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Vale

Acordo Coletivo: Vale melhora e Sindicatos convocam funcionários para avaliarem

Mineradora diz que é a proposta final e funcionários já falam em aprovação por medo de perder os benefícios a partir do dia 1º

Tudo indica que a rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores da Mineração (Metabase) e a Vale se encerrou nesta terça-feira (14) em Belo Horizonte. Após mais um mês de reuniões, a empresa melhorou o índice do reajuste e os Sindicatos convocaram os funcionários para a avaliação da proposta.

“A proposta continua ruim, mas agora são os trabalhadores quem vão avaliar. Convocamos os funcionários das minas de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás para assembleias, que se iniciam no dia 17 e concluíremos no dia 21”, informou o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, conhecido como “Macarrão”.

Na última semana, o IBGE divulgou o INPC acumulado de 1,83%, índice definido pela Vale como reajuste dos salários, porém, na reunião com os Sindicatos na capital mineira, reconsiderou e ofereceu o reajuste de 2,5% nos salários e Cartão Alimentação. Ofereceu ainda crédito extra de 13º no Cartão Alimentação; indenização de R$ 1.200,00 para a retirada na cobertura do tratamento de ortodontia e implantes; além do reajuste de 1,83% nos demais itens econômicos, como limites de reembolso do plano de saúde, piso salarial, benefício de auxílio creche e babá, conforme acordos regionais.

A vigência do acordo será de um ano e, se os funcionários assinarem até 28 de novembro, os valores serão depositados no dia 30. Se assinado entre 29 e 30 – último prazo para garantir a permanência dos benefícios –, o crédito será feito no dia 3 de dezembro.

Assim como o sindicato, os funcionários também consideram a proposta insatisfatória, por conta dos lucros que a empresa divulgou neste ano, entretanto, acreditam que não podem correr o risco de perder os benefícios. “Melhorou um pouco a proposta, mas ainda não condiz com nossa realidade. Infelizmente, é o que temos”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

Outro funcionário concluiu: “A empresa fez um ‘terrorismo’ na semana passada, dizendo que perderíamos todos os benefícios, que a nova lei trabalhista não os contempla como direitos adquiridos. Porém, não acredito que temos força para recusar a proposta”.

A assessoria de imprensa da Vale não comenta negociações em andamento.

Parauapebas

Segurança: Wanterlor Bandeira articula retomada de demandas da Semsi

Wanterlor Bandeira deverá anunciar nos próximos dias a equipe que irá compor os departamentos ligados à Semsi.

O secretário municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão, Wanterlor Bandeira, já iniciou os trabalhos à frente da Semsi abrindo diálogo com diversas frentes, afim de alavancar os serviços que pareciam um tanto parados na pasta. Depois de sentar com representantes de diversas categorias de transporte público, o secretário, que teve o Decreto 2079/2017 publicado no dia 23 de outubro), recebeu durante a manhã desta sexta-feira (27) representantes da Vale para tomar pé de alguns convênios existentes junto a mineradora.

Na ocasião, Wanterlor esclareceu à empresa que ainda está se inteirando sobre os processos da secretaria e que um dos interesses, inclusive, é resgatar as ações do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), uma ferramenta vinculada ao Ministério da Justiça que busca alternativas para a construção coletiva de uma cidade mais segura, através de ações que diminuam o índice de criminalidade.

“Estamos nos organizando, planejando e tomando posse das informações para poder trabalhar da melhor forma possível, de forma preventiva, a segurança cidadã”, declarou Wanterlor Bandeira, que nos próximos dias deverá anunciar a equipe que irá compor os departamentos ligados à Semsi.

Canaã dos Carajás

Canteiro do S11D, da Vale, será transformado em Distrito Industrial e Polo Educacional de Canaã

O local também servirá de alojamento para os servidores do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Trânsito e Transportes

A Vale realizou ontem (25), a doação à Prefeitura de Canaã da área onde foi realizada a pré-montagem da usina (módulos) do projeto Ferro Carajás S11D. Por meio do protocolo de intenções assinado nesta tarde, o Governo Municipal dará nova movimentação ao local, com a implantação de um Distrito Industrial e de um polo educacional. O objetivo é, principalmente, impulsionar novas matrizes econômicas no município, que favoreçam a geração de oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento local.

O local também servirá de alojamento para os servidores do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran), que, a partir de hoje, ocupam a área.

O espaço, localizado no início da VS-40, conta com infraestrutura elétrica, hidráulica, sanitária e pavimentação. Para o Gerente Executivo de Relações com Comunidade da Vale, João Coral, a doação reflete a importância da mineração. “Por meio desta parceria institucional será possível multiplicar os efeitos positivos da mineração na economia local. É mais um investimento em desenvolvimento que a implantação do S11D deixa como legado para a cidade”.

O prefeito de Canaã, Jeová Andrade reforçou o compromisso do Executivo com o desenvolvimento do município. “É um passo importante que damos para a diversificação do nosso município, para assegurar o crescimento da cidade de forma sustentável, planejada. Vamos aumentar nosso potencial de empregabilidade, gerando mais renda e outros benefícios para toda a sociedade a longo prazo. Nossos estudantes terão maior conforto, e a cidade poderá ampliar a oferta de mão de obra especializada”.

A criação do Distrito deverá favorecer a atração de novas indústrias ou de empresas prestadoras de serviços. Irá permitir também o fortalecimento de um polo de micro e pequenas empresas, associações, cooperativas industriais e de empresas voltadas para o reaproveitamento de resíduos no município.

Mineração

Vale emite nota sobre a paralisação do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte

Vale informa que está cumprindo a decisão judicial da 5ª Turma do Tribunal Regional da Primeira Região ( TRF-1ªR) e que irá recorrer da decisão.

Em relação à matéria publicada hoje no Blog sobre a paralisação, pela justiça, do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte, sudeste do Pará, a Mineradora Vale enviou a seguinte nota:

“A Vale informa que está cumprindo a decisão judicial da 5ª Turma do  Tribunal Regional da Primeira  Região ( TRF-1ªR), que determina a paralisação da “atividade de mineração” em Onça Puma, e está recorrendo dessa decisão por considerar que toda a atividade é licenciada e fiscalizada pelo órgão licenciador competente (SEMAS/PA), atendendo as medidas mitigadoras e compensatórias.

A Vale juntou diversos laudos de empresas técnicas e de profissionais de elevado conhecimento, indicando que não há relação entre os elementos dissolvidos na água e alegados problemas de saúde com a atividade de mineração de Onça Puma, o que foi ratificado pelos técnicos da SEMAS/PA que emitiram laudo neste sentido”.

Incêndio

ICMBio estima que incêndios no Parque Nacional dos Campos Ferruginosos já atingiram 2.500 hectares

O Parque abrange os municípios de Canaã de Carajás (82,9%) e Parauapebas (17,1%), e fica colado à Floresta Nacional (Flona) de Carajás.

De acordo com o presidente da Cooperativa de Turismo que está sendo criada na Vila Cedere I, Lemoel Gonçalves, um incêndio se alastrou no Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, área de preservação ambiental recém-criada e que fica próximo da Vila. “A queimada é na Serra do Rabo, dentro da área do Parque e tá acabando com tudo. O fogo começou no balneário da Água Boa e veio se alastrando”, informou.

O ICMBio informou que são dois focos de incêndio no interior do Parque e de origens diferentes. O primeiro está localizado na porção leste, na área denominada Serra do Rabo, próximo ao assentamento Nova Jerusalém, e surgiu há cerca de 15 dias, sua origem provável é por conta de queimadas das áreas para agricultura.

O segundo foco de queimadas está localizado na parte central da Serra da Bocaina, também dentro da área de preservação ambiental, “onde há fortes suspeitas de incêndio criminoso”, afirmou Manoel dos Santos, Chefe do Parque pelo ICMbio. “Até o momento estimamos que o incêndio destruiu cerca de 2.500 hectares entre vegetação primária, pastagens e plantios de recuperação”, acrescentou.

“Estamos utilizando as várias técnicas de combate a incêndio florestal, tais como: construção de aceiros, combate direto, uso de caminhões de bombeiros e caminhões pipas, onde é possível, entre outros métodos”, disse Santos.

Estão envolvidos no combate ao incêndio, bombeiros civis e militares, guardas florestais e servidores do ICMBio. E na segunda-feira passada chegou para apoiar o combate ao incêndio um pelotão do Exército Brasileiro.

A mineradora Vale tem dado um grande apoio no combate ao fogo, fornecendo funcionários Vale e de contratadas, além de equipamentos, veículos, mantimentos e até um helicóptero.

“Há, ainda, a previsão da chegada de brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo)”, informou o Manoel dos Santos.

Saiba mais sobre o Parque clicando aqui.

Polo Moveleiro

Cooperativa de moveleiros de Parauapebas estima gerar cerca de 400 empregos até dezembro desse ano

De acordo com Sérgio Ferreira, presidente da Coopmasp, esses empregos devem ser gerados gradativamente, a medida que toda a madeira do convênio chegue ao local.

Sem dúvidas a conquista por uma oportunidade de emprego é o anseio de boa parte da massa de desempregados de Parauapebas. Talvez por isso o Projeto Madeira Legal, desenvolvido pela Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas (COOPMASP), em parceria com a Vale, Prefeitura e ICMbio, esteja tão em evidência, já que a previsão da Cooperativa é que pelo menos 400 empregos sejam gerados até o final deste ano.

De acordo com Sérgio Ferreira, presidente da Coopmasp, esses empregos devem ser gerados gradativamente, a medida com que os dois mil metros cúbicos de madeira, já devidamente doados pela Vale cheguem à sede da cooperativa. “Temos em nosso pátio 100 metros cúbicos dessa madeira. Não serramos ainda pois estamos aguardando a chegada de pelo menos duas novas cargas para termos um bom estoque. Queremos começar a serrar e a distribuir a madeira e não parar mais”, disse Sérgio Ferreira, acrescentando que a previsão é que a serraria entre em total operação em 20 dias.

Segundo os dados da Cooperativa, a matéria prima responde por cerca de 60% dos custos do móvel. Antes da doação da Vale, os moveleiros tinham dificuldade de conseguir material para trabalhar. “Apesar da madeira ser doada pela Vale, haverá o custo de transporte e da serraria. Estamos tentando um convênio com a Prefeitura para tentar subsídio com esse transporte, haja vista que estaremos gerando emprego e renda. Se não conseguirmos fechar esse convênio a Cooperativa vai tentar bancar esse transporte com o recurso da serraria”, afirmou o presidente.

A Coopmasp conta com 90 moveleiros que deverão receber pouco mais de 15 metros cúbicos de madeira, do total doado até então. Eles deverão arcar com o custo da serraria. “A ideia é que essa madeira venha movimentar o caixa da cooperativa, pois será cobrado um valor por metro cúbico cortado. Para se ter ideia, as serrarias de fora do polo cobram R$ 150,00 para serrar um metro cúbico de madeira e o moveleiro ainda tem que pagar o frete. Aqui, a madeira será cortada praticamente dentro do quintal de cada movelaria. Isto reduzirá consideravelmente o custo”, disse Sérgio Ferreira.

A ideia da presidência da Cooperativa é que os resultados financeiros alcançados com esses primeiros dois mil metros cúbicos sejam revertidos em investimentos de melhoria, em estrutura, como a criação de uma central de compras que possibilite a aquisição de insumos, como o selador, com preço mais em conta, para os cooperados.

“Eu acho que essa madeira está chegando em um momento muito bom. Estamos mais conscientes, por que sentimos falta de matéria-prima por muito tempo e hoje a gente sabe valorizar a madeira. Nossa ideia é que até o pó de serra seja valorizado, aquele resto que fica será utilizado em cerâmica. Os pedacinhos de madeiras, vamos doar para os artesões de Parauapebas, queremos aproveitar ao máximo”, afirmou Sérgio Ferreira.

Tipos de madeira

De acordo com dados da Cooperativa, atualmente em Carajás tem mais de 40 mil metros cúbicos de madeira retirada e na Floresta tem mais de 100 espécies, sendo que as predominantes são: Cedro Arana, Angelim e Castanha. “Se soubermos trabalhar isso, teremos um projeto sustentável, duradouro, ecologicamente correto”, disse Sérgio Ferreira.

Fase experimental

Na sexta-feira (14) iniciaram os teste da serraria do polo moveleiro. As máquinas foram todas ajustadas para que as toras de Jatobá e Pequi pudessem ser cortadas dentro da precisão necessária. Todo o movimento foi acompanhado por Jhonata Pereira Bernardes, mais conhecido como Mato Grosso, que possui uma marcenaria instalada no polo moveleiro.

“As medidas estão todas ajustadas e a madeira está passando por um corte correto, chegando ao desperdício zero. Essa é uma madeira sadia e dará um móvel de qualidade”, disse o empresário entusiasmado.

A Cooperativa identificou a madeira dentro do padrão, rodo, ponta e espécie, tomando o cuidado de seguir as especificações das origens do Projeto Madeira Legal, além de garantir a proteção da serra e dos funcionários. Foram serradas apenas duas toras, cerca de quatro metros cúbicos de madeira, em fase experimental. Segundo Sérgio Ferreira, por meio desta primeira experiência será possível saber como proceder nos próximos cortes. (Com informações da Ascom Coomasp

Vale

Abelhas: importantes para o mundo, importantes para a gente

Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) estudam espécies de abelhas sociais nativas e analisam seu papel na manutenção da biodiversidade

Seu Luiz Rodrigues é uma pessoa notadamente especial. Criador de abelhas, vendedor de mel e presidente da Associação de Apicultores, em Canaã dos Carajás, no Pará, ele é envolvido e ativo em questões ambientais e ama o que faz.

Sabendo que não existe ser vivo no mundo que não dependa do trabalho desses insetos, Seu Luiz conta que não existe satisfação maior para ele do que realizar diariamente seu trabalho.

Por saber da importância desses pequenos animais para a polinização da maior parte das plantas com flores no mundo, na região de Carajás, a apenas algumas horas da casa de Seu Luiz, pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) estudam algumas espécies de abelhas sociais nativas, seus hábitos, raios de voos e analisam seu papel na manutenção da biodiversidade.

Eles já descobriram, por exemplo, e podem informar a pequenos produtores, que o alcance do voo das abelhas nativas uruçu cinzenta e uruçu boca de renda pode ser cerca de 1,5km da colmeia. Por essa razão, é importante que o criador preserve áreas naturais e verifique quais são as flores visitadas nas redondezas da sua criação. Essas abelhas são, também, muito importantes na produção de alimentos. Plantas bem polinizadas por insetos têm forma mais perfeita, melhores sementes e maior valor comercial.

Seu Luiz fica feliz de saber que o trabalho com as abelhas nativas da região está sendo realizado.

Sobre os estudos com abelhas

O estudo integra o trabalho do Grupo de Biodiversidade e Serviços de Ecossistema do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém. No programa, pequenos chips são elaborados para que possam ser adaptados e acoplados nas abelhas, a intenção é que o chip funcione como um crachá que possibilite o monitoramento das atividades desses animais. A partir do monitoramento, análises de dados são feitas e, por meio dos estudos, entendemos melhor a biologia e uso sustentável destas abelhas.

O projeto une ciência de ponta com o estudo da vida e busca, através dessa união nos saberes, inovar e fazer a diferença para o mundo e para a comunidade.­­

Acesse vale.com/ladoalado para conhecer mais esta história.

Vale

Vale e COOPMASP assinam Termo de Cooperação para doação de madeira legalizada

A primeira carga deve chegar ainda nesta terça-feira (4)

De acordo com os integrantes da Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas (COOPMASP), há mais de 20 anos a entidade luta para conseguir doação da madeira extraída da Floresta de Carajás, decorrente do processo de exploração mineral. Nos últimos meses, a união de forças políticas e o desejo da empresa de fazer a doação culminaram em um projeto piloto que disponibilizará 2.000 m³ de madeira para a cooperativa.

Para que a doação se efetivasse dentro da legalidade, foi necessária alteração na legislação estadual sobre o assunto, com isso, outros municípios poderão também ser beneficiados por conta desta mudança na Lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), conforme detalhou o presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, durante o evento de assinatura do Termo de Cooperação, realizado na manhã desta terça-feira (40), no Polo Moveleiro.

A Alepa foi acionada por representantes da Prefeitura de Parauapebas, Câmara de Vereadores, ICMbio, Vale e COOPMASP, que buscaram na Casa de Leis apoio para realização do processo de doação dentro da legalidade. “Quando chegamos com essa demanda, o deputado Márcio Miranda nos deu total apoio. Nos reunimos com o secretário de meio de ambiente do Estado e buscamos apoio de todos os legisladores daquela Casa de Leis para conseguirmos celeridade na aprovação da alteração da Lei”, informou o deputado Gesmar Costa.

Projeto Piloto

A primeira carga de madeira deve chegar ao Polo Moveleiro ainda nesta terça-feira (4); estava programada para chegar no momento do evento, mas, segundo os organizadores, não foi possível. De acordo com o empreendedor do ramo de movelaria, Elionai Barbosa, que atua desde a década de 80 no segmento, a carga de hoje é de 60 metros cúbicos.

“Era para chegar essa madeira agora, durante o evento, mas teve um atraso. O importante é saber que já está a caminho. Esta é uma luta de muitos anos, que chega ao seu final; foi feito todo o procedimento burocrático e agora é começar a madeira a cair aqui no pátio”, afirmou Elionai Barbosa.

As madeiras são de espécies variadas, oriundas de atividades de supressão vegetal, devidamente autorizada pelo órgão ambiental. O Termo de Cooperação estabelece que a madeira, após retirada da área da empresa, será de inteira responsabilidade da COOPMASP, incluindo beneficiamento e repasse às empresas moveleiras legalizadas.

Todo o processo será acompanhado por uma Comissão de Fiscalização, que terá como uma das suas atribuições a análise da documentação de regularização da Cooperativa junto ao Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) e ao Ceprof (Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais).

Ambos os sistemas são primeira condição para a movimentação de madeira legal, constituindo um grande banco de dados, que tem como objetivo auxiliar e controlar a comercialização e o transporte de produtos florestais no Estado. Além disso, a Comissão deverá acompanhar o andamento das atividades, as movimentações e beneficiamento da madeira doada.

Com esse incremento, a expectativa é que sejam gerados 400 novos empregos, considerando as 85 movelarias em condições de se beneficiar com a assinatura do Termo de Cooperação. José Gilson Freitas é outro moveleiro que está no segmento há 10 anos − ele tem dois empregados atualmente e já prevê novas contratações com a chegada da madeira: “antes a gente não tinha como trabalhar, não havia matéria-prima legalizada, agora será diferente, estou muito animado, certeza que vou precisar de mais profissionais trabalhando comigo”.

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