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Marabá

A vida extravagante do funcionário do SINE acusado de fraudar o Seguro Desemprego

Charlison ganhava salário de R$ 1.000,00, mas comprou carro de luxo, relógios excêntricos e renovava sempre a coleção de perfumes caros, que agora perderam a fragrância.
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Todo jovem sonha ter um carro de luxo. E Charlison Aladim Braga comprou o seu bem antes de completar 25 anos de idade, mesmo ganhando em torno um salário mínimo. Exibia com orgulho um Volkswagen Golf, carro avaliado acima de R$ 75.000,00. Outros objetos caros também faziam parte da lista refinada de Charlim, como é chamado pelos íntimos. Relógios, perfumes, roupas (tudo original, nada falsificado) faziam parte do pacote, sem contar viagens constantes para diversos roteiros, como ele mesmo fazia questão de exibir em redes sociais, sempre acompanhado de mulheres e amigos.

A curtição de Charlison chegou ao fim no amanhecer desta terça-feira, 8, quando a Polícia Federal o algemou na casa onde morava com a mãe, na Folha 14 Quadra A Lote 03, Nova Marabá. A Polícia Federal não tem o costume de divulgar nomes de presos em operação e a primeira reportagem publicada aqui no blog apontava o acusado como Charles Braga. Todavia, amigos fizeram a correção.

Charlison Aladim Braga é acusado de ter participado de um esquema de fraude no Seguro Desemprego. Como servidor do SINE, ele teria repassado senha do sistema para uma quadrilha de fora da cidade. Um deles contou que, em 2011, no governo de Maurino Magalhães, Charlison foi aprovado em concurso público para a Prefeitura de Marabá na função de agente administrativo, mas como tinha apenas 17 anos, precisou ingressar com ação na Justiça, que determinou sua posse no cargo.

A Reportagem do blog em Marabá conversou com um amigo próximo a Charlim, que participou de festas e viagens, tudo pago pelo servidor do SINE, que tinha salário que girava em torno de R$ 1.000,00. Segundo a PF, para viabilizar as fraudes, servidores do Sine, entre eles Charlim, eram cooptados a fazer parte do esquema sob a promessa de ganhos vultosos e fáceis. Em um dos casos investigados, um aliciador chegou a prometer que um servidor ganharia em média R$ 90 mil em 15 semanas. Para isso, o servidor precisaria deixar sua máquina “logada” no sistema do Seguro-Desemprego por um determinado período de horas diárias. E teria sido nessa “onda” que Charlim se meteu.

Polícia Federal

Polícia Federal deflagra Operação Entice em Marabá e Redenção

Estão sendo cumpridos 07 mandados judiciais, sendo um de Prisão Preventiva, um de Prisão Temporária e cinco de Busca e Apreensão, e ainda duas Decisões Judiciais de afastamento das funções públicas.
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A Polícia Federal, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), deflagrou, na manhã de hoje (08), a Operação Entice (seduzir, em inglês) com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudar benefícios de Seguro Desemprego em Marabá e Redenção. Estão sendo cumpridos sete mandados judiciais, sendo um de Prisão Preventiva, um de Prisão Temporária e cinco de Busca e Apreensão; e duas Decisões Judiciais de afastamento das funções públicas. Os mandados de busca e apreensão estão sendo realizados nas residências dos investigados e no Sine da cidade de Marabá, onde trabalhavam os servidores cooptados.

As investigações iniciaram-se a partir de um grande número de fraudes denunciadas por trabalhadores na Delegacia de Polícia Federal de Marabá. A fraude investigada consistia em aliciar servidores do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a fim de que esses, através de seus usuários, acessem e/ou permitam o acesso de terceiros, de forma remota, aos sistemas de concessão do benefício do MTE.

Uma vez com acesso ao sistema, os servidores e/ou os aliciadores demitiam ficticiamente trabalhadores que se encontravam com vínculos de trabalho ativo, os quais muitas vezes só tomavam conhecimento das fraudes quando eram demitidos de fato e ao requererem seus benefícios eram informados que esses já haviam sido sacados de forma fraudulenta por terceiros.

Toda a fraude era realizada de forma eletrônica, muitas vezes com a criação de números de PIS (Programa de Integração Social) falsos. Além disso, os fraudadores, valendo-se de fragilidades existentes na sistemática de emissão do cartão cidadão, obtinham a segunda via desse, e efetuavam saques nas mais diversas cidades do país. Em alguns dos casos investigados, observou-se que o mesmo benefício de seguro desemprego teve parcelas sacadas nas cidades de São Paulo (SP), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA) e São Luís (MA).

Os servidores do Sine eram cooptados a fazer parte de tal esquema de fraudes através da promessa de ganhos vultosos e fáceis. Em um dos casos investigados, um aliciador chegou a prometer que um servidor ganharia uma média de R$ 90.000,00 por período de 15 semanas. Para tanto, bastaria apenas que o servidor deixasse sua máquina “logada” no sistema do Seguro Desemprego por um determinado período de horas diariamente.

De acordo com levantamentos realizados pelo Ministério do Trabalho, o prejuízo potencial causado pelas fraudes investigadas, de agosto de 2016 até março de 2018, foi de aproximadamente R$26.886.067,97.

Diz-se potencial, uma vez que o Projeto Antifraude implementado pelo Ministério do Trabalho, bloqueou pagamentos. Do montante total dos valores fraudados, só foram efetivamente subtraídos pelos fraudadores a quantia de R$4.630.091,00, sendo o restante dos pagamentos bloqueados pelo sistema antifraude.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato. Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 30 anos. Os presos serão encaminhados para presídios da cidade de Marabá (PA), onde ficarão detidos à disposição da Justiça Federal.

O nome da operação é uma alusão a forma sedutora como os aliciadores cooptavam os servidores do Sine com a promessa de ganhar muito dinheiro, de forma rápida e de forma fácil, para fazer parte de tal esquema de fraudes. Assessoria de Comunicação Social Superintendência da Polícia Federal no Pará.

Logo mais, às 10h, os delegados encarregados do caso concedem entrevista coletiva sobre o assunto, na Delegacia de Polícia Federal, em Marabá, a qual será acompanhada pelo Blog.

Redenção

Polícia Federal realiza Operação Acerto de Contas em Redenção

Quatro pessoas foram presas em flagrante ao sacarem benefícios fraudulentos de Seguro Desemprego
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Redenção/PA – A Polícia Federal prendeu em flagrante, hoje (9), quatro pessoas que estavam sacando dinheiro nos caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal, em Redenção: acontece que o dinheiro era fruto de benefícios fraudulentos de Seguro Desemprego. A Operação Acerto de Contas surgiu a partir de informações prestadas pela Caixa sobre um padrão de saques fraudulentos em datas e horas determinadas. Os policiais federais se infiltraram na agência e surpreenderam os suspeitos logo após sacarem o dinheiro das fraudes, em um flagrante esperado nas primeiras horas do dia.

Um dos criminosos é conhecido por já praticar fraudes, há anos, na cidade, além de aliciar pessoas que emprestam o nome para os benefícios ilegais em troca de um pedaço do dinheiro. Foram apreendidos celulares, cerca de R$ 9 mil em dinheiro, além de um carro e uma moto usados pelos suspeitos.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Força Tarefa da PF, para combater este tipo de fraudes, só no ano passado, foram evitadas irregularidades na casa de meio bilhão de reais graças a ação conjunta da PF e do MTE na identificação de padrões dos criminosos.

A Polícia Federal de Redenção vai intensificar as investigações e infiltrar agentes federais nos pontos de saques de cidades vizinhas, além de Redenção, identificando e prendendo quem tentar sacar o fruto das fraudes. A PF ainda orienta que ninguém empreste cartão e senha para terceiros, pois podem ser envolvidos nas fraudes investigadas.

DELEGACIA DA POLÍCIA FEDERAL DE REDENÇÃO
Fone: 3242 9807

Fonte: Agência de Notícias da Polícia Federal

Parauapebas

Seguro Desemprego é o serviço mais procurado no Sine de Parauapebas

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O Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Parauapebas, recebe centenas de pessoas todos os dias em busca de resolver problemas relacionados ao seguro desemprego. Segundo o coordenador do órgão, Batista Everton, em janeiro deste ano foram realizados 1.480 atendimentos de seguro desemprego, época em que muitas pessoas perderam seus empregos em razão da crise econômica.

WP_20151007_10_47_01_ProApesar de o número ter reduzido para 1.106 em setembro, ainda é bem maior que a quantidade de pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho. “O foco da unidade é o encaminhamento do profissional ao mercado de trabalho, entretanto, o serviço mais procurado vem sendo o seguro desemprego, benefício disponível para quem foi demitido.  De janeiro a setembro, 10.319 pessoas foram atendidas para tratar do beneficio”, relata o coordenador.

Desempregado há um mês, José Marques, 43 anos, comenta que procurou o Sine para dar entrada no seguro desemprego, mas também foi na esperança de encontrar uma vaga e se candidatar. Aqui não encontramos vagas de emprego, está complicado essa crise”, disse o eletricista.

De acordo com Rejane Órfãos, do Departamento de Relações Empresarias do Sine, atualmente as vagas de trabalho ofertadas são poucas e a cada mês a situação é mais complicada. “Estamos fazendo o nosso trabalho. Temos ido até as empresas, lojas e supermercados que chegam à cidade para que todos eles façam o cadastro de forma que a seleção de candidatos seja realizada via Sine, mas esses meses foram complicados devido à crise”, destaca.

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Atualmente cerca de 200 empresas estão cadastradas no órgão. No período de janeiro a setembro de 2015, foram encaminhadas ao mercado de trabalho 3.800 pessoas. Sendo que os meses de maio, junho, julho e agosto foram os mais delicados, com menor oferta de vagas.

Durante esse período, a demanda maior foi por vagas de serviços gerais, açougueiro, atendente de supermercado e lojas.  “Hoje ainda enfrentamos dificuldade de mão de obra qualificada, por isso, estamos fechando parceria com o Sesi para curso de capacitação em diversas áreas”, complementa Batista Everton.

O coordenador comenta ainda que está com boas expectativas para o final do ano e solicita às empresas que procurem o Sine a fim de realizarem cadastro. O órgão fica localizado na Rua 10, esquina com Rua E, bairro Cidade Nova.