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Brasil

Vírus que provocou surto de gripe nos EUA também circula no Brasil

O Ministério da Saúde ainda não marcou o início da campanha nacional de vacinação, mas segundo a assessoria de imprensa da pasta, deve ocorrer entre abril e maio.
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Com a chegada do outono, é esperado que novamente o vírus Influenza, causador das gripes, comece a circular com mais intensidade no país. Além do vírus H1N1, também conhecida como gripe influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus Influenza que só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.

Segundo o último informe epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, já são 13 os estados brasileiros que registraram 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, (SARS, na sigla em inglês), causado pelo Influenza A (H3N2), resultando em 10 mortes este ano, sendo três casos em São Paulo.

A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula, o vírus H3N2 circula no país há bastante tempo. “O que acontece é uma sazonalidade, por isso em todo mês de setembro um grupo se reúne na Organização Mundial de Saúde (OMS) para entender qual é o vírus que está circulando, principalmente no hemisfério Norte, e isso replica um pouco no Brasil.”

A diretora explicou que a imunização contra o vírus está na vacina da gripe. “A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B”.

Para a biomédica, não é possível afirmar que a incidência no H3N2 no Brasil será igual ao que ocorreu nos Estados Unidos. “Não podemos falar que vamos ter [o H3N2] exatamente da mesma maneira [no Brasil], lembrando que há um inverno muito mais intenso na América do Norte. Estamos em um país tropical, ainda não esfriou, mas estamos em mundo globalizado”, ressalta.

Segundo Regiane de Paula, a vigilância epidemiológica dos estados e municípios e também o Ministério da Saúde usam como referência o que ocorreu no hemisfério Norte. “Durante 2014 e 2015 houve incidência do H1N1 e isso se manteve durante o ano de 2017. Agora, em 2018, também temos o H3N2, que está circulando nesse momento pelo estado de São Paulo e no Brasil”.

Para a diretora, apesar disso não há nenhuma mudança significativa na incidência do vírus H3N2 no Brasil. “Ao compararmos os boletins epidemiológicos do ano passado com os dados desse ano, no estado de São Paulo, eles estão muito semelhantes”, e que a Vigilância Epidemiológica está monitorando os dados, “nesse momento estamos monitorando como está a circulação desse vírus no estado”, acrescentou.

Vacinação

O Ministério da Saúde ainda não marcou o início da campanha nacional de vacinação, mas segundo a assessoria de imprensa da pasta, deve ocorre entre abril e maio. Idosos acima de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular serão convocados para a imunização. Os grupos alvo da campanha são os mais vulneráveis.

Prevenção

As medidas de prevenção para o H3N2 são as mesmas que os outros tipos de influenza. “É seguir a etiqueta respiratória: colocar sempre o braço para tossir e/ou espirrar nas pessoas (porque ao tossir/espirrar nas mãos a pessoa pode tocar em superfícies e passar o vírus), fazer a lavagem das mãos, evitar locais fechados, principalmente população de risco e, aos primeiros sinais de sintomas, procurar um médico”, destacou biomédica.

Saúde

Secretaria de Saúde de Marabá desmente notícia de mortes por chikungunya ou febre amarela

Em 2016, o número de pacientes diagnosticados com Chikungunya foi de 81. Este ano já foram registrados 28 casos, mas nenhuma das pessoas diagnosticadas morreu
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ao contrário do que vem se propagando em redes sociais, o município de Marabá não registrou nenhum caso de morte devido à Chikungunya ou à febre amarela, em 2016, nem neste ano de 2017, até o momento. É o que informa, de maneira categórica, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVS), procurada pelo blog nesta na tarde desta quinta-feira (16). O transmissor dessas doenças é o mosquito Aedes Aegypti, que também é vetor da dengue e do vírus Zika.

De acordo com a enfermeira Fernanda Miranda (foto), da DVS, no ano passado 81 pessoas foram acometidas de Chikungunya e, em 2017, até hoje, 28 casos foram confirmados, mas nenhum dos pacientes morreu. “Essas notícias não passam de boato. Já dizem até que houve mortes por febre amarela. Também não é verdade”, afirma Fernanda.

Sobre a febre amarela, esta não registrou vítimas em Marabá em 2016. E neste ano de 2017 apenas um paciente está internado com suspeita de ter adquirido a doença, “mas se recupera bem e os sintomas ainda estão sob investigação para que se confirme ou não a ocorrência desse mal”.

A respeito da dengue, Fernanda Miranda informa que no ano passado foram confirmados 517 casos do tipo clássico, 13 desses com sinais de alarme, quando o paciente passa a ter vômito e dores abdominais, sintomas considerados mais graves. “Porém, não foram registradas mortes”. Já em 2017 o número de registros de dengue clássica, até o momento, é de 106 casos.

Quanto ao Zika, em 2016, o vírus atingiu 14 pessoas em Marabá, porém foi constato somente um caso de microcefalia em recém-nascido.

Sintomas

“Os sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo, dores musculares, dores de cabeça e dores nos olhos”, descreve Fernanda, acrescentando que a Chikungunya apresenta os seguintes sinais: febre alta, dores intensas e incapacitantes com (edema) inchaço nas articulações, “como característica mais forte”.

De acordo com ela, as sequelas da Chikungunya podem levar bem mais de seis meses e se prolongar por até cinco anos, conforme registra a literatura médica. “A pessoa continua sentindo dores nas articulações e inchaços. Eles melhoram e voltam durante um bom período. Nos casos mais graves e cujas sequelas levam anos, o paciente pode, inclusive, sofrer de artrite e artrose”, afirma a enfermeira.

Já o vírus Zika, ainda conforma Fernanda, quase não apresenta sintomas: “A pessoa não tem febre ou a febre é muito baixa e os sintomas são benignos, como exantema (vermelhidão na pele) e vermelhidão ocular, os quais desaparecem em três dias”.

Por fim, Fernanda Miranda orienta às pessoas com esses sintomas a evitarem a automedicação, sobretudo a ingestão de anti-inflamatórios, que pode levar a sequelas mais graves. “Elas devem ficar alertas aos sintomas para saber diferenciar dengue de Chikungunya e procurar uma unidade de saúde para que sejam diagnosticadas corretamente e não tirem conclusões erradas”.