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Polícia

Traficantes presos e corpo encontrado em Parauapebas

A Polícia Civil desencadeou nesta quinta-feira a Operação Impacto III, com o apoio da Polícia Militar do Canil da Guarda Municipal de Marabá
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Desencadeada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5), em Parauapebas, a Operação Impacto III teve por objetivo combater o tráfico de entorpecentes no município. Como resultado, foi realizada a apreensão de um volume considerável de drogas, entre crack, cocaína e maconha; aproximadamente R$ 2,5 mil; arma branca; joias; celulares e uma motocicleta. A ação teve o apoio da Polícia Militar, do Grupamento Aéreo de Segurança Pública e do Canil da Guarda Municipal de Marabá.

A caça ao tráfico teve à frente a delegada Simone Felinto, superintendente regional de Polícia Civil do Sudeste do Pará; o subcomandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, major Emmett Alexandre Moulton e a diretora da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Yanna Azevedo.

Durante a operação foi preso em flagrante o casal Elisângela Rodrigues Correa e Alair Freitas Barbosa, além de duas adolescentes – uma de 15 e outra de 17 anos – que estavam em sua companhia. Na casa do casal foram apreendidas drogas, dinheiro, telefones celulares, documentos e uma motocicleta roubada.

Ambos irão responder por tráfico, associação ao tráfico e corrupção de menores. Elisângela disse na delegacia que o casal resolveu traficar para custear o tratamento, medicamentos e exames do marido, que é cadeirante.

Desova

Também nesta quinta-feira, por volta de 1h da manhã, a Polícia Civil foi avisada, por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), da existência de um cadáver no Bairro Novo Vitória, sentido Palmares Sul. No local, havia um corpo envolto em uma cortina e no forro de sofá.

Segundo os policiais que fizeram os primeiros levantamentos, há indícios de que ele foi assassinado em outro lugar e desovado ali. O cadáver é do sexo masculino; ele teve o pescoço cortado e dois dedos de uma das mãos decepados; tem uma estrela tatuada num dos pulsos e notas musicais nos bíceps; vestia uma camisa azul, bermuda com desenhos coloridos e cueca preta com cós vermelho. Quem souber de quem se trata deve ligar para o disque-denúncia da Polícia Civil, no número 181.

homem encontrado enrolado no lençol

 

Redenção

OAB, Câmara e PC se pronunciam sobre onda de violência que assola Redenção

De janeiro até agora foram contabilizados 37 homicídio e população está apavorada com tantos assassinatos
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O município de Redenção, situado no extremo sul do Estado, tem vivenciado nos últimos meses uma onda crescente de violência urbana. Em seis meses foram contabilizados 37 homicídios, sendo três mulheres e 34 homens. Segundo a polícia, cerca de 90% dos assassinados tem envolvimento com o tráfico de drogas.

O superintendente da Polícia Civil da região Araguaia, Luciano Cunha Guimarães, reconhece que o número de homicídios em Redenção é preocupante e que a polícia está investigando todos os crimes a fim de elucidar e dar uma resposta à sociedade. “A polícia está disponibilizando todos seus recursos e esforços necessários para a investigação desses fatos e para que os culpados sejam punidos. Os investigadores estão nas ruas, mas é necessária a participação da sociedade com informações para que essas mortes violentas sejam desvendadas”, pondera o superintendente.

De acordo com a Polícia, a maioria dos crimes aconteceu em bairros mais afastados do centro da cidade. O comandante do 7º Batalhão de Policia Militar, major Chaves, disse que vai intensificar as operações nos bairros mais periféricos. “Estamos testemunhando uma onda de violência crescente em nosso município e isso nos preocupa muito. Passamos a intensificar as operações, tanto no centro quanto nos bairros mais pobres da cidade, a fim de combater os crimes. Estamos fazendo blitzes para capturar elementos que estejam nas ruas com segundas intenções”, argumenta major Chaves.

Questionado pela reportagem, se o numero do efetivo em Redenção é o suficiente para a demanda, o major ressaltou, “Olha, nós somamos, 130 homens operantes, atendemos quatro municípios Pau D´arco, Cumaru do Norte e Distrito Casa de Tabua, más estamos aí trabalhando, seja com muito ou pouco, estamos dando o melhor de nós, e nossos homens estão trabalhando a fim de combater a violência”, disse o Major.

Em meio a tanta violência, a reportagem do blog ouviu a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Redenção. O advogado Marcelo Mendanha, que atua como conselheiro estadual da Ordem, disse que a instituição tem tentado contribuir no combate à violência desenfreada. “A OAB, enquanto instituição civil, tem cobrado das autoridades medidas concretas de combate ao crime, não só ações públicas para investigar os crimes já praticadas, mas também investimento no aparelhamento da polícia para que ela seja ainda mais ostensiva. “O efetivo na nossa região é muito deficiente”, lamentou.

Marcelo explica que há mais de um mês a OAB emitiu uma nota cobrando de autoridades, como o secretário de segurança do Estado, medidas firmes e também educativas. A OAB, inclusive, se colocou à disposição da comissão de segurança pública para traçar um plano estratégico de combate ao crime na região sul do Estado.

O presidente da Câmara Municipal de Redenção, Leonardo da Saúde, garantiu que os vereadores estão unidos para ajudar a combater o crime. Argumentou que o Poder Legislativo já realizou audiência pública para discutir formas de combater a violência no município e que a instituição vê a onda crescente no município com preocupação.

Violência

Em Canaã dos Carajás, homem é assassinado a tiros quando passeava com a esposa

Crime aconteceu próximo a rodoviária municipal, local famoso pela comercialização de drogas
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A violência anda solta em Canaã dos Carajás. Em menos de oito dias  já foram contabilizadas quatro mortes violentas, além dos homicidas, estupradores e ladrões presos, que elevam a taxa de criminalidade do município e põe os cidadãos locais em constante alerta. O medo é o estado comum da sociedade e a insegurança vivida pode se justificar pelos impactos sociais pós-implantação do projeto S11-D no município.

Na noite desta sexta-feira (23) mais um cruel assassinato reforçou as estatísticas do mal na cidade. Um homem, que aparentava ter cerca de 30 anos, andava de mãos dados com a sua esposa em local próximo a rodoviária municipal quando foi surpreendido pela ação criminosa. Os bandidos, dois, se aproximaram em uma motocicleta e, sem perguntar mais nada, efetuaram vários disparos contra a vítima. Sem chances de defesa, o homem, cuja a identidade não foi revelada pela Polícia Civil, morreu na hora.

Muitas pessoas viram o crime acontecer, mas ninguém quis falar nada à imprensa sobre o caso. A suspeita, no entanto, é que a motivação para o crime seja acerto de contas, já que o homem morto seria usuário de drogas e teria saído recentemente da prisão. As investigações sobre o caso continuam a acontecer.

A rodoviária de Canaã dos Carajás é improvisada e o projeto definitivo para o local ainda não saiu do papel. O local é conhecido pela intensa movimentação em torno do comércio de drogas. A PM já efetuou várias prisões no local, mas os crimes continuam a acontecer.

Polícia Militar

Fim de semana com muito trabalho para a Polícia Militar na região do Carajás

Até a manhã deste domingo (17) foram 17 ocorrências de roubo e furto de veículos, violência doméstica, latrocínio, tráfico, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e outros mais
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O fim de semana começou agitado na esfera policial, na área de abrangência do 23º BPM (Batalhão de Polícia Militar), onde entre às 8h de sábado (16) e às 8h deste domingo (17), se registraram na menos que 17 ocorrências. Foram veículos roubados e abandonados pelos ladrões ante a aproximação da PM, dois casos de violência doméstica, um latrocínio, um caso de tráfico, um caso se porte ilegal de arma de fogo, um caso de crime ambiental, uma tentativa de homicídio, um caso de posse de arma branca, uma agressão física, um caso de motociclista sem documentação e usando descarga Cadron, um caso de roubo e um caso de lesão corporal.

Por volta das 15h de sábado, a PM prendeu Paulo Victor Cruz, acusado de ter agredido a mulher dele, Francinete da Silva Cavalcante, a agressão se deu na Rua Araguaia, Bairro Nova Carajás, em Parauapebas; e, o segundo caso de violência doméstica acontece também na “Capital do Minério”, por volta das 22h30 do mesmo dia, envolvendo o casal Armando Gurgueira Bezerra e Dorilene Furtado Mendonça, na Rua Rio Novo, Bairro Popular I.

Também no sábado por volta das 19h, dois indivíduos, não identificados, que pilotavam uma motocicleta pela VS-10, no Bairro Brasília, abandonaram o veículo e fugiram às carreias quando viram um carro da Polícia Militar.

O mesmo aconteceu três horas depois, mas na Rua Boa Viagem, Bairro São Lucas, quando, por volta das 22h30, bandidos tomaram a moto de Railson Rocha Lima. O veículo foi encontrado pela PM abandonado na rua e devolvido ao dono.

Um desentendimento em uma sinuca, por volta das 15h de sábado (16), na Avenida Liberdade, Bairro dos Maranhenses, levou Marcos da Silva Costa à Delegacia de Polícia Civil. Ele agrediu, com pauladas de taco de bilhar uma pessoa não identificada, que teve de ser conduzida pelo Samu ao Hospital Municipal.

Também na Avenida Liberdade, por volta das 18h, Luiz Gustavo A. Ferreira, teve soa moto apreendida e levada para o pátio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano. Ele não portava documento algum do veículo, uma Fan KS 125, preta, placa OFU-0122, e ainda fazia muito barulho, cometendo assim crime ambiental, ao ter colocado na moto uma descarga Cadron.

Na mesma noite de sábado, às 23h42, no Parque das Nações, outra moto foi abandonada quando seus ocupantes ao avistarem a polícia, saíram em desabalada carreira, deixando para trás o veículo roubado.

Por volta das 20h de sábado (16), Felipe Bezerra Silva, 20 anos, foi abordado na Rua Opala, Bairro Morada Nova, por dois indivíduos em uma moto, os quais anunciaram assalto. Ele reagiu e o que estava na garupa atirou. Felipe ainda foi removido, pelos familiares, ao Hospital Municipal de Parauapebas, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Ainda no sábado, por volta das 22h50, na Avenida Faruk Salmem, Bairro Palmares I, Cícero Luiz s da Silva Santos foi abordado por uma guarnição da PM, que encontrou com ele 10 gramas de maconha. Preso, ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil.

Eram 20h20 de sábado quando Lindomar Macedo da Silva foi detido pela segurança da Vale, na Reserva de Carajás, e entregue para a Polícia Militar. Ele estava portando arma de fogo ilegalmente e foi entregue para a Polícia Civil.

Pouco mais de uma hora depois, às 21h30, na Avenida Faruk Salmem, Bairro: Vila Rica, um homem identificado apenas como Izaque, tentou assassinar com um tiro o colega de mesa de bilhar Lecionildo da Silva, com quem se desentendeu durante uma partida. Leocinildo foi socorrido por populares e removido ao Hospital Municipal enquanto Izaque fugiu.

Já neste domingo (17), por volta de 01h15, num bar da Rua Marabá, Bairro da Paz, foi preso pela PM Norbert Cleison Rodrigues. Armado de faca, ele ameaçava os clientes do estabelecimento. O valentão foi desarmado e levado para a Depol.

Às 3h25, o homem identificado como cabo Barbosa – não se sabe de que corporação – se envolveu em uma confusão generalizada no Bairro Jardim América e acabou acertando umas boas pancadas em Wandeval da Graça Santos Lisboa, que acabou internado em um hospital particular, onde permanece com o couro cabeludo cheio de pontos, mas não corre risco de morte. Mesmo saindo na vantagem, cabo Barbosa foi à Delegacia de Polícia Civil prestar queixa contra Wandeval.

Também neste domingo (17), às 7h40, uma guarnição da Polícia Militar entregou na Delegacia de Polícia Civil outra motocicleta abandonada no meio da Rua B-13, no Bairro Jardim Tropical II.

Em Canaã dos Carajás, por volta das 20h30 de ontem (16), Carine Salton Moraes, que pilotava a moto CG Titan, vermelha, placa JVC-0031, pela Rua José Meneguel, Centro, parou para ajeitar o retrovisor, quando um indivíduo se ofereceu para ajudar. Assim que Carine, quando a vitima se distraiu, o desconhecido subiu na moto e fugiu com o veículo.

Por volta das 2h40, deste domingo (17), na Rua do Hospital, Deusdete Alves Salgado, 50 anos, perdeu R$ 50,00 para dois indivíduos armados de revólver e montados em uma moto Biz, preta e em uma Fan, vermelha.

Brasil

Marabá e Parauapebas na lista das “cidades negras” de violência no Brasil

No total, sete municípios do Pará figuram na relação divulgada nesta sexta-feira pelo IPEA
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Um mapeamento das mortes violentas no Brasil constatou que 50% delas ocorreram em apenas 123 municípios, o equivalente a 2,2% do total de municípios brasileiros. É o que mostra a pesquisa Atlas da Violência 2018 – Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros, lançada nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

E Marabá e Parauapebas, no sudeste do Pará, estão nessa “lista negra” de cidades violentas do País. Mas o Estado está contemplado ainda com os municípios de Belém, Ananindeua, Castanhal, Marituba e Altamira.

Dessas cidades, Belém lidera, com folga, o maior número de mortes por habitante entre as capitais brasileiras, contabilizando 77 mortes por 100 mil habitantes. No interior do Pará, Altamira está no topo do ranking. Ela apresenta 91,9 mortes violentas a cada 100 mil habitantes. No sudeste do Pará, Marabá apresenta taxa 87,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Parauapebas surge com 65,7 mortes por 100 mil habitantes; Ananindeua com 84,6; Castanhal com 78,4; e Marituba com 84,5.

Os números apresentados pelo IPEA e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apenas confirmam o sentimento de medo da violência, vivido diariamente pelo povo do estado do Pará.

Foram analisados 309 municípios, ou seja, todos aqueles que tinham mais de 100 mil habitantes em 2016. Os três mais pacíficos, segundo o Atlas da Violência 2018, são: Brusque (SC), Atibaia (SP) e Jaraguá do Sul (SC). Os três mais violentos são: Queimados (RJ), Eunápolis (BA) e Simões Filho (BA).

Enquanto os três mais pacíficos apresentam taxas de morte violenta de 4,8 a 5,4 a cada 100 mil habitantes, os três mais violentos têm taxas de 107,7 a 134,9. A pesquisa considera mortes violentas a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima. Os dados analisados são de 2016, último ano disponível no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

Dos 123 municípios onde se concentram metade das mortes violentas no Brasil, 33 estão localizados no Rio de Janeiro ou na Bahia. Quando se analisam somente as capitais, o Atlas revela que as três com maiores taxas de morte violenta são Belém (PA), Aracaju (SE) e Natal (RN). Entre as três com menores taxas estão São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Vitória (ES).

O estudo conclui, ainda, que há uma correlação entre as condições educacionais, de oportunidades laborais e de vulnerabilidade econômica e a prevalência de mortes violentas. Para isso, analisou indicadores de educação infanto-juvenil, pobreza, gravidez na adolescência, habitação, mercado de trabalho e vulnerabilidade juvenil. Os municípios com menor acesso à educação, com maior população em situação de pobreza e maiores taxas de desocupação apresentam maiores taxas de mortalidade violenta.

De forma coerente com o que foi apresentado na edição do Atlas da Violência 2018 apresentada em 5 de junho, observou-se maior prevalência de violência letal em municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste do país. Além disso, nos municípios com as piores taxas, metade das mortes violentas aconteceu em no máximo 10% dos bairros.

O estudo discute o papel da prevenção social dentro de uma abordagem de políticas efetivas de segurança pública e expõe elementos fundamentais geralmente presentes nas experiências nacionais e internacionais que tiveram êxito em reduzir crimes violentos.

Nesse contexto, a pesquisa chama a atenção para alguns pontos, como o comprometimento do político principal (seja presidente, governador ou prefeito) com a vida das pessoas; a organização da gestão da segurança pública com base no método científico e nas evidências empíricas; a mobilização e articulação de todas as forças e atores sociais na busca pela paz; o controle e a retirada das armas de fogo e de munições de circulação; a disseminação de espaços de mediação de conflitos; a mudança do modelo de polícia, de uma abordagem meramente reativa, para um modelo de repressão qualificada; bem como a estruturação de uma política de prevenção social, focalizada nos territórios mais conflagrados e nas crianças e jovens.

Brasil

Homicídios no Pará aumentam mais de 100% em uma década

Atlas da Violência 2018 revela ainda que a taxa de homicídios de jovens foi de 98 para cada grupo de 100 mil habitantes
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Em 2006, no Pará, um total de 2.073 pessoas foram vítimas de homicídio. Dez anos depois, em 2016, a estatística revela que foram mortas 4.223 pessoas no Estado. Esse é um dado alarmante evidenciado esta semana com a publicação do Atlas da Violência 2018 no Brasil. Foi um aumento de 103,7%, considerado altíssimo pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Outra informação que deve acender o sinal de alerta das autoridades é a participação do homicídio como causa de mortalidade da juventude masculina (15 a 29 anos). Em 2016, essa participação correspondeu a 50,3% do total de óbitos. Se considerados apenas os homens entre 15 e 19 anos, esse indicador atinge a marca dos 56,5%. No Pará, em 2016 a taxa de homicídios de jovens, por grupo de 100 mil habitantes, foi de 98,0.

Junto de outros 19, o estado está entre aqueles que apresentaram aumento na quantidade de jovens assassinados. Em destaque estão o Acre (84,8%) e o Amapá (41,2%), seguidos pelos grupos do Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima, que apresentaram crescimento em torno de 20%, e de Pernambuco, Pará, Tocantins e Rio Grande do Sul, com crescimento entre 15% e 17%.  Em apenas sete unidades verificou-se redução.

Em análise da violência letal contra jovens, é verificada uma situação ainda mais grave e que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Quando considerados os jovens entre 15 e 29 anos, é observada em 2016 uma taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 142,7 em todo o país, ou uma taxa de 280,6, se considerada apenas a subpopulação de homens jovens.

Os dados de 2016 indicam o agravamento do quadro em boa parte do Brasil. Os jovens, sobretudo os homens, seguem prematuramente perdendo as suas vidas. No país, 33.590 jovens foram assassinados em 2016, sendo 94,6% do sexo masculino. Esse número representa um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. Se, em 2015, pequena redução fora registrada em relação a 2014 (-3,6%), em 2016 o crescimento voltou a ocorrer.

Em termos de variação da taxa de homicídios de jovens homens, o país apresentou, em 2016, elevação de 8,0% em relação ao ano anterior. No Pará, quando analisada a taxa por 100 mil jovens homens, na faixa etária de 15-29, variação foi de 91,2% em 10 anos. Enquanto em 2006 morreram 1.185 jovens, em 2016 foram 2.266.

Em Marabá, em 2017, segundo dados do DATASUS do governo federal, 257 pessoas foram vítimas de homicídio. É um número muito alto, considerando-se a população do município, que é de 277 mil habitantes.

NEGROS

O estudo aponta, também, a desigualdade das mortes violentas por raça/cor, que veio se acentuando. Entre 2006 e 2016 a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, ao passo que a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2%, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16%, o que implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas ou pardas.

O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, que tem como ano base 2015, demonstrou que o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior que o de um jovem branco.

De acordo com o Atlas, os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, sendo muito mais vulneráveis à violência que os jovens não negros. Por sua vez, os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil.

MULHERES MAIS VULNERÁVEIS

O Atlas da Violência 2018 destaca ainda que, em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4%. A taxa do Pará é de 7,2%.

O estudo destaca, no entanto, que a base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade não fornece informação sobre feminicídio, portanto não é possível identificar a parcela que corresponde às vítimas desse tipo específico de crime.

No Pará, o número de homicídios de mulheres teve variação de 110,0% em dez anos, passando de 140 em 2006 para 294 em 2016. Em todo o país, a taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes por UF sofreu variação de 85,3% em 10 anos.

Desagregando-se a população feminina por raça, confirma-se um fenômeno já amplamente conhecido. No Brasil, considerando-se os dados de 2016, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras (5,3) que entre as não negras (3,1) – a diferença é de 71%.

Em relação aos dez anos da série, a taxa de homicídios para cada 100 mil mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto que entre as não negras houve queda de 8%. Em 20 estados, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu no período compreendido entre 2006 e 2016, sendo que em doze deles o aumento foi maior que 50%.

Comparando-se com a evolução das taxas de homicídio de mulheres não negras, neste caso, houve aumento em 15 estados e em apenas seis deles o aumento foi maior que 50%. O Pará tem a segunda mais alta taxa de homicídios de mulheres negras (8,3), assim como tem uma taxa para mulheres não negras também alta (6,6), ficando atrás apenas do Goiás.

Em 10 anos, o estado nortista viu um aumento de 92,8% nas taxas de mortes de mulheres negras, enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras foi negativa, de – 31,2%, no mesmo período.  É especificamente o homicídio de mulheres negras que coloca os estados de Goiás e Pará no topo do ranking das maiores taxas, já que estes não estão entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres brancas.

Polícia

Redenção: Uma pessoa é assassinada a cada 5,7 dias na cidade

O mês de junho já começou com o registro de mais duas mortes, reforçando a estatística macabra
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De 1º janeiro deste ano até ontem, 1º de junho, Redenção já registrou 27 casos de assassinato. Ou seja, 5,4 por mês, 1,24 por semana ou um a cada 5,7 dias. Os dois últimos aconteceram ontem, sexta-feira, quando Fernando de Paula Manete, 27 anos, conhecido como “Bob Esponja”, foi executado com três tiros na cabeça, no Setor Aeroporto; e Rosângela Lima Pereira, 29, também foi eliminada a bala, no Setor Aripauanã.

Era por volta de 14h20 quando Bob Esponja retornava de garimpo em que trabalhava e, ao chegar ao Setor Aeroporto, um desconhecido, montado em uma motocicleta Honda Pop 100, vermelha, atirou contra o crânio do rapaz, que morreu instantaneamente. Em seguida, o atirador fugiu em disparada.

As polícias Militar e Civil estiveram no local do crime e fez todos os levantamentos para tentar elucidar o crime. A Polícia acredita em um possível acerto de contas, pois nada foi levado.

Sete horas Rosângela Pereira foi assassinada a tiros na Rua do Meio, também conhecida como “cracolândia”, no Setor Aripuanã. A mulher era usuária de drogas e, segundo a mãe dela, cujo nome não foi divulgado, havia saído de casa para viver nas ruas. Ela acredita que a filha teve a vida ceifada por acerto de contas com traficantes.

Os delgados de Polícia Civil Luciano Cunha e Marcus Camargo estiveram no local do crime, onde fizeram levantamentos preliminares e estão investigando os dois crimes.

Parauapebas

OAB Pará e Subseção Parauapebas cobram ações firmes contra violência no município

Advogados se reúnem com delegada Yanna Azevedo para discutir investigações do assassinato da empresária Cidicleia França
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará – e a Subseção da OAB em Parauapebas publicaram nota esta semana exigindo das autoridades competentes do Estado a adoção de medidas concretas para frear o elevado índice de violência que está amedrontando os cidadãos paraenses, especialmente a população da região sudeste do Pará, que recentemente ficou abalada com dois assassinatos registrados em Parauapebas e Canaã dos Carajás.

Segundo as duas entidades que representam os advogados, o mais preocupante é que o poder público não consegue dar uma reposta efetiva para combater essa problemática que instalou o caos no Pará. “Seja na zona urbana ou rural, a violência está acuando nossa sociedade. Para agravar a situação, nossos cidadãos sofrem com a ineficiência de diversos serviços que deveriam ser prestados a contento, comprometendo a perspectiva de evolução no sentido de amenizar esta barbárie instaurada”.

A OAB também destaca que, além dos esclarecimentos das circunstâncias dos crimes cometidos, a instituição exige uma atuação eficiente e enérgica do Estado, observando todos os valores que norteiam o Estado Democrático de Direito. “Nossas autoridades precisam assegurar uma convivência harmônica e civilizada.

É obrigação do Estado garantir a segurança do povo, respeitando todos direitos consagrados na Constituição Federal. Como representante da sociedade civil organizada, a OAB-PA e a Subseção de Parauapebas cobram providências urgentes e efetivas de combate à criminalidade por parte do Estado, que corre o risco de ter que assumir sua total incapacidade e incompetência de gerir a segurança pública no Pará”, diz a nota, cuja cópia foi enviada também para a OAB Nacional, Ministério Público Estadual, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Delegacia da Mulher e Câmara Municipal de Parauapebas.

Representantes da OAB foram à delegacia para conversar com a delegada Yanna Azevedo sobre o andamento das investigações relacionadas ao assassinato da empresária Cidicleia Carvalho Vieira França, esposa do secretário de Desenvolvimento do município de Parauapebas, em março deste ano. “Recebemos um expediente de familiares e amigos da vítima, que pediram participação da Ordem neste caso, para cobrar as autoridades pela elucidação do crime”, explica o presidente da Subseção de Parauapebas, Deivid Benasor da Silva Barbosa.

A delegada informou aos representantes da OAB que as investigações estão em curso e que o inquérito policial está em segredo de justiça para evitar que informações vazem e atrapalhem o trabalho, mas que em breve a Polícia Civil vai dar uma resposta à sociedade sobre esse crime. “A delegada nos informou que haverá um pedido de dilação de prazo para conclusão do inquérito policial”, disse o presidente Deivid Benasor, que foi à delegacia acompanhado dos colegas advogados Dr. Hikson Ilai do Nascimento Gomes – Presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB Parauapebas -, e de Bruno Cardoso da Cunha, presidente da Comissão dos Direitos Humanos.