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Polícia

“Patrão da droga” é condenado a 23 anos de cadeia em Marabá

Ronildo Claro era considerado chefão do tráfico e trazia 50 quilos de maconha de Goiânia para Marabá.

A juíza Renata Guerreiro Milhomem de Souza, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá acaba de condenar Ronildo Claro Rodrigues a 23 anos de prisão por tráfico de drogas e ainda por maus tratos a um cão. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, o qual alegou que no dia 28 de novembro de 2016, por volta das 07h30, Ronildo foi preso em flagrante com aproximadamente 52 kg de drogas juntamente com os outros denunciados: Potengy Abbade Júnior, Wellington de Paula Fernandes e Jacson Moura Ferreira Oliveira.

O grupo vinha sendo monitorado pela Polícia Civil e, no dia e horário dos fatos, a equipe policial observou Ronildo e Wellington saírem de uma residência no condomínio Cidade Jardim, em um veículo Crossfox, e ambos foram abordados pela polícia, que encontrou tendo uma porção de maconha dentro da cueca de Ronildo. Em seguida, foi localizada uma porção de crack dentro do tanque de gasolina e 50 kg de maconha, divididos em tabletes, dentro de um fundo falso no veículo, com auxílio de um cão farejador.

No momento da prisão em flagrante, o comparsa Potengy encaminhou uma mensagem para Ronildo, questionando sobre a entrega dos frangos, linguagem utilizada para se referir à droga. A denúncia narra que outra equipe da Polícia Civil estava monitorava os outros dois comparsas: Potengy e Jackson, através de campana em frente ao imóvel situado na Velha Marabá, local onde a organização guardava a droga. A polícia abordou os dois e apreendeu no imóvel três tabletes de crack.

A denúncia menciona que Ronildo era o líder e braço financeiro da associação, utilizando-se, inclusive, da conta de sua mulher para fazer as movimentações financeiras do grupo; Wellington era o responsável por transportar a droga, sendo que o material entorpecente vinha do Estado de Goiás, além de fazer o apoio e segurança de seu tio Ronildo; Potengy era o responsável por distribuir a droga nas bocas de fumo da cidade; JACKSON vigiava, guardava e armazenava a droga; e Jelciney da Silva, já falecido, era o secretário da referida associação, responsável pelas cobranças, entregas e fiscalização dos revendedores, coletas e depósito de dinheiro.

Quando da vistoria na casa d Ronildo, foi apreendido pela polícia um cachorro da raça Golden Retriever com visíveis sinais de maus tratos e abandono. Por fim, informa a denúncia que, perante a autoridade policial, ele confessou que a droga era sua.

Ronildo, apontado na decisão judicial como “Patrão da Droga” apresentou defesa preliminar por meio de advogado constituído e não arrolou testemunhas. A defesa dele, em alegações finais, requereu que a ação penal fosse julgada improcedente, pedindo a sua absolvição.

Ronildo encontra-se preso por este processo na casa penal denominada Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I (CRPP I), na Região Metropolitana de Belém.
Segundo a Polícia Civil, Ronildo morava de Goiânia, mas também possuía residência em Marabá, sendo que no final das investigações ficou constatado que o réu ficava mais tempo em Goiânia e, quando se deslocava para Marabá, era apenas para trazer droga.

A residência dele em Marabá aparentava estar abandonada e havia muita sujeira. Os policiais disseram também afirmou que havia no imóvel um cachorro abandonado, com visíveis sinais de maus tratos, com ração mofada e água suja. Também disseram que somente com o auxílio do cão farejador da Guarda Municipal os policiais conseguiram localizar grande quantidade do material entorpecente maconha no interior de uma carrocinha. Segundo a testemunha, em nenhum momento o acusado colaborou com os policiais e, somente após o cachorro farejador indicar que havia droga na carreta, o acusado falou a verdade, declarando que havia transportado a droga até Marabá e que já havia praticado a mesma conduta diversas vezes.

Sobre a informação da movimentação financeira do grupo, os policiais disseram que havia vários comprovantes de depósito com Ronildo, feitos por outros membros da associação, sendo que todos os depósitos caíam na conta da esposa do chefe do grupo. Diante das informações obtidas, a autoridade policial requisitou um relatório através do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e este informou a existência de vultosa transação financeira, superior a R$ 600.000,00, feita para a conta bancária da esposa dele.

A associação criminosa liderada por Ronildo tinha grande suporte financeiro, pois além das informações obtidas quanto à movimentação bancária, as apreensões de drogas citadas em outros inquéritos que se originavam do grupo se referiam a grande volume de droga (quantidades superiores a 50 kg de drogas), que, uma vez comercializada, alcançaria quantia de no mínimo R$ 100.000,00.

Outro ponto que destacou foi a compra de um terreno e a construção de uma casa realizada pelo acusado no intervalo de um ano. A casa é bastante espaçosa, com muitos móveis, ou seja, bastante luxuosa, sendo que o acusado Ronildo não exercia nenhuma atividade profissional, e que seu único meio de vida era a traficância.

Os policiais afirmaram também que as investigações apontaram a conclusão no sentido de que a esposa de Ronildo, conhecida como Leila, era envolvida com o mesmo comércio ilícito, mas não chegou a captar se o acusado Wellington recebeu alguma recompensa em dinheiro por efetuar o transporte da droga.

Por fim, ele foi condenado a 23 anos, um mês e seis dias de prisão em regime fechado, perdeu a guarda do cão e grande parte dos bens apreendidos foi destinado à União, enquanto outros foram destinados à mãe de Ronildo.

Canaã dos Carajás

Polícia Militar prende homem suspeito de tráfico de drogas em Canaã dos Carajás

Welliton de Souza, de 31 anos, foi preso na rodoviária depois de ter vendido crack para usuários

A casa caiu para Welliton de Souza! O homem foi preso pela Polícia Militar na madrugada de quarta-feira (29) para quinta-feira (30). Com o suspeito de 31 anos, foi encontrado o valor de R$ 70,00, em notas de R$ 2, R$ 5 e R$ 10. A prisão aconteceu logo depois da Polícia Militar ter apreendido um grupo de usuários que estava em posse de crack, dois cachimbos e um isqueiro.

Tudo aconteceu quando já passava da meia noite. A Polícia Militar desconfiou do movimento na rodoviária de Canaã e parou para averiguar a situação do local. Por lá, a venda de drogas corria à solta. Várias pessoas entravam e saíam do local sem nem ter o trabalho de disfarçar a atividade. Na revista da PM, alguns usuários caíram na malha fina. Sem ter como esconder o “bagulho” que levavam, os usuários apontaram que Welliton de Souza havia vendido a droga para eles. O homem foi preso por suspeita de tráfico de drogas no município. Além dele, os usuários presentes no local foram também autuados em flagrante e levados para a delegacia.

Já na Depol, Welliton ainda tentou se explicar e negou todas as acusações e suspeitas. O investigador Roberto comentou o caso: “Nós sabemos que existem muitas bocas de fumo em Canaã dos Carajás. São muitos pontos de tráfico. Inclusive, já foi repassado aos delegados o pedido para deferir a busca e apreensão de prisão preventiva de alguns traficantes que existem em Canaã. Essas coisas encontradas com os usuários serviram para que a gente chegasse até o traficante, o senhor Welliton.”

O investigador também comentou a situação dos demais presos: “Como eles são usuários e não ficam presos, vai ser feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dependendo, é claro, do entendimento do delegado. Portanto, esse TCO será feito e encaminhado junto com o flagrante do suspeito de tráfico.”

Roberto também explicou que o fato das notas serem pequenas caracterizam ainda mais a ação de tráfico: “O judiciário, o Ministério Público, se prende exatamente a isso na hora de decidir se aceita a denúncia.  São por esses elementos de materialidade: notas pequenas, trocados, a droga em pedaços pequenos para serem vendidas… Isso realmente caracteriza o tráfico.”

Em Canaã, além da rodoviária, o bairro Vale da Benção possui um alto índice de denúncias referentes à atividade. Welliton segue preso e aguarda decisão judicial.

Tucuruí

“Big brother” ajuda PM a capturar traficantes em Tucuruí

Acusados negaram a venda de drogas, mas o monitoramento comprovou a veracidade da denúncia

A bandidagem de Tucuruí que se cuide, porque muitas de suas ações já não estão passando despercebidas graças ao recém-inaugurado sistema de monitoramento eletrônico da cidade.

Depois de um verdadeiro “big brother“, a Polícia Militar capturou três traficantes na tarde desta quarta-feira (21) após ser acionada pelo 190. Para dar base à ação da PM, o apoio dos agentes da central de monitoramento confirmou as atividades suspeitas dos acusados, que estavam próximos à creche Casa da Criança, na rua Santo Antônio.

A guarnição constatou a atividade ilícita e encaminhou três suspeitos para a 15° Delegacia de Polícia, dentre eles, uma menina. Um deles portava uma arma de fogo, que foi jogada fora durante a tentativa de fuga do trio. Conduzidos à Seccional, eles negaram a venda de drogas no local, mas o monitoramento comprovou a veracidade da denúncia.

Os criminosos Rômulo da Mata Barroso, Igor Blando Veiga Vieira e Wesley Jaques Nascimento estão à disposição da justiça. Foram encontrados em sua posse ainda dois aparelhos de celulares, uma faca, R$ 225,00 em espécie, 28 pedras de oxi e vários sacos plásticos cortados em pequenos pedaços, provavelmente para serem utilizados no embalo drogas.

Polícia

Rapaz de 20 anos executado com dois tiros na cabeça no Bela Vista

A Polícia Civil suspeita de disputa por pontos de venda de drogas, mas, no local do crime e entre a família do jovem, impera a lei do silêncio

O jovem Weslen Emysterdan Costa Vieira, 20 anos, natural de Buriticupu (MA), foi executado com dois tiros na cabeça, por volta das 21h40, de segunda-feira (12). O crime aconteceu quando ele caminhava pela rua Carlos Gomes, no Bairro Bela Vista, empurrando uma motocicleta. Um desconhecido se aproximou e disparou dois tiros contra a cabeça do rapaz, que caiu, já morto, por cima do veículo. Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que ele estivesse envolvido com tráfico de entorpecentes, mas, tanto no local do crime, onde várias pessoas testemunharam o assassinato, quanto entre a família de Weslen impera a lei do silêncio. O corpo foi necropsiado no IML de Parauapebas e liberado aos familiares para sepultamento.

Vieira, que empurrava a moto Yamaha/YBR 125, preta, placa JVR- 5329, Parauapebas/PA, parou na esquina da Rua Aurélio Dias, já próximo da Escola Irmã Laura, quando parou para falar com um conhecido. Em seguida foi surpreendido pelo assassino, que chegou sem dizer nada, sacou a arma e atirou para matar.

De plantão na 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil, o delegado Fabrício Andrade e o investigador Humberto Rouxinol levantaram informações e trabalham com a hipótese de que Weslem Costa foi vítima de disputa por pontos de venda de drogas.

Porém, nem a família nem as testemunhas colaboram com as investigações: ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém fala nada. “As pessoas têm medo de falar, talvez por medo. Mas, se alguém sabe quem foi o autor, solicitamos que ligue para o número 181 e denuncie anonimamente. O sigilo é garantindo e a pessoa estará colaborando com as investigações”, apela o delegado Fabrício. (Caetano Silva)