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Segurança

Pará: Segup e Sindicato dos Bancários discutem reinstalação de Grupo de Trabalho de Segurança Bancária

De janeiro a julho de 2016 foram registrados 19 roubos a estabelecimento bancários no Estado, enquanto que, no mesmo período de 2017, foram computadas 13 ocorrências.

Em reunião ocorrida na tarde de hoje, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social e o Sindicato dos Bancários do Pará discutiram ações preventivas relacionadas, sobretudo, aos assaltos às agências bancárias do Estado e aos cerca de 9.500 bancários que atuam no setor.

A principal discussão girou em torno de um Grupo de Trabalho de segurança bancária, criado e dissolvido em 2013, mas que deve ser reinstalado nos próximos meses.

Estiveram presentes o titular Jeannot Jansen, os secretários adjuntos de Gestão Operacional, coronel PM André Cunha e o de Inteligência e Análise Criminal, delegado Rogério Morais, além do coronel PM Paulo Garcia, e a vice- presidenta e diretor jurídico da entidade sindical, respectivamente Tatiana Oliveira e Sandro Mattos.

O general Jeannot tratou dos investimentos direcionados à prevenção da criminalidade no setor bancário, sobretudo as ações contra a prática de assaltos conhecidos como “vapor” ou “novo cangaço” e extorsão mediante sequestro, assalto conhecido como “sapatinho”.

“Vamos levar a ideia da reinstalação do GT para os gestores do Sistema de Segurança e ouvi-los durante o Comitê Integrado de Gestores de Segurança (Cigesp) da próxima semana. Em seguida, vamos tratar da portaria, mas antes reuniremos novamente, agora com os demais representantes, como o Ministério Público, Polícia Federal e instituições bancárias”, disse. A nova reunião está prevista para o dia 29 deste mês.

“O Grupo vai possibilitar discutirmos mecanismos e ações para diminuir os índices de criminalidade no Estado”, disse o diretor jurídico do sindicato Sandro Mattos. Ele lembrou que anos atrás, ocorriam seis assaltos do tipo sapatinho e após a implantação do projeto do biombo nas agências, esse crime reduziu para dois semestralmente.

Investimentos

Com relação à segurança bancária, a Segup investe cerca de R$ 150 mil em operações de Repressão e Prevenção de Roubo a Bancos (Repreban), valor destinado ao deslocamento e logística de tropas especiais em períodos de pagamento salarial, sobretudo. A Secretaria atua ainda com helicópteros e aviões do Grupamento Aéreo. Segundo o secretário Jeannot, de janeiro a julho de 2016 foram registrados 19 roubos a estabelecimento bancários no Estado, enquanto que, no mesmo período de 2017, foram computadas 13 ocorrências.

Parauapebas

Coletiva: autoridades explicam morte de cabo PM, execuções em Parauapebas, e prometem prender os assassinos

"Isso não vai ficar impune. Vamos identificar e prender os assassinos do Cabo Nonato", disse o Comandante-Geral da PM do Pará em coletiva realizada hoje (13) em Parauapebas

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel Hilton Celson Beningno de Souza esteve nesta quarta-feira, 13, no município de Parauapebas. Ele participou do enterro do policial militar, Raimundo Nonato Oliveira de Sousa, de 51 anos, que foi torturado e assassinado por quatro criminosos na última segunda-feira. Em seguida, participou de uma entrevista coletiva, ao lado da Diretora da 20ª Seccional da Policia Civil, Yanna Kaline Azevedo, para falar sobre as investigações e as mortes registradas após o assassinato do PM.

Para a polícia civil, a principal linha de investigação da morte do Cabo Nonato é homicídio e não latrocínio, que é roubo seguido de morte, como chegou a ser divulgado no dia do crime. Segundo a delegada, Yanna Azevedo, os bandidos teriam invadido a casa do PM com intenção de matá-lo. “As investigações ainda estão em curso. A gente não descarta nenhuma linha, mas a mais forte é de homicídio. Tudo indica que os bandidos sabiam que ali morava um policial militar”, destacou a delegada.

Sobre a divulgação nas redes sociais de supostos criminosos, a delegada fez um alerta. “Muitas postagens com informações inverídicas e as pessoas têm que ter cautela, quanto o que posta. A conduta delas pode ser incriminada porque a rede social não é campo sem lei”.

A delegada Yanna não confirmou se já existe a identificação de suspeitos, mas disse que que a polícia civil recebeu apoio da Secretaria de Segurança Pública para elucidar o caso.

Mas foi em tom de desabafo que o Coronel Hilton Beningno falou à imprensa sobre a violência que tem vitimado policiais. São 21 PM’s mortos, este ano, no Pará“. Pessoal, a gente vive num país em guerra. Um país que tem 60 mil homicídios por ano. Essa guerra só não está declarada, mas ela existe. O país que mais morre policias no mundo é o Brasil. Nós temos que mudar nossa legislação. Na semana passada foi preso um elemento que estava assaltando um ônibus em Belém, pela 12º vez. Não estou adiantando, mas é possível que o cabo Nonato tenha sido vítima de pessoas que ele tenha prendido”. O coronel explicou que já pediu ao delegado geral da polícia civil do Pará que designe uma equipe específica para apurar a morte do cabo Nonato. “Isso não vai ficar impune. Nós vamos chegar aos autores, vamos identificá-los e prendê-los, como deve ser feito, na forma da lei”, desabafou.

Oito integrantes do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar já estão em Parauapebas para auxiliar a PM e a Polícia Civil nas diligências. Também, para dar apoio na busca pelos criminosos, foi deslocada uma guarnição da Policia Rodoviária Estadual.

O Comandante também foi questionado sobre a violência crescente em Parauapebas. Hoje, o efetivo do 23º Batalhão da PM é de 240 policiais militares, responsáveis não só por Parauapebas, mas também pela segurança de Curionópolis, Canaã, Eldorado de Carajás, Serra dos Carajás, Serra Pelada e a área do Contestado. “A partir do dia 2 de outubro inicia o curso de formação de praças, aqui em Parauapebas, com 90 alunos e a partir de março do ano que vem, eles já estarão prontos para fazer o estágio nas ruas da cidade”, declarou o comandante, informando que a frota de veículos deve ser renovada ainda esse ano, com mais viaturas para a cidade.

Execuções em Parauapebas.

Depois do assassinato do Cabo Nonato, na última segunda-feira, seis pessoas foram mortas em Parauapebas. Mas, uma das vítimas de arma de fogo morreu durante a ação Policia Militar e, por isso, não faz parte das investigações sobre as execuções na cidade. Para a delegada Yanna, ainda é prematuro relacionar esses crimes com o assassinato do PM, mas ela confirma que a maioria das vítimas tinha passagem pela polícia. “Ainda estamos investigando se alguma das vítimas conhecia o cabo Nonato, mas tudo ainda está sendo apurado”, declarou.

O Coronel Hilton Benigno também acha prematuro qualificar como chacina, as cinco mortes em Parauapebas. “Tive conhecimento dessas mortes assim que cheguei, e é preciso investigar a causa de cada uma delas para saber se há relação com a morte do cabo Nonato”, disse o coronel, que durante a coletiva citou a prisão de policiais militares em Belém, suspeitos de participar da chacina de 21 pessoas depois da morte de um PM, na capital. “A partir de hoje será instaurado um inquérito policial e, se, durante o inquérito eles encontrarem, também, alguma conexão dessas cinco mortes com o assassinato do cabo Nonato, obviamente que isso será levado em consideração”, enfatizou o Coronel.

A polícia militar informou que vai intensificar o trabalho ostensivo nas ruas de Parauapebas para evitar o clima de insegurança entre a população. “Esse ano nós retiramos das mãos de criminosos mais de 70 armas que foram apreendidas. Temos recuperados motos e veículos roubados e vamos continuar o nosso trabalho de combate à criminalidade” destacou o Comandante da PM de Parauapebas, Luiz Vallinoto.

O Prefeito de Parauapebas, Darci Lernem, também participou da coletiva e disse que vai realizar uma reunião de trabalho com os órgãos responsáveis pela segurança pública como Poder Judiciário, Policia Militar e Secretaria de Segurança Pública para traçar um plano de combate a violência na cidade. “Parece que toda vez que alguém morre, aí é que a gente consegue se mobilizar, mas a mobilização tem que ser permanente”, destacou o prefeito que também foi cobrado sobre os Equipamentos de Proteção Individual dos guardas municipais. “Nós já solicitamos a Policia Federal a autorização para o uso de armas de fogo. Mas estamos resolvendo o problema das Epi’s”, concluiu.

A violência em Parauapebas também chamou atenção das pessoas nas redes sociais. O juiz, Doutor Líbio Moura, que trabalhou em Parauapebas durante vários anos, falou sobre a tentativa de grupos em criar pânico com a disseminação de informações desencontradas “Nenhum grupo de criminosos tem força para se sobrepor às instituições. Outras situações, semelhantes, já foram vividas na cidade e devem servir para que as discussões sobre prevenção e repressão aos crimes sejam melhoradas.

O enterro do policial militar aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda, no final da manhã desta quarta-feira no cemitério Jardim da Saudade, em Parauapebas.

Segurança

Municípios pressionam e segurança pública do estado tomará medidas especiais nas regiões Sul e Sudeste do Pará

Secretário prometeu execução de operações seletivas a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário

Na tarde da última quinta-feira (03), prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e diversas lideranças do estado estiveram reunidos com o secretário de Estado de Segurança Pública, Jeannot Jansen, na sede da Secretaria para cobrar soluções para os constantes casos de violência no Pará.

 Os prefeitos de Breu Branco, Francisco Garcês; de Tucuruí, Arthur Brito; de Goianésia, Ribamar Nascimento; de Aveiro, Vilson Gonçalves; de Itupiranga, José Milesi; de Pacajá, Chico Tozetti; de Limoeiro do Ajuru, Carlos Silva; a prefeita de Ulianópolis, Neusa Pinheiro, o vice-prefeito de Novo Repartimento, Alexandre Guimarães, os vereadores de Goianésia e Tucuruí, e representantes de Nova Ipixuna, solicitaram medidas urgentes ao Governo do Estado. Também participaram da reunião representantes da Casa Civil da Governadoria, os deputados estaduais Iran Lima, José Scaf e Lélio Costa.

A reunião foi articulada pela Federação das Associações dos Municípios dos Estado do Pará (Famep), juntamente com as  Associações e Consórcios Regionais, em continuidade à reunião realizada na semana passada, em Tucuruí, após o assassinato do então prefeito de Tucuruí, Jones William.  “Nós precisamos reagir. Não aceitamos perder mais nenhum cidadão. Por isso viemos cobrar a apuração rigorosa desses episódios. Estamos solicitando ainda a atuação maciça e ostensiva da Polícia Militar em todo o Estado, incluindo a zona rural que é tão esquecida”, relatou o presidente da Famep, Xarão Leão.

Demandas – “É preciso dar uma resposta à população. Precisamos de investimentos”. A fala do prefeito de Tucuruí, Arthur Brito, reforça a necessidade de ações nos municípios. Entre outras demandas cobradas pelos gestores estão o número reduzido de efetivo nos municípios, que não conseguem atender as demandas necessárias, falta de combustível para abastecer as viaturas, ausência de policiais na área rural e a falta da presença massiva da Secretaria de Segurança Pública em todos as regiões do estado.

O prefeito de Itupiranga, José Milesi, sugeriu que o órgão monte uma comissão para fazer constantes audiências públicas com o objetivo de ouvir melhor os anseios da população. “O grande problema que eu vejo é a grande ausência do estado nas cidades, principalmente na área da Segurança Pública. Por isso, sugiro aqui que o órgão passe a fazer audiências públicas junto com as Câmaras Municipais. Tenho certeza que isso vai facilitar para saberem de fato o que está acontecendo. Temos que modernizar a forma de governar, precisamos ficar mais próximos da população e ouvi-los”, afirmou Milesi.

Os líderes do poder executivo relataram ainda que estão atuantes para dar o apoio necessário à Segup. “Nós queremos resolver essa questão da falta de segurança, inclusive já me disponibilizei a construí um ponto de apoio, desde que o estado aumento o efetivo em nosso município, que no momento é muito precário e não dão conta de atender nossa população. Nós vivemos com bastante medo, porque não sabemos quem será o próximo e dessa forma não dá para viver”, afirmou o atual prefeito de Breu Branco , Francisco Garcez.

Prevenção e repressão – Em resposta às solicitações, foram anunciadas três medidas emergenciais que serão promovidas ainda em agosto para prevenir e reprimir a criminalidade nas regiões Sul e Sudeste do Pará. Inicialmente, uma equipe da Diretoria de prevenção à Criminalidade irá aos municípios.  Em contato com o poder executivo e o legislativo, iniciará tratativas para a organização do município no sentido, do próprio local definir a melhor estratégia de segurança pública seja em cooperação com órgãos estaduais, seja com ações de iniciativa próprias dos municípios.

“A segunda medida é que vou pessoalmente com o Delegado Geral, Comandante da Polícia Militar, o diretor geral do Instituto Renato Chaves, visitar o local, ver a realidade do local conversar com lideranças, executivo, legislativo, ministério publico, poder  judiciário, a fim de integrarmos esforços para melhoria da segurança pública na região”, declarou Jeannot Jansen.

A ação será a execução de operações seletivas, a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário.

Comissão solicitará providências ao Ministério da Justiça

Na reunião desta quinta-feira(03), o presidente da Famep, Xarão Leão, fez uma proposta aos prefeitos e presidentes das associações presentes para que sejam composta uma comissão para solicitar ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, atenção maior para os municípios do estado do Pará.

“Vamos fazer uma equipe de prefeitos do estado para que possamos ir até o ministro da Justiça solicitar mais investimento para que o estado seja tratado pelas suas diferenças peculiares. Temos que tratar isso com compromisso. A responsabilidade da segurança pública é do estado, mas precisamos de um melhor estado para se viver”, disse Leão.

Segundo ele, a segurança pública acaba sendo um problema que incide diretamente na gestão municipal. “Os prefeitos são os que mais sofrem, tendo que relocar recursos do município para contribuir com combustíveis e manutenção das viaturas, entre outras demandas. Precisamos solicitar aumento de recursos para a segurança pública no estado”, declarou o presidente.

“Em Limoeiro temos 28 mil habitantes, mas observamos o aumento da criminalidade. Já estamos há um ano sem delegado no município e apenas quatro policiais militares. Isso nos preocupa, porque a população se ver insegura, principalmente por conta do tráfico de drogas”, disse o prefeito de Limoeiro do Ajuru, Carlos Ernesto da Silva.

 “Em Aveiro, são 23 mil habitantes e apenas três policiais militares. Já solicitamos o aumento do efetivo. Nós ficamos nos municípios com o apoio da segurança privada para dar reforço. Por mais que os prefeitos de esforcem ainda não é o necessário”, afirmou o prefeito de Aveiro, Vilson Gonçalves. (Ascom Famep)

Justiça

Falta de segurança no Fórum de Marabá compromete audiências de custódia

Em Marabá, Juiz decidiu sobre manutenção de três prisões sem ouvir os acusados porque não havia segurança armada no feriado

Iniciadas em maio de 2016 em Marabá, as audiências de custódia consistem na apresentação de pessoas presas – em um prazo de até 24 horas – ao Poder Judiciário, determinada por meio de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que sejam ouvidas e se analise a necessidade da manutenção da prisão. Além disso, são avaliadas outras circunstâncias como, por exemplo, se o indivíduo sofreu algum tipo de tortura policial na ação de sua prisão.

No feriado desta segunda-feira (1º), Dia do Trabalhador, no entanto, três presos em flagrante deixaram de ser levados à presença do juiz Daniel Gomes Coelho, que respondia pelo Plantão Judiciário na Comarca de Marabá, porque o Fórum Juiz Elias Monteiro Lopes não oferecia segurança necessária ao magistrado, ao representante do Ministério Público do Estado do Pará e ao advogado nomeado para a defesa que estavam na sala de audiência da 3ª Vara Criminal.

O juiz avaliou as prisões individualmente sem ter contato com os presos e demonstrou insatisfação com a situação nas decisões judicias, ressaltando estar presente no local, assim como o MPPA e o advogado nomeado, “cumprindo seu dever de manter ininterrupta a atividade jurisdicional” e ressaltando a falta de policiais militares ou agentes contratados para garantir a segurança dos servidores durante a audiência de custódia.

“Importa destacar que, além dos já mencionados (juiz, promotor e advogado), estão presentes nas dependências do Fórum, um oficial militar do Corpo de Bombeiros e dois agentes penitenciários da SUSIPE (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado), todos desarmados”.

Ainda na decisão, o magistrado destaca que na data específica acreditava que poderia não haver maiores problemas com a segurança porque os presos eram dois flagrados por violência doméstica e um por alcoolemia na direção de veículo automotor, mas demonstrou preocupação que pudesse ocorrer algum imprevisto.

“O que a princípio aparenta não gerar perigo à integridade e segurança dos que hoje trabalham, não impede o acaso de algum dos presos ser: foragido da justiça; ser indivíduo de alta periculosidade; ou de haver resgate ou tentativa de fuga do Fórum durante a audiência”.

Ele ressalta, ainda, que haverá plantões em finais de semana nos quais o magistrado que estiver respondendo terá de realizar audiência de custódia envolvendo indivíduos considerados mais perigosos, como “assaltantes de bancos, traficantes ou criminosos com as características acima descritas”, o que, para ele, impõe “a imperiosa necessidade da presença de policiais militares ou seguranças armados para garantir a segurança das partes”.

Diante disso, o juiz deixou de realizar as audiências de custódias na forma como elas são disciplinadas pelo CNJ e pelo Egrégio Tribunal, decidindo as questões sem a presença dos presos. Por fim, determinou o encaminhamento do termo para a direção do Fórum para que esta “tome as medidas que entender cabíveis” e se comprometeu em informar a Presidência do Tribunal caso a situação persista.

Em 2015, um acusado de duplo homicídio conseguiu fugir do mesmo Fórum enquanto era acompanhado apenas por agentes prisionais, que não trabalham armados, para a realização de uma audiência.

Por meio da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Pará, o juiz Daniel Coelho informou que os três acusados tiveram os flagrantes conduzidos e analisados na presença do advogado de defesa e do representante do Ministério Público e confirmou que eles apenas não foram retirados da carceragem por questão de segurança. O TJPA informou, ainda, que sempre há policiamento no local e que esta foi uma situação isolada.

Para evitar embarques clandestinos, Vale instala câmeras na Estrada de Ferro Carajás

Monitoramento faz parte de pacto com MP do Pará e Maranhão no caso “Meninos do Trem”

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre a Vale e o Ministério Público Estadual do Pará e Maranhão em 15 de junho de 2015 obrigou a mineradora a adotar uma série de condutas para evitar que crianças e adolescentes embarquem no trem de minério na Estrada de Ferro Carajás entre Parauapebas e São Luís, numa viagem perigosa para eles.

O documento prevê a implementação, pela empresa, de um plano de segurança, com ações de prevenção, monitoramento, controle, interceptação e recambiamento (quando necessário) de crianças e adolescentes ao longo da EFC, nos estados do Maranhão e Pará. Para cumprir parte desse acordo, a Vale instalou em Marabá mais de dez câmeras num trecho de dois quilômetros próximo ao núcleo São Félix, num ponto em que sabidamente o trem para e que transformou-se em um ponto de embarque e desembarque de adolescentes e crianças.
As câmeras estão instaladas em postes de oito metros de altura, têm longo alcance e trabalham com auxílio de refletores para possibilitar a fiscalização à noite.

A reportagem do blog esteve no local por duas ocasiões: uma com o trem parado e outra sem a presença do trem. O local em que as subidas e descidas ocorriam (ou continuam ocorrendo?) é meio deserto, há duas estradas vicinais ao lado da ferrovia e o fluxo de veículos é pequeno, facilitando.

Os dois pontos de maior incidência de embarque, segundo estudo encomendado pela própria Vale, foram Marabá e São Luís, e os menos incidentes Açailândia e Santa Inês. O embarque de crianças e adolescentes ocorria com frequência quando há pontos de cruzamento ou troca de maquinista.

A Reportagem do blog pediu informações à Vale sobre a quantidade de pontos e câmeras espalhadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás, mas a empresa não informou com precisão, alegando questão de segurança.

Em nota, a empresa informou o seguinte: “A Vale possui câmeras espalhadas ao longo da ferrovia e informa que já concluiu a instalação do sistema de monitoramento previsto em ajuste firmado com os Ministérios Públicos do Maranhão e Pará, abrangendo as cidades de Marabá (PA), Açailândia (MA) e São Luís (MA). Associado a estes equipamentos de monitoramento, a Vale informa que reforçou a fiscalização com equipes móveis ao longo da EFC, somando essas ações às contempladas no Plano de Segurança voltado a impedir o acesso de pessoas, crianças e adolescentes, de forma clandestina, aos trens de carga da companhia”.

No TAC assinado entre MP e a Vale consta que “como medida de identificação de viajantes clandestinos, deve haver a implantação e a implementação de sistema de monitoramento, diuturnamente, por meio de circuito fechado de TV (CFTV), além de geração de alarmes, localização estratégica de câmeras, nas cidades de São Luís, Açailândia e Marabá (PA).

Também deveriam ser incluídas medidas de segurança e prevenção contra arrombamentos em toda a frota de locomotivas. As mesmas medidas devem, ainda, integrar o plano de manutenção preventiva da empresa.

INFORMAÇÃO
Outra cláusula estabelece que a Vale S/A incluísse, no prazo de 120 dias, o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) nas placas informativas de todas estações e paradas de seus trens de passageiros ao longo da linha férrea, o que já ocorreu.
O artigo dispõe que “nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável, sem expressa autorização judicial”.

Pelo acordo, a empresa também deve incluir em suas campanhas de comunicação anuais abordagens específicas sobre os riscos do acesso clandestino de crianças e adolescentes aos trens de carga da empresa.

CUSTEIO
Na transação, estão previstos os valores a serem custeados pela empresa no caso de recambiamento de crianças e adolescentes flagrados viajando clandestinamente nos trens. A recondução deve ser feita às localidades mais próximas aos domicílios dos jovens, ao longo da Estrada de Ferro Carajás.
Para hospedagem, foi estabelecido o valor até o limite de R$ 150 diários. A acomodação deve ser feita em apartamento duplo. Para alimentação, o valor é de R$ 50 individuais para almoço e jantar. Por sua vez, o transporte deve ser feito nos trens de passageiros da empresa.

ACOMPANHAMENTO
A transação também prevê a realização de reuniões anuais entre os Ministérios Públicos do Maranhão e do Pará e a empresa para revisão e discussão de eventuais melhorias dos itens do plano de segurança. A promotora Alexssandra Muniz Mardegan, da Infância e Juventude de Marabá, diz que tem monitorado o cumprimento do TAC com a Vale e que as medidas adotadas têm melhorado bastante a situação na EFC.

Segurança

Câmeras de videomonitoramento da prefeitura de Parauapebas estão sem gravar imagens

Prefeitura prometeu restabelecimento das gravações para ontem (16), mas isso não aconteceu

O blog recebeu uma denúncia de que há mais de 90 dias as câmeras do sistema de videomonitoramento eletrônico da Prefeitura, que auxiliam nos trabalhos da Polícia Militar, Civil e até mesmo do judiciário, já que as imagens servem como provas em processos, não estariam funcionando.

Solicitamos uma nota de esclarecimento para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura sobre o assunto, mas não recebemos retorno até o fechamento da matéria. Apuramos a informação com algumas fontes e constatamos que apenas seis das 95 câmeras estão sem funcionar. Já as demais não estão realizando gravações das imagens há pelo menos dez dias. De acordo com o chefe de gabinete do executivo, Wanterlor Bandeira, esse problema seria resolvido na sexta-feira (16), mas isso não aconteceu.

O coronel da Polícia Militar, Pedro Paulo Celso informou ao blog que esteve reunido na quinta-feira (15) com o chefe de gabinete e com o gestor da Secretaria Municipal de Segurança Institucional de Defesa do Cidadão (Semsi), Gesmar Rosa, para tratar do assunto. Na reunião lhe foi garantido que o sistema será regularizado.

“O sistema de videomonitoramento é uma ferramenta de grande auxílio para a Polícia Militar e, posso dizer que fundamental para o trabalho da Polícia Civil no que tange à elucidação de alguns casos, por isso é tão importante contarmos com o apoio dessas imagens”, destacou o coronel.

Sistema de videomonitoramento

O sistema de videomonitoramente eletrônico foi implantado na gestão Valmir Mariano, ainda em 2013, época em que Hipólito Gomes conduzia a Semsi. O apoio tecnológico contribuiu para maior agilidade no atendimento de vítimas de acidentes de trânsito, apreensão de veículos roubados, prisão de suspeitos, entre outros benefícios, segundo os órgãos de segurança do município.

As imagens capturadas pelas 95 câmeras instaladas nas principais vias da cidade são monitoradas 24 horas por uma equipe técnica que atua na Central de Controle de Operações (CCO), instalada dentro do Quartel de Polícia Militar.  Os operadores monitoram, em tempo real, as imagens das câmeras que disparam certos alarmes, chamando a atenção dos monitores para situações específicas.

Pará

Confira os municípios paraenses que receberão tropas federais para ajudar na segurança das eleições 2016

Conforme já adiantado pelo Blog, o Estado do Pará está entre os que receberão tropas federais para ajudar na segurança das eleições de 2016. Confira no quadro abaixo a relação dos municípios paraenses cujo TSE liberou tropas federais:

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, até agora, dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), 41 pedidos de requisição de forças federais para garantir a segurança nas eleições municipais de outubro. Esses pedidos envolvem 435 municípios ou localidades em 14 estados. Desse total, o Plenário já julgou 18 processos, englobando 199 municípios e localidades em nove unidades da Federação.

Parauapebas

Agentes Voluntários de Proteção da Infância e Juventude realizam ações de fiscalização durante o carnaval

Nomeados no último dia 2, os agentes voluntários de Proteção da Infância e Juventude de Parauapebas já estão em plena atividade. Durante todas as noites de carnaval, que este ano acontece no bairro Nova Carajás, equipes de 10 agentes se revezam com o objetivo de proteger e prevenir qualquer violação dos direitos da criança e do adolescente.

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De acordo com Juno Brasil, um dos agentes escalados para trabalhar durante o carnaval, na primeira noite da festa foram encontradas algumas crianças e adolescentes após as 23h, desacompanhadas de pais ou responsáveis. “Seguimos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Portaria da 1ª Vara da Infância e Juventude e Empresarial de Parauapebas”, explica Juno.

Já na segunda noite de carnaval, além de cumprir a rotineira fiscalização, orientação e advertência, o grupo fez várias autuações de crianças e adolescentes e os mesmos foram entregues nos Conselhos Tutelares I e II de Parauapebas.

“Houve um caso de um pai que estava com o  filho de dois anos, que além de estar fora do horário permitido para a criança, ainda estava completamente embriagado. Ele foi levado pela Polícia Militar e a criança foi entregue ao Conselho Tutelar, que por sua vez, a devolveu à família”, conta o agente.

Juno diz ainda que a PM também encontrou uma adolescente de apenas 13 anos, aparentemente dopada, com um homem suspeito. “A adolescente foi encaminhada por nós ao Conselho Tutelar e o homem foi encaminhado à delegacia”, afirma.

Na avaliação dele, nos dois primeiros dias de festa foram evitadas dezenas de possíveis violações aos direitos de crianças e adolescentes. Os agentes continuam o trabalho nesta terça-feira (9), última noite de carnaval.