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Entrevista

Ex-prefeito Valmir Mariano concede entrevista exclusiva ao Blog e se diz inocente das acusações de usar Caixa 2 em 2012

"As poucas doações de campanha que houve foram de empresas e pessoas de Parauapebas. Eu nunca recebi nenhum centavo da empresa Odebrecht e tampouco negociei nenhum contrato futuro com ninguém, tenha sido colaborador ou não da campanha", afirmou o ex-prefeito.

Conforme noticiado com exclusividade por este Blog na semana passada, o nome do ex-prefeito de Parauapebas Valmir Queiroz Mariano está na lista dos investigados pela Operação Lava Jat0, divulgada pelo ministro Fachin, do STF. Segundo a denúncia, ele é acusado de ter recebido um milhão de Reais da Odebrecht não contabilizados na campanha de 2012. O ex-prefeito, no dia da divulgação da lista, estava viajando e o Blog não conseguiu localizá-lo para ouvir a sua versão sobre os fatos.

No sábado, pela manhã, o Blog finalmente conseguiu falar com Valmir Mariano. Falamos sobre a Operação Lava Jato, sobre o seu governo e a derrota nas urnas para Darci Lermen. Acompanhe o que disse o ex-prefeito:

Zé Dudu – Sr. Valmir, o que o senhor tem a dizer sobre essa acusação que apareceu contra o senhor após delação premiada negociada com o diretor da Odebrecht?

VQM – Zé Dudu, estou surpreso em ver meu nome na Operação Lava Jato, da Justiça Federal. Eu quero dizer a você que minha campanha de 2012 foi uma campanha simples, pé no chão, andando cerca de quatro horas por dia de casa em casa. E por esse motivo não houve grandes somas de dinheiro na campanha. As poucas doações de campanha que houve foram de empresas e pessoas de Parauapebas. Eu nunca recebi nenhum centavo da empresa Odebrecht e tampouco negociei nenhum contrato futuro com ninguém, tenha sido colaborador ou não da campanha.

Zé Dudu – E a que o senhor atribui essa acusação?

VQM – As doações para minha campanha em 2012 foram singelas. Como te disse, a campanha foi com parcos recursos e a maioria veio de minha empresa. Eu quero dizer que eu nunca tive nenhum operador financeiro de campanha e jamais dei autorização para que solicitassem qualquer tipo de contribuição para a campanha em meu nome. Se assim o fizeram foi sem minha conivência e o recurso, se foi doado pela Odebrecht, como diz a denúncia, não chegou até mim e, se tivesse chegado estaria devidamente lançado em minha prestação de contas. Quero e vou contribuir com a justiça para que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível e para que meu nome seja excluído desse processo, pois, posso afirmar com todas as letras: não pedi e não recebi nenhum centavo desta empresa.

Zé Dudu – Pelo que o senhor diz o Sr. Heleno Costa, então, teria feito essa negociação à sua revelia?

VQM – Eu seria leviano se dissesse que isso aconteceu. Não sei te dizer se o Heleno Costa pediu ou recebeu algum recurso usando o meu nome, mas posso sim afirmar que ele nunca teve minha autorização para pedir nada em meu nome e se as investigações apontarem para isso que ele pague pelo erro que por ventura tenha cometido. Como te disse, irei me defender dessa acusação com a maior tranquilidade porque acredito na justiça e quero que isso se resolva o mais breve possível.

Zé Dudu – O senhor fez algum negócio com a Odebrecht depois de eleito?

VQM – Não, durante o meu governo não houve nenhuma relação, nenhum contrato, entre o município e esta empresa.

Zé Dudu – O senhor conhece Mario Amaro da Silveira e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, diretores da Odebrecht, que afirmaram em delação premiada terem lhe repassado um milhão de Reais?

VQM – Não, não os conheço.

Zé Dudu – Fazia parte da sua estratégia para resolver o problema crônico da falta de água em Parauapebas a privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas – SAAEP?

VQM – Durante toda a campanha era notório que a falta de água nas torneiras de Parauapebas era o problema que mais afligia a população e eu tinha a convicção de que o modo como o SAAEP era conduzido não era o correto; Logo que assumi a prefeitura procurei investir pesado para solucionar esse problema e parcialmente até conseguimos, elevando o volume de captação, tratamento e distribuição de água em quase toda a cidade. Privatizar o SAAEP era preciso, pois assim entraria recursos extras nos cofres municipais e a autarquia seria gerida de forma profissional, sem as intervenções políticas que tanto atrapalham as gestões. Todavia, em virtude dos inúmeros problemas políticos que rodearam meu mandato desde o início, a privatização do SAAEP não foi possível, até porque para tal seria necessária a anuência da Câmara Municipal, e eu não tinha a maioria necessária dos votos para conseguir privatizar. Então, deixei esse assunto para um segundo momento, mais oportuno.

Zé Dudu – Bom, já que o senhor tocou no assunto, vamos falar da sua gestão e da derrota eleitoral em 2016? Quais foram os principais erros cometidos pelo então prefeito Valmir Mariano que o levou à derrota?

VQM – Acredito que a falta de experiência política foi o fator que mais pesou para a derrota. Em segundo lugar, não menos relevante, à maciça campanha difamatória orquestrada por alguns meios de comunicação, que insistiam que tudo de errado que acontecia em Parauapebas era motivado pela minha gestão. Acredito que houve um equívoco na estratégia de combater tal difamação. Eu e meus assessores acreditávamos que essa difamação seria superada pelas obras que consegui fazer durante a minha gestão, e, infelizmente não foi isso que aconteceu, culminando com a derrota nas urnas. Nunca antes um governo foi tão perseguido pelos meios de comunicação dominados pela oposição. O interessante é ver, agora, passado pouco menos de 4 meses, que parece que vivemos uma outra realidade, em outro município, onde os problemas já não mais existem. As denúncias contra o governo, que eram diárias, hoje não acontecem mais… Mandato e campanha são coisas distintas. Quem está de fora, querendo entrar, tenta de toda forma desconstruir e é muito mais fácil criticar do que fazer. Tenho a consciência tranquila de que fiz tudo que pude para deixar meu legado ao município. Mas, em virtude do momento político conturbado, não foi possível transformar as mais de trezentas obras realizadas em votos que me fizessem vencer as eleições.

Zé Dudu – Por falar em denúncias, o senhor ou seu governo, recebeu a visita da Polícia Federal por doze vezes. A quantas andam essas denúncias?

VQM – É muito difícil governar Parauapebas e ainda mais você tendo que conviver com essas visitas, tendo que explicar o que fez, como e porque fez as coisas. A Polícia Federal estava no seu papel de investigar e meu governo procurou colaborar fornecendo todo e qualquer tipo de documento solicitado. Nunca me opus às investigações, mas confesso que houve excessos por parte de alguns agentes. Algumas colocações midiáticas foram proferidas por agentes da justiça naquele calor das investigações e várias delas se provaram equivocadas. Até o momento não fui citado de nenhuma irregularidade durante o meu mandato e, se o for, estarei pronto para apresentar todo e qualquer prova de que todas as ações do meu mandato foram feitas em consonância com o que reza a Lei. Vez ou outra o processo foi atropelado para garantir a execução das obras ou serviços, mas tudo dentro da Lei, isso eu posso te afirmar com toda a certeza.

Zé Dudu – Mas o senhor teve colaboradores presos…

VQM – Sim, é verdade! Mas, ao longo das investigações, como eu já te disse, houve excessos e as prisões dos colaboradores da Semed foram desnecessárias. O tempo provará o que eu estou te dizendo. Não preciso detalhar pra você o que aconteceu na Semed, mas posso lhe dizer que o  Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –  IDEB – teve um grande avanço no meu governo; a merenda escolar foi premiada; o transporte escolar, que custava uma fortuna aos cofres públicos ganhou 105 novos ônibus. Outra denúncia foi referente à compra do terreno junto ao empresário Hamilton Ribeiro, quando a oposição e até o MP, fizeram um verdadeiro estardalhaço na mídia local e estadual. Posso te dizer que o valor pago foi inferior ao praticado pela gestão anterior e, inclusive, o Ministério Público já emitiu declaração afirmando que o processo se deu de forma correta. Infelizmente tal declaração só foi feita depois das eleições.

Zé Dudu – A sua relação com a Câmara Municipal de Parauapebas foi muito difícil?

VQM – Sim, foi muito difícil! Mas eu posso te dizer que eu deixei um grande legado, que foi a quebra de um paradigma que havia do legislativo em relação ao executivo. Eu te digo que no meu governo houve uma moralização dessa relação. Infelizmente a um preço muito alto para mim. Eu espero que o atual prefeito dê continuidade à essa relação, que mantenha os vereadores legislando, que é para qual foram eleitos. Ficou claro com o tempo que toda aquela panaceia protagonizada por alguns vereadores de oposição não passava de conveniências políticas, de busca por interesses escusos que foram combatidos por mim.

Zé Dudu – O senhor tem o sentimento do dever cumprido?

VQM – Absolutamente cumprido. Infelizmente, o projeto como um todo necessitaria de mais um mandato para ser concluído. Mas, posso te dizer que Parauapebas é outra totalmente diferente da que recebi. As obras na área da saúde, mobilidade urbana, habitação… estão ai para todo mundo ver e vários recursos estão engatilhados (citando o dinheiro do BID para saneamento e a orla) para o atual prefeito usar e deixar Parauapebas com 100% de saneamento.

Zé Dudu – Quais são os planos para o futuro?

VQM – Amigos já me disseram que “política só tem uma porta de entrada, não tem porta de saída”. Apesar de todas as dificuldades, nós tivemos quase 48 mil votos na última eleição e isso não se despreza de maneira nenhuma. Eu quero continuar dando a minha parcela de contribuição para o município. Mas, em se tratando de futuro político, o melhor a ser feito é aguardar um pouco mais para decidir o que fazer em relação à carreira política. Eu acredito que ainda é muito cedo para se tomar qualquer decisão. Nesse momento meu foco é reerguer minha empresa, de onde tiro o meu sustento. Mas eu não devo sair do processo não!

Zé Dudu – Especulou-se, logo que o senhor perdeu a eleição, que havia uma negociação para que o senhor assumisse um cargo no governo Jatene. Isso procede?

VQM – Sim. O governador Jatene pretende fazer um bom trabalho na região sul e sudeste do Estado. Nós estamos discutindo essa minha participação no governo. Mas ainda não há nada definido no sentido de fazer essa integração do governo nessa região. Conversamos há pouco mais de 30 dias e agora, com essa denúncia, não sei ainda o que pensa o governo.

Zé Dudu – E profissionalmente, quais os planos de Valmir Mariano?

VQM – A minha empresa não pôde participar do Salobo e S11-D, as duas maiores obras na região, em virtude da minha estada como prefeito. Então ela perdeu muito dinheiro com isso. Agora pretendo reerguer a empresa, e isso vai me dar muito trabalho. Mas é isso que eu sei fazer, trabalhar. A população de Parauapebas pode ter certeza de que eu trabalhei muito e, se não fiz mais, não foi por falta de trabalho e de vontade de fazer, foi porque não me foi possível mesmo.

Opinião

O dia seguinte…

Qual o sentimento do prefeito Valmir Mariano e de seus assessores em 1º de janeiro de 2017, logo após deixarem os poder?

“Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou”.

O texto acima foi extraído da música “A marcha da Quarta-feira de Cinzas”, dos inesquecíveis Vinicius de Moraes e Carlinhos Lyra. Acabei de ouví-la, o que me remeteu ao dia 1º de janeiro de 2017. Nesse dia tomará posse como prefeito de Parauapebas o peemedebista Darci Lermen, pondo fim ao governo de Valmir Queiroz Mariano.

Dia 1º de janeiro de 2017 será um domingo. Todavia, para o grupo de Valmir Mariano será uma quarta-feira, de cinzas.

O seleto e fechado grupo de Valmir Mariano certamente sentirá o término do poder. Deve ser difícil estar acima de tudo e de repente voltar a ser um simples mortal. Andar pelas ruas da cidade que governou por qutro anos. Verificar que nem tudo que precisava ser feito o foi. E, acredito que a pior parte, ver que tanta coisa errada, ruim, incabível no atual momento, poderia não mais existir, mas existe simplesmente porque não se teve a atenção devida, ou o carinho necessário para resolver.

Mas não é disso que quero tratar nesse post. Quero que os leitores tentem se colocar na posição do prefeito Valmir Mariano como ex-prefeito, tentem pensar em como será seu cotidiano doravante.

O prefeito de Parauapebas, não só Valmir, mas todos eles, sempre tiveram um grupo de pessoas que cuidaram da logística do gabinete e da vida pessoal dos gestores. Eles sempre viveram enclausurados no gabinete ou em suas residências em reuniões intermináveis; ou em poltronas de aviões em viagens necessárias para uma boa gestão. Tiveram suas vidas privadas meio que interrompidas por quatro longos anos e a volta ao cotidiano pode e deve ser difícil. Normalmente os que deixam o cargo viajam por um período para novamente tentar se adaptar a rotina do dia a dia normal de um cidadão comum.

O mesmo acontece com os asseclas do primeiro escalão. Alguns deles se consideram hoje verdadeiros deuses. Não atendem ligações, não respondem mensagens via WhatsApp, não dão sequer um bom dia à ninguém. São, em sua maioria, emergentes temporários cuja a função subiu à cabeça e, devido ao pouco preparo para a vida, não sabem reconhecer que tudo, tudo nessa vida é passageiro, nada é infinito.

Deve ser difícil acordar no dia seguinte e não ter nenhum puxa-saco a tiracolo. Deve ser legal, também, saber que doravante a responsabilidade por tudo que acontece na cidade não é mais sua.

Eu sou daqueles que anda pela cidade observando tudo. Volta e meia me coloco na posição de gestor e me pego pensando em como resolveria esse ou aquele problema fosse eu o responsável por isso. Desde um simples bueiro entupido por centenas de dejetos que a população insiste em jogar na rua, até a falta de empregos, hoje tão comum nos municípios brasileiros.

Para quem teve a oportunidade de resolver deverá ser difícil, no futuro, olhar um problema e ver que ele não foi resolvido. Lembrar os motivos que levaram à não solução… Certamente quem já esteve lá tem um modo diferente de olhar a cidade e uma resposta convincente por não ter resolvido esse ou aquele caso pontual.

Boa sorte a quem está saindo. Que no futuro colham todos os frutos que plantaram, sejam eles bons ou ruins.

Darci Lermen assume no domingo. Ele já passou por isso. Deixou a cidade depois de oito anos na prefeitura e já sabe o que é estar no poder e fora dele. Acredito que isso é bom para Parauapebas. Pequenas situações que foram negligenciadas por ele no passado certamente terão mais atenção do novo gestor no futuro. Falei com Darci logo após a posse de Valmir, em 2013. Ele me disse que saia, à época, com o sentimento do dever cumprido. Quiçá, em janeiro de 2021, a população de Parauapebas tenha o sentimento de que Darci foi o melhor prefeito que essa cidade já viu, porque, na verdade, o que importa é o sentimento do povo. Este sim, deve estar com o sentimento, voltando ao poeta, de que:

“A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida
Feliz a cantar”.

Salários

Folha de pagamento da Prefeitura de Parauapebas aumenta 210% em quatro anos

Apesar do grande crescimento da Fopag, o número de funcionários pouco aumentou nos 4 anos

Nos últimos dias diversas manifestações relacionadas à falta de pagamento por parte da Prefeitura de Parauapebas estão sendo realizadas: paralisação de funcionários da empresa que administra o hospital geral, que alegam não receber salários; médicos que ensaiaram uma greve por conta do atraso no pagamento; bloqueio do acesso ao prédio da prefeitura por parte de prestadoras de serviços que dizem também não ter recebido.

Segundo a prefeitura todas essas situações ocorrem por conta da queda da receita, o que de fato ocorreu. Conforme informações do Portal da Transparência, até o mês de setembro, por exemplo, o que entrou de receita totalizava R$ 619.504.748,97, sendo que a previsão para 2016 foi de um R$1,045 bilhão, o que representa 61% do previsto.

Porém, além da queda na receita, outro vilão que tem consumido os recursos municipais é a folha de pagamento, que tem um alto custo. Em setembro de 2012, por exemplo, a prefeitura pagou mais de 18 milhões para os servidores (R$ 18.772.356,85 especificamente), já no mesmo mês de 2016, esse valor chegou a quase quarenta milhões de reais (R$ 39.461.554,87 exatamente), de acordo com dados da Secretaria Municipal de Administração (Semad). Um aumento de 210% em quatro anos.

Um dado interessante é que o número de servidores de setembro de 2012 para setembro de 2016 não aumentou proporcionalmente ao valor da folha, tomando como base o mês de Setembro, véspera das eleições, eram 8.350 profissionais lotados na Prefeitura em 2012 e 8.818 agora em 2016. Durante esse período ocorreram reajustes salariais para os profissionais, o que onerou sem dúvida a folha de pagamento, mas, chama atenção o alto índice de horas extras e plantões para os servidores da saúde, que se destacam entre os números.

Em setembro 2012 eram R$ 1.260.406,77 de horas extras e R$ 83.478,00 de plantões, já em 2016, foram pagos no mesmo mês os seguintes valores de horas extras e plantões respectivamente R$ 1.535.201,04 e R$ 2.678.207,44, números que comprometem muito a folha de pagamento e que precisarão ser revistos pela nova gestão, que terá um grande desafio para reduzir esses custos, já que o quadro de pessoal da prefeitura conta com 4.144 servidores efetivos, ou seja, não podem ser demitidos e muito menos ter salários reduzidos.

Nesta quinta-feira (17), a partir das 9 horas, será realizada na Câmara Municipal de Vereadores uma audiência pública sobre o Projeto de Lei n° 041/2016, que dispõe sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017. É uma oportunidade importante para a sociedade entender e discutir o que o executivo planejou para as finanças do município ano que vem e quais as perspectivas e projeções realizadas. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), a previsão orçamentária para 2017 é de R$ 1.005.000.000,00 (um bilhão e cinco milhões de reais), deste total, R$ 418.000.000,00 (quatrocentos e dezoito milhões de reais) estão destinados para a Folha de Pagamento, incluindo encargos sociais.

Política

Publicado decreto que institui a Comissão de Transição de Mandatos em Parauapebas

Decreto normatiza a transição dos governos Valmir Mariano e Darci Lermen

O prefeito de Parauapebas,. Valmir Queiroz Mariano publicou hoje (09) o Decreto 1169, de 25 de outubro de 2016, que cria a Comissão Administrativa de Transmissão de Mandato – CATM. Wanterlor Bandeira, atual chefe de gabinete do prefeito será o coordenador por parte da atual administração. Já em relação a equipe do prefeito eleito, Keniston Braga será o coordenador. Cada equipe conta com 05 membros, conforme decreto abaixo:

Amanhã (10) as duas equipes de transição se reunirão com o representante do Ministério Público local. Efetivamente, os trabalhos da CATM terão início no dia 16 de novembro.

Eventos

Inaugurado o Hospital Regional de Parauapebas

Na sexta-feira, 01, foi inaugurado o Hospital Geral de Parauapebas. Dia de festa para a administração Valmir Queiroz Mariano. Dia de festa para os usuários da saúde pública municipal.

O Hospital Geral de Parauapebas recebeu o nome do querido e saudoso amigo Evaldo Benevides Alves. Evaldo, além de pioneiro, foi militante incansável das causas por Parauapebas. Merecida homenagem! Evaldo passa para história de Parauapebas definitivamente e seus feitos, sejam eles na vida pública ou privada, agora jamais serão esquecidos. A família Benevides Alves compareceu em peso ao evento e certamente hoje deve estar feliz pelo reconhecimento dado pela atual administração a um de seus membros mais ilustres.

O hospital ficou lindo. A população compareceu em peso ao evento inaugural e constatou que a obra recebeu o que há de melhor em estrutura e acabamento, como já pode ser visto nas obras entregues pela administração Valmir Queiroz Mariano. A Assessoria de imprensa divulgou um cronograma de funcionamento do novo hospital. Por ele, soube-se que haverá um período de visitas orientadas para associações e entidades e depois higienização para o início dos trabalhos. Até o dia 02 de outubro todos os serviços oferecidos no HGP Evaldo Benevides Alves estarão disponíveis à população, afirma o documento

No palanque várias autoridades políticas discursaram e enalteceram o fato do prefeito Valmir ter concluído a obra. Ele próprio disse ter passado por momentos de desânimo e que até pensou em desistir de concluí-la. Menos mal que não parou e agora a população terá um local digno para a realização dos procedimentos médicos hospitalares.

Fui contra a construção desse hospital desde o início. Cheguei a escrever aqui no Blog sobre isso. Achava à época que o dinheiro investido nele poderia ser usado para a construção de pelo menos 10 postos de saúde nos bairros, totalmente equipados com Raio-X, laboratório e semi-UTIs. Cheguei a falar com o então prefeito Darci Lermen sobre isso. Mas, o 3 pátrias tinha a construção do hospital como carro-chefe de seu governo. Deu no que deu, um rio de dinheiro gasto, dezenas de aditivos e pouco mais de 30% da obra concluída por sua administração.

Veio a eleição, e como não podia deixar de ser, a obra recebeu atenção especial dos candidatos que faziam oposição ao candidato de Darci. Era impossível não citar com desdém a inércia ou morosidade em relação a ela.

Valmir Mariano é eleito e, claro, com compromisso de concluí-la, foi buscar se atualizar sobre a obra. Segundo ele, entre outras, o projeto estava equivocado, a estrutura precisava ser modificada… Mas já tinham sido colocados ali vários milhões de Reais do contribuinte e era preciso concluí-la. No final, com apoio inegável do Ministério Público a obra está finalmente entregue.

Esta será uma daquelas obras que terá alguns pais. Os aliados do anacoreta Darci Lermen, de volta ao município e em plena campanha eleitoral, já reivindica para o grupo a obra do HRP sob a alegação de que Valmir a recebeu 75% pronta. Já os defensores do atual prefeito dizem que ela estava apenas com 30%.

A saúde em Parauapebas, assim como em todo Brasil, passa por dificuldades. Valmir Mariano elegeu a educação e a saúde como carro chefe de sua gestão. Na área da saúde, apesar de ainda não ter conseguido adequá-la como necessário no que tange ao atendimento ao cidadão, compensou com a construção da UPA, reformando e ampliando o Pronto Socorro Municipal, implantando o SAMU, ampliando e reformando ou construindo as Unidades de Saúde da Família dos bairros Liberdade I, Vilinha, Altamira,  Guanabara,  Casas Populares II, Jardim Canadá, Minérios, Palmares I e II, Cedere I, Da Paz, Tropical, Novo Brasil, implantando o Centro de Imunobiológicos e o Centro de Especialidades Integradas.

O Hospital

Distribuído em cinco pavimentos, os serviços oferecidos no HGP serão: maternidade; cirurgias eletivas e de urgência; hemodiálise; UTI. A capacidade total é de 212 leitos. No terceiro piso fica a enfermaria da clínica médica com 50 leitos, sendo cinco deles destinados para pacientes psicossociais.

No segundo piso fica a enfermaria pediátrica e a clínica cirúrgica, totalizando 50 leitos. O setor administrativo do HGP, o Centro de Hemodiálise, que contará com 10 leitos, o Banco de Leite e o Laboratório ficam no primeiro piso. No térreo fica localizado a recepção geral do HGP, o Centro Obstétrico, Centro Cirúrgico, UCI Neo-natal, UTI Adulto, Pediátrico e Neo-natal. Ala de Imagens, estruturada com aparelhos de última geração para realização de Raio-X, Ultrassonografia e Endoscopia, também está montada no térreo.

Centro Obstétrico conta com 50 leitos e é composto por cinco salas de Pré-parto, Parto e Pós-parto (PPP), que possibilitará a presença do acompanhante e as condições adequadas para o desenvolvimento do parto humanizado. Além disso, o centro contará com duas salas cirúrgicas, sala de curetagem e sala para cuidados com os recém-nascidos.

O Centro Cirúrgico é composto por três salas cirúrgicas para atendimentos de cirurgias eletivas ou de urgência, sendo uma destinada para cirurgias de alta complexidade e as outras duas para média complexidade.

A UTI Neo-natal está totalmente equipada com aparelhos de última geração e disponibiliza de cinco berços para internação e mais dois exclusivos para o isolamento, já a UCI Neo-natal contará com 10 leitos e a UTI infantil disponibilizará cinco, enquanto na UTI de adulto serão 10 leitos.

No subsolo fica a entrada de emergência de trauma onde serão disponibilizados 10 leitos de observação. Os setores de almoxarifado do hospital, cozinha, nutrição, lavanderia e central de esterilização também ficam neste pavimento.

Parauapebas

Convocação dos 219 classificados no concurso público de 2014 ocorrerá em duas semanas

concurso-1A Prefeitura de Parauapebas fará a convocação dos 219 candidatos classificados no concurso de 2014, completando, assim, 100% da lista de convocação dos classificados por meio do certame, que ofertou 1.109 vagas para cargos de nível fundamental e médio para formação do quadro de pessoal da administração municipal.

O prefeito Valmir Mariano compareceu prontamente ao Ministério Público Estadual na tarde dessa quarta-feira (2) para reforçar ao promotor, Hélio Rubens, que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) será cumprido. “Tivemos algumas dificuldades administrativas e burocráticas e, por isso, não conseguimos realizar a convocação até a data prevista [29 de fevereiro]. Mas já estamos resolvendo tudo para concluir o processo de convocação desses novos servidores”, destacou o chefe do executivo.

“O prefeito justificou a questão do prazo e garantiu que a convocação sairá dentro de duas semanas. Isso é um ganho para a população e, em especial, para os servidores”, destacou o promotor Hélio Rubens. (ASCOM PMP)

Parauapebas

Licitação para construção do Restaurante Popular de Parauapebas será realizada em março

salao restaurante popular parauapebasA Prefeitura Municipal de Parauapebas publicou no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (24) que realizará a licitação para construção do Restaurante Popular da cidade. De acordo com o documento, o procedimento ocorrerá às 9h do dia 28 de março deste ano, na modalidade Concorrência, do tipo menor preço.

A pedra fundamental do Restaurante Popular foi lançada em maio de 2013, no local onde será construído, no Bairro Cidade Nova, ainda no primeiro ano de gestão do atual prefeito, Valmir Mariano. No entanto, a indicação ao projeto é de autoria do vereador Miquinha, em 2009. Na época da solenidade, Valmir enfatizou que o tamanho do empreendimento era justificável pelo crescimento peculiar da cidade.

fachada restaurante popular parauapebas

“Estamos pensando em uma Parauapebas com população de 500 mil habitantes, sabemos das dificuldades que estamos enfrentando neste início de governo e por isso peço só um pouco mais de calma para a população”, enfatizou o prefeito.

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura, ainda em 2013, o primeiro Restaurante Popular de Parauapebas contaria com 1.700m2 de área construída, tendo 2 salões com capacidade para atender aproximadamente 300 pessoas e fazer 2.500 refeições por dia, ao preço máximo de R$ 1,99. Mas o projeto, que passou por várias adequações, será reduzido, o que acabará influenciando também na redução do número de refeições diárias a serem servidas.

Parauapebas

Exclusivo: entrevista com o prefeito Valmir Queiroz Mariano

Zé Dudu – Prefeito Valmir Queiroz Mariano, o senhor entra agora no seu último ano deste mandato. Vamos aproveitar a oportunidade para avaliar, um a um, seus três primeiros anos de governo?

2013 – O que se pode tirar de proveito em 2013, além da experiência?

 

VQM: Olha Zé, para fazer um trabalho sério e consistente, é necessário conhecer o município: seu potencial, suas fragilidades e oportunidades de melhorias. Tivemos que trabalhar internamente para estruturar a Administração Municipal. E uma das nossas tarefas prioritárias foi sanar os débitos de documentos obrigatórios ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). E o resultado foi que a Prefeitura de Parauapebas recebeu do Secretário Geral do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará, Robison Figueiredo do Carmo, a Certidão Nº 1326/2013 de “Nada Consta”.

Ao assumirmos nosso mandato, firmamos um compromisso com a sociedade deste município no sentido de realizar um trabalho incansável, cujo resultado será a melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Assim, procuramos de imediato trabalhar para sanar o problema da falta de água, a maior reivindicação da população parauapebense até então. Para isso, nossa primeira medida foi a substituição da adutora de água de fibra de vidro que, por ser bastante antiga, de 20 anos de uso, deixava sempre a cidade até quatro dias sem água. E implantamos cerca de 800 metros de adutora de tubos barbara, melhorando o fornecimento de água na cidade. Além disso, fizemos a reestruturação administrativa do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep).

Portanto, 2013 foi um período de estruturação, aprendizado, além de ter sido um grande desafio para a nossa gestão.

Também foi um ano comemorativo. Nós tivemos um importante acontecimento que foi a celebração do Jubileu de Prata do nosso município. Parauapebas comemorou seus 25 anos de emancipação político-administrativa com uma programação vasta e diversificada, nunca realizada na história da cidade.

2014 – Com um novo staff administrativo, as obras começaram a sair do papel. O senhor poderia citar quantas e quais obras foram entregues?

Com a experiência obtida no ano anterior e com as Secretarias estruturadas, em 2014 começamos a movimentar a máquina pública com obras e ações em favor da população parauapebense. Por exemplo:

Na educação, vamos fazer uma breve retrospectiva: em 2014 entregamos cinco escolas, em 2015 entregamos oito, e em 2013, foram sete entregues, somando esses três anos de gestão, são 20 unidades educacionais entregues para a população de Parauapebas. Vale ressaltar que nenhum outro município entre os 39 que compõem o Sudeste Paraense realizou a entrega de tantas escolas modernas e de qualidade em tão pouco tempo como nós.

Além disso, ainda compramos 100 novos ônibus escolares (até então, muitos alunos iam estudar transportados em caminhões pau de arara), e entregamos uniformes e kits escolares completos aos mais de 50 mil estudantes da rede municipal. Também investimos mais de 3 milhões de reais na construção do campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o primeiro campus de uma instituição de ensino federal no município.

Outra benfeitoria importante foi o fato de que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) fez a distribuição de mais de mil e oitocentos megafones aos educadores. O instrumento auxilia o professor a usar a voz de forma natural e não precisa cometer excessos, o que contribui para o maior conforto e longevidade da carreira, além de facilitar o entendimento dos alunos e assim, contribuir também diretamente com a aprendizagem. Essas são algumas dentre muitas outras benfeitorias.

Na saúde: investimos na implantação de uma unidade do SAMU e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com capacidade para atender 800 pessoas por dia; um ônibus para transportar pacientes que realizam tratamento de hemodiálise fora do município e 10 ambulâncias, entre UTI e Semi-UTI. Também reformamos o Hospital Municipal Teófilo Soares, melhorando o Pronto Socorro, que há 30 anos nunca havia recebido uma reforma.

Zé, sabemos que ainda precisa fazer muito pela saúde, contudo, já fizemos muito também, como:

– aquisição de 6 equipamentos de ultrassonografia de última geração ;

– Aquisição dos seguintes aparelhos e equipamentos: Arco Cirúrgico; 02 Raio-X e 01 mamógrafo de última geração; Tacógrafo e Bisturi Elétrico, estes estão entre os 300 aparelhos adquiridos nesta gestão para o hospital municipal;

– Reforma de 12 Unidades Básicas de Saúde;

– Reforma e Ampliação de 05 Unidades Básicas de Saúde, nos bairros Liberdade I, Altamira, Fortaleza, Cedere, Palmares II;

– Construção de 02 novas Unidades Básicas de Saúde, nos bairros Minérios e Alto Bonito;

– Implantação da Unidade Básica de Saúde do bairro Tropical I;

– Mudança de local do departamento de Controle, Regulação e Avaliação para o antigo prédio da Secretaria de Saúde (anteriormente, os pacientes e os servidores utilizavam um espaço insalubre, conhecido como “Sementinha”).

– Criação de 13 novos consultórios odontológicos, todos com aparelho de raio-x  e implantação dos serviços de Endodontia e Bucomaxilo;

– Criação do Centro de Especialidades Integradas (CEI), com 17 especialidades;

– Implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu);

– Contratação de 64 médicos para a rede municipal de saúde;

– Continuidade das obras do novo hospital, incluindo a implantação do Centro de Hemodiálise.

Na Habitação, desde quando assumimos a gestão, estipulamos uma meta de construção de 10 mil unidades habitacionais e então iniciamos a construção de 4.744 moradias em quatro projetos de habitação de interesse social, entre eles, o Alto Bonito com 2.400 unidades habitacionais.

Eu gostaria de ressaltar que um dos nossos grandes desafios da minha gestão foi o desfavelamento do Morro Alto Bonito, antigo Morro do Chapéu, e da baixada alagada do morro. Nós enfrentamos muita resistência por parte dos moradores em sair do local. Nos ameaçaram com facão, fizeram manifestações de protestos, mas nós enfrentamos tudo isso, tiramos as famílias daquele lugar que era uma grande favela e cuidamos delas. Inclusive, desde 2013, estamos pagando para cada família o aluguel social, no valor de R$ 400.

Além disso, demos a opção para cada família beneficiada escolher o que queria ganhar: casa ou apartamento, lote urbano ou a indenização das benfeitorias feitas pelo morador no local. E hoje, qualquer pessoa pode ver a belíssima e grande obra do Alto Bonito, o projeto de habitação de interesse social mais completo do Estado do Pará. O empreendimento tem incentivos do governo federal, porém, foi o governo municipal quem teve a ousadia e a coragem de enfrentar a retirada das famílias do local, vem pagando o aluguel social e encabeçou todo o processo de implantação do projeto de construção das moradias.

Na Água, quem não se lembra da grande dificuldade que as pessoas passavam sem água? Nós conseguimos ampliar o abastecimento de água em 100%, beneficiando 180 mil pessoas.

Trocamos e ampliamos a antiga rede de distribuição de água tratada, na Palmares Sul, e concluímos e ativamos a Estação de Tratamento de Água III (ETA III), naquela localidade. E ainda, implantamos reservatórios de água nos bairros Jardim Canadá, Parque das Nações I e II, Céu Azul, vila Paulo Fonteles, vila Sanção; também construímos o novo reservatório de água, no Cedere I, zona rural de Parauapebas, para atender cerca de 200 famílias, ampliando o abastecimento em 100% na localidade.

Em obras estruturantes, foi em 2014 que iniciamos o prolongamento da rua E e as duplicações da PA-160, um investimento de mais de 50 milhões de reais, com recursos próprios; da rodovia Faruk Salmen – um convênio Prefeitura e Vale -, obra orçada em mais de 23 milhões de reais; e da PA-275, um investimento de mais de 100 milhões de reais com recursos próprios.

Além de realizar obras estruturantes, nós interligamos vias que geram mais fluidez ao trânsito e oferecem rotas alternativas para os condutores, como por exemplo, o trecho que prolongou a rua A, no bairro Cidade Nova, à rua 25 de dezembro, no bairro Maranhão, como também fizemos a abertura da rua 16. E ainda, a construção de 4 pontes de concreto na zona urbana. Tudo isso, sem contar as centenas de serviços em revitalização ou recuperação de asfalto, por meio da Operação Tapa Buraco e de Drenagem; e mais de 500 km de estradas foram revitalizadas e seis pontes de concreto construídas, gerando mais mobilidade e segurança para os moradores da zona rural.

Na parte urbanística da cidade, ampliamos a rede de iluminação pública, como por exemplo, a avenida J. E ainda, Parauapebas foi um dos poucos municípios que alcançaram o prazo estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos/Lei 12.305, do Governo Federal, com relação à extinção do lixão a céu aberto, hoje, Aterro Controlado.

Mais de 20 praças públicas e quadras esportivas do município foram revitalizadas, proporcionando mais lazer e segurança para as famílias, assim como as academias ao ar livre, instaladas em praticamente todas as praças reformadas e também em outros pontos da cidade.

Então, Zé, 2014 foi um ano de muito trabalho e ótimos resultados para o nosso povo.

2015 – O ano foi marcado pela intervenção da justiça na Administração, por muitos boatos e pela volta por cima no que pese à condução política da administração.

Zé, 2015 foi um ano em que enfrentamos muitas dificuldades políticas e isso afetou bastante o andamento do nosso trabalho. Fui acusado injustamente, e nada foi comprovado contra mim, pois não há o que provar. Contudo, mesmo com os obstáculos, conseguimos muitas conquistas em obras e serviços para a população parauapebense. Entregamos 14 obras, como por exemplo, novas escolas, o mamógrafo, o IML e 424 moradias do projeto habitacional Vale do Sol.

Realizamos o concurso da Guarda Municipal, para aumentar nosso trabalho em segurança pública.

Outro feito muito importante que realizamos foi a troca de todas as vans do transporte coletivo por micro-ônibus, em parceria com a Central das Cooperativas de Van.

Na zona rural, beneficiamos mais de 2.600 famílias, doamos 100 kits de horticultura e construímos 285 tanques de piscicultura. Temos trabalhado duro, meu caro Zé.

Zé Dudu – O país vive uma crise financeira sem precedentes e Parauapebas, aos trancos e barrancos vem sobrevivendo a ela. Quais foram as ações de sua administração para ajudar o comércio local a superar a crise? 

VQM – Zé, Parauapebas, assim como todos os municípios brasileiros, foi afetada com a crise financeira mundial. Mas, como eu sempre digo, épocas de crise geram oportunidades e a nossa gestão soube aproveitá-las. Com as centenas de obras, incluindo as executadas e em andamento, geramos empregos, movimentamos o comércio local, realizamos concursos públicos, fomentamos a agricultura familiar e chamamos grandes empresas, como a Vale, para a responsabilidade social.

Grandes obras de impacto social contribuíram também com a economia do município, como as construções dos projetos habitacionais Alto Bonito e Vale do Sol, que geraram mais empregos.

Agora no final do ano, para você ter uma ideia, nós injetamos na economia local mais de 50 milhões de reais, entre 13º salário e salário de dezembro dos servidores públicos.

Zé Dudu – Restando apenas um ano para o fim do seu mandato a meta de entregar 10 mil unidades habitacionais anda longe de ser cumprida. Ainda dá tempo de chegar pelo menos perto desse número?

VQM Nós fizemos muito e só não conseguimos cumprir integralmente essa meta em razão da crise financeira mundial. Mais da metade dos nossos projetos de habitação de interesse social são realizados em parceria com o Governo Federal, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. Desde o início da crise, o Governo Federal cortou investimentos do programa, o que prejudicou não só o município de Parauapebas, mas todos os municípios brasileiros que têm obras do programa. Inclusive, eu quero dizer que Parauapebas foi, de certa forma, até privilegiada por manter o andamento das obras de dois grandes projetos, que é o Alto Bonito, com 2.400 unidades, e o Vila Nova, com 650 unidades habitacionais.

E, além de manter esses dois audaciosos projetos, eu quero dar uma excelente notícia em primeira mão para você: conseguimos aprovar um outro empreendimento para a construção de 500 novas moradias em nosso município. Trata-se do projeto na modalidade Minha Casa Minha Vida Entidades, em parceria com a Fundação Bento Rubião e Fundação Vale.

Zé Dudu – Em meados de 2014 o senhor concedeu uma entrevista a uma revista alemã e usou a seguinte frase: “Em curto e médio prazo, pretendemos criar um centro de excelência em educação. Temos visto vários exemplos de cidades que vivem apenas da educação”. A quantas anda esse projeto de tornar Parauapebas um centro de excelência em educação?

VQM – Desde que assumimos a gestão, temos colocado a educação como um dos pilares do nosso governo, pois acreditamos ser ela a base do desenvolvimento de um município, Estado e Nação. Então, com esse pensamento temos investido em construções, reformas, ampliações, qualificação de educadores, novos cursos superiores federais e construção de campus universitário. E já começamos a colher os frutos de todo esse nosso esforço. Em 2015, o desempenho educacional de Parauapebas ficou claro e atestado, também, pelo SisPAE, o Sistema de Monitoramento da Aprendizagem Escolar. Por meio dessa ferramenta, o município foi considerado o melhor do Estado do Pará em aprendizagem de alunos do 1º ao 5º ano e o segundo melhor de 6º ao 9º, recebendo, assim, quatro prêmios.

Atualmente, Parauapebas possui Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 5 pontos no ensino fundamental menor (do 1º ao 4º ano) e de 4,2 pontos no ensino fundamental maior (do 5º ao 9º ano). É o município paraense com uma das melhores redes municipais de ensino, conforme dados do Ministério da Educação (MEC). O Ideb é uma forma de monitorar a qualidade do ensino no país, avaliando o desempenho de alunos do ensino básico a cada dois anos.

Também fomos vencedores no IOEB (Índice de Oportunidades na Educação Básica), que tem como um dos apoiadores a Fundação Roberto Marinho. Nós somos hoje, nesse indicador, a melhor cidade do Pará e a mais bem posicionada que 14 capitais, inclusive Porto Alegre. Fomos campeões também na Olimpíada de Matemática e mais uma vez Parauapebas é destaque na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Na 18ª edição da OBA, realizada em 2015, tivemos 107 alunos de 14 escolas da rede municipal de ensino que conquistaram medalhas de ouro, bronze e prata. E mais, somos finalistas do concurso “Melhores Receitas da Alimentação Escolar” realizado pelo Mec, disputando com apenas um município da região norte. No próximo dia 24 deste mês, estaremos participando da final do concurso em Brasília, com duas novas receitas: escondidinho de frango, e arroz com cuxá e charque.

Sabemos que as conquistas ocorrem gradativamente e em nosso governo não é diferente. Assim, temos trabalhado para que tão logo Parauapebas seja um centro de excelência em educação.

Zé Dudu – Existem outros projetos do seu governo para que o município deixe de depender tanto da mineração?

VQM – Estamos trabalhando arduamente para desenvolver Parauapebas e temos direcionado nosso planejamento, visando novas alternativas para o município, como por exemplo, potencializando o Distrito Industrial, trazendo novas empresas de pequeno, médio e grande porte. A Prefeitura participou da Exposição Internacional de Mineração (Exposibram), em setembro de 2015, em Belo Horizonte (MG), a fim de divulgar as potencialiadades de Parauapebas e consequentemente, atrair novos investidores. E já começamos a receber as propostas de instalação. No dia 15 de dezembro passado, assinamos o termo de cessão de área do Distrito Industrial para a empresa Martin Engineering, a primeira multinacional a se instalar aqui. A Martin é líder mundial no manuseio de material sólido a granel e sua instalação em Parauapebas vai contribuir significativamente para o aumento de emprego e renda no município. Serão ofertados 120 empregos iniciais e um investimento em torno de 20 milhões de dólares. Também estamos em avançadas negociações com grupos chineses.

Mas, todas as empresas têm o mesmo tratamento, seja ela uma multinacional como é o caso da Martin, seja um empreendedor nacional ou local, todos têm tratamento igualitário. Todos são bem-vindos.

Zé Dudu – Não poderia deixar de citar as intervenções da justiça em seu mandado, já que o senhor teve membros do seu staff mais próximo presos por ela. Que influência as ações da justiça tiveram até o momento em seu mandato?

VQM – Meu governo tem feito obras e serviços para a comunidade, em três anos, o que nenhuma outra gestão fez. E isso, por um lado, assustou muita gente, devido aos altos investimentos que fizemos nas grandes obras estruturantes. Tivemos sim, a presença da Polícia Federal, Gaeco, Ministério Público, e nós sempre estivemos com as portas da Prefeitura abertas, cooperando com as investigações.

Zé Dudu – O senhor tem se caracterizado por tomar iniciativas pouco populares ao longo desses três anos. Foi assim, ultimamente com a retirada dos camelôs da Praça dos Metais e adjacências. Com a popularidade em baixa, não seria melhor deixar esse tipo de ação para um momento mais oportuno?

VQM – Zé Dudu, ao entrar na política, eu decidi doar parte do tempo da minha vida à melhoria dessa cidade. E claro que toda mudança gera desconforto, medo, insegurança, porque as pessoas estão acomodadas, acostumadas com alguma situação e relutem em sair dela. Assim como o Morro do Chapéu, também tivemos dificuldades com a retirada dos Camelôs da Praça dos Metais, mas graças a Deus conseguimos. O local não estava mais propício para que eles continuassem ali. Então, remanejamos 115 para o Mercado Municipal, no Rio Verde, e 55 para o Centro de Abastecimento de Parauapebas, o CAP.

Nossa equipe identificou alguns feirantes de baixa renda e para não deixá-los desamparados, a Prefeitura vai ajudá-los com o auxílio social no valor de R$ 500,00, em um prazo de seis meses, até sua adaptação. Para isso, criamos o Projeto de Lei 65/2015 que já foi aprovado pela Câmara de Vereadores. Tenho ouvido muitos elogios dos próprios feirantes pelo sucesso de vendas no novo local.

Zé Dudu – Algumas obras de mobilidade urbana feitas em sua gestão melhoraram significantemente o trânsito em Parauapebas, entre elas a duplicação da Faruk Salmen e PA-160. Embora em plena crise, o senhor acredita que investir em mobilidade foi um acerto?

VQM – Nós iniciamos o plano de mobilidade urbana em 2014, portanto, antes da crise financeira mundial. E como fizemos um bom planejamento orçamentário, mesmo com a crise agora, temos recursos para concluirmos as obras. Sabemos que uma boa parceria nos fortalece, sendo assim, contamos também com um convênio com a Vale na duplicação da rodovia Faruk Salmen. O investimento em mobilidade foi mais que um acerto, Zé. Eu optei em fazê-lo porque mobilidade impacta diretamente na melhoria de vida do nosso povo. Quando assumi o governo, priorizei algumas áreas e a mobilidade urbana sempre esteve em meu planejamento. O nosso povo precisava de vias mais largas para melhor fluidez de um trânsito rápido e seguro, por isso, investimos muito, acreditando que investimento em mobilidade mudaria o dia a dia de Parauapebas. Para você ver, acidentes na PA-160 reduziram quase 40%, enfim, nosso trabalho tem sido bem mais que estrutural: criamos a Secretaria de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi), colocamos radares na cidade, melhoramos o transporte público municipal, substituindo as vans por micro-ônibus climatizados e com acessibilidade para cadeirantes, sendo esse o primeiro projeto nessa área a ser financiado pelo banco Basa; aumentamos o quantitativo de agentes do DMTT e implantamos o sistema de videomonitoramento com 95 câmeras na cidade. Então, isso foi um grande acerto.

Zé Dudu – A obra do novo Hospital Municipal de Parauapebas vai para o seu oitavo ano, três destes sob vossa administração. Quando será, finalmente inaugurado aquele hospital e quanto custará ao município?

VQM – Quando assumi a Prefeitura, recebi a obra que já vinha se arrastando há cinco anos. Foram solicitados vários aditivos, ainda no governo passado, e não concluíram a obra. Nós trabalhamos intensivamente, e hoje a obra já está com 90% concluída, e com 70% dos equipamentos comprados. Nossa meta é inaugurarmos no primeiro semestre deste ano.

O custo total da obra do novo hospital está estimado em 50 milhões de reais.

Zé Dudu – Ouvi de uma fonte dentro da PMP que a regionalização do novo HMP não mais ocorrerá e que, agora, um consórcio entre o Governo Federal, o Governo Estadual e os municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás e Curionópolis seria criado para tocar o Hospital, que terá um custo anual milionário. Isso é mesmo verdade e como funcionará esse processo?

VQM – Não se trata de tocar o hospital. Esse modelo de consórcio que estamos tentando implantar consiste no custeio da manutenção do novo hospital, e é um tipo de regionalização baseado no modelo de sucesso implantado no Estado do Ceará. De acordo com os técnicos da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), se tudo ocorrer bem, os outros hospitais regionais do Estado do Pará seguirão esse mesmo modelo.

Na proposta de rateio dos custos, os municípios participantes do consórcio: Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado e Curionópolis se responsabilizam por 60% do custo total de manutenção e o governo estadual entra com 40%. O governo federal faz os repasses conforme a produção realizada pelo hospital, efetivando o pagamento de cada procedimento de acordo com a tabela SUS.

É a melhor opção para nosso município já que de uma forma ou de outra iríamos atender pacientes de toda a região, por isso, nada mais justo que ratear os custos entre o governo estadual e os municípios que a população será beneficiada.

Nossa ideia é que esse hospital seja referência no tratamento de trauma, dessa forma, reduziremos significativamente a remoção de pacientes para realização de cirurgias e tratamentos de alto risco fora do município. Além disso, os pacientes que fazem tratamento de diálise não precisarão mais se deslocar três vezes por semana para Marabá por que o procedimento será realizado aqui no nosso hospital.

Além de ofertar atendimento de média e alta complexidade, contribuindo significativamente para a melhoria da saúde pública da nossa região, a inauguração desse novo hospital vai gerar emprego e renda, além de facilitar a implantação de cursos de nível superior na área de saúde.

Zé Dudu – O senhor, em campanha, prometeu acabar com o turno intermediário nas escolas de Parauapebas. Esse compromisso está sendo cumprido?

VQM – Como eu já mencionei anteriormente, a educação é um dos pilares da nossa gestão. Mais de 50% das escolas municipais de Parauapebas não possuem mais o turno intermediário. E com as novas inaugurações de escolas, pretendemos reduzir esse índice ainda mais.

Zé Dudu – O senhor será candidato à reeleição?

VQM – Meu caro Zé Dudu, eu me comprometi com Parauapebas que trabalharia esses quatro anos de minha vida para desenvolver essa cidade que escolhi para amar, viver e criar meus filhos. Então, eu preciso terminar as várias obras ainda em andamento. Dessa forma, sou sim, candidato à reeleição e conto com o apoio do povo de Parauapebas para juntos, continuarmos construindo uma cidade cada dia melhor para viver.

Zé Dudu – Mais alguma coisa que o senhor queira acrescentar que por ventura não lhe foi perguntado?

VQM – 2015 foi um ano difícil, turbulento, onde vivemos dificuldades do ponto de vista econômico e político. Infelizmente, devido à ambição e má conduta de alguns, Parauapebas foi destaque nacional em escândalos de corrupção. Mas, esse momento serviu para identificarmos quem são as pessoas que tem compromisso com esse município. Eu sempre digo que eu trabalho para o povo de Parauapebas, e não para grupos ou pessoas oportunistas, que pensam apenas em interesses próprios. Eu tenho um compromisso com essa cidade, estou aqui há mais de 25 anos, tenho um verdadeiro sentimento por essa cidade, eu sou um cidadão parauapebense pioneiro e jamais vou denegrir a história que tenho construído ao longo desses anos. Zé, eu sou um político estadista, pois o meu trabalho visa obras que venham contribuir para as próximas gerações. O povo de Parauapebas confiou a mim o privilégio de gerir esse município e eu jamais vou decepcionar esses mais de 40 mil eleitores que acreditaram que eu poderia fazer de Parauapebas uma cidade cada dia melhor. Eu agradeço essa oportunidade de mostrar para Parauapebas o resultado do nosso trabalho. Obrigado!