Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Marabá

Vereadores de Marabá unem forças com a ACIM e demais entidades na luta pela revitalização do Distrito Industrial

Apesar de ser o maior do estado, o parque industrial da cidade está abandonado e não oferece áreas para investimento

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Sete dos 21 vereadores da Câmara Municipal de Marabá (CMM), representando o Poder Legislativo, estiveram na manhã desta quinta-feira (3) no Distrito Industrial. A visita ocorreu com o propósito de ver de perto a situação daquele parque, hoje um cemitério de siderúrgicas, cuja única parte disponível foi invadida por especuladores imobiliários, que já foram despejados por duas vezes, mas voltaram a ocupar os lotes. Esses dois fatores se constituem um gargalo à atração de outras indústrias para a cidade, pois, apesar de ser o município com o maior Distrito Industrial do Pará, este, contraditoriamente, não oferece espaço para a vinda de novos investimentos.

A solução mais rápida seria que as grandes áreas, hoje ocupadas pelas siderúrgicas desativadas há quase 10 anos, fossem devolvidas ao Estado pelo processo de recompra. Entretanto, os donos argumentam sempre que o mercado do ferro-gusa pode voltar a crescer e eles possam retomar a produção.

Ciceronizados por diretores da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) e por gerentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), os vereadores ficaram preocupados com a situação e prometeram
envidar esforços para se unir na luta pela revitalização do Distrito.

No entanto, a solução esbarra na disposição do Estado em retirar definitivamente os invasores da área ocupada e em usar de recursos administrativos para que os lotes ocupados pelas empresas desativadas sejam devolvidos ou liberados. Somente assim o município terá condições de atrair novos investidores.

Para o vereador Pedro Correa Lima, presidente da Câmara, diante da situação, é necessário montar com urgência um grupo de trabalho, formado pelo Estado, na figura pela Codec, prefeitura, Câmara, ACIM e demais entidades representativas do empresariado local, “com o objetivo de juntar todas as forças” e tomar providências a fim de começar a revitalizar o Distrito Industrial.

Ricardo Pugliese, secretário municipal de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia, que acompanhou a visita, avalia que a disposição da Câmara Municipal em procurar o setor produtivo, e também se interessar pelo destino do Distrito Industrial, é fundamental “porque é mais um aliado na luta pela revitalização” do parque, pois “Marabá hoje não tem áreas disponíveis para empresários que queiram investir aqui”.

Ricardo Carneiro, gerente de Relações Institucionais da Codec, que também acompanhou a visita ao lado da gerente Regional Ana Cavalcante, disse que hoje o Estado, em curto prazo, está levando ao Distrito a revitalização da infraestrutura com recapeamento do asfalto em áreas críticas, abertura e pavimentação de novas vias, além de limpeza geral. “Paralelamente a isso, temos as nossas ações institucionais para tentar disponibilizar áreas, a fim de
instalar novos empreendimentos”.

Para João Tatagiba, que faz parte da diretoria da ACIM, é importante o engajamento da Câmara Municipal na luta pela revitalização do Distrito Industrial, que é o maior do Estado, mas, em contrapartida, não tem espaços para oferecer a empresas que queiram se instalar no município.

“A fase um está ocupada por grandes siderúrgicas, todas com as atividades paralisadas, ocupando áreas imensas. A fase dois está toda desocupada, mas não tem infraestrutura do Estado e, o pior, está toda invadida. O caminho é começar um movimento de todas as instituições da sociedade civil organizada com o Poder Público a fim de unir focos”, afirma ele.

O objetivo dessa união é rever parte das áreas do Distrito 1, para que hajam lotes disponíveis a novos empreendimentos, com operação de recompra ou desapropriação; depois, reaver imediatamente a área invadida. “É
uma área grande, que já está licenciada e não podemos perder. São coisas que têm de ser trabalhadas imediatamente, para que consigamos avançar no desenvolvimento industrial de Marabá”, concluiu Tatagiba, que na visita esteve acompanhado dos empresários Delano Remor, Flávio Sousa e Abérico Roque, também diretores da ACIM.

Vale

Vale e COOPMASP assinam Termo de Cooperação para doação de madeira legalizada

A primeira carga deve chegar ainda nesta terça-feira (4)

De acordo com os integrantes da Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas (COOPMASP), há mais de 20 anos a entidade luta para conseguir doação da madeira extraída da Floresta de Carajás, decorrente do processo de exploração mineral. Nos últimos meses, a união de forças políticas e o desejo da empresa de fazer a doação culminaram em um projeto piloto que disponibilizará 2.000 m³ de madeira para a cooperativa.

Para que a doação se efetivasse dentro da legalidade, foi necessária alteração na legislação estadual sobre o assunto, com isso, outros municípios poderão também ser beneficiados por conta desta mudança na Lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), conforme detalhou o presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, durante o evento de assinatura do Termo de Cooperação, realizado na manhã desta terça-feira (40), no Polo Moveleiro.

A Alepa foi acionada por representantes da Prefeitura de Parauapebas, Câmara de Vereadores, ICMbio, Vale e COOPMASP, que buscaram na Casa de Leis apoio para realização do processo de doação dentro da legalidade. “Quando chegamos com essa demanda, o deputado Márcio Miranda nos deu total apoio. Nos reunimos com o secretário de meio de ambiente do Estado e buscamos apoio de todos os legisladores daquela Casa de Leis para conseguirmos celeridade na aprovação da alteração da Lei”, informou o deputado Gesmar Costa.

Projeto Piloto

A primeira carga de madeira deve chegar ao Polo Moveleiro ainda nesta terça-feira (4); estava programada para chegar no momento do evento, mas, segundo os organizadores, não foi possível. De acordo com o empreendedor do ramo de movelaria, Elionai Barbosa, que atua desde a década de 80 no segmento, a carga de hoje é de 60 metros cúbicos.

“Era para chegar essa madeira agora, durante o evento, mas teve um atraso. O importante é saber que já está a caminho. Esta é uma luta de muitos anos, que chega ao seu final; foi feito todo o procedimento burocrático e agora é começar a madeira a cair aqui no pátio”, afirmou Elionai Barbosa.

As madeiras são de espécies variadas, oriundas de atividades de supressão vegetal, devidamente autorizada pelo órgão ambiental. O Termo de Cooperação estabelece que a madeira, após retirada da área da empresa, será de inteira responsabilidade da COOPMASP, incluindo beneficiamento e repasse às empresas moveleiras legalizadas.

Todo o processo será acompanhado por uma Comissão de Fiscalização, que terá como uma das suas atribuições a análise da documentação de regularização da Cooperativa junto ao Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) e ao Ceprof (Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais).

Ambos os sistemas são primeira condição para a movimentação de madeira legal, constituindo um grande banco de dados, que tem como objetivo auxiliar e controlar a comercialização e o transporte de produtos florestais no Estado. Além disso, a Comissão deverá acompanhar o andamento das atividades, as movimentações e beneficiamento da madeira doada.

Com esse incremento, a expectativa é que sejam gerados 400 novos empregos, considerando as 85 movelarias em condições de se beneficiar com a assinatura do Termo de Cooperação. José Gilson Freitas é outro moveleiro que está no segmento há 10 anos − ele tem dois empregados atualmente e já prevê novas contratações com a chegada da madeira: “antes a gente não tinha como trabalhar, não havia matéria-prima legalizada, agora será diferente, estou muito animado, certeza que vou precisar de mais profissionais trabalhando comigo”.

Política

Câmara de Parauapebas realiza duas sessões em um dia

Aprovações de emendas, indicações e projetos de lei foram assuntos do dia

O encerramento dos trabalhos legislativos desse primeiro semestre de 2017 foi marcado pela realização de duas sessões nesta terça-feira (27). A primeira tratou de aprovação de emendas, indicações e projetos de lei do Legislativo e do Executivo, e a segunda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Durante a primeira sessão foi informado que a Câmara recebeu ofícios, do Executivo, especificamente da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), tratando dos seguintes assuntos: Relatório de Execução Orçamentária (REO), concernentes ao primeiro e segundo bimestres de 2017; Relatório de Gestão Fiscal (RGF), referente ao primeiro quadrimestre do ano; prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre do mesmo ano, da Prefeitura, assim como também dos Fundos Municipais de Meio Ambiente, Cultura, Integração e Protagonismo Juvenil, dos Direitos da Mulher, Habitação de Interesse Social, dos Direitos da Criança e do Adolescente, Assistência Social, Saúde, Educação e FUNDEB.

O presidente da Câmara, Elias Ferreira, apresentou duas Indicações que, segundo ele, podem gerar economia aos cofres públicos municipais. A Indicação 200/2017 solicita ao Executivo que “regulamente em lei a institucionalização do protocolo clínico das diretrizes terapêuticas do programa de alergia à proteína do leite de vaca (aplv) e intolerância à lactose, segundo abordagem multidisciplinar, âmbito do Sistema Único de Saúde do município”, diz parte da proposta do vereador. Em sua justificativa, ele afirma que a entrega de leite para as crianças que carecem do alimento não é feita com os devidos critérios.

“Essa Indicação se faz necessária para que haja critério no seu fornecimento [do leite], consequentemente adequando a aplicação do dinheiro público. Por exemplo, São Luís do Maranhão tem mais de um milhão de habitantes, conforme o IBGE, e gasta, por mês, em torno de R$ 130 mil, com os produtos; já Parauapebas, que possui em torno de 200 mil habitantes, está gastando meio milhão de reais por mês, sinalizando claramente a má utilização dos recursos”, afirmou o presidente da Câmara.

A outra Indicação feita por Elias Ferreira trata da substituição das lâmpadas incandescentes por LED, ação que pode resultar na economia de até 83% de energia, segundo o vereador.

ICMS

Mais uma vez o percentual destinado ao município de Parauapebas referente à Cota Parte do ICMS foi questionado na sessão, desta vez a vereadora Joelma Leite utilizou a tribuna e fez uma apresentação bem didática para explicar as perdas de recurso que o município vem sofrendo, “vieram uns iluminados, de Belém, dizendo que quem fixa o índice é a equipe de Fazenda do governo e não a Constituição. Quem acha que a nossa maior receita é a CFEM está enganado, nossa maior receita é o ICMS e a forma arbitrária com que o governo estadual fez toda essa metodologia nos dá certeza de que estamos em uma situação crítica. Se eles fizessem isso para todos os municípios, tranquilo, seria justo, mas não, fizeram só Parauapebas, aquele município que tem fama de rico e que todo mundo quer tirar uma pontinha. Como os índices são fixos, quando diminui o de um município automaticamente aumenta o de outro, nesse caso, aumentou o índice de Belém. É inadmissível que o governo estadual, além de não governar para Parauapebas, ainda tire o nosso recurso”, afirmou a vereadora.

O vereador Luiz Castilho compartilhou um pouco da atuação da Comissão Especial de Estudo da Cota Parte do ICMS e da viagem que os integrantes fizeram à Brasília. “Essa comissão teve voz no gabinete da presidência. Gostaria de parabenizar a nossa colega relatora, economista, Joelma Leite, com o conhecimento dela e a força política que os demais integrantes da Comissão tem tido, vamos ter êxito. Amanhã falaremos com o governador em exercício, com os dados técnicos que temos e com a força política do Marcelo Parcerinho, que é do mesmo partido dele, tenho certeza que teremos apoio”, afirmou o vereador.

Segunda Sessão

A segunda sessão tratou de assuntos relacionados à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Inclusive, foi aprovada por unanimidade a alteração do percentual de gastos destinados à publicidade, no orçamento de 2018. O percentual atual é de 0,5% para publicidade, com a aprovação da Câmara, o Executivo poderá destinar 1,5% do orçamento total para essa rubrica.

Parauapebas

Comunidades dos bairros Tropical e Ipiranga I e II recebem a primeira audiência do PPA

Até o dia 19 de julho acontecerão 19 Audiências Públicas nos diversos bairros de Parauapebas.

Os principais anseios da comunidade dos bairros Ipiranga, Tropical I e Tropical II foram ouvidos neste sábado, durante a primeira audiência pública de uma série de 19 que estão sendo realizadas pela Prefeitura de Parauapebas para a elaboração do Plano Plurianual (PPA), instrumento de planejamento para nortear as ações da gestão pública nos quatro anos de governo, de 2018 à 2021.

O prefeito, Darci Lermen, acompanhado dos seus secretários de governo, esteve presente na abertura dos trabalhos. O chefe do Executivo destacou a importância da participação popular nas audiências do PPA, onde se apontam para a gestão quais as principais demandas por serviços públicos em suas comunidades. “Cada um de vocês é importante nesse processo”, afirmou Darci.

“Foi o Darci quem fez o projeto habitacional nesses bairros e agora tem a oportunidade de fechar com chave de ouro e concluir o que ele começou, entregando os equipamentos públicos como escola, posto de saúde e praças”, destacou o vereador José Marcelo Alves Filgueira (Parcerinho). Nenhum vereador da base marcou presença no evento.

A participação da população foi maciça. Muitos pessoas quiseram conversar diretamente com o prefeito após o evento. A aposentada Maria Carvalho, que reside perto da Igreja Pentecostal da Graça, local em que foi realizado o evento, participou da audiência e concordou com as demandas apresentadas. “Precisamos de um postinho de saúde que funcione aqui no nosso bairro. O prefeito passado colocou uma aqui mas nunca funcionou direito”, relatou a aposentada, que reside no Tropical.

De acordo com o cronograma divulgado pela prefeitura, a comunidade da Palmares II recebeu a audiência do PPA neste domingo, a partir das 8 horas, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Oziel Alves. A próxima audiência está programada para terça-feira (6), na Escola Municipal Domingos Cardoso, localizada no bairro Habitar Feliz (Casas Papulares I).

PPA

É por meio do PPA que o governo organiza as políticas públicas, fixa metas e determina ações que devem ser cumpridas para o desenvolvimento do município. Todo e qualquer cidadão pode participar das audiências e manifestar opinião sobre o que espera do poder público, ao longo da gestão.

“É muito importante o debate em grupo para afinarmos as prioridades de cada bairro do município”, diz João Corrêa, secretária municipal de Planejamento, pasta responsável pela elaboração do PPA. “A população poderá interferir diretamente na discussão de qualquer linha do orçamento”, acrescenta o secretário.

Em cada plenária, informa o titular da Seplan, é distribuído um roteiro básico, com 20 temas, para que os participantes elenquem, por ordem de prioridade, quais políticas e projetos precisam ser desenvolvidos no bairro.

Entre os temas, educação básica de qualidade, acesso a serviços de saúde, acesso à água potável e tratamento de esgoto, geração de emprego e renda, expansão e modernização do transporte coletivo, inovação científica e tecnológica, proteção contra o crime e a violência e acesso a serviços culturais, ao esporte e ao lazer.

PASSOS SEGUINTES

João Corrêa explica que, a partir do roteiro, todas as informações serão sistematizadas semanalmente e divulgadas no site oficial da prefeitura (www.parauapebas.pa.gov.br). “No final de toda a jornada iremos então elaborar o documento”, diz o secretário, para informar que em cada plenária os bairros vão indicar um representante para o Coletivo Municipal de Planejamento, responsável por debater e preparar o PPA 2018-2021. As plenárias irão até 11 de julho.

O Coletivo foi montado no início do ano e envolve representantes de todas as secretarias e conselhos municipais, responsáveis pela elaboração não apenas do PPA, mas também da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – que precisa ser debatida e aprovada pela Câmara de Vereadores até 30 deste mês – e a Lei do Orçamento Anual (LOA), cujo prazo para aprovação é dezembro.

A última reunião do Coletivo foi em maio deste ano “e superou todas as expectativas em participação”, diz João Corrêa, para quem a ampliação do grupo, com representantes populares, é outro grande avanço do governo municipal.

Encerradas as audiências públicas, a prefeitura tem até 31 de agosto para encaminhar para a Câmara Municipal o projeto que dispõe sobre o PPA, que precisará ser votado até o final de setembro. No Legislativo, os vereadores poderão propor emendas à matéria. (Com informações da ASCOM-PMP)

PCCR

Professores prometem lotar o plenário da Câmara de Marabá nesta terça-feira, quando será apresentada a nova proposta do PCCR

“É uma maldade”, diz Joyce Rebelo, coordenadora do Sintepp, ao falar dos cortes propostos pelo Executivo

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A coordenação do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) – Subsede Marabá passou o dia de hoje, segunda-feira (20), mobilizando a classe de educadores e outros servidores ligados à Educação para lotar o plenário da Câmara Municipal amanhã, terça-feira (21). É que, durante a sessão será apresentada a proposta do governo municipal para o novo PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remunerações), de autoria do Executivo, que visa diminuir o valor da folha de pagamento desse setor, considerado muito alto.

Os coordenadores do Sindicato também percorreram os gabinetes dos vereadores a fim de sensibilizar cada um, na tentativa de que a proposta não seja aprovada da maneira como foi elaborada. “Vai haver servidor cujas perdas serão de R$ 3 mil ou mais”, disse ao blog, na tarde de hoje, Joyce Cordeiro Rebelo, coordenadora da Subsede, lamentando: “É uma maldade”.

De acordo com ela, na proposta, o Executivo cria um vencimento vinculado a um salário-base, mas não estipula a lei que vai fixar um ao outro: “Fala apenas em nível superior, mas não diz nada sobre os professores de nível médio que progridem para o superior. Nada é assegurado nessa proposta”, explica Joyce.

Ela afirma, ainda que, ao mesmo tempo em que cria o salário-base, o governo municipal não assegura a conversão das perdas que seriam asseguradas sob a forma de vantagem pessoal. “O prefeito Tião Miranda está revogando o artigo de que trata lei, a qual assegura que, caso haja um novo reenquadramento do servidor, as vantagens pessoais sejam mantidas”, detalha a coordenadora do Sintepp.

Joyce Rebelo fala ainda do fim da gratificação de regência, contrariando o que havia sido decidido em consenso pela Comissão do PCCR, formada por dirigentes do Sintepp,

representantes do Legislativo e da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

“O consenso foi de que ficaria no piso de 10%. Ou seja, haveria uma redução na gratificação dos diretores, mas não reduziu. Em vez disso, retirou a regência deles”, protesta a dirigente sindical.

Outro ponto da proposta do Executivo, considerado por Joyce, “muito sério” é a redução do percentual das progressões. “Nenhum município no país paga 10% para nível superior. A nossa proposta é de 50%, e isso é uma luta nacional; o mestrado, que hoje é 100%, seria reduzido para 20%; e o doutorado, que hoje de é 150%, cairia para 30%”.

Alem desses e de outros cortes, Joyce Rebelo afirma que a proposta extingue gratificação professor formador, a gratificação de docência das casas penais, altera a gratificação de zona rural para professores que trabalham em municípios distantes até 50 quilômetros da sede “e determina até redução nos vencimentos dos servidores de apoio, os que ganham menos”.

Prefeitura

Na sua Fanpage, a Prefeitura de Marabá diz que, sobre as alterações no PCCR, a Semed esclarece que foi instalada uma Comissão formada por representantes de vários segmentos (Legislativo, conselhos, educadores), os quais debateram o tema por mais de uma semana e elaboraram um texto base que foi aprovado pelo colegiado e enviado ao Executivo.

Diz ainda que no novo PCCR consta aprovação de algumas gratificações e extinção de outras. “O diálogo foi instaurado para que na proposta houvesse a voz de quem será o destinatário do Plano de Carreira. Todavia, essa proposta foi submetida ao prefeito para que faça sua avaliação, elabore um projeto de lei para a Câmara Municipal”.

“Além disso, é preciso lembrar que o ambiente de debates não se esgotou, pois quando o projeto de lei do Executivo chegar ao Legislativo, ele continuará sendo debatido com a sociedade, podendo receber emendas parlamentares antes de sua aprovação final”, diz o texto.

Gestão

MP freia licitações questionáveis da Câmara Municipal de Tucuruí

Diretor Administrativo foi levado para Delegacia e presidente teve de voltar atrás e fazer várias mudanças

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio das promotoras de Justiça de Tucuruí Amanda Luciana Sales Lobato e Adriana Passos Ferreira, expediu recomendação, no dia 16 de fevereiro, ao presidente da Câmara Municipal, Benedito Joaquim Campos Couto, com a finalidade de suspender todos os processos licitatórios em trâmite, em virtude de notícia de possível fraude.

O instrumento jurídico foi expedido após trabalho realizado pela equipe técnica do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (Gati), Polo Sudeste III, composta pelos servidores do Ministério Público, Venusa Freire (contadora) e Fabrício Corrêa (engenheiro civil), nomeados pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Após reunião de trabalho com os promotores de Justiça do polo, os técnicos cumpriram deliberação para acompanhar nos portais da transparência das comarcas da região Sudeste III e no Diário Oficial do Estado o andamento dos processos licitatórios.

O trabalho surtiu efeito e em inspeção à Câmara Municipal realizada pelas promotoras Amanda Lobato e Adriana Ferreira e os técnicos do Gati, foram encontradas diversas irregularidades, dentre as quais processos licitatórios sem o devido procedimento, pareceres jurídicos sem assinatura, inexigibilidades questionáveis, prazos exíguos entre a publicação do edital e a sessão de abertura.

Durante a inspeção, o que mais surpreendeu as promotoras de Justiça foi a falta de conhecimento da Comissão de Licitação e do diretor do Departamento de Administração, Jhonnes de Almeida, que disse que não sabia nada sobre licitação e que assinava sem ler, motivo pelo qual foi conduzido para Delegacia em razão de indicio de crimes tipificados na Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93).

A recomendação foi entregue em reunião realizada no Ministério Público no mesmo dia 16 de fevereiro, com a presença das promotoras de Justiça, do presidente da Câmara e seus advogados, oportunidade em que tomaram ciência da recomendação, que determinou a suspensão de todos os processos de licitação em curso.

“Ainda foram alertados sobre a necessidade de rever a folha de pagamento de seus servidores em razão da existência de salários que ultrapassam o teto do prefeito municipal e a necessidade de realização de concurso público, que são objetos do Plano de Atuação da Promotoria de Tucuruí Bienio2016/2017”, ressaltaram as promotoras de Justiça.

O gestor da casa legislativa já sinalizou, por meio de documento encaminhado ao Ministério Público na segunda-feira (20), que irá cumprir a recomendação na sua totalidade.

Política

Vereador Zacarias reúne com senador Flexa Ribeiro e cobra melhorias para Parauapebas

Senador prometeu respostas às demandas de Parauapebas no início do próximo mês.

O vereador parauapebense Zacarias Marques (PSDB) e membros da executiva do partido em Parauapebas se reuniram nessa quarta-feira (25), em Belém, com o senador da república Flexa Ribeiro (PSDB) em busca de apoio para educação e segurança do município de Parauapebas.

Participaram da reunião a diretora da Escola sede Ana Maria, Juliana Santos e Roberto Santiago da executiva do partido.

Na reunião, o Vereador Zacarias Marques solicitou ao senador a retomada das obras do estado no município de Parauapebas, entre elas a Escola Tecnológica da Cidade Jardim. Solicitou ainda as reformas das escolas Marluce Massariol e Eduardo Angelim e a reconstrução da Escola Irma Dulce.

Já no quesito segurança Pública o vereador reforçou também a retomada das obras do PROPAZ e do Presídio, há tempos paralisadas.

O senador Flexa Ribeiro ficou sensibilizado com as solicitações e se comprometeu em levar ao Governador Simão Jatene, prometendo um retorno já no início do mês que vem.

Educação

Cerca de 80% dos alunos do ensino fundamental compareceram às escolas no primeiro dia de aula em Parauapebas

Os problemas ocorridos durante o primeiro dia de aula em Parauapebas foram pontuais, afirmou a Ascom

O ano letivo começou nesta segunda-feira (23) para os alunos do ensino fundamental da rede pública municipal de ensino em Parauapebas. De acordo com a Prefeitura, cerca de 80% participaram do primeiro dia de aula. Os pequenos da educação infantil, crianças de 4 a 5 anos terão suas aulas iniciadas em fevereiro, conforme o calendário escolar da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ainda de acordo com a Prefeitura, o início do período escolar ocorreu dentro do esperado pela Semed. Em mudança de governo sempre é um desafio manter tudo em ordem no primeiro momento, prova disso foi o tumulto que ocorreu na Escola Municipal Olga da Silva, localizada no Complexo Altamira. A equipe recepcionou muito bem os pais, porém, em função da destinação de alguns alunos para um novo anexo, houve reclamações e questionamentos.

Eu moro na rua atrás da escola, meu filho estuda aqui já faz quatro anos. Não tem lógica colocá-lo para um anexo que fica bem longe da minha casa, mesmo tendo a série que ele vai estudar aqui no Olga. E eu vi que uns alunos que não moram tão perto da escola vão continuar aqui, não vão para o anexo. Eu não vou aceitar isso”, disse a dona de casa Silverleide Seguins.

Outras reclamações surgiram: “eu tenho o comprovante de matrícula aqui, mas o nome da minha filha caçula não está em nenhuma lista da escola, outra coisa, quando eu fiz a matrícula, escolhi o período da manhã. Agora a diretora disse que não tem mais vaga nesse horário e terá que colocá-la no intermediário. Como assim? Ela já não estava matriculada? Não entendi nada”, disse Aparecida Carvalho, que foi orientada a levar a sua filha mais velha, também matriculada na escola Olga da Silva, para o novo anexo escolar, e quando chegou ao local o vigia disse que não tinha cadeiras e que o espaço ainda estava sendo organizado para receber os alunos.

Segundo a Assessoria de Comunicação (Ascom), em nota, o problema é pontual. “Devido à demanda de matrículas na unidade educacional, houve a necessidade de transferir alguns alunos do prédio-sede para o anexo, que funciona na antiga Escola Renascer. A transferência gerou transtornos pontuais, mas a ação foi tomada para melhor atender aos estudantes”.

Tal demanda é comprovada, já que este é o segundo anexo que a Semed teve que providenciar para a escola Olga da Silva, que fica localizada em uma das regiões mais populosas da cidade. Os reparos no prédio do anexo estão sendo providenciados para que as aulas tenham início ainda esta semana, informou a Ascom.

Situação na Palmares II

O impasse na escolha dos gestores das escolas públicas na Palmares II, que culturalmente é realizada pela comunidade escolar e neste ano teve interferência da vereadora Eliene Soares no processo, conforme matéria publicada pelo Blog anteriormente, gerou o atraso no início das aulas naquela localidade.

De acordo com um comunicado da Coordenação de Representantes de Setores da Comunidade, em reunião realizada na última quinta-feira (19), quando estiveram presentes o prefeito Darci Lermen, seu chefe de Gabinete e o secretário de Educação, foi orientado que a aulas iniciassem apenas nesta terça-feira (24), depois da definição de quem serão os gestores escolares. O comunicado diz também que “Darci reafirmou o compromisso de respeitar as decisões da nossa comunidade, acerca das eleições diretas para direção escolar”.

Dos bastidores da Semed chega a informação de que a escolha das direções das escolas municipais – todas elas – foi usada como moeda de troca com os vereadores, o que faz notar que os antigos métodos praticados na política local não sofreram a mudança anunciada.

error: Content is protected !!