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Marabá

Audiência Pública: Políticos estaduais e federais prometem unir forças para caminhar na direção da realização dos grandes projetos

Somente três dos 17 deputados federais e um dos três senadores do Pará compareceram ao evento que debateu o futuro de Marabá e região

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Audiência Pública que durante quase cinco horas debateu o desenvolvimento socioeconômico de Marabá e região, nesta sexta-feira (11), no Plenário da Câmara Municipal de Marabá não teve a presença esperada e anunciada de políticos estaduais e federais. Pela Assembleia Legislativa do Pará, somente o deputado João Chamon Neto (PMDB) se fez presente. Representando a Câmara dos Deputados, vieram apenas Beto Salame (PP), Joaquim Passarinho (PSD) e Júlia Marinho (PSC). Dos senadores apenas Paulo Rocha (PT). A explicação para tanta ausência foi a falta de passagens nos aviões das empresas que fazem rota para Marabá.

Mesmo assim e com uma hora de atraso, a audiência iniciou com explanação, pelo presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, dos projetos que podem alavancar a economia regional, como a siderurgia, a Ferrovia Paraense, o Porto Público, Hidrovia Araguaia-Tocantins, da Alça Viária no entorno do Distrito Industrial, do Polo Metal Mecânico, consequência da verticalização do aço que for produzido aqui, entre outras saídas possíveis para o crescimento regional.

Na visão do prefeito em exercício Antônio Carlos Cunha Sá, a exposição de Ítalo Ipojucan foi precisa, pois o presidente da Acim “conhece com ninguém os projetos para a região e para o País”, mas não tem poderes para fazer com isso se torne realidade, fazendo com que Marabá e o Pará se transformem na grande locomotiva do País.

O deputado João Chamon Neto, em sua fala, disse que em todas as sessões da Assembleia Legislativa se manifesta em favor do desenvolvimento de Marabá e região e espera, que todos os projetos mostrados durante a audiência se materializem, com a força da bancada federal.

Já o senador Paulo Rocha disse que é preciso que cada um desses projetos seja avaliado com cautela para que a região não se torne apenas exportadora, alertando para o fato de que não se pode abrir mão da verticalização, pois o desenvolvimento tem de atender a todos os interesses.

O deputado Beto Salame, que foi alvo de ovos atirados por um grupo de universitários da Unifesspa, após o tumulto disse que a bancada paraense está unida em Brasília para defender os interesses de Marabá e da região, listou várias conquistas, não só dele, mas de outros políticos da bancada do Pará e disse que o momento é de unir forças, independentemente de siglas partidárias.

Discursaram ainda o deputado federal Joaquim Passarinho, o ex-deputado Wandenkolk Gonçalves, representando o governo do Estado, o coordenador de Projetos do Dnit, Edmarques Magalhães, e os vereadores Marcelo Alves (PT) e Ilker Morais (PHS).

Ao final, a vereadora Irismar Melo (PR), que encabeça Comissão Especial de Desenvolvimento, agradeceu a todos, disse que esse é apenas o primeiro passo dessa luta e repudiou a agressão do grupo de alunos da Unifesspa ao deputado Beto Salame.

Indagado se a audiência, na opinião dele, atingiu os objetivos, Ítalo Ipojucan disse acreditar que o movimento é válido. “Nós, de certa forma, abordamos os vetores de desenvolvimento da região, aquilo que é possível acontecer, mas que necessariamente depende da ação de agentes externos e do agente político”, avaliou ele.

Para Ítalo, a grande importância é o encaminhamento prático disso. Eu acredito que esse destaque na união da bancada federal em torno dos projetos estratégicos do Estado e da União, seja significativo. “Apesar da pouca presença de deputados federais, acredito que o senador Paulo Rocha tem essa experiência de liderar os processos em Brasília e de agir onde os gargalos surgem”, afirmou.

Senado

“Violência mata mais no Pará do que em países em guerra no Oriente Médio”, denuncia Senador Paulo Rocha

Confira o vídeo com o pronunciamento do senador petista

O senador Paulo Rocha (PT-PA) denunciou a ação de milicianos na Região Metropolitana de Belém e nas periferias de outras grandes cidades do Pará.

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (6/4), o parlamentar lembrou que morrem mais jovens na capital paraense num fim de semana do que em países em guerra no Oriente Médio.

Paulo Rocha advertiu também que o Pará tem um histórico triste de violência contra dirigentes sindicais e contra pessoas que lutam em defesa da terra, dos direitos humanos, do meio ambiente. São números que têm repercussão internacional, lamentou.

— Cerca de 660 lideres sindicalistas, representantes de pastorais, advogados e até políticos foram assassinados ao longo dos últimos 30 anos no estado. É uma história triste da nossa região — afirmou.

O senador pediu atenção do governo do estado para a segurança do deputado estadual Carlos Bordalo (PT), que vem sendo ameaçado depois que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e a relatoria da CPI da combate às milícias.

Partidos

PT faz exercício de ensimesmar-se para tentar voltar às origens

Senador Paulo Rocha prestigiou a plenária regional do PT que aconteceu ontem (13) em Marabá

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Partido dos Trabalhadores (PT) está “catando os cacos” que sobraram do Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e do resultado ruim das urnas na última eleição de 2 de outubro de 2016 para prefeito e vereadores no Brasil.

No Pará, o partido está fazendo isso através de plenárias regionais e Marabá recebeu, nesta sexta-feira, 13, caciques do partido numa sala do campus da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Ao todo, representantes de 17 municípios do sudeste do Pará estiveram reunidos e neste sábado, em Xinguara, será a vez dos representantes do sul do Estado.

Segundo o deputado estadual Milton Zimmer (PT-PA), as plenárias servirão para tratar da organização interna, as bandeiras de luta que serão defendidas pela sigla e propostas programáticas. Esses debates precedem, ainda de acordo com ele, a eleição de novos dirigentes do partido, por meio dos congressos em âmbito municipal, estadual e nacional e também através do Processo de Eleição Direta (PED). “Estamos fazendo avaliação dos erros e avanços que tivemos como governo, mas também trabalhar a lógica dos desafios que teremos daqui para frente no processo de reconstrução e fortalecimento do partido”, ressaltou.

Zimmer explicou que em março deste ano vão ocorrer eleições das novas direções municipais e o partido precisa estar fortalecido para esse processo. “Vamos explicar o processo e preparar os companheiros do PT para esse momento. Vamos ter um congresso estadual no final de março para discutir questões estaduais e no começo de abril teremos um congresso nacional.

“Não estamos preocupados apenas com a eleição que virá, mas promovemos um debate sobre os desafios, pensando o PT para os próximos 20 anos. Sabemos as contribuições que o partido deu ao Brasil, mas este é um novo momento, de reconstrução, pensando novas metodologias e fortalecimento das bases que possuímos”.

A plenária teve a participação do senador Paulo Rocha, do deputado estadual Dirceu ten Caten e de vários vereadores recentemente eleitos, como Marcelo Alves, de Marabá.

Paulo Rocha

Participante da Plenária do PT em Marabá, o senador Paulo Rocha disse que o momento é mesmo de uma discussão interna sobre a situação crítica do partido, mas também de buscar saídas da crise atual. “Precisamos recuperar a força do PT nesta região e em todos os municípios onde ela for perdida”, sustentou.

As palavras mais pronunciadas por Paulo Rocha durante a entrevista de 12 minutos foram “avaliar e reestruturar, dizendo que o PT é o porta voz da luta do povo, dos pobres e precisa ser recuperado o quanto antes.

Questionado sobre quais foram os erros do PT, o senador disse que quando o partido virou governo, seus membros acharam que este resolveria todos os problemas e deixou de continuar fortalecendo a luta do povo. “A classe trabalhadora precisava continuar forte e exigindo do governo que não estivesse acertando, e isso não aconteceu como deveria”, avalia.

Eleição no Pará

Questionado se será candidato em 2018 para o governo do Pará, Paulo Rocha lembrou que, historicamente, o PT vem disputando eleições para o governo, mas evitou colocar-se como o nome principal do partido, dizendo que há outras personalidades petistas cotadas para concorrer para governador. “Claro, meu nome sempre aparece em listas porque exerço mandato no Senado  Federal, mas o que precisamos exigir é que escolhamos um nome que una o partido e estabeleça diálogo com outros setores da sociedade e partidos parceiros nossos, entrando na disputa polarizada entre o PMDB e PSDB”.

O senador analisa que o Impeachment da presidente Dilma foi um golpe, mas que a “elite brasileira” não está conseguindo tirá-lo naturalmente da disputa para 2018, a não ser por outros meios, como processos judiciais e, agora, uma manobra política, na tentativa de votar um projeto que impeça que ex-presidentes que tenham exercido dois mandatos possam se candidatar mais uma vez à Presidência da República. “Estão tentando eliminar o Lula de qualquer maneira, prendendo ou condenando-o. É um processo de disputa do poder, mas não conseguem diminuir a força de Lula”, ri Paulo Rocha.

Questionado como via o enfraquecimento do PT em Marabá, a partir do momento em que o ex-vice-prefeito Luiz Carlos Pies cortou a aliança que tinha com o titular João Salame – amigo pessoal de Paulo Rocha – o senador preferiu não tocar exatamente no assunto, falando genericamente que “o PT tem capacidade de renascer a partir disso, e nossos quadros políticos terão de se preocupar na reconstrução. Quando o partido nasceu, foi da força da classe trabalhadora”, disse.

Trabalhador rural pode ter regra própria de seguro-desemprego

Trabalhador ruralTrabalhadores do setor rural podem ter uma regra específica de acesso o seguro-desemprego. É o que prevê o relatório do senador Paulo Rocha (PT-PA) sobre a MP 665/14, que trata dos direitos trabalhistas em função do ajuste fiscal proposto pelo governo federal. O texto está sendo analisado por Comissão Mista do Congresso.

“Os rurais têm trabalho temporário com a safra. Se o acesso ao seguro-desemprego depender de um ano de trabalho, dificulta para esse setor”, defendeu Rocha, de acordo com a Agência Câmara.

Atualmente, a legislação sobre o seguro-desemprego não diferencia trabalhadores rurais e urbanos. O tempo necessário para solicitar o benefício é de seis meses.

De acordo com o relatório, o trabalhador rural contratado por safra passa a ter direito ao benefício se tiver trabalhado durante pelo menos três meses ao longo de um período de um ano e quatro meses. A condição é de que ele não esteja recebendo outro benefício previdenciário, como auxílio-doença. E não deve ter renda suficiente para se manter.

Defeso

Sobre o seguro para os pescadores artesanais, o relatório reduziu de três para um ano o tempo de registro necessário como pescador para acesso ao benefício. As novas regras de seguro-defeso só devem valer em 2016. E, de acordo com o texto, qualquer entidade de classe pode autorizar o enquadramento do pescador ao regime de acesso ao recurso. Até agora, só sindicato ou colônia de pescadores pode autorizar seu filiado.

O relatório final da MP 665 deve ser votado no próximo dia 22 de abril.

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