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Marabá

A vida extravagante do funcionário do SINE acusado de fraudar o Seguro Desemprego

Charlison ganhava salário de R$ 1.000,00, mas comprou carro de luxo, relógios excêntricos e renovava sempre a coleção de perfumes caros, que agora perderam a fragrância.

Todo jovem sonha ter um carro de luxo. E Charlison Aladim Braga comprou o seu bem antes de completar 25 anos de idade, mesmo ganhando em torno um salário mínimo. Exibia com orgulho um Volkswagen Golf, carro avaliado acima de R$ 75.000,00. Outros objetos caros também faziam parte da lista refinada de Charlim, como é chamado pelos íntimos. Relógios, perfumes, roupas (tudo original, nada falsificado) faziam parte do pacote, sem contar viagens constantes para diversos roteiros, como ele mesmo fazia questão de exibir em redes sociais, sempre acompanhado de mulheres e amigos.

A curtição de Charlison chegou ao fim no amanhecer desta terça-feira, 8, quando a Polícia Federal o algemou na casa onde morava com a mãe, na Folha 14 Quadra A Lote 03, Nova Marabá. A Polícia Federal não tem o costume de divulgar nomes de presos em operação e a primeira reportagem publicada aqui no blog apontava o acusado como Charles Braga. Todavia, amigos fizeram a correção.

Charlison Aladim Braga é acusado de ter participado de um esquema de fraude no Seguro Desemprego. Como servidor do SINE, ele teria repassado senha do sistema para uma quadrilha de fora da cidade. Um deles contou que, em 2011, no governo de Maurino Magalhães, Charlison foi aprovado em concurso público para a Prefeitura de Marabá na função de agente administrativo, mas como tinha apenas 17 anos, precisou ingressar com ação na Justiça, que determinou sua posse no cargo.

A Reportagem do blog em Marabá conversou com um amigo próximo a Charlim, que participou de festas e viagens, tudo pago pelo servidor do SINE, que tinha salário que girava em torno de R$ 1.000,00. Segundo a PF, para viabilizar as fraudes, servidores do Sine, entre eles Charlim, eram cooptados a fazer parte do esquema sob a promessa de ganhos vultosos e fáceis. Em um dos casos investigados, um aliciador chegou a prometer que um servidor ganharia em média R$ 90 mil em 15 semanas. Para isso, o servidor precisaria deixar sua máquina “logada” no sistema do Seguro-Desemprego por um determinado período de horas diárias. E teria sido nessa “onda” que Charlim se meteu.

Marabá

PF prende servidor do Sine que guardava R$ 10 mil em casa

Foi durante a Operação Entice, que também resultou da prisão de uma pessoa em Redenção. Ambos são acusados de fazer parte de um esquema fraudulento que envolvia saques ilegais de Seguro-Desemprego

Chama-se Charles Braga o servidor do Sine (Sistema Nacional de Emprego) de Marabá preso pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (8), durante a Operação Entice, com R$ 10 mil guardados em casa. A ação da PF aconteceu simultaneamente em Redenção, onde ocorreu a outra prisão. Durante coletiva na DPF Marabá, o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Rômulo Rodovalho; o delgado-chefe local, Ricardo Viana; o assessor de Pesquisa e Estratégia do Ministério do Trabalho, João Agra; e o coordenador do Seguro Desemprego, Márcio Brito, falaram sobre o desfecho das investigações e afirmaram que elas continuam.

Segundo o delegado Viana, o que levou a PF a desencadear a investigação foram mais de 100 queixas feitas por trabalhadores que, dispensados do emprego, ao tentarem receber o Seguro-Desemprego encontravam o benefício bloqueado porque o sistema do Ministério do Trabalho informava que este já havia sido pago.

“Muitas vezes as pessoas vêm aqui se queixar e imaginam que não estamos fazendo algo a respeito, mas, o nosso trabalho é silencioso, constante e, no momento certo nós damos a resposta à sociedade, como agora, nesse caso”, disse o delegado Viana.

Ele reforçou que os criminosos conseguiram ainda auferir ilegalmente a quantia de R$ 4.630.091,00, mas, caso a fraude não tivesse sido detectada a tempo, o prejuízo ao erário da União teria sido de R$ 26.886.067,97, dinheiro esse que poderia se empregado em benefício da população, conforme comentou o delegado.

Ainda segundo Viana, na casa em que foi preso o servidor e encontrados os R$ 10 mil, havia objetos de valores incompatíveis com os ganhos mensais dele, cerca de R$ 1.000,00, inclusive um televisor de plasma de 70 polegadas, entre outros bens.

Além de documentos e cartões de saque apreendidos com Charles, PF encontrou pen-drives e celulares que continham informações acerca das fraudes contra o Seguro Desemprego. Já do Sine foram recolhidos vários computadores.

Indagado se havia a clonagem de Cartões Cidadão, uma vez que os valores eram sacados em outras praças, o delegado Viana disse que não e explicou que uma duplicata do cartão era emitida e entregue às pessoas que sacavam o dinheiro.

Diante da prisão do servidor e do desenrolar da operação, o Sine Marabá não funcionou nesta terça-feira. Procurada por meio da Secretaria de Comunicação, a Prefeitura de Marabá disse que não vai se pronunciar sobre o assunto, mas apoia totalmente o trabalho da Polícia Federal.

Entenda o caso

– A fraude consistia em aliciar servidores do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a fim de que esses acessem e/ou permitam o acesso de terceiros, de forma remota, aos sistemas de concessão do benefício do MTE.

– Uma vez com acesso ao sistema, os servidores e/ou os aliciadores simulavam a demissão de trabalhadores que se encontravam com empregados, os quais muitas vezes só tomavam conhecimento das fraudes quando eram demitidos de fato e ao requererem seus benefícios eram informados que esses já haviam sido sacados de forma fraudulenta por terceiros.

– Toda a fraude era realizada de forma eletrônica, muitas vezes com até com a criação de números de PIS (Programa de Integração Social) falsos. Além disso, os fraudadores, valendo-se de fragilidades existentes na sistemática de emissão do Cartão Cidadão, obtinham a segunda via desse, e efetuavam saques nas mais diversas cidades do País.

– Em alguns dos casos investigados, a PF observou-se que o mesmo benefício de Seguro-Desemprego teve parcelas sacadas nas cidades de São Paulo (SP), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA) e São Luís (MA).

– Os servidores do Sine eram aliciados a fazer parte do esquema de fraudes com a promessa de ganhos vultosos e fáceis. Em um dos casos investigados, um aliciador chegou a prometer que um servidor ganharia uma média de R$ 90.000,00 por período de 15 semanas. Para tanto, bastaria apenas que ele deixasse sua máquina “logada” no sistema do Seguro Desemprego por um determinado período de horas diariamente.

– As fraudes investigadas ocorreram de agosto de 2016 até março de 2018. O Projeto Antifraude implementado pelo Ministério do Trabalho bloqueou pagamentos.

– Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato. Se condenados, a pena total pode alcançar mais de 30 anos de cadeia.

Polícia Federal

Polícia Federal deflagra Operação Entice em Marabá e Redenção

Estão sendo cumpridos 07 mandados judiciais, sendo um de Prisão Preventiva, um de Prisão Temporária e cinco de Busca e Apreensão, e ainda duas Decisões Judiciais de afastamento das funções públicas.

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), deflagrou, na manhã de hoje (08), a Operação Entice (seduzir, em inglês) com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudar benefícios de Seguro Desemprego em Marabá e Redenção. Estão sendo cumpridos sete mandados judiciais, sendo um de Prisão Preventiva, um de Prisão Temporária e cinco de Busca e Apreensão; e duas Decisões Judiciais de afastamento das funções públicas. Os mandados de busca e apreensão estão sendo realizados nas residências dos investigados e no Sine da cidade de Marabá, onde trabalhavam os servidores cooptados.

As investigações iniciaram-se a partir de um grande número de fraudes denunciadas por trabalhadores na Delegacia de Polícia Federal de Marabá. A fraude investigada consistia em aliciar servidores do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a fim de que esses, através de seus usuários, acessem e/ou permitam o acesso de terceiros, de forma remota, aos sistemas de concessão do benefício do MTE.

Uma vez com acesso ao sistema, os servidores e/ou os aliciadores demitiam ficticiamente trabalhadores que se encontravam com vínculos de trabalho ativo, os quais muitas vezes só tomavam conhecimento das fraudes quando eram demitidos de fato e ao requererem seus benefícios eram informados que esses já haviam sido sacados de forma fraudulenta por terceiros.

Toda a fraude era realizada de forma eletrônica, muitas vezes com a criação de números de PIS (Programa de Integração Social) falsos. Além disso, os fraudadores, valendo-se de fragilidades existentes na sistemática de emissão do cartão cidadão, obtinham a segunda via desse, e efetuavam saques nas mais diversas cidades do país. Em alguns dos casos investigados, observou-se que o mesmo benefício de seguro desemprego teve parcelas sacadas nas cidades de São Paulo (SP), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA) e São Luís (MA).

Os servidores do Sine eram cooptados a fazer parte de tal esquema de fraudes através da promessa de ganhos vultosos e fáceis. Em um dos casos investigados, um aliciador chegou a prometer que um servidor ganharia uma média de R$ 90.000,00 por período de 15 semanas. Para tanto, bastaria apenas que o servidor deixasse sua máquina “logada” no sistema do Seguro Desemprego por um determinado período de horas diariamente.

De acordo com levantamentos realizados pelo Ministério do Trabalho, o prejuízo potencial causado pelas fraudes investigadas, de agosto de 2016 até março de 2018, foi de aproximadamente R$26.886.067,97.

Diz-se potencial, uma vez que o Projeto Antifraude implementado pelo Ministério do Trabalho, bloqueou pagamentos. Do montante total dos valores fraudados, só foram efetivamente subtraídos pelos fraudadores a quantia de R$4.630.091,00, sendo o restante dos pagamentos bloqueados pelo sistema antifraude.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato. Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 30 anos. Os presos serão encaminhados para presídios da cidade de Marabá (PA), onde ficarão detidos à disposição da Justiça Federal.

O nome da operação é uma alusão a forma sedutora como os aliciadores cooptavam os servidores do Sine com a promessa de ganhar muito dinheiro, de forma rápida e de forma fácil, para fazer parte de tal esquema de fraudes. Assessoria de Comunicação Social Superintendência da Polícia Federal no Pará.

Logo mais, às 10h, os delegados encarregados do caso concedem entrevista coletiva sobre o assunto, na Delegacia de Polícia Federal, em Marabá, a qual será acompanhada pelo Blog.

Canaã dos Carajás

Comissão Municipal de Emprego é apresentada em Canaã

Representando o governo, trabalhadores e empresas, nova comissão tem o objetivo de lutar pela questão empregatícia no município em momento de crise

Canaã dos Carajás sofre até hoje com os impactos negativos da desmobilização do Projeto S11D. Com as obras do megaprojeto concluídas no fim de 2016, milhares de pessoas ficaram desempregadas no município. De lá para cá, a queda na arrecadação dos impostos, que vinham das empresas que trabalharam na implantação, desencadeou uma crise social no município. Muita gente precisou da Assistência Social em um momento de menor arrecadação. O resultado: muitas pessoas ficaram sem emprego e sem amparo suficiente da Secretaria responsável pela questão.

Na manhã desta segunda-feira (19), várias autoridades do município se reuniram para a apresentação da Comissão Municipal de Emprego. O conselho tem o objetivo principal de lutar pela causa empregatícia no município. Governo, trabalhadores e empresas estão representados na comissão, que deve atuar na cidade pelos próximos dois anos. O debate aconteceu no auditório do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e contou com a presença dos vereadores Rael da Marcenaria, Baiano do Hospital, Gesiel Ribeiro e Maria Pereira, dos secretários de governo Edilson Valadares, Jurandir José e Ronaldo Araújo, além de Fabio Queiroga, representante da Vale, e representantes também da VIX, Júlio Simões e Barbosa Mello.

Diretora do SINE, Ranielli Oliveira, falou sobre a comissão: “Nós sabemos que estamos passando por uma situação difícil. E isso não é só em Canaã dos Carajás! Lá fora também está na mesma situação. No entanto, a nossa intenção é de voltar a buscar o fortalecimento da empregabilidade no município. Eu, enquanto SINE, não consigo correr atrás disso sozinha, mas com a união de todos podemos conseguir mais oportunidades para os trabalhadores.”

Afonso Soares, presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Canaã dos Carajás, também fez o uso da palavra: “Espero que todos que compõem a comissão possam fazer um bom trabalho e que defendam, de fato, o direito do trabalhador. É importante que as empresas que venham trabalhar no município se atentem, também, aos interesses de Canaã e deem prioridade à mão-de-obra local.”

Ronaldo Araújo, secretário de assistência social, falou sobre a qualificação profissional dos trabalhadores: “Promoveremos cursos em cima da nossa realidade trabalhista. Precisamos valorizar e aproveitar a mão-de-obra do município. Gostaria de pedir que todos os trabalhadores se empenhem também nessas conquistas.”

Ao todo, nove pessoas foram escolhidas para compor a Comissão Municipal de Emprego:

Governo: Edilson Valadares, Jurandir José e Ronaldo Araújo

Sindicatos: Francisca, Arlete e Afonso Soares

Empresas: Jean Kelson, Lindenbergh e Ewerton Almeida

Os trabalhos da nova comissão já começam a acontecer imediatamente. Cada membro pode indicar um suplente para substituí-lo em caso de ausência em reuniões.

curso

Parceria deve ofertar novos cursos profissionalizantes para Tucuruí

Cursos serão desenvolvidos no Centro Cultural da Eletrobras Eletronorte e em instalações cedidas pela Prefeitura de Tucuruí com início previsto para o mês de março

Para definir a oferta de cursos profissionalizantes para a comunidade de Tucuruí e região, representantes das secretarias municipais, do comércio do município e da Eletrobras Eletronorte reuniram-se esta esta semana na Associação Comercial e Industrial de Tucuruí – ACIT para discutir a oferta e implantação de 16 novos cursos profissionalizantes no município. Os cursos serão oferecidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica do Estado do Pará (Sectet) e serão solicitados para Tucuruí com base em um estudo preliminar feito pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE).

Os cursos serão desenvolvidos nas instalações do Centro Cultural da Eletrobras Eletronorte e em instalações cedidas pela Prefeitura Municipal com início previsto para o mês de março de 2018.

Conforme explicou o Delciney Nava, coordenador do Núcleo de Responsabilidade Social da Eletrobras Eletronorte, qualquer pessoa interessada e residente em Tucurcuí poderá se inscrever nos cursos que serão disponibilizados gratuitamente para a comunidade. “Será preciso atender aos requisitos definidos pela entidade executora do Curso. Os representantes das secretarias ajudarão a definir quais cursos serão disponibilizados para a comunidade gratuitamente a fim de capacitar a mão de obra de Tucuruí”, explicou Delciney.

A Empresa solicitou para este ano junto ao Programa Pará Profissional, a realização de 16 cursos, sendo oito de Qualificação Profissional, com carga horária de aproximadamente 200 horas, e seis Técnicos, com carga horária de aproximadamente 1000 horas. Quando instalados, as qualificações poderão ser desenvolvidas por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em parceira com a Eletrobras Eletronorte.

O programa Pará Profissional foi instituído pela Lei no 8.427, em 2016, com a finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica nas diversas modalidades a fim de consolidar, ampliar e verticalizar as cadeias produtivas aos eixos prioritários de desenvolvimento no Estado. O programa é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica do Estado do Pará (Sectet). “Assim que a Secretaria autorizar, a Superintendência fará a divulgação quanto aos cursos ofertados e os requisitos necessários para a inscrição dos interessados”, explica Delciney.

Hernandes Vaz, secretário de Desenvolvimento Econômico do município, os representantes das secretarias ajudarão a definir quais cursos serão ficarão disponíveis para a comunidade de Tucuruí. Para o secretário, a formalização da parceira com a Eletrobras Eletronorte é imprescindível e muito importante para contribuir com a capacitação da mão de obra local. “Estamos focados no desenvolvimento de todos os atores de desenvolvimento para Tucuruí e a capacitação é o ponto de partida para que melhoremos nossa oferta de mão de obra e de serviços”, avalia Hernandes.

Em 2017, a parceria entre a Eletrobras Eletronorte e O programa Pará Profissional formou a primeira turma de Técnicos de Reparação de Motor de Popa. Desde 2005, a Empresa atua como formador de mão de obra regional oferecendo cursos gratuitos para a população por meio de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)  e outros agentes de desenvolvimento socioeconômico.

Manifestação

Moradores das Vilas Itainópolis e Sororó interditam vicinal alegando boicote em contratação para obra da Vale. Empresa nega.

Os manifestantes alegam que mais de 20 pessoas que vivem nas duas vilas se candidataram às vagas de motorista e ouviram a mesma resposta para justificar a não contratação.

Moradores das Vilas Sororó e Itainópolis, localizadas às margens da Rodovia BR-155, entre Eldorado do Carajás e Marabá, realizaram nesta segunda-feira (15) uma manifestação fechando por algumas horas a vicinal que dá acesso à Vila Itainópolis. O motivo principal da revolta é a não contratação de moradores locais pela empresa a ECB – terceirizada da Mineradora Vale que atua na obra de duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Os manifestantes alegam que mais de 20 pessoas que vivem nas duas vilas se candidataram às vagas de motorista e ouviram a mesma resposta para justificar a não contratação. De acordo com eles, foram desclassificados na última semana no exame médico do trabalho e todos por supostamente apresentarem os mesmos problemas auditivos. A estrada serve de acesso para veículos que transportam insumos utilizados na duplicação.

Não bastasse o mesmo problema ser apontado em todos, ao conversarem uns com os outros descobriram que em todos os casos a deficiência apontada ocorria no ouvido esquerdo. Para eles, a empresa terceirizada estaria trazendo funcionários de outras regiões e estados para ocuparem os postos de trabalho.

Procurada, a Vale enviou nota ao blog nesta tarde esclarecendo que faz parte da sua política priorizar a contratação de funcionários que vivem nos locais onde estão inseridas as obras e diz repassar esta mesma recomendação às empresas contratadas. A mineradora reforçou, ainda, que existe um compromisso firmado com a empresa ECB e o Sine de Marabá para a priorização da contratação local.

A ECB também enviou nota ao Blog informando que é contratada pela Vale para executar as obras de duplicação da ferrovia Carajás nos segmentos 49-50, 50-51 e 51-52 de Marabá até próximo ao povoado de Itainópolis e defendendo que cumpre com os compromissos firmados com a Vale e com o SINE-PA, no sentido de priorizar a contratação da população local, tendo disponibilizado junto ao órgão as vagas necessárias e preferencias para preenchimento pelos moradores das vilas Itainópolis e Sororó, em Marabá.

Contudo, diz que é necessário considerar que a entrega do currículo não é garantia de contratação, pois há de ser cumpridos os procedimentos necessários – usados por todas empresas nos seus processos seletivos. Em relação ao procedimento, a empresa afirma que no processo seletivo para contratação são avaliados critérios como qualificação para o cargo, documentação completa e aptidão no exame médico do trabalho, sendo este um requisito legal indispensável à contratação. “Nesse sentido, caso os requisitos necessários à contratação não sejam atendidos, o candidato não tem como ocupar a vaga”.

Afirma que as reclamações sobre o número de candidatos reprovados por uma única causa não são procedentes, informando que até o momento foram quatro registros de perdas auditivas e que as inaptidões nos exames médicos foram por causas diversas, mas a empresa defende que não irá comentar em respeito à privacidade dos candidatos. E nega que a empresa não estaria cumprindo o acordado em relação às vagas preferenciais para a população local: “É importante ressaltar que a ECB contratou mais de 130 trabalhadores das vilas Itainópolis e Sororó. Além disso, informamos que o processo de contratação ainda está aberto, sendo certo que mais pessoas das comunidades ainda serão contratadas, desde que preencham os requisitos necessários na hora da seleção”.

Em relação à reclamação de que a ECB estaria contratando em outros estados, a empresa alega que isso ocorre exclusivamente em relação aos funcionários que já acompanhavam a empresa em outras obras e preenchem cargos de confiança, perfazendo um contingente inferior a 5% do total de mão-de- obra lotada para a execução dos serviços.

Parauapebas

Sine Parauapebas prevê poucas contratações temporárias para o final do ano

Geralmente nessa época do ano, as empresas do comércio já começam a realizar seleção para contratação temporária, se preparando dessa forma para o aumento do movimento e das vendas decorrentes do período natalino, mas, a retração econômica está tão forte que muitas empresas além de não contratar pessoal ainda pretendem demitir, é o que afirma o coordenador do Sine Parauapebas, após realizar visitas em diversos estabelecimentos comerciais na cidade.

Coordenador do Sine Parauapebas em visita às empresas

“Visitamos empresas nas ruas E, F, 14, do Comércio e lojas no Shopping, e infelizmente as perspectivas para geração de emprego não são boas, e isso ocorre desde as empresas de grande porte, como as lojas de departamento, como também com as pequenas, alguns empresários nos informaram que se as coisas continuarem como estão, terão que demitir, em vez de contratar”, informa Batista Everton , coordenador do Sine.

E a procura por emprego só aumenta. De acordo com Rafael Cardoso de Oliveira, administrador em Parauapebas da rede de Lojas Maranata, a procura por vagas de emprego é diária. “Nós temos pelo menos 500 currículos cadastrados em nosso banco de dados e praticamente todos os dias a gente recebe de cinco a seis pessoas em média procurando por emprego”, disse o administrador.

Promoções de final de ano no comércio

“Se o ritmo de vendas continuar do jeito que esta, infelizmente não teremos como contratar pessoal temporário, mas estamos trabalhando para realizar promoções e ações de incentivo às vendas e, se alcançarmos o resultado que esperamos, acredito que precisaremos sim contratar mais pessoas, porém, vamos deixar para última hora, final de novembro ou início de dezembro”, disse Rafael Cardoso de Oliveira.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parauapebas, Marksan Silva, está programado para o dia 25 de novembro o Black Friday, uma ação que deve movimentar o comércio local. Esse aquecimento pode gerar alguns postos de trabalho, pois eventos e promoções atraem mais clientes e geralmente implicam na necessidade de contratação de mão de obra.

Parauapebas

Manifestações por emprego aumentam na região

Serra LesteCom o desemprego, centenas de pessoas se amontoam em filas de agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE) todos os dias sem sucesso. Por essa razão, várias manifestações têm acontecido nas últimas semanas em cidades do sudeste paraense e a Vale, principal empresa da região, tem se tornado alvo principal desses atos. No último sábado (5) um grupo de 20 moradores de Serra Pelada, no município de Curionópolis, se reuniu em frente à portaria do Projeto Serra Leste, da mineradora. 

De acordo com um dos moradores da localidade que não quis se identificar, as pessoas reivindicavam vagas de emprego na referida mina. Segundo o morador, cerca de 20 pessoas chegaram à portaria da mina por volta das 6h da manhã e impediram a passagem de caminhões e ônibus com funcionários. Eles protestavam contra a não contratação de mão de obra local no projeto. O grupo permaneceu até o fim do dia e após uma conversa com um representante da empresa.

A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale para relatar posicionamento da empresa em relação ao caso e se existe previsão para contratação de mão de obra local em Curionópolis, mas até o encerramento dessa matéria nenhuma resposta foi enviada.

Em Parauapebas

Na sexta-feira (4) uma manifestação com o mesmo propósito aconteceu em Parauapebas. Dezenas de pessoas atearam fogo em pneus bloqueando o acesso de veículos da Vale e suas contratadas na Rodovia Faruk Salmen, sentido Palmares, zona rural do município. Uma semana antes, a rua do SINE também foi bloqueada com pneus e entulhos numa tentativa de chamar a atenção da prefeitura para a falta de empregos na cidade.