Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Política

Piçarra: prefeitura promove audiências públicas para ouvir população sobre Plano Diretor

A Audiência Pública Final de Revisão do Plano Diretor Municipal foi realizada ontem, 16. Em breve a prefeitura divulgará os resultados das audiências públicas.

O Governo de Piçarra realizou as pré-audiências públicas do Plano Diretor Participativo do município entre os dias 06 e 08 de novembro. As reuniões foram realizadas nas Vilas Anajá, Oziel Pereira, Boa Vista. Na Zona Urbana, a Audiência Pública se deu no Bairro Brasil Novo e reuniu membros da sociedade ligados à diversas áreas, população em geral e equipe de coordenação do Plano.

As pré-audiências são os espaços democráticos de escuta da sociedade civil, associações, sindicatos e técnicos do poder público que reúnem informações que contribuirão na revisão do Plano Diretor.

Na ocasião foram apresentadas as propostas para discutir a elaboração de políticas públicas voltadas para o município de Piçarra.

“Todos aqueles que influenciam a realidade local devem contribuir para o desenvolvimento do município. O plano diretor, desse modo, precisa ser revisado através de um processo que promova um pacto em torno de propostas que representem os anseios da sociedade”, destacou Bruno Medeiros, advogado da Prefeitura Municipal de Piçarra.

“Tivemos a oportunidade de demonstrar à todo o município o trabalho desenvolvido ao longo das pré-audiências. Este é o instrumento que estabelece diretrizes para planejar e orientar o desenvolvimento da cidade que queremos ter no futuro”, ressaltou Sueli Brito, uma das palestrantes do Plano Diretor.

A Audiência Pública Final de Revisão do Plano Diretor Municipal foi realizada ontem, 16 de novembro, ás 8 horas na Câmara Municipal de Piçarra. Em breve a prefeitura divulgará os resultados das audiências públicas.

Pará

Outubro se despede com muita água no Sudeste do Pará

Último dia do mês oficializa a chegada do período chuvoso na região

Após cinco meses de altas temperaturas e muita seca, a chuva mudou o clima no Sudeste do Pará e, segundo informação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Belém, o fenômeno da natureza estava atrasado. “A chuva atrasou na região, era para ter iniciado a partir do dia 15 de outubro. Dentre as cidades do sudeste do Pará, apenas em Xinguara a chuva iniciou na data certa”, disse o coordenador estadual do INMET, José Raimundo Abreu.

Mas, no último dia do mês (31), todas as cidades – como Tucumã, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Xinguara, São Félix do Xingu, Santana dos Xinguaras e Marabá – deram boas vindas as chuvas fortes. Da região onde está instalada a estação meteorológica do INMET, a Serra dos Carajás registrou o maior volume de chuva, que teve início ainda de madrugada, por volta das 4h. “O acumulado do dia (31) ficou em quase 107 milímetros e os horários com maor intensidade foram entre as 4 e 6h (55,2 mm) e de 15 às 16h (23,4 mm), representando 60% do esperado para todo o mês, se comparado com a média de chuva em Marabá”, detalhou o coordenador.

Quem mora em Carajás há mais de 37 anos está acostumado com períodos de chuvas ininterruptos. “Antigamente, o inverno iniciava em novembro e só se ia ver sol depois de abril. Era chuva sem parar. A chuva de hoje não é o inverno ainda e, com as mudanças climáticas, ainda vai aparecer muito sol por aqui. O inverno vai começar mesmo em janeiro e permanecer até março; quem estiver achando que é inverno, não é não. Carajás nunca fez tanto calor como fez neste ano e a chuva hoje ajudou a amenizar a alta temperatura, acabar com a poeira e a fumaça das queimadas”, comemora a moradora Elenildes da Silva, conhecida como Nena, que foi criada na Serra e hoje, com a família, tem um faturamento extra com a venda de caldos e a chuva é sinônimo de lucros.

Entretanto, a chuva atrapalhou quem tem rotina de pegar a Rodovia Raimundo Mascarenhas, entre Parauapebas e Carajás, para trabalhar. A funcionária pública Zulma Pereira costuma descer por volta das 9h, mas desistiu: “muita chuva mesmo, não teve como descer. Decidi não ir, pois a estrada é muito perigosa – pista molhada, muitas curvas e o risco de árvores caírem”. Outro desfalque foi com os funcionários do supermercado Hipersenna de Carajás: com as fortes chuvas em Parauapebas, muitos não pegaram o transporte e, em vários setores, não conseguiram nem repor mercadoria após o feriado do Dia do Comerciário. “Meu colega não veio porque perdeu o horário da van. Estou sozinho e não sei como vou trazer a carne do estoque e atender aos clientes”, disse funcionário do açougue.

Cidades do Sudeste do Pará

O INMET divulgou o volume de chuvas em outras cidades, como em Xinguara – onde a chuva iniciou às 10h e o acumulado do dia está em 27 milímetros – e Marabá, que registrou um pouco menos, 25 milímetros. “As temperaturas hoje ficaram mais baixas mas, a partir de amanhã, ela retorna para acima dos 30 graus”, alertou Abreu.

O meteorologista explica ainda que a variabilidade na distribuição de chuva é o fenômeno de uma linha de instabilidade que rompeu o bloqueio de umidade em todo o Sudeste do Pará e, por isso, devem permanecer as chuvas intensas em áreas pontuais durante novembro. “Esse fenômeno acontece há 12 mil metros acima das nuvens, onde acontece a circulação anticiclônica com temperaturas frias, cerca de 55 graus negativos. Com o encontro da umidade em temperaturas elevadas, acontecem as chuvas, inclusive com risco de granizo. Em alguns locais, percebeu-se que a água da chuva estava gelada e isso vai acontecer durante todo o mês de novembro”, detalhou José Raimundo Abreu.

Parauapebas

Vários bairros de Parauapebas ficaram alagados com o volume de chuva na cidade, como nas fotos registradas pelo nosso repórter. O Blog solicitou os registros para a Coordenaria Municipal de Defesa Civil (COMDEC), setor ligado a prefeitura, e até o fechamento dessa matéria não foi informado.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ferpasa

Marabá: Secretário de Desenvolvimento do Estado afirma que não veio anunciar ferrovia e sim um projeto

Adnan Demachki pediu a união de todos em torno da Fepasa e disse que o projeto não é do governo nem de partidos. É da sociedade, do Estado do Pará.

Por Eleutério Gomes – De Marabá

Com capacidade para 200 pessoas, o auditório do Senai, na Nova Marabá, ficou lotado na noite de ontem, quinta-feira (17), durante a Reunião Técnica da Ferrovia Paraense, a Fepasa. O assunto atraiu a atenção de micro, pequenos e grandes empresários, políticos, empreendedores, dirigentes sindicais e representantes do agronegócio, assim como de outros setores produtivos. A exposição foi feita pelo secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, que, com o auxílio de um telão, forneceu detalhes do empreendimento, contou como surgiu o embrião da ferrovia e fez um relatório dos avanços conquistados pelo projeto até o momento.

Segundo ele, a Fepasa foi concebida em 2014 pela Pavan Engenharia, que apresentou o PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse – ao Estado e o governo viu no projeto a oportunidade de desenvolver um grande trabalho na área de logística, o que resultará em crescimento econômico e social.

Após a exposição, um dos questionamentos feitos foi em relação aos impactos sobre as comunidades tradicionais localizadas nos municípios que serão cortados pela estrada de ferro, Adnan respondeu que o traçado da ferrovia foi cuidadosamente planejado de forma a não passar por áreas indígenas ou quilombolas, tampouco florestas densas. “Essas sempre foram alguma das preocupações do governo do Estado, de ter um empreendimento que respeitasse as comunidades tradicionais e com o menor impacto possível”, afirmou.

Esperança

Antes da reunião, em entrevista aos meios de Comunicação locais, Adnan disse que o projeto foi apresentado ao governo como uma parceria público-privada (PPP) e avançou muito nos últimos meses, chegando ao momento da realização de reuniões técnicas nas cidades que estão no traçado da ferrovia. A finalidade dessas reuniões, detalhou ele, é apresentar o projeto para a sociedade.  “Ninguém veio aqui anunciar ferrovia, é bom deixar bem claro. Não estou aqui para anunciar nenhum investimento, estou aqui para anunciar um projeto que nós temos esperança que se realize”, esclareceu, adiantando que há empresas interessadas e que está havendo a prospecção de cargas, pois, “não existe ferrovia sem investidor e, muito menos, sem cargas. “Estimamos que os próximos passos serão também exitosos”, disse.

Adnan Demachki também deixou claro que um projeto dessa envergadura não pode ter cor partidária, não pode ter paternidade. É um projeto que integra o Pará todo, de norte a sul, passa por 23 municípios e todos têm de entender que “não tem pai, não é do governo, é da sociedade, é do Estado”.

Sem imediatismo

Também alertou que não é um projeto a ser realizado em curto prazo. “Nós, brasileiros, somos imediatistas, queremos tudo para hoje e para amanhã. Mas, as grandes nações, as nações
evoluídas, cresceram e evoluíram com planejamento, com projetos de médio e longo prazo”. “Viemos interagir com a população de Marabá, falar do projeto, ouvir sugestões, ouvir as demandas, ouvir críticas e o que for necessário para que possamos apresentar os editais de licitação que estamos construindo a fim de apresentar, se Deus quiser, em novembro, e leiloar a concessão, se Deus quiser, em março do ano que vem”, explicou ele.

Sobre a busca de investidores para viabilizar economicamente a efetivação do projeto, Adnan disse que já existem interessados estrangeiros, explicando que essa busca está sendo feita lá fora porque as grandes empresas nacionais estão todas envolvidas na Operação Lava Jato e, legalmente, não pode participar da licitação do tamanho da que vai ser feita para a Fepasa.

Todos pela ferrovia

“Existem empresas interessadas, mas temos muitos desafios pela frente. Então, nós viemos pedir o apoio da sociedade de Marabá, nada vai vir de cima para baixo, nada cai do céu. Se a gente quer
construir algo tem de ser em conjunto”, salientou ele. Demachki apelou para que as lideranças se unam e disse que não se pode mais continuar com as divisões políticas. O Estado, segundo ele, tem grandes projetos que, por picuinha política, não avançam. “Os projetos grandiosos têm de ter participação de todos, a união de todos, porque são de estado, não são de governo, não são de um partido. Viemos pedir, com muita humildade, o apoio das lideranças aqui de Marabá, para que esse projeto possa avançar e aí, com certeza, atender, se Deus quiser, tanto a nossa geração quanto nossos filhos no futuro”, encerrou.

Transformação

Também em conversa com jornalistas, o presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, indagado sobre que expectativa tem sobre a Fepasa, disse que espera uma transformação do Estado em termos de ofertar para o mundo empreendedor e para o mundo produtor uma logística competitiva que faz do Pará uma rota alternativa do escoamento de produção.  Com um detalhe, que esse escoamento possa ser atrelado com a agregação de valores da cadeia produtiva, transformando a nossa região e atraindo novos modelos. Sem projetos estruturantes é impossível perseguir algum resultado, isso é extremante essencial para que saibamos onde estamos e onde queremos chegar, que caminho trilhar para chegar”, disse
Ipojucan.

Sobre o fato de ser sempre otimista e um grande incentivador do desenvolvimento regional, Ítalo disse que seu papel é identificar, provocar e fazer com que essa chama não apague: “Fico indo a Brasília, ao governo no Estado, provocando as situações. Um projeto como esse é de estado não é de governo. Os governos passam, o projeto de estado é aquele que veio para consertar, que veio para colocar o Estado dentro de uma dinâmica diferenciada e aí não tem cara nem pai, tem a sua busca”.

Irreversível

Para o secretário municipal de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração, Ricardo Pugliese, a Ferrovia Paraense vai ser fundamental para o modelo de logística que está sendo implantado no Norte do Brasil. “Agora, por força de lei, o escoamento da produção da região que fica acima do paralelo 16, que passa acima de Brasília (DF), tem de ser feito pelo Norte, porque os portos do Sudeste estão sobrecarregados”, explicou.

“Então, com a fronteira agrícola caminhando na nossa direção, invadindo o Pará com todo o grão, como a soja e o milho, chegando em larga escala, com o projeto de mineração, em Santana, na  região do Araguaia, a ferrovia vai ajudar esse processo de escoamento”, detalha Pugliese, afirmando que a ferrovia está num processo bastante avançado de viabilidade econômica, já tem parceiros bem identificados na China, na Coreia e no Brasil. “A gente tem certeza de que essa é uma situação quase irreversível”, disse.

Carga garantida

O vice-governador José da Cruz Marinho – Zequinha Marinho – que tem origem no sul do Estado, disse que a produção daquela região do Estado mais a de Mato Grosso vai ajudar muito a movimentar a ferrovia, “O Mato Grosso tem de escoar a produção dele, que passa pela nossa porta. Entra pela BR-158, vem até Redenção, pega a PA-287, chega a Conceição do Araguaia, atravessa na ponte, vai para o Estado do Tocantins e lá para a plataforma de logística de Colinas”, detalhou ele. “Já com a ferrovia acaba toda essa confusão de caminhão. Na safra da soja e do milho são mais de mil caminhões por dia durante quatro meses seguidos. Você imagina o que significa isso? A gente articula com eles a ferrovia o que é mil pode virar 6 mil e aí não precisa mais de caminhão”, projeta Zequinha.

O vice-governador diz que a ferrovia pode incentivar também os produtores de Mato Grosso de uma maneira tremenda: “Aquela região na divisa de Santana do Araguaia, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Confresa, tem 4,5 milhões de hectares com aptidão para plantio de grãos. De repente isso aí dispara e a gente vai ter de atender tudo isso e aí já viabiliza a carga”, calcula ele, acrescentando que grande preocupação não é construir a ferrovia: “Tendo dinheiro e investidor, se constrói, mas, fazer uma ferrovia sem ter carga não tem sentido. É a carga que vai fazer a ferrovia acontecer”, concluiu.

A reunião técnica contou ainda com a presença do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do prefeito de Marabá, Tião Miranda, e do vice Toni Cunha; do pecuarista Maurício Fraga, direto do Sindicato Rural de Marabá; e dos deputados estaduais Gesmar Costa e João Chamon Neto, além de lideranças locais e dos municípios da região.

FERROVIA PARAENSE EM DADOS

Extensão – 1.312 quilômetros.
Trecho 1 – Marabá—Barcarena – 759 quilômetros.
Trecho 2 – Marabá—Santana do Araguaia – 553 quilômetros.
Capacidade de carga – 1.700.000 toneladas por ano.
Interligação com a Ferrovia Norte–Sul, via Rondon do Pará–Açailândia (MA).
Custo estimado – R$ 14 bilhões.
Geração de empregos – 6 mil empregos diretos e 32 mil indiretos durante a execução da obra.
Municípios atendidos pela ferrovia – Abaetetuba, Abel Figueiredo, Acará, Barcarena, Bom Jesus do Tocantins, Dom Eliseu, Eldorado dos Carajás, Ipixuna do Pará, Marabá, Moju, Nova Ipixuna, Paragominas, Pau D’Arco, Piçarra, Redenção, Rio Maria, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé Açu, Ulianópolis e Xinguara.

Próximas Reuniões Técnicas – Paragominas, Barcarena e Belém.

Segurança

Municípios pressionam e segurança pública do estado tomará medidas especiais nas regiões Sul e Sudeste do Pará

Secretário prometeu execução de operações seletivas a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário

Na tarde da última quinta-feira (03), prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e diversas lideranças do estado estiveram reunidos com o secretário de Estado de Segurança Pública, Jeannot Jansen, na sede da Secretaria para cobrar soluções para os constantes casos de violência no Pará.

 Os prefeitos de Breu Branco, Francisco Garcês; de Tucuruí, Arthur Brito; de Goianésia, Ribamar Nascimento; de Aveiro, Vilson Gonçalves; de Itupiranga, José Milesi; de Pacajá, Chico Tozetti; de Limoeiro do Ajuru, Carlos Silva; a prefeita de Ulianópolis, Neusa Pinheiro, o vice-prefeito de Novo Repartimento, Alexandre Guimarães, os vereadores de Goianésia e Tucuruí, e representantes de Nova Ipixuna, solicitaram medidas urgentes ao Governo do Estado. Também participaram da reunião representantes da Casa Civil da Governadoria, os deputados estaduais Iran Lima, José Scaf e Lélio Costa.

A reunião foi articulada pela Federação das Associações dos Municípios dos Estado do Pará (Famep), juntamente com as  Associações e Consórcios Regionais, em continuidade à reunião realizada na semana passada, em Tucuruí, após o assassinato do então prefeito de Tucuruí, Jones William.  “Nós precisamos reagir. Não aceitamos perder mais nenhum cidadão. Por isso viemos cobrar a apuração rigorosa desses episódios. Estamos solicitando ainda a atuação maciça e ostensiva da Polícia Militar em todo o Estado, incluindo a zona rural que é tão esquecida”, relatou o presidente da Famep, Xarão Leão.

Demandas – “É preciso dar uma resposta à população. Precisamos de investimentos”. A fala do prefeito de Tucuruí, Arthur Brito, reforça a necessidade de ações nos municípios. Entre outras demandas cobradas pelos gestores estão o número reduzido de efetivo nos municípios, que não conseguem atender as demandas necessárias, falta de combustível para abastecer as viaturas, ausência de policiais na área rural e a falta da presença massiva da Secretaria de Segurança Pública em todos as regiões do estado.

O prefeito de Itupiranga, José Milesi, sugeriu que o órgão monte uma comissão para fazer constantes audiências públicas com o objetivo de ouvir melhor os anseios da população. “O grande problema que eu vejo é a grande ausência do estado nas cidades, principalmente na área da Segurança Pública. Por isso, sugiro aqui que o órgão passe a fazer audiências públicas junto com as Câmaras Municipais. Tenho certeza que isso vai facilitar para saberem de fato o que está acontecendo. Temos que modernizar a forma de governar, precisamos ficar mais próximos da população e ouvi-los”, afirmou Milesi.

Os líderes do poder executivo relataram ainda que estão atuantes para dar o apoio necessário à Segup. “Nós queremos resolver essa questão da falta de segurança, inclusive já me disponibilizei a construí um ponto de apoio, desde que o estado aumento o efetivo em nosso município, que no momento é muito precário e não dão conta de atender nossa população. Nós vivemos com bastante medo, porque não sabemos quem será o próximo e dessa forma não dá para viver”, afirmou o atual prefeito de Breu Branco , Francisco Garcez.

Prevenção e repressão – Em resposta às solicitações, foram anunciadas três medidas emergenciais que serão promovidas ainda em agosto para prevenir e reprimir a criminalidade nas regiões Sul e Sudeste do Pará. Inicialmente, uma equipe da Diretoria de prevenção à Criminalidade irá aos municípios.  Em contato com o poder executivo e o legislativo, iniciará tratativas para a organização do município no sentido, do próprio local definir a melhor estratégia de segurança pública seja em cooperação com órgãos estaduais, seja com ações de iniciativa próprias dos municípios.

“A segunda medida é que vou pessoalmente com o Delegado Geral, Comandante da Polícia Militar, o diretor geral do Instituto Renato Chaves, visitar o local, ver a realidade do local conversar com lideranças, executivo, legislativo, ministério publico, poder  judiciário, a fim de integrarmos esforços para melhoria da segurança pública na região”, declarou Jeannot Jansen.

A ação será a execução de operações seletivas, a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário.

Comissão solicitará providências ao Ministério da Justiça

Na reunião desta quinta-feira(03), o presidente da Famep, Xarão Leão, fez uma proposta aos prefeitos e presidentes das associações presentes para que sejam composta uma comissão para solicitar ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, atenção maior para os municípios do estado do Pará.

“Vamos fazer uma equipe de prefeitos do estado para que possamos ir até o ministro da Justiça solicitar mais investimento para que o estado seja tratado pelas suas diferenças peculiares. Temos que tratar isso com compromisso. A responsabilidade da segurança pública é do estado, mas precisamos de um melhor estado para se viver”, disse Leão.

Segundo ele, a segurança pública acaba sendo um problema que incide diretamente na gestão municipal. “Os prefeitos são os que mais sofrem, tendo que relocar recursos do município para contribuir com combustíveis e manutenção das viaturas, entre outras demandas. Precisamos solicitar aumento de recursos para a segurança pública no estado”, declarou o presidente.

“Em Limoeiro temos 28 mil habitantes, mas observamos o aumento da criminalidade. Já estamos há um ano sem delegado no município e apenas quatro policiais militares. Isso nos preocupa, porque a população se ver insegura, principalmente por conta do tráfico de drogas”, disse o prefeito de Limoeiro do Ajuru, Carlos Ernesto da Silva.

 “Em Aveiro, são 23 mil habitantes e apenas três policiais militares. Já solicitamos o aumento do efetivo. Nós ficamos nos municípios com o apoio da segurança privada para dar reforço. Por mais que os prefeitos de esforcem ainda não é o necessário”, afirmou o prefeito de Aveiro, Vilson Gonçalves. (Ascom Famep)

Defensoria Pública

Defensoria Pública inicia semana de atendimento concentrado realizando 100 encaminhamentos por dia

Objetivo é dar celeridade às ações que estavam agendadas para daqui a um ano, a maioria de retificação de registro civil e de cobrança de alimentos.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Começou nesta segunda-feira (31) e segue até sexta-feira (4 de agosto) o atendimento concentrado da Defensoria Pública do Estado – Regional Carajás. Nesse período os defensores esperam atender pelo menos 100 pessoas ao dia. A iniciativa da Coordenação, com o apoio da Diretoria do Interior, se deu devido ao fato de que já havia agendamento para julho de 2018, em razão da grande procura pelo órgão, por pessoas que não podem pagar um advogado e que só iriam ter o primeiro contato com o defensor daqui a um ano.

“A situação ficou muito preocupante porque muitas ações são de retificação de registro civil e não podem esperar muito. Caso contrário a pessoa fica impedida de tirar documentos como CPF, Identidade ou Carteira de Trabalho, por exemplo”, explicou o coordenador regional José Erickson Ferreira Rodrigues.

Outro volume de ações, esse bem maior, se refere a cobrança de alimentos, essas já com sentença da Justiça e valor definido, mas que não vêm sendo efetuadas pelos responsáveis.

Erickson afirma que esse tipo de atendimento excepcional só acontece por causa do pouco orçamento destinado à Defensoria Pública que, em Marabá conta com apenas três servidores e seis defensores. “Só estamos tendo êxito nesta ação graças à ajuda de estagiários e de defensores de outros municípios que estão colaborando”, disse ele.

Punição

Sobre como avalia decisão recente da Assembleia Legislativa do Estado, que rejeitou a destinação de recursos no Orçamento do Estado para ampliar a atuação da Defensoria Pública, José Erickson disse que só tem a lamentar: “Essa decisão acaba punindo os assistidos, porque novos defensores, aprovados em concurso, não vão poder assumir”. Segundo ele, há 70 cidades no Estado sem defensor.

“A maior parte dos deputados votou, na comissão e no plenário, contra o recurso. E, se os representantes desses assistidos decidiram dessa forma, que essa população possa rever suas preferência e eleger outros representantes”, adverte Erickson, completando: “Infelizmente, a continuar esse quadro, a Defensoria não vai avançar e sim entrar em retrocesso”.

A respeito das instalações da Defensoria, hoje em prédio acanhado e desconfortável, na Folha 30 – Nova Marabá -, o coordenador disse que a licitação para a construção de nova sede, no perímetro urbano da Rodovia Transamazônica, em frente ao Fórum e ao Ministério Público Estadual, está em curso e é possível que até o final deste ano as obras se iniciem.

Outras ações

No próximo dia 12 de agosto, a Defensoria Pública do Estado, em parceria com as instituições públicas que fazem parte do Programa Propaz, inicia ações no oeste do Pará, beneficiando a população de Almeirim, Prainha, Santa Maria de Uruará (distrito de Prainha), Alenquer, Monte Alegre e Óbidos.

Os municípios foram escolhidos de acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e a ação faz parte do Plano de Gestão da defensora geral do Estado, Jeniffer de Barros Rodrigues, que é de levar assistência jurídica bem como outros atendimentos a populações que não contam com acesso direto da Defensoria nem com atuação mais direta do defensor, a exemplo do que aconteceu no arquipélago do Marajó, em maior passado.

Educação

Rondon do Pará: autoridades participam de inauguração de campus da Unifesspa

Prédio abriga cursos de Administração e Ciências Contábeis, tem 2.670 m² e custou R$ 4 milhões.

Segmentos expressivos da sociedade de Rondon do Pará e da região Sul e Sudeste do Estado estiveram presentes nesta sexta-feira, 3, na solenidade de inauguração do novo prédio do ICSA (Instituto de Ciências Sociais Aplicadas), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. O instituto oferece, atualmente, os cursos superiores de Administração e Ciências Contábeis.

A solenidade contou com a visita das instalações do prédio de quatro pavimentos; execução de vídeo sobre o resgate histórico do processo de implantação de ensino superior em Rondon até a criação do ICSA; execução do Hino Nacional, composição da Mesa de Honra suprapartidária e discursos das autoridades políticas, educacionais, religiosas e comunitárias.

Centenas de professores, técnicos administrativos, alunos, pais de alunos e incentivadores da educação compareceram a este momento histórico para o ensino superior em Rondon do Pará. O prédio inaugurado tem quatro andares, distribuídos em doze salas de aula, três mini auditórios, biblioteca, salas de estudos, laboratório de informática, salas administrativas – todas devidamente climatizadas – e banheiros em todos os andares, inclusive para pessoas com deficiência, masculino e feminino.

O prédio conta com sistema de elevador, hidrante e extintores contra incêndios em todos os andares; centrais de ar condicionado em todas as salas e pisos em mármore claro nas principais salas e dependências. O sistema de corrimão foi instalado para auxiliar as pessoas que optarem pela troca de andar pelas escadas. Portas e janelas de vidros reforçadas foram amplamente utilizadas interna e externamente para dar maior luminosidade natural aos ambientes comuns durante o dia, economizando no uso de energia elétrica.

O espaço construído foi de 2.670 metros quadrados, envolvendo recursos federais da ordem de R$ 4 milhões, numa arquitetura projetada para dar maior comodidade, conforto e bem-estar aos alunos, técnicos administrativos, professores e visitantes que frequentam suas dependências. Uma área de estacionamento para veículos automotores foi destinada na frente do prédio do ICSA.

O projeto inicial do ICSA prevê a possibilidade de pelo menos cinco cursos universitários em Rondon do Pará, explicou o reitor Maurílio de Abreu Monteiro. “O propósito da Unifesspa é de transformar a sociedade para um Brasil mais justo”, completou Maurílio. “Por isso o nosso compromisso, de professores, técnicos e alunos por uma educação superior, pública e de qualidade”.

História do Campus

O ICSA surgiu a partir de um embrião da educação superior existente em Rondon do Pará datado de 1988, que oferecia, inicialmente, cursos modulares de Letras e Matemática oferecidos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Nessa época, levou-se em consideração a importância estratégica de Rondon do Pará na produção e no escoamento da produção de outros municípios pela BR 222 – que corta o Município –, a vontade manifesta da população e as cobranças de suas lideranças políticas e comunitárias em melhorar o nível da educação das pessoas direcionando o saber para a formação das novas gerações.

Em Rondon fixou-se o Núcleo Universitário Regional Estratégico da BR-222 com cursos de universidades públicas e privadas. Mesmo com esse esforço inaugural, as demandas por educação superior persistiam, de forma que a UFPA integrada à sociedade civil organizada e a classe política se articularam para ampliar o suporte de educação superior no Sul e Sudeste do Pará.

Dessa união, manifestada em abaixo-assinado com mais de cem mil assinaturas, entregue a então presidente Dilma Rousseff e discursos no Congresso Nacional surgiu a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) com campus em Rondon do Pará, Marabá, Xinguara, São Félix do Xingu e Santana do Araguaia. A natureza da Unifesspa é de uma universidade multicampi.

A criação da Unifesspa se deu por meio da Lei Federal nº 12.824, de 05 de junho de 2013, a partir do desmembramento do Campus da UFPA de Marabá. Desde então, a Unifesspa tem trabalhado para pautar-se por princípios orientadores de integração da região e o desenvolvimento de municípios que compõem sua vasta área de influência com abrangência nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Autoridades presentes

Estiveram presentes à solenidade o professor doutor e reitor Maurílio de Abreu Monteiro; a vice-reitora, professora doutora Idelma Santiago os pró-reitores de Administração, Leandro de Oliveira Ferreira; pró-reitora de Pesquisa e Inovação Tecnológica, Fernanda Ferreira; pró-reitor de Ensino de Graduação, Elias Fagury Neto; próximo pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis, Diego; e pró-reitor de Gestão de Pessoas, Marcel Ferreira, diretora do Campus de Rondon do Pará, Érica Júcio dos Reis, professores, técnicos administrativos, alunos e pais de alunos.

Do campo político se fizeram presentes o prefeito de Rondon do Pará, Arnaldo Ferreira Rocha; os deputados federais Roberto Salame Filho, o Beto Salame e Arnaldo Jordy Figueiredo; os deputados estaduais Dirceu Ten Caten, Hildegard Nunes e João Chamon, este último representou, também, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; o ex-deputado Wander Cock, representando o Governo do Estado do Pará; a ex-prefeita de Rondon do Pará, Cristina Malcher, que representou na solenidade o senador Flexa Ribeiro; o padre Juraci, pároco de Rondon do Pará; prefeitos da região, ex-prefeitos e ex-prefeitas, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e a imprensa local e regional. (Com informações da Ascom Unifesspa)

Polícia Civil do Pará

Polícias Civil e Militar fecham cerco a grupo criminoso que tentou assaltar empresa de segurança em Redenção

Assaltantes não conseguiram levar o dinheiro, mas população ficou assustada com o poder de fogo dos criminosos

O Sistema Estadual de Segurança Pública deslocou uma equipe de policiais civis e militares para o município de Redenção, no sudeste do Pará, para reforçar o policiamento na cidade e atuar nas investigações sobre a tentativa de assalto à sede da empresa de segurança privada Prosegur. O grupo embarcou na madrugada desta quinta-feira (01), em duas aeronaves. O efetivo reúne policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e militares da Companhia Independente de Operações Especiais (COE), da PM, que atuarão junto ao efetivo da região. O helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) conduziu os militares da COE e também vai atuar no apoio às buscas aos assaltantes.

Atuam na operação, dez policiais do Comando de Operações Especiais (COE), juntamente com integrantes da PM do estado do Tocantins, policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), além de policiais civis e militares da região.

A tentativa de assalto teve início por volta de 23h30, quando cerca de 20 homens com armas de grosso calibre usaram explosivos para tentar invadir a empresa que atua no transporte e guarda de valores em dinheiro usados para abastecer agências bancárias na região. O prédio fica no centro de Redenção. Com a explosão, parte do muro da frente do prédio foi destruído. Os bandidos também acionaram explosivos na área interna do prédio. Diversos estilhaços da explosão atingiram imóveis vizinhos. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e fechou a saída da cidade para evitar a fuga do grupo.

Após a explosão, os criminosos desistiram do assalto e com o apoio de seis veículos, entre carros e motos, tomaram a direção da PA-287, que dá acesso ao município de Conceição do Araguaia. Houve troca de tiros com os assaltantes por cerca de uma hora e meia ainda na saída da cidade. Para deter a ação dos policiais eles queimaram um dos carros e pegaram uma estrada vicinal, a dois quilômetros da sede de Redenção, onde outro carro foi queimado. “Eles deixaram o local sem conseguir levar dinheiro da empresa. Homens das polícias Civil e Militar estão na área fazendo o cerco para capturá-los”, informou o delegado Antônio Miranda, superintendente da Polícia Civil em Redenção.

O inquérito será presidido pela equipe da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO, que vai permanecer em Redenção para apurar os fatos. A Polícia Civil já acionou a perícia criminal no local.

Este é o segundo assalto a uma unidade da empresa ocorrido no semestre. Em setembro, o prédio da Prosegur em Marabá foi alvo de bandidos armados, que conseguiram roubar valores em dinheiro. Quatro criminosos já foram presos e as investigações sobre o caso continuam.

error: Conteúdo protegido contra cópia!