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Polícia

Polícia do Pará prende suspeito de matar o prefeito Jones William, de Tucuruí

Ele foi preso com documentos falsos em nome de Anderson Nascimento, quando estava prestes a embarcar de Belém para São Paulo

O pistoleiro Bruno Marcos de Oliveira foi preso na madrugada desta terça-feira, 5, no aeroporto de Belém, quando se preparava para viajar para São Paulo.

A informação é do portal Pará News.

Ele é acusado de matar do prefeito de Tucuruí, Jones William, e o empresário Albenor Sousa, de Itaituba. Ele foi preso com documentos falsos em nome de Anderson Nascimento. Bruno também teria executado várias pessoas nas cidades Novo Repartimento, Uruará, Placas e Pacajá e Itaituba.

Para a polícia, segundo o o portal, Bruno confessou ter executado o empresário Albenor Sousa, no último dia 24 de julho. Câmeras de segurança registraram o assassinato e ajudaram a identificá-lo, assim como Carlos Alberto Sousa. Bruno também assumiu a autoria de pelo menos 20 assassinatos, a maioria na região de Novo Repartimento. Ele nega, porém, ter participado da morte do prefeito de Tucurui, Jones William, executado na tarde do dia 25 de junho, quando vistoriava obras no condomínio Cristo Vive, no centro da cidade.

Para a polícia, não há dúvidas da participação de Bruno na execução do prefeito, sendo que o mesmo estaria negando participação para não entregar o nome do mandante. A prisão do pistoleiro foi realizada por policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, com apoio de agentes da Polícia Federal. Os policiais notaram que Bruno estava muito nervoso e o prenderam minutos antes do avião decolar, sendo que o mesmo já estava na sala de embarque. (Jeso Carneiro)

Tucuruí

Liberado o retrato-falado de matador do prefeito de Tucuruí. Quem localizá-lo deve ligar para o 181, o Disque Denúncia da Polícia Civil

A imagem foi feita a partir de relatos de testemunhas e produzida pela Diretoria de Identificação da Polícia Civil do Pará

O Sistema Integrado de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira (27) o retrato-falado, do suspeito de atirar e matar o prefeito de Tucuruí, Jones William, no último dia 25. A imagem, tecnicamente chamada de reprodução simulada de face, foi produzida pela Diretoria de Identificação da Polícia Civil a partir de relatos de testemunhas.

Informações sobre o suspeito podem ser repassadas de forma sigilosa e gratuita ao Disque Denúncia da Polícia Civil – 181. As investigações sobre o crime continuam sob coordenação da Divisão
de Homicídios.

Ontem à tarde ocorreu, sob forte comoção, o sepultamento do corpo do prefeito de Tucuruí. Ele foi executado na tarde de terça-feira (25) por duas pessoas em uma moto. A perícia levantou que oito tiros foram disparados contra Jones Williams, todos de pistola ponto 40, conforme as cápsulas encontradas no local. Esse tipo de arma é de uso privativo das forças policiais. Também na quarta-feira (26), em Pacajá, foi preso José Elvis Vieira Lima, conhecido como Paulista, apontado como suspeito de envolvimento na morte do prefeito, mas, após interrogatório e
investigações, essa hipótese foi descartada e Paulista liberado. (Com informações da Ascom-PC)

Tucuruí

Polícia Civil não confirma participação de “Paulista” no assassinato do prefeito de Tucuruí e suspeito é liberado

José Elvis Vieira Lima disse ter sido vítima de armação feita por uma garota de programa e afirmou que no dia do crime se encontrava em Anapu

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Após longo interrogatório que entrou pela noite de ontem (26), na Superintendência de Polícia Civil do Lago de Tucuruí, o primeiro suspeito da execução do prefeito Jones Williams, na tarde de terça-feira (25), foi liberado. José Elvis Vieira Lima, conhecido como Paulista, foi preso ontem (26) em Pacajá, 160 km distante do local do crime, pelo sargento Benchymol, da Polícia Militar, após confusão em um bordel, quando teria dito a uma mulher que participou do assassinato do prefeito.

De acordo com Benchymol, Paulista teria inclusive confessado o crime e ainda afirmado que pertencia ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Entretanto, ao ser removido de Pacajá para Tucuruí, negou que tenha confessado. Disse que, devido a desentendimento com uma garota de programa, ela teria se vingado fazendo a falsa acusação contra ele, o denunciando à PM. Paulista afirmou ainda que na hora em que Jones Williams foi executado ele estava bem longe desta região, em Anapu, no sudoeste do Estado. Tudo foi confirmado durante o interrogatório e o suspeito foi liberado. Portanto, as investigações voltaram à estaca zero.

Em Tucuruí, na tarde de ontem (26), o delegado geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino garantiu que, “apesar de complexa, a investigação vai chegar aos culpados pelo ‘crime de encomenda’. Assim foi em Goianésia, assim será em Breu Branco e Tucuruí”.

O delegado informou que o prefeito foi morto com oito disparos de pistola (ponto 40); cinco acertaram a cabeça do gestor municipal. “É um crime de difícil elucidação, mas vamos chegar
aos responsáveis. É um crime contra o Estado. Já estão sendo recolhidas câmeras de circuitos internos de residências, estabelecimentos comerciais, e sendo produzido o retrato-falado dos suspeitos. Policiais da Divisão de Homicídios seguem ouvindo várias testemunhas, entre elas os operários que estavam no momento do homicídio”, informou Rilmar.

Polícia

Polícia Militar prende primeiro suspeito de assassinar o prefeito de Tucuruí

O suspeito teria dito à uma garota de programa que participou do assassinato

Informações da Policia Militar do município de Pacajá dão conta que uma guarnição comandada pelos Sargentos Benchimol e Gonçalves, cabo Wagner, soldados Junior, Cardoso e Francisco, efetuaram a prisão do nacional conhecido por Paulista. Ele é suspeito de assassinar o prefeito Jones Willian, de Tucuruí, A prisão se deu por volta das 14h30 no município de Pacajá, distante 160 quilômetros do local do crime.

A PM chegou até o suspeito após uma denúncia anônima. Paulista teria se envolvido em uma confusão com uma garota de programa em Pacajá. Durante a briga, o suspeito teria deixado vazar a informação de que participara da execução do prefeito.

Paulista está detido na delegacia de Policia Civil de Pacajá aguardando a chegada de duas viaturas da Rotam, de Belém,  trazendo o superintendente da Polícia Civil para interrogar Paulista. A Polícia não confirma a participação dele no assassinato, mas não descarta. Segundo fontes ouvidas pelo Blog, pode ser que ele tenha dito isso para intimidar a garota de programa, A Polícia pretende levar o suspeito para Tucuruí para que ele seja reconhecido por testemunhas que presenciaram o crime.

Educação

MEC publicou hoje (05) o edital suplementar para implantação de uma Faculdade de Medicina em Tucuruí

O curso de medicina é um antigo sonho da população de Tucuruí

O Ministro Mendonça Filho, da Educação, mandou publicar hoje edital de chamada pública para instituições de educação superior do sistema federal de ensino para seleção de propostas para o curso de medicina no município de Tucuruí, no Pará. Veja o edital publicado no Diário Oficial da União.

O deputado federal Helio Leite (DEM-PA) havia anunciado na semana passada que esse edital seria publicado no início do mês, logo após uma reunião com o ministro da Educação. Tucuruí é o primeiro município paraense a receber o curso de medicina dentro da estratégia do Programa Mais Médicos, voltada à reestruturação do atendimento médico no país.

Durante o processo de seleção, Tucuruí foi visitado por uma comissão de especialistas. Entre os critérios avaliados, estava a quantidade de pelo menos cinco leitos no Sistema Único de Saúde disponíveis por aluno e unidade hospitalar com potencial para hospital de ensino. Para escolher a localidade, o governo federal também considerou a necessidade do curso, a organização da rede de saúde para desempenhar as atividades práticas e a capacidade para criação da residência médica.

O Município de Tucuruí assinou, em 26/9/2014, o Termo de Compromisso para implantação da faculdade, mas o município havia ficado de fora da primeira chamada. Após intervenção do deputado Helio Leite e um conjunto de ações do município, este conseguiu se adequar para se enquadrar em um conjunto de ações do Governo Federal para ampliar e interiorizar as vagas de graduação em medicina em todo o país.

Fundado em 1779 (238 anos), o município de Tucuruí, segundo o IBGE, tem uma população de 108.885 (2016).

“A implantação do curso de medicina em Tucuruí é resultado de trabalho das autoridades locais e de empenho junto ao MEC. Os ganhos com o curso virão em melhorias nos serviços prestados à população. Além disso, irá contribuir decisivamente com as ações na área da saúde e consequentemente com o desenvolvimento”, afirmou Hélio Leite.

As instituições interessadas já podem se cadastrar, de acordo com informações do edital, o resultado final será divulgado no dia 31 de janeiro de 2018. Tucuruí será o primeiro município paraense, com papel de destaque no desenvolvimento regional, a receber o curso de medicina dentro da estratégia do Programa Mais Médicos, voltada à reestruturação do atendimento médico no país.

Polícia Federal

Operação Caceia, da PF, pega tubarões do Seguro-Defeso em sete municípios do Pará

Durante 25 anos eles desviaram recursos no valor de R$ 2,3 bilhões pagos a falsos pescadores em detrimento dos legítimos trabalhadores da pesca

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal (PF) segue interrogando, durante toda esta terça-feira (13), as 11 pessoas presas preventivamente durante a Operação Caceia deflagrada pela manhã, em Jacundá, Breu Branco, Goianésia do Pará, Tucuruí, Ananindeua, Cachoeira do Arari e Belém, acusadas de fraude contra o Seguro-Defeso no Pará.

Com a mobilização de 140 agentes federais e a Força-Tarefa Previdenciária do INSS foram cumpridos ainda 17 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva. Dos 12 mandados de prisão preventiva, apenas um não foi cumprido, pois o suspeito não foi localizado. Uma vereadora da Câmara Municipal de Cachoeira foi conduzida coercitivamente para depor. A PF não divulgou nomes nem fotografias dos acusados.

A fraude consistia em conceder o benefício, que deveria sustentar pescadores artesanais durante o defeso da piracema, a pessoas que nunca trabalharam com pesca, como servidores públicos, pequenos empresários, comerciantes, donos de salão de beleza e outras recrutadas para obter o seguro ilegalmente e que sabiam que estava cometendo crime, segundo o delegado Ricardo Viana, chefa da Delegacia de Polícia Federal em Marabá, em coletiva pela manhã.

Ele contou que a fraude vem ocorrendo há 25 anos, período em que foram desviados mais de R$ 2 bilhões. “Desde quando o programa foi consolidado, o governo federal já liberou R$ 11 bilhões, desse total, R$ 2.908.032.006,05 para o Estado do Pará e, desse valor, R$ 2,3 bilhões, 80%, foram para o pagamento de pessoas que não são pescadores”.

 A Polícia Federal começou as investigações a partir de várias denúncias de pescadores legítimos que, quando procuravam colônias de pesca, sindicatos ou associações para requerer o Seguro-Defeso, pago na época da piracema, de novembro a fevereiro anualmente, encontravam barreiras para conseguir o benefício, enquanto o esquema criminoso beneficiava outras pessoas.

“A fraude envolvia presidentes colônias de pesca, associações e sindicatos de pescadores, servidores públicos e pessoas vinculadas a casas lotéricas, porque, para que fossem feitos os levantamentos desses valores de forma fraudulenta, sem que isso chamasse a atenção das autoridades, isso era feito numa determinada casa lotérica”, explica Ricardo Viana, informando que esse estabelecimento, por onde passava todo o montante desviado, fica em Belém.

Indagado sobre denúncias de fraude em Nova Ipixuna, o delgado disse que essa é a terceira operação desse tipo no Pará e a segunda coordenada pela PF de Marabá e ressaltou que, como o crime vem acontecendo há 25 anos, é possível que ocorra sim naquele município assim como acontece em Belém e até no Distrito Federal, “onde há muitos pescadores, o que não é condizente com a realidade da Capital Federal”.

Todo o material apreendido está sendo analisado pela PF e pela Força-Tarefa Previdenciária, para que se tenha uma dimensão maior e se chegue a conclusões mais firmes e seguras “para que a Justiça possa chegar a uma decisão firme e segura pautada nesses elementos de prova”.

“Foi apreendido muito dinheiro e farta documentação envolvendo fraudes no Seguro-Defeso, muitos cartões de beneficiários do Bolsa-Família e muitos Cartões Cidadão, utilizados pelos beneficiários desses programas sociais”, relata o delegado.

Os crimes

Os envolvidos na fraude foram enquadrados nos crimes de estelionato contra entidades de direito público, corrupção passiva e ativa, falsificação de documentos, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema de informação. “Se contabilizadas por baixo, só as penas mínimas, cada um deles vai pegar mais de 30 anos de prisão”, comenta Ricardo Viana. Os presos se encontram em cadeias de Tucuruí e de Belém.

Caceia

A operação se chama Caceia por significar um “conjunto das redes que, amarradas entre si, são lançadas no mar alto pelos barcos de pesca” em alusão à grande rede de arrasto criminosa formada por membros de entidades sindicais, associativas, servidores públicos, correspondentes bancários e falsos pescadores, para fraudar e vilipendiar os já escassos recursos públicos destinados a programas sociais de distribuição de renda.

Gestão

MP freia licitações questionáveis da Câmara Municipal de Tucuruí

Diretor Administrativo foi levado para Delegacia e presidente teve de voltar atrás e fazer várias mudanças

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio das promotoras de Justiça de Tucuruí Amanda Luciana Sales Lobato e Adriana Passos Ferreira, expediu recomendação, no dia 16 de fevereiro, ao presidente da Câmara Municipal, Benedito Joaquim Campos Couto, com a finalidade de suspender todos os processos licitatórios em trâmite, em virtude de notícia de possível fraude.

O instrumento jurídico foi expedido após trabalho realizado pela equipe técnica do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (Gati), Polo Sudeste III, composta pelos servidores do Ministério Público, Venusa Freire (contadora) e Fabrício Corrêa (engenheiro civil), nomeados pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Após reunião de trabalho com os promotores de Justiça do polo, os técnicos cumpriram deliberação para acompanhar nos portais da transparência das comarcas da região Sudeste III e no Diário Oficial do Estado o andamento dos processos licitatórios.

O trabalho surtiu efeito e em inspeção à Câmara Municipal realizada pelas promotoras Amanda Lobato e Adriana Ferreira e os técnicos do Gati, foram encontradas diversas irregularidades, dentre as quais processos licitatórios sem o devido procedimento, pareceres jurídicos sem assinatura, inexigibilidades questionáveis, prazos exíguos entre a publicação do edital e a sessão de abertura.

Durante a inspeção, o que mais surpreendeu as promotoras de Justiça foi a falta de conhecimento da Comissão de Licitação e do diretor do Departamento de Administração, Jhonnes de Almeida, que disse que não sabia nada sobre licitação e que assinava sem ler, motivo pelo qual foi conduzido para Delegacia em razão de indicio de crimes tipificados na Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93).

A recomendação foi entregue em reunião realizada no Ministério Público no mesmo dia 16 de fevereiro, com a presença das promotoras de Justiça, do presidente da Câmara e seus advogados, oportunidade em que tomaram ciência da recomendação, que determinou a suspensão de todos os processos de licitação em curso.

“Ainda foram alertados sobre a necessidade de rever a folha de pagamento de seus servidores em razão da existência de salários que ultrapassam o teto do prefeito municipal e a necessidade de realização de concurso público, que são objetos do Plano de Atuação da Promotoria de Tucuruí Bienio2016/2017”, ressaltaram as promotoras de Justiça.

O gestor da casa legislativa já sinalizou, por meio de documento encaminhado ao Ministério Público na segunda-feira (20), que irá cumprir a recomendação na sua totalidade.

Ao completar quatro décadas, AMATCarajás vive dilema com seu maior município

De fora desde o início da gestão João Salame, Marabá está indeciso se volta aos quadros da entidade que congrega 38 municípios

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Este ano, a AMAT Carajás (Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins) celebra 40 anos de existência. A entidade, que foi fundada em 12 de novembro de 1977, deveria exercer um papel estratégico na formulação e implementação de políticas públicas de forma coerente, a fim de que as duas regiões banhadas pelos rios que levam seu nome possa realizar o tão almejado desenvolvimento.

Mais recentemente, a AMAT agregou ao seu nome a palavra “Carajás” para fortalecer a luta pelo novo estado, mas pouco – ou nada mesmo – foi feito nesse sentido nos últimos quatro anos para ressuscitar o debate em torno da criação do Estado do Carajás.

O Artigo sexto do Estatuto da AMATCarajás afirma que a entidade é “apartidária”. Mas foi exatamente o tropeço sobre esse item da lei que levou à saída do município de Marabá do quadro de associados em fevereiro de 2013, quando o então prefeito de Marabá, João Salame, disputou a presidência da entidade com Sancler Ferreira, que era gestor de Tucuruí, num embate que teve a participação do governador Simão Jatene nos bastidores para que a maioria dos prefeitos apoiasse o gestor da cidade da luz.

Revoltado com a derrota esmagadora no voto (25 contra 11), João Salame retirou Marabá dos quadros da AMATCarajás e deixou de repassar à entidade cerca de R$1 milhão entre 2013 e 2016. Contudo, dizem, o próprio Salame teria sido apoiado na mesma eleição pelo senador Jader Barbalho. Então, o envolvimento político foi dos dois lados.

Dois anos depois, em 2015, Valber Milhomem, prefeito de Bannach foi eleito presidente da AMATCarajás para o biênio 2015-2016, também sob a proteção abençoada do governo do Estado. Segundo o Estatuto da Associação, a Assembleia Geral ocorrerá a cada dois anos, na segunda quinzena do mês de janeiro, em dia e hora determinados pela diretoria pelo menos 15 dias antes da eleição. Embora não tenha sido reeleito, Válber deverá presidir a próxima assembleia.

A Reportagem do blog tentou descobrir a data da eleição ligando para o escritório de Marabá, mas a funcionária não quis passar nenhuma informação, pedindo que entrasse em contato com o escritório central, em Belém.

Lá, ninguém atendeu telefone, muito menos respondeu ao e-mail enviado há uma semana. Na eleição, os associados têm de escolher o Conselho Deliberativo, Conselho Diretor e Conselho Fiscal, além de outras seis diretorias com as quais e sem as quais tudo continua tal qual.

A assessoria do prefeito de Marabá, Tião Miranda informou que ele não decidiu, ainda, se voltará o município para os quadros da AMATCarajás neste momento de dificuldade financeira.

O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen afirmou que não pretende disputar a eleição para presidente da entidade e que focará seu tempo para os problemas da Capital do Minério.

A AMAT mantém dois sites funcionando na Internet (amatcarajas.com e amatcarajas.org.br), mas ambos estão bastante defasados. Marabá ainda figura como município filiado e o último relatório financeiro divulgado data do longínquo ano de 2012, demonstrando falta de transparência da gestão atual, que deveria disponibilizar as receitas e despesas como fazem os municípios sérios, através do Portal de Transparência, para que a sociedade saiba o que é feito com a contribuição que seus afiliados enviam todo mês.

Para alguns analistas, a AMATCarajás perdeu seu rumo e sentido e, talvez, devesse levar a sério o Inciso Sétimo do Artigo 25 de seu Estatuto: “compete à Assembleia Geral extinguir a AMATCarajás e dar destino a seu patrimônio”.