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Saúde

Alerta: Parauapebas tem primeiro caso diagnosticado de morte por Febre Maculosa

Os animais soltos na zona urbana do município aumentam a chance de transmissão da doença, que é praticamente fatal

A Vigilância Sanitária de Parauapebas, órgão ligado à Secretária de Saúde do município investiga a morte de uma criança de dois anos de idade no dia 09 de maio, no Hospital Vida Mamaray, em Belém.

Sophia Lopes de Almeida deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas em 28 de abril com febre elevada, cefaleia e mialgia intensa. Segundo os familiares, a criança foi vítima de uma picada de carrapato em sua residência, no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. “A mãe dela encontrou o carrapato grudado ao corpo e fez a retirada do bicho. Logo depois fez a assepsia com álcool”, disse ao Blog Sinara Albuquerque, tia e madrinha de Sophia.

Pouco depois a criança deu início aos sintomas, sendo levada a uma clínica em Parauapebas, onde, segundo a tia, foi diagnosticada como se estivesse com a garganta inflamada pelo médico que a atendeu. Como os medicamentos ministrados pelo médico não estavam fazendo efeito e os sintomas ficaram mais fortes, Sophia foi encaminhada para Belém por via aérea com suspeita de Meningite.

Porém, ao chegar no Hospital Mamaray, o diagnóstico foi de a criança havia contraído Febre Maculosa Brasileira, uma doença infecciosa, febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade, causada por uma bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii), transmitida por carrapatos.

Logo que soube do laudo da morte de Sophia, o diretor da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Allan Werbert, abriu procedimento investigatório. “Soubemos que a criança esteve na Zona Rural de Parauapebas há alguns dias. Estamos verificando a residência e o bairro dela à procura de carrapatos e na segunda-feira uma equipe (veterinário, técnicos e agentes de endemia)  vai até a Comunidade 3 Voltas, na Zona Rural, onde a criança esteve”, afirmou o diretor.

A notícia de que uma paciente parauapebense faleceu vítima de Febre Maculosa liga um alerta na Secretaria de Saúde de Parauapebas. Com isso, a falta de um Centro de Zoonoses no município, para que todos os animais que circulam livremente nas ruas possam ser recolhidos, volta à pauta. Não há bairro de Parauapebas que se ande que animais (cães, gatos, cavalos) não são vistos. Promessa de campanha de vários ex-prefeitos e inclusive do atual, Darci Lermen, a construção de um Centro de Zoonoses ficou sempre nas promessas e precisa, finalmente, sair do papel.

A Vigilância Sanitária faz investigações para descartar a hipótese de futura epidemia, mas, o que se sabe é que a Febre Maculosa é quase sempre fatal. O que não se sabe é quantos carrapatos, se é que foi ele o transmissor, existem infectados com a bactéria no município. A literatura diz que a doença é implacável. Assim sendo, deveria a prefeitura também  ser implacável com os animais que perambulam por Parauapebas. Quando estes apenas provocavam a ira dos munícipes revirando o lixo era uma coisa. Agora o caso é de saúde pública e merece toda a atenção dos gestores.

Leia também: Parauapebas: Amostra de sangue de criança morta suspeita de febre maculosa segue para o Rio de Janeiro

Vigilância Sanitária

Fazendeiros denunciam aumento da violência na zona rural e comercialização de carne clandestina em Parauapebas

"A população tem preferência por comprar carne clandestina, em função do menor preço, e ainda se revolta contra o nosso trabalho quando fazemos a apreensão de produtos com origem clandestina”, relatou Vanessa Cristian, da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Parauapebas.

“Da última vez que os ladrões entraram em minha propriedade, roubaram 18 vacas. Eles sempre prendem o vaqueiro e levam o gado. O ladrão pode até ser preso, mas é solto 24 horas depois. Estamos sem esperanças, sem saber o que fazer. Antigamente o prejuízo era na rua, agora é na zona rural”. Esse é desabafo de um dos fazendeiros que participaram da reunião promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz), com autoridades públicas, realizada na última quinta-feira (23), com o objetivo de reivindicar mais segurança para a zona rural do município.

De acordo com os produtores rurais, o aumento da violência na zona rural tem sido fomentado pela grande quantidade de carne clandestina comercializada em Parauapebas. “Todo dia entra um caminhão de carne clandestina aqui. E impossível ser competitivo dessa forma”, alegou o dono de um frigorífico da cidade.

A reunião foi realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (ACIP) e contou com as presenças do deputado Gesmar Costa, do Delegado Geral da Polícia Civil do Estado, Rilmar Firmino, e dos vereadores Horário Martins e Joelma Leite. O grupo cobrou mais efetividade dos órgãos fiscalizadores a nível municipal e estadual. As autoridades se comprometeram em buscar reforço dessas ações.

Com relação à fiscalização, a coordenadora da Vigilância Sanitária em Parauapebas, Vanessa Cristian dos Anjos esclareceu que não compete ao departamento o acompanhamento de frigoríficos e abatedouros, apenas a fiscalização dos estabelecimentos que comercializam a carne direto para o consumidor, como os açougues e supermercados.

“Nós verificamos as condições sanitárias do estabelecimento e também a procedência da carne. Abatedouros e frigoríficos clandestinos são casos de polícia, não compete à Vigilância sua fiscalização. O que facilita muito nosso trabalho são as denúncias, porém, ainda são poucas pois a população tem preferência por comprar carne clandestina, em função do menor preço, e ainda se revolta contra o nosso trabalho quando fazemos a apreensão de produtos com origem clandestina”, relatou Vanessa Cristian.

De acordo com os produtores rurais e também com a Vigilância Sanitária, os açougues da Vila Palmares são os que mais comercializam carnes clandestinas. O operador de máquinas pesadas, Hybraim Teixeira, diz que vale a pena sair do seu bairro, Populares I, para ir comprar carne na localidade: “pego minha moto e vou na Palmares, o gasto que eu tenho com gasolina compensa pelo preço que eu compro a carne lá. E muito mais barata. Eu faço um estoque no meu freezer”.

“Trabalhar na legalidade é muito difícil. Eu não consigo praticar um preço competitivo por conta dos impostos e outros custos que tenho, e pegar a carne de frigorífico é mais caro, não tem jeito de evitar esse repasse para o consumidor”, afirma Diego Novaes de Lacerda, que adquiriu há quatro meses um açougue localizado no bairro Novo Horizonte. “Ainda assim, eu prefiro pegar com o frigorífico por conta da segurança. Lá eles matam o animal, depois limpam e passam um jato de água quente e depois outro de água fria para matar as bactérias, em seguida vai tudo para a câmara fria”, acrescentou o empresário.

O consumo de carnes que não recebem o devido tratamento pode gerar doenças graves, tais como a neurocisticercose, que ocasiona cegueira e problemas neurológicos. Tuberculose e brucelose também podem ser transmitidas pela carne, conforme informações repassadas pela coordenadora da Vigilância Sanitária.

“É muito importante que o consumidor verifique a marca do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) na carne, isso garante a sua procedência. E, qualquer suspeita de estabelecimento comercial que esteja vendendo carne clandestina, por exemplo, quando o produto para abastecer o comércio chega mas não veio em caminhão baú refrigerado, já é um indicador de que aquela carne não está dentro do padrão. As denúncias facilitam muito o nosso trabalho e podem ser feitas pelo telefone da Secretaria de Saúde, 3346-1020, no ramal da Vigilância Sanitária”, reforçou Vanessa Cristian.

Vigilância Sanitária

Marabá tem mais de mil empresas de saúde, mas setor de fiscalização é burocratizado demais, afirma atual gestor

Vigilância Sanitária diz que setor é o que mais arrecada e vai priorizar fiscalização e licenças

Ulisses Pompeu – de Marabá

Nos últimos anos, a Vigilância Sanitária (VISA) de Marabá passou por um estágio de letargia, cumprindo o básico do básico de sua função. De volta ao cargo de coordenador deste órgão, oito anos depois, o advogado Daniel Soares diz que o setor precisa se modernizar, cumprir seu papel de promover e proteger a saúde da população, com ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.

Por outro lado, Daniel prega celeridade e desburocratização do setor, para que as empresas que precisam ser regularizadas não sejam penalizadas sem as licenças necessárias para exercer suas atividades.

O caminho da desburocratização, segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, passa por diminuição na exigência de papéis. Agora, toda a documentação que uma empresa vai precisar para dar entrada no processo será resumida a cinco: documentos pessoais do proprietário ou sócios, CNPJ, documentos da empresa, certificado de regularidade do estabelecimento junto ao conselho, se houver necessidade; e a comprovação de recolhimento da taxa do DAM (Documento de Arrecadação Municipal).

Há, segundo ele, quatro segmentos que são fiscalizados pela Vigilância Sanitária e que promovem arrrecadação para o município: serviços de saúde, alimentos, medicamentos e cosméticos e habitação e trabalho.

Soares observa que as empresas que prestam serviços de saúde são as que mais arrecadam impostos para o município, dentro das atribuições da Vigilância Sanitária. Atualmente, são mais de 1.000 neste segmento e dele fazem parte hospitais, laboratórios, clínicas médicas, odontológicas, laboratórios de próteses, órteses e os laboratórios de análises clínicas.

No ranking dos maiores arrecadadores, em segundo lugar aparecem as empresas de alimentos, que têm a maior quantidade de estabelecimentos (mais de 3.000 cadastrados), mas não arrecadam tanto quanto o setor de saúde. Supermercados, açougues, lanchonetes, restaurantes e feiras fazem parte desse universo.

O terceiro segmento que mais arrecada dentro do “pacote da VISA” é o de medicamentos, com farmárcias e drogarias e empresas de cosméticos.

Por fim, aparecem as empresas que atuam com habitação e trabalho, incluindo saneantes, hotéis, motéis e salões de beleza. “Hoje, toda atividade, sem exceção, tem envolvimento com a saúde e, por isso, a vigilância sanitária tem de estar de olho”.

Além de fiscalizar e licenciar as empresas que fazem parte do cadastro da VISA, Daniel explica que as equipes do órgão farão um pente fino no comércio local para identificar aqueles que estão fora dos olhos da vigilância, para que se adequem às normas e recolham impostos devidos. “O município passa por desequilíbrio financeiro e o aumento da arrecadação dos impostos vai ajudar a melhorar a receita”, pondera.

Quatro regras que precisam ser colocadas em prática: desburocratizar, tornar os processos mais céleres e mais simples os requisitos para licenciamento, para que o contribuinte tenha facilidade de suas licenças, mas sem perder o foco do controle sanitário dos produtos e serviços que estão sendo oferecidos.

No passado, um processo de regularização de uma empresa junto à Vigilância Sanitária demorava seis meses e até mais de um ano. O desafio para a nova coordenação do departamento é que a tramitação dure, no máximo, um mês. “O prazo que vou dar aos técnicos é de 15 dias para concluir e emitir a licença. Mas se nesse período houve algum problema, vou prorrogar por mais duas semanas. Ou o estabelecimento estará apto para receber sua licença, ou deverá ser interditado. Não posso permitir que uma empresa seja fiscalizada, reprovada pela equipe e continue funcionando”, ressalta.

Indagado se a Vigilância Sanitária tem estrutura para realizar todas as fiscalizações necessárias dentro do prazo devido, Daniel Soares diz que o setor tem uma boa quantidade de servidores, embora o número de veículos não seja suficiente. “Vamos trabalhar para ampliar nossa frota, porque técnicos disponiveis nós temos”, afirma.

As equipes da VISA começaram a trabalhar na fiscalização logo nas primeiras semanas do ano. Por conta disso, já recolheu frangos e queijos sem comprovação de inspeção sanitária, como determina a lei. Supermercados e Feira da Folha 28 foram dois dos locais em que já ocorreram apreensões.

Além do trabalho do dia a dia, ainda há demandas que chegam do Ministério Público Estadual e conselhos de classe. Inclusive, esta semana o Conselho de Oftalmologia denunciou à VISA a existência de uma óptica que estava oferecendo em Marabá serviço de consulta, o que é proibido por lei. “O trabalho de optometristas e terapeutas holísticos realizando consultas em ópticas para prescrição de lentes correção de grau, por exemplo, é totalmente proibida por lei e vamos investigar e punir o estabelecimento na forma da lei. Isso é exercício ilegal de profissão e a pessoa pode ser presa”, avisa.

Parauapebas

Serviço de Inspeção Municipal: trabalhando a prevenção e promoção da saúde pública

IMG_0743Você conhece a procedência da carne que chega à sua mesa? Em Parauapebas, o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) busca garantir a sanidade e qualidade dos produtos de origem animal, esta presente nas indústrias, no caso de frigoríficos de abate, desde o recebimento dos animais até a expedição da carne para o comércio.

O município conta apenas com um frigorífico regularizado de carne bovina, que tem capacidade para realizar 350 abates por dia, atendendo a demanda de Parauapebas e outros municípios vizinhos.

Vinculado à Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), o Serviço de Inspeção Municipal possui profissionais que desenvolvem o trabalho de controle de qualidade, bem estar do animal e a inspeção dos produtos. A médica veterinária Márcia Ferro, que há seis anos trabalha na área de controle e qualidade, fala da importância do serviço.

“Cerca de 120 animais são abatidos por dia. Por lei é obrigatória a permanência do médico veterinário, responsável pela inspeção durante todo o processo de abate, liberando para consumo os produtos devidamente embalados e identificadas. No caso de lacticínios e industrias artesanais a fiscalização é realizada desde o recebimento da matéria prima até o beneficiamento e a produção de alimentos”, explica.

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A veterinária comenta ainda que não é permitida a venda de produtos de origem animal sem a inspeção. “Nosso papel é orientar, informar aos produtores locais sobre os riscos de um alimento contaminado. Os cuidados com os alimentos devem continuar no comércio e na casa do consumidor visando principalmente evitar a contaminação do produto. Trabalhamos a saúde pública”, enfatiza Márcia Ferro.

Ítalo Alfaia, médico veterinário responsável pela inspeção dos produtos, acrescenta ainda que é preciso cumprir a lei para comercialização de um produto de qualidade. “No início do serviço era mais complicado, hoje é algo natural para os proprietários que trabalham dentro da legalidade. Encontramos doenças como tuberculose, brucelose, cisticercose – doença sistêmica ou localizada – toda carne doente é retirada da mesa do consumidor”, afirma o veterinário.

Os profissionais orientam o consumidor que, ao comprar qualquer tipo de alimento, observe a embalagem com o rótulo indicando o endereço do fabricante, data de fabricação e prazo de validade. Para os alimentos resfriados, deve ser verificada a temperatura de conservação. Alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite, queijos e embutidos em geral devem possuir o carimbo de inspeção, seja municipal, estadual ou federal, garantindo a sua qualidade.

De acordo com o coordenador geral do SIM, Antônio Júnior Gomes, além do frigorifico de bovinos, o SIM inspeciona o frigorífico de aves onde aproximadamente 450 aves são abatidas diariamente e também de carne suína com cerca de 100 abates por semana. Fiscaliza ainda os produtores artesanais de queijo, uma fábrica de charque, linguiça e dois lacticínios com produção diária de 10 mil litros de leite.  

Parauapebas

Parauapebas: consumidores de açaí devem ficar em alerta na hora de comprar o alimento

açaiApós receber denúncias de adulteração e uso de papel higiênico no açaí vendido em um ponto de venda do município de Parauapebas, o Departamento de Vigilância Sanitária realizou uma fiscalização nos batedores de açaí, onde coletou amostras que foram enviadas para Belém para a realização de exames. No total, os oito pontos onde foram coletadas as amostras apresentaram resultados positivos de contaminação.

“Todos os estabelecimentos que coletamos tiveram resultados positivos pra coliformes fecais. O exame foi realizado ainda no primeiro semestre deste ano. Depois desse resultado, a Vigilância Sanitária promoveu um curso especifico de manipulação para batedores de açaí, para ensinar a bater o produto com mais higiene. Depois do curso fizemos novamente a coleta e estamos esperando o resultado’’, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Vanessa dos Anjos.

Segundo a coordenadora, além dos coliformes fecais, um ponto de venda apresentou contaminação por Salmonela (bactéria que atua no intestino e causa intoxicação alimentar, onde se multiplica podendo entrar na corrente sanguínea e atingir outros órgãos). Neste ponto especifico, os produtos foram apreendidos e a venda suspensa.  O dono do estabelecimento também participou do curso de manipulação.

Para a realização desse segundo exame, a Vigilância Sanitária coletou amostras novamente nos oito pontos identificados como resultados positivos de contaminação e ainda acrescentou outros sete pontos, um total de 15 amostras. O resultado da nova análise deve sair no mês de outubro.

A coordenadora explica que a vigilância faz uma fiscalização de monitoramento em todos os pontos de vendas de açaí e solicita a colaboração do consumidor. “Estamos preocupados com o produto oferecido na cidade. As pessoas que consomem açaí podem nos ajudar, verificando se o ponto de venda onde é adquirido o produto possui licença sanitária do ano vigente, o higiene do local, vestimentas do batedor. A licença sanitária, por lei, tem que estar fixada em local visível”, esclarece Vanessa.

O Ministério da Saúde alerta quanto à falta de higienização no processamento do alimento, pois ele tem sido transmissor da doença de Chagas, infecção causada por protozoário e transmitida por insetos, por contato com as fezes do barbeiro, seja pela pele ou via oral. Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 90% dos casos da doença – relacionados a alimentos contaminados – têm sido registrados, especialmente na Amazônia.


Parauapebas

Em Parauapebas, Vigilância Sanitária explica como atua nos pontos de venda de água mineral

agua-mineralRecentemente, um caso de suspeita de venda de água mineral de forma clandestina em Parauapebas ganhou destaque na imprensa regional. De acordo com informações da Polícia Civil, os vasilhames eram recarregados com água da torneira e vendidos à população. Diante do caso, o Blog procurou o Departamento de Vigilância Sanitária, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, para esclarecer de que forma o município atua para evitar casos como o que aconteceu.

A coordenadora do setor, Vanessa Cristian dos Anjos, explicou as competências do órgão. Ela diz que tanto a venda quanto o envase é de responsabilidade dos órgãos de Saúde Pública de estados e municípios. Contudo, o envase é de competência da Vigilância Sanitária do Estado. Ao abrir o negócio, o empresário procura o departamento de arrecadação do estado para funcionar. Já a comercialização da água envasada é de competência municipal. São nesses locais que ocorrem as fiscalizações da Vigilância no município.

“Fazemos essas fiscalizações nos depósitos de bebida em geral e o proprietário não é previamente avisado dessas visitas. Normalmente, trabalhamos quando a empresa dá entrada no Departamento de Arrecadação Municipal (DAM). E de posse da documentação, a Vigilância vai à empresa”, explica a coordenadora.

Além dos pontos de venda de água mineral, a Vigilância Sanitária fiscaliza todos os estabelecimentos que atuam diretamente ou indiretamente com saúde. “Diretamente, podemos citar hospitais e clínicas e, de forma indireta, são os bares, lanchonetes e restaurantes”, explica Vanessa. Quando o interesse é comum, outras secretarias, como Urbanismo e Meio Ambiente, participam dessas rotinas.

Antes do caso de Parauapebas, registrado no bairro Liberdade, Vanessa conta que a Vigilância coletou amostras de alguns estabelecimentos (o do caso que ganhou destaque não estava entre as amostras) e enviou para análise no laboratório oficial da Vigilância, em Belém. Algumas amostras foram reprovadas e a Vigilância Municipal informou à Vigilância Estadual que o motivo provável pode estar relacionado ao fato de o envase acontecer fora de Parauapebas. “A Vigilância só atua no comércio e essa irregularidade pode ter acontecido na fonte ou no armazenamento do local, quando a água fica diretamente exposta ao sol”, esclarece.

Em um desses casos, o representante da empresa que apresentou problemas procurou a Vigilância Sanitária do Estado e apresentou suas suspeitas sobre adulteração do seu produto, provavelmente em Parauapebas, e denunciou o caso à polícia, o que pode ter provocado a descoberta do estabelecimento clandestino.

Parauapebas

Em Parauapebas, comerciantes devem cumprir normas para atuarem em festas públicas

Com a finalidade de preparar os comerciantes para melhor atender o público nas festas populares promovidas pela Prefeitura, cumprindo as normas da Vigilância Sanitária, Conselho Tutelar e do Código de Posturas do município, a Secretaria de Serviços Urbanos (Semurb) realizou treinamento para os vendedores na última terça-feira (5).

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Cerca de 100 comerciantes tiraram suas dúvidas sobre as obrigações e cuidados que devem ser adotados em relação ao tamanho, padronização, organização e higiene das barracas, manipulação, acondicionamento adequado dos alimentos e a exposição do produto para a venda ao consumidor, vestuários, assim como a permanência de menores de idade trabalhando nas barracas.

Pela segunda vez, Lucinete Rocha participa do treinamento. Comerciante eventual há 5 anos, ela comenta que aguarda ansiosa pelas festas populares, visto que consegue ganhar uma renda extra nessas ocasiões. “Esse treinamento é importante porque sempre temos alguma dúvida e seguindo as orientações, nós e os consumidores ganhamos”, disse. “Espero que cada um faça a sua parte, assim não teremos problemas”, acrescenta outra participante do curso, Maria de Jesus.

_MG_3949A coordenadora do Departamento de Fiscalização da Semurb, Dagma Trevisan, explica que a presença nas capacitações é uma das exigências, a partir de agora, para participar do sorteio que seleciona os comerciantes eventuais para atuarem nas festas públicas, promovidas pelo Governo Municipal. “No próximo final de semana teremos festa do aniversário da cidade. Só vai participar do sorteio quem esteve no treinamento e assinou o termo de compromisso”, ressaltou.

Nesta quinta-feira (7), a Semurb realizará o sorteio dos comerciantes que irão trabalhar na festa do aniversário da cidade que acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de maio no Loteamento Paraíso. No local, será montada uma praça de alimentação com 50 barracas de comidas e 30 de bebidas.

Texto: Liliane Diniz – ASCOM

Parauapebas

Vigilância Sanitária apreende carnes sem procedência em açougues

fotos vigilânciaCom o objetivo de fiscalizar e coibir irregularidades, a Vigilância Sanitária Municipal realizou uma ação na última sexta-feira (31) e sábado (1º) e encontrou grande quantidade de carnes, derivados de carne e queijos sem procedência, ou seja, sem a inspeção do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou Serviço de Inspeção Federal (SIF) em açougues da cidade.

No total, nove açougues foram inspecionados e mais de uma tonelada de carnes bovina, suína e avícola, além de 90 kg de linguiça e 40 de queijo, foram apreendidas. Os proprietários dos estabelecimentos foram autuados e as multas devem ser entregues ainda nesta semana.

De acordo com a coordenadora municipal da Vigilância Sanitária, Vanessa Cristian dos Anjos, a fiscalização acontece diariamente. “As ações acontecem sem uma sequência pré-estabelecida, justamente para que os comerciantes não fiquem de sobreaviso. Algumas vezes realizamos duas vezes ao mês durante dois dias consecutivos, ou uma vez ao mês dia de domingo, por exemplo, ou fazemos todos os fins de semana em um ponto da cidade de cada vez”, explicou a coordenadora.

vigilânciaA equipe de vigilância fiscaliza os estabelecimentos para emissão de licença sanitária anualmente. Após essa emissão, retorna em alguns estabelecimentos para monitorar. “O monitoramento é feito aleatoriamente, priorizando sempre os de maior risco, como açougues, padarias, cozinhas industriais e alguns restaurantes de maior comércio”, detalha Vanessa Cristian.

Além das fiscalizações, a vigilância também faz ações sistemáticas, acompanhadas de polícia, por haver a possibilidade de apreensão ou inutilização de produtos e/ou interdição dos estabelecimentos. As mercadorias recolhidas são descartadas no aterro sanitário.

Para denunciar, entre em contato com a Vigilância Sanitária, pelos telefones 3346-8533/8532, Ramal 260.