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Cotidiano

Novidades no serviço de táxi em Marabá: lotação passa para R$ 4,25 na segunda-feira e rádio táxi tem aplicativo semelhante ao Uber

A tarifa foi reajustada para que não haja concorrência desleal com o transporte coletivo, conforme institui a legislação vigente
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

A partir da próxima segunda-feira (17), a tarifa do táxi-lotação em Marabá passa a valer R$ 4,25, o que representa um reajuste de 13,33% sobre o valor atual que, até domingo (16), é de R$ 3,75. Segundo Rogério dos Santos Soares, presidente da ATLM (Associação de Táxi-Lotação de Marabá), o reajuste foi estabelecido pelo Poder  público Municipal, em obediência à lei que instituiu esse serviço alternativo, para que não haja concorrência desleal com o transporte coletivo urbano, cuja tarifa, no início deste ano, passou de R$ 2,50 para R$ 3,20. Entretanto, Rogério conta que o reajuste de 13,33% foi negociado com a prefeitura a fim de “não pesar muito” no bolso  do passageiro: “Se fôssemos aplicar o percentual do aumento da passagem do ônibus, 28%, o táxi-lotação ficaria em R$4,80”, detalha ele.

Hoje, em Marabá, circulam 78 veículos nesse serviço alternativo de transporte, criado em 2010, inicialmente, para servir aos usuários do Bairro Liberdade – Núcleo Cidade Nova -, que sofriam com a demora e a escassez dos ônibus urbanos. Porém, com a precariedade do transporte coletivo em toda a cidade, o lotação foi ganhando clientes em todos os núcleos e atualmente são sete rotas: Liberdade-Marabá Pioneira; Marabá Pioneira-Nova Marabá; Liberdade-Nova Marabá; Novo Horizonte-Velha Marabá; Novo-Horizonte- Nova Marabá; São Félix e Morada Nova.

De acordo com Rogério Soares, são constantes os pedidos de usuários para que a frota e as rotas sejam aumentadas, mas, para que isso aconteça, é necessário que a prefeitura faça um estudo de demanda e que a lei seja modificada. Sobre a idade da frota, o presidente da ATLM diz que atualmente 85%foi renovada e os demais 15% também serão trocados por carros novos em breve, porque são veículos velhos que não passaram pela aprovação dos órgãos de trânsito. “ Todos os nossos motoristas fizeram curso para o transporte de passageiros e os nossos carros têm ar- condicionado”, afirma ele.

“Uber” tupiniquim

As novidades no serviço de táxi em Marabá não param por aí. Na última semana, a Cooperativa de Rádio Táxi se tornou pioneira no Estado ao lançar seu aplicativo, o AppRadioTaxi, disponível para as plataformas Android e IOS, na Play Store. O investimento, segundo o presidente da cooperativa, João Batista da Silva, foi de R$ 100 mil e os estudos para lançar o aplicativo levaram um ano.

Agora, quando o cliente acessa o aplicativo já fica sabendo qual o táxi que está mais próximo e não perde muito tempo aguardando para ser atendido. A diferença do Uber é que no rádio táxi prevalece a tabela de preços de corridas, esta estabelecida em lei.

Transporte

Parauapebas: Central das Cooperativas de Van garante que não haverá paralisação dos serviços nesta terça-feira (17)

Não sei de onde tiraram essa informação leviana, nós temos respeito à população, não vamos paralisar", afirmou Jovelino Mendes do Amaral, presidente da Central.
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Depois da notícia equivocada que se espalhou nas redes sociais de que o transporte público municipal seria totalmente paralisado nesta terça-feira (18), a Central das Cooperativas de Van emitiu um comunicado negando a informação.

“Não sei de onde tiraram essa informação leviana, nós temos respeito à população, não vamos paralisar. O que faremos é uma manifestação amanhã, durante a sessão dos vereadores para pedir apoio na fiscalização dos táxi-lotação, que só vem crescendo no município”, afirmou Jovelino Mendes do Amaral, presidente da Central.

A entidade afirma já ter enviado diversos ofício para a Prefeitura cobrando mais efetividade no processo de fiscalização dos transportes não regularizados. “Temos cobrado para que haja mais fiscalização, mas a gente não vê isso acontecendo. O táxi-lotação não é regulamentado por lei e não tem compromisso com a sociedade”, destacou o presidente da Central.

Muitos usuários reclamam da demora e da superlotação dos micro-ônibus da Central que rodam na cidade em alguns horários de pico. “Eu já vi gente se machucar porque, por falta de espaço, fica nos degraus da escada na porta de saída. É muita gente para pouca ônibus, principalmente no início da noite”, afirmou a adolescente Samara Ferreira, que usa o transporte público todos os dias para se deslocar do seu bairro, no Complexo Altamira, até sua escola, que fica no Cidade-Nova.

“Eu prefiro pegar táxi-lotação, mesmo achando às vezes perigoso, pois tem uns carros muito velhos. Mas pelo menos eles passam rápido e a gente chega logo ao nosso destino”, disse a aposentada Rosa Maria Carvalho, que tem passe livre mas prefere pagar essa modalidade de transporte em muitas ocasiões.

“Temos 80 cooperados em Parauapebas, todos trabalhadores. Temos o controle, nossa cooperativa é legalizada pelo município, pagamos alvará, não temos autorização para rodar, mas já estamos encaminhados no processo de legalização. Falta só a boa vontade do poder público. Fico até triste quando eu vejo categorias que lutaram também por legalizar e hoje são contra a gente”, relatou Adailton Nava, mais conhecido como Marabá, que é um dos representantes da cooperativa de táxi-lotação do município.

“Com o antigo prefeito não tivemos um bom diálogo. Com o prefeito atual tivemos um contato antes da política e agora apresentamos o nosso projeto, totalmente respaldado, mas o governo não manifestou nada ainda a favor da nossa legalização. Sobre a fiscalização, o governo está fazendo sim, temos pais de famílias que estão com o carro preso, com multa de R$ 2.790,00. Tem pai de família do nosso grupo que só não tá passando fome porque um ajuda ao outro”, destacou Marabá.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do governo, a ideia é reunir todos os envolvidos no transporte público municipal para a partir de então tomar uma decisão sobre a legalização ou não do táxi-lotação.