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Vale

Acordo Coletivo: Vale melhora e Sindicatos convocam funcionários para avaliarem

Mineradora diz que é a proposta final e funcionários já falam em aprovação por medo de perder os benefícios a partir do dia 1º

Tudo indica que a rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração (Metabase) e a Vale se encerrou nesta terça-feira (14) em Belo Horizonte. Após mais um mês de reuniões, a empresa melhorou o índice do reajuste e os Sindicatos convocaram os funcionários para a avaliação da proposta.

“A proposta continua ruim, mas agora são os trabalhadores quem vão avaliar. Convocamos os funcionários das minas de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás para assembleias, que se iniciam no dia 17 e concluíremos no dia 21”, informou o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”.

Na última semana, o IBGE divulgou o INPC acumulado de 1,83%, índice definido pela Vale como reajuste dos salários, porém, na reunião com os Sindicatos na capital mineira, reconsiderou e ofereceu o reajuste de 2,5% nos salários e Cartão Alimentação. Ofereceu ainda crédito extra de 13º no Cartão Alimentação; indenização de R$ 1.200,00 para a retirada na cobertura do tratamento de ortodontia e implantes; além do reajuste de 1,83% nos demais itens econômicos, como limites de reembolso do plano de saúde, piso salarial, benefício de auxílio creche e babá, conforme acordos regionais.

A vigência do acordo será de um ano e, se os funcionários assinarem até 28 de novembro, os valores serão depositados no dia 30. Se assinado entre 29 e 30 – último prazo para garantir a permanência dos benefícios –, o crédito será feito no dia 3 de dezembro.

Assim como o sindicato, os funcionários também consideram a proposta insatisfatória, por conta dos lucros que a empresa divulgou neste ano, entretanto, acreditam que não podem correr o risco de perder os benefícios. “Melhorou um pouco a proposta, mas ainda não condiz com nossa realidade. Infelizmente, é o que temos”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

Outro funcionário concluiu: “A empresa fez um ‘terrorismo’ na semana passada, dizendo que perderíamos todos os benefícios, que a nova lei trabalhista não os contempla como direitos adquiridos. Porém, não acredito que temos força para recusar a proposta”.

A assessoria de imprensa da Vale não comenta negociações em andamento.

Acordo Coletivo

Nova Lei Trabalhista muda cenário de negociações entre Vale e Sindicatos

No dia em que a nova lei entra em vigor, funcionários querem aceitar proposta da empresa sem a intervenção do Sindicato. Conheça a proposta da Vale.

 

Nesta semana, Sindicato dos Trabalhadores da Mineração – Metabase – e a Mineradora Vale retornaram a rodada de negociações para definir o Acordo Coletivo Anual, que terminou no último dia 01 de novembro. Sem mudar absolutamente nada na proposta apresentada, a empresa prorrogou a validade dos benefícios até 30 de novembro.

O presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”, informou que as novas rodadas de negociação foram péssimas. “Todos os Sindicatos rejeitaram a contraproposta da Vale (Arquivo abaixo) e uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 14, em Belo Horizonte”.

Com a nova lei trabalhista, que entra em vigor hoje (11), os funcionários já são unânimes em aceitar a proposta da empresa sem a intervenção dos Sindicatos. O Blog conversou com três funcionários de áreas diferentes da empresa, que pediram para não serem identificados. “Estamos correndo o risco de perder benefícios adquiridos, que a nova lei não coloca como exigência, por exemplo: Cartão Alimentação, Plano de Saúde, Auxílio Educação, entre outros. Para se ter uma ideia, nosso adicional noturno é de 65% e com a nova lei passará para 20%. Não podemos esperar mais dos Sindicatos”, desabafou um funcionário. Ele disse que esse é o sentimento geral entre todos no setor onde trabalha.

E uma outra funcionária exemplificou outro tipo de perda que pode acontecer se cancelarem os benefícios: “Um parto custa em média de R$6 a R$8 mil, dependendo se for normal ou cesariana. Quando tive meu filho não descontaram nem R$ 450,00. Não podemos perder esse ganho que acrescenta ao nosso salário. No meu setor estamos todos dispostos a aceitar a proposta da empresa”, avisou.

Outro funcionário foi ainda mais enfático: “Vendo a proposta apresentada pela empresa fico pensando em como ver idoneidade e credibilidade em um Sindicato que na semana anterior divulgou no jornalzinho uma série de solicitações que seriam levadas para a negociação com a empresa. E de todas as condições que o Sindicato jurava defender, absolutamente nenhuma foi atendida. E a proposta será aprovada assim. Não discordo da empresa, pois está utilizando o mercado atual brasileiro a seu favor, afinal, toda empresa de capital privado sobrevive de lucros. Mas essa postura do Sindicato chega a ser um abuso com a paciência alheia”, concluiu.

O presidente do Metabase Carajás pede um pouco mais de paciência dos funcionários. “Alertamos os trabalhadores para a importância da mobilização e não aceitarem qualquer forma de pressão para que possamos garantir um Acordo Coletivo justo”.

Para não perder a cobrança do imposto sindical, que já não é mais obrigatório, os sindicatos usam a estratégia de prorrogar a validade dos acordos coletivos ou para aproveitar as negociações das categorias com data-base neste fim de ano para incluir nas convenções cláusulas que garantam a manutenção da obrigatoriedade de homologação de demissões nos sindicatos e a cobrança de uma taxa de contribuição sindical.

Macarrão também disse que ontem (10) saiu o índice da inflação que será a base do aumento proposto no salário e cartão alimentação. O valor ficou 1,68%, acima do previsto, que era 1,52%. Numa simulação do Cartão de Alimentação, o valor aumenta um pouco mais de R$ 11,00, indo para R$ 711,00.

A Assessoria de Imprensa da Mineradora Vale não comenta negociações em andamento.

Segue abaixo a proposta:

Veja abaixo quais os efeitos da Reprovação ou Não Assinatura do ACT 2017/2018:

Audiência Pública

Diretor do Sindicato do Comércio de Marabá diz que dessa vez o desenvolvimento não pode ficar apenas nos discursos, tem de acontecer

Raimundo Neto afirmou ao Blog que Marabá precisa sair do ostracismo e que o município tem sim potencial para crescer

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O diretor-técnico do Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), Raimundo Gomes Neto, ouvido pelo Blog sobre a Audiência Pública desta sexta-feira (11), que discutirá na Câmara Municipal de Marabá o desenvolvimento socioeconômico do município, disse esperar que saiam encaminhamentos de políticas voltadas realmente para o desenvolvimento da região. Segundo ele, há muito tempo “muito de fala e pouco se vê”, mas desta vez todos querem ver isso acontecer. “Nós acreditamos sempre. Por isso, temos de ir a todo o evento que trate desse assunto, porque temos de acreditar que coisas melhores virão. Marabá merece, é carente, mas tem potencial para o desenvolvimento”.

Neto afirma que é necessário haver políticas voltadas para esse tão sonhado desenvolvimento, pois Marabá não pode continuar no ostracismo. “Temos de ver isso virar realidade, precisamos de políticas e políticos comprometidos com a região. Não adianta ouvirmos aqui uma bancada falar de desenvolvimento, tirar fotos, e esse desenvolvimento não vir”, adverte. “E nós acreditamos que dessa vez não vai acontecer isso. Temos aí, alinhada nessa luta, a Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), muito bem informada e focada nisso, nessa coisa macro de política de desenvolvimento”, afirma Raimundo Neto. Ele lembra que o resultado do trabalho de qualquer empresa que chegue à região vai se refletir diretamente no crescimento do comércio, que “hoje não perde para o de outros grandes centros nem das capitais mais próximas”.

“Temos boas instalações, bons produtos, mas, o que nos diferencia das praças de outros Estados são as questões tributárias, isso afeta diretamente o Estado do Pará, com um ICMS tão alto, impostos e carga tributária muito alta”, alerta o diretor-técnico do Sindicom. “Aqui temos uma cidade cortada por rios, com rodovias, estradas e aeroporto, com tudo para oferecer um preço bem melhor, mas ainda há essa barreira fiscal que dificulta muito a vinda grandes produtos para cá. Isso também deve ser assunto de pauta. A empresa privada quer comprar onde tiver preço e qualidade”, encerra.

Parauapebas

Greve geral levantou muitos questionamentos nas redes sociais sobre o Movimento Sindical

Eleições supostamente manipuladas e falta de transparência nas prestações de contas têm provocado o descrédito aos sindicatos em Parauapebas

A greve geral de sexta-feira (28) foi bastante comentada nas redes sociais, e as opiniões se dividiam entre a aprovação ou não da paralisação. Muitos dos que fizeram postagens negativas sobre o movimento questionaram a atuação dos sindicatos, principais provocadores da greve, quanto ao cumprimento do seu papel nas relações de trabalho, uma demonstração de que o movimento sindical tem perdido prestígio.

O Blog levantou a existência de pelo menos dez entidades sindicais representativas de classes trabalhadoras com sede em Parauapebas. São eles:

– Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hotelaria de Parauapebas (Sthopa);

– Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário do Estado do Pará (Sintrasul);

– Sindicato dos Trabalhadores em Construção Civil Leve e Pesada de Parauapebas (Sintclepemp);

– Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará(Sintepp);

– Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav);

– Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Parauapebas (Sintracpar);

– Sindicato dos Vigilantes de Parauapebas;

– Sindicato dos Trabalhadores em Metalurgia (Simetal);

– Sindicato Metabase, que representa os trabalhadores que exercem atividades conexas, similares, idênticas ou afins, nas indústrias extrativas, minerais, entre outras;

– Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar).

A maior parte dessas entidades não contam com sites próprios, algumas tem páginas no Facebook, porém, com informações desatualizadas, um exemplo de que falta mais transparência e comunicação. Nas que contam com site, em nenhuma delas foi identificado uma espécie de Portal da Transparência, com informações sobre valores de imposto ou contribuição sindical recebidos e respectivamente os gastos operacionalizados pela entidade.

Sobre essa a prestação de contas, o Sinseppar parece que sairá na frente quanto à transparência das informações. “Já fizemos assembleia de prestação de contas esse ano, que consta no portal. Porém ainda não temos estrutura similar ao portal da transparência.  Espero conseguir implantar”, afirmou o presidente da entidade, Carlos Alessander.

Outro fator que chama a atenção é a permanência de presidentes e dirigentes sindicais por longo período à frente das entidades. As chapas que são formadas para concorrer com aquelas que são encabeçadas por quem está na gestão dificilmente conquistam espaço. Prova disso é que sindicatos com o Sthopa, que foi fundado em 1993, e o Simetal, fundado alguns anos depois, até hoje são presididos pelas mesmas pessoas.

O Sinseppar, por exemplo, ficou quase duas décadas com um mesmo presidente. Só depois desse período uma chapa oponente conseguiu conquistar espaço. Mas sindicatos como o Metabase Carajás e o dos Trabalhadores no Comércio estão sob o comando da mesma presidência há mais de uma década.

O processo de eleição deve ser amplamente divulgado, mas geralmente não o é. Além disso, a falta de engajamento e de interesse por parte dos trabalhadores também contribui para a permanência das mesmas pessoas à frente das entidades sindicais por logo tempo.

Quem conhece a história do movimento sindical compreende a sua importância fundamental na conquista e defesa dos direitos trabalhistas. Ao longo dessa história no Brasil, por exemplo, muitos sindicalistas se dedicaram à causa e chegaram até a perder a vida. Um dos grandes exemplos foi Chico Mendes, que defendia a classe dos seringueiros e teve sua vida ceifada por conta de estar à frente da luta.

Porém, o movimento sindical parece estar perdendo prestígio nos últimos anos. Talvez em função dessa falta de transparência e comunicação com o seu público-alvo e com a sociedade em geral, talvez também pelo reflexo da atuação do Partido dos Trabalhadores (PT) na gestão do país e envolvimento em escândalos de corrupção. O PT nasceu dentro do movimento sindical.

Juiz do Trabalho Jônatas Andrade

“O sindicalismo, tal como o consideramos hoje, é resultante de uma diretriz prevista no Tratado de Versalhes, a primeira tentativa de estabelecer protocolos mínimos para uma paz mundial e duradoura, logo após a primeira Guerra Mundial. Essa diretriz estabelece que a livre associação das pessoas é essencial para se alcançar a paz e ela me parece acertada, lastreada na realidade pretérita de então e devidamente confirmada nos dias que correm. O Brasil não respeita e não permite a livre associação. Os trabalhadores brasileiros nunca puderam se organizar livremente. O Estado, direta ou indiretamente, sempre se intrometeu em tal organização e presumo que esse desvio se encontre na base de nosso déficit democrático, se espraiando do trabalho para outras categorias da sociabilidade” opinou o juiz do Trabalho, Jônatas Andrade, em entrevista realizada pelo Blog sobre o assunto.

O magistrado citou a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que expressa: “os trabalhadores e os empregadores, sem distinção de qualquer espécie, terão direito de constituir, sem autorização prévia, organizações de sua escolha, bem como o direito de se filiar a essas organizações, sob a única condição de se conformar com os estatutos das mesmas”.

“Pois bem, os sindicatos únicos (unicidade) e subsidiados (imposto) nascidos de tal conspurcação raramente cumprem sua função democrática de representar e canalizar os anseios e lutas do mundo do trabalho. Não tratam adequadamente os interesses e direitos que representam e tendem a ser cada vez mais desprestigiados. Além disso, o capitalismo é plástico e tratou de criar as condições tecnológicas para dissolver os laços de solidariedade entre os trabalhadores. Segundo Dejours, a popularização dos computadores permitiu a análise de desempenho individual em detrimento do coletivo até então existente. Hoje os trabalhadores competem entre si em exacerbado individualismo, como se o trabalho não fosse sempre fruto de esforços coletivos. Diria John Donne, ninguém é uma ilha. Por esse prisma, o sindicalismo está em queda no mundo inteiro. Na atual conjuntura a identidade coletiva entre os trabalhadores está cada vez mais pulverizada, desorganizada por força do caráter individual, liberal do capital. O capital, como já dito, soube muito bem esgarçar os laços de solidariedade entre os trabalhadores com a tecnologia, com a popularização dos computadores, com as análises de desempenho e a recompensa pelo mérito individual. Há muito pouco de coletividade e solidariedade entre os trabalhadores. Contra esse rolo compressor do neoliberalismo, que concentra a riqueza, pulveriza a solidariedade e desiguala os cidadãos, os trabalhadores não têm conseguido se articular”, concluiu o juiz.

Sindicalista Carlos Alessander

Para o presidente Siseppar, “o movimento sindical nada mais é do que a organização do trabalhador contra o capital financeiro. Trabalhador não ganha nada. Tudo é fruto de conquista. Criticar o movimento sindical é uma crítica direta aos trabalhadores e tentar deixar o caminho aberto a precarização do trabalho”.

Para o dirigente sindical, que está à frente de umas das entidades sindicais com maior expressividade e Parauapebas, o caminho é “a união.  Fazer com que todos compreendamos que fazemos parte do mesmo time e que só teremos avanços com a participação de todos. O movimento sindical é o único que vem se opondo e denunciando esse movimento de precarização que vem passando o país. Porque não se fala de reforma tributária ou política?”, questionou Carlos Alessander.

“É preciso apoiar iniciativas em busca das bandeiras solidárias de origem. Não sei se os trabalhadores – e sindicatos – conseguirão vencer tais obstáculos, mas suspeito que o vetor ambiental nos imporá, por bem ou por mal, nova consciência coletiva!”, apontou Jônatas Andrade.

Greve

Comerciários de Marabá apoiam greve geral, mas temem demissões caso participem

Federação do Comércio emitiu comunicado curto e grosso: “Comércio funcionará normalmente”

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Bancários do Banco do Brasil, Caixa, Banpará e Basa, assim como servidores públicos municipais, estaduais e federais de vários setores e também urbanitários, rodoviários e metalúrgicos prometem fechar a Rodovia Transamazônica nesta sexta-feira (28), em protesto contras as reformas trabalhistas e da previdência. A concentração será a partir das 8 horas, em frente à agência do INSS.

Em Marabá, pelo menos 10 sindicatos que congregam várias categorias da indústria e do serviço público aderiram ao movimento e prometem cruzar os braços, acompanhando o movimento nacional.  Já entre trabalhadores do comercio, cerca de 5 mil na cidade, o sentimento é de insegurança quanto a participar ou não do movimento. Segundo o presidente interino do Sindicato dos Comerciários, João Luiz Barnabé, é mais difícil mobilizar a classe porque, embora todos sejam a favor da greve, têm medo de participar e ser demitidos. “Nós fizemos panfletagem e procuramos mobilizar pela rede social. Seria ótimo que todos participassem. Afinal, a luta é por uma causa justa”, argumenta ele, ouvido pelo blog.

Já o diretor-técnico do Sindicato do Comércio de Marabá, que congrega os empresários do setor, Raimundo Neto, diz que a orientação é para que os comerciários trabalhem normalmente. Neto justifica lembrando que a crise econômica no país se agrava a cada dia e não dá para parar as atividades com tantas contas, folha de pagamento e encargos para pagar.

“Temos enfrentado nos últimos meses vários feriadões. Cada dia que o comércio para as perdas são incalculáveis. Já vamos parar segunda-feira [1º de maio] de novo e parar também na sexta seria demais. Ninguém aguenta”, pondera Neto, que enviou ao blog neste tarde aviso sucinto da Fecomércio-PA (Federação do Comércio do Pará), divulgado nas redes sociais, em que a entidade comunica: “O comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará funcionará normalmente no dia 28/04/2017”.

Greve

OAB, ATEP e sindicatos se unem para promover grande ato na greve geral de sexta-feira em Parauapebas

O ato, que ocorrerá simultaneamente em todo o Brasil, pretende mostrar a indignação da população no tocante às Reformas Trabalhista e da Previdência

Na tarde desta terça-feira (25), o presidentes da OAB Parauapebas, David Benasor, e o presidente da  Associação dos Advogados Trabalhistas do Pará (Atep), Dr. Rômulo Oliveira estiveram reunidos com dirigentes sindicais de Parauapebas, na sede do Sindicato Metabase, para tratar da organização de um grande ato programado para sexta-feira (28), que fará parte da greve geral convocada por movimentos sociais diversos em todo o Brasil contra a reforma trabalhista e previdenciária.

O ato ocorrerá a partir das 9h, na sexta-feira, com ponto de encontro na Praça de Eventos e encerramento na sede da Justiça do Trabalho. Os organizadores do evento convocaram uma coletiva de imprensa, que se realizará nesta quarta-feira (26) para apresentar mais detalhes sobre a programação.

De acordo com o site Carta Capital, diversas categorias estão se mobilizando para uma paralisação geral, dentre eles petroleiros, metalúrgicos, bancários, metroviários, motoristas de transporte público, professores das redes pública e particular e trabalhadores da construção civil.

“A reforma da Previdência, por exemplo, é rejeitada por 93% dos brasileiros, segundo pesquisa do instituto Vox Populi encomendada pela CUT e publicada no último dia 13. A greve está sendo convocada por oito centrais sindicais: CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB. Juntas, elas representam mais de 10 milhões de trabalhadores. Além de centrais opositoras ao atual governo, como a CUT, ligada ao PT, a paralisação contará também com aquelas tidas como aliadas de Michel Temer, como a Força Sindical”, informa o texto do site.

A paralisação no Pará

O Blog apurou algumas das categorias que já confirmaram que irão parar no Estado do Pará. Confira:

Educadores da Rede Estadual do Pará
Professores municipais de Belém, Ananindeua e outras cidades
Professores de escolas particulares de Belém
Professores e servidores da Uepa
Professores e servidores da Ufpa
Professores e servidores da Ufopa e Unifesspa
Servidores do Incra, Ibama, Fundação Evandro Chagas
Operários da Construção Civil
Professores e servidores da Ufra
Professores e servidores do Ifpa
Servidores da Funpapa
Servidores do Detran
Servidores da Saúde
Servidores da Assistência Social do Estado
Bancários
Urbanitarios
Trabalhadores dos Correios
Trabalhadores da Previdência Social
Metalúrgicos de Barcarena
Trabalhadores do judiciário federal
Policiais Civis

Protestos

Em Marabá, servidores concursados ameaçam greve geral se o prefeito Tião Miranda não informar quando vai pagar os atrasados

Eles protestaram na Câmara Municipal. Já Justiça, pediram o bloqueio do dinheiro da prefeitura

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Cerca de 300 servidores públicos municipais concursados da Educação, da Saúde e das demais secretarias da Prefeitura de Marabá lotaram nesta terça-feira (25) o plenário da Câmara Municipal para manifestar insatisfação e revolta com o fato de o prefeito Sebastião Miranda Filho (PTB) – Tião Miranda – ainda não ter se pronunciado acerca de quando vai pagar os salários de dezembro passado, horas extras, plantões e quatro meses de vale alimentação deixados pela administração anterior.

Eles exigem que o gestor municipal divulgue uma agenda de pagamentos, a fim de que possam programar financeiramente a quitação dos débitos que contraíram em razão desse atraso.  Caso, o prefeito não estabeleça datas e forma de pagamento, os servidores avisam que pode haver uma greve geral, até que haja uma definição por parte do Executivo.

O presidente da Câmara, vereador Pedro Corrêa Lima (PTB), telefonou para Tião Miranda, que se encontra em Belém, e segundo ele, o prefeito disse que receberá uma comissão de representantes dos concursados em dia e hora a serem marcados.

A sessão ordinária já havia se encerrado quando os servidores chegaram por volta das 11 horas e ocuparam o plenário. Pedro Corrêa concordou em recebê-los e abriu espaço para os presidentes do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Pará), Demerval Bento da Silva; do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará), Joyce Cordeiro Rebelo; e do Servimar (Sindicato dos Servidores Públicos de Marabá), José Edmilson Oliveira de Almeida.

“Tapa na cara”

Primeiro a falar, Demerval Bento disse que, além dos pagamentos, os servidores da Saúde também querem a revogação do decreto do Executivo que reduz em 10% o adicional de insalubridade dos trabalhadores do setor e a volta da Mesa Permanente de Negociação: “O que o prefeito fez foi um tapa na nossa cara, ao reduzir a insalubridade”, bradou Demerval, solicitando a imediata intermediação da Câmara para uma conversa com Tião. “Ele disse que não ia mexer com insalubridade e vocês acreditaram. Então ele deu um tapa na cara de vocês também”, afirmou Bento, dirigindo-se aos vereadores.

Joyce Rebelo falou em seguida e, entre outras reivindicações relativas à categoria dos educadores, questionou o fato de Tião ter recebido uma comissão de contratados e comissionados e não ter chamado os concursados para conversar nem estabelecido uma agenda de pagamentos.  “Não dá pra fazer reunião para marcar outra e depois outra. Todo mundo está no limite, todo mundo está com contas atrasadas, pagando juros exorbitantes e muitos até com ameaça de despejo”, lembrou ela, avisando: “Se não tiver uma agenda de pagamentos, vamos propor uma assembleia unificada e votar pela greve geral. Vai parar Educação, Saúde, Administração e todas as demais secretarias”.

“Pagar em dia é obrigação”

José Edmilson, em seu discurso, observou que o prefeito só fala em dívida, diz que ainda não sabe com exatidão a situação financeira da prefeitura e que está pagando os salários em dia: “Pagar em dia não é mérito, pagar em dia é obrigação. Antes de assumir o governo uma comissão já estava levantando a situação da prefeitura. Agora, passados quatro meses, ele ainda não sabe?”, indagou o sindicalista, que também é favorável à greve geral, caso não haja uma definição.

O vereador Tiago Batista Koch (PMDB) também discursou e disse que é necessário avançar no diálogo. “O mais importante é o diálogo. Encaminhar uma comissão para dialogar com o prefeito. Tenho recebido cobranças de servidores da zona rural, em diversas vilas. Eles querem saber quando vão receber e poder pagar suas dívidas”, contou ele, destacando que o melhor caminho para o diálogo é restabelecer a Mesa de Negociação Permanente. Tiago foi acompanhado pelo também vereador Ronisteu Araújo Silva (PTB) – Pastor Ronisteu -, que se colocou à disposição dos manifestantes.

Ao final, Pedro Corrêa elogiou os servidores “pela forma ordeira” como realizaram o protesto e disse que, apesar de a Administração Municipal ter de trabalhar para equilibrar as finanças, é preciso pagar os salários, o vale alimentação, os plantões e as horas extras atrasadas, o que ele considera obrigatório.

Da Câmara Municipal, os manifestantes se dirigiram em passeata ao Fórum de Marabá, onde deram entrada em várias ações, entre elas, uma pedindo a revogação da redução do percentual do adicional de insalubridade e outra solicitando os bloqueio dos recursos financeiros do município a fim de pagar os salários e demais direitos trabalhistas atrasados dos servidores concursados.

Na saída da Câmara, correligionário de Tião Miranda comentou com desdém: “E o Tião liga pra greve?”. Procurado pelo blog logo em seguida, o rapaz não quis dizer o nome, se esquivou e se misturou rapidamente aos servidores em protesto.

Emprego

152 vagas do concurso de 2014 da Prefeitura de Parauapebas ainda não foram ocupadas

A espera das "oportunidades", sindicato reúne aprovados no concurso que aguardam a vaga

Nesta quarta-feira (11) o Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar) convocou os candidatos aprovados no concurso de 2014 para a Prefeitura de Parauapebas. O objetivo foi apresentar as ações que estão sendo desenvolvidas junto à nova gestão para acelerar a convocação dos candidatos e, dessa forma, ocuparem as 152 vagas que ainda estão disponíveis. O prefeito Darci Lermen esteve presente na sede do sindicato, porém não participou da reunião.

“A nossa prioridade é zerar logo essas vagas. Por isso, no primeiro dia de trabalho deste ano encaminhamos ofício para o gabinete do prefeito solicitando agendamento de reunião para tratar do assunto. Também conversamos com o responsável pelo CTRH, que nos garantiu a convocação de todos os candidatos necessários para ocupação das vagas”, informou o presidente do Sinseppar, Carlos Alessander.

Além disso, os dirigentes sindicais estão realizando reuniões com todos os gestores de pastas visando sensibilizá-los para a urgência de realizar levantamento de suas necessidades de pessoal para dessa forma contribuir com a celeridade na convocação. Apesar de todas as explicações fornecidas pelo sindicato, muitos candidatos cobraram uma ação mais energética e informaram que vão realizar movimentos paralelos para pressionar o governo quanto à convocação.

“Nós, os aprovados, temos que saber para onde vamos e quando vamos, quais ações faremos no sentido de pressionar o governo. Contaremos com o apoio do sindicato para brigar por nossos direitos? Estamos há quase dois anos nesta peleja”, disse um dos candidatos durante a reunião.

O presidente do sindicato afirmou que tem buscado o diálogo primeiramente. Porém, após o fechamento da folha de pagamento referente ao mês de janeiro irá verificar quais os cargos tiveram pessoal contratado e, caso sejam constatadas irregularidades, acionará juridicamente a Prefeitura. “O governo garantiu que contrataria apenas para os cargos não ofertados em concurso. Vamos acompanhar isso de perto”, informou Carlos Alessander.

“Eu achei interessante essa iniciativa do sindicato de nos passar todas essas informações e principalmente de lutar junto ao governo para que possamos ser convocados. Se não fosse assim, não teríamos força sozinhos. Faz a diferença ter o sindicato nesta briga. É uma mão na roda”, disse a candidata Maria Luzanir Nascimento Araújo, técnica de enfermagem, aprovada na colocação número 190 e que espera ser convocada.

O caso dos enfermeiros e técnicos de enfermagem

De acordo com Carlos Alessander, em 2015, uma Lei municipal ampliou o número de vagas nas áreas de enfermagem. Porém, depois da inauguração da UPA, do posto de saúde do bairro dos Minérios, Policlínica e Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o total de vagas disponibilizadas por lei (110 enfermeiros e 390 técnicos de enfermagem), não foi suficiente para atender toda a demanda.

“Inauguraram novos serviços, porém se esqueceram de planejar o quantitativo de pessoal para esses novos postos de atendimento”, informou o dirigente sindical. Só no HGP são mais de 200 profissionais nas áreas de enfermagem.

Quando questionado pelos candidatos sobre a grande demanda na rede pública de saúde e o número insuficiente de vagas ofertadas na legislação municipal, Carlos Alessander informou que a ampliação de postos de trabalho só pode ocorrer mediante nova Lei. O caso da terceirização do gerenciamento do HGP também foi muito questionado.

Outra falha apontada neste caso por técnicos da área é relacionada à formatação do concurso. “Eles deveriam ter descrito no edital o direcionamento de profissionais com experiência em UTI e Hemodiálise. Não basta ser enfermeiro. É preciso ter especialização e de preferência experiência para atuar nestas áreas”, informou um profissional de enfermagem que atua na UTI do HGP.

Novos concursos e reforma administrativa

“É importante e necessário, com urgência, uma reforma administrativa da Prefeitura e do PCCR. Quando assumimos o Sinseppar haviam apenas 980 servidores concursados. Hoje são 3.800. Isso é fruto de muita luta da nossa categoria. Precisamos avançar neste sentido, até moralizar o serviço público municipal. Já conversamos com o secretário de finanças e com o gestor do Departamento de Arrecadação Municipal (DAM) e possivelmente ainda neste semestre deverá ocorrer concurso para as áreas de arrecadação”, antecipou o presidente durante a reunião.

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