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Violência

Homem é morto durante o roubo de moto em Parauapebas.

Diones Silva foi levado, por uma ambulância, até o Hospital Municipal de Parauapebas, mas quando deu entrada na unidade, já estava morto.

A polícia ainda está atrás dos quatro homens que teriam agredido José Diones da Silva Linhares, de 31 anos, no dia 24, por volta das 19hs, na estrada de acesso ao Cedere I, na zona rural de Parauapebas.

Em depoimento, a mulher de José Diones, Marcia Santana Silva contou que o companheiro conduzia uma motocicleta biz, preta e que ela e outros parentes, iam num carro, logo atrás, para Parauapebas. Segundo Marcia, quatro homens apareceram em duas motocicletas e se aproximaram de Diones, mas por causa da poeira que se formou, ela perdeu a visibilidade e não enxergou
mais o companheiro. Minutos depois, ela encontrou José Diones, no meio da estrada de chão, desacordado e com o ferimento na cabeça, sangrando muito. A motocicleta havia sido levada pelos bandidos.

Diones foi levado, por uma ambulância, até o Hospital Municipal de Parauapebas, mas quando deu entrada na unidade, já estava morto.

A polícia militar tem intensificado a blitz no centro e nos bairros mais afastados de Parauapebas para tentar apreender as motos roubadas e coibir a ação de bandidos na região.

Violência

Lavrador embriagado corta a companheira com várias facãozadas na área do Contestado

A vítima passou cinco dias internada no HGP por conta dos ferimentos.

Elinalva Alves Carvalho, 40 anos, compareceu hoje na Delegacia Especializada da Mulher, em Parauapebas, para denunciar o nacional conhecido por Jaílson da Foice e/ou Negão da Foice, de 39 anos. Contou a denunciante, que mora no Assentamento Estrela Dalva, próximo à Vila Valentim Serra, na Zona Rural de Marabá, que no sábado a tarde Jailson chegou da Vila em sua casa totalmente embriagado e do nada começou a agredi-la com murros e pontapés.

Segundo a depoente, o companheiro com quem morava ha 5 meses, estava embriagado e havia colocado fogo na motocicleta que possui, entrando logo após para o quarto do casal. Ela conta que apagou o fogo na moto com um balde de água e foi ver como estava Joílson. Ao entrar no quarto ele voltou a agredi-la, desta feita com um facão de roçar.

Elinalva informou na Depol que Jaílson só parou de cortá-la com o facão quando ouviu um barulho de motos chegando na porta da casa. Com medo de que poderia ser a polícia, Jaílson correu para o fundo da casa e se escondeu. Nesse momento, Elinalva saiu para a porta da casa pedindo socorro. Os motoqueiros prestaram socorro à ela trazendo-a para o Hospital Geral de Parauapebas. Elinalva teve alta hoje e imediatamente compareceu à DEAM para denunciar a agressão.

Uma equipe da Polícia Civil de Parauapebas formada pela delegada Ana Carolina, IPC Fátima e IPC Sergio foram até o local para tentar prender o agressor, mas ele não foi encontrado.

Elinalva, ainda abalada com o fato, não soube precisar a quantidade de pontos que recebeu por todo o corpo em virtude dos ferimentos provocados por Jaílson, Ela disse, ainda, que durante a agressão Jaílson jurou-a de morte. Elinalva, temendo por sua vida, não pretende mais voltar para a Zona Rural.

A delegada da Mulher em Parauapebas informou que novas diligências serão realizadas pela Polícia para tentar capturar o agressor.

Parauapebas

Marcha contra violência de jovens relembra assassinato de Lorena Lima em Parauapebas

A caminhada sairá da Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, as 15hs, e seguirá até a comunidade São Judas Tadeu, no bairro Bethânia.

A Pastoral da Juventude das paróquias São Sebastião, Cristo Rei e São Francisco realizará neste sábado, 16, a 2º Edição da Marcha contra a violência e extermínio de jovens, em Parauapebas. A manifestação é realizada sempre em setembro, mês em que foi assassinada a jovem Lorena Lima, de 24 anos. O crime foi em 2015 e até agora, ninguém foi preso.

Coincidentemente, a marcha é realizada na semana em que foram registradas muitas mortes na cidade, boa parte delas envolvendo jovens que tinham passagem pela polícia. “A gente quer deixar claro que não estamos defendendo bandidos, mas o nosso movimento é em prol da vida”, explicou Jussara Alves, uma das integrantes da organização do evento. Ela conta que o movimento foi criado como uma forma de protesto pelo assassinato de Lorena Lima, que era integrante da Pastoral da Juventude e que se tornou um símbolo da luta contra a violência que tira a vida de jovens.

Para a Pastoral da Juventude de Parauapebas, faltam políticas públicas que garantam a segurança dos jovens, principalmente de mulheres e homens negros e pobres, que muitas vezes vivem em situação de risco e são vulneráveis à marginalidade.

Lorena Lima

No próximo dia 20 de setembro completará 2 anos da morte da jovem Lorena Lima, que na época era candidata ao cargo de conselheira tutelar da cidade. Lorena foi assassinada de forma cruel, a golpes de machado na cabeça, por um homem que teria invadido a casa da mãe dela, onde Lorena dormia. A foto do principal suspeito chegou a ser divulgada pela polícia, mas ninguém foi preso. O crime chocou a população e gerou indignação, principalmente, entre os jovens que conheciam Lorena. A marcha também será uma forma de cobrar da polícia a prisão do assassino.

A caminhada sairá da Praça Mahatma Gandhi, no bairro Cidade Nova, as 15hs, e seguirá até a comunidade São Judas Tadeu, no bairro Bethânia.

Segurança

Municípios pressionam e segurança pública do estado tomará medidas especiais nas regiões Sul e Sudeste do Pará

Secretário prometeu execução de operações seletivas a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário

Na tarde da última quinta-feira (03), prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e diversas lideranças do estado estiveram reunidos com o secretário de Estado de Segurança Pública, Jeannot Jansen, na sede da Secretaria para cobrar soluções para os constantes casos de violência no Pará.

 Os prefeitos de Breu Branco, Francisco Garcês; de Tucuruí, Arthur Brito; de Goianésia, Ribamar Nascimento; de Aveiro, Vilson Gonçalves; de Itupiranga, José Milesi; de Pacajá, Chico Tozetti; de Limoeiro do Ajuru, Carlos Silva; a prefeita de Ulianópolis, Neusa Pinheiro, o vice-prefeito de Novo Repartimento, Alexandre Guimarães, os vereadores de Goianésia e Tucuruí, e representantes de Nova Ipixuna, solicitaram medidas urgentes ao Governo do Estado. Também participaram da reunião representantes da Casa Civil da Governadoria, os deputados estaduais Iran Lima, José Scaf e Lélio Costa.

A reunião foi articulada pela Federação das Associações dos Municípios dos Estado do Pará (Famep), juntamente com as  Associações e Consórcios Regionais, em continuidade à reunião realizada na semana passada, em Tucuruí, após o assassinato do então prefeito de Tucuruí, Jones William.  “Nós precisamos reagir. Não aceitamos perder mais nenhum cidadão. Por isso viemos cobrar a apuração rigorosa desses episódios. Estamos solicitando ainda a atuação maciça e ostensiva da Polícia Militar em todo o Estado, incluindo a zona rural que é tão esquecida”, relatou o presidente da Famep, Xarão Leão.

Demandas – “É preciso dar uma resposta à população. Precisamos de investimentos”. A fala do prefeito de Tucuruí, Arthur Brito, reforça a necessidade de ações nos municípios. Entre outras demandas cobradas pelos gestores estão o número reduzido de efetivo nos municípios, que não conseguem atender as demandas necessárias, falta de combustível para abastecer as viaturas, ausência de policiais na área rural e a falta da presença massiva da Secretaria de Segurança Pública em todos as regiões do estado.

O prefeito de Itupiranga, José Milesi, sugeriu que o órgão monte uma comissão para fazer constantes audiências públicas com o objetivo de ouvir melhor os anseios da população. “O grande problema que eu vejo é a grande ausência do estado nas cidades, principalmente na área da Segurança Pública. Por isso, sugiro aqui que o órgão passe a fazer audiências públicas junto com as Câmaras Municipais. Tenho certeza que isso vai facilitar para saberem de fato o que está acontecendo. Temos que modernizar a forma de governar, precisamos ficar mais próximos da população e ouvi-los”, afirmou Milesi.

Os líderes do poder executivo relataram ainda que estão atuantes para dar o apoio necessário à Segup. “Nós queremos resolver essa questão da falta de segurança, inclusive já me disponibilizei a construí um ponto de apoio, desde que o estado aumento o efetivo em nosso município, que no momento é muito precário e não dão conta de atender nossa população. Nós vivemos com bastante medo, porque não sabemos quem será o próximo e dessa forma não dá para viver”, afirmou o atual prefeito de Breu Branco , Francisco Garcez.

Prevenção e repressão – Em resposta às solicitações, foram anunciadas três medidas emergenciais que serão promovidas ainda em agosto para prevenir e reprimir a criminalidade nas regiões Sul e Sudeste do Pará. Inicialmente, uma equipe da Diretoria de prevenção à Criminalidade irá aos municípios.  Em contato com o poder executivo e o legislativo, iniciará tratativas para a organização do município no sentido, do próprio local definir a melhor estratégia de segurança pública seja em cooperação com órgãos estaduais, seja com ações de iniciativa próprias dos municípios.

“A segunda medida é que vou pessoalmente com o Delegado Geral, Comandante da Polícia Militar, o diretor geral do Instituto Renato Chaves, visitar o local, ver a realidade do local conversar com lideranças, executivo, legislativo, ministério publico, poder  judiciário, a fim de integrarmos esforços para melhoria da segurança pública na região”, declarou Jeannot Jansen.

A ação será a execução de operações seletivas, a serem programadas com tempo e apoio da área de inteligência das polícias Civil e Militar, com a colaboração do MP e do Judiciário.

Comissão solicitará providências ao Ministério da Justiça

Na reunião desta quinta-feira(03), o presidente da Famep, Xarão Leão, fez uma proposta aos prefeitos e presidentes das associações presentes para que sejam composta uma comissão para solicitar ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, atenção maior para os municípios do estado do Pará.

“Vamos fazer uma equipe de prefeitos do estado para que possamos ir até o ministro da Justiça solicitar mais investimento para que o estado seja tratado pelas suas diferenças peculiares. Temos que tratar isso com compromisso. A responsabilidade da segurança pública é do estado, mas precisamos de um melhor estado para se viver”, disse Leão.

Segundo ele, a segurança pública acaba sendo um problema que incide diretamente na gestão municipal. “Os prefeitos são os que mais sofrem, tendo que relocar recursos do município para contribuir com combustíveis e manutenção das viaturas, entre outras demandas. Precisamos solicitar aumento de recursos para a segurança pública no estado”, declarou o presidente.

“Em Limoeiro temos 28 mil habitantes, mas observamos o aumento da criminalidade. Já estamos há um ano sem delegado no município e apenas quatro policiais militares. Isso nos preocupa, porque a população se ver insegura, principalmente por conta do tráfico de drogas”, disse o prefeito de Limoeiro do Ajuru, Carlos Ernesto da Silva.

 “Em Aveiro, são 23 mil habitantes e apenas três policiais militares. Já solicitamos o aumento do efetivo. Nós ficamos nos municípios com o apoio da segurança privada para dar reforço. Por mais que os prefeitos de esforcem ainda não é o necessário”, afirmou o prefeito de Aveiro, Vilson Gonçalves. (Ascom Famep)

Artigo

Dom Vital Corbelline: A violência desenfreada no Sul de Pará. Superações possíveis?

"A questão é que na grande maioria desses crimes estão sendo impunes", diz o bispo em seu artigo.

Por Dom Vital Corbellini – Bispo de Marabá

Estamos passando por um momento difícil no Sul e Sudeste do Pará, Brasil, devido à violência desenfreada que está ocorrendo nas ruas, comunidades, ao redor das cidades de Marabá. Esta violência misturada com pistolagem, ou grupos de extermínio, ceifa vidas, tira gestores em sua caminhada municipal nas cidades, elimina agricultores e agricultoras, empresários, pessoas de todas as categorias. Parece que a vida tornou-se uma banalidade sem o seu devido valor. Os assassinatos de pessoas vão contra o mandamento da lei de Deus que é não matar, não tirar a vida de ninguém, porque ninguém pode arrogar-se da vida do próximo. As pessoas matam à luz do dia, uma afronta contra a vida da comunidade e da sociedade. Percebemos que em pouco mais de um ano três gestores, três prefeitos da mesma região, Goianésia, Breu Branco e ultimamente Tucuruí foram brutalmente assassinados, bem como pessoas em nossa cidade, de Marabá, na região como pessoas ligadas à terra, agricultores e agricultoras. A violência está ocorrendo também pelas ameaças em acampamentos, ou assentamentos de terra em nossa região através de queimas de casas, estragos com as plantações de mandioca e outras ameaças. Estamos contra também às invasões de terra, queimas de bens ou objetos das pessoas e ameaças contra as pessoas. A questão é que na grande maioria desses crimes estão sendo impunes.

Não há nada que justifique a morte de pessoas como estamos presenciando. Vemos pessoas jovens sendo impedidas de continuar a servir os outros. Não podemos ficar de braços cruzados, porque hoje ou ontem foram aquelas pessoas, amanhã poderão ser outras ou quem sabe bem próximas de nós. A impressão é que as balas estão falando mais alto que a reconciliação, o perdão, o amor de Jesus Cristo. Dessa forma a morte de pessoas faz-nos pensar a atuação de políticas públicas por parte dos governos federal e estadual e municipal que impeçam a violência, junto às famílias, à escola, à rua, à vida social e também como cristãos, católicos e católicas no mundo de hoje. Jesus nos solicita pela paz e pelo amor: Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus(Mt 5, 9). Devemos testemunhar o amor de Cristo Jesus, sermos sal da terra e luz do mundo (cfr. Mt 5,13. ).

A violência com mortes está muito forte em nossa região. Conclamamos o povo de Deus para que não retruque com a lei do talião, pela vingança, mas pela reconciliação, e às autoridades federal e estadual para a segurança ocorra de uma forma para uma convivência melhor nos cidadãos em nossas cidades, comunidades, famílias. Precisamos deste olhar com amor pelo governo do Estado do Pará para a nossa região, do Sul e do Sudeste do Pará para que vivamos em paz, construindo uma sociedade mais justa e fraterna conforme o plano do Senhor. De nossa parte estamos fazendo o possível para que trabalhemos pela paz através da oração, de ações na família, na comunidade e na sociedade. pelas pastorais, movimentos e serviços. Seguindo Jesus Cristo, a Igreja focaliza a vida sobre a morte, sobre a violência. Denunciamos a situação de mortes de pessoas e ao mesmo tempo sejamos pessoas portadores de paz e de amor a Deus, ao próximo com a si mesmo.

Violência

Dossiê mostra os números assustadores da violência contra os defensores dos direitos humanos no País

O documento diz que o Pará é um dos Estados mais violentos do País e aponta Marabá como um dos cinco municípios que mais aparecem nos relatórios

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu na noite de ontem (4), no Campus I da Unifesspa (Universidade Federal do Sudeste do Pará), a apresentação, pelo Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDDH), do Dossiê “Vidas em luta: criminalização e violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil”.

De acordo com o dossiê, em 2016, no País, 66 defensoras e defensores de direitos humanos foram assassinados e 64 foram ameaçados ou criminalizados.

Na oportunidade foram lançados o “Caderno de Conflitos no Campo Brasil 2016”, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e o site do CBDDDH – www.comiteddh.org.br, que contém notícias, denúncias, artigos e relatórios sobre a defesa de direitos humanos em todo o país, além de um mapa com os casos de assassinatos, ameaças e criminalizações praticados contra defensores, divididos por região.

Marabá foi escolhida para abrigar o evento, segundo os organizadores, “por estar situada no sudeste paraense, área com o maior índice de violência contra ativistas e movimentos sociais do país”.  A região foi cenário de dos dois maiores massacres no campo da história recente brasileira: o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996, que resultou na morte de 19 trabalhadores sem-terra, e da Chacina de Pau d’Arco, “que tirou a vida de dez trabalhadores pelas mãos da Polícia Militar no dia 24 de maio deste ano”.

Segundo Laiza Queiroz, assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, e integrante do Comitê, o maior número dos casos de violência de 2016 – 88% – está concentrado nas regiões Norte e Nordeste do País, contra trabalhadores rurais, indígenas e comunidades tradicionais, nas áreas de expansão do agronegócio.

Já em 2017, ainda de acordo com Laiza, à exceção do assassinato de nove trabalhadores em Comisa, no Mato Grosso, no Centro-Oeste, o Norte e Nordeste registrou o mesmo número de casos de violência com muitos homicídios em Rondônia e no Pará e violência contra povos indígenas no Maranhão. A partir da apresentação desses dados, o Comitê espera que os movimentos sociais e as organizações se articulem a fim de dar visibilidade e denunciar o que está acontecendo no Brasil e garantir a proteção dos defensores dos direitos humanos, que vivem hoje um cenário muito cruel.

José Batista Afonso, advogado da CPT no sul e sudeste do Estado, diz que o aumento do número de assassinatos no campo, assim como outros tipos de violência, está associado a diversas causas, entre elas, o caos fundiário em que vive o Pará, porque os órgãos de terras que teriam competência para resolver essas questões não têm condições para fazê-lo.  “Iterpa e Incra estão totalmente inoperantes e incapazes de solucionar o problema fundiário complicado que existe no Estado. Outra situação que preocupa é a impunidade. Ou seja há um número muito grande de assassinatos no Pará, mas os casos investigados e os culpados punidos, ficam na margem de 5%”, denuncia.

Batista afirma ainda que há casos de municípios da região em que já aconteceram vários assassinatos no campo em que a impunidade é de 100%. Isto é, os matadores nunca foram presos nem julgados.  Para ele, o número de defensores dos direitos humanos assassinados só em 2017 – 40 – é outro dado extremamente preocupante porque essas pessoas deveriam ser reconhecidas pelo estado, pois contribuem com a solução dos conflitos sociais: “Quando essas pessoas são impedidas de trabalhar em função de ameaças e assassinatos, isso é extremamente grave porque mostra um estado totalmente inoperante e subserviente aos interesses daqueles que sempre se apropriaram e acumularam as terras e as riquezas no Brasil”.

Números da violência contra defensores dos direitos humanos 

2015

Assassinatos = 50
Ameaças = 144
Tentativas de homicídio = 59 (90% dos casos nos Estados de Rondônia, Maranhão e Pará)

2016

Assassinatos nas regiões Norte e Nordeste = 56
Assassinatos no Norte = 32

2017

Assassinatos = 40

Um dos Estados mais violentos é o Pará. Municípios que mais aparecem no dossiê: Anapu, Novo Progresso, São Domingos do Araguaia e Marabá

Senado

“Violência mata mais no Pará do que em países em guerra no Oriente Médio”, denuncia Senador Paulo Rocha

Confira o vídeo com o pronunciamento do senador petista

O senador Paulo Rocha (PT-PA) denunciou a ação de milicianos na Região Metropolitana de Belém e nas periferias de outras grandes cidades do Pará.

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (6/4), o parlamentar lembrou que morrem mais jovens na capital paraense num fim de semana do que em países em guerra no Oriente Médio.

Paulo Rocha advertiu também que o Pará tem um histórico triste de violência contra dirigentes sindicais e contra pessoas que lutam em defesa da terra, dos direitos humanos, do meio ambiente. São números que têm repercussão internacional, lamentou.

— Cerca de 660 lideres sindicalistas, representantes de pastorais, advogados e até políticos foram assassinados ao longo dos últimos 30 anos no estado. É uma história triste da nossa região — afirmou.

O senador pediu atenção do governo do estado para a segurança do deputado estadual Carlos Bordalo (PT), que vem sendo ameaçado depois que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e a relatoria da CPI da combate às milícias.

Maria da Penha

Pará tem 1ª agressão a travesti registrada pela Lei Maria da Penha

Agressor ameaçou vítima de morte e a agredia com frequência

Pela primeira vez um caso de violência doméstica a uma travesti foi registrado pela Lei Maria da Penha no Pará. Segundo o jornal O Liberal, o agressor é um morador de rua e se identificou como José Ricardo Silva de Araújo, de 26 anos. Ele foi preso na manhã da segunda-feira, 20, no bairro Castanheira, em Belém.

Araújo e a vítima, de 41 anos, mantiveram relacionamento por oito meses, em 2016, mas por causa de agressões, a travesti o expulsou de casa.

As agressões continuaram porque o homem não aceitava o término. O caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Belém.

Na segunda, Araújo a ameaçou de morte e foi preso em flagrante. A delegada Fernanda Marinho explicou que o caso da travesti foi enquadrado na Lei Maria da Penha, na delegacia especializada em mulheres, porque a lei (artigo 5º) estabelece que a violência doméstica independe de orientação sexual.

A vítima disse que tem medo do que pode ocorrer quando Araújo for solto. “Conheci ele na rua. Eu sou acompanhante, profissional do sexo”, contou. “Conversamos e ele um dia me pediu abrigo por dois dias. Foi ficando e a gente foi se envolvendo. Depois ele começou a dizer que não queria me ver com nenhum homem, que não deveria mais fazer programas, porque senão ia me bater, me matar e matar quem estivesse comigo. Muito ciumento. Aí ele começou a me agredir, mas cansei e tomei coragem de denunciar”, relatou. (paroutudo.com)

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