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Mineração

Vale bate recorde trimestral na produção de minério de ferro.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu recorde trimestral de 95,1 milhões de toneladas de julho a setembro deste ano, aumento de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2016.

A Vale produziu, no terceiro trimestre deste ano, 95,1 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 92,09 milhões de toneladas da commoditie. Segundo o relatório trimestral da empresa, divulgado hoje (19), o aumento ocorreu devido a melhor performance operacional no Sistema Norte e ao ramp-up de S11D.

No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a produção de minério de ferro da mineradora aumentou 6,5% ante o mesmo período do ano passado, totalizando 275,15 milhões de toneladas.

“Conforme anunciado no Relatório de Produção do 2T17, a produção de minério de alta sílica originado nos Sistemas Sul e Sudeste foi reduzida em quantidade anualizada de 19 Mt. Desta forma, a produção ficará próxima ao limite inferior da faixa 360 – 380 Mt para 2017, em linha com a estratégia atual de maximização de margem. A Vale reafirma o caso base de sua meta de produção de longo prazo de 400 Mt por ano”, declarou a mineradora.

O Sistema Norte, que compreende Carajás, Serra Leste e S11D, atingiu recorde trimestral de 45 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, produzindo 16,4% a mais do que no mesmo período de 2016, devido ao ramp-up do S11D, que está avançando conforme o planejado, à melhor performance operacional na mina e na planta de Carajás e à sazonalidade climática.

Já o Sistema Sudeste, que compreende os complexos das minas de Itabira, Minas Centrais e Mariana, produziu 26,9 milhões de toneladas julho a setembro, queda de 1,3% ante as 27,2 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano passado. “Isto se deveu, principalmente, à redução da produção em algumas minas com a finalidade de priorizar margens mais altas”, afirma a Vale.

O Sistema Sul, formado pelos complexos das minas de Paraopeba, Vargem Grande e Minas Itabirito, produziu 22,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre, queda de 12% ante o mesmo trimestre do ano passado, queda de 12% na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram produzidas 25,6 milhões de toneladas, devido, principalmente, à redução da produção em algumas minas, também como forma de priorizar margens mais altas.

O Sistema Centro-Oeste, que compreende as minas de Urucum e Corumbá, produziu 632 mil toneladas de julho a setembro, aumento de 13,9% ante as 554 mil toneladas do mesmo período de 2016, como resultado da estratégia corrente da Vale para otimizar margens.

Serra Leste

Moradores de Serra Pelada cobram melhorias de infraestrutura durante Audiência Pública

Mais de 1300 novos empregos devem ser gerados nas obras de ampliação da exploração Serra Leste

 

A audiência pública que foi realizada hoje, dia 24, no teatro Municipal de Curionópolis fez parte de uma das etapas do pedido de licenciamento para expansão de Serra Leste, pela Vale, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Foram mais de quatro horas de discussão, e reuniu comunidade com representantes da Semas, da Vale, do Ministério Público, Prefeituras de Curionópolis e Eldorado do Carajás e Subprefeitura de Serra Pelada.

A unidade de mineração de ferro de Serra Leste começou a ser operada pela Vale em 2015. O pedido de licenciamento foi feito porque os limites da área, até então, licenciada para a extração do minério, devem ser alcançados em meados de 2018.  O gerente de licenciamento da Vale, João Carlos Henriques, explicou que a expansão dará à Serra Leste a capacidade de produzir até 10 milhões de toneladas por ano. Mas, enfatizou que o volume de produção é definido de acordo com a demanda do mercado, logística e competitividade junto aos concorrentes. Hoje, a unidade tem capacidade e licença para produzir até 6 milhões. “O projeto de ampliação é importante para a manutenção da unidade de Serra Leste e seu crescimento, para a geração de empregos e arrecadação para Curionópolis”, enfatizou o gerente da Vale.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

A previsão é de que 1300 vagas sejam geradas na fase de construção. Porém, a contratação dessa mão de obra deve ser gradativa, conforme o avanço das etapas do projeto que incluem: abertura e ampliação das cavas, na primeira fase e construção das estruturas, como usina e pilhas de estéril, no período seguinte. Após a conclusão das obras, com a unidade em operação, espera-se que um total de 1100 empregados atuem na mina, usina e pátios de carregamento, entre trabalhadores da Vale e terceirizados.

Por causa da alta qualidade de teor de minério presente em Serra Leste, a unidade opera sem a utilização de água e que a nova usina também utilizará o mesmo processo, descartando a implantação de barragens. O sistema também já é usado no Complexo S11D Eliezer Batista implantado em Canaã dos Carajás e em mais de 70% das linhas de produção de Carajás, em Parauapebas.

COBRANÇA

Mas os moradores de Serra Pelada questionaram sobre os impactos ambientais e cobraram mais ação do poder público para melhorias na região. Eles dizem que embora o projeto traga empregos, a comunidade sofre com a falta de estrutura. Para o presidente da Associação dos moradores de Serra Pelada, Alexandre Rodrigues Sousa, a geração de emprego é positiva, mas não resolve o problema do morador que se vê abandonado. “Não tem uma casa em Serra Pelada que não esteja coberta de poeira, então com essa expansão, os moradores de Serra Pelada vão adoecer mais”, reclamou o presidente da associação que cobra a desapropriação dos moradores de Serra Pelada.

Essa é a mesma preocupação do também morador e agricultor de Serra Pelada Ramon Oliveira. Ele contou que falta uma organização no município, ter entidades mais atuantes, embora a comunidade tenha lutado por melhorias. Mas Ramon também destaca que o trabalho em parceria com a Vale tem desenvolvido projetos importantes em Serra Pelada. “Existem os projetos de apicultura onde foi criada a associação de apicultores e outras ações dentro do município. Com a expansão do projeto, a gente espera que essas ações venham se ampliar, e que o Estado também se faça presente”, concluiu.

O prefeito de Curionópolis, Adonei Aguiar (DEM), que compôs a mesa da audiência pública, comentou a cobrança dos moradores de Serra Pelada. “Lá, hoje, vivem 6 mil pessoas e nós temos que ver isso. Os estudos que a Vale apresentou dizem que essa etapa da expansão não atinge a região, mas é bom dar uma olhada de perto, e ver se isso de fato, é verdade”. O prefeito também falou da expectativa positiva para a geração de renda em Curionópolis. “A gente espera melhorias de infraestrutura no município”.

Para o Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS, Thales Belo, a audiência pública foi positiva porque foi a oportunidade da Vale ouvir as lideranças comunitárias, e as demandas locais. “O Estado está muito voltado pra essa questão de demandas socioeconômica, principalmente pelo que foi relatado pela comunidade, pela demanda que envolve empregos diretos pra essa população, e com certeza, o Estado vai levar em consideração o que foi relatado pela comunidade para garantir segurança pra população local”, destacou o secretário.

IMPACTO AMBIENTAL

Para obter a concessão de licenciamento prévio pela Semas, e conseguir a ampliação do Projeto Serra Leste de 6 milhões para 10 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, uma das exigências é realização de um estudo de impacto ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)

Este documento contempla os estudos multidisciplinares realizados por uma empresa de Engenharia e Gestão de Projetos, que resultou no diagnóstico ambiental da área de ampliação do projeto, na avaliação de impactos socioambientais, além de estabelecer ações de controle ambiental para minimizar as interferências no meio ambiente.

O relatório traz ainda o histórico do licenciamento do Projeto Serra Leste iniciado no ano de 2006 e as audiências públicas realizadas em 2007.

O Estudo do Impacto Ambiental fez um levantamento da flora e fauna na região, identificando as áreas protegidas e prioritárias como a Bacia de Itacaúnas, localizada no município de Carmolândia, mapeando as áreas indígenas, unidades de conservação e áreas prioritárias. O documento mostra a diversidade de abelhas, mamíferos, repteis, anfíbios e aves, mas ressalta que a amostragem desses animais está no limite externo da área de influência direta do empreendimento.

RECURSOS

No período de 2013, ainda na implantação de Serra Leste até julho de 2017, a Vale, por meio da unidade, gerou ao município cerca de R$ 42 milhões com o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem).  A Cfem foi instituída pela Constituição Federal como compensação paga obrigatoriamente pelas empresas que extraem substâncias minerais para fins econômicos.

 A compensação é paga e distribuída aos Estados, Distrito Federal, Municípios e órgãos de administração da União. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM),a aplicação da Cfem deve ser feita em projetos que se revertam, direta ou indiretamente, em benefícios da comunidade local.

Em 2016, a demanda de produção para Serra Leste foi de 4,2 milhões de toneladas, por ano.

Mineração

Audiência pública discute projeto de ampliação da exploração de minério pela Vale em Curionópolis

O município de Curionópolis, no sudeste do Pará, recebe hoje, dia 24, técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) para discutir com a comunidade, a expansão da Mina Serra Leste na cidade. O projeto foi implantado pela Vale e processa minério de ferro através de uma usina de beneficiamento em Curionópolis.

Na última terça-feira, técnicos da Semas realizaram uma reunião com as comunidades que podem ser influenciadas direta ou indiretamente pela ampliação da exploração de minério, que fica no distrito de Serra Pelada. A Semas apresentou o funcionamento do projeto, os benefícios e as propostas para compensar os possíveis impactos gerados na região. Além da equipe técnica, participaram representantes do Ministério Público Federal, autoridades federais, estaduais e municipais, além de instituições governamentais e ONG’s.

Projeto Serra Leste

O projeto Serra Leste 10 Mtpa está instalado no município de Curionópolis, a 550 km de Belém, inserido na Província Mineral de Carajás (PMC). Em análise está a ampliação do projeto já existente, denominado Mina Serra Leste, licenciado junto a Semas.

A ampliação do Projeto Serra Leste prevê a extração e o beneficiamento de 107 milhões de toneladas de minério de ferro, totalizando um tempo de vida útil de aproximadamente 11 anos. Para a implantação estão previstas uma série de ampliações das estruturas existentes e a abertura de novas estruturas – novas cavas para extração de minério, novas pilhas de disposição de estéril e nova usina de beneficiamento, bem como adequação e ampliação das estruturas de apoio existentes.

Reforma Agrária

Após reunião com Ouvidor Agrário Nacional, Fetraf começa a desbloquear os acessos às áreas da Vale em Curionópolis e Canaã dos Carajás

Fetraf se compromete a não realizar novas paralisações, aguardando a nova rodada de negociações, marcada para 16/8

Após reunião que terminou apenas no início da noite desta quarta-feira, 09, Fetraf e Ouvidoria Agrária Nacional chegaram a um acordo e os acessos às áreas da Mineradora Vale estão sendo desobstruídos. Para tanto, integrantes da Fetraf estão indo aos locais comunicar o acordo aos membros da federação. Da reunião surgiu a ata abaixo, mapeando as reivindicações, publicada com exclusividade pelo Blog. Por ela, membros da Fetraf se comprometem a não realizar novos bloqueios. Confira:

CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA
OUVIDORIA AGRÁRIA NACIONAL

POSICIONAMENTO DA OUVIDORIA SOBRE REIVINDICAÇÕES DO MOVIMENTO SOCIAL FETRAF-PARÁ, EM DECORRÊNCIA DO BLOQUEIO DE ALGUNS TRECHOS DE FERROVIAS NO ESTADO DO PARÁ/MARABÁ.

1 – As medidas aqui anunciadas estão sendo discutidas no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica INCRA e empresa VALE. Portanto, são reivindicações que vem sendo tratadas pela autarquia agrária, e se constituem em medidas que envolvem valores orçamentários e financeiros de impacto, daí demandam tempo maior para resolução. Esta afirmação é feita porque há um pacto de que a empresa não acionaria nenhuma medida de despejo de famílias dos acampamentos e, por outro lado, os acampados não promoveriam bloqueios, enquanto as instituições estivessem discutindo os termos do contrato de cooperação. No entanto, desde o dia de ontem, 08 de julho, alguns bloqueios foram feitos que permanecem até este momento.

2 – Em relação aos pontos discutidos no dia 08 de julho, vimos reafirmar:

3 – Quanto às fazendas São João e Lagoa, localizadas no município de Parauapebas, o Ouvidor Agrário Nacional – ouvindo o clamor social pela permanência das famílias nessas áreas – comunicará ao Prefeito Municipal, o interesse do INCRA em promover o assentamento de famílias nesses dois imóveis, e solicitará a elaboração conjunta de um projeto técnico para a implantação de assentamentos de reforma agrária, observando a legislação que rege a presente matéria. Esta reunião está prevista para o dia a 16 de agosto de 2017. Durante o tempo de realização dos respectivos trabalhos técnicos, o movimento social assume o compromisso de não empreender ampliação da ocupação já existente, nem instalar benfeitorias de caráter indenizatório.

4 – Quanto aos acampamentos existentes na Fazenda Ana Célia e Boa Viagem (Bom Jesus e Terra Nossa), será apresentada, no próximo dia 16 de agosto, uma área alternativa para o deslocamento das famílias, ressalvando que a meta total requerida pelo movimento social para contemplar esses dois acampamentos é de 3.000,00 hectares.

5 – Quanto às fazendas Boa Esperança, São Luiz III (posse) e São Luiz, o INCRA deverá fazer um levantamento das mesmas para aferir suas localizações e também se as mesmas se encontram ou não ocupadas por trabalhadores rurais, posseiros ou quaisquer outras pessoas. Após essa verificação, e não havendo ocupações nas mesmas, fica o INCRA de entabular contrato com a empresa para remoção das famílias acampadas no Nova Conquista II, que devem se mudar para essas terras, conforme reivindicação do movimento social desde o início das tratativas. O levantamento será promovido nos dias 10 e 11 de agosto.

6 – O movimento social providenciará, até o final do dia de hoje, 09 de agosto de 2017, a liberação das estradas de acesso aos projetos de mineração que estejam bloqueados, se comprometendo a não realizar novas paralisações, aguardando a nova rodada de negociações, a ocorrer em visita do Ouvidor Agrário Nacional na região, no dia 16 de agosto.

Nada mais havendo a ser tratado, encerrou-se a reunião, lavrando-se esta ata que vai assinada por todos os presentes.

Brasília,  09 de agosto de 2017.

Jorge Tadeu Jatobá Correia –  OAN

Viviane Pereira de Oliveira – Fetraf

Jofre Alves de Lima Filho – Fetraf

Lindomar de Jesus Cunha – Fetraf

Eustácio Magno de Souza Macedo – Assessor da Contraf

Patrícia Costa de Araújo – Contraf

 

Reforma Agrária

Fetraf interdita estradas que ligam projetos da Vale no sudeste do Pará (Atualizada)

Serra Leste (Curionópolis) e Projeto Sossego (Canaã dos Carajás) estão com os acessos interditados.

Pessoas ligadas à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar – Fetraf –  interditaram às 13 horas a estrada que dá acesso ao Projeto Sossego, da Vale, na Vila da 45, em Canaã dos Carajás, na tarde desta terça-feira, e o acesso ao Projeto Serra Leste, em Curionópolis. Está terminantemente proibida a passagem de veículos da mineradora Vale nos locais.

Uma extensa pauta de reivindicações que envolve  a desapropriação de fazendas na região (entre elas algumas de propriedade da Vale) e o assentamento de agricultores ligados à Federação foi discutida na semana passada no Incra e a ação desta terça-feira serve para cobrar um posicionamento das autoridades.

Não há previsão para a liberação do tráfego.

Atualização às 19 horas

Os acessos continuam interditados por membros da Fetraf. O Blog recebeu a informação de que novos locais que dão acesso às áreas de influência da Vale na região serão interditados a partir desta quarta-feira (09). Em nota, a Vale informou que entrará na justiça para que os acessos sejam liberados. Confira a nota:

“A Vale informa que manifestantes ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF), interditaram na tarde desta terça-feira (08/08) as estradas de Serra Pelada e a VS 45, que dão acesso às unidades da Vale (Serra Leste e Sossego) em Curionópolis e Canaã dos Carajás, respectivamente.

Com o bloqueio das vias, os manifestantes impedem a entrada e saída de ônibus que transportam empregados da Vale, além da circulação de veículos de prestadores de serviço, caracterizando o ilícito de obstrução de vias públicas, dentre outros a serem apurados pela autoridade policial.

Com o intuito de garantir o direito de ir e vir de seus empregados, a Vale irá adotar as medidas judiciais cabíveis, por não concordar com a forma arbitrária e ilegal de manifestação, que coloca em risco a integridade dos seus trabalhadores e retira o seu direito à livre circulação”.

Parauapebas

Manifestações por emprego aumentam na região

Serra LesteCom o desemprego, centenas de pessoas se amontoam em filas de agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE) todos os dias sem sucesso. Por essa razão, várias manifestações têm acontecido nas últimas semanas em cidades do sudeste paraense e a Vale, principal empresa da região, tem se tornado alvo principal desses atos. No último sábado (5) um grupo de 20 moradores de Serra Pelada, no município de Curionópolis, se reuniu em frente à portaria do Projeto Serra Leste, da mineradora. 

De acordo com um dos moradores da localidade que não quis se identificar, as pessoas reivindicavam vagas de emprego na referida mina. Segundo o morador, cerca de 20 pessoas chegaram à portaria da mina por volta das 6h da manhã e impediram a passagem de caminhões e ônibus com funcionários. Eles protestavam contra a não contratação de mão de obra local no projeto. O grupo permaneceu até o fim do dia e após uma conversa com um representante da empresa.

A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale para relatar posicionamento da empresa em relação ao caso e se existe previsão para contratação de mão de obra local em Curionópolis, mas até o encerramento dessa matéria nenhuma resposta foi enviada.

Em Parauapebas

Na sexta-feira (4) uma manifestação com o mesmo propósito aconteceu em Parauapebas. Dezenas de pessoas atearam fogo em pneus bloqueando o acesso de veículos da Vale e suas contratadas na Rodovia Faruk Salmen, sentido Palmares, zona rural do município. Uma semana antes, a rua do SINE também foi bloqueada com pneus e entulhos numa tentativa de chamar a atenção da prefeitura para a falta de empregos na cidade.

Curionópolis: Vale recebe licença para ampliação do Projeto Serra Leste

O deputado João Chamon Neto (PMDB) informou há pouco, pelas redes sociais, que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente liberou hoje (27) a Licença de Operações para a ampliação do Projeto Serra Leste, em Curionópolis. 

Em junho de 2015 a Vale apresentou à SEMAS, em Belém, informações sobre aumento da produção do projeto Serra Leste, que era de 2 milhões de toneladas, anualmente, passaria para 6 milhões de toneladas/ano. Só que, para isso, precisaria de uma nova licença de lavra. A Secretaria de Meio Ambiente recebeu a demanda e vinha impondo dificuldades para a liberação. Com o atraso na liberação da Licença,  e com uma demanda de custos de pessoal muito grande, a Vale concedeu férias coletivas para pouco mais de 50% dos trabalhadores da mina de Serra Leste. Insatisfeitos com a demora, houve uma grande movimentação no município, liderada pelo prefeito Chamonzinho, até que a Secretaria de Meio Ambiente se comprometeu em analisar a demanda da Vale, que culminou com a liberação anunciada hoje pelo deputado.

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Confira o que disse o deputado Chamon em sua postagem:

Após várias reuniões técnicas com a Vale e com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Luiz Fernandes, na tarde desta terça-feira (27), foi assinada a licença para ampliação da extração do Projeto Serra Leste, que é muito importante para Curionópolis. Luciano Madeira, representante da Vale foi quem recebeu o documento.

Desde o começo venho acompanhando este processo e hoje participei, juntamente com o chefe da Casa Civil, José Megale, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, além dos deputados estaduais Sidney Rosa e Raimundo Santos, da assinatura desta liberação que tanto lutei como representante do povo de Curionópolis.

Agora os trabalhadores e população deste querido município podem comemorar. Agradeço ao secretário Luiz Fernandes, que desde o primeiro momento que eu o procurei foi receptivo e entendeu a urgência dessa liberação.

Parabenizo todos os trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias. Estou muito feliz em ter contribuído com a garantia de volta do trabalho de todos.”

Vale

Vale concederá férias coletivas para parte dos empregados do Projeto Serra Leste, em Curionópolis

imageA Mineradora Vale concederá férias coletivas de 30 dias para parte do seu efetivo da Mina de Serra Leste a partir de 18 de junho. A medida abrange os empregados da Operação e Manutenção de Equipamentos de Mina, assim como da Operação e Manutenção de Usina.

A fato se dá em virtude da mina ter atingido seu limite de capacidade autorizado pela Licença de Operação do empreendimento. Assim, a concessão das férias é a medida mais adequada enquanto a empresa aguarda a emissão da nova licença, que permitirá a continuidade das nossas operações.

Os empregados que entrarão em férias coletivas terão assegurados todos os direitos trabalhistas previstos pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), informou a diretoria de Ferrosos Norte. As informações são do radialista Laércio de Castro.

Em nota enviada ao Blog, a Vale confirma as informações. Confira a íntegra da nota:

A Vale informa que concederá férias coletivas para parte do seu efetivo da Mina de Serra Leste, que atuam nas áreas de operação e manutenção de equipamentos de mina e operação e manutenção de usina. A unidade atingiu a sua capacidade de produção prevista na licença de operação. A empresa aguarda a autorização da nova licença para que as atividades sejam retomadas.  Todo processo segue com a garantia de todos os direitos trabalhistas, conforme o que determina a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

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