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Curionópolis

Alepa: Adonei Aguiar defende retomada de Projeto do Ouro durante sessão sobre mineração

“É interessante para o município e para o Estado a retomada desse projeto, tendo em vista que vai gerar emprego e renda, uma das principais reivindicações do nosso povo”, afirmou o prefeito de Curionópolis.

Durante a Sessão Especial realizada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) nesta segunda-feira (16) para discutir as Medidas Provisórias que alteram a Lei de Mineração no Brasil, o prefeito de Curionópolis, Adonei Aguiar (DEM), foi muito aplaudido ao usar a tribuna e defender a retomada do Projeto de Exploração de Ouro em Serra Pelada, parado desde 2012.

“É interessante para o município e para o Estado a retomada desse projeto, tendo em vista que vai gerar emprego e renda, uma das principais reivindicações do nosso povo”, declarou o prefeito. O presidente da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), Ednaldo Aguiar, propôs medidas que atendam aos interesses dos garimpeiros. “Importante que a MP 790 inclua a garantia de aposentadoria aos garimpeiros. Eles precisam ter seus direitos garantidos. Eles contribuíram para gerar riquezas ao Estado e ao país. Hoje, muitos estão na terceira idade e necessitam se aposentar”, concluiu.

Ainda em seu discurso, o prefeito de Curionópolis destacou a importância da criação da Agência Nacional de Mineração (ANM), autarquia que vai regular o setor e substituirá o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), uma das mudanças propostas pelas MP’s.

“Esperamos que essa nova agência tenha maior aproximação junto aos municípios, pois tem aumentado o número de pequenas mineradoras atuando no Brasil, especialmente no Pará. Precisamos dessa conexão direta do município com a agência reguladora. Com a criação da agência também esperamos conquistar junto à Vale a cessão de áreas que não sejam de interesse da mineradora para destiná-las aos pequenos mineradores de Curionópolis, ação que beneficiará nossa população com a geração de mais emprego e renda e inibirá a prática ilegal de mineração, como ocorre hoje”, informou Adonei.

Alterações propostas pelas MP’s

O texto da MP 789 trata da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os chamados royalties da mineração. As alíquotas passarão a incidir sobre a receita bruta, excluídos os impostos, e não mais sobre a receita líquida.

“Os municípios mineradores estão defendendo junto às bancadas federais para que essa taxa da CFEM se eleve e tenha um percentual único de 4% sobre a produção bruta do minério de ferro extraído pelas mineradoras do Brasil”, informou Adonei Aguiar.

Já a MP 790, altera vários pontos do Código de Mineração, entre eles, amplia o prazo para a realização de pesquisa mineral, que será de dois a quatro anos. Hoje é de um a três anos.

A MP 791 cria a Agência Nacional de Mineração (ANM), uma autarquia especial para substituir o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão do Ministério de Minas e Energia.

Curionópolis

Ação Cívico Social beneficia centenas de moradores de Serra Pelada

Para a Aciso, o Exército trouxe todo o seu aparato, a Prefeitura os serviços públicos e a Vale deu o apoio logístico.

Atendimento médico e odontológico, entrega de medicamentos, aferição de pressão e diabetes, orientação e atualização de cadastro do Bolsa Família, entre outros atendimentos de saúde e sociais foram disponibilizados para a comunidade de Serra Pelada, em Curionópolis, na manhã desta sábado (9), na Escola Municipal Ângela Bezerra, durante a Ação Cívico Social (Aciso) do Exército Brasileiro.

A Prefeitura de Curionópolis e a Vale foram parceiras na realização do evento, que atendeu centenas de pessoas.

Rogério Macedo, chefe de Gabinete do Executivo destacou a importância do evento para a comunidade: “mais de 400 atendimentos foram feitos hoje e isso é só o início. Nós tivemos um compromisso de campanha, de atender Serra Pelada em suas principais demandas, e assim o governo do nosso prefeito Adonei Aguiar tem feito. Temos estado bem próximo à essa população tão carente”.

“Para a Aciso, o Exército trouxe todo o seu aparato, a Prefeitura os serviços públicos e a Vale deu o apoio logístico. Escolhemos Serra Pelada para a ação por que entendemos que é uma comunidade carente e que está próxima das nossas operações. O apoio da Prefeitura no evento é fundamental, sem ele não teria como se realizar”, afirmou Adenilson José de Souza, do setor de relações com a comunidade da Vale.

Kelma Oliveira, secretária de saúde de Curionópolis, informou que foram disponibilizados para ação: dois médicos, quatro enfermeiras, duas técnicas de enfermagem, uma farmacêutica, duas técnicas administrativo, além dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Serra Pelada e também aparelhos de medir pressão e glicose.

“É uma ação muito importante porque a gente atrai um grande público e assim conseguimos detectar pessoas que têm alguma doença crônica e que precisam de acompanhamento, como o caso da diabetes, e em seguida fazer a busca ativa desse paciente”, informou a secretária de saúde.

A dona de casa Maria de Lorde Pereira mora há 30 anos na Serra Pelada, ela tem diabetes e faz acompanhamento no postinho de saúde da localidade, mas sempre aproveita essas ações para monitorar ainda mais sua saúde. “Senti que minha diabetes estava alterada hoje, aproveitei o evento para vir me consultar e trazer meus netos para se divertir um pouquinho”.

Durante o Aciso houve uma programação especial para as crianças, com distribuição de pipoca, cachorro-quente e pirulito, além de muitas brincadeiras e pintura de rosto. Os pequenos e os adultos prestigiaram também apresentações folclóricas, de karatê e da banda do Exército do 52º Batalhão da Infantaria de Selva, que tocou músicas conhecidas da população.

Curionópolis

Ciclo Saúde fortalece atenção básica à saúde em Serra Pelada

Iniciativa promovida pela Vale e Fundação Vale também capacitou equipe de atendimento da unidade de saúde

Os moradores de Serra Pelada, no município de Curionópolis, sudeste paraense, celebram as ações do projeto Ciclo Saúde, uma iniciativa voltada para o fortalecimento da saúde em atenção básica. Como parte das ações, na última semana, foi entregue à comunidade a unidade básica de saúde Santa Casa de Misericórdia, que passou por reparos em sua infraestrutura e ganhou novos equipamentos ambulatoriais. O projeto Ciclo Saúde é uma cooperação técnica promovido pela Vale e Fundação Vale, em parceria com o Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e a Secretaria Municipal da Saúde de Curionópolis.

As melhorias na unidade de saúde contemplaram pintura do imóvel, pequenos reparos, compra de nova caída d’água, entre outros. O local também foi reordenado e os agentes comunitários de saúde ganharam um novo espaço para as suas atividades dentro da Santa Casa. A unidade também foi equipada com aparelhos para medição de pressão arterial (adulto e infantil), balanças antropométricas, entre outros. O mobiliário também foi renovado com mesas clínicas e para atendimento ginecológico, além de ventiladores, armários e computadores. A cozinha também foi mobilada com fogão semi-industrial e um bebedouro.

De acordo com a gerente de saúde da Fundação Vale, Lívia Zandonadi, cerca de 143 itens foram disponibilizados para a unidade de saúde. “Com a entrega desses equipamentos nós encerramos uma etapa de quase 15 meses de projeto aqui em Serra Pelada”. Lívia destaca também outro importante trabalho desenvolvido durante o Ciclo Saúde: o diagnóstico comunitário participativo. “Esse trabalho é inovador e foi totalmente construído e aplicado pela equipe de agentes comunitários. Nós temos dados de 1.114 domicílios. Essas informações devem nos dar uma excelente base para ações preventivas e de promoção da saúde que possam ser realizadas tanto dentro da unidade quanto na comunidade”, conclui.

Kátia Edimundo, diretora do Centro de promoção da Saúde (Cedaps), parceiro da Fundação Vale na realização do Ciclo Saúde, reforça a importância do fortalecimento da atenção básica nas comunidades. “O foco da política brasileira é a atenção básica. De cada 100 casos que chegam na unidade, 85 são resolvidos na própria atenção básica”.

A agente Comunitária de Saúde Francisca Alves Duarte, está entre os 25 profissionais que atuam na unidade de saúde Santa Casa de Misericórdia que recebeu a capacitação durante a realização do Ciclo Saúde. Ela comemora o novo espaço para as ações de saúde na comunidade. “Uma das coisas mais importante pra gente é ter um espaço para realização das nossas reuniões com a comunidade. Nós agora temos espaço, temos projetor e também o material que a Fundação Vale disponibilizou para as ações de educação e promoção da saúde”.

A próxima etapa do projeto Ciclo Saúde vai contemplar a implantação do projeto Jovens Construtores da Comunidades. “Nós vamos continuar com as capacitações, porque a equipe sempre precisa de capacitação. E vamos envolver os jovens na promoção da saúde. Eles serão os jovens construtores promotores da saúde de Serra Pelada. E nós acreditamos que essa próxima etapa deve consolidar o que foi construído ao longo da realização do ciclo saúde nessa comunidade”, conclui Kátia Edimundo.

Turismo

Cooperativa de Parauapebas prospecta novos pontos para ecoturismo no Sul e Sudeste do Pará

Serra Pelada, Garimpo das Pedras e Serra das Andorinhas são alguns dos pontos turísticos na relação da Cooperativa

A Cooperativa de Trabalho Ecoturismo de Carajás (Cooperture Carajás), fundada em março de 2015, já possui alguns destinos turísticos bastante procurados nos últimos anos, todos eles, dentro da Floresta Nacional de Carajás, onde os visitantes praticam ecoturismo e ao mesmo tempo conhecem lindas cachoeiras, cavernas, um pouco da fauna e da flora da região e também as grandes minas de ferro em Carajás.

Recentemente a cooperativa tem prospectado novas áreas para incluir nos roteiros de ecoturismo. “A expectativa é ampliar a nossa área de atuação”, informou Gilberto Silva Vieira, presidente da Cooperture.

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Atualmente três pontos estão em prospecção: Serra Pelada, tendo como foco a antiga atividade de exploração mineral e as belezas naturais do local, como as cachoeiras; Garimpo das Pedras, que tem como destaque as águas termais e também chama a atenção pela atividade de exploração de pedras preciosas; e o Parque Estadual Serra das Andorinhas, localizado na cidade de São Geraldo do Araguaia, que tem um grande potencial para o desenvolvimento do ecoturismo, além de ser uma das áreas mais procuradas para passeio na região.

“Nossa missão agora é descobrir e explorar novos destinos atrativos com potencial. Eu ajudo no levantamento das informações sobre os locais, fotografando e documentando tudo junto com os colegas. Também entramos em contato com guias locais para nos ajudar e firmar parcerias, fomentando e gerando renda para a localidade. Acredito que esse é o grande diferencial do ecoturismo praticado por uma cooperativa, o fomento e a distribuição de renda de maneira coletiva”, destacou o fotógrafo Anderson Souza, um dos cooperados da Cooperture.

A cooperativa tem o apoio do ICMbio e conta com profissionais capacitados para entrar dentro da floresta. Também já atendeu vários grupos de fora, inclusive de outros países, principalmente aqueles interessados em observar e fazer registro fotográfico de aves.

Os valores dos pacotes de passeios para a Floresta de Carajás não incluem transporte e variam de acordo com os roteiros e número de pessoa, sendo possível consultar e agendar via e-mail cooperturecarajas@gmail.com ou pelos contatos 3356-3263/ 94 99216-0362/ 94 98119-6912.

Pará

Exposição revela história de Curionópolis e Serra Pelada

Os frequentadores da Casa do Professor, em Serra Pelada, podem conferir a exposição ‘Recortes de memória, lembranças de histórias’, que retrata o processo de ocupação de Curionópolis e da vila de Serra Pelada, desde a pré-história até a fase atual. A mostra, que ficará no espaço até o dia 19 de maio, é resultado do Programa de Educação Patrimonial Serra Leste, desenvolvido pela Vale em parceria com a Fundação Casa da Cultura de Marabá. Até o momento, mais de 300 pessoas já visitaram a exposição.

Na mostra, os visitantes fazem uma viagem pelo passado, conhecem o perfil, alimentação, modo de vida e os artefatos usados pra sobrevivência dos primeiros habitantes da região – caçadores coletores, que viveram há cerca de 12.000 mil -, dos povos que antecederam a chegada dos portugueses e relembram a história do garimpo no local. E redescobrem também a história de criação de Serra Pelada e de Curionópolis.

O programa de Educação Patrimonial foi iniciado no município em 2013, com a etapa de diagnóstico e, posteriormente, uma série de atividades educativas e oficinas de valorização da história e cultura, voltadas aos professores e estudantes de 20 escolas da rede pública local, seis das quais em Serra Pelada. Na Casa do Professor, alunos que participaram do programa estão atuando como mediadores e orientando o público que visita a exposição.

A antropóloga e arquiteta Mariana Sampaio, da Fundação Casa de Cultura de Marabá, diz que a metodologia utilizada no programa valoriza o que a comunidade identifica como importante e sempre parte da história e modos de vida atuais, para, só numa segunda etapa, trabalhar o passado do lugar. “Mesmo em localidades com pouco tempo de ocupação é importante discutir a história, para que os moradores se vejam como protagonistas e tenham orgulho de sua história de vida”, ressalta Mariana.

A partir do dia 3 de junho, a exposição segue para Curionópolis, no Teatro Municipal da Cidade, onde permanece até o dia 21. Assim como ocorreu em Serra Pelada, nos dias 3 e 4, será realizado evento com programação de dança, teatro e shows, numa exibição do valor da cultura local, marcando o encerramento do trabalho desenvolvido para reviver a história das comunidades, por meio do Programa de Educação Patrimonial.

Vale

Curionópolis: jovens de Serra Pelada fundam companhia de teatro

Formado no início deste ano por filhos de funcionários da empresa Vale, atuantes no Projeto Serra Leste, o “Grupo Teatral Jovens Sonhadores” reúne adolescentes de 10 a 17 anos de Serra Pelada, no município de Curionópolis. A iniciativa é apoiada pela mineradora, que contratou a Fundação Bom Samaritano para realizar oficinas de teatro na comunidade.

Apresentação no Cineteatro

Após o fim da capacitação, os 20 jovens decidiram continuar o trabalho por conta própria. Reconhecendo o esforço, a Vale convidou o grupo para realizar algumas apresentações e, em julho deste ano, eles apresentaram uma peça com o tema “Acidentes Fora do Trabalho”, elogiada pelo público participante.

A ação é uma alternativa para os jovens da localidade, que estão limitados a outras formas de cultura e lazer. De acordo com Dedison Martins, de 16 anos, um dos líderes e motivador do grupo, não existem muitas opções de lazer para os moradores de Serra Pelada. “Se não estivesse no teatro, provavelmente estaria na escolinha do futebol”.

“Grupo Teatral Jovens Sonhadores”

Os temas são direcionados pela empresa e o grupo adequa a realidade à linguagem teatral com a ajuda de profissionais. Atualmente, o “Grupo Teatral Jovens Sonhadores” passa por um novo curso de aperfeiçoamento com a Fundação Bom Samaritano.

Surge uma nova “Serra Pelada” no Mato Grosso

A descoberta de pepitas de ouro em baixa profundidade em uma serra a 20 quilômetros do município de cidade de Pontes e Lacerda (MT) atraiu em poucas semanas pelo menos 2.000 pessoas e já é chamada de “Serra Pelada do Mato Grosso”. Na região, que tem longo histórico de produção de ouro, funcionam minas da Yamana Gold e da Aura Minerals.

garimpo

Grandes pepitas de ouro, com imagens divulgadas pela internet, chamam a atenção e levam cada vez mais curiosos e garimpeiros para a região. A estimativa de jornais locais é que de 2 mil a 3 mil pessoas chegaram na área, nos últimos 15 dias, em busca de ouro. A disseminação de fotos e vídeos nas redes sociais teria colaborado para que a atração de pessoas para o local fosse ainda maior.

De acordo com dados do website Jazida.com, dos 186 processos minerários na cidade, 144 têm como substância principal o ouro. Sendo que somente a Serra da Borda Mineração e Siderurgia, da Yamana Gold, que opera a mina Ernesto/Pau a Pique, tem concessões de lavra no município. Além da SBM, que tem 51 processos na região, a Mineração Santa Elina e sua controlada a Mineração Silvana têm juntas 62 direitos minerários.

pepita_pontes_e_lacercaA Geomin Geologia e Mineração e o seu sócio fundador, Alvaro Pizzato Quadros, têm sete direitos no município, enquanto a GME4 do Brasil, que pertence à Bemisa, tem três autorizações de pesquisa na área. A Aura Minerals opera a Mina São Francisco em um município vizinho, Nova Lacerda (MT).

De acordo com publicações locais, a área onde foram encontradas pepitas é particular e fica na Serra do Monte Cristo, em Portes de Lacerda, a 450 quilômetros da capital Cuiabá. Imagens divulgadas em redes sociais, mostram acampamentos improvisados e escavações iniciadas.

Uma fonte do Governo do Estado confirmou a invasão na área e disse que providências já estão sendo tomadas para efetuar a reintegração de posse. Segundo apuração de reportagem local, o Exército Brasileiro também já está a par dos acontecimentos e prepara uma operação para a retirada dos invasores.

Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2014, a cidade de Pontes e Lacerda exportou mais de US$ 21 milhões em ouro. Em 2015, até setembro, foram contabilizados US$ 1,7 milhão de dólares. Com informações do jornal Correio do Estado e do website Notícias de Mato Grosso.

Coomigasp e japoneses devem fechar essa semana acordo para a exploração da “montoeira” de Serra Pelada.

Investidores japoneses da Mineração Yamato do Brasil (Miyabras) querem retomar a produção de ouro em Serra Pelada, em Curionópolis, no Pará, e mecanizar a exploração de rejeitos do garimpo. Edinaldo Aguiar, presidente da Coomigasp, cooperativa que possui a concessão da área, disse que está finalizando a minuta do contrato com os japoneses e que espera, até esta semana, aprovar o negócio em assembleia.

Os empresários Akio Miyake, Osamu Sugiyama e Hirosuke Otaki, sócios da Miyabras, visitaram, em julho, representantes do governo do Pará e da Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) para discutir o assunto.

Montoeira

Haveria, segundo os investidores, 23 toneladas de minérios, incluindo ouro, em pilhas de terra em volta do antigo garimpo de Serra Pelada, chamada de “montoeira”. O antigo garimpo era um buraco de 180 metros de profundidade cavado à mão pelos garimpeiros nos anos 1980, que foi fechado no governo Collor, em 1992, por falta de segurança.

“Existe ainda muito ouro no local e podemos recuperá-lo. Nossa intenção é ajudar a região, que é muito pobre, ajudar os garimpeiros”, disse Miyake, à Folha de S.Paulo, por telefone, de Fukoshima, no Japão, sem informar o valor que pretende investir no projeto.

Pela proposta, os japoneses ficam com 49% do ouro e outros minérios encontrados. A Coomigasp fica com os 51% restantes. Caso o negócio seja aprovado, será criada uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) nos próximos meses.

A Coomigasp, que representa cerca de 40 mil garimpeiros, tenta, desde 2010, retomar a exploração de ouro em Serra Pelada e ainda não teve sucesso. A concessão que pertencia à Vale foi repassada para os garimpeiros nesse período.

Desde o ano passado, a Coomigasp vem negociando a exploração do rejeito do garimpo, chamado de “montoeira”, com a Brasil Século III (BS3), empresa que tem como sócio o ex-deputado federal Virgílio Guimarães e que foi contratada para viabilizar o projeto.

O contrato firmado entre Coomigasp e BSIII previa que 44% do valor líquido do ouro, da prata e do paládio extraídos seriam destinados aos garimpeiros e que 56% ficassem com a empresa. As despesas com exploração, empregados e outros custos seriam responsabilidades da BSIII. O negócio não avançou devido a problemas financeiros da BSIII.

A cooperativa pretendia retomar a exploração em parceria com a Colossus Minerals, mas a operação não deu certo. A mineradora canadense fez o túnel, mas pouco antes de iniciar a operação, em 2014, pediu falência. A empresa já tinha investido R$ 450 milhões e precisaria de ainda mais recursos.

Representantes da Sandstorm Gold, empresa que financia produção futura de ouro, se reuniram em maio com membros da cooperativa para melhorar as relações e discutir a busca por novos investidores e possível retomada do empreendimento, que é uma joint venture da Colossus com a cooperativa. A Sandstorm precisaria captar algo em torno de US$ 30 milhões para retomar as atividades no projeto.

A Miyabras, que possui sede em Brasília, será a empresa responsável pela exploração dos rejeitos. A licença tem validade de um ano, podendo ser renovada. A empresa também seria responsável pela implantação do chamado Banco Ambiental, em Serra Pelada.

O objetivo do banco, de acordo com Miyake, é formar uma cooperativa de crédito para financiar a recuperação de áreas degradadas pelo uso do mercúrio no processo de coleta de ouro no local. Com informações da Folha de S.Paulo.

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