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Cotidiano

Após a liberação da Portaria de Carajás, Núcleo Urbano fica na expectativa da normalidade

34 horas de Portaria fechada deixam Núcleo Urbano de Carajás completamente sem serviços. Aeroporto e Zoobotânico funcionaram precariamente.

Parece que amanhã (29) o Núcleo Urbano de Carajás voltará a normalidade em sua rotina, interrompida desde a última segunda-feira quando o Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST), por meio da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) interditou a Portaria que dá acesso à Floresta Nacional de Carajás (FLONACA). Além do Núcleo, houve modificações no cotidiano do Aeroporto, Zoobotânico e na Mina de Ferro.

Carajás ficou com cara de feriado, mas com uma diferença: ninguém se preparou para enfrentá-lo. Bancos, supermercados, farmácia, creche e transporte das vans não funcionaram. As diaristas e outros profissionais, como jardineiros, também não trabalharam.

O posto de combustíveis só funcionou porque um dos funcionários mora no Núcleo e conseguiu improvisar o atendimento. “Trabalho na parte administrativa e quando cheguei para trabalhar na segunda-feira já tinham vários veículos para abastecer. Mesmo não dominando o serviço, consegui ligar as bombas e atender todos. A sorte é que nosso movimento é pequeno pela manhã e não tivemos o atendimento para os veículos das empresas terceirizadas”, informou Felipe Costa, que não conseguiu atender hoje (28) por falta de combustíveis.

Quem também teve que improvisar para atender a clientela foi a moradora Marfisa Lemos, que diariamente prepara bolos para vender aos moradores. Ela conta com auxílio de duas funcionárias para atender a demanda da casa e da produção com os bolos (são mais de 28 sabores) e tortas (dois sabores). “Tive que produzir a metade do que faço e no maior sufoco para administrar três crianças, afinal mesmo sem minhas funcionárias, tenho que trabalhar para pagar o salário delas. Respeito os protestos, mas também me sinto cerceada nos meus direitos quando sou impedida de ir e vir, bem como meus colaboradores, as professoras da escola da minha filha, os colaboradores dos bancos, supermercados. Moramos num lugar que só temos esses prestadores de serviços e não temos opção a recorrer a nenhum outro”, desabafou a moradora.

A padaria foi a única que atendeu normalmente durante o dia, mas fechou quatro horas antes do que o de costume no primeiro dia do protesto, já que os funcionários foram impedidos de subir a Serra. Todo o atendimento foi realizado com os colaboradores que moram no Núcleo. Depois da abertura da portaria, os funcionários do turno da noite trabalharam normalmente nesta terça-feira.

Os dois supermercados que funcionam em Carajás também tiveram o atendimento afetado. Só o Sul Carajás abriu as portas hoje, por volta das 12h. Assim como a coleta de lixo, que também normalizou nesta tarde.

O serviço de transporte realizado pelas vans da Cooperativa de Condutores Autônomos de Carajás (Coopavel) só retornou nesta tarde. Desde ontem, os moradores que precisaram descer, tiveram que contar com caronas.

Aeroporto

O Aeroporto de Carajás também teve impacto com o protesto. Na segunda-feira, a empresa Azul não pousou em Carajás pela manhã, seguindo para Marabá e Belém. À tarde, a empresa operou normalmente. “Com o fechamento da Portaria ficamos sem a presença dos Bombeiros para garantir a segurança contra o incêndio no pouso. Nosso nível de proteção atualmente é 5, mas, sem a presença deles cai para 0 e a empresa não pode correr o risco de pousar sem essa segurança, já que em caso de acidente, o seguro não cobre”, informou o fiscal da Infraero Vantue José. Ele disse também que o nível de proteção atrasou a saída do voo da Gol de Confins em mais de uma hora. “Eles só decolaram de Belo Horizonte quando os bombeiros chegaram no Aeroporto de Carajás”, reforçou. Além das mudanças nas empresas aéreas, quatro passageiros não conseguiram embarcar, o que pode ser uma consequência do protesto. “Hoje operamos normalmente”, concluiu o fiscal.

Zoobotânico

De acordo com a Assessoria da Vale, por falta de visitantes, o Parque Zoobotânico de Carajás não funcionou. Amanhã (29) a previsão é que as visitas retornem normalmente.

Mina de Ferro

A operação da Mina de Ferro de Carajás funcionou com escala mínima de funcionários que moram no Núcleo Urbano. Os funcionários do Administrativo foram dispensados ainda ontem à noite, assim como os do turno. Depois da Portaria liberada os funcionários do turno das 15h e de 00h foram acionados para cumprir a jornada de trabalho. Amanhã, todos os funcionários voltam a rotina de trabalho normalmente.

Reforma agrária

Justiça expede reintegração de posse de área ocupada pela FNL, mas manifestantes não obedecem a ordem.

Mesmo depois de intimados da decisão da juíza, manifestantes se negam a sair das áreas ocupadas.

Já eram quatro horas da tarde desta segunda-feira (27) quando o Oficial de Justiça chegou na portaria que dá acesso a Floresta Nacional de Carajás para entregar, aos representantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), uma intimação sobre o movimento.

“O Poder Judiciário, através da Juíza, expediu um mandato de reintegração de posse da área e o oficial de justiça veio citar as pessoas que estão fazendo a interdição. A PM só veio garantir que o oficial cumpra o papel dele”, esclareceu o subcomandante do 23º Batalhão da Polícia Militar, Major Sérgio Pastana, que na sequência se retirou do local.

Apesar do anúncio, uma assentada que participa da paralisação, Vanilma Rocha, afirmou que não há prazo para que a FNL desocupe as três áreas. De acordo com ela, a Vale tem descumprido algumas negociações com os assentados e agregados.

“Vamos passar a noite, o dia, o tempo necessário. Nós só queremos os nossos direitos”, disse a assentada, destacando que entre as solicitações estão a melhoria da comunicação com instalação de torre de celular; construção de escola; posto de saúde; e apoio na produção para cerca de 28 comunidades.

No momento em que nossa equipe de reportagem esteve no local, os carros de passeio, pessoas que iam para o aeroporto, ambulâncias, entre outros veículos, eram liberados para subir ou descer a Serra dos Carajás. Porém, a fila de ônibus com trabalhadores da Mineradora Vale e caminhões ocupavam a PA-275, além das ruas E e F, chegando próximo ao Rio Verde.

Por volta das 23 horas, os manifestantes permaneciam interditando as áreas.

Sobre a interdição em Parauapebas, a Assessoria de imprensa da Vale emitiu a seguinte nota:

“Integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) interditam, desde a madrugada desta segunda-feira, 27/11, a Estrada de Ferro Carajás, a portaria de Carajás e a rodovia Faruk Salmen, no município de Parauapebas (PA), prejudicando o acesso dos empregados e prestadores de serviço e impedindo o transporte de passageiros e cargas. A Vale informa que obstruir a ferrovia e impedir o direito de ir e vir das pessoas são crimes passíveis de multa e prisão e que adotará as medidas judiciais cabíveis para desinterdição das vias e portaria.

A Vale repudia veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações relacionada à infraestrutura e de responsabilidade do Poder Público foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL. A Vale participou destas reuniões como convidada, atendendo ao convite dos órgãos públicos e também como parte de sua política de responsabilidade social.

A empresa ressalta a sua indignação com atos como este, que não contribuem em nada para o diálogo, e reforça ainda que, diante desta ação ilegal, fica rompida qualquer participação da Vale em tais discussões.

Interdição prejudica a região

Com a interdição, a operação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) está paralisada e o trem de passageiros está suspenso, impactando mais de 1.300 pessoas que diariamente usam o transporte ferroviário. A ação impacta ainda consideravelmente as cidades do Sul e Sudeste paraense, com a possibilidade de problemas no abastecimento de combustível, que é transportado pela ferrovia, além de provocar a queda na arrecadação municipal e a insegurança na implantação de novos empreendimentos na região.

Sobre o trem de passageiros

O trem de passageiros não circulou hoje de São Luís para Parauapebas e não irá partir de Parauapebas para São Luís nesta terça-feira. Mais informações podem ser obtidas no Alô Ferrovias: 0800 285 7000.”

Polícia

Funcionário Vale é roubado e espancado enquanto aguardava ônibus em Parauapebas

Familiares estão preocupados com as consequências psicológicas da vítima. que podem ser piores que os muitos pontos que ela levou na cabeça

Cleiton Klebis Pereira da Silva, de 42 anos, funcionário da Vale em Carajás só chora após o assalto que sofreu hoje (24) na parada de ônibus, por volta das 5 horas, próximo ao Hospital Santa Terezinha, no bairro Nova Vida, em Parauapebas. Familiares relataram ao Blog que ele estava sozinho na parada no momento da ação dos bandidos.

“Dois homens chegaram em uma moto e anunciaram o assalto. O homem da garupa desceu já apontando a arma e Cleiton entregou tudo (mochila, celular, carteira). Quando o bandido ia saindo de volto à moto, voltou e pediu a aliança que usava. Cleiton ficou muito nervoso porque a joia estava apertada e não saia do dedo. O bandido ficou com raiva e começou a agredí-lo com coronhadas, com o cabo do revólver. Quando o ônibus virou a esquina, os bandidos fugiram”, relatou uma parente do funcionário.

O motorista e os funcionários que estavam no ônibus prestaram socorro e levaram Cleiton, que perdia muito sangue, para o Hospital Santa Terezinha.

“Ele teve dois cortes profundos na cabeça. Em um deles foi preciso doze pontos, em outro, oito pontos”, disse a informante.

Os familiares estão mais preocupados com a superação de Cleiton para o trauma, já que ele já esteve em tratamento para a Síndrome do Pânico.

“Estamos preocupados porque ele não para de chorar desde o assalto. E ele já se afastou da empresa por um período para fazer tratamento psicológico e não estava recuperado o suficiente para passar por uma situação tão traumática”, conclui preocupada a familiar, que informou ainda que a Polícia ainda não tem nenhuma pista dos bandidos.

Recorrentes

Assaltos a funcionários que aguardam ônibus em pontos nos diversos bairros de Parauapebas são recorrentes, informa uma fonte na Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão – Semsi -, mesmo depois da implantação da Guarda Municipal.  É preciso intensificar a fiscalização nesses locais desde as primeiras horas da manhã na tentativa de coibir esse tripo de crime. Nos vários grupos de WhatsApp em Parauapebas pode-se notar que diariamente algum trabalhador informa um roubo nessa modalidade, sendo que o aparelhos celular é o objeto preferido dos criminosos.

A Polícia Militar informa que vem intensificando as rondas desde cedo nos pontos de ônibus e e logradouros da cidade e que diariamente apreende motos sem a devida documentação, frequentemente usadas nesse tipo de  roubo. A PM aconselha que nesse tipo de abordagem o melhor é atender o que pede os criminosos, não fazer gestos bruscos e, jamais, tentar reagir.

Como se portar durante um assalto? Veja algumas dicas:

1) No momento em que o bandido tira o revolver da cintura ou anuncia verbalmente o assalto, a vitima não deve tentar fugir, correndo ou acelerando moto ou carro. Nesses casos normalmente o marginal faz um disparo na direção da vitima que tenta evadir-se.

2) Jamais reaja, pois 80% das vítimas que tentaram impedir um assalto foram baleadas.

3) Não realize movimentos bruscos, pois o criminoso pode imaginar que você esta esboçando uma reação ou tentando pegar uma arma de fogo.

4) Iniciado o roubo permaneça imóvel, mostrando sempre as mãos e siga as determinações do bandido.

5) Antes de realizar qualquer movimento (principalmente com as mãos) avise verbalmente o marginal para que ele não leve um susto e acabe acionando o gatilho do revolver.

6) Após anunciar o movimento que pretende realizar, faça-os de maneira lenta, sem afobação.

7) Não olhe para os olhos do marginal, pois isso pode irritá-lo, tornando-o ainda mais tenso.

8) Não tente negociar bens num momento tão crítico e perigoso. Pense somente na sua integridade física e mental e por isso entregue todos os pertences que o marginal ordenar.

9) Mesmo que você tenha certeza que o ladrão possui uma arma de brinquedo, não tente dominá-lo, pois eles sempre estão acompanhados e o comparsa pode te ferir pelas costas.

Esporte

Parauapebas: Hospital Yutaka Takeda promove Corrida “Natal Solidário” em Carajás

As inscrições podem ser feitas até a próxima segunda-feira (27), mas apenas para moradores da Serra. O critério já gera críticas de esportistas de Parauapebas. Organização comenta críticas.

O Hospital Yutaka Takeda realiza no próximo dia 03 de dezembro a 1ª Corrida “Natal Solidário”, com concentração na praça da Jari, em Carajás. A ação faz parte do programa “Carajás com Saúde”, que é desenvolvido para os moradores do Núcleo Urbano de Carajás desde 2014.

Para participar, além de ser residente de Carajás, o interessado deve ter mais de 18 anos e levar um kit de higiene pessoal contendo três itens, que pode ser: shampoo, condicionar e sabonete, ou perfume, creme dental e hidratante. As doações serão destinadas para o abrigo “Aconchego do Idoso”, localizado em Parauapebas.

As inscrições vão até a próxima segunda-feira (27), das 18 às 20h, na praça da Rua Jari. Os participantes irão concorrer, de forma amadora, em duas categorias: feminino e masculino. Em ambas haverá a premiação – que serão artigos para estimular a prática da atividade física, como bola de pilates e roupas de ginástica – para os três primeiros colocados.

O critério do evento de ser destinado apenas para os moradores de Carajás gerou polêmica entre os atletas que moram em Parauapebas e fazem questão de participar, principalmente quando tem cunho social.

Robervaldo Vieira de Freitas participa de um Grupo de Corredores de Rua de Parauapebas e disse que o assunto predominou nas conversas de hoje. “Um dos integrantes divulgou o link da corrida de Carajás, mas deixou claro que só moradores de Carajás podiam participar. Os integrantes ficaram tristes pela segregação, afinal, se o objetivo é social, quanto mais gente participar, mais possibilidade de arrecadação. Para se ter uma ideia, na última corrida que aconteceu em Parauapebas do Circuito OAB a adesão foi enorme. Foram quase 500 inscritos e a inscrição era paga, no valor de R$ 50,00. Imagina reverter esse dinheiro para ajudar famílias carentes”, indagou o atleta amador, informando que já participou de corridas onde a inscrição eram dois quilos de alimentos e a arrecadação foi grandiosa”, explicou Vieira.

Robervaldo iniciou em competições neste ano, depois de trocar o futebol pela corrida, e participa sempre quando tem disponibilidade para correr. “Sou a favor dessa corrida ser aberta ao público de Parauapebas, pois vamos mobilizar todos os adeptos a esse esporte. Sem contar na possibilidade de potencializar a arrecadação e integrar o pessoal da cidade com os moradores de Carajás. Se eles estão preocupados com muitas pessoas é só colocar um limite de inscrições, mas nunca deixar que o evento seja restrito”, sugeriu o corredor.

A restrição da corrida gerou polêmica até com os moradores de Carajás, que acreditam terem o direito de convidar amigos para o evento.

O Blog procurou a Assessoria do Hospital Yutaka e esta informou que a corrida foi idealizada para amadores e tem o objetivo de integrar os participantes do programa “Carajás com Saúde”. A nota enviada ao Blog esclarece que: “de segunda a sexta-feira, a praça da Rua Jarí na Serra dos Carajás é o ponto de encontro dos moradores do Núcleo para suas atividades físicas. Eles são acompanhados por um educador físico, que pertence ao programa “Carajás com Saúde”, promovido gratuitamente pelo Hospital Yutaka Takeda”.

A organização informou ainda que fica difícil abrir o evento para os moradores, que não participam do programa em virtude do acesso ao Núcleo Urbano ser monitorado pelo ICMBio.

O Blog também procurou a Assessoria de Imprensa do Instituto Chico Mendes. De acordo com ela, não há nenhuma restrição ao acesso na unidade de conservação, que abrange a Floresta de Carajás.

“Qualquer pessoa pode entrar no Núcleo e quem autoriza é o setor de uso público que fica na portaria de Carajás, assim como funciona com outros eventos, como acontece, por exemplo, na Semana do Meio Ambiente, que tem a descida de bicicleta do aeroporto à portaria. Mas cabe a organização do evento gerenciar a logística para atender os participantes de Parauapebas, o que demanda muito trabalho, principalmente com a logística de transporte”, informou.

Foto: Divulgação Hospital Yutaka Takeda

Turismo

Carajás: Visitantes do Parque Zoobotânico Vale já podem conferir novidades

Obras de melhorias foram realizadas no período de junho a setembro deste ano

O Parque Zoobotânico Vale (PZV) inicia o mês de outubro com várias novidades. Além da implantação de oito quiosques instalados em uma área sombreada para piqueniques, alguns recintos receberam rochas artificiais e estão ainda mais bonitos e também mais confortáveis para os animais.

“As obras foram realizadas nos últimos três meses e envolveram melhorias nos recintos e também nas áreas de observação. Nós trabalhamos para proporcionar maior bem estar para os animais e também maior comodidade para o nosso visitante”, explica o veterinário do PZV, André Mourão.

O recinto das onças pintadas, uma das grandes atrações do PZV, está de cara nova. “Agora o visitante poderá observar o maior felino das Américas em uma área sombreada, semelhante ao espaço de observação da Harpia, com uma parede de vidro. O orquidário também  recebeu vidros em seu interior, proporcionando ao visitantes uma excelente visualização das plantas. Além disto,poderá ser visitado sem acompanhamento”, ressalta André.

O PZV está localizado no coração da Floresta Nacional de Carajás, Unidade de Conservação Federal preservada e fiscalizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Vale. O parque ocupa uma área de 30 hectares na Floresta Amazônica, com cerca de 70% de sua área de floresta nativa.

O espaço recebeu, até setembro deste ano, 124.225 visitantes. E, recentemente, foi reconhecido pelo site internacional Trip Advisor, que concedeu ao PZV, o Certificado de Excelência, fruto das frequentes avaliações positivas feitas pelos visitantes.

O Parque Zoobotânico Vale funciona todos os dias da semana, inclusive sábado e domingo, de 10h às 16h. O plantel é constituído de aproximadamente 300 animais, com destaque para as espécies de felinos, aves e mamíferos, que foi ampliado com a chegada de exemplares de uiraçu-falso e macacos-aranha-cara-vermelha.

Meio Ambiente

Vídeo: Novo foco de queimadas em Unidade de Conservação na Região de Carajás

Nos meses de Julho e Agosto, deste ano, o Corpo de Bombeiros de Parauapebas realizou mais de 120 autuações contra focos de queimadas na cidade

Desde a última sexta-feira, 15, um incêndio atinge uma área conhecida como Pium, que fica entre a Floresta Nacional de Carajás e a Terra Indígena Xikrim do Cateté, há 150 km de Parauapebas, no sudeste do Pará. A região é acidentada, de mata fechada e de difícil acesso porque não tem estradas, mas apenas rios.

A Floresta Nacional de Carajás é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), que com apoio da empresa Vale está combatendo as chamas. Durante um sobrevoo feito pelo ICMbio, no último domingo, foi possível registrar que uma extensa área está tomada pela fumaça do fogo que se espalha com a força do vento. Para o chefe do ICMbio de Parauapebas, Marcel Regis, não é só o incêndio nessa área que tem piorado a qualidade do ar no município de Parauapebas. “Há focos de queimadas não só na nossa região, mas de um modo geral na região norte do país. Temos Marabá, Jacundá e outros municípios. Então todo esse vento circulando, contribui para que a fumaça venha pra cá e, como a gente vive nessa região de morros, essa fumaça vem e fica estagnada”, observa Regis.

Este é o segundo foco de incêndio nas Unidades de Conservação de Carajás. Há duas semanas o fogo atinge uma área do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, que fica mais próxima de fazendas e casas, e por isso, tem sido priorizada pelo ICMbio com mais equipes de combate à queimadas. Cerca de 80 homens das brigada de incêndio, guarda florestal, corpo de bombeiros de Canaã e Marabá e do Exército, fazem parte das equipes que tentam apagar o fogo nas duas unidades de conservação. Um helicóptero também foi deslocado para a região para ajudar no combate às queimadas. Ainda não há confirmação se o novo foco de queimadas foi provocado pela ação do homem. “Ainda é prematuro afirmar se o incêndio é criminoso ou natural, porque a gente ainda não consegue identificar de onde iniciou o fogo porque é uma região de difícil acesso. A gente primeiro está focado em combater a queimada, para depois levantar as causas do incêndio. Embora, boa parte desses incêndios, infelizmente, é criminoso, como o que aconteceu no Campo Ferruginosos”, destaca Regis.

A Floresta Nacional dos Carajás, criada em 1998, faz parte do bioma Amazônia e possui cerca de 400 mil hectares.

Crime Ambiental

Nos meses de Julho e Agosto, deste ano, o Corpo de Bombeiros de Parauapebas realizou mais de 120 autuações contra focos de queimadas na cidade, sendo que 90% das ocorrências foram provocadas pelo homem. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Waulison Ferreira, no mês de setembro também houve um aumento de ocorrências de queimadas e da demanda das equipes de resgate, com a captura de animais que estão fugindo das áreas de incêndio. “A fumaça em nossa cidade está bastante acentuada provocando problemas de visibilidade e de saúde da população”, observa o tenente, que confirma que boa parte dessas queimadas na cidade, é criminosa. “A gente vai no local da queimada, faz o rescaldo para pôr fim às chamas, mas alguns dias depois, o fogo volta a aparecer no mesmo local. As pessoas continuam cometendo um crime ambiental”. O corpo de bombeiros tem buscado apoio da Polícia Militar para entrar em propriedades privadas, onde o dono costuma pôr fogo para limpar a área e dificulta a ação dos bombeiros.

De acordo com o artigo 250 do Código Penal, queimar qualquer coisa em ambiente aberto, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem é considerado crime. A pena vai de 3 a 6 anos de prisão, e multa.

Para fazer a denúncia de queimadas, a população pode ligar para o Corpo de bombeiros nos telefones 193 ou no (94) 33564010

História

Paraense que conheceu na infância a Princesa Diana relembra a visita real na Serra dos Carajás

20 anos após a morte de Diana, Lena Lemos lembra com saudades os momentos que passou com a princesa em Carajás

Nesta quinta-feira, 31, completou 20 anos da morte de Diana, “a princesa do povo”, num acidente de carro, em Paris. O desastre chocou o mundo. Muitos admiradores agora fazem homenagens à mulher que se destacou pela simpatia e a solidariedade em causas humanitárias.

Em Parauapebas, uma jovem entrou para a história da princesa, no dia 23 de abril de 1991, quando conheceu pessoalmente Diana. Hoje, Lena Lemos Alexandre tem 36 . Formada em filosofia e técnica eletromecânica, lembra do episódio que marcou sua vida, quando tinha apenas, 13 anos de idade.

Lady Di e o Príncipe Charles, cumprindo agenda no Brasil, desembarcaram na Serra dos Carajás, no Pará. Lena lembra que durante a visita na escola, muitos alunos disputavam o espaço para ver de perto Diana.

A morte da princesa

A visita de Diana despertou o desejo de Lena conhecer mais ainda a vida da “princesa do povo”. No dia seguinte à visita, ela conta que na escola todos só falavam do casal real e dela ter sido a escolhida da princesa para conhecer o local. “Quando soube da morte de Diana, no dia seguinte ao acidente, o sentimento foi de muita tristeza. Eu não gosto nem de falar sobre isso porque ela foi alguém tão importante pra tanta gente, para os pobres. Foi importante para as causas humanitárias. Ela também deixou os filhos ainda tão pequenos”. Na época, Lena lembra que foi procurada pela imprensa nacional para falar sobre a morte da princesa Diana e de como foi uma das felizardas em conhecer uma figura que “hoje faz falta no mundo”.

Outro personagem dessa história é o fotógrafo, Salviano Machado, de 68 anos. Natural de Anápolis, Goiás, ele chegou em  Carajás, em 1984, registrando o crescimento da Província Mineral de Carajás. Ele conta que umas das experiências fascinantes foi fotografar a Princesa Diana e o Príncipe Charles em sua visita a Carajás.

“Em 1990, a Vale me contratou para executar fotos de Carajás, do Núcleo Urbano e da Floresta para confecção de um book que seria enviado ao Príncipe Charles e à Princesa Diana, convidando-os a visitar Carajás, durante a vinda ao Brasil. E eles aceitaram o convite”, relembra Salviano, que conta com detalhes como foi a visita. “Eles chegaram aqui, num jato da RAF Real Air. A Princesa muito linda e gentil, conheceu o Colégio Pitágoras, suas dependências, inclusive as Malocas da Educação Infantil. Houve apresentação de Balé especial das alunas para a Princesa”. O fotógrafo lembra ainda que na visita à mina, havia um batalhão de fotógrafos brasileiros e ingleses e que a Princesa sempre muito gentil com todos.

Para o fotógrafo, a morte da princesa trouxe uma tristeza a todos, mas principalmente, um sentimento de perda para aqueles, que de alguma forma, conheceram a simplicidade e a generosidade da princesa Diana.

Religião

Manto de Nossa Senhora é apresentado aos católicos de Parauapebas

Igreja se prepara para o Círio de Carajás

 

Católicos lotaram a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, neste domingo, 27, no Núcleo Urbano de Carajás, em Parauapebas. Eles conheceram o manto que será usado pela imagem da Santa durante o Círio de Carajás.

A missa celebrada pelo padre, Allison Lima de Castro, destacou o Ano Mariano, onde os católicos celebram os 300 anos de Nossa Senhora Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, que foi tirada das águas por pescadores. “Maria é a mãe da Igreja, e como mãe, ela quer que os seus filhos se multipliquem e fortaleçam a Igreja Católica Apostólica Romana instituída por Jesus”, completou o padre. Assim como Maria de Nazaré, também encontrada no rio, por pescadores paraenses.

A apresentação do manto foi o ponto alto da missa. As luzes da Igreja foram desligadas para a entrada da imagem. Momento de emoção entre os fiéis devotos de Nossa Senhora de Nazaré. O manto foi confeccionado em Belém e trazia muito brilho, que segundo o padre, significava a luz de Maria na caminhada cristã. Carregada pelas mãos dos guardas do Círio, a imagem percorreu toda a igreja. Muitos queriam tocar a santa. Para Ana Costa, moradora de Carajás, um momento de muita emoção. “Maria não é só mãe de Deus e nossa mãe. Ela é um exemplo para todos nós, de como servir a Deus”, concluiu.

Depois da missa muita gente aproveitou para ver de perto o novo manto e tirar fotos ao lado da imagem de Maria. Este ano o Círio traz como tema: Eia, Advogada Nossa.

O Círio de Carajás será realizado no próximo domingo, dia 3, após a missa que será celebrada pelo Bispo Diocesano, Dom Vital Corbellini, na Concha Acústica do Núcleo Urbano, às 17 horas. Em seguida, a romaria percorrerá as principais ruas do Núcleo Urbano de Carajás.

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