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Canaã dos Carajás

Alerta: Falta kit de teste rápido para leishmaniose em Canaã

Doença já atingiu 22 pessoas na cidade. Previsão é de que os kits cheguem ao município até sexta-feira (25)
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Segundo a Secretária Municipal de Saúde (Semsa) de Canaã dos Carajás, dos 534 cães que passaram pelo teste rápido de leishmaniose visceral canina (LVC), doença mais conhecida como Calazar, 395 – 74% -, foram diagnosticados com o mal. Em humanos, 22 casos já foram confirmados, cinco de leishmaniose tegumentar (feridas indolores na pele e nas mucosas do corpo) e 17 do tipo visceral que, se não tratada, pode levar à morte.

A Semsa está realizando ações preventivas no município, como testes, eutanásia em cães infectados, estudos sobre a infestação e ações de sensibilização, como palestras em escolas e comunidades. No entanto, quem tem procurado a secretaria para o teste rápido de triagem não tem conseguido realizar o procedimento, pois o kit para teste rápido está em falta no município desde a semana passada.

De acordo com Douglas Pacheco, coordenador de Vigilância e Saúde do município, a previsão é que o kit chegue até esta sexta-feira (25). Ainda de acordo com ele, os próximos testes serão realizados na ONG Anjos de Patas, localizada na Avenida São João, próximo ao Corpo de Bombeiros.

O irmão do vereador Andersom Mendes e ex-diretor-presidente da Funcel (Fundação Municipal de Cultura e Lazer), Gilson Mendes, foi uma das pessoas infectadas pelo mosquito palha, transmissor do Calazar, e permanece internado no Hospital Municipal “Daniel Gonçalves”.

Como prevenir

Algumas medidas preventivas poder ser adotadas pela população a fim de evitar a proliferação do mosquito palha, como: manter o interior da casa e o quintal limpos, não criar galinhas nem porcos em ambiente urbanos (as fezes desses animais atraem o mosquito palha), não adotar cães de rua e manter os animais de estimação sadios limpos e dentro de casa, não deixa-los ir para a rua.

A leishmaniose não é transmitida de pessoa para pessoa nem do animal para pessoa e sim pela picada do mosquito no animal ou no ser humano. Assim, se houver um animal com sintomas de leishmaniose em casa, a pessoa deve imediatamente leva-lo para o Centro de Controle de Zoonoses ou órgão equivalente na cidade, para que seja examinado e, em caso de estar contaminado, sacrificado. Não esperar que o órgão público vá buscá-lo, o que, muitas vezes, pode demorar a acontecer.

Sintomas nos cães

Os cães afetados pela doença apresentam os seguintes sintomas: Problemas de pele e pelo, como: dermatite seborreica, feridas na ponta das orelhas e na ponta do focinho, falta de pelo ao redor dos olhos; emagrecimento, sangramento nasal ou oral, apatia, problemas nos olhos, crescimento exagerado das unhas e febre.

Saúde

Parauapebas: Secretaria de Saúde lança campanha “Janeiro Roxo” de Combate à Hanseníase nesta segunda-feira, 22

Na oportunidade serão realizadas palestras, avaliação corporal, panfletagens, pesagem do Programa Bolsa Família (PBF), aferição de pressão arterial e rodas de conversa.
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No período de 22 a 28 deste mês, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e da Coordenação dos Programas de Controle da Hanseníase e Tuberculose realizará a campanha “Janeiro Roxo” de Combate à Hanseníase, com o tema “Todos contra a hanseníase”. O intuito da Semana é orientar e prevenir à população contra a doença.

Na oportunidade serão realizadas diversas ações como palestras, avaliação corporal, panfletagens, pesagem do Programa Bolsa Família (PBF), aferição de pressão arterial e rodas de conversa.

Confira a programação:

· 22 a 26/01 (Segunda a sexta-feira).
· Palestra e avaliação corporal.
· Unidades Básicas de Saúde da zona urbana.
· 7h às 11h e das 13h às 17h.

· 24 e 26/01 (Quarta e sexta-feira).
· Palestra e avaliação corporal.
· Quartel da Polícia Militar de Parauapebas.
· Rua F, bairro Primavera, s/n.
· 14h às 18h.

· 26/01 (Sexta-feira).
· Palestra e avaliação corporal.
· Sede da Guarda Municipal de Parauapebas, Rua Espanha, nº 981
(ao lado do Residencial Amec Ville).
· 8h às 12h.

· 27/01 (Sábado).
· Palestra, panfletagem, realização de avaliação corporal, pesagem para o
PBF e aferição de pressão arterial.
· Feira do Produtor Rural, Rodovia Faruk Salmen, bairro Novo Horizonte.
· 8h às 12h.

· 28/01 (Domingo – Dia D de Combate à Hanseníase)
· Palestra, panfletagem, realização de avaliação corporal, pesagem
para o PBF, aferição de pressão arterial e roda de conversa.
· Feira do Rio Verde, Avenida Liberdade, bairro Rio Verde, s/n.
· 8h às 12h.

Fonte: Prefeitura Municipal de Parauapebas | Assessoria de Comunicação Social

Entrevista

“Fico, e deixarei um legado positivo na Saúde de Parauapebas”, afirma Coutinho

O Secretário de Saúde concedeu entrevista ao Blog, quando afirmou seu desejo de continuar à frente da Semsa
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O Blog contactou o Secretário de Saúde do munícipio de Parauapebas, José das Dores Couto (Coutinho) para esclarecer comentários oriundos de grupos da rede social Whatsapp que dão conta de sua volta a Câmara Municipal de Parauapebas tão logo os trabalhos legislativos recomecem, deixando assim o cargo de gestor da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao Blog para esclarecer os fatos. Confira:

Zé Dudu – Coutinho, procede a informação veículada?

Coutinho – Não há nenhuma verdade nisso, não sei de onde o povo tira tanta especulação.

Zé Dudu – Não seria em virtude do atraso nos salários dos servidores da Saúde?

Coutinho – Os salários não estão atrasados. A Prefeitura tem até o quinto dia útil para quitar o salário do mês. Infelizmente, no final de ano não foi possível quitar antecipadamente os salários da Saúde. Talvez pelo motivo de eu ter externado publicamente em algum momento a minha insatisfação da Saúde ter ficado sem receber, esse boato tenha se originado.

Zé Dudu – Isso provocou uma crise entre você e o prefeito?

Coutinho – Não, pelo contrário. Darci foi e está sendo solidário a mim e aos funcionários da Saúde nessa situação. Mas, exerço um cargo de confiança desde setembro, e quem nomeia e exonera é o prefeito. Em momento algum ele me pediu o cargo ou eu pedi para sair e voltar à Câmara Municipal.

Zé Dudu – Em um outro momento houve a especulação de que você sairia da Saúde e iria para uma outra secretaria para ajudar a compor o governo? 

Coutinho – Realmente surgiram esses boatos de que eu teria sido convidado para ir a uma outra secretaria, por mais que essa conversa exista, ou existisse, eu não deixaria nesse momento a Saúde, em hipótese nenhuma. Seria demonstração de fraqueza da minha parte. Apesar de eu ter chegado lá em setembro, sem nenhum orçamento, sem nada, venho dando murro em ponta de faca, fazendo das tripas o coração. Mas as coisas vêm funcionando. Espero que no novo ano, com novo orçamento, e com alguns processos avançados pra dar uma solução administrativa mais rápida, mais eficaz e de funcionalidade, as coisas vão melhorar.

Estou construindo tudo isso, esperando para que a gente possa deixar um legado, pelo menos, quando sair. Se eu sair agora, seria demonstração de fraqueza, demonstração de irresponsabilidade, de covardia, que eu não faria em momento nenhum. Até porque eu não sou sozinho na história; quando eu fui para lá, convidei algumas pessoas para irem comigo, e, eu saindo, estaria abandonando o barco com eles dentro. Eu não faria isso. Então, não tem nenhuma verdade nessa história.

Zé Dudu – Já existe uma data prevista para o pagamento?

Coutinho – Na quinta-feira (5) sentei com o sindicato para resolver e amenizar as crises enquanto contruíamos o pagamento das férias do pessoal, o que aconteceu na quinta mesmo. Estamos construindo uma situação para que o pagamento dos salários de dezembro seja efetuado na segunda-feira (8).

Zé Dudu – Você como político experiente que é sabe do desgaste que o não pagamento da Saúde junto com os outros funcionários da administração lhe trouxe. Acredita que esse fato pode atrapalhar a sua convivência com os funcionários no futuro?

Coutinho – Tenho procurado fazer uma administração transparente e sempre em harmonia com os funcionários e não acredito que este fato venha a interferir na relação futura. Infelizmente aconteceu da Saúde ficar sem receber e não há como mudar isso. Mas, os funcionários podem ter a certeza de que não houve falta de empenho da equipe.

Saúde

Profissionais da educação de Parauapebas participam de curso de reanimação de parada cardiorrespiratória

O curso foi ministrado por profissionais do SAMU de Parauapebas, nesta quarta-feira, 27, como pauta da Semana do Coração, que vai até o dia 29.
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Os primeiros procedimentos feitos na pessoa que tem uma parada cardiorrespiratória são determinantes, e podem salvá-la. Por isso, os profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  –  de Parauapebas participaram nesta quarta-feira, 27, da Semana do Coração, realizada no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Eles orientaram os professores de educação física, coordenadores e diretores de escolas da rede municipal de ensino como fazer uma reanimação cardíaca e que medidas devem ser tomadas na hora de atender uma vítima de infarto.

A parada cardiorrespiratória é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. A morte súbita cardíaca afeta uma a cada 100 mil pessoas no Brasil e as doenças cardiovasculares levaram a morte de 350 mil pessoas, em 2016. Os principais sintomas de uma parada cardiorrespiratória são dor no peito, falta de ar e desmaio.

O Ministério da Saúde orienta que a prevenção das doenças cardiovasculares está ligada a hábitos saudáveis como a alimentação rica em frutas e verduras, diminuição do consumo de sal, prática de exercícios físicos regulares, evitar  o cigarro e a bebida alcoólica e controlar o peso.

Para a enfermeira e coordenadora da rede de atenção da pessoa com doenças crônicas, Silvana Manito, a doença do coração muitas vezes é assintomática. “O ideal é que a pessoa procure uma unidade de saúde e verifique regularmente a pressão arterial ou que vá pelo menos, uma vez ao ano, ao médico para fazer um exame geral. No caso do infarto, são poucas as pessoas que conseguem identificar, mas uma vez identificado, chame imediatamente o SAMU pelo 192”, enfatiza Silvana.

A coordenadora também explica que hoje não há necessidade do paciente ir para fora da cidade. “Temos cardiologista e nossa equipe de saúde está organizada para dar suporte aqui mesmo no município. Temos UTI, SAMU, UPA e a Policlínica com atendimento especializado”.

O enfermeiro e assistencialista do esporte avançado do SAMU, Manoel Wilson, explicou que o tempo de atendimento do paciente pode fazer toda diferença na hora de salvá-lo. “ A central de regulamentação tem o médico regulador que faz as orientações do que deve ser feito no local e já vai liberando de imediato da ambulância. Por mais que a pessoa seja leiga, a gente explica o passo a passo, até o momento em que a equipe chegue ao local. Por isso a importância de ligar imediatamente para o SAMU, assim que identificar uma parada cardiorrespiratória”, destaca Manoel.

O SAMU de Parauapebas conta com dois suportes, sendo um básico com técnico de enfermagem e um avançado, com o médico, uma enfermeira e um condutor. Durante a palestra, foi feita a demonstração do Desfibrilador Externo Automático (DEA) que é um equipamento de patente internacional, que foi criado para ser utilizado por leigos. É autoexplicativo e informa as etapas da
reanimação de uma pessoa que está tendo o infarto. A semana do Coração encerra no dia 29 de setembro.

Economia

Saúde de Parauapebas está sem orçamento, diz novo secretário durante entrevista à imprensa

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Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 21, na sala de reuniões do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o novo secretário municipal de saúde, José das Dores Couto, apresentou a equipe com quem vai trabalhar e, que segundo ele, “foi escolhida por critérios basicamente técnicos, sem interferência política partidária”, para melhorar o SUS. São eles :

 – Terezinha Guimarães – Secretária Adjunta;

 – Médico Célio Kennedy – Diretor Geral do HGP;

 – Elizete Xavier – diretora de Regulação e Controle;

 – Vanusa Dias Duarte– Planejamento;

 – Diellin Michelli – Diretora da Vigilância em Saúde;

 – Enfermeiro Manoel – Diretor de Média e Alta Complexidade,

 – Gleide Lacerda – Diretora da Atenção Básica,

 – Kelia Nakay- Diretora de Gestão;

 – João Alves –Contabilidade;

 – Eli Areias – Diretor Administrativo.

O secretário José Coutinho assume uma pasta que enfrenta dificuldades financeiras. O orçamento, de um pouco mais de R$ 150 milhões, já foi usado.

Para o novo secretário, o recurso destinado pela administração anterior era insuficiente para atender as demandas do município. Coutinho reconheceu que há fragilidades de concluir os calendários até o fim do ano, mas se comprometeu que nenhum serviço será paralisado e que existem mecanismos jurídicos para que possam ser feitas anulações e remanejamentos de verbas para evitar os riscos no atendimento à população.

Ele culpou o Estado e a administração anterior pela falta de verba provocada pelo que ele chamou de “inversão de prioridades” no município.

“Nós assumimos a alta complexidade, que não era nossa responsabilidade, mas do Estado. O município de Parauapebas se fez, mais uma vez, de filho rico do Estado ao assumir o que foi implantado pela administração anterior, que foi o HGP, com demandas de média e alta complexidades. E aí, se justifica o consumo antecipado do que era previsto no orçamento, além das dívidas que ficaram”.

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade, sobrando apenas um pouco mais de 20% para a manutenção da Secretaria de Saúde e da Atenção Básica que deveria ter sido priorizada.

“Até 30 de setembro temos que apresentar na Câmara de Vereadores o orçamento para o ano que vem e tem um ajuste considerável que iremos fazer”, explicou Coutinho.

Plantões

O secretário foi questionado sobre o pagamento de valores exorbitantes por plantões e remunerações aos profissionais da saúde, principalmente médicos, que estariam recebendo por acordos feitos em gestões anteriores, sem estarem realizando os plantões. “A gente já consegue estabelecer tetos para regular os possíveis disparates nas folhas. Um levantamento está sendo feito e o que detectarmos é que está fora do princípio básico da legalidade e da moralidade, vamos rever. Não posso pactuar com qualquer coisa errada. Uma força-tarefa está sendo feita para que até 1º de outubro a gente entregue um diagnóstico da situação”, declarou.

Consórcio Carajás

O secretário também falou sobre o consórcio criado no início do ano, que reúne os municípios de Curionópolis, Canaã, Eldorado e Parauapebas. O HGP passou a receber pacientes dessas localidades, mas existe um impasse, já que os municípios que fazem parte do consórcio ainda não desembolsam nenhum recurso financeiro para ajudar no atendimento feito em Parauapebas. “Dependemos de cinco câmaras, da divisão de orçamento. Quando a gente pede para que esses municípios ajudem com 3% a 5% do orçamento eles acham muito alto e não querem contribuir. É uma discussão política que supera a questão técnica. A medida mais rápida é fazer com que o Estado participe uma com contribuição, uma vez que o HGP tem recebido mais pacientes em estado grave”, disse o secretário, concluindo que “é preciso que os políticos pressionem o Governo para que assuma a parte que é responsabilidade dele”.

Fornecimento das fórmulas

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde de Parauapebas não tem feito, de forma regular, a entrega de fórmulas para as crianças com intolerância à lactose e alergias à proteína do leite da vaca. Um movimento que reúne cerca de 70 mães relata que muitas recorrem ao Ministério Público para conseguir alimentar seus filhos.

Na coletiva, o secretário disse que tem conhecimento do problema e reconhece que essa interrupção vem sendo feita gradativamente, mas que o problema deve ser resolvido nos próximos dias. “As licitações foram propostas e por questões técnicas o processo está demorando, mas já estamos finalizando a licitação. Pelo que sabemos, dentro de poucos dias estará restabelecido o atendimento a essas crianças”.

O secretário justificou que o processo licitatório nem sempre depende do gestor, porque há os recursos que obedecem aos prazos legais e que precisam ser avaliados, mas enfatizou que há como evitar a interrupção desse fornecimento. “O que a gente tem que tomar cuidado é de estar atentos, não deixar que aconteça a possibilidade desses produtos acabarem para depois provocar a licitação. Não sei porque aconteceu. Não quero apontar dedos. Eu quero olhar daqui pra frente”, concluiu o secretário.

Saúde

Saúde de Parauapebas está sem orçamento, diz novo secretário durante entrevista à imprensa

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade
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Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 21, na sala de reuniões do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o novo secretário municipal de saúde, José das Dores Couto, apresentou a equipe com quem vai trabalhar e, que segundo ele, “foi escolhida por critérios basicamente técnicos, sem interferência política partidária”, para melhorar o SUS. São eles :

– Terezinha Guimarães – Secretária Adjunta;

– Médico Célio Kennedy Borge de Paiva – Diretor Geral do HGP;

– Elizete Xavier Neres – diretora de Regulação e Controle;

– Vanuzia Dias Duarte – Planejamento;

– Diellin Michelli – Diretora da Vigilância em Saúde;

– Enfermeiro Manoel Ilson Pereira Carvalho – Diretor de Média e Alta Complexidade,

– Gleide Lacerda – Diretora da Atenção Básica,

– Kélia das Graças de Paiva Macias Nakai – Diretora de Gestão;

– João Alvaro Dias – Direto do fundo municipal de saúde (FNS);

– Eli Areias Oliveira – Diretor Administrativo.

O secretário José Coutinho assume uma pasta que enfrenta dificuldades financeiras. O orçamento, de um pouco mais de R$ 150 milhões, já foi usado.

Para o novo secretário, o recurso destinado pela administração anterior era insuficiente para atender as demandas do município. Coutinho reconheceu que há fragilidades de concluir os calendários até o fim do ano, mas se comprometeu que nenhum serviço será paralisado e que existem mecanismos jurídicos para que possam ser feitas anulações e remanejamentos de verbas para evitar os riscos no atendimento à população.

Ele culpou o Estado e a administração anterior pela falta de verba provocada pelo que ele chamou de “inversão de prioridades” no município.

“Nós assumimos a alta complexidade, que não era nossa responsabilidade, mas do Estado. O município de Parauapebas se fez, mais uma vez, de filho rico do Estado ao assumir o que foi implantado pela administração anterior, que foi o HGP, com demandas de média e alta complexidades. E aí, se justifica o consumo antecipado do que era previsto no orçamento, além das dívidas que ficaram”.

Segundo o secretário, o Hospital Geral de Parauapebas consome 47% do orçamento e 30% são gastos com o Centro de Especialidade, sobrando apenas um pouco mais de 20% para a manutenção da Secretaria de Saúde e da Atenção Básica que deveria ter sido priorizada.

“Até 30 de setembro temos que apresentar na Câmara de Vereadores o orçamento para o ano que vem e tem um ajuste considerável que iremos fazer”, explicou Coutinho.

Plantões

O secretário foi questionado sobre o pagamento de valores exorbitantes por plantões e remunerações aos profissionais da saúde, principalmente médicos, que estariam recebendo por acordos feitos em gestões anteriores, sem estarem realizando os plantões. “A gente já consegue estabelecer tetos para regular os possíveis disparates nas folhas. Um levantamento está sendo feito e o que detectarmos que está fora do princípio básico da legalidade e da moralidade, vamos rever. Não posso pactuar com qualquer coisa errada. Uma força-tarefa está sendo feita para que até 1º de outubro a gente entregue um diagnóstico da situação”, declarou.

Consórcio Carajás

O secretário também falou sobre o consórcio criado no início do ano, que reúne os municípios de Curionópolis, Canaã, Eldorado e Parauapebas. O HGP passou a receber pacientes dessas localidades, mas existe um impasse, já que os municípios que fazem parte do consórcio ainda não desembolsam nenhum recurso financeiro para ajudar no atendimento feito em Parauapebas. “Dependemos de cinco câmaras, da divisão de orçamento. Quando a gente pede para que esses municípios ajudem com 3% a 5% do orçamento eles acham muito alto e não querem contribuir. É uma discussão política que supera a questão técnica. A medida mais rápida é fazer com que o Estado participe uma com contribuição, uma vez que o HGP tem recebido mais pacientes em estado grave”, disse o secretário, concluindo que “é preciso que os políticos pressionem o Governo para que assuma a parte que é responsabilidade dele”.

Fornecimento das fórmulas

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde de Parauapebas não tem feito, de forma regular, a entrega de fórmulas para as crianças com intolerância à lactose e alergias à proteína do leite da vaca. Um movimento que reúne cerca de 70 mães relata que muitas recorrem ao Ministério Público para conseguir alimentar seus filhos.

Na coletiva, o secretário disse que tem conhecimento do problema e reconhece que essa interrupção vem sendo feita gradativamente, mas que o problema deve ser resolvido nos próximos dias. “As licitações foram propostas e por questões técnicas o processo está demorando, mas já estamos finalizando a licitação. Pelo que sabemos, dentro de poucos dias estará restabelecido o atendimento a essas crianças”.

O secretário justificou que o processo licitatório nem sempre depende do gestor, porque há os recursos que obedecem aos prazos legais e que precisam ser avaliados, mas enfatizou que há como evitar a interrupção desse fornecimento. “O que a gente tem que tomar cuidado é de estar atentos, não deixar que aconteça a possibilidade desses produtos acabarem para depois provocar a licitação. Não sei porque aconteceu. Não quero apontar dedos. Eu quero olhar daqui pra frente”, concluiu o secretário.

Saúde

Entrevista: José das Dores Couto, o novo secretário de saúde de Parauapebas

O Blog entrevistou com exclusividade o novo gestor da Semsa. Veja o que pensa Coutinho sobre o cargo.
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O prefeito Darci Lermen deu posse ontem (18) a José das Dores Couto, o Coutinho, como secretário de Saúde de Parauapebas, em substituição ao médico Francisco Cordeiro. A solenidade ocorreu no gabinete do prefeito e foi prestigiada por boa parte dos vereadores. Com a saída de Coutinho da Câmara Municipal de Parauapebas, o jovem Rafael Ribeiro, 23 anos assume a vaga. O jovem Rafael será o primeiro vereador natural de Parauapebas a ocupar uma cadeira na CMP.

Perfil

Coutinho é mineiro, de Luz, administrador de empresas, tem 52 anos (15/07/1965) e chegou em Parauapebas em 1985 para trabalhar na então Companhia Vale do Rio Doce. De 1985 a 2000, Coutinho foi secretário e presidente do Sindicato Metabase, juiz classista quando Parauapebas ainda estava sob a jurisdição de Marabá. Em 2000 retornou para Minas Gerais, só voltando à Parauapebas em 2005 para ser o coordenador do Programa de Habitação do governo Darci Lermen. Durante sua gestão foram entregues 540 casas populares à cidadãos de baixa renda em Parauapebas. Em 2007 assumiu a Secretaria Municipal de Ação Social – SEMAS, lá permanecendo até meados de 2008, quando assumiu a coordenação da campanha municipal do Partido dos Trabalhadores, que conduziu Darci Lermen à reeleição. Em 2009 foi convidado e assumiu a chefia do gabinete do então prefeito Darci Lermen, cargo que ocupou até junho de 2010, quando assumiu a Secretaria de Obras de Parauapebas. Em 2012 Coutinho foi candidato a prefeito de Parauapebas e obteve 29.090 votos, perdendo a eleição para Valmir Mariano Queiroz. Em 2016 se elegeu vereador pelo PMDB com 1.068 votos, e foi nomeado líder de governo na CMP.

O Blog conversou com o recém nomeado secretário. Confira:

Zé Dudu – Coutinho, com esse curriculum você se acha capaz de assumir e resolver os problemas da saúde em Parauapebas? 

Coutinho – Sim, capaz de assumir e dedicar à  causa sim. Sabemos que a questão saúde é complexa, mas com comprometimento e uma boa equipe focaremos em avançar rumo à qualidade de atendimento.

Zé Dudu – Você já escolheu sua equipe?

Coutinho – Sim! A equipe de diretores terá Terezinha Guimarães (adjunta); Célio Kennedy (Diretor do HGP); Gleide Lacerda (Diretora da Atenção Básica); Diellin Michelli (Diretora de Vigilância e Saúde);  Eli Areias (Diretor Administrativo); João Alvaro (Diretor do Fundo Municipal de Saúde e Financeiro); Enfermeiro Manoel (Diretor de Média e Alta Complexidade) e Kélia (Diretora de Gestão e trabalho).

Zé Dudu – Como legislador que era até ontem, o senhor está ciente dos problemas que irá encontrar na Semsa. Um dos maiores diz respeito aos salários dos médicos, inchado com a remuneração referente aos plantões. O que fazer para corrigir isso?

Coutinho – Problemas têm de ser enfrentados de frente! Devemos, a princípio, levantar a real situação e procurarmos entender este processo. Certos de que as remunerações deverão ser justas, de acordo com o  que efetivamente se trabalha. Lembrando ainda que tramita na Câmara um projeto de Lei que, se  aprovado, regulamentará  os plantões médicos e valores.

Zé Dudu – Por falar em CMP, esses oito meses e meio que você passou lá lhe garantiram algum conhecimento além do que o senhor já tinha como gestor público? O que essa experiência pode ajudar agora à frente da Semsa?

Coutinho – Foi a minha primeira experiência no legislativo. Acredito que cada experiência nos ensina um pouquinho. A de legislar me ensinou muito. Estar do lado de quem representa os anseios da sociedade faz com que acordemos efetivamente para os problemas do próximo. Tenho certeza que, de volta ao executivo, trataremos com muito mais sensibilidade a vida do nosso povo.

Saúde

Parauapebas: Mesmo com demanda reprimida de 11 mil atendimentos, Policlínica Municipal fecha as portas no recesso

Outro setor que sofreu um impacto no atendimento por conta do recesso foi o Laboratório Municipal, cuja demanda também é enorme.
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De acordo com informativo publicado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) referente ao atendimento de junho na Policlínica Municipal, estabelecimento de saúde onde são disponibilizados atendimentos com especialistas, serviço de fisioterapia, reabilitação precoce, entre outros, existe uma demanda reprimida de pelo menos 11 mil atendimentos, e isto é somente para consultas com especialistas.

Mesmo com essa fila enorme de espera por atendimento, a Semsa decidiu fechar as portas do estabelecimento de saúde durante a última semana do recesso decretado pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen.

Enviamos um e-mail para a Assessoria de Comunicação solicitando uma nota que informasse a justificativa para tal decisão, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. Possivelmente a Assessoria também esteja de recesso.

Outro setor que sofreu um impacto no atendimento por conta do recesso foi o Laboratório Municipal. De acordo com os atendentes estão sendo disponibilizadas diariamente apenas 50 fichas para o usuário comum e 50 para os que são considerados prioritários (grávidas, idosos, pessoas com deficiência). “Mas tem que chegar antes das seis da manhã para conseguir uma vaga, pois nesse horário já tem muita gente aqui na fila”, disse um dos atendentes.

Seiciane Conceição ficou revoltada por ter chegado às seis e meia da manhã e não ter conseguido vaga. “Isso é uma humilhação; não tenho transporte; só posso vir de van, não dá para chegar mais cedo”, relatou a dona de casa ao Blog.