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Saúde

Profissionais da educação de Parauapebas participam de curso de reanimação de parada cardiorrespiratória

O curso foi ministrado por profissionais do SAMU de Parauapebas, nesta quarta-feira, 27, como pauta da Semana do Coração, que vai até o dia 29.

Os primeiros procedimentos feitos na pessoa que tem uma parada cardiorrespiratória são determinantes, e podem salvá-la. Por isso, os profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  –  de Parauapebas participaram nesta quarta-feira, 27, da Semana do Coração, realizada no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Eles orientaram os professores de educação física, coordenadores e diretores de escolas da rede municipal de ensino como fazer uma reanimação cardíaca e que medidas devem ser tomadas na hora de atender uma vítima de infarto.

A parada cardiorrespiratória é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. A morte súbita cardíaca afeta uma a cada 100 mil pessoas no Brasil e as doenças cardiovasculares levaram a morte de 350 mil pessoas, em 2016. Os principais sintomas de uma parada cardiorrespiratória são dor no peito, falta de ar e desmaio.

O Ministério da Saúde orienta que a prevenção das doenças cardiovasculares está ligada a hábitos saudáveis como a alimentação rica em frutas e verduras, diminuição do consumo de sal, prática de exercícios físicos regulares, evitar  o cigarro e a bebida alcoólica e controlar o peso.

Para a enfermeira e coordenadora da rede de atenção da pessoa com doenças crônicas, Silvana Manito, a doença do coração muitas vezes é assintomática. “O ideal é que a pessoa procure uma unidade de saúde e verifique regularmente a pressão arterial ou que vá pelo menos, uma vez ao ano, ao médico para fazer um exame geral. No caso do infarto, são poucas as pessoas que conseguem identificar, mas uma vez identificado, chame imediatamente o SAMU pelo 192”, enfatiza Silvana.

A coordenadora também explica que hoje não há necessidade do paciente ir para fora da cidade. “Temos cardiologista e nossa equipe de saúde está organizada para dar suporte aqui mesmo no município. Temos UTI, SAMU, UPA e a Policlínica com atendimento especializado”.

O enfermeiro e assistencialista do esporte avançado do SAMU, Manoel Wilson, explicou que o tempo de atendimento do paciente pode fazer toda diferença na hora de salvá-lo. “ A central de regulamentação tem o médico regulador que faz as orientações do que deve ser feito no local e já vai liberando de imediato da ambulância. Por mais que a pessoa seja leiga, a gente explica o passo a passo, até o momento em que a equipe chegue ao local. Por isso a importância de ligar imediatamente para o SAMU, assim que identificar uma parada cardiorrespiratória”, destaca Manoel.

O SAMU de Parauapebas conta com dois suportes, sendo um básico com técnico de enfermagem e um avançado, com o médico, uma enfermeira e um condutor. Durante a palestra, foi feita a demonstração do Desfibrilador Externo Automático (DEA) que é um equipamento de patente internacional, que foi criado para ser utilizado por leigos. É autoexplicativo e informa as etapas da
reanimação de uma pessoa que está tendo o infarto. A semana do Coração encerra no dia 29 de setembro.

Economia

Saúde de Parauapebas está sem orçamento, diz novo secretário durante entrevista à imprensa

 

Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 21, na sala de reuniões do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o novo secretário municipal de saúde, José das Dores Couto, apresentou a equipe com quem vai trabalhar e, que segundo ele, “foi escolhida por critérios basicamente técnicos, sem interferência política partidária”, para melhorar o SUS. São eles :

 – Terezinha Guimarães – Secretária Adjunta;

 – Médico Célio Kennedy – Diretor Geral do HGP;

 – Elizete Xavier – diretora de Regulação e Controle;

 – Vanusa Dias Duarte– Planejamento;

 – Diellin Michelli – Diretora da Vigilância em Saúde;

 – Enfermeiro Manoel – Diretor de Média e Alta Complexidade,

 – Gleide Lacerda – Diretora da Atenção Básica,

 – Kelia Nakay- Diretora de Gestão;

 – João Alves –Contabilidade;

 – Eli Areias – Diretor Administrativo.

O secretário José Coutinho assume uma pasta que enfrenta dificuldades financeiras. O orçamento, de um pouco mais de R$ 150 milhões, já foi usado.

Para o novo secretário, o recurso destinado pela administração anterior era insuficiente para atender as demandas do município. Coutinho reconheceu que há fragilidades de concluir os calendários até o fim do ano, mas se comprometeu que nenhum serviço será paralisado e que existem mecanismos jurídicos para que possam ser feitas anulações e remanejamentos de verbas para evitar os riscos no atendimento à população.

Ele culpou o Estado e a administração anterior pela falta de verba provocada pelo que ele chamou de “inversão de prioridades” no município.

“Nós assumimos a alta complexidade, que não era nossa responsabilidade, mas do Estado. O município de Parauapebas se fez, mais uma vez, de filho rico do Estado ao assumir o que foi implantado pela administração anterior, que foi o HGP, com demandas de média e alta complexidades. E aí, se justifica o consumo antecipado do que era previsto no orçamento, além das dívidas que ficaram”.

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade, sobrando apenas um pouco mais de 20% para a manutenção da Secretaria de Saúde e da Atenção Básica que deveria ter sido priorizada.

“Até 30 de setembro temos que apresentar na Câmara de Vereadores o orçamento para o ano que vem e tem um ajuste considerável que iremos fazer”, explicou Coutinho.

Plantões

O secretário foi questionado sobre o pagamento de valores exorbitantes por plantões e remunerações aos profissionais da saúde, principalmente médicos, que estariam recebendo por acordos feitos em gestões anteriores, sem estarem realizando os plantões. “A gente já consegue estabelecer tetos para regular os possíveis disparates nas folhas. Um levantamento está sendo feito e o que detectarmos é que está fora do princípio básico da legalidade e da moralidade, vamos rever. Não posso pactuar com qualquer coisa errada. Uma força-tarefa está sendo feita para que até 1º de outubro a gente entregue um diagnóstico da situação”, declarou.

Consórcio Carajás

O secretário também falou sobre o consórcio criado no início do ano, que reúne os municípios de Curionópolis, Canaã, Eldorado e Parauapebas. O HGP passou a receber pacientes dessas localidades, mas existe um impasse, já que os municípios que fazem parte do consórcio ainda não desembolsam nenhum recurso financeiro para ajudar no atendimento feito em Parauapebas. “Dependemos de cinco câmaras, da divisão de orçamento. Quando a gente pede para que esses municípios ajudem com 3% a 5% do orçamento eles acham muito alto e não querem contribuir. É uma discussão política que supera a questão técnica. A medida mais rápida é fazer com que o Estado participe uma com contribuição, uma vez que o HGP tem recebido mais pacientes em estado grave”, disse o secretário, concluindo que “é preciso que os políticos pressionem o Governo para que assuma a parte que é responsabilidade dele”.

Fornecimento das fórmulas

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde de Parauapebas não tem feito, de forma regular, a entrega de fórmulas para as crianças com intolerância à lactose e alergias à proteína do leite da vaca. Um movimento que reúne cerca de 70 mães relata que muitas recorrem ao Ministério Público para conseguir alimentar seus filhos.

Na coletiva, o secretário disse que tem conhecimento do problema e reconhece que essa interrupção vem sendo feita gradativamente, mas que o problema deve ser resolvido nos próximos dias. “As licitações foram propostas e por questões técnicas o processo está demorando, mas já estamos finalizando a licitação. Pelo que sabemos, dentro de poucos dias estará restabelecido o atendimento a essas crianças”.

O secretário justificou que o processo licitatório nem sempre depende do gestor, porque há os recursos que obedecem aos prazos legais e que precisam ser avaliados, mas enfatizou que há como evitar a interrupção desse fornecimento. “O que a gente tem que tomar cuidado é de estar atentos, não deixar que aconteça a possibilidade desses produtos acabarem para depois provocar a licitação. Não sei porque aconteceu. Não quero apontar dedos. Eu quero olhar daqui pra frente”, concluiu o secretário.

Saúde

Saúde de Parauapebas está sem orçamento, diz novo secretário durante entrevista à imprensa

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade

Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 21, na sala de reuniões do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o novo secretário municipal de saúde, José das Dores Couto, apresentou a equipe com quem vai trabalhar e, que segundo ele, “foi escolhida por critérios basicamente técnicos, sem interferência política partidária”, para melhorar o SUS. São eles :

– Terezinha Guimarães – Secretária Adjunta;

– Médico Célio Kennedy Borge de Paiva – Diretor Geral do HGP;

– Elizete Xavier Neres – diretora de Regulação e Controle;

– Vanuzia Dias Duarte – Planejamento;

– Diellin Michelli – Diretora da Vigilância em Saúde;

– Enfermeiro Manoel Ilson Pereira Carvalho – Diretor de Média e Alta Complexidade,

– Gleide Lacerda – Diretora da Atenção Básica,

– Kélia das Graças de Paiva Macias Nakai – Diretora de Gestão;

– João Alvaro Dias – Direto do fundo municipal de saúde (FNS);

– Eli Areias Oliveira – Diretor Administrativo.

O secretário José Coutinho assume uma pasta que enfrenta dificuldades financeiras. O orçamento, de um pouco mais de R$ 150 milhões, já foi usado.

Para o novo secretário, o recurso destinado pela administração anterior era insuficiente para atender as demandas do município. Coutinho reconheceu que há fragilidades de concluir os calendários até o fim do ano, mas se comprometeu que nenhum serviço será paralisado e que existem mecanismos jurídicos para que possam ser feitas anulações e remanejamentos de verbas para evitar os riscos no atendimento à população.

Ele culpou o Estado e a administração anterior pela falta de verba provocada pelo que ele chamou de “inversão de prioridades” no município.

“Nós assumimos a alta complexidade, que não era nossa responsabilidade, mas do Estado. O município de Parauapebas se fez, mais uma vez, de filho rico do Estado ao assumir o que foi implantado pela administração anterior, que foi o HGP, com demandas de média e alta complexidades. E aí, se justifica o consumo antecipado do que era previsto no orçamento, além das dívidas que ficaram”.

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade, sobrando apenas um pouco mais de 20% para a manutenção da Secretaria de Saúde e da Atenção Básica que deveria ter sido priorizada.

“Até 30 de setembro temos que apresentar na Câmara de Vereadores o orçamento para o ano que vem e tem um ajuste considerável que iremos fazer”, explicou Coutinho.

Plantões

O secretário foi questionado sobre o pagamento de valores exorbitantes por plantões e remunerações aos profissionais da saúde, principalmente médicos, que estariam recebendo por acordos feitos em gestões anteriores, sem estarem realizando os plantões. “A gente já consegue estabelecer tetos para regular os possíveis disparates nas folhas. Um levantamento está sendo feito e o que detectarmos que está fora do princípio básico da legalidade e da moralidade, vamos rever. Não posso pactuar com qualquer coisa errada. Uma força-tarefa está sendo feita para que até 1º de outubro a gente entregue um diagnóstico da situação”, declarou.

Consórcio Carajás

O secretário também falou sobre o consórcio criado no início do ano, que reúne os municípios de Curionópolis, Canaã, Eldorado e Parauapebas. O HGP passou a receber pacientes dessas localidades, mas existe um impasse, já que os municípios que fazem parte do consórcio ainda não desembolsam nenhum recurso financeiro para ajudar no atendimento feito em Parauapebas. “Dependemos de cinco câmaras, da divisão de orçamento. Quando a gente pede para que esses municípios ajudem com 3% a 5% do orçamento eles acham muito alto e não querem contribuir. É uma discussão política que supera a questão técnica. A medida mais rápida é fazer com que o Estado participe uma com contribuição, uma vez que o HGP tem recebido mais pacientes em estado grave”, disse o secretário, concluindo que “é preciso que os políticos pressionem o Governo para que assuma a parte que é responsabilidade dele”.

Fornecimento das fórmulas

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde de Parauapebas não tem feito, de forma regular, a entrega de fórmulas para as crianças com intolerância à lactose e alergias à proteína do leite da vaca. Um movimento que reúne cerca de 70 mães relata que muitas recorrem ao Ministério Público para conseguir alimentar seus filhos.

Na coletiva, o secretário disse que tem conhecimento do problema e reconhece que essa interrupção vem sendo feita gradativamente, mas que o problema deve ser resolvido nos próximos dias. “As licitações foram propostas e por questões técnicas o processo está demorando, mas já estamos finalizando a licitação. Pelo que sabemos, dentro de poucos dias estará restabelecido o atendimento a essas crianças”.

O secretário justificou que o processo licitatório nem sempre depende do gestor, porque há os recursos que obedecem aos prazos legais e que precisam ser avaliados, mas enfatizou que há como evitar a interrupção desse fornecimento. “O que a gente tem que tomar cuidado é de estar atentos, não deixar que aconteça a possibilidade desses produtos acabarem para depois provocar a licitação. Não sei porque aconteceu. Não quero apontar dedos. Eu quero olhar daqui pra frente”, concluiu o secretário.

Saúde

Entrevista: José das Dores Couto, o novo secretário de saúde de Parauapebas

O Blog entrevistou com exclusividade o novo gestor da Semsa. Veja o que pensa Coutinho sobre o cargo.

O prefeito Darci Lermen deu posse ontem (18) a José das Dores Couto, o Coutinho, como secretário de Saúde de Parauapebas, em substituição ao médico Francisco Cordeiro. A solenidade ocorreu no gabinete do prefeito e foi prestigiada por boa parte dos vereadores. Com a saída de Coutinho da Câmara Municipal de Parauapebas, o jovem Rafael Ribeiro, 23 anos assume a vaga. O jovem Rafael será o primeiro vereador natural de Parauapebas a ocupar uma cadeira na CMP.

Perfil

Coutinho é mineiro, de Luz, administrador de empresas, tem 52 anos (15/07/1965) e chegou em Parauapebas em 1985 para trabalhar na então Companhia Vale do Rio Doce. De 1985 a 2000, Coutinho foi secretário e presidente do Sindicato Metabase, juiz classista quando Parauapebas ainda estava sob a jurisdição de Marabá. Em 2000 retornou para Minas Gerais, só voltando à Parauapebas em 2005 para ser o coordenador do Programa de Habitação do governo Darci Lermen. Durante sua gestão foram entregues 540 casas populares à cidadãos de baixa renda em Parauapebas. Em 2007 assumiu a Secretaria Municipal de Ação Social – SEMAS, lá permanecendo até meados de 2008, quando assumiu a coordenação da campanha municipal do Partido dos Trabalhadores, que conduziu Darci Lermen à reeleição. Em 2009 foi convidado e assumiu a chefia do gabinete do então prefeito Darci Lermen, cargo que ocupou até junho de 2010, quando assumiu a Secretaria de Obras de Parauapebas. Em 2012 Coutinho foi candidato a prefeito de Parauapebas e obteve 29.090 votos, perdendo a eleição para Valmir Mariano Queiroz. Em 2016 se elegeu vereador pelo PMDB com 1.068 votos, e foi nomeado líder de governo na CMP.

O Blog conversou com o recém nomeado secretário. Confira:

Zé Dudu – Coutinho, com esse curriculum você se acha capaz de assumir e resolver os problemas da saúde em Parauapebas? 

Coutinho – Sim, capaz de assumir e dedicar à  causa sim. Sabemos que a questão saúde é complexa, mas com comprometimento e uma boa equipe focaremos em avançar rumo à qualidade de atendimento.

Zé Dudu – Você já escolheu sua equipe?

Coutinho – Sim! A equipe de diretores terá Terezinha Guimarães (adjunta); Célio Kennedy (Diretor do HGP); Gleide Lacerda (Diretora da Atenção Básica); Diellin Michelli (Diretora de Vigilância e Saúde);  Eli Areias (Diretor Administrativo); João Alvaro (Diretor do Fundo Municipal de Saúde e Financeiro); Enfermeiro Manoel (Diretor de Média e Alta Complexidade) e Kélia (Diretora de Gestão e trabalho).

Zé Dudu – Como legislador que era até ontem, o senhor está ciente dos problemas que irá encontrar na Semsa. Um dos maiores diz respeito aos salários dos médicos, inchado com a remuneração referente aos plantões. O que fazer para corrigir isso?

Coutinho – Problemas têm de ser enfrentados de frente! Devemos, a princípio, levantar a real situação e procurarmos entender este processo. Certos de que as remunerações deverão ser justas, de acordo com o  que efetivamente se trabalha. Lembrando ainda que tramita na Câmara um projeto de Lei que, se  aprovado, regulamentará  os plantões médicos e valores.

Zé Dudu – Por falar em CMP, esses oito meses e meio que você passou lá lhe garantiram algum conhecimento além do que o senhor já tinha como gestor público? O que essa experiência pode ajudar agora à frente da Semsa?

Coutinho – Foi a minha primeira experiência no legislativo. Acredito que cada experiência nos ensina um pouquinho. A de legislar me ensinou muito. Estar do lado de quem representa os anseios da sociedade faz com que acordemos efetivamente para os problemas do próximo. Tenho certeza que, de volta ao executivo, trataremos com muito mais sensibilidade a vida do nosso povo.

Saúde

Parauapebas: Mesmo com demanda reprimida de 11 mil atendimentos, Policlínica Municipal fecha as portas no recesso

Outro setor que sofreu um impacto no atendimento por conta do recesso foi o Laboratório Municipal, cuja demanda também é enorme.

De acordo com informativo publicado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) referente ao atendimento de junho na Policlínica Municipal, estabelecimento de saúde onde são disponibilizados atendimentos com especialistas, serviço de fisioterapia, reabilitação precoce, entre outros, existe uma demanda reprimida de pelo menos 11 mil atendimentos, e isto é somente para consultas com especialistas.

Mesmo com essa fila enorme de espera por atendimento, a Semsa decidiu fechar as portas do estabelecimento de saúde durante a última semana do recesso decretado pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen.

Enviamos um e-mail para a Assessoria de Comunicação solicitando uma nota que informasse a justificativa para tal decisão, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. Possivelmente a Assessoria também esteja de recesso.

Outro setor que sofreu um impacto no atendimento por conta do recesso foi o Laboratório Municipal. De acordo com os atendentes estão sendo disponibilizadas diariamente apenas 50 fichas para o usuário comum e 50 para os que são considerados prioritários (grávidas, idosos, pessoas com deficiência). “Mas tem que chegar antes das seis da manhã para conseguir uma vaga, pois nesse horário já tem muita gente aqui na fila”, disse um dos atendentes.

Seiciane Conceição ficou revoltada por ter chegado às seis e meia da manhã e não ter conseguido vaga. “Isso é uma humilhação; não tenho transporte; só posso vir de van, não dá para chegar mais cedo”, relatou a dona de casa ao Blog.

Saúde

Produtividade dos médicos da rede pública de saúde será acompanhada

Já existe um TAC assinado entre a Semsa e o MP para a implantação da biometria na Saúde local, mas este ainda não foi cumprido.

Durante o evento de apresentação do balanço de gestão do Ministério da Saúde, realizado nesta quinta-feira (13), em Brasília, o ministro Ricardo Barros anunciou que pretende instalar o sistema de biometria para controlar os horários de trabalho dos médicos e assim poder cobrar mais produtividade dos profissionais.

“Vamos parar de fingir que a gente paga médicos e o médico fingir que trabalha. Isso não está ajudando a saúde do Brasil”, declarou o ministro. Tal medida, de acordo com o gestor, se dá em função das dificuldades que o usuário tem de encontrar médicos nas unidades básicas de saúde.

Os profissionais são contratados ou concursados para trabalharem quatro horas, neste período devem atender pelo menos 16 pacientes, gastando em média 15 minutos em cada consulta, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O problema é que na prática isso não ocorre, os usuários das unidades básicas de saúde em Parauapebas-PA comprovam isso diariamente. “Eu quase sempre consigo minha consultas por que sou hipertenso e idoso, então tenho prioridade, mas acho horrível ter que chegar à unidade de saúde às sete e meia da manhã e o médico chegar só nove horas, aí, ele consulta todo mundo rapidinho e 11 horas já vai embora, eu já fiquei observando e isso acontece direto”, afirma o aposentado Moisés Alves Carvalho.

A ideia do ministro é criar um controle de produtividade, em que profissionais cumpram a jornada de trabalho. O primeiro passo já foi dado para alcançar esse objetivo com o processo de informatização das unidades de saúde, que em Parauapebas também já foi iniciado, por conta da implantação do prontuário eletrônico.

O governo federal pretende informatizar todas as unidades básicas de saúde até o fim de 2018. Para isso, a pasta deverá repassar um recurso mensal suficiente para financiar 50% dos custos com a empresa fornecedora dos serviços.

De acordo com Barros, em locais que contam com o sistema de biometria, cerca de metade dos médicos pede demissão. “Eles têm vários trabalhos, não conseguem cumprir a jornada e acabam abandonando o serviço quando há maior controle da jornada”, disse. O ministro afirmou que a média de comparecimento de médicos identificada até o momento é de 30%. “Isso vai mudar com a biometria”, completou.

O ministro alertou que essa dificuldade com a classe ocorre por conta de muitos municípios não ofertarem salários satisfatórios, estimulando assim o profissional a buscar outros postos de trabalho para melhorar a renda, por isso, os municípios, devem aumentar os salários pagos para os profissionais.

Quando o profissional não cumpre a jornada de trabalho devida na unidade básica de saúde, sobrecarrega unidades das redes de urgência e emergência, como UPA e o Pronto Socorro. “Lá o paciente sabe que vai encontrar médico”, afirma o ministro, destacando que os municípios ficarão obrigados a repassar a informação sobre a produtividade dos profissionais para o ministério.

Em Parauapebas, a Secretaria de Saúde assinou há meses um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Estado para a implantação da biometria para acompanhamento da jornada de trabalho dos funcionários da Semsa, mas, até o momento, processo está em fase de cotação de preços, informou o secretário Francisco Cordeiro. Já por parte do MP, foi informado que este vai consultar o andamento de mais esse TAC e que pretende cobrar na justiça sua imediata implantação, já que, assim como pensa o ministro, é preciso mais controle sobre o horário de trabalho dos médicos. (Com informações do site do Ministério da Saúde)

Parauapebas

Obras da Unidade Básica de Saúde do bairro Rio Verde devem iniciar ainda este ano

Os recursos financeiros para a obra virão dos governos federal e estadual. A prefeitura entrará com equipamentos, insumos e mão-de-obra para o funcionamento da unidade.

A comunidade do Rio Verde aplaudiu calorosamente a gestão municipal durante a Audiência Pública do PPA realizada nesta terça-feira (11), na Escola Municipal Paulo Fonteles. A euforia foi graças a notícia repassada pela secretária adjunta de saúde, Raijane Loras, que anunciou a construção do prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) que atende a localidade. A previsão de início da obra é para o segundo semestre desse ano.

Há anos a comunidade do Rio Verde sofre com a falta de estrutura da Unidade Básica de Saúde, que já funcionou em vários prédios alugados, alguns com condições tão precárias que já precisaram até mesmo ser interditados. O prédio próprio será construído em uma área da Prefeitura, localizada na Rua JK esquina com Rua Minas Gerais, que já abrigou a própria Unidade de Saúde do Rio Verde e anos depois se tornou a sede da Unidade de Saúde Visual Jonas Melo. Atualmente a área está sem ocupação.

A construção da UBS Rio Verde decorre de uma emenda do deputado federal Wladimir Costa, feita em 2014, que pediu a liberação de pouco mais de R$ 700 mil para esse fim. O recurso para o restante da obra será complementado pelo governo do Estado. A responsabilidade da Prefeitura é de equipamentos, insumos e mão-de-obra para o funcionamento da unidade, que deverá entrar em operação em até 90 dias contados a partir da entrega do prédio.

“Já era uma demanda antiga da Prefeitura, tanto que a emenda foi proposta ainda em 2014, mas só agora se consolida. Depois de muita conversa o governo estadual aceitou construir toda a unidade. Nós argumentamos que Parauapebas não tinha como arcar e que já temos um custo muito alto com serviços de média e alta complexidade, cuja competência é do governo estadual, como UTI e Hemodiálise”, disse a secretária ajunta durante o evento.

Tipo da Unidade e capacidade de atendimento

De acordo com o projeto da Obra, será construída uma estrutura para comportar uma UBS Tipo IV, que deve contar com pelo menos 4 consultórios médicos, 4 consultórios odontológicos, sala de curativo, sala de administração de medicamentos, sala de vacinação, entre outros espaços. De acordo com dados do Ministério da Saúde, uma unidade tipo IV consegue atender até 16 mil famílias.

Cotidiano

População de Parauapebas sofre com as queimadas urbanas

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas iniciou uma campanha contra as queimadas urbanas na semana passada.

Willamar Carvalho, moradora do bairro Cidade Jardim, já não sabe mais o que fazer para amenizar os problemas de saúde que sua filha, de seis anos, sofre por conta das queimadas urbanas. “Ela tem asma e não consegue respirar bem com essa fumaça toda. Todo ano é o mesmo sofrimento”, relata a mãe.

Além dos problemas de saúde, as queimadas deixam muita bagunça com as fuligens que invadem as casas, se espalhando pelo chão, sujando roupas e mudando qualquer cenário. O Blog recebeu um vídeo que demostra um pouco do estresse causado.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas iniciou uma campanha contra as queimadas urbanas na semana passada. Além das ações educativas, um conjunto de peças publicitárias também estão sendo veiculadas com o tema “Queimadas: sua consciência é a cura desse mal”.

Uma das ações já realizadas foi protagonizada pelos alunos do programa Jovem Ambientalista e educadores ambientais, na quarta-feira (28), em que realizaram blitzes em vários pontos de Parauapebas para alertar sobre os perigos das queimadas para a saúde da população e para o meio ambiente.

A campanha tem o apoio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e das secretarias municipais de Saúde (Semsa) e de Serviços Urbanos (Semurb) bem como do Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (Saaep), que irão realizar fiscalizações de combate às queimadas.

Nesta época é comum as pessoas atearem fogo para a limpeza de áreas, sejam quintais ou lotes, ignorando os terríveis danos que provocam à saúde humana, já que a fumaça está carregada de substâncias que podem causar problemas oculares e respiratórios, como asma, bronquite, renite alérgica, e até mesmo câncer. Crianças e idosos são as maiores vítimas.

As queimadas contribuem ainda para o aquecimento global e destroem plantas e animais. Há ainda o risco das chamas se alastrarem com o vento e avançar sobre as residências, causando incêndios de grandes proporções.

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