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Marabá

Setran realiza Audiência do Transporte Intermunicipal de Passageiros

Reunião contou com a presença de representantes do transporte alternativo e de empresas que atuam em Marabá e região
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Com a presença de representantes de sindicatos, associações e empresas que exploram o transporte intermunicipal em Marabá, aconteceu na noite desta quinta-feira (5), no auditório da Subseção local da OAB/PA, a Audiência Pública do Transporte Intermunicipal de Passageiros. Promovida pela Secretaria de Estado de Transportes (Setran), a oitiva tem como objetivo apresentar uma proposta de política pública de transporte de passageiros para o Pará, de forma que possa subsidiar a Agência de Regulação e Controle de Serviços Público do Estado do Pará (Arcon) para estabelecer um conjunto de licitações para as linhas de transporte de passageiros rodoviário ou hidroviário no território paraense.

De acordo com o engenheiro civil Rodrigo Nassar, diretor de Planejamento da Setran, a política púbica trará um conjunto de diretrizes que vai nortear o governo do estado e a Arcon na tentativa de organizar o sistema de transporte do Pará.

“É notório, a gente sabe, inclusive pelas reclamações dos usuários e também dos empresários, da influência dos transportes irregulares que causam um desequilíbrio no sistema de transporte. Então, o início de tudo é estabelecer um plano de transportes: diretrizes que possam nos direcionar a como nós vamos organiza o sistema,” detalhou ele.

De acordo com o consultor Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Indel), que apresentou o projeto, há muitas reclamações e criticas em relação ao transporte público intermunicipal, “dos diversos tipos e por diversas razões”, o que a Setran procura desenvolver é uma política que venha a dar racionalidade e previsibilidade a esse sistema.

Sobre as maiores reclamações dos usuários, Bussinger afirma que, a partir de dados colhidos na Ouvidoria da Arcon, na Imprensa e em entrevistas com usuários, é possível dizer que existe um alinhamento muito grande em torno da falta de infraestrutura de vias, sobretudo na época do inverno. “São as estradas interditadas, as pontes interrompidas, porque o serviço fica descontinuado,” informa ele.

Porém, também existem reclamações em relação à insegurança da população, patrimonial, de equipamentos; além de críticas em relação aos terminais, aos pontos de embarque. Ou seja, os equipamentos para acessar o sistema de transporte.

“Existem também questões em relação a tarifas, gratuidade, entre outras. É uma lista muito grande e o que nós estamos coletando servirá para ver como é possível trabalhar essas variáveis e definir um sistema que consiga dar respostas ao usuário,” antecipa o consultor.

Após a explanação do projeto, Frederico Bussinger e Rodrigo Nassar ouviram e responderam a questionamentos da plateia, que também contribuiu com sugestões.

Participaram ainda da audiência: Márcio Gomes, representando a Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins (Amat); Fabiano Cardoso, da  Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep); e major Renato Cunha, subcomandante da Polícia Rodoviária Estadual.

Pará

Governo vai investir mais de R$ 2 bilhões em logística de transporte no Pará

O secretário de Transportes, Kleber Menezes, coordenou as apresentações das ações do governo paraense no setor durante o VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia
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O Governo do Pará vai investir mais de R$ 2 bilhões em logística de transporte em todo o Pará, dos quais mais de um bilhão se destinam a projetos de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém (RMB). Durante o VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia, o secretário de Transportes, Kleber Menezes, coordenou as apresentações das ações do governo paraense no setor.

A Companhia de Hidrovias do Pará tem obras envolvendo quatro sub-regiões: Belém, Marabá, Santarém e Xingu, com a construção de portos, terminais hidroviários e estradas. O governo também lançou o aplicativo Caminhos do Pará, que vai monitorar estradas, engarrafamentos, pavimentações, tudo envolvendo a infraestrutura de transporte no estado, permitindo assim aos usuários se programarem em relação a horários, distâncias, contratempos, facilitando a circulação de pessoas e cargas.

O governo paraense detalhou, ainda, os projetos para garantir mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém, num investimento total de R$ 1,1 bilhão. Entre as principais obras, a maioria em fase e conclusão, estão: prolongamento da Avenida Independência; duplicação da Avenida Perimetral; duplicação da Yamada/Tapanã (em andamento, conclusão em dezembro de 2019); BRT Metropolitano, trecho até a Alça Viária, em Marituba (as propostas estão em análise de preços); e prolongamento da Avenida João Paulo II (obras em fase de conclusão).

A hidrovia Araguaia-Tocantins ligará o porto de Vila do Conde, em Barcarena, aos Estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins, num modal de transporte quase 200 vezes mais barato que o rodoviário. Acontece que, para tornar o rio Tocantins navegável o ano inteiro é preciso pulverizar o Pedral do Lourenço, obra de R$ 400 milhões (o outro impedimento, as eclusas de Tucuruí, foram inauguradas em 2010, investimento de R$ 1,6 bilhão).

Sem o derrocamento do Pedral, as eclusas se tornaram uma espécie de elefante branco, sem eficiência. Estava tudo preparado para licitar neste primeiro semestre, mas o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) decidiu rever a licença ambiental, abrangendo não só o Pedral, mas outros possíveis impactos ambientais ao longo de todo o trajeto. Por causa disso, estima-se um atraso de até dois anos no início das obras.

Turismo

No mesmo evento, Joy Colares, da Secretaria de Estado de Turismo, detalhou as “belezas do Pará” e as ações do governo do Estado para potencializá-las. “Nosso turismo ainda é, basicamente, de negócios e eventos. Daí a construção do Centro de Convenções Carajás, já inaugurado, e o centro de Santarém, em fase de licitação”, informou.

Ele disse também que a Ilha do Marajó é o principal destino turístico do Pará, com rotas regulares para Salvaterra e Soure, e anunciou uma nova rota: para Ponta de Pedras, por “lancha rápida”. “Cinquenta e nove por cento dos destinos turísticos da Amazônia ficam no Pará, daí o nosso investimento em logística, hotelaria, gastronomia e outros, que já se refletem na rota de queijo do Marajó e também da antiga estrada de ferro de Bragança”.

Falta de investimento federal é o principal entrave

O Pará tem tudo para se tornar o principal Estado brasileiro em logística de transporte, mas para isto o governo federal precisa interromper quatro décadas de omissão e agir, de forma direta, para desenvolver o estratégico potencial local no setor. Esta é a opinião de alguns especialistas reunidos no VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia, que começou na quarta-feira, 20, e segue até esta quinta-feira, 21, no Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.

Quatro décadas atrás, o governo federal em vez de investir na dragagem do canal de acesso ao Porto de Barcarena para exportar o minério extraído pela Vale no Pará, optou pelo porto de Itaqui, no Maranhão. Hoje, novamente, o governo federal pode tomar uma decisão que prejudicará o Pará, sobre onde aplicar os bilhões que a Vale vai pagar com a renovação antecipada da concessão da ferrovia de Carajás.

De acordo com Adnan Demachki, a lei prevê que esses recursos sejam aplicados em investimentos em infraestrutura. No caso dos recursos que a Vale vai pagar pela renovação da estrada de ferro Vitória Minas, o Governo Federal já anunciou que os recursos ficarão naquela região mesmo, ou seja, serão aplicados na construção de uma ferrovia ligando o Porto de Tubarão até Presidente Keneddy, no Espírito Santo.

”Pois bem, seria mais do que justo e sensato que os recursos da renovação da ferrovia de Carajás também ficassem na região, já que os impactos que os seis projetos da Vale causam estão no Pará. Esses recursos poderiam ser aplicados na construção do primeiro trecho da Ferrovia Paraense, ou na dragagem do canal do Quiriri no Porto de Barcarena. Mas infelizmente o que já se anuncia é que os recursos irão para o Nordeste brasileiro para concluir a ferrovia transnordestina”, finaliza Adnan, que correu todos os gabinetes de Brasília sustentando essa proposta.

Ele, inclusive, solicitou apoio de todos os parlamentares do Pará e em razão disso o deputado Joaquim Passarinho convocou uma sessão especial na Câmara Federal, em Brasília, e o senador Flexa Ribeiro outra no Senado, para discutir com os membros do Governo Federal a destinação desses bilhões. Adnan comentou ainda que somente estavam presentes nas audiências os dois parlamentares paraenses citados. “Demandas estruturantes para o Estado devem ser abraçadas por todos”, ponderou o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Pará.

Texto: Edson Coelho – APN

Marabá

MP dá ultimato para empresa de ônibus providenciar acessibilidade em ônibus

Nasson Tur Turismo, que ganhou concessão do serviço por 25 anos, tem 60 dias para tornar seus 40 ônibus acessíveis para cadeirantes
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A empresa Nasson Tur Turismo LTDA-EPP, que realiza o transporte coletivo em Marabá, deverá tomar todas as medidas necessárias para garantir a acessibilidade, nos ônibus, das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na cidade, e que dependem dos coletivos para se locomoverem. A decisão é da recomendação ministerial nº 37/2018, emitida pela 13ª Promotoria de Justiça de Marabá, após a conclusão do Inquérito Civil nº 000725-915/2015, que teve como objeto a investigação da garantia da acessibilidade nos ônibus da empresa Nasson Tur Turismo.

A empresa é operadora do transporte coletivo no município e durante a instrução do inquérito civil, um laudo produzido pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves apontou irregularidades relativas à adequação dos ônibus da empresa para o público com mobilidade reduzida ou com problemas de deficiência.

A recomendação foi expedida com base nas normas que garantem o direito à acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, de viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social. O documento, assinado pela promotora de Justiça Lílian Viana Freire, afirma que a empresa deverá promover todas as medidas necessárias para o fiel cumprimento dos termos da recomendação, conforme previsão da Norma da ABNT-NBR 14.022/2011 e demais legislações relativas ao assunto.

A garantia de acessibilidade em veículos urbanos para o transporte coletivo de passageiros é prevista na Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT-NBR 14.022/2011). Dentre as observâncias desta norma estão o local de embarque e desembarque; pontos de parada; assento preferencial; área reservada para cadeira de rodas e cão-guia; sistema de segurança para a pessoa em cadeira de rodas; iluminação; comunicação e sinalização; comunicação visual externa no veículo; assentos preferenciais; pontos de apoio e identificação dos desníveis e limites que podem dificultar o acesso do público com problemas de deficiência nos transportes coletivos.

A empresa tem prazo de 60 dias para realizar as devidas adequações, e informar as providências tomadas à Promotoria de Justiça.

Pará

Ação emergencial vai restabelecer o tráfego em vicinais de 17 municípios do Sul e Sudeste do Pará

O investimento por município não poderá ultrapassar o teto de 400 mil reais, ressaltando que as obras serão realizadas não para reconstruir vias, mas para restabelecer a trafegabilidade
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Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Transportes (Setran), o Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará e a Defesa Civil vai possibilitar a intervenção em 17 municípios do Estado que tiveram caracterizadas situações de emergência, em função das fortes chuvas que têm atingido, especialmente, as regiões sul e sudeste do Pará.

Em reunião de diretoria ocorrida na manhã desta segunda-feira (2), no auditório da Setran, com a participação do secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt, e de representantes da Defesa Civil, o secretário de Estado de Transportes, Kleber Menezes,  informou a todos sobre a autorização do governador Simão Jatene para que ações imediatas sejam realizadas na região, no sentido de garantir a trafegabilidade nas vicinais.

Os trabalhos serão garantidos por meio de convênios com as prefeituras que não tenham restrições fiscais e previdenciárias. No caso daquelas que tenham, as ações serão via contratação direta com dispensa de licitação, após análise da Diretoria Técnica da Setran e aval da Consultoria Jurídica do órgão.

Serão beneficiados os municípios de Conceição do Araguaia, Redenção, Tucumã, Itupiranga, Pau D’Arco, São Félix do Xingu, Quatipuru, Santa Maria das Barreiras, Eldorado dos Carajás, Cumaru do Norte, Marabá, Água Azul do Norte, Rio Maria, Bannach, Xinguara, Oriximiná e Parauapebas.

“A necessidade de cada município é que nos dirá o valor do investimento, que não poderá ultrapassar o teto de 400 mil reais, ressaltando que as obras serão realizadas não para reconstruir vias, mas para restabelecer a trafegabilidade, devolvendo à população o direito de ir e vir”, explicou o secretário Kleber Menezes.

Por Karlla Catete

Transporte

Operação fiscaliza transportes freteiros na PA-160

Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias
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A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon/PA) realiza, desde ontem (8), uma operação de fiscalização econômica de empresas da região que atuam no transporte intermunicipal de passageiros em regime de afretamento. Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias.

Segundo o Diretor de Controle Financeiro e Tarifário da Agência, José Croelhas, “esse é o desdobramento da operação realizada em novembro/2017, com finalidade mais educativa. Naquela ocasião, todos os operadores foram alertados para se regularizarem perante ao órgão regulador; agora, todos os que não se adequaram estão tendo seus veículos recolhidos ao pátio de retenção da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), no Terminal Rodoviário”.

Croelhas garante que a operação segue até sexta-feira (12) e passará a ser repetida a cada 15 dias.

Canaã dos Carajás

Apesar das férias, procura por passagens não aumentou em Canaã

Funcionários de cooperativa e empresas rodoviárias afirmam que a procura por passagens nesse período foi menor em relação a 2016
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A crise em Canaã dos Carajás atingiu em cheio as cooperativas e empresas de turismo durante as festividades de fim de ano. Apesar da procura natural por passagens no período das férias, a população canaãnense viajou menos em 2017 do que em 2016. A situação econômica da população local acabou obrigando muita gente a ficar em casa durante as festas de Natal e Ano Novo e o prejuízo ficou para o setor de transportes.

Uma das principais explicações para a drástica redução do poder econômico do cidadão canaãnense está no desemprego do município: só em 2017, cerca de 5330 postos de trabalho foram fechados na cidade. A maior parte do déficit de empregos aconteceu por conta do encerramento das atividades de implantação do Projeto S11D. Com o funcionamento do complexo, a maioria das empresas que trabalharam na construção acabou deixando Canaã, levando consigo milhares de vagas.

Luan dos Santos, agente de viagens em uma cooperativa de vans na cidade, lamentou o período de férias: “O ano de 2017 só foi bom no começo; em julho foi muito ruim e dezembro foi muito pior. Em relação a 2016, o fluxo de pessoas e a procura por passagens diminuiu bastante. Tínhamos boas expectativas, mas foi tudo por água abaixo.” O profissional relatou ainda que os municípios de Marabá, Xinguara e Tucumã foram os mais procurados pelas famílias viajantes.

Já o motorista Raimundo Sousa fez um desabafo durante a entrevista: “Esse final de ano para todos nós foi muito fraco. Nos outros anos sempre foi muito bom e esse ano foi terrível. Não tem emprego na cidade, não tem nada e aí o pessoal não tem dinheiro para viajar. Sem dinheiro ninguém faz nada. Pelo menos estamos com saúde, não é? Vamos ver se melhora esse ano, ver se o prefeito traz empresas para empregar esse povo. Se não trouxer, a coisa fica feia.”

Quem também viveu maus bocados no mesmo espaço de tempo foram algumas empresas de ônibus da cidade. Entre os destinos dos cidadãos, Goiânia, Santa Inês e Belém ficaram entre os favoritos. O também agente de viagens, Marcos Silva, falou com tristeza sobre as perdas em relação aos anos anteriores: “De acordo com o fechamento de caixa, minhas vendas foram 46% menores que 2016. É lamentável. Estamos tentando abrir mais linhas, melhorar a nossa frota para aumentar a quantidade de pessoas viajando conosco, mas aqui em Canaã é complicado, pois não temos tanta estrutura. Não tem rodoviária, a estrada do Posto 70 é muito ruim… Nosso ônibus já atolou duas vezes só esse mês. Então, é bem complicado de se trabalhar assim.”

Para o ano de 2018, a expectativa é que a economia local volte a crescer. Com o aumento da produção de minério no S11D e a maior alíquota na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os números tendem a melhorar para a “Terra Prometida”. O governo local já busca, junto às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico, alternativas para a superação da crise. Com a população empregada, é natural que finais de ano mais felizes voltem a acontecer para todos em Canaã.

Cotidiano

Novidades no serviço de táxi em Marabá: lotação passa para R$ 4,25 na segunda-feira e rádio táxi tem aplicativo semelhante ao Uber

A tarifa foi reajustada para que não haja concorrência desleal com o transporte coletivo, conforme institui a legislação vigente
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

A partir da próxima segunda-feira (17), a tarifa do táxi-lotação em Marabá passa a valer R$ 4,25, o que representa um reajuste de 13,33% sobre o valor atual que, até domingo (16), é de R$ 3,75. Segundo Rogério dos Santos Soares, presidente da ATLM (Associação de Táxi-Lotação de Marabá), o reajuste foi estabelecido pelo Poder  público Municipal, em obediência à lei que instituiu esse serviço alternativo, para que não haja concorrência desleal com o transporte coletivo urbano, cuja tarifa, no início deste ano, passou de R$ 2,50 para R$ 3,20. Entretanto, Rogério conta que o reajuste de 13,33% foi negociado com a prefeitura a fim de “não pesar muito” no bolso  do passageiro: “Se fôssemos aplicar o percentual do aumento da passagem do ônibus, 28%, o táxi-lotação ficaria em R$4,80”, detalha ele.

Hoje, em Marabá, circulam 78 veículos nesse serviço alternativo de transporte, criado em 2010, inicialmente, para servir aos usuários do Bairro Liberdade – Núcleo Cidade Nova -, que sofriam com a demora e a escassez dos ônibus urbanos. Porém, com a precariedade do transporte coletivo em toda a cidade, o lotação foi ganhando clientes em todos os núcleos e atualmente são sete rotas: Liberdade-Marabá Pioneira; Marabá Pioneira-Nova Marabá; Liberdade-Nova Marabá; Novo Horizonte-Velha Marabá; Novo-Horizonte- Nova Marabá; São Félix e Morada Nova.

De acordo com Rogério Soares, são constantes os pedidos de usuários para que a frota e as rotas sejam aumentadas, mas, para que isso aconteça, é necessário que a prefeitura faça um estudo de demanda e que a lei seja modificada. Sobre a idade da frota, o presidente da ATLM diz que atualmente 85%foi renovada e os demais 15% também serão trocados por carros novos em breve, porque são veículos velhos que não passaram pela aprovação dos órgãos de trânsito. “ Todos os nossos motoristas fizeram curso para o transporte de passageiros e os nossos carros têm ar- condicionado”, afirma ele.

“Uber” tupiniquim

As novidades no serviço de táxi em Marabá não param por aí. Na última semana, a Cooperativa de Rádio Táxi se tornou pioneira no Estado ao lançar seu aplicativo, o AppRadioTaxi, disponível para as plataformas Android e IOS, na Play Store. O investimento, segundo o presidente da cooperativa, João Batista da Silva, foi de R$ 100 mil e os estudos para lançar o aplicativo levaram um ano.

Agora, quando o cliente acessa o aplicativo já fica sabendo qual o táxi que está mais próximo e não perde muito tempo aguardando para ser atendido. A diferença do Uber é que no rádio táxi prevalece a tabela de preços de corridas, esta estabelecida em lei.

Infraestrutura

Marabá: “Batalhão” de engenheiros analisa fissuras na ponte

Carlos Fugante, projetista da ponte, foi chamado às pressas de Curitiba, para Marabá, para analisar a situação da ponte.
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Ulisses Pompeu – de Marabá

A reportagem publicada em primeira mão pelo blog do Zé Dudu sobre as rachaduras na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, em Marabá, gerou uma enxurrada de compartilhamentos e comentários nas redes sociais, além de ter mobilizado mais de duas dezenas de engenheiros civis, que alugaram embarcações para analisar as fissuras.

Só na tarde desta segunda-feira, 30, pelo menos seis engenheiros estiveram no local em momentos diferentes para verificar as dimensões e os tipos de fissuras na obra que tem 500 metros de extensão e 12 de largura.

Dois desses engenheiros acompanharam a Reportagem do blog. São eles Thiago Koch e Franco Vilhena. O primeiro tem 13 anos de experiência e trabalhou na Secretaria de Obras de Marabá e o segundo tem atuação em engenharia estrutural e desenvolve projetos nesta área há cinco anos.

Koch explica que a trinca está localizada próxima à junta de concretagem e avalia que um esforço adicional que não estava previsto foi realizado para que ela acontecesse. É na transversal (de um lado a outro da ponte) e merece uma avaliação técnica mais apurada, observando que o DNIT precisa dar uma resposta para que a população não fique tão preocupada. “Como vereador, enviei um ofício ao DNIT, com cópia da Reportagem do blog do Zé Dudu e do jornal CORREIO, solicitando informações sobre o que está acontecendo com esse recalque diferencial e as rachaduras na ponte”.

Na avaliação de Thiago Koch e Franco Vilhena, realizar os reparos que são necessários na ponte não dependem, necessariamente, de interromper o tráfego de veículos, mas quem deve dar uma resposta do ponto de vista técnico, com laudo, deve ser o DNIT.

Thiago descarta a possibilidade levantada por leitores do blog, dando conta que as carretas incendiadas no meio da ponte em meados do ano passado tenham causado danos à ponte pela alta temperatura. Ele observa que o incidente com o caminhão ocorreu a mais de 20 metros do ponto em questão.

Os dois engenheiros confirmaram que as trincas longitudinais nos dois blocos de concreto da interligação do pilar com a fundação da ponte mais velha precisam de reparo porque a obra existe há mais de 36 anos. “Há mais de dois pontos em que os blocos estão rachados completamente. Caso isso não aconteça, com a entrada de água, pela ação das enchentes, a ferragem pode ficar comprometida”, adverte.

O prefeito Tião Miranda também enviou ao local uma equipe de engenheiros para analisar a notícia da rachadura. Eles foram numa voadeira e participavam da comitiva o engenheiro estrutural Gabriel Conceição, professor universitário, e Honório Ayres, arquiteto. Eles demoraram cerca de meia hora embaixo da ponte, fizeram fotografias com uma lente de longo alcance e não quiseram tecer comentários sobre o que viram.

A reportagem do blog foi avisada que a empresa CMT Engenharia também tinha enviado uma equipe, que estava em terra, embaixo da ponte. Ao chegar ao local, encontramos ninguém menos que o engenheiro Carlos Fugante, projetista da ponte que foi chamado às pressas para vir de Curitiba, onde reside, para Marabá, a fim de analisar a situação.

Em meia hora de conversa com a Reportagem, Fugante reconheceu que houve deformação na estrutura da ponte, mas afirmou que esse processo é natural. Todavia, disse que recomendaria aos responsáveis pela obra para realizar uma nova topografia para saber o quanto ela deformou em sete anos. Dois anos depois, deverá ser feito o mesmo trabalho para comparação.

“É preciso que se faça a manutenção da obra. Os manuais de engenharia recomendam isso. Acompanhei a construção permanentemente, os escoramentos foram bem feito e, ao final da construção, contratou-se uma empresa especializada que realizou uma prova de carga dinâmica. O relatório garantiu a qualidade dos materiais e comparou o comportamento dela com o modelo de cálculo. Colocaram um caminhão com peso conhecido e instrumentaram a ponte toda. O caminhão andava e o equipamento registrava as deformações e vibrações. Esse relatório é conclusivo que a ponte estava funcionando de acordo com o cálculo. Depois de cinco anos, deveriam ter feito novos ensaios de controle para avaliar se estava envelhecendo”, informou.

Fugante disse que toda vez que houver um evento incomum – como o ocorrido ano passado, quando bandidos colocaram fogo em duas carretas em cima das pontes – é necessário que se faça uma nova avaliação de controle para analisar as avarias, o que não aconteceu. “Este é um patrimônio público e deve-se cumprir as recomendações normativas, tanto da ponte nova quanto da velha”.

Ele também questionou a ausência de balança controlando a carga para analisar se não há excesso de peso passando pela ponte. “Não vi aqui nenhuma deterioração grave, mas sim deformação, o que é bem diferente”.