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Vai ter greve! Servidores ignoram proposta do governo canaense e pedem 31% de reajuste salarial

Assembleia extraordinária foi realizada na noite desta sexta-feira e contou com a presença de centenas de servidores

Chamada pelos próprios servidores de “proposta indecente”, a oferta que o governo havia feito na manhã de sexta-feira (16) – aumento real de R$135,00 no Vale Alimentação – foi recusada por unanimidade. O funcionalismo público municipal compareceu em peso à Câmara de Vereadores de Canaã dos Carajás para uma assembleia extraordinária. Em pauta, a proposta feita pelo executivo e a decisão se o movimento grevista continuaria ou não. Os mais de 300 participantes mostraram revolta e já pareciam dispostos à recusa antes mesmo da assembleia começar.

Os líderes dos sindicatos de Canaã dos Carajás e a vereadora Vânia Mascarenhas (PDT) ocuparam os lugares na mesa diretora e tiveram a oportunidade de falar por 10 minutos. Vânia usou a tribuna para reafirmar um compromisso de que está do lado dos servidores públicos municipais: “Contem comigo sempre. Eles estão tirando os direitos de vocês! O dinheiro é do povo. Esse é o direito de vocês e estamos juntos para o que der e vier.”

Em sua fala, Sheury Barros, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canaã dos Carajás (SISPUMCAC) elogiou a luta do funcionalismo público, mas também criticou alguns pontos: “É uma honra ver tanto empenho do servidor de Canaã. Nós realmente sabemos o que queremos. Hoje começou uma negociação com o governo, mas até agora ninguém falou em valores concretos, só nas perdas salariais.”

A fala de Sheury causou um desconforto entre outros líderes sindicais e também entre os demais servidores. Foi então que o professor Ademir Costa, representando o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (SINTEPP), fez o uso da tribuna e, com cálculos sobre as perdas inflacionários ao longo dos últimos anos, falou: “Nós temos 31% de reajuste para brigar. Eu não sei vocês, mas eu vou atrás é desse valor de 31%. Nós queremos migalhas ou vamos atrás do pão? Os 27% de reajuste que o prefeito teve no salário é direito dele, mas os 31% é direito nosso! Portanto, eu quero convidar vocês a pensar bem. Se entrarmos em greve, talvez teremos que tomar medidas enérgicas que podem prejudicar não só Canaã, mas também todo o estado, o país e até o mundo.”

Ao fim da fala do professor, um coro de servidores gritou de forma entusiasmada: “É 31, é 31!”. Alguns funcionários públicos tiveram o direito de falar por dois minutos. Cada um sugeriu algumas propostas que foram anotadas em ata.

A greve será geral e terá início na próxima segunda-feira (19). Conforme manda a lei, o hospital municipal funcionará com apenas 30% do efetivo. Emergências e exames laboratoriais serão atendidos. De acordo com os sindicatos, a greve tem amparo da lei e só será suspensa quando houver uma proposta melhor do governo.

Piçarra

Piçarra: Sindicato Rural tem fortes indícios de fraude na eleição da diretoria para o biênio 2017/2019

Luiz Carlos não convocou os demais associados, não publicou edital de convocação para Assembleia Geral Eleitoral e se reelegeu na marra
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Associado do Sindicato dos Produtores Rurais de Piçarra, que pediu que sua identidade seja mantida em sigilo, vai solicitar na Justiça que a eleição para presidente e demais diretores da entidade, ocorrida em 13 de novembro de 2017, seja anulada. E o motivo é simples: “A eleição para composição da diretoria do sindicato para o biênio 2017/2019, não foi realizada de forma democrática e transparente, ou seja, em total desconformidade com o respectivo estatuto e normas sindicais. O pleito não seguiu os mínimos trâmites legais, como convocação de Assembleia Geral Eleitoral, publicação do edital em que devem constar o prazo para a inscrição de chapas, os requisitos para concorrer às eleições, dia, mês, hora e local da votação e a comunicação aos associados”.

O presidente Luiz Carlos da Silva Pereira cujo mandato de dois anos encerraria em 2015, ainda segundo relato da fonte, ignorou todas essas regras e, foi reeleito para o biênio 2017/2019.

Procurado pelo Blog, Reginaldo Pereira de Oliveira, que exerceu o cargo de secretário no biênio 2014/2015 afirmou que deveria ter sido pessoa responsável por preparar toda documentação necessária para realização da Assembleia Geral Eleitoral, uma vez que também não houve escolha para a eleição de nova diretoria para o biênio 2015/2017.

Disse, porém, que jamais foi comunicado sobre qualquer pleito na entidade sindical, sobretudo o que ocorreu no dia 13 de novembro passado. Por fim, declarou que desde dezembro de 2016 o Sindicato Rural encontra-se sem sede. Ele, inclusive, registrou isso em Escritura Pública Declaratória lavrada no cartório de São Geraldo do Araguaia.
O mesmo fez Dernival Gonçalves Barros, que, também ouvido, afirmou não ter sido comunicado de eleição alguma, pois, tendo exercido a função de tesoureiro no biênio 2014/2015, teria de ter prestado contas em Assembleia Geral.

Quanto a Luiz Carlos da Silva Pereira, este foi destinatário de Notificação Extrajudicial, para que apresentasse toda documentação que comprovaria a legalidade das eleições, porém, conforme certidão expedida pelo cartório da comarca, após tomar conhecimento do teor da notificação, ele se recusou a recebê-la.

Tranquilo
O Blog entrou em contato com Luiz Carlos na manhã desta terça-feira (16). Indagado sobre as irregularidades citadas pelo denunciante, ele limitou-se a dizer que tudo foi feito dentro da legalidade. Sobre o fato da eleição, coordenada por ele, correr o risco de anulação na Justiça, Luiz Carlos não mostrou preocupação e disse: “Podem pedir a anulação, estou tranquilo”.

Comércio

Pará tem crescimento na venda de veículos no mês de outubro

Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP)

Dados divulgados pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP) mostram crescimento no segmento automotivo no mês de outubro. De acordo com levantamento realizado pela entidade, foram registrados 7.074 emplacamento no décimo mês do ano. Este número representa crescimento de 10,91% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 6.378 veículos. O resultado também mostra aumento de 3,95% nas vendas no comparativo com o mês de setembro deste ano, quando 6.805 unidades foram comercializadas.

O levantamento feito pelo Sincodiv tem como base os emplacamentos de veículos novos, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves somaram 3.043 unidades no mês de outubro, o que representa crescimento de 7,30% em relação ao mês anterior, quando foram vendidas 2.836 unidades. No comparativo com outubro do ano passado, quando foram emplacados 2.376 veículos no Pará, o crescimento foi de 28,07%.

Quando se analisa os dados por tipo de veículos, o melhor resultado foi registrado na venda de caminhões, que cresceu 95,77% em relação ao mês de outubro de 2016. Foram 139 caminhões vendidos em outubro deste ano, enquanto o mesmo período do ano passado registrou 71 unidades comercializadas.

Acordo coletivo

Vale e Sindicato divergem em negociação anual e benefícios podem ser suspensos a partir de 1º de dezembro

O acordo anual entre a Mineradora Vale e o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase – termina no próximo dia 1º  de novembro. Por isso, o mês de outubro está movimentado pelas negociações.

O presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão” informou que já tiveram três rodadas de negociações e este ano está difícil chegar a um acordo que beneficie o trabalhador. “É revoltante negociar com uma empresa que divulga que cresceu quase 300% no último trimestre, registra lucros líquidos bilionários, e os trabalhadores, que promovem esses lucros, não serão beneficiados. A Vale está oferecendo o reajuste do INPC/IBGE, que será divulgado no próximo dia 10 de novembro e não deve nem atingir 2%. Porém, o sindicato propõe 10% para compensar toda a perda da massa salarial, além de um abono”, desabafou o presidente, minutos depois de ler a divulgação do lucro da empresa entre os meses de julho a setembro.

Alguns cortes propostos pela empresa são no Plano Odontológico, eliminando a partir de dezembro a cobertura nos tratamentos de ortodontia e implantes aos funcionários. E o presidente do sindicato alertou que os serviços já foram suspensos, pois muitos trabalhadores não tiveram o benefício aprovado quando procuraram um dentista na cidade. “Os funcionários procuram e não têm mais autorização de atendimento”, explicou o presidente.

Uma dentista, que solicitou não ter a identidade divulgada, informou que Parauapebas sentirá um impacto financeiro com os cortes. “Você não imagina a quantidade de pacientes que virão em dezembro para solicitar a retirada do aparelho no filho. Isso vai acontecer! Na clínica que atendo tem família com três filhos que usam aparelho nos dentes. Eles não terão condições de pagar a manutenção do serviço porque não terão aumento no salário. Estimamos que o movimento na minha clínica deve cair uns 50%. E acredito que muitas clínicas que atendem somente ortodontia ou implante em Parauapebas vão fechar”, alertou a dentista.

Já a esposa de um funcionário da Vale, entrevistada pelo Blog, que também pediu para não ser identificada, está apavorada por não saber como arcará com a manutenção dos serviços odontológicos que serão cortados. Ela diz que só no tratamento do aparelho terá de desembolsar mais de R$ 250. “Na minha casa, dois filhos e meu esposo usam aparelho nos dentes. E meu esposo precisa ainda fazer implante em dois dentes. Como vou fazer? Faz as contas: são em média R$ 85,00 o valor da manutenção de cada aparelho e cerca de R$ 3 mil cada implante. E olha que eu e meu esposo trabalhamos, imagina em uma família que só uma fonte de renda mensal?”, indagou a mulher. E fazendo as contas mesmo, só esta família terá um custo inicial de quase R$ 7.000 se continuarem os tratamentos por pelo menos três meses.

O que os funcionários abordados pelo Blog questionam é como a Vale chegou num cálculo de abono de R$ 800 para justificar a retirada dos dois benefícios no Plano Odontológico? Além de ser inviável o reajuste proposto, já que muitos custos, como gás, gasolina, energia, entre outros, aumentaram neste ano e o salário não acompanhou, perdendo o poder de compra. Essas são algumas das indagações que surgiram em reuniões na empresa quando os gestores repassaram a proposta da Vale.

Mesmo com todas as intransigências nas negociações, certo é que se o acordo não fechar no próximo mês, os benefícios serão cancelados. “Nosso acordo é de um ano, que vence em 01 de novembro. Se não fechar a proposta com a empresa, todos os benefícios serão suspensos”, explicou Macarrão.

Outro funcionário que também conversou com o Blog e pediu para não ser identificado disse que não tem acompanhado de perto as negociações, mas destacou o abismo entre as informações repassadas pelo Sindicato com a pauta da negociação. “Um exemplo é a proposta de reajustes salariais defendida pelo sindicato, em torno de 20%, e a oferta,  de 1,5%. Outra discrepância é o cartão de alimentação, que teria um aumento de mil reais, passando para R$ 1.700, sendo que no acordo da empresa é manter os R$ 700. Ou seja, eu vejo a discussão de valores incompatíveis com a realidade de mercado. Acho que o Sindicato quer angariar sócios, sendo que as propostas divulgadas sequer são colocadas na mesa de negociação com a empresa”, concluiu.

O presidente do Metabase Carajás justificou a indagação do funcionário argumentando que “todos os benefícios sempre foram criticados durante nossas negociações achando que o valor que solicitamos é inviável, mas conseguimos muitas vitórias. Um exemplo é o cartão de alimentação. Quando conseguimos, ele iniciou com o crédito de R$ 60 e hoje está em R$ 700. Lutamos porque o trabalhador merece”, enfatizou o presidente.

O Blog também procurou a Assessoria de Imprensa da Mineradora Vale, mas esta informou que não comenta negociações em andamento.

Marabá

Sindicato Rural de Marabá vai ajudar financeiramente músico baleado durante a 31ª Expoama

O tiro foi disparado por um policial militar

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O Sindicato Rural de Marabá, por decisão da diretoria, decidiu ontem, terça-feira (18), que vai destinar ajuda financeira ao músico Johnny Lima da Silva, mais conhecido como “Johnny Balada”, durante seis meses. Ele foi ferido à bala na madrugada do último sábado (15), penúltimo dia da 31ª Expoama, na ocasião do show de lançamento de uma rádio FM na cidade, no Parque de Exposições.

O autor do tiro, cujo projétil atravessou as alças intestinais do músico, foi o policial militar Rodrigo Soares Cordeiro, que serve no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e estava de folga. Segundo ele, o disparo foi acidental.

A confusão aconteceu por volta das 3h da madrugada quando, segundo o boletim de ocorrência registrado na 21ª Seccional Urbana de Marabá, três desconhecidos partiram para cima de Cordeiro na tentativa de tomar-lhe a arma. Um deles, inclusive, quebrou uma garrafa de cerveja no rosto do PM, atingindo o olho esquerdo do policial.

Ante a agressão e em desvantagem, ainda segundo seu depoimento, Cordeiro sacou a arma e aí aconteceu o disparo, não se sabe de proposital ou acidental, acertando o percussionista, que estava acompanhado da mulher dele, Delmaires Ferreira. No meio do tumulto formado, os agressores aproveitaram para fugir; o PM, que se entregou espontaneamente à Polícia Rodoviária Federal, foi levado ao Distrito Policial; e Johnny Lima da Silva transportado ao Hospital Municipal pelo SAMU, onde passou por uma operação de emergência para retirada da bala.

Autuado como autor de lesão corporal grave, o PM foi liberado após audiência de custódia e prometeu ajudar o músico dentro das suas possibilidades financeiras. Amigos de Johnny pediram ajuda para ele ontem, em redes sociais e, por fim, o Sindicato Rural solidarizou-se com o rapaz, que ficará algum tempo impossibilitado de trabalhar.

Outra versão

A versão que circulou no domingo (16), pela manhã, nas redes sociais, era de que o PM havia feito galanteios à mulher do músico e este o atacou com uma garrafa, tendo o policial atirado em seguida. Essa versão, entretanto, foi desmentida pelo advogado de Cordeiro, Odilon Vieira Neto, o qual afirmou que “os dois nem sequer se conheciam”.

Exposição

Presidente do Sindicato Rural de Marabá avalia que 31ª Expoama surpreendeu e superou as expectativas, apesar da crise no mercado do boi vivo

Nos oito leilões realizados durante a feira de agronegócios foram vendidas quase 11 mil reses e o comércio de carros, tratores e implementos agrícolas somou R$ 22 milhões em vendas

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Apesar da crise desencadeada a partir da Operação “Carne Fraca”, fazendo com que o mercado do boi vivo sofresse um forte abalo em todo o País, a 31ª Expoama (31ª Exposição Agropecuária de Marabá) superou as expectativas do Sindicato dos Produtores Rurais. Essa é a avaliação do presidente da entidade, o pecuarista Antônio Vieira Caetano, mais conhecido com Neném do Manelão, ao fazer o balanço da feira de agronegócios durante coletiva na manhã desta segunda-feira (17).

Segundo ele, nos oito leilões que ocorreram durante a exposição foram comercializadas 10.830 reses, totalizando a cifra de R$ 12 milhões. O volume de negócios, nos estandes de equipamentos agrícolas, tratores e veículos somou R$ 22 milhões, “superando as vendas de 2016”. E a média de público nos nove dias e noites de evento foi de 13 mil pessoas, contabilizando quase 120 mil visitantes.

Questionado acerca da cobrança de estacionamento, pela primeira vez, no Parque de Exposições, Neném disse que foi justamente o temor de que os negócios não decolassem que fez com que este ano houvesse cobrança. “Naquela ocasião [antes da Expoama], o sindicato não disponibilizava de recursos. Hoje, segunda-feira, nós temos de pagar R$ 400 mil para as mais de 150 pessoas que prestaram serviços no parque e não tínhamos previsão de caixa”, explicou o presidente do Sindicato Rural. Porém, ainda segundo ele, quem pagou os R$ 20 pelo estacionamento teve a garantia de que seu veículo estava bem guardado, com segurança. “A empresa que estava no estacionamento tem seguro e tudo mais. Então, na hipótese de algum veículo ser roubado, o proprietário teria outro de volta”, justificou.

Sobre a avaliação do que a Expoama representa para a cidade, Neném do Manelão disse que é um evento que movimenta o comércio, a rede hoteleira e faz circular mais dinheiro que o Natal e o Ano Novo.

Reeleição

Com dois anos e meio à frente do Sindicato Rural de Marabá, Neném promoveu mudanças importantes: reformou totalmente a estrutura física do Parque de Exposições “José Francisco Diamantino”, num investimento de R$ 12 milhões, construiu o estacionamento, trabalhou em benefício dos sindicalizados, conseguiu suspender a cobrança do Funrural atrasado, trabalhou e conseguiu baixar a pauta do boi para fora do Estado e a alíquota, a partir de 1º de agosto, terá importante redução, conforme ficou acertado há 60 dias em reunião com o Governo do Estado.

Indagado se, diante dessas realizações, pretende de candidatar à reeleição, em outubro deste ano, ele disse que está amadurecendo a ideia, mas tem a sensação do dever cumprido.

Emprego

Sinseppar cobra convocação dos classificados no concurso do SAAEP 2016

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Parauapebas está vigilante quanto às contratações políticas na autarquia em detrimento aos concursados que aguardam as vagas.

Os classificados para as 85 vagas do concurso realizado em 2016 pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep), autarquia municipal, estão ansiosos pela convocação. O resultado do concurso foi homologado em agosto do ano passado, porém, em função do período eleitoral, a convocação não foi realizada e a expectativa dos classificados era de que o órgão começasse a fazer esse processo agora, no início do ano, o que ainda não ocorreu.

Com o intuito de contribuir com a celeridade da convocação dos classificados, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Parauapebas (Sinseppar) realizou nesta quinta-feira (12), no período da tarde, reunião com a gestora do Saaep, e à noite com um bom número de classificados, onde foi repassada a situação atual.

“Nossa reunião com o Saaep foi para saber como está o processo de chamamento do pessoal, que ainda não começou. A gente foi justamente cobrar essa convocação, pois a autarquia dispõe de apenas seis servidores efetivos em seu quadro, número insuficiente para atender a demanda do órgão. A gente entende que a contratação de temporários é necessária, mas junto com essa contratação emergencial deve-se ter também o chamamento dos aprovados no concurso para que efetivamente o governo demonstre que está usando de boa fé”, informou o presidente do Sinseppar, Carlos Alessander.

O Blog entrou em contato com a gestora da autarquia. Ela nos informou que “o SAAEP não possui sistemas informatizados das rotinas pertinentes aos seus cargos. Tudo é feito de forma bem rudimentar (de pessoa que passa pra outra as rotinas de suas funções). Não podemos parar as operações, nem mesmo diante da convocação dos classificados. Entre a convocação e a apresentação do candidato para ocupar o cargo existe um prazo, alguns candidatos podem se apresentar imediatamente, porém, não é garantia alguma para o sistema não parar”, informou Claudenir Rocha.

O número de vagas ofertadas no concurso foi bem menor do que a real necessidade do Saaep. Isto porque a Lei que estabelece o total de cargos da autarquia é obsoleta e para que esse número de vagas em concurso seja ampliado será necessária nova legislação. “Na primeira edição do edital ofereceram duas vagas para o meu cargo, engenheiro ambiental, depois, fizeram uma retificação e ficou apenas uma vaga. Eu passei em segundo lugar, mas estou na expectativa de ser convocado”, disse Sherlesson Roberto da Costa Gomes.

Durante a reunião foi criada uma comissão de candidatos composta por quatro integrantes. Eles deverão acompanhar a equipe do Sinseppar nas conversas com o Saaep e nas demais ações que serão desenvolvidas até que ocorra a convocação.

“Estamos aguardando que a autarquia divulgue o cronograma de chamamento para verificarmos se ele é viável ou não, se chamará todos ou então se apresentará uma proposição para que os interessados possam tomar conhecimento e escolher quais os caminhos a serem tomados”, antecipou o presidente do Sinseppar.

Colunas

Rapidinhas

As últimas do cotidiano da região

Serra Pelada

O início da fase de operação do projeto da “montoeira”, que visa a exploração do rejeito do garimpo produzido em Serra Pelada, em Curionópolis, deve acontecer em março do ano que vem. A afirmação foi feita por representantes da Sona Mineração, empresa que está à frente dos trabalhos, durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 4 deste mês com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Vereadores

A sessão da Câmara Municipal de Parauapebas desta terça-feira será agitada. Além da entrega de títulos de Cidadã (o) Honorária (o), os vereadores discutirão o Projeto de Lei nº 41/2016, de autoria do Poder Executivo, que estima a receita e fixa a despesa do município de Parauapebas para o exercício de 2017.

Nomes fortes

Em conversas ao pé do ouvido com alguns articuladores da campanha vitoriosa do prefeito eleito Darci Lermen em Parauapebas cheguei à conclusão que ele (Darci) vai manter o povo que o apoiou incondicionalmente. Dito isso, aconselho ao Edson Luiz Bonetti, Kenniston Braga, Dr. Francisco II, João Correa e Pastor Jorge Guerreiro a providenciarem o terno da posse. Eles deverão ocupar, respectivamente, a chefia de gabinete, Fazenda, Semsa, e Assistência Social, a partir do dia 1º de janeiro.

Nomes fortes II

Claro que a informação acima é extra-oficial, já que o futuro alcaide já disse mais de uma vez que os nomes dos secretários só serão divulgados no dia 28 de dezembro.

Águia de Marabá

Ferreirinha, sempre ele, foi eleito ontem por aclamação presidente do Águia de Marabá par ao biênio 2017/2018. Com as finanças em baixa, ninguém apareceu para carregar a cruz.

Precatórios 

O Governo Federal deverá repassar nos próximos dias um valor milionário ao município de Parauapebas em decorrência da condenação da União ao pagamento das diferenças devidas a título de complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – Fundef -, o qual foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb. Estima-se que Parauapebas receberá algo em torno de R$61 milhões oriundos desse precatório, que está na justiça há mais de 10 anos.

Precatórios II

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Subsede de Parauapebas – fez circular nas redes sociais, no último fim de semana, um manifesto assinado por Raimundo Moura, Coordenador Geral em Parauapebas, conclamando os professores para uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura de Parauapebas no sentido de pressionar o executivo para “repartir” tais recursos. Segundo o manifesto de Moura, cada professor teria direito a cota equivalente a R$50 mil de bônus, pagos pela prefeitura.

Precatórios III

A manifestação aconteceu e Moura pôs na mesa, creio, seu verdadeiro objetivo: pagamento dos honorários advocatícios aos corpo jurídico do Sindicato. Ora, a ação foi proposta em 20/04/2006 pelo então prefeito Darci Lermen, que contratou a empresa Morais e Fontelles Advogados Associados para tal. Em decisão do juiz Marcelo Honorato, da 1ª Vara Federal, em Marabá, fica explicito a quem deverão ser pagos os honorários R$12.355.588,10 ( doze milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, quinhentos e oitenta e oito reais e dez centavos) pela propositura da ação à referida empresa. O juiz determinou, também, o valor a ser repassado ao município de Parauapebas: R$61.778.440,51 ( sessenta e um milhões, setecentos e setenta e oito mil, quatrocentos e quarenta reais e cinquenta e um centavos)

Precatórios IV

Desde que o mundo é mundo o dinheiro sempre conduziu o homem para o bem ou para o mal. E em Parauapebas, claro, isso não seria diferente. Causou estranheza (para não dizer coisa pior) em muitos, o fato da vereadora Eliene Soares (PMDB) ter apresentado somente ontem (12) – depois de ter passado quatro anos sem o benefício – um requerimento encaminhado ao secretário de Educação de Parauapebas para que sua licença como professora efetiva do município fosse cancelada, acumulando assim ao cargo de vereadora. Mas claro, isso não passa de uma grande coincidência. A vereadora não estaria de olho nos R$50 mil citados pelo coordenador Moura em seu manifesto.