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Polícia

Homem é morto a tiros em Breu Branco

Antes de receber os disparos, a vítima foi agredida, provavelmente por populares

Um homem ainda não identificado morreu após ser alvejado com diversos disparos de arma de fogo em Breu Branco. O caso, que causou espanto em alguns moradores, ocorreu no final da tarde desta quinta-feira (09) em Placas do Pitinga, Zona Rural do município.

De acordo com a polícia, a vítima é suspeita de praticar crimes contra o patrimônio na região. A morte, supostamente, foi provocada por populares revoltados, já que o homem apresentava ferimentos em várias partes do corpo, inclusive na parte superior. Devido a estes ferimentos o homem teve morte declarada ainda no local.

A polícia foi acionada e compareceu ao local do crime, que fica localizado a cerca de 25 quilômetros da zona urbana da cidade. Uma equipe do Instituto Médico Legal IML de Tucuruí foi acionada e realizou a remoção do cadáver.

A vítima, ainda não identificada, passou por perícia, mas o corpo ainda permanece no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves aguardando por familiares que venham fazer o reconhecimento e a retirada para os serviços fúnebres.

A polícia imediatamente deu início às investigações e espera contar com a colaboração de moradores da Vila para elucidar o caso. Até o momento ninguém foi preso.

Marabá

Em audiência pública, MP ouve queixas e anseios dos idosos de Marabá

O município foi considerado o pior lugar para se envelhecer no Brasil, entre 150 cidades com mais de 100 mil habitantes no país

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em razão da crescente população de idosos no município, das violações dos seus direitos e necessidade da execução de políticas públicas efetivas, o Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos dos Idosos de Marabá, tendo à frente a promotora Lílian Viana Freire, promoveu, na tarde desta quinta-feira (9), a Audiência Pública “Dignidade não tem idade – Direitos dos Idosos: dever do Poder Público, Sociedade, Comunidade e Família”.

O objetivo da audiência foi ouvir a sociedade em geral, sobretudo as pessoas idosas e as que integram a rede de proteção destas, a fim de subsidiar a atuação do MP na garantia dos direitos e contribuir para combater a crescente violência contra esse público no âmbito familiar.

Ao abrir o evento, Lílian Freire destacou que, conforme dados do IBGE, de 2010, os idosos representam 35% da população de Marabá, enquanto, no Brasil eles são 30% da população.  “Então, a nossa população de idosos é maior que a do resto do País”, salientou ela, informando ainda que, segundo os mesmos números, de 30 anos para cá, o idoso marabaense passou a viver dez anos a mais.

“Some-se a isso, além dessa crescente população e aumento da expectativa de vida ao nascer, a dificuldades de acesso que os idosos do município têm em relação às políticas públicas”, acentua Lílian, citando um estudo da longevidade para o desenvolvimento urbano, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o qual demonstra que, entre as 150 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Marabá figurou como o pior município para se envelhecer no Brasil.

A promotora lembrou que esse diagnóstico foi questionado em relação aos índices divulgados e argumentou que não se pode negar que o estudo foi feito em todas as demais cidades, abordando questões como homicídios, violência no trânsito, habitação, educação, direito à moradia, à saúde, à cultura, à distribuição de renda e “infelizmente, Marabá figurou no final da lista”.

“Esses dados se refletem no nosso atendimento diário, se refletem na nossa demanda, no nosso trabalho, que é crescente. Essa Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência, Órfãos, Interditos e Direitos Humanos, que foi criada há somente dois anos, possui a maior demanda de atendimento ao público, em especial na área da saúde”, afirma a promotora.

Lílian Viana Freire vai além e alerta que, além dessa violação de direitos, o idoso ainda sofre com a violência, a negligência que ocorre no âmbito da família. “Esse é um dado alarmante”, avalia, justificando em seguida que foram por todos esses motivos que o Ministério Público decidiu promover a audiência; para que as pessoas idosas, a rede de proteção e também a sociedade em geral fosse formalmente ouvida.

“O que nós queremos, a partir dessa audiência, é ouvir as demandas, os anseios e as necessidades das pessoas idosas de Marabá, para então a Promotoria de Justiça fazer uma atuação direcionada para saber de que forma enfrentar os problemas”, detalhou ela.

Promotor diz que em 77% dos casos, a violência contra o idoso é cometida pelos filhos

Após a abertura, o promotor de Justiça Waldir Macieira da Costa Filho, titular da Promotoria de Defesa do Idoso e Pessoas com Deficiência da capital e Membro Colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, proferiu uma breve palestra. Ele destacou que, atualmente, o envelhecimento, de condição humana, passou a ser um problema para a sociedade desenvolvimentista, seja em países ditos desenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento.

Waldir Macieira citou, inclusive, Simone de Beuavoir, filósofa e existencialista francesa, que em seu livro “A Velhice”, ao descrever como o idoso é tratado do ponto de vista da economia baseada no lucro, afirma que “o material humano só interessa enquanto produz. Depois, é jogado fora”.

Ele destacou que, a cada segundo, duas pessoas completam 60 anos no mundo; uma de cada nove pessoas tem 60 anos ou mais, e a projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que, até 2050, os idosos serão um de cada cinco habitantes, se tornando mais de 15% da população do Brasil em 2035. Também alertou para o fato de que a maioria das nações não estão tomando medidas preventivas para se preparar para essa situação que já é presente, “mas que daqui a pouco será muito mais impactante”.

Waldir Macieira salientou que um dos pontos fundamentais para o segmento dos idosos é o acesso a serviço de saúde de qualidade, tanto preventivo quanto curativo de longo prazo, para manter a independência e ter uma velhice com mais qualidade de saúde, adiando doenças e deficiências.

O promotor fez ainda uma abordagem geral sobre as medidas protetivas destinadas ao idoso fragilizado e alertou para o fato de que nem sempre essas medidas significam abrir um processo criminal contra a família, mas passar orientações aos familiares. Porém, ainda de acordo com ele, há muitas situações de ameaça grave praticada pelos próprios filhos, o que, segundo estudos da Fiocruz, representa 77% dos casos de violência doméstica contra os idosos.

Para que esses casos sejam denunciados, ele informou os números 180 e Disque 100, que recebem diariamente relatos de violência contra idosos e garantiu que todos são investigados. Porém,  segundo o promotor, não é só a violência física que atinge o idoso, ele também é vítima da “violência institucional de políticas públicas não efetivadas”.

Idosos

Aberta a palavra aos idosos inscritos, a grande maioria das queixas e denúncias deu conta de abandono familiar, falta de respeito por parte dos operadores do transporte público, poluição sonora nos locais em que vivem, dispensa do trabalho sem direito a nada, falta de atenção nos serviços de saúde pública, de acessibilidade, de habitação digna e vários tipos de violência familiar.

Presentes na audiência estavam secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes sindicais, representantes da rede de proteção, representantes comunitários e dirigentes de associações comunitárias.

Polícia Civil de Canaã dos Carajás elucida latrocínio de motorista marabaense, mas suspeito ainda está foragido

Para a PC, José Francisco Soeiro Melo matou o motorista e ocultou o corpo em uma casa cedida por uma cliente do suspeito.

Após 11 dias de investigações, a Polícia Civil de Canaã dos Carajás desvendou o desaparecimento de Marcelo Silva Damasceno, motorista da empresa Forro Norte, com sede em Marabá. O corpo foi encontrado hoje (21), enterrado no jardim de inverno de uma casa localizada no bairro Flor de Liz I, no município.

De acordo com o delegado Jorge Carneiro, responsável pelo caso, no dia 10 de outubro a vítima partiu de Marabá para fazer entregas em alguns municípios da região. Porém, após entregar a encomenda na cidade de Canaã dos Carajás, desapareceu.

“Logo após o registro do desaparecimento feito pelos familiares, as investigações foram iniciadas. O caminhão dirigido por Marcelo Damasceno foi encontrado no dia 12, abandonado em uma estrada vicinal na vila Feitosa”, no município de Canaã dos Carajás, informou o delegado.

No decorrer dos trabalhos policiais, que contaram com o apoio dos investigadores Walter Gomes, Diogo Pedroso e Roberto de Sousa, foi constatado que José Francisco Soeiro Melo (foto), montador de forro, que encontra-se foragido, após receber sua mercadoria, decidiu roubar o restante da carga transportada, matar Marcelo e ocultar o corpo.

A mercadoria roubada foi encontrada ontem (20) em uma casa desabitada de propriedade de uma cliente do acusado. De acordo com a proprietária, ela emprestou o imóvel para que José Francisco guardasse materiais.

“Durante a vistoria feita pela equipe policial, além da mercadoria, foi encontrado um colchão com marcas de sangue, e, em um jardim de inverno inacabado, haviam elementos não reconhecidos pelo responsável pela obra. Hoje (21) acionamos o Corpo de Bombeiros, que após escavar o local indicado encontrou o corpo da vítima”, explicou o delegado Jorge Carneiro.

Ainda de acordo com os policiais, a motocicleta do suspeito foi localizada na rodoviária, indicando que ele tenha deixado a cidade.

As diligencias ainda transcorrem para que se identifiquem os demais participantes do crime, já que a PC acredita que, sozinho, José Francisco não teria conseguido fazer tudo o que fez (assassinar o motorista, ocultar o corpo, descarregar e armazenar a mercadoria). A Polícia Civil de Canaã dos Carajás já solicitou junto a justiça a prisão preventiva de todos os envolvidos no assassinato do motorista.

Violência

Polícia Civil vai interrogar preso acusado de matar o cabo PM Santarém em Parauapebas

O delegado Guilherme Macedo, da Divisão de Homicídios de Belém, responsável pelo inquérito, irá interrogar o suspeito.

A Polícia Civil do Pará vai interrogar, nesta semana, o preso Eduardo Araújo Barbosa, 20 anos, acusado de envolvimento no assassinato do cabo PM Raimundo Nonato Oliveira de Souza, que era conhecido como Santarém, e que foi morto após ser torturado em casa, em Parauapebas, no dia 11 de setembro passado.

Ele foi preso na madrugada de sexta-feira por policiais militares, após recebimento de informação sobre o endereço onde o acusado estava escondido no município. O preso tem mandado de prisão temporária requisitada pelo delegado Guilherme Macedo, da Divisão de Homicídios de Belém, responsável pelo inquérito.

Após passar por exame de corpo de delito, o preso foi recolhido na Unidade de Superintendência do Sistema Penitenciário em Parauapebas. O delegado vai seguir de Belém até Parauapebas para interrogar o preso dentro do inquérito do caso.

Violência

Homem é morto durante o roubo de moto em Parauapebas.

Diones Silva foi levado, por uma ambulância, até o Hospital Municipal de Parauapebas, mas quando deu entrada na unidade, já estava morto.

A polícia ainda está atrás dos quatro homens que teriam agredido José Diones da Silva Linhares, de 31 anos, no dia 24, por volta das 19hs, na estrada de acesso ao Cedere I, na zona rural de Parauapebas.

Em depoimento, a mulher de José Diones, Marcia Santana Silva contou que o companheiro conduzia uma motocicleta biz, preta e que ela e outros parentes, iam num carro, logo atrás, para Parauapebas. Segundo Marcia, quatro homens apareceram em duas motocicletas e se aproximaram de Diones, mas por causa da poeira que se formou, ela perdeu a visibilidade e não enxergou
mais o companheiro. Minutos depois, ela encontrou José Diones, no meio da estrada de chão, desacordado e com o ferimento na cabeça, sangrando muito. A motocicleta havia sido levada pelos bandidos.

Diones foi levado, por uma ambulância, até o Hospital Municipal de Parauapebas, mas quando deu entrada na unidade, já estava morto.

A polícia militar tem intensificado a blitz no centro e nos bairros mais afastados de Parauapebas para tentar apreender as motos roubadas e coibir a ação de bandidos na região.

Violência

Lavrador embriagado corta a companheira com várias facãozadas na área do Contestado

A vítima passou cinco dias internada no HGP por conta dos ferimentos.

Elinalva Alves Carvalho, 40 anos, compareceu hoje na Delegacia Especializada da Mulher, em Parauapebas, para denunciar o nacional conhecido por Jaílson da Foice e/ou Negão da Foice, de 39 anos. Contou a denunciante, que mora no Assentamento Estrela Dalva, próximo à Vila Valentim Serra, na Zona Rural de Marabá, que no sábado a tarde Jailson chegou da Vila em sua casa totalmente embriagado e do nada começou a agredi-la com murros e pontapés.

Segundo a depoente, o companheiro com quem morava ha 5 meses, estava embriagado e havia colocado fogo na motocicleta que possui, entrando logo após para o quarto do casal. Ela conta que apagou o fogo na moto com um balde de água e foi ver como estava Joílson. Ao entrar no quarto ele voltou a agredi-la, desta feita com um facão de roçar.

Elinalva informou na Depol que Jaílson só parou de cortá-la com o facão quando ouviu um barulho de motos chegando na porta da casa. Com medo de que poderia ser a polícia, Jaílson correu para o fundo da casa e se escondeu. Nesse momento, Elinalva saiu para a porta da casa pedindo socorro. Os motoqueiros prestaram socorro à ela trazendo-a para o Hospital Geral de Parauapebas. Elinalva teve alta hoje e imediatamente compareceu à DEAM para denunciar a agressão.

Uma equipe da Polícia Civil de Parauapebas formada pela delegada Ana Carolina, IPC Fátima e IPC Sergio foram até o local para tentar prender o agressor, mas ele não foi encontrado.

Elinalva, ainda abalada com o fato, não soube precisar a quantidade de pontos que recebeu por todo o corpo em virtude dos ferimentos provocados por Jaílson, Ela disse, ainda, que durante a agressão Jaílson jurou-a de morte. Elinalva, temendo por sua vida, não pretende mais voltar para a Zona Rural.

A delegada da Mulher em Parauapebas informou que novas diligências serão realizadas pela Polícia para tentar capturar o agressor.

Parauapebas

Marcha contra violência de jovens relembra assassinato de Lorena Lima em Parauapebas

A caminhada sairá da Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, as 15hs, e seguirá até a comunidade São Judas Tadeu, no bairro Bethânia.

A Pastoral da Juventude das paróquias São Sebastião, Cristo Rei e São Francisco realizará neste sábado, 16, a 2º Edição da Marcha contra a violência e extermínio de jovens, em Parauapebas. A manifestação é realizada sempre em setembro, mês em que foi assassinada a jovem Lorena Lima, de 24 anos. O crime foi em 2015 e até agora, ninguém foi preso.

Coincidentemente, a marcha é realizada na semana em que foram registradas muitas mortes na cidade, boa parte delas envolvendo jovens que tinham passagem pela polícia. “A gente quer deixar claro que não estamos defendendo bandidos, mas o nosso movimento é em prol da vida”, explicou Jussara Alves, uma das integrantes da organização do evento. Ela conta que o movimento foi criado como uma forma de protesto pelo assassinato de Lorena Lima, que era integrante da Pastoral da Juventude e que se tornou um símbolo da luta contra a violência que tira a vida de jovens.

Para a Pastoral da Juventude de Parauapebas, faltam políticas públicas que garantam a segurança dos jovens, principalmente de mulheres e homens negros e pobres, que muitas vezes vivem em situação de risco e são vulneráveis à marginalidade.

Lorena Lima

No próximo dia 20 de setembro completará 2 anos da morte da jovem Lorena Lima, que na época era candidata ao cargo de conselheira tutelar da cidade. Lorena foi assassinada de forma cruel, a golpes de machado na cabeça, por um homem que teria invadido a casa da mãe dela, onde Lorena dormia. A foto do principal suspeito chegou a ser divulgada pela polícia, mas ninguém foi preso. O crime chocou a população e gerou indignação, principalmente, entre os jovens que conheciam Lorena. A marcha também será uma forma de cobrar da polícia a prisão do assassino.

A caminhada sairá da Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, as 15hs, e seguirá até a comunidade São Judas Tadeu, no bairro Bethânia.

Segurança

Municípios pressionam e segurança pública do estado tomará medidas especiais nas regiões Sul e Sudeste do Pará

Secretário prometeu execução de operações seletivas a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário

Na tarde da última quinta-feira (03), prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e diversas lideranças do estado estiveram reunidos com o secretário de Estado de Segurança Pública, Jeannot Jansen, na sede da Secretaria para cobrar soluções para os constantes casos de violência no Pará.

 Os prefeitos de Breu Branco, Francisco Garcês; de Tucuruí, Arthur Brito; de Goianésia, Ribamar Nascimento; de Aveiro, Vilson Gonçalves; de Itupiranga, José Milesi; de Pacajá, Chico Tozetti; de Limoeiro do Ajuru, Carlos Silva; a prefeita de Ulianópolis, Neusa Pinheiro, o vice-prefeito de Novo Repartimento, Alexandre Guimarães, os vereadores de Goianésia e Tucuruí, e representantes de Nova Ipixuna, solicitaram medidas urgentes ao Governo do Estado. Também participaram da reunião representantes da Casa Civil da Governadoria, os deputados estaduais Iran Lima, José Scaf e Lélio Costa.

A reunião foi articulada pela Federação das Associações dos Municípios dos Estado do Pará (Famep), juntamente com as  Associações e Consórcios Regionais, em continuidade à reunião realizada na semana passada, em Tucuruí, após o assassinato do então prefeito de Tucuruí, Jones William.  “Nós precisamos reagir. Não aceitamos perder mais nenhum cidadão. Por isso viemos cobrar a apuração rigorosa desses episódios. Estamos solicitando ainda a atuação maciça e ostensiva da Polícia Militar em todo o Estado, incluindo a zona rural que é tão esquecida”, relatou o presidente da Famep, Xarão Leão.

Demandas – “É preciso dar uma resposta à população. Precisamos de investimentos”. A fala do prefeito de Tucuruí, Arthur Brito, reforça a necessidade de ações nos municípios. Entre outras demandas cobradas pelos gestores estão o número reduzido de efetivo nos municípios, que não conseguem atender as demandas necessárias, falta de combustível para abastecer as viaturas, ausência de policiais na área rural e a falta da presença massiva da Secretaria de Segurança Pública em todos as regiões do estado.

O prefeito de Itupiranga, José Milesi, sugeriu que o órgão monte uma comissão para fazer constantes audiências públicas com o objetivo de ouvir melhor os anseios da população. “O grande problema que eu vejo é a grande ausência do estado nas cidades, principalmente na área da Segurança Pública. Por isso, sugiro aqui que o órgão passe a fazer audiências públicas junto com as Câmaras Municipais. Tenho certeza que isso vai facilitar para saberem de fato o que está acontecendo. Temos que modernizar a forma de governar, precisamos ficar mais próximos da população e ouvi-los”, afirmou Milesi.

Os líderes do poder executivo relataram ainda que estão atuantes para dar o apoio necessário à Segup. “Nós queremos resolver essa questão da falta de segurança, inclusive já me disponibilizei a construí um ponto de apoio, desde que o estado aumento o efetivo em nosso município, que no momento é muito precário e não dão conta de atender nossa população. Nós vivemos com bastante medo, porque não sabemos quem será o próximo e dessa forma não dá para viver”, afirmou o atual prefeito de Breu Branco , Francisco Garcez.

Prevenção e repressão – Em resposta às solicitações, foram anunciadas três medidas emergenciais que serão promovidas ainda em agosto para prevenir e reprimir a criminalidade nas regiões Sul e Sudeste do Pará. Inicialmente, uma equipe da Diretoria de prevenção à Criminalidade irá aos municípios.  Em contato com o poder executivo e o legislativo, iniciará tratativas para a organização do município no sentido, do próprio local definir a melhor estratégia de segurança pública seja em cooperação com órgãos estaduais, seja com ações de iniciativa próprias dos municípios.

“A segunda medida é que vou pessoalmente com o Delegado Geral, Comandante da Polícia Militar, o diretor geral do Instituto Renato Chaves, visitar o local, ver a realidade do local conversar com lideranças, executivo, legislativo, ministério publico, poder  judiciário, a fim de integrarmos esforços para melhoria da segurança pública na região”, declarou Jeannot Jansen.

A ação será a execução de operações seletivas, a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário.

Comissão solicitará providências ao Ministério da Justiça

Na reunião desta quinta-feira(03), o presidente da Famep, Xarão Leão, fez uma proposta aos prefeitos e presidentes das associações presentes para que sejam composta uma comissão para solicitar ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, atenção maior para os municípios do estado do Pará.

“Vamos fazer uma equipe de prefeitos do estado para que possamos ir até o ministro da Justiça solicitar mais investimento para que o estado seja tratado pelas suas diferenças peculiares. Temos que tratar isso com compromisso. A responsabilidade da segurança pública é do estado, mas precisamos de um melhor estado para se viver”, disse Leão.

Segundo ele, a segurança pública acaba sendo um problema que incide diretamente na gestão municipal. “Os prefeitos são os que mais sofrem, tendo que relocar recursos do município para contribuir com combustíveis e manutenção das viaturas, entre outras demandas. Precisamos solicitar aumento de recursos para a segurança pública no estado”, declarou o presidente.

“Em Limoeiro temos 28 mil habitantes, mas observamos o aumento da criminalidade. Já estamos há um ano sem delegado no município e apenas quatro policiais militares. Isso nos preocupa, porque a população se ver insegura, principalmente por conta do tráfico de drogas”, disse o prefeito de Limoeiro do Ajuru, Carlos Ernesto da Silva.

 “Em Aveiro, são 23 mil habitantes e apenas três policiais militares. Já solicitamos o aumento do efetivo. Nós ficamos nos municípios com o apoio da segurança privada para dar reforço. Por mais que os prefeitos de esforcem ainda não é o necessário”, afirmou o prefeito de Aveiro, Vilson Gonçalves. (Ascom Famep)

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