenente ficar maior do que a do tenente, que é seu superior imediato.

A fim de minimizar tais distorções, o Governo decidiu, neste ano, enviar um projeto de lei, aprovado pela Assembleia Legislativa, prevendo aumentos escalonados para os oficias até 2018, já que os praças vêm tendo aumento regular correspondente ao salário mínimo. Assim, os oficiais terão um ganho de 11% a partir de abril, somando-se o reajuste dos soldos e o aumento da gratificação de risco de vida de 70% para 80% do soldo. Enquanto os praças tiveram, em janeiro, o reajuste de 6,7% correspondente ao salário-mínimo, e em abril o aumento do risco de vida de 70% para 80% do soldo, o que dá um ganho de 8,85%.

Para reafirmar a correção da política salarial, o Governo concordou em elevar, ainda este ano, o risco de vida dos praças para 100% do soldo. Com isso, a remuneração dos praças terá um ganho acumulado de 14,6% neste ano. Ou seja, mais do que os 11% dos oficiais.

É bom lembrar que a política de valorização dos praças fez com que, desde 2012, fosse pago o auxílio fardamento aos cabos e soldados, correspondente a 2 soldos por ano. Esse auxílio foi agora estendido para os sargentos e sub-tenentes, correspondente a um soldo de terceiro sargento por ano.

É importante salientar que, para os anos seguintes, a única categoria que tem a garantia  de reajustes acima da inflação é a dos praças, já que isso tem sido uma prática no aumento do salário mínimo, o que não acontece com os oficias.

O Governo nunca se negou a negociar com as categorias dos servidores públicos, procurando sempre atender às reivindicações justas dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. E manterá essa postura, buscando sempre o bem comum e a justiça social, a segurança institucional e a segurança do cidadão. Espera que o bom senso prevaleça e que a corporação não se deixe levar, por manipulação, da condição que tem sido perseguida pelo Governo que é de se afirmar como polícia de Estado. E que cumpra o seu papel de manter suas atividades essenciais à vida do cidadão, com a responsabilidade de garantir a segurança e a ordem numa sociedade democrática e no estado de direito.

Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social

Segup e Vale assinam acordo para fortalecer a segurança em Canaã dos Carajás

ASCOM

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha (e), durante a assinatura do acordo de cooperação com a Vale

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, assinou, nesta terça-feira, 4, durante a reunião ordinária do Comitê Integrado de Gestores de Segurança Pública (Cigesp) um Acordo de Cooperação Técnico-Financeira com os diretores da empresa Vale S/A, José Carlos Soares e Roberto de Barros Monteiro, para a implementação de ações de fortalecimento da área de Segurança Pública no município de Canaã de Carajás, região sudeste do Estado.

A instalação de empresas do Grupo Vale naquela região tem contribuído para o aumento do fluxo migratório e a efetiva mudança das condições de vida da população, que migra para a cidade à procura dos postos de trabalho gerados pelos projetos da empresa, especialmente em Canaã dos Carajás. O acordo de cooperação prevê o desenvolvimento de diversas ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade naquele município.

Entre as ações definidas estão investimentos em obras de construção e aquisição de equipamentos para as instituições do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social sediadas em Canaã dos Carajás. Para atender às demandas estabelecidas no acordo, a Vale S/A se compromete a realizar aporte financeiro de R$ 5.558,630,00, no período de dois anos, a partir da assinatura do termo de cooperação. Cabe à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) identificar e detalhar as ações e modificações necessárias ao cumprimento do acordo, além de participar diretamente, auxiliar e fiscalizar todo o processo de implementação das ações que serão desenvolvidas,  e de promover, progressivamente, o aumento do efetivo de agentes de segurança pública na região.

“A Vale, na condição de empresa cidadã e respeitando sua política de responsabilidade social, busca a melhoria da qualidade de vida das comunidades nas quais está inserida”, frisou o diretor da empresa, José Carlos Soares. “Este acordo é fruto de uma ampla discussão entre a Vale e representantes da área de Segurança Pública, do Governo do Estado, e das comunidades locais. Acredito que foi um passo muito importante e que estamos no caminho certo porque, em todos os estudos realizados pela empresa, a segurança aparece como item número 1, entre as principias preocupações da sociedade”, disse Roberto de Barros Monteiro.

“Vamos participar, de perto, do planejamento e da execução de todas as ações estabelecidas no plano de trabalho, além de propor modificações qualitativas e quantitativas nas diretrizes fundamentadas do acordo. O importante é que todas as ações serão integradas, a fim de assegurar a qualidade dos serviços prestados pelos órgãos da área de Segurança Pública à população do sudeste do Pará”, afirmou o secretário Luiz Fernandes Rocha.

Texto: Lene Alves – SEGUP

Pará

Governo do Pará abre sindicâncias para apurar denúncias na Colônia Agrícola

O tenente coronel Jean Marcel garantiu que as denúncias serão apuradas e anunciou melhorias nas instalações da Colônia Heleno Fragoso

Duas sindicâncias já foram abertas, uma pela Corregedoria do Sistema Penitenciário do Pará e outra pela Corregedoria da Polícia Militar, para apurar denúncias de possíveis excessos cometidos contra internos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso (CAHF), por policiais militares. Na manhã desta quinta-feira (19), o coordenador geral penitenciário, tenente coronel Jean Marcel, afirmou em entrevista coletiva que o Governo do Estado determinou total apuração dos fatos, mas ressaltou que nunca será admitido “que presos dominem qualquer penitenciária no Pará”. As denúncias foram feitas por parentes de internos. Na quarta-feira (18), o corregedor penitenciário Robério Pinheiro esteve na Colônia Agrícola acompanhando uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Pará.

Jean Marcel explicou que o Estado já vem adotando medidas de controle na Colônia Agrícola Heleno Fragoso. “As revistas de rotina são necessárias para coibir a entrada de bebidas alcoólicas, drogas e celulares, e para isso contamos com o apoio da Polícia Militar. Se houve excesso por parte dos policiais será apurado e, se for comprovado, os envolvidos serão responsabilizados”, afirmou.

O coordenador ressaltou ainda o processo de reestruturação implantado na Colônia Heleno Fragoso. “Há um investimento sendo feito na Colônia. Estamos concluindo a instalação de cerca em toda a área, e na segunda quinzena de agosto serão inaugurados um centro de ensino, três alojamentos e novos projetos que tornarão a Colônia autossustentável e permitirão aumentar o número de presos trabalhando”, concluiu.

As denúncias contra os PMs surgiram após uma revista realizada por agentes prisionais nos alojamentos da Colônia, com o apoio de 40 homens das tropas da Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e Batalhão de Polícia de Choque. Durante a revista foram apreendidos 27 celulares, 52 carregadores, seis fones de ouvido, 54 petecas de substância entorpecente, 48 latas de bebida lacradas e mais de 300 latas já consumidas, além de dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas destiladas, como vodca, cachaça e whisky. Após a revista, familiares de presos procuraram a OAB e o Ministério Público para denunciar que a PM teria cometido excessos contra um grupo de internos na Colônia.

Fonte: Agência Pará de Notícias