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Pará

Sudeste: Gestão integrada marca os 100 dias do Centro Regional de Governo

Com o governo mais próximo das prefeituras é possível atender com mais celeridade as demandas dos municípios
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O Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará completou 100 dias de trabalho no início deste mês. A data foi marcada por uma agenda especial da Secretaria Extraordinária dos Municípios Sustentáveis (Semsu) em 10 municípios da região. Durante as visitas, entre os dias 9 e 12, o secretário regional, Jorge Bittencourt, e coordenadores do Centro, participaram de reuniões de integração, acompanharam obras em andamento e inaugurações, como a da Unidade Pro Paz Integrada (UIPP), e a entrega de uma viatura para a Polícia Civil, em Brejo Grande do
Araguaia.

Na agenda foram assinados convênios também em São Domingos do Araguaia, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Rio Maria, Pau D’Arco e Xinguara, que totalizam mais de 25 milhões de reais em investimentos do Governo do Pará nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. O Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, instalado em Marabá, tem fortalecido a aproximação com os 39 municípios da mesorregião sudeste, composta pelas cidades das regiões de integração de Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí e mais cinco municípios do Rio Capim.

Reuniões com as prefeituras, câmaras municipais, regionais das secretarias de governo e sociedade civil, bem como visitas e  acompanhamento das obras governamentais estão entre as ações realizadas pela equipe do centro no intuito de ampliar essa integração. Seguindo orientações do governador Simão Jatene, o secretário Jorge Bittencourt destaca que, desde a sua instalação, o Centro Regional têm conseguido cumprir seu papel dialogando com todos os setores na região.

“Conseguimos cumprir essa primeira etapa de apresentação do Centro para a sociedade do sul e sudeste do Estado, fortalecendo a integração das políticas públicas que já tinham sido iniciadas, através do Programa da Secretaria Extraordinária dos Municípios Sustentáveis. O Centro Regional vem trabalhando junto com a representação de cada secretaria num processo de integração contínua, apoiando os prefeitos, equipes técnicas, câmaras municipais, o setor produtivo e a sociedade civil. Tudo isso agora com uma culminância de visitas nos municípios”, declarou o secretário.

O prefeito de São Domingos do Araguaia, Pedro Paraná, que também é presidente da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat Carajás), uma grande parceira do Centro Regional de Governo, elogiou a iniciativa de descentralização. “Os municípios dessa região tinham uma necessidade muito grande em ter a gestão estadual mais perto. Hoje, com a presença do nosso Centro Regional de Governo, o Estado criou um elo muito grande com todos os prefeitos da região, isso para nós foi essencial”, afirmou.

Nesses 100 primeiros dias de trabalho, o secretário Jorge Bittencourt já visitou grande parte dos 39 municípios, sempre dialogando com gestores e sociedade civil na busca por aprimoramento das políticas públicas. O prefeito de Pau D’Arco, Fredson Pereira, frisou o empenho do Centro Regional de Governo do Sudeste. “O secretário Jorge Bittencourt sempre liga, já fez reunião no município, na região. Esse centro veio para colaborar com a municipalidade, com as prefeituras tanto no equilíbrio das contas, quanto na celeridade dos pleitos que as prefeituras têm em relação ao Estado”, pontuou.

Conquistas
São várias as conquistas do Centro Regional de Governo em todas as áreas. Foram garantidos, por exemplo, investimentos para 17 prefeituras, que decretaram situação de emergência no sul e sudeste do Estado, no valor R$ de 400 mil para cada município, recursos usados para a trafegabilidade de vicinais.

Além disso, foram captados recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na soma de 35 milhões de reais, para pleitos de novos projetos do Fundo para o Desenvolvimento Regional com Recursos da Desestatização (FRDII), para os 14 municípios que recebem influência da Empresa Vale. Recursos garantidos graças ao empenho do Centro Regional de Governo e Secretaria de Estado de Obras (Sedop).

Segundo o prefeito de Curionópolis, Adonei Aguiar, os recursos serão investidos em asfaltamento e drenagem. “Nosso município está necessitando desse tipo de obra estrutural e, com certeza, esse recurso do FRD junto ao Governo do Estado será bem vindo”, esclareceu.

Na área da saúde e segurança, o Centro Regional de Governo viabilizou junto ao governador Simão Jatene, a liberação de verba no valor de R$ 4,2 milhões para a implantação do serviço de hemodiálise do Hospital Regional de Marabá. Também estão sendo viabilizadas as instalações, em Marabá, do Pro Paz Integrado; do Comando de Missões Especiais em Marabá; da Companhia Independente de Missões Especiais e a implantação da Primeira Escola Militar, previsto para iniciar as atividades no próximo semestre. Além de já ter sido implantado na região a Patrulha Rural da Polícia Militar na região, um anseio dos produtores rurais.

A nova missão do Centro Regional de Governo é ampliar ainda mais a integração com a efetivação da Governança Pública Compartilhada e a Lei Estadual de Socioeconomia, a partir da execução dos fóruns municipais e a criação do Conselho de Desenvolvimento Regional, que está sendo feito por meio de uma cooperação técnica entre Governo do Estado e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A parceria está inserida no Programa Pará Sustentável, desenvolvido pela Secretaria Extraordinária dos Municípios Sustentáveis (Semsu).

“Quando se fala de governança compartilhada, fala-se em controle social, através dos fóruns municipais, e da população propondo e participando dos encaminhamentos de políticas públicas. Os centros regionais têm esse papel de fortalecer a integração com os municípios e com a sociedade civil ampliando o debate para se aprimorar cada vez mais as políticas públicas do nosso estado, para que os encaminhamentos sigam da região para a capital, uma orientação do governador que a gente vem procurando cumprir desde o primeiro dia. Fico feliz que estejamos fazendo um trabalho coletivo, não só com a equipe do centro de governo, mas com os 39 municípios, prefeitos, vereadores, setor produtivo e a sociedade civil”, destacou o secretário Jorge Bittencourt.

Agenda

Para cumprir agenda com os municípios, nesta semana o secretário Regional e coordenadores voltam a Eldorado do Carajás e visitam Parauapebas. O Centro Regional de Governo do Sudeste fica localizado dentro do Carajás Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha, em Marabá, na rodovia BR-222, Folha 30, Quadra e Lote Especial, bairro Nova Marabá, de segunda a sexta-feira de 8h às 12 e de 13h às 17h. Contato 94 98403-5108 | gabcentroregionalsudeste@gmail.com (chefia de gabinete).

Por Kelia Santos – Agência Pará

Pará

Com a presença de Jatene, governo firma convênios para obras e serviços no sul e sudeste do Pará

Serão formalizados convênios com as prefeituras de Itupiranga, Pau D’Arco, São Félix do Xingu, Santa Maria das Barreiras, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Rio Maria, Bannach e Xinguara.
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Assinatura de convênios, inaugurações e entregas de veículos integram a agenda de trabalho do governador Simão Jatene nesta sexta-feira (6), nos municípios de Rio Maria e Marabá, no sudeste paraense. A programação iniciou às 9h, no Parque de Exposições Valeu Boi, em Rio Maria, onde o governador atenderá demandas de nove municípios atingidos pelas enchentes.

Nesta primeira etapa serão formalizados convênios com as prefeituras de Itupiranga, Pau D’Arco, São Félix do Xingu, Santa Maria das Barreiras, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Rio Maria, Bannach e Xinguara.

Individualmente, com a Prefeitura de Pau D’Arco, o governador também assinará um convênio para reforma e ampliação do Hospital Municipal, um investimento de R$ 1,3 milhão. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já investiu R$ 312 mil na compra dos equipamentos para o hospital.

Marabá

À tarde, Simão Jatene desembarca em Marabá para iniciar a operação da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto de Marabá (ETE), na Rua das Cacimbas, no Bairro Amapá. A ETE de Marabá custou mais de R$ 117 milhões, incluindo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por meio de empréstimo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), no valor de R$ 78,20 milhões, e mais R$ 38,97 milhões do Tesouro do Estado. O projeto foi gerenciado pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).

A Estação tem capacidade para atender 86 mil habitantes, com uma estrutura de 368,75 m² de área construída. Na primeira etapa, foram instalados 35,85 quilômetros de rede coletora, com previsão de 1.958 ligações intradomiciliares de esgoto, que devem atender 8.662 habitantes.

A obra já está pronta e a fase, agora, é de implantação das ligações intradomiciliares. Alguns bairros beneficiados são Amapá, Novo Horizonte e todo o núcleo da Nova Marabá, o que representa a maior cobertura de esgoto em todo o Estado. “É uma obra moderna, que traz no seu bojo toda uma concepção sustentável”, informou Cláudio Conde, presidente da Cosanpa.

Agentes sociais da Cosanpa estão visitando as residências para fazer a adesão do consumidor de água ao serviço de coleta de esgoto. Após esse procedimento, profissionais de uma empresa contratada pela Companhia farão as ligações. “As primeiras 1.958 instalações de esgoto sanitário dentro das residências, chamadas intradomiciliares, serão gratuitas para os clientes”, destacou Fernando Martins, diretor de Expansão e Tecnologia da Cosanpa.

Educação

Após a visita às instalações da ETE, o governador seguirá ao campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) para inauguração do Bloco de Saúde. As novas instalações compreendem piscina, laboratórios e miniauditório, além de salas de aula e administrativas. O investimento é superior a R$ 15 milhões, incluindo a aquisição de equipamentos. O bloco de três pavimentos foi construído em um terreno de 1.600 m² e possui 12 salas de aulas gerais e mais seis para tutoria e videoconferência.

Com o novo bloco, o espaço físico foi duplicado, beneficiando 776 alunos, de 37 turmas dos cursos de graduação em Biomedicina, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, Engenharia Florestal, Licenciaturas em Ciências Naturais – Biologia, Física e Química, Letras Libras, Licenciatura Intercultural Indígena, Medicina e Tecnologia de Alimentos, além dos 33 alunos da pós-graduação em Especialização em Educação Escolar Indígena.

Há ainda espaço para Assessoria Pedagógica, Comitê de Ética em Pesquisa e Centro de Registro e Controle Acadêmico, além de novos ambientes para as coordenações dos cursos, professores, sala de reuniões e informática.

As novas instalações incluem também laboratórios de Habilidades Médicas; Bioquímica, Toxicologia e Mutagênese; Neurofarmacologia e Biofísica; Genética, Biologia Molecular e Bioinformática; Bacteriologia e Neuropatologia; Morfofuncional; Medidas Antropomédicas, Pediatria e Puericultura; Biologia Celular, Citogenética e Citogenômica; Fisiologia do Exercício e Teste Cardiopulmonar; Simulação e Anatomia, que darão suporte aos acadêmicos da área da saúde.

A obra foi acompanhada por uma comissão formada por alunos, técnicos e professores, para atender as demandas da comunidade acadêmica. “É um avanço para o campus. O espaço físico dobrou. O bloco atende à demanda de todos os cursos, por isso servidores, professores e alunos estão felizes e colaborando com a organização dos ambientes, para atender não apenas o público interno, como a comunidade externa. Abrem-se oportunidades de elaborarmos projetos de pesquisa e extensão para melhor servir à sociedade”, ressaltou Danielle Monteiro, coordenadora do campus de Marabá. Ainda está em andamento o concurso público para admissão de 42 professores.

Convênios

A agenda de Marabá contempla ainda a assinatura de uma série de convênios na área da saúde. Para tanto, a programação terá continuidade a partir das 15h30, no Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, onde o governador formalizará convênios, por meio da Sespa, com as prefeituras de São Geraldo do Araguaia e Palestina do Pará, objetivando a reforma e ampliação dos hospitais municipais dos dois municípios, e com a Prefeitura de Marabá para aquisição de equipamentos destinados à unidade de saúde local.

Para o município de Xinguara, por meio da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), serão atendidas demandas em convênio emergencial, para realização de ações imediatas que devolverão a trafegabilidade às vicinais prejudicadas pelas fortes chuvas. A intervenção foi viabilizada pela parceria entre Setran, Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará e Defesa Civil.

Além disso, Marabá e municípios da região receberão 65 veículos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que serão usados pelas tropas das unidades militares. Marabá receberá, ainda, 13 caminhões coletores de resíduos sólidos, repassados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Obras Públicas (Sedop), em dezembro de 2017, totalizando um investimento de R$ 4,19 milhões. São dois conjuntos de caminhões poliguindastes, nove conjuntos de caminhões de 23 toneladas, tração 6×4, com coletor e compactador de resíduo sólido, e dois conjuntos de caminhões de 13 toneladas (tanque limpa fossa).

Crédito

A agenda de trabalho será encerrada pelo governador com a entrega de linha de crédito do Programa CredCidadão, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). Ele assinará ainda um Termo de Cooperação Técnica com a Prefeitura para realização das atividades específicas de Supervisão Militar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio Tocantins.

Na área da saúde, recentemente o governo do Estado fez um termo aditivo para aquisição de equipamentos de hemodiálise para o Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), que passou a atender pacientes renais crônicos. A nova estrutura de hemodiálise tem capacidade para até 120 pacientes ao mês, em três turnos, fazendo em média 1.450 sessões de hemodiálise.

Por Fabíola Batista

Pará

Maior produtor de cacau, Pará avança na produção de chocolate

A área de plantio do Estado, que hoje chega a 170 mil hectares, também vem crescendo
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A troca de ovos da Páscoa se repetiu neste domingo ao redor do mundo. A milenar arte criada para simbolizar a fertilidade e o renascimento da vida foi ganhando contornos diversos ao longo do tempo, até virar objeto de desejo graças ao sabor sedutor do chocolate. Nesse momento de celebração, uma curiosidade pode passar despercebida da maioria: sai do Pará grande parte do cacau que abastece a indústria responsável por fazer dessa data uma das mais importantes para a economia. Maior produtor do Brasil, o Estado agora avança para o próximo passo da cadeira, a verticalização.
O Pará produziu, em 2016, 117 mil toneladas de cacau, superando a produção da Bahia, até então o maior produtor nacional. Espécie nativa da Amazônia, o fruto hoje é encontrado em diversas regiões do estado, entre elas o sudeste paraense, onde municípios como Tucumã e São Félix do Xingu se mostram como terrenos férteis para o afloramento da produção, pelas condições naturais e a organização das cooperativas de agricultores. É no sudoeste, entretanto, que fica o pólo de produção não apenas do Brasil, mas do mundo. A região sob influência da Rodovia BR-230, conhecida como Transamazônica, é o grande expoente em produtividade e área plantada, com destaque para Medicilândia, distante cerca de 900 quilômetros de Belém.
A implantação de programas específicos, com aumento significativo nos investimentos, foi determinante para que o Estado tomasse a dianteira no ranking da produção nacional. O Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) foi o maior deles. Depois de completar dez anos, no fim do ano passado, o Funcacau foi renovado por igual período, graças aos avanços que possibilitou. Hoje o Estado tem a maior produtividade do mundo, com 911 quilos por hectare, enquanto a média nacional é de 500 quilos por hectare e a da Bahia, segundo maior produtor, a metade disso.

Aliado ao programa de incentivos do Estado está o trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), maior detentora do conhecimento técnico-científico sobre o cacau no País. Pesquisas já identificaram, por exemplo, 22 mil espécies diferentes do fruto, o que faz do banco de germoplasma da Ceplac o maior do planeta. Para turbinar a produção, somente no ano passado, a partir de convênio com o Estado, foram distribuídas aos produtores paraenses 14 milhões de sementes desenvolvidas a partir dessa tecnologia. A tudo isso, soma-se a assistência no campo, essencial para levar o saber ao homem, que lá atua.

Expansão

No ano passado, o Funcacau viabilizou a execução de seis projetos, que permitiram a capacitação de técnicos e produtores, especialmente nas áreas de defesa sanitária e gestão de negócios, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Uma das ações prioritárias foi a produção de propágulos, que são materiais de propagação da cultura, como sementes e clones resistentes às doenças, projeto executado há dez anos pela Ceplac testado, primeiramente, em Marituba, Tomé-Açu e Medicilândia.

A área de plantio do Estado, que hoje chega a 170 mil hectares, também vem crescendo. Por ano, o Pará planta pelo menos sete mil hectares novos. Considerando que, do total plantado, cerca de 37 mil hectares não chegaram a produzir – já que o cacaueiro leva, em média, cinco anos para começar a germinar os primeiros frutos –, a produção tende a crescer ainda mais. “A produção cresceu em função de uma política de incentivos forte e consolidada aliada a fatores ambientais. Não temos problemas com pragas, como a vassoura de bruxa, e aqui a espécie germina naturalmente, graças à fertilidade do solo e ao clima favorável”, avalia o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Afif Jawabri.

O Pará também vem investindo, ao longo dos anos, no trabalho de assistência ao agricultor, já que a produção paraense hoje, em grande parte, ainda é familiar. Recentemente, por meio do Funcacau, foi aprovado um projeto que visa ampliar a ação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) sobre a cultura cacaueira. Para isso, serão investidos cerca de R$ 4,5 milhões. Foi aprovada ainda a criação do Laboratório de Análise Sensorial, para quantificar as diferenças nas características de cor, aroma e paladar de sucos, vinhos e frutas, na perspectiva de um painel de degustadores treinados. O espaço será operacionalizado pelo Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT Guamá).

Industrialização

Nem só de matéria-prima, porém, o Pará quer viver. Alcançado o topo no ranking da produção, o desafio agora é investir no beneficiamento do cacau, para que, em breve, o coelhinho da Páscoa distribua ovos produzidos por empresas locais. Uma das metas é instalar unidades fabris que trabalhem a técnica bean to bar (da amêndoa ao chocolate).

Em março deste ano, secretários de Estado, entre eles, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, reuniram-se com representantes da indústria suíça Barry Callebaut, a maior fabricante de chocolates do mundo. A empresa multinacional, que já atua no município de Altamira adquirindo amêndoas e gerando 50 empregos, deve instalar uma unidade para transformar a amêndoa de cacau paraense em licor, que é o chocolate puro em forma líquida. Será a primeira a atuar neste segmento na região.

Ao mesmo tempo, indústria de processamento de derivados de cacau Ocra Cacau da Amazônia Ltda., instalada em uma área de 18 mil metros quadrados, com meta de produção plena até junho de 2019, na Estrada do Tapanã, em Belém, já iniciou a produção de nibs de cacau (grãos tostados e quebrados). A empresa se prepara ainda para a montagem da segunda e terceira etapas necessárias à fabricação de massa, manteiga e torta de cacau, fomentando um novo e promissor nicho de negócios, vital à industrialização do chocolate na Região Metropolitana de Belém (RMB).

“Já somos o maior produtor de cacau do Brasil, mas não podemos errar como erramos no passado, só exportando nossas matérias-primas. Temos de agregar valor à produção. Entre o cacau e o chocolate, que é o produto final da cadeia, temos uma indústria intermediária, que é esta, a processadora de nibs, massa e manteiga de cacau, insumos essenciais à fabricação do chocolate. Ela agora está aqui, começa a produzir e já gera empregos diretos e indiretos”, afirma Adnan Demachki, referindo-se também a setores como transporte e embalagens, incluídos nessa cadeia de negócios.

Sensorial

Outra indústria que já beneficia o cacau no Pará é a Chocolate De Mendes, localizada na colônia Chicano, em Santa Bárbara do Pará, na RMB. O chef de cozinha e chocolatier que dá nome à empresa é o responsável por desenvolver produtos criados a partir de cacau nativo ou selvagem, cultivado por comunidades tradicionais amazônicas, como quilombolas, indígenas e ribeirinhos. Produtos de alto valor agregado, os ovos são feitos sob encomenda e hoje vão para diversas partes do País. O quilo do produto chega a ser vendido por R$ 240.

“O cacau da Amazônia é plantado por Deus. Tenho esse trabalho junto às comunidades tradicionais porque busco a experiência sensorial. Estou sempre atrás de um cacau fino, de excelência, que é altamente valorizado nos mercados nacional e internacional. Pago a esses produtores um valor quatro vezes maior do praticado no mercado, para valorizá-los”, diz De Mendes, que trabalha sob encomenda. Para a Páscoa deste ano, ele enviou uma remessa de 100 ovos e brindes de chocolate para São Paulo. Além do chocolate nativo, que ele processa na indústria em Santa Bárbara, os ovos vão em embalagens de cerâmica produzidas pelo oleiro Carlos Pantoja, professor do Liceu de Arte de Icoaraci. É a receita ideal, com cara e sabor do Pará, diante dos ovos recheados de brinquedos que hoje dominam o mercado. (Portal Amazônia)

Banco da Amazônia firma parceria em Marabá para aplicação de R$ 700 milhões no Sudeste Paraense

Na região, o Banco da Amazônia conta com 1 superintendência, 16 agências e 1 posto Avançado de Atendimento.
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Com objetivo de estimular o desenvolvimento de projetos sustentáveis para o Sudeste Paraense, o Banco da Amazônia e o Governo do estado vão assinar no próximo dia 29 de março, um protocolo de intenções para impulsionar os negócios sustentáveis dos 39 municípios que abrangem essa região. A cerimônia de assinatura será realizada na Sede da Secretaria do Governo em Marabá.

De acordo com o presidente do Banco, Marivaldo Melo, os recursos que o Banco da Amazônia pretende aplicar no Sudeste Paraense em 2018 somam mais de R$ 700 milhões. “O Banco vai fomentar todos os setores da economia e fortalecer empresas de todos os portes da região. Assim, vamos promover a melhoria de qualidade de vida, geração de renda e desenvolvimento sustentável”, informou.

Segundo o superintendente regional do Banco, Pedro Busatto, os principais demandantes dos recursos são agropecuaristas, principalmente, dos setores de pecuária de corte e agricultura. “Mas há uma gama de Arranjos Produtivos Locais que demandam recursos como cacau, cupuaçu, mandioca, abacaxi, pecuária leiteira, reflorestamento, custeios em geral, comércio e serviços, dentre outros”, comentou.

Parceria impulsiona negócios sustentáveis

O protocolo entre o Banco e a Secretaria de Governo tem por objetivo mobilizar e integrar as classes produtoras e demais parceiros institucionais para a aplicação dos recursos de fomento disponíveis, em apoio ao desenvolvimento dos setores produtivos do Pará, em bases mais sustentáveis. O trabalho conjunto prevê, ainda, contribuir com a estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado e criar iniciativas que reduzam as desigualdades locais.

A parceria também objetiva a promoção da cultura do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de ocupação de mão de obra e de emprego e promovam a inclusão social.

Para cumprir com esses objetivos, caberá ao Banco atuar alinhado com as prioridades setoriais e espaciais definidas pelas políticas dos Governos Federal e Estadual; divulgar amplamente os programas de financiamentos, as normas e procedimentos operacionais, visando facilitar a habilitação dos beneficiários ao crédito; induzir e apoiar o fortalecimento do associativismo/cooperativismo de produção do meio rural, agroindustrial e industrial; assegurar recursos financeiros para financiar investimento, custeio e capital de giro, em consonância com os normativos vigentes; e construir parcerias como forma de somar esforços a serviço do desenvolvimento local.

Já ao Governo do Estado na região, caberá potencializar o agronegócio, promovendo a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra, intensificando a geração de emprego e renda. E, ainda, assegurar e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado e garantir recursos financeiros para melhorar e expandir a infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

Investimentos do Banco da Amazônia no Sudeste do Pará chegam a R$ 435 milhões

Em 2017, o Banco aplicou no Sudeste Paraense aproximadamente R$ 435 milhões em crédito de fomento, o que torna o Banco da Amazônia responsável por mais de 62,40% do crédito de fomento aplicado nessa região e conta com 1 superintendência, 16 agências e 1 posto Avançado de Atendimento.

Nessa região, o Banco tem o saldo da carteira de crédito de R$ 2,20 bi com recursos do FNO. O saldo das contratações de fomento em 2017 soma R$ 2,21 bilhões.

No que se refere às aplicações de crédito no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no período de janeiro a dezembro de 2017 (ano civil), o Banco tem um saldo de R$ 647,84 milhões.

Serviço:

Evento: Banco da Amazônia firma parcerias em Marabá para aplicação de R$ 700 milhões no Sudeste Paraense

Data: 29 de março de 2018

Hora: 16h

Local: Secretaria de Estado de Governo – Marabá-PA.

Pará

Delegacias especializadas atuam no enfrentamento à violência contra a mulher no sudeste do Pará

Saiba onde encontrar DEAM’S no sudeste do Pará
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No Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de Março, o Estado reafirma seu compromisso no apoio, prevenção e combate à violência contra a mulher. Já são 16 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs), sendo quatro no sudeste do Pará, nos municípios de Marabá, Parauapebas, Redenção e Tucuruí. A unidade de Marabá, por exemplo, atende em média 20 pessoas por dia. Em 2017, foram instaurados 150 inquéritos de lesão corporal e 90 de ameaças de morte. Os meses de janeiro e fevereiro deste ano já somam 31 novos inquéritos.

“Antes ele nunca tinha agredido daquele jeito os meninos, até agora um deles está com hematomas, e também ele foi pra cima da minha mãe ameaçando, não deu mais para aguentar. O atendimento aqui foi bom demais. Eu tenho medo de voltar pra casa, mas vou alugar uma pra tentar ser feliz com acrianças”, detalhou uma dona de casa de 25 anos, mãe de três filhos, que recebeu atendimento na DEAM de Marabá e preferiu não ser identificada.  Após ser agredida durante seis anos, ela decidiu denunciar a violência praticada pelo seu ex-companheiro e, atualmente, vive com suas crianças no abrigo de mulheres do município.

Para evitar o agravamento das situações, chegam a ser solicitadas de 15 a 20 medidas protetivas por mês. Somente em 2017, foram abrigadas 27 mulheres e 31 crianças no local. A delegada Ana Paula Fernandes explica como trabalho da unidade encoraja as mulheres a denunciar. “Quando as mulheres têm uma delegacia em que podem ser atendidas por meio de profissionais especializados, o Estado garante seus direitos, fortalece as políticas públicas e as encoraja a denunciar. Aqui, o número de inquéritos de lesão corporal tem diminuído, pois as vítimas passaram a denunciar com maior rapidez, o que evita a revitimização”, ressaltou.

Em Marabá, o atendimento à mulher será fortalecido com a implantação de uma Unidade do Pro Paz Integrado (UIPP), prevista para este semestre. O prédio vai abrigar salas de perícia médica, brinquedoteca, atendimento psicossocial, além de integrar a Delegacia de Atendimento à Mulher e ao Adolescente (DEAM/DEACA) e todo o suporte logístico para instauração de inquéritos. No sudeste do Pará, Tucuruí já conta com uma unidade. 

Números de procedimentos
Em 2017, as DEAMs foram responsáveis por 1.821 procedimentos policiais relacionados à violência doméstica e familiar. Dentre os procedimentos, estão prisões em flagrante, inquéritos instaurados para apurar os crimes e Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs), que é quando o agressor comete crime que não cabe prisão em flagrante. Do total de procedimentos, foram presos em flagrante 154 autores de violência domestica contra a mulher no interior. Todos os procedimentos efetuados nas delegacias seguiram para a Justiça, para dar continuidade aos processos contra os autores de agressões contra mulheres no âmbito doméstico e familiar.

Além dos municípios do sudeste do Pará, as DEAMs estão localizadas nos seguintes municípios: Belém, capital; Breves e Soure no Marajó; Castanhal, Capanema, Bragança, Abaetetuba, Barcarena e Paragominas, no nordeste do Estado, Altamira, sudoeste do Estado; e Santarém e Itaituba, no oeste paraense. A próxima delegacia será inaugurada em Ananindeua, este mês.

Campanha de ação integrada
As ações do Governo do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher não se restringem à segurança. “Respeito às mulheres em suas diversidades” foi o nome da campanha de ação integrada lançada pelo Governo do Estado no ano passado. Coordenada pelas secretarias de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e de Comunicação (Secom), juntamente com a Fundação Pro Paz, a campanha incitou a reflexão sobre as diversas formas de violência cometidas contra a mulher.

A ação colocou em prática o Plano Estadual de Políticas para as Mulheres, que foi coordenado e sistematizado pela Coordenadoria de Integração de Políticas para as Mulheres da Sejudh e atualizado de acordo com as propostas da V Conferência Estadual, que ocorreu em dezembro de 2015. A campanha foi lançada no mesmo momento em que o Estado avançava nessa política de enfrentamento à violência contra a mulher. De quinto lugar no ranking nacional, em 2015, o Pará pulou para o décimo em 2017.

O principal órgão executor do plano é o Pro Paz integrado, no qual se destaca a DEAM/ Pro Paz Mulher. Desde 2012, o Pro Paz funciona no interior com seis unidades que atendem mulheres, crianças e adolescentes, prestando atendimento de diversos órgãos.

 

DEAM’S no sudeste do Pará:

MARABÁ – 10ª REGIÃO INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA (RISP)
CARAJÁS
ENDEREÇO: FOLHA 10. BAIRRO NOVA
MARABÁ. MARABÁ-PA.
TELEFONE: (94) 3321-4800
E-MAIL: maraba.deam@policiacivil.pa.gov.br

 

PARAUAPEBAS – 10ª REGIÃO INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA
(RISP) CARAJÁS
ENDEREÇO: AV. PORTUGAL I, S/N, MÓDULO II. BAIRRO CIDADE NOVA.
PARAUAPEBAS-PA. CEP: 68.515-000
TELEFONE: (94) 3346-6444
E-MAIL: parauapebas.deam@policiacivil.pa.gov.br

 

REDENÇÃO – 13ª REGIÃO INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA (RISP)
ARAGUAIA
ENDEREÇO: AV. ARAGUAIA, 1500, AO LADO DO POSTO DE SAÚDE.}
BAIRRO JARDIM CUMARU. REDENÇÃO-PA. CEP: 68.550-250
TELEFONE: (94) 3424-8566
E-MAIL: deamredencao@policiacivil.pa.gov.br

 

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Marabá

Diocese de Marabá realizou nesta terça-feira a 1ª Assembleia do Clero

Encontro reuniu 50 padres e diáconos de 16 municípios e 29 paróquias da região
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Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá

Aconteceu nesta terça-feira (6), no Centro Diocesano Sagrado Coração de Jesus, localizado no Bairro Belo Horizonte, a 1ª Assembleia do Clero em Marabá, reunindo, sob a coordenação do bispo diocesano Dom Vital Corbellini, 50 padres e diáconos das 29 paróquias distribuídas nos 16 municípios que fazem parte da Diocese de Marabá. Na oportunidade, foram debatidas questões próprias da diocese, do clero, da questão sacramental e outras referentes às atividades diocesanas.

“Falamos também da necessidade de nos encontrarmos, de conhecer padres de outros lugares, da fraternidade presbiteral e também a confraternização com o bispo”, afirma Dom Vita, lembrando que, quando chegou a Marabá, em 2012, se encontrou com todos, mas muito rapidamente. “Hoje foi um encontro só com o clero,” reforçou.

Os participantes, segundo o bispo, avaliaram a 1ª Assembleia como “muito boa”. “Já vi muitas mensagens nos grupos de WhatsApp; eles gostaram. Foi uma oportunidade de se conhecerem, trabalharem juntos e buscarem essa unidade na diocese, sabendo que é importante essa unidade na pastoral, nos movimentos, em tudo e com o bispo, em Jesus Cristo,” observa ele.

Para a assembleia vieram religiosos de Marabá, Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Goianésia, Jacundá, Nova Ipixuna, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Palestina do Pará, Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Itupiranga e Brejo Grande do Araguaia.

“Foi muito bom, e agradeço a presença de todos os presbíteros e diáconos. Foi um encontro bom de unidade na diversidade,” avalia Dom Vital Corbellini.

Política

Piçarra: prefeitura promove audiências públicas para ouvir população sobre Plano Diretor

A Audiência Pública Final de Revisão do Plano Diretor Municipal foi realizada ontem, 16. Em breve a prefeitura divulgará os resultados das audiências públicas.
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O Governo de Piçarra realizou as pré-audiências públicas do Plano Diretor Participativo do município entre os dias 06 e 08 de novembro. As reuniões foram realizadas nas Vilas Anajá, Oziel Pereira, Boa Vista. Na Zona Urbana, a Audiência Pública se deu no Bairro Brasil Novo e reuniu membros da sociedade ligados à diversas áreas, população em geral e equipe de coordenação do Plano.

As pré-audiências são os espaços democráticos de escuta da sociedade civil, associações, sindicatos e técnicos do poder público que reúnem informações que contribuirão na revisão do Plano Diretor.

Na ocasião foram apresentadas as propostas para discutir a elaboração de políticas públicas voltadas para o município de Piçarra.

“Todos aqueles que influenciam a realidade local devem contribuir para o desenvolvimento do município. O plano diretor, desse modo, precisa ser revisado através de um processo que promova um pacto em torno de propostas que representem os anseios da sociedade”, destacou Bruno Medeiros, advogado da Prefeitura Municipal de Piçarra.

“Tivemos a oportunidade de demonstrar à todo o município o trabalho desenvolvido ao longo das pré-audiências. Este é o instrumento que estabelece diretrizes para planejar e orientar o desenvolvimento da cidade que queremos ter no futuro”, ressaltou Sueli Brito, uma das palestrantes do Plano Diretor.

A Audiência Pública Final de Revisão do Plano Diretor Municipal foi realizada ontem, 16 de novembro, ás 8 horas na Câmara Municipal de Piçarra. Em breve a prefeitura divulgará os resultados das audiências públicas.

Pará

Outubro se despede com muita água no Sudeste do Pará

Último dia do mês oficializa a chegada do período chuvoso na região
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Após cinco meses de altas temperaturas e muita seca, a chuva mudou o clima no Sudeste do Pará e, segundo informação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Belém, o fenômeno da natureza estava atrasado. “A chuva atrasou na região, era para ter iniciado a partir do dia 15 de outubro. Dentre as cidades do sudeste do Pará, apenas em Xinguara a chuva iniciou na data certa”, disse o coordenador estadual do INMET, José Raimundo Abreu.

Mas, no último dia do mês (31), todas as cidades – como Tucumã, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Xinguara, São Félix do Xingu, Santana dos Xinguaras e Marabá – deram boas vindas as chuvas fortes. Da região onde está instalada a estação meteorológica do INMET, a Serra dos Carajás registrou o maior volume de chuva, que teve início ainda de madrugada, por volta das 4h. “O acumulado do dia (31) ficou em quase 107 milímetros e os horários com maor intensidade foram entre as 4 e 6h (55,2 mm) e de 15 às 16h (23,4 mm), representando 60% do esperado para todo o mês, se comparado com a média de chuva em Marabá”, detalhou o coordenador.

Quem mora em Carajás há mais de 37 anos está acostumado com períodos de chuvas ininterruptos. “Antigamente, o inverno iniciava em novembro e só se ia ver sol depois de abril. Era chuva sem parar. A chuva de hoje não é o inverno ainda e, com as mudanças climáticas, ainda vai aparecer muito sol por aqui. O inverno vai começar mesmo em janeiro e permanecer até março; quem estiver achando que é inverno, não é não. Carajás nunca fez tanto calor como fez neste ano e a chuva hoje ajudou a amenizar a alta temperatura, acabar com a poeira e a fumaça das queimadas”, comemora a moradora Elenildes da Silva, conhecida como Nena, que foi criada na Serra e hoje, com a família, tem um faturamento extra com a venda de caldos e a chuva é sinônimo de lucros.

Entretanto, a chuva atrapalhou quem tem rotina de pegar a Rodovia Raimundo Mascarenhas, entre Parauapebas e Carajás, para trabalhar. A funcionária pública Zulma Pereira costuma descer por volta das 9h, mas desistiu: “muita chuva mesmo, não teve como descer. Decidi não ir, pois a estrada é muito perigosa – pista molhada, muitas curvas e o risco de árvores caírem”. Outro desfalque foi com os funcionários do supermercado Hipersenna de Carajás: com as fortes chuvas em Parauapebas, muitos não pegaram o transporte e, em vários setores, não conseguiram nem repor mercadoria após o feriado do Dia do Comerciário. “Meu colega não veio porque perdeu o horário da van. Estou sozinho e não sei como vou trazer a carne do estoque e atender aos clientes”, disse funcionário do açougue.

Cidades do Sudeste do Pará

O INMET divulgou o volume de chuvas em outras cidades, como em Xinguara – onde a chuva iniciou às 10h e o acumulado do dia está em 27 milímetros – e Marabá, que registrou um pouco menos, 25 milímetros. “As temperaturas hoje ficaram mais baixas mas, a partir de amanhã, ela retorna para acima dos 30 graus”, alertou Abreu.

O meteorologista explica ainda que a variabilidade na distribuição de chuva é o fenômeno de uma linha de instabilidade que rompeu o bloqueio de umidade em todo o Sudeste do Pará e, por isso, devem permanecer as chuvas intensas em áreas pontuais durante novembro. “Esse fenômeno acontece há 12 mil metros acima das nuvens, onde acontece a circulação anticiclônica com temperaturas frias, cerca de 55 graus negativos. Com o encontro da umidade em temperaturas elevadas, acontecem as chuvas, inclusive com risco de granizo. Em alguns locais, percebeu-se que a água da chuva estava gelada e isso vai acontecer durante todo o mês de novembro”, detalhou José Raimundo Abreu.

Parauapebas

Vários bairros de Parauapebas ficaram alagados com o volume de chuva na cidade, como nas fotos registradas pelo nosso repórter. O Blog solicitou os registros para a Coordenaria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), setor ligado a prefeitura, e até o fechamento dessa matéria não foi informado.

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