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Turismo

Família americana que estava desaparecida no Pará é encontrada com vida

De acordo com a secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), a família estava na Vila Curumu, em Breves, no Pará.

 A família de americanos que desaparecera em Breves, a 220 quilômetros de Belém, no Pará, após um ataque de piratas foi encontrada com vida na tarde desta quarta-feira, por volta das 17h30. De acordo com a secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), a família estava na Vila Curumu, no Pará.

Adam Harris Harteau, de 39 anos, e Emily Faith Harteau, de 37, e as duas filhas, de 3 e 7 anos, foram encontrados por ribeirinhos perto do rio Jacaré-Grande. Segundo José Augusto Pantoja Leão, morador da vila, a família estava em cima de um barranco, em uma prancha de surf. Os ribeirinhos socorreram os americanos e o trouxeram para a terra firme. A polícia foi acionada e está no local.

A família de americanos estava há cinco anos fazendo viagens pelo mundo a bordo de uma van. Adam Harris Heart, de 39 anos, a mulher, Emily Faith Hart, de 37, e as duas filhas do casal, com idades de 3 e 6 anos, desapareceram após a embarcação onde viajavam ser invadida por assaltantes, conhecidos como “piratas”.

Após o crime, a polícia fez buscas perto do local e conseguiu reaver alguns objetos. Entre eles, um notebook da família americana, usado para portar fotos da jornada pela América Latina nas redes sociais.

Segundo o site G1, ao retornar até a balsa para entregar o computador, a polícia não encontrou a família americana. No automóvel dos americanos, havia uma pequena quantidade de maconha.

— Não se sabe realmente por que eles saíram da embarcação. Se saíram motivados do susto em decorrência do fato, ou talvez com medo da atuação da polícia. Não se sabe se o medo era porque estavam com certa quantidade de droga, que foi apreendida em Macapá pela Polícia Federal. O fato é: após a polícia sair para fazer as diligências, eles saíram da embarcação — informou ao site G1 André Cunha, da Secretaria de Segurança Pública do Pará.

A aventura da família começou em outubro de 2012 com um plano de viajar durante um ano da Califórnia até a Terra do Fogo, no Chile. Após cinco meses percorrendo o continente de van, eles decidiram estender a aventura por tempo indeterminado e já passaram por mais de 14 países.

Sierra, a filha mais nova do casal, nasceu em junho de 2014 enquanto o casal estava em Florianópolis. Em uma entrevista para o jornal “Business Insider”, Emily contou que fez o pré-natal no Peru, Chile, Argentina e Brasil.

O casal criou um site para mostrar as viagens da família, além dos registros nas redes sociais. No Instagram, a última foto publicada é do dia 29 de setembro e mostra a van da família atolada durante uma viagem entre Salvador e Recife. A primeira foto publicada no Brasil é do dia 20 de maio e mostra Emily com as duas filhas na fronteira com a Bolívia.

Em setembro deste ano, a inglesa Emma Kelty foi atacada por sete pessoas que são chamadas de “barrigas d’água”, ou piratas do Amazonas. A esportista britânica, de 43 anos, desapareceu no Rio Solimões, na altura no município de Coari (363km de Manaus), no Amazonas (AM), após ser vítima de latrocínio — roubo seguido de morte. Emma viajava de caiaque, numa jornada que começou no Peru.

Turismo religioso

Aeroporto Val-de-Cans abre receptivo aos turistas do Círio 2017

A expectativa da Infraero para esta edição do Círio é que cerca de 110 mil pessoas utilizem o Val-de-Cans entre os dias 2 e 13 de outubro, um aumento de 5% em relação ao ano anterior

Na próxima terça-feira, a partir das onze horas, o Aeroporto Internacional de Belém iniciará o receptivo aos turistas que vão à capital para participar do Círio de Nazaré.

A expectativa da Infraero para esta edição do Círio é que cerca de 110 mil pessoas utilizem o Val-de-Cans entre os dias 2 e 13 de outubro. É um aumento de aproximadamente 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

E para atender essa grande movimentação, que conta com 45 voos extras, o superintendente do aeroporto, Fábio Rodrigues, explica que a Infraero está preparada para atender aos passageiros que utilizarem o terminal.

“Para ter uma fluidez, foi solicitado reforço das forças policiais que atuam aqui e para o bom atendimento do passageiro, nós fizemos uma parceria com a Estácio de Sá. Alunos do curso de comunicação social, foram treinados pela nossa equipe de operações e vão estar agregados a nossa equipe operacional atuando na recepção e na prestação das informações para os passageiros do aeroporto”.

O superintendente reforça que o turista que chegar à capital pelo Val-de-Cans será envolvido no espírito de uma das maiores celebrações religiosas do mundo e terá muitos motivos para voltar a cidade.

“Vai ser uma forma acolhedora, mais próxima, mais quente de recepção. E isso vai se somar com toda a programação cultural com a exposição dos cabeçudos de São Caetano de Olivelas, vários grupos folclóricos vão estar se apresentando no desembarque, mostrando a cultura paraense na chegada das pessoas. Temos flash mobs também ao longo do dia. E nós vamos ter o nosso grande momento com a visita da imagem peregrina, no dia 3 pela manhã, que vai inaugurar o Círio. Vai ser feita uma grande missa. E nessa data as aeronaves que estiverem pousando aqui vão receber aquele famoso arco com as águas do carro de combate a incêndio, só que dessa vez vai ser com água benta. Então, nós vamos estar abençoando os primeiros voos que vão estar chegando aqui em Belém nessa data do dia três”.

Essas ações são realizadas em parceria com a Secretaria de Turismo do Pará, a Belemtur e a Prefeitura de São Caetano de Odivelas.

Turismo

Parauapebas: Comunidade da Vila Cedere se organiza em cooperativa para explorar potencial turístico

Os cooperados vão participar de um curso sobre cooperativismo, que será ministrado por professores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), na próxima semana

Desde que se iniciaram as discussões de criação do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, a comunidade da Vila Cedere, uma das portas de entrada para a área, tem sido provocada a estruturar uma cooperativa para explorar o potencial turístico da região, composto por belas cachoeiras, fauna e flora endêmicas, algumas em extinção, e mais de 300 cavernas.

“O ICMbio foi um grande incentivador da criação da nossa cooperativa. Hoje vemos tudo se concretizando e estamos avançando na legalização. Temos nosso estatuto e estão faltando só algumas questões burocráticas”, afirmou a secretária da Cooperativa, Elisama da Paixão Saraiva Silva. A Cooperativa conta atualmente como 75 cooperados.

Os cooperados vão participar de um curso sobre cooperativismo, que será ministrado por professores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), na próxima semana. Em seguida, buscarão capacitações específicas para preparar guias turísticos que tenham condições de conduzir grupos dentro das rotas que serão criadas no Parque. “Nosso foco principal é trabalhar com o ecoturismo e turismo de aventura, e aproveitar para ter resultados extras com atividades agregadas como o artesanato e a culinária”, acrescentou Elisama Silva.

Dentre os pontos que poderão se tornar áreas de visitação estão cavernas enormes, que contam com registros arqueológicos das primeiras ocupações da Amazônia. O espeleólogo Bruno Santos Scherer, da Casa da Cultura de Marabá, que realiza estudos e monitoramento das cavernas no Parque, afirma inclusive que será necessário definir bem como será o acesso à essas cavernas para não prejudicar o material arqueológico disponível no local.

Outro grande desafio para iniciar o processo de exploração turística é a melhoria do acessos aos possíveis pontos de visitação. “É justamente nisso que precisaremos do apoio do poder público municipal. Temos uma cachoeira, por exemplo, que fica em uma grande ladeira, parte do trajeto para chegar até ela só é possível ser feito de carro traçado, e ainda correndo risco, o restante do percurso deve ser feito a pé. Na ida é um pouco tranquilo, por que é descida, mas na volta é bem puxado”, afirmou Lemoel Gonçalves, presidente da Cooperativa.

O Rio Parauapebas passa por dentro do Parque e também poderá ser explorado em atividades turísticas. O trecho conta com pontos belíssimos de águas tranquilas e algumas corredeiras. A paisagem encanta.

O Parque e a relação com a comunidade

A área total do Parque é de aproximadamente 80 mil hectares, composta por dois platôs ferruginosos: o primeiro denominado Serra da Bocaina, também conhecido como Serra do Rabo, e o segundo conhecido como Serra do Tarzan, próximo ao projeto Sossego e 118, que hoje fazem parte da Floresta Nacional de Carajás.

A Serra da Bocaina conta com uma extensa área e no seu topo encontra-se “um tipo raro de ecossistema, associado aos afloramentos rochosos de hematita, conhecido como vegetação de canga e, localmente, como Savana Metalófila. Este ecossistema é muito especial por sua singularidade, possuindo importantes atributos para conservação, entre eles: espécies da flora e da fauna raras, ameaçadas e endêmicas, ecossistemas aquáticos e cavernas”, informa o documento base para a criação do Parque.

A criação do Parque foi instituída por meio de decreto presidencial, publicado em junho deste ano. O trabalho junto às comunidades que estão no entorno da área é uma estratégia do ICMbio no sentido de conquistá-las com parceiros na preservação da área, o que é um grande desafio já que algumas propriedades rurais estão incluídas na área do Parque.

Um exemplo de que esse trabalho tem dado certo pode ser comprovado com relação à pesca, que hoje é proibida na área do Parque. Apenas a Associação de Moradores e Pescadores do Cedere I (Ampescoce) tem autorização do ICMbio para pescar e com certas limitações. “Não podemos usar tarrafas e nem malhadeira, e cada um de nós só pode pescar seis quilos e mais um exemplar por dia. Estamos conscientes da importância de preservar o meio ambiente”, relatou José Sebastião Moraes, que mora há mais de 25 anos no Cedere e integra a associação. Ele já foi caçador e hoje contribuiu com a fiscalização e vigilância de parte da área do Parque.

Turismo

Pará tem a gastronomia mais bem avaliada do Brasil

A gastronomia brasileira recebeu nota máxima de 95,4% dos visitantes internacionais e a de Belém chegou ao topo, com 99,2% de aprovação.

O estado do Pará é destaque na gastronomia do Brasil, com culinária de ingredientes da cultura indígena, temperada com influências portuguesa e africana. Estudo do Ministério do Turismo, realizado em 2016, revela que a capital, Belém, desponta como destino brasileiro mais bem avaliado pelos turistas estrangeiros.

De acordo com a pesquisa, a gastronomia brasileira recebeu nota máxima de 95,4% dos visitantes internacionais e a de Belém chegou ao topo, com 99,2% de aprovação. Maior parte dos visitantes chegaram à cidade no ano passado vindos da França (34%).

As avaliações positivas da gastronomia dos principais destinos brasileiros, com percentuais acima dos 93%, mostram que esse é um ativo importante do turismo brasileiro. Outros destinos bem avaliados são: Belo Horizonte (98,5%), Porto Alegre (98,2%), Paraty (97,7%) e São Paulo (97,5%).

Conheça alguns pratos da culinária paraense:

Pato no tucupi  – O tucupi é um caldo amarelo extraído da mandioca. O pato, depois de assado, é cortado em pedaços e fervido no tucupi, no qual fica de molho por algum tempo.

Maniçoba – À folha da planta da mandioca, depois de moída, é acrescentado o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, linguiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa.

Caruru – Feito com quiabo, camarões secos e inteiros, tempero verde (alfavaca e chicória), farinha seca bem fina e azeite de dendê.

Tacacá – O mingau quase líquido servido em cuias é constituído por uma mistura que leva tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão seco.

Chibé – A bebida, com um gosto levemente acidulado, leva farinha de mandioca e água. Considerada a mais paraense de todas as comidas.

Mujica – É um prato de espécie cremosa, que pode ser feita de farinha de peixe – conhecida como piracuí – massa de siri ou caranguejo.

Doces – As sobremesas paraenses são ricas em frutas, principalmente vindas da Amazônia, e licores. Os principais frutos que marcam a culinária regional são: açaí, cupuaçu, pupunha, guaraná e a manga.

Fonte: Ministério do Turismo

Turismo

Setur apresentou em Marabá o projeto da 8ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia

Este ano o evento acontece em duas etapas, em São Paulo e no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu na noite de ontem, terça-feira (27) o Seminário Regional do Polo Araguaia-Tocantins, promovido pela Setur (Secretaria de Estado de Turismo), para apresentar o projeto da 8ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (8ª Fita), que este ano ocorre em duas etapas: em São Paulo, de 28 de agosto a 3 de setembro, e em Belém, de 21 a 24 de setembro, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. A Fita é um espaço de comercialização de destinos, produtos, rotas e roteiros turísticos do Pará.

Segundo Álvaro Negrão do Espírito Santo, diretor da Setur e organizador da Feira Internacional de Turismo, a média anual de turistas que visita o Pará é de um milhão de pessoas, a maioria delas vindas de São Paulo, daí o motivo de a primeira etapa do evento acontecer na capital paulista.

“Lá vamos ter a oportunidade de divulgar os insumos da culinária paraense, como o queijo do Marajó, a farinha de Bragança, o piracuí de Santarém, entre outros produtos que são iguarias do mercado gourmet”, afirma Álvaro, acrescentando: “Vamos apresentar ao público paulista os principais elementos que compõem os pratos utilizados pela alta gastronomia paraense”.

Gastronomia 

Paralelamente o isso, acontece um festival gastronômico no Restaurante Capim Santo, onde a Setur vai concentrar a parte de promoção do Pará para operadores de turismo de São Paulo.

No dia 31 de agosto acontece outro festival em que os convidados serão os principais operadores de turismo de São Paulo, cerca de 100, que num jantar conhecerão um pouco da culinária paraense. “Durante a tarde, antecedendo o jantar, eles terão um encontro comercial com os agentes de turismo receptivo de Belém”, conta o diretor.

Na segunda e maior etapa da 8ª Fita, de 21 a 24 de setembro, a Feira vai ocupar todo o espaço de exposição do Hangar, com estandes de todos os setores de turismo, como hotelaria, transporte e agentes de viagens.

Este ano a Fita terá uma área para o Passaporte Pará, um programa do Banpará com apoio da Setur e da Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagem), que consiste em vender o Pará ao Pará, em que o banco vai financiar viagens para quem quiser sair do seu município e conhecer outras cidades paraenses.

Iguarias regionais

Também no Hangar haverá uma área gourmet com a apresentação de produtos dos seis polos turísticos do Estado. “Uma das minhas missões aqui é identificar qual a iguaria da região que possamos levar para a Fita. Também haverá um palco com apresentações culturais dos seis polos”, explica Álvaro do Espírito Santo.

Nos auditórios e nas salas multiuso, durante os três dias da 8ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia, acontece a capacitação Oca do Conhecimento, com uma série de eventos, como convenção dos turismólogos, seminário para gestores municipais de turismo e uma oficina de embutidos defumados, para a qual virá um chefe de cozinha de Portugal para capacitar profissionais dessa área. “Estamos organizando as rotas gastronômicas e precisamos melhorar nossas iguarias, porém sem descaracterizar a tradição, mas, melhorando a qualidade”, salienta Álvaro.

Centro de Convenções

Ouvido pelo Blog, o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes disse que a Setur espera que em Belém, os municípios, por meio dos polos de turismo, possam estar presentes apresentando aquilo o que estão fazendo em relação ao turismo como atividade econômica. “Particularmente, aqui no polo Araguaia-Tocantins, cujo portão de entrada é Marabá, temos um equipamento que muito em breve estará entrando em funcionamento. E a nossa expectativa é de que isso incentive de forma muito especial o turismo sob a ótica das feiras, dos seminários e congressos”, disse ele, se referindo ao Centro de Convenções do Governo do Estado, cuja previsão de inauguração é para o final de setembro próximo.

Adenauer não se limitou, porém aos eventos. Disse esperar que, com o Centro de Convenções e o impulso ao turismo de eventos, a cidade possa ganhar também sob a ótica do lazer e de outros tipos de segmentos turísticos em função de que um equipamento desse porte “efetivamente pode ajudar e contribuir muito para o desenvolvimento do turismo como atividade econômica no município e na região”.

Aquisição de conhecimento

Para o empresário do ramo de hotelaria Dauro Antônio Remor, presidente do Sindihotel (Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Marabá), participar de uma feira internacional como a 8ª Fita é um ganho para toda a vida, pois se adquire conhecimento e se conhece pessoas que não se tem oportunidade de conhecer estando no interior do Estado. “Quando há um evento de grande porte, você tem acesso a pessoas com informações que são essenciais para manter o negócio e desenvolver”, opina ele.  Na opinião de Dauro, a forma como a Fita vem se apresentando, desde a primeira, versão vem evoluindo de acordo com as demandas que o mercado está precisando: “O empresário tem de ir, sempre se traz alguma coisa para inovar”.

Captação de recursos

Também ouvido pelo Blog, o secretário de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração de Marabá, Ricardo Pugliese, sob a responsabilidade de quem também está o setor de Turismo do município, disse acreditar que o turismo de negócios é muito importante porque é a fonte de captação de turista. “E aí você, aproveitando a estrutura hoteleira, de belezas naturais, de lazer e de alimentação, deflagra outras oportunidades para o empresário do turismo aqui na cidade”, opina ele.

Para ele, o Centro de Convenções será o grande impulsionador do turismo local. Por isso – afirma Ricardo – a secretaria está trabalhando com as universidades para incluir todas as empresas de atividade turística no Cadastur, um órgão do Ministério do Turismo pelo qual os municípios podem captar recursos. Mas, para isso, precisam mostrar que a cidade tem toda uma estrutura turística.

“Hoje não temos nada do nosso parque turístico colocado no Cadastur. Então, vamos usar o pessoal da universidade para fazer um grande censo turístico e levar essas informações para esse site. A partir do momento em que solicitarmos recursos, o ministério entra lá e vê a nossa estrutura de hotéis, transporte, restaurantes, locadoras e todo o nosso suporte e avalia que, com a estrutura que temos, o município merece aporte de recursos”, detalha Pugliese.

“Esse é o trabalho principal que começa toda uma estruturação para que no futuro o turismo em Marabá realmente comece a galgar um patamar mais relevante do que tem hoje, é uma estruturação técnica”, conclui.

Os próximos 

O evento, que ocorreu na Sala de Convenções do Itacaiúnas Hotel, teve a participação de prefeitos de vários municípios do sul e sudeste do Estado, operadores de turismo, presidentes se associações e outras autoridades. Os próximos seminários acontecem no Polo Xingu, em Altamira, no dia 6 de julho próximo, e em Tucuruí, nova mente no Polo Araguaia-Tocantins, no dia 11. Antes de Marabá, onde aconteceu o quarto seminário, a 8ª Fita foi apresentada no Polo Marajó, em Soure; no Polo Amazônia Atlântica, em Salinópolis; e no Polo Tapajós, em Santarém.

Turismo

Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) será em setembro com nova formatação

A FITA 2017 terá também a Mostra Gastronômica do Pará e a Oca do Conhecimento, com apresentação de iguarias e produtos gourmet presentes nos territórios de rotas de turismo e gastronomia.

Com um formato renovado e que promete maior interação com o público consumidor, a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) 2017 já tem data definida para ser realizado este ano. Entre os dias 21 e 24 de setembro, de 17 às 22 horas, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a FITA reunirá a exposição de produtos e serviços de empresas de turismo e gastronomia, a Vitrine Cultural com produtos do arranjo produtivo local do programa Alimentação Fora do Lar e produção associada das rotas turísticas (Belém-Bragança, do Queijo do Marajó, do Cacau e Chocolate, do Vale do Xingu), espaço destinado ao Passaporte Pará para comercialização de destinos, rotas, roteiros e produtos turísticos do Estado, além de apresentações culturais de artistas dos seis polos de turismo paraense: Belém, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins, Marajó, Tapajós e Xingu.

Entre as principais novidades pensadas e elaboradas pelo corpo técnico da Secretaria de Estado de Turismo, a fim de modernizar a feira e de colocar o evento em nova era e no mesmo patamar das mais importantes feiras de turismo nacionais, a renovada FITA terá também a Mostra Gastronômica do Pará e a Oca do Conhecimento. A Mostra terá apresentação de iguarias e produtos gourmet presentes nos territórios de rotas de turismo e gastronomia.

Já a Oca do Conhecimento promoverá eventos técnicos como seminários, fóruns, convenções, workshops e palestras, entre eles a Convenção dos Turismólogos, Seminário de Cooperação Pan-Amazônica para desenvolvimento do turismo e gastronomia, Oficina Culinária de Embutidos e Defumados, reunião do Fórum Técnico de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Estado do Pará, workshop de inovação em Design Thinking, cases de sucesso da atividade turística, entre outros, envolvendo empresários do trade, profissionais do setor e gestores públicos, trocando experiências e conhecimentos para desenvolvimento da atividade turística paraense.

Ir até o consumidor final é o objetivo principal da nova FITA, fugindo dos modelos tradicionais para criar um ambiente atrativo e de interação entre público e quem vende, seja produtos, serviços ou conhecimento. “É o que pretendemos para a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) em sua próxima e renovada versão. Mais do que conquistar, é preciso encantar o consumidor”, afirma o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes.

Feiras tem a capacidade de mobilizar e promover uma grande circulação de pessoas e com isso gerar receita para praticamente todas as atividades transversais do turismo, como as redes de hotéis e restaurantes, agentes de viagens, transportadoras turísticas, companhias aéreas, centros de convenções, logística, etc. Um estudo do Sebrae, de 2013, o II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil revela que o setor movimentou R$ 209,2 bilhões, o que representa uma participação de 4,32% do PIB do Brasil.

Seminários Regionais – Para promover a FITA e mobilizar os atores envolvidos com a cadeia produtiva da atividade turística, a Setur está realizando Seminários Regionais para a apresentação do projeto FITA 2017 nos seis polos de turismo do Estado, com a parceria da Faciapa e associações comerciais locais. O primeiro seminário foi no último dia 13 deste mês, em Soure, no polo Marajó. Nesta segunda-feira (19), ocorre o segundo em Salinópolis, no Hotel Solar, cidade do polo Amazônia Atlântica. Já na próxima quarta-feira (21) quem recebe o evento de mobilização é o Tapajós, no auditório da Associação Comercial de Santarém.

“Todo esse trabalho que vem sendo desenvolvido pelas gestões públicas, quer do Estado quer seja dos municípios, e pelo empresariado, será mostrado muito brevemente na FITA. É importante que os polos turísticos possam se preparar para participar deste evento, estão todos sendo convidados, para que o Pará possa ver na realidade de uma forma bem objetiva tudo que é oferecido na economia do turismo”, conclui Adenauer Góes.

Turismo

Segmento turístico de Parauapebas deverá receber mais atenção do Executivo

Departamento de Turismo, vinculado atualmente à Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), passará a ser responsabilidade do Gabinete do Executivo.

Durante a sessão legislativa desta terça-feira (9), os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei 5/2017 enviado pelo Executivo que possibilitará a transferência do Departamento de Turismo, vinculado atualmente à Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), para o Gabinete do Executivo.

De acordo com o Projeto de Lei, “tal departamento necessita imensamente de atenção especial a fim de buscar um crescimento satisfatório que, indubitavelmente, refletirá positivamente na economia do Município. Vale mencionar que há neste município potencial turístico praticamente inexplorado, resultando em prejuízos aos cofres públicos, bem como para todo o setor comercial da região e, consequentemente, à população. Além disso, a falta de política na seara turística impede oportunidades de renda às famílias mais carentes”.

Entramos em contato com o titular da Seden, Isaías de Queiroz, porém, ele disse que falaria sobre o assunto em outro momento. Apesar da unanimidade na votação, alguns vereadores questionaram a mudança. “O correto é este setor ficar na secretaria de desenvolvimento”, disse o vereador Braz. “Eu acredito que haverá um acúmulo de funções para o Gabinete, mas é o Executivo quem resolve essa questão”, acrescentou Marcelo Parceirinho.

“O gabinete tem uma gestão política e financeira mais ampla. Neste contexto, acreditamos que dessa forma poderemos cobrar mais efetividade dos investimentos do governo em turismo”, afirmou Zacarias de Assunção. Na sessão anterior a vereadora Joelma Leite fez uma explanação sobre o potencial turístico de Parauapebas, exibindo inclusive um vídeo do ICMbio para demonstrar melhor as possibilidades de desenvolvimento do ecoturismo.

“O ideal seria termos uma secretaria de turismo, até mesmo para alcançarmos recursos federais. Porém, em função da atual estrutura administrativa, é inviável. Mostrei, na semana passada, esse potencial turístico de Parauapebas. Precisamos criar um condutor para que esse segmento seja estruturado e o turismo possa vir a ser uma política prioritária do governo”, destacou Joelma Leite.

Além dos demais projetos e indicações apresentados durante a sessão, e das felicitações ao aniversário de Parauapebas, mais uma vez um grupo de pessoas se manifestou cobrando posicionamento da Comissão de Ética da Câmara com relação à apuração de denúncias contra a vereadora Francisca Ciza. O presidente da comissão, Horácio Martins, reforçou que as investigações já iniciaram e que a vereadora está dentro do prazo para fazer sua defesa.

Foto: Anderson Souza/Ascom – PMP

Meio Ambiente

Mosaico Carajás participa de Seminário sobre turismo em áreas protegidas da Amazônia

O Seminário teve como objetivo discutir ações para desenvolver o turismo em Unidades de Conservação na região Amazônica.

 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) representou as unidades de conservação do Mosaico de Carajás no IV Seminário de Turismo em Áreas Protegidas da Amazônia, realizado no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus (AM), durante os dias 18 a 20 de abril.

O Seminário teve como objetivo discutir ações para desenvolver o turismo em Unidades de Conservação na região Amazônica.

O evento é resultado do programa de Parceria para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia estabelecido entre os governos do Brasil e Estados Unidos.

Promovido pela Universidade Estadual do Amazonas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/DF), o Seminário contou também com parcerias de instituições internacionais, nacionais e representantes da iniciativa privada. Durante a programação, várias experiências sobre o desenvolvimento do turismo e visitação em unidades de conservação norte americanas, colombianas e brasileiras foram compartilhadas.

Palestrantes internacionais e nacionais abordaram temas como a diversificação do uso público, trilhas aquáticas, pesca esportiva e turismo de base comunitária.

Para o coordenador-geral do Uso Público no ICMBio, Pedro Meneses, o turismo deve ser considerado instrumento de conservação ambiental e uma ferramenta de negócios, como estratégia econômica para a região.

“A participação da Floresta Nacional de Carajás no Seminário foi de extrema importância para enriquecer o programa de uso público que já é desenvolvido na nossa região. As unidades de conservação do Mosaico de Carajás, vem ganhando muito destaque pelo potencial cênico e os atrativos turísticos únicos no sul e sudeste do Pará. Essas experiências poderão ser aplicadas através de parcerias com o município em Parauapebas e nos outros municípios do entorno dessas unidades”, disse o chefe substituto da Floresta Nacional de Carajás, Marcel Machado.

O Mosaico de Carajás é composto pela Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado, a Floresta Nacional de Carajás, Floresta Nacional do Itacaiúnas, Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri e Reserva Biológica do Tapirapé.  São áreas legalmente instituídas pelo Governo Federal para proteger a biodiversidade onde é possível o uso de seus atributos naturais pela comunidade para pesquisa científica, ações de educação ambiental e recreação, através do turismo ecológico.

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