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Canaã dos Carajás

Canaã: Ex-tesoureiro do Sispumcac faz graves acusações contra presidente

Sheury Campos Barros, a presidente, diz que ele era negligente e que vai processá-lo por calúnia e difamação

Vladimir Picanço Ivanovitch, tesoureiro afastado, desde o início deste mês do Sispumcac (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canaã dos Carajás), resolveu quebrar o silêncio acerca do assunto e se manifestou por meio de Nota Pública, na qual dispara acusações contra a presidente da entidade sindical, Shuery Campos Barros, e denuncia que praticamente foi coagido a renunciar.

Ele começa relatando que ainda quando o presidente era Raymisson da Silva Gomes e Sheury era a vice, ela “se mostrou muito interessada em movimentar a conta financeira do Sispumcac", solicitando, inclusive, uma procuração para essa finalidade. “E, logo em seguida, a vice-presidente me solicitou também uma procuração para fins de movimentar a conta. Na época indaguei por qual motivo da solicitação das procurações, a mesma não soube se justificar”, relata Ivanovich.

O tesoureiro afastado conta que, no decorrer dos trabalhos financeiros da entidade, todas as despesas fixas foram pagas por ele, mas, em relação às despesas da presidente Sheury Barros, houve muitas divergências entre os dois. “Para começar não concordava da maneira que ela vinha fazendo as suas despesas, exemplo: gastos com combustível que os valores chegavam até R$ 800,00 por mês em seu carro; despesas com manutenção com sua moto de uso particular, com valor que chega até R$ 434,00 e outras mais”, afirma.

Na época, prossegue Picanço, Sheury o informou que estava pensando em pagar para a secretária do sindicato um salário entre R$ 1.000,00 e 1.200,00. Ressalta ele que a secretária é companheira da presidente. “Na ocasião informei que o sindicato não teria renda suficiente para arcar com mais uma despesa com grande valor, pois é obrigação minha zelar pelo patrimônio financeiro do sindicato”, relata ele.

Por esses motivos, afirma, a presidente começou a exclui-lo do grupo da diretoria do sindicato, assim como os demais membros da diretoria, alegando que ele estava atrapalhando o desenvolvimento do trabalho da entidade. Em verdade, afirma, ele não concordava “com as despesas exorbitantes que vinham sendo feitas pela presidente Sheury”.

“Mais um detalhe, que a presidente Sheury vinha pedindo cheques em branco já com a minha assinatura. Na época informei que tal prática poderia ocasionar problemas futuros, mas a mesma nunca levou em consideração as minhas preocupações com a parte financeira do sindicato”, denuncia.

Em contrapartida, ainda conforme a Nota Pública, a presidente sempre procurou denegrir a imagem dele, alegando que Vladmir queria ser dono do sindicato. “Mas na verdade só queria fazer meu trabalho como tesoureiro fazendo o controle das despesas”. “Passados os dias a secretária do sindicato me ligou informando que eu deveria entregar o livro de caixa, juntamente com as notas de despesas e blocos de cheques, bem como assinar a minha renúncia do cargo”, narra Vladimir Picanço Ivanovich, afirmando ter informado que não iria entregar os documentos nem assinar a renúncia, pelo fato de Sheury Campos Barros não prestar contas de alguns cheques de despesas que fez nem de cheques que sacou em seu nome com os seguintes valores: R$ 400,00, R$ 300,00; R$1.600,00; R$ 4.000,00 e R$ 4.000,00.

“Pelo fato da mesma se recusar entregar as notas de despesas acima citadas, não pode manter um acordo com a mesma”, afirma ele, contando que na última quinta-feira (3), por volta das 13h30, os membros do Conselho Fiscal e secretária do sindicato estiveram na casa dele, solicitando que entregasse os documentos e assinasse a renúncia. “Onde frisei os pontos pelo qual não faria o que solicitaram, e no momento começaram a me intimidar e me ameaçaram falando que eu sofreria as consequências”, denuncia.

“Aos filiados deste sindicato venho informar respeitosamente que não cometi nenhuma irregularidade e só fui afastado pelo fato de querer zelar pelo bem de cada um que é descontado todo mês do seu salário suado”, finaliza a Nota.

Outro lado
Presidente do Sispumcac diz que Vladimir não cumpria sua função. Por telefone e pelo WhatsApp, a presidente do Sispumcac, Sheury Campos Barros, falou com o Blog e se manifestou acerca das denúncias feitas por Vladimir Ivanovich. Sobre os cheques em branco, ela informou que a solicitação foi feita em virtude de Vladimir não ter tempo para cumprir com as tarefas do sindicato. E ela, por seu turno, tomava a frente da instituição.

“Na verdade, isso não é culpa minha. É culpa dele, que não exercia a função dele no sindicato corretamente. Eu fui obrigada a pegar os valores por ele não disponibilizar tempo para o sindicato”, afirma ela.

Em momento algum, segundo a presidente, o então tesoureiro prestava serviço para o sindicato, não ficava na sede para fazer os pagamentos, nem cumprir com as necessidades financeiras. “Então, eu tinha que fazer saques, pegava um cheque em branco no valor de R$ 2.000,00 ou R$1.000,00, por exemplo, e sacava pra poder fazer os pagamentos. Ele é agente patrimonial e nas horas vagas faz prestação de serviço com refrigeração e elétrica. Aí, para o sindicato, nunca tinha tempo”, justifica.

A respeito do valor gasto com sua motocicleta e os R$ 800,00 de combustível para seu veículo de uso particular, segundo a presidente, a despesa ocorreu devido a um deslocamento feito a serviço do sindicato. “Houve um mês em que eu gastei muito com combustível porque tive que ir umas duas vezes a Marabá, porque a gente estava organizando a entidade na Receita Federal. E eu coloquei o meu carro à disposição da entidade que, no mínimo, tem que colocar o combustível, a manutenção do carro é toda por minha conta, mas combustível não”, argumenta.

Em relação aos gastos com moto, ela afirma que parou de ceder seu carro ao sindicato e a entidade ficou engessada por não ter meio de transporte. “Então eu propus que eles arrumassem a minha moto, que estava com problemas, e eu a deixaria a disposição do sindicato e todos concordaram, inclusive o próprio Vladimir, tanto que a moto está até hoje lá”, relatou Sheury Campos.

A presidente do Sispumcac falou também acerca da não prestação de contas, afirmando não ter ocorrido por culpa do agora ex-tesoureiro: “Eu lancei um edital de convocação pra fazer uma prestação de contas no dia de 15 de abril, só que não consegui fazer porque o próprio tesoureiro, Vladimir, sumiu com as notas, com o livro caixa e com os cheques e eu não tive como fazer. Na verdade, ele se apossou de toda a parte financeira e eu não tive como fazer a prestação”.

Sheury Campos informou que já registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil contra Vladimir Ivanovich, pois pretende processá-lo por calúnia e difamação. Disse ainda que o afastamento foi solicitado com base no estatuto e que em momento algum ele foi ameaçado. “O nosso estatuto fala que, no período de 30 a 60 dias, o diretor que faltar a cinco reuniões consecutivas pode ser afastado. Embasada nisso, eu o afastei, fiz uma assembleia extraordinária e o seu afastamento foi aprovado e Vladimir foi substituído pelo conselheiro fiscal. E é por isso que ele está fazendo esses relatos, essa calúnia e difamação. E quero também que ele devolva os documentos do sindicato”, concluiu.

Além do esclarecimento, Sheury Campos enviou ao Blog reproduções fotográficas de vários documentos como o BO, denúncia ao Ministério Público, convocação da assembleia-geral, notificação de Vladimir Ivanovich, recibos de pagamento da secretaria do sindicato, todos no valor de R$ 500,00, entre outros papeis.

Vai ter greve! Servidores ignoram proposta do governo canaense e pedem 31% de reajuste salarial

Assembleia extraordinária foi realizada na noite desta sexta-feira e contou com a presença de centenas de servidores

Chamada pelos próprios servidores de “proposta indecente”, a oferta que o governo havia feito na manhã de sexta-feira (16) – aumento real de R$135,00 no Vale Alimentação – foi recusada por unanimidade. O funcionalismo público municipal compareceu em peso à Câmara de Vereadores de Canaã dos Carajás para uma assembleia extraordinária. Em pauta, a proposta feita pelo executivo e a decisão se o movimento grevista continuaria ou não. Os mais de 300 participantes mostraram revolta e já pareciam dispostos à recusa antes mesmo da assembleia começar.

Os líderes dos sindicatos de Canaã dos Carajás e a vereadora Vânia Mascarenhas (PDT) ocuparam os lugares na mesa diretora e tiveram a oportunidade de falar por 10 minutos. Vânia usou a tribuna para reafirmar um compromisso de que está do lado dos servidores públicos municipais: “Contem comigo sempre. Eles estão tirando os direitos de vocês! O dinheiro é do povo. Esse é o direito de vocês e estamos juntos para o que der e vier.”

Em sua fala, Sheury Barros, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canaã dos Carajás (SISPUMCAC) elogiou a luta do funcionalismo público, mas também criticou alguns pontos: “É uma honra ver tanto empenho do servidor de Canaã. Nós realmente sabemos o que queremos. Hoje começou uma negociação com o governo, mas até agora ninguém falou em valores concretos, só nas perdas salariais.”

A fala de Sheury causou um desconforto entre outros líderes sindicais e também entre os demais servidores. Foi então que o professor Ademir Costa, representando o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (SINTEPP), fez o uso da tribuna e, com cálculos sobre as perdas inflacionários ao longo dos últimos anos, falou: “Nós temos 31% de reajuste para brigar. Eu não sei vocês, mas eu vou atrás é desse valor de 31%. Nós queremos migalhas ou vamos atrás do pão? Os 27% de reajuste que o prefeito teve no salário é direito dele, mas os 31% é direito nosso! Portanto, eu quero convidar vocês a pensar bem. Se entrarmos em greve, talvez teremos que tomar medidas enérgicas que podem prejudicar não só Canaã, mas também todo o estado, o país e até o mundo.”

Ao fim da fala do professor, um coro de servidores gritou de forma entusiasmada: “É 31, é 31!”. Alguns funcionários públicos tiveram o direito de falar por dois minutos. Cada um sugeriu algumas propostas que foram anotadas em ata.

A greve será geral e terá início na próxima segunda-feira (19). Conforme manda a lei, o hospital municipal funcionará com apenas 30% do efetivo. Emergências e exames laboratoriais serão atendidos. De acordo com os sindicatos, a greve tem amparo da lei e só será suspensa quando houver uma proposta melhor do governo.

Piçarra

Piçarra: Sindicato Rural tem fortes indícios de fraude na eleição da diretoria para o biênio 2017/2019

Luiz Carlos não convocou os demais associados, não publicou edital de convocação para Assembleia Geral Eleitoral e se reelegeu na marra
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Associado do Sindicato dos Produtores Rurais de Piçarra, que pediu que sua identidade seja mantida em sigilo, vai solicitar na Justiça que a eleição para presidente e demais diretores da entidade, ocorrida em 13 de novembro de 2017, seja anulada. E o motivo é simples: “A eleição para composição da diretoria do sindicato para o biênio 2017/2019, não foi realizada de forma democrática e transparente, ou seja, em total desconformidade com o respectivo estatuto e normas sindicais. O pleito não seguiu os mínimos trâmites legais, como convocação de Assembleia Geral Eleitoral, publicação do edital em que devem constar o prazo para a inscrição de chapas, os requisitos para concorrer às eleições, dia, mês, hora e local da votação e a comunicação aos associados”.

O presidente Luiz Carlos da Silva Pereira cujo mandato de dois anos encerraria em 2015, ainda segundo relato da fonte, ignorou todas essas regras e, foi reeleito para o biênio 2017/2019.

Procurado pelo Blog, Reginaldo Pereira de Oliveira, que exerceu o cargo de secretário no biênio 2014/2015 afirmou que deveria ter sido pessoa responsável por preparar toda documentação necessária para realização da Assembleia Geral Eleitoral, uma vez que também não houve escolha para a eleição de nova diretoria para o biênio 2015/2017.

Disse, porém, que jamais foi comunicado sobre qualquer pleito na entidade sindical, sobretudo o que ocorreu no dia 13 de novembro passado. Por fim, declarou que desde dezembro de 2016 o Sindicato Rural encontra-se sem sede. Ele, inclusive, registrou isso em Escritura Pública Declaratória lavrada no cartório de São Geraldo do Araguaia.
O mesmo fez Dernival Gonçalves Barros, que, também ouvido, afirmou não ter sido comunicado de eleição alguma, pois, tendo exercido a função de tesoureiro no biênio 2014/2015, teria de ter prestado contas em Assembleia Geral.

Quanto a Luiz Carlos da Silva Pereira, este foi destinatário de Notificação Extrajudicial, para que apresentasse toda documentação que comprovaria a legalidade das eleições, porém, conforme certidão expedida pelo cartório da comarca, após tomar conhecimento do teor da notificação, ele se recusou a recebê-la.

Tranquilo
O Blog entrou em contato com Luiz Carlos na manhã desta terça-feira (16). Indagado sobre as irregularidades citadas pelo denunciante, ele limitou-se a dizer que tudo foi feito dentro da legalidade. Sobre o fato da eleição, coordenada por ele, correr o risco de anulação na Justiça, Luiz Carlos não mostrou preocupação e disse: “Podem pedir a anulação, estou tranquilo”.

Comércio

Pará tem crescimento na venda de veículos no mês de outubro

Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP)

Dados divulgados pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP) mostram crescimento no segmento automotivo no mês de outubro. De acordo com levantamento realizado pela entidade, foram registrados 7.074 emplacamento no décimo mês do ano. Este número representa crescimento de 10,91% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 6.378 veículos. O resultado também mostra aumento de 3,95% nas vendas no comparativo com o mês de setembro deste ano, quando 6.805 unidades foram comercializadas.

O levantamento feito pelo Sincodiv tem como base os emplacamentos de veículos novos, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves somaram 3.043 unidades no mês de outubro, o que representa crescimento de 7,30% em relação ao mês anterior, quando foram vendidas 2.836 unidades. No comparativo com outubro do ano passado, quando foram emplacados 2.376 veículos no Pará, o crescimento foi de 28,07%.

Quando se analisa os dados por tipo de veículos, o melhor resultado foi registrado na venda de caminhões, que cresceu 95,77% em relação ao mês de outubro de 2016. Foram 139 caminhões vendidos em outubro deste ano, enquanto o mesmo período do ano passado registrou 71 unidades comercializadas.

Acordo coletivo

Vale e Sindicato divergem em negociação anual e benefícios podem ser suspensos a partir de 1º de dezembro

O acordo anual entre a Mineradora Vale e o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase – termina no próximo dia 1º  de novembro. Por isso, o mês de outubro está movimentado pelas negociações.

O presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão” informou que já tiveram três rodadas de negociações e este ano está difícil chegar a um acordo que beneficie o trabalhador. “É revoltante negociar com uma empresa que divulga que cresceu quase 300% no último trimestre, registra lucros líquidos bilionários, e os trabalhadores, que promovem esses lucros, não serão beneficiados. A Vale está oferecendo o reajuste do INPC/IBGE, que será divulgado no próximo dia 10 de novembro e não deve nem atingir 2%. Porém, o sindicato propõe 10% para compensar toda a perda da massa salarial, além de um abono”, desabafou o presidente, minutos depois de ler a divulgação do lucro da empresa entre os meses de julho a setembro.

Alguns cortes propostos pela empresa são no Plano Odontológico, eliminando a partir de dezembro a cobertura nos tratamentos de ortodontia e implantes aos funcionários. E o presidente do sindicato alertou que os serviços já foram suspensos, pois muitos trabalhadores não tiveram o benefício aprovado quando procuraram um dentista na cidade. “Os funcionários procuram e não têm mais autorização de atendimento”, explicou o presidente.

Uma dentista, que solicitou não ter a identidade divulgada, informou que Parauapebas sentirá um impacto financeiro com os cortes. “Você não imagina a quantidade de pacientes que virão em dezembro para solicitar a retirada do aparelho no filho. Isso vai acontecer! Na clínica que atendo tem família com três filhos que usam aparelho nos dentes. Eles não terão condições de pagar a manutenção do serviço porque não terão aumento no salário. Estimamos que o movimento na minha clínica deve cair uns 50%. E acredito que muitas clínicas que atendem somente ortodontia ou implante em Parauapebas vão fechar”, alertou a dentista.

Já a esposa de um funcionário da Vale, entrevistada pelo Blog, que também pediu para não ser identificada, está apavorada por não saber como arcará com a manutenção dos serviços odontológicos que serão cortados. Ela diz que só no tratamento do aparelho terá de desembolsar mais de R$ 250. “Na minha casa, dois filhos e meu esposo usam aparelho nos dentes. E meu esposo precisa ainda fazer implante em dois dentes. Como vou fazer? Faz as contas: são em média R$ 85,00 o valor da manutenção de cada aparelho e cerca de R$ 3 mil cada implante. E olha que eu e meu esposo trabalhamos, imagina em uma família que só uma fonte de renda mensal?”, indagou a mulher. E fazendo as contas mesmo, só esta família terá um custo inicial de quase R$ 7.000 se continuarem os tratamentos por pelo menos três meses.

O que os funcionários abordados pelo Blog questionam é como a Vale chegou num cálculo de abono de R$ 800 para justificar a retirada dos dois benefícios no Plano Odontológico? Além de ser inviável o reajuste proposto, já que muitos custos, como gás, gasolina, energia, entre outros, aumentaram neste ano e o salário não acompanhou, perdendo o poder de compra. Essas são algumas das indagações que surgiram em reuniões na empresa quando os gestores repassaram a proposta da Vale.

Mesmo com todas as intransigências nas negociações, certo é que se o acordo não fechar no próximo mês, os benefícios serão cancelados. “Nosso acordo é de um ano, que vence em 01 de novembro. Se não fechar a proposta com a empresa, todos os benefícios serão suspensos”, explicou Macarrão.

Outro funcionário que também conversou com o Blog e pediu para não ser identificado disse que não tem acompanhado de perto as negociações, mas destacou o abismo entre as informações repassadas pelo Sindicato com a pauta da negociação. “Um exemplo é a proposta de reajustes salariais defendida pelo sindicato, em torno de 20%, e a oferta,  de 1,5%. Outra discrepância é o cartão de alimentação, que teria um aumento de mil reais, passando para R$ 1.700, sendo que no acordo da empresa é manter os R$ 700. Ou seja, eu vejo a discussão de valores incompatíveis com a realidade de mercado. Acho que o Sindicato quer angariar sócios, sendo que as propostas divulgadas sequer são colocadas na mesa de negociação com a empresa”, concluiu.

O presidente do Metabase Carajás justificou a indagação do funcionário argumentando que “todos os benefícios sempre foram criticados durante nossas negociações achando que o valor que solicitamos é inviável, mas conseguimos muitas vitórias. Um exemplo é o cartão de alimentação. Quando conseguimos, ele iniciou com o crédito de R$ 60 e hoje está em R$ 700. Lutamos porque o trabalhador merece”, enfatizou o presidente.

O Blog também procurou a Assessoria de Imprensa da Mineradora Vale, mas esta informou que não comenta negociações em andamento.

Marabá

Sindicato Rural de Marabá vai ajudar financeiramente músico baleado durante a 31ª Expoama

O tiro foi disparado por um policial militar

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O Sindicato Rural de Marabá, por decisão da diretoria, decidiu ontem, terça-feira (18), que vai destinar ajuda financeira ao músico Johnny Lima da Silva, mais conhecido como “Johnny Balada”, durante seis meses. Ele foi ferido à bala na madrugada do último sábado (15), penúltimo dia da 31ª Expoama, na ocasião do show de lançamento de uma rádio FM na cidade, no Parque de Exposições.

O autor do tiro, cujo projétil atravessou as alças intestinais do músico, foi o policial militar Rodrigo Soares Cordeiro, que serve no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e estava de folga. Segundo ele, o disparo foi acidental.

A confusão aconteceu por volta das 3h da madrugada quando, segundo o boletim de ocorrência registrado na 21ª Seccional Urbana de Marabá, três desconhecidos partiram para cima de Cordeiro na tentativa de tomar-lhe a arma. Um deles, inclusive, quebrou uma garrafa de cerveja no rosto do PM, atingindo o olho esquerdo do policial.

Ante a agressão e em desvantagem, ainda segundo seu depoimento, Cordeiro sacou a arma e aí aconteceu o disparo, não se sabe de proposital ou acidental, acertando o percussionista, que estava acompanhado da mulher dele, Delmaires Ferreira. No meio do tumulto formado, os agressores aproveitaram para fugir; o PM, que se entregou espontaneamente à Polícia Rodoviária Federal, foi levado ao Distrito Policial; e Johnny Lima da Silva transportado ao Hospital Municipal pelo SAMU, onde passou por uma operação de emergência para retirada da bala.

Autuado como autor de lesão corporal grave, o PM foi liberado após audiência de custódia e prometeu ajudar o músico dentro das suas possibilidades financeiras. Amigos de Johnny pediram ajuda para ele ontem, em redes sociais e, por fim, o Sindicato Rural solidarizou-se com o rapaz, que ficará algum tempo impossibilitado de trabalhar.

Outra versão

A versão que circulou no domingo (16), pela manhã, nas redes sociais, era de que o PM havia feito galanteios à mulher do músico e este o atacou com uma garrafa, tendo o policial atirado em seguida. Essa versão, entretanto, foi desmentida pelo advogado de Cordeiro, Odilon Vieira Neto, o qual afirmou que “os dois nem sequer se conheciam”.

Exposição

Presidente do Sindicato Rural de Marabá avalia que 31ª Expoama surpreendeu e superou as expectativas, apesar da crise no mercado do boi vivo

Nos oito leilões realizados durante a feira de agronegócios foram vendidas quase 11 mil reses e o comércio de carros, tratores e implementos agrícolas somou R$ 22 milhões em vendas

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Apesar da crise desencadeada a partir da Operação “Carne Fraca”, fazendo com que o mercado do boi vivo sofresse um forte abalo em todo o País, a 31ª Expoama (31ª Exposição Agropecuária de Marabá) superou as expectativas do Sindicato dos Produtores Rurais. Essa é a avaliação do presidente da entidade, o pecuarista Antônio Vieira Caetano, mais conhecido com Neném do Manelão, ao fazer o balanço da feira de agronegócios durante coletiva na manhã desta segunda-feira (17).

Segundo ele, nos oito leilões que ocorreram durante a exposição foram comercializadas 10.830 reses, totalizando a cifra de R$ 12 milhões. O volume de negócios, nos estandes de equipamentos agrícolas, tratores e veículos somou R$ 22 milhões, “superando as vendas de 2016”. E a média de público nos nove dias e noites de evento foi de 13 mil pessoas, contabilizando quase 120 mil visitantes.

Questionado acerca da cobrança de estacionamento, pela primeira vez, no Parque de Exposições, Neném disse que foi justamente o temor de que os negócios não decolassem que fez com que este ano houvesse cobrança. “Naquela ocasião [antes da Expoama], o sindicato não disponibilizava de recursos. Hoje, segunda-feira, nós temos de pagar R$ 400 mil para as mais de 150 pessoas que prestaram serviços no parque e não tínhamos previsão de caixa”, explicou o presidente do Sindicato Rural. Porém, ainda segundo ele, quem pagou os R$ 20 pelo estacionamento teve a garantia de que seu veículo estava bem guardado, com segurança. “A empresa que estava no estacionamento tem seguro e tudo mais. Então, na hipótese de algum veículo ser roubado, o proprietário teria outro de volta”, justificou.

Sobre a avaliação do que a Expoama representa para a cidade, Neném do Manelão disse que é um evento que movimenta o comércio, a rede hoteleira e faz circular mais dinheiro que o Natal e o Ano Novo.

Reeleição

Com dois anos e meio à frente do Sindicato Rural de Marabá, Neném promoveu mudanças importantes: reformou totalmente a estrutura física do Parque de Exposições “José Francisco Diamantino”, num investimento de R$ 12 milhões, construiu o estacionamento, trabalhou em benefício dos sindicalizados, conseguiu suspender a cobrança do Funrural atrasado, trabalhou e conseguiu baixar a pauta do boi para fora do Estado e a alíquota, a partir de 1º de agosto, terá importante redução, conforme ficou acertado há 60 dias em reunião com o Governo do Estado.

Indagado se, diante dessas realizações, pretende de candidatar à reeleição, em outubro deste ano, ele disse que está amadurecendo a ideia, mas tem a sensação do dever cumprido.

Emprego

Sinseppar cobra convocação dos classificados no concurso do SAAEP 2016

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Parauapebas está vigilante quanto às contratações políticas na autarquia em detrimento aos concursados que aguardam as vagas.

Os classificados para as 85 vagas do concurso realizado em 2016 pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep), autarquia municipal, estão ansiosos pela convocação. O resultado do concurso foi homologado em agosto do ano passado, porém, em função do período eleitoral, a convocação não foi realizada e a expectativa dos classificados era de que o órgão começasse a fazer esse processo agora, no início do ano, o que ainda não ocorreu.

Com o intuito de contribuir com a celeridade da convocação dos classificados, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Parauapebas (Sinseppar) realizou nesta quinta-feira (12), no período da tarde, reunião com a gestora do Saaep, e à noite com um bom número de classificados, onde foi repassada a situação atual.

“Nossa reunião com o Saaep foi para saber como está o processo de chamamento do pessoal, que ainda não começou. A gente foi justamente cobrar essa convocação, pois a autarquia dispõe de apenas seis servidores efetivos em seu quadro, número insuficiente para atender a demanda do órgão. A gente entende que a contratação de temporários é necessária, mas junto com essa contratação emergencial deve-se ter também o chamamento dos aprovados no concurso para que efetivamente o governo demonstre que está usando de boa fé”, informou o presidente do Sinseppar, Carlos Alessander.

O Blog entrou em contato com a gestora da autarquia. Ela nos informou que “o SAAEP não possui sistemas informatizados das rotinas pertinentes aos seus cargos. Tudo é feito de forma bem rudimentar (de pessoa que passa pra outra as rotinas de suas funções). Não podemos parar as operações, nem mesmo diante da convocação dos classificados. Entre a convocação e a apresentação do candidato para ocupar o cargo existe um prazo, alguns candidatos podem se apresentar imediatamente, porém, não é garantia alguma para o sistema não parar”, informou Claudenir Rocha.

O número de vagas ofertadas no concurso foi bem menor do que a real necessidade do Saaep. Isto porque a Lei que estabelece o total de cargos da autarquia é obsoleta e para que esse número de vagas em concurso seja ampliado será necessária nova legislação. “Na primeira edição do edital ofereceram duas vagas para o meu cargo, engenheiro ambiental, depois, fizeram uma retificação e ficou apenas uma vaga. Eu passei em segundo lugar, mas estou na expectativa de ser convocado”, disse Sherlesson Roberto da Costa Gomes.

Durante a reunião foi criada uma comissão de candidatos composta por quatro integrantes. Eles deverão acompanhar a equipe do Sinseppar nas conversas com o Saaep e nas demais ações que serão desenvolvidas até que ocorra a convocação.

“Estamos aguardando que a autarquia divulgue o cronograma de chamamento para verificarmos se ele é viável ou não, se chamará todos ou então se apresentará uma proposição para que os interessados possam tomar conhecimento e escolher quais os caminhos a serem tomados”, antecipou o presidente do Sinseppar.