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Saúde

Parauapebas: usuários atendidos no Centro de Atenção Psicossocial – Caps – conhecem belezas naturais de Carajás

“Eu me senti renovada durante todo o passeio. É relaxante esse contato com a natureza. Além disso, gostei muito das brincadeiras e de toda a interação com o grupo”, relatou uma usuária.

O contato com as belezas naturais de Carajás encantou o grupo de usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que teve a oportunidade de conhecer trilhas, grutas, cavernas e a linda cachoeira de Águas Claras durante um passeio realizado na terça-feira (30). “Os passeios terapêuticos e culturais compõe as ações do CAPS e têm como objetivo oportunizar o acesso ao conhecimento cultural, socialização em grupo e liberdade para ocupar os espaços da cidade e da natureza”, informou a gerente do estabelecimento de saúde, Gardênia Lima.

A visita foi realizada graças à parceria com o ICMbio, por meio do programa de Uso Público e do Centro de Visitantes do Mosaico de Carajás, e contou com a participação da equipe multiprofissional do CAPS e de integrantes do Grupo de Capoterapia, que animou os visitantes com brincadeiras e danças.

“Os passeios terapêuticos devem ser realizados pelo menos uma vez por mês e compõe as ações extra muros do Caps ofertadas aos usuários do serviço”, acrescentou Gardênia Lima.

“Eu me senti renovada durante todo o passeio. É relaxante esse contato com a natureza. Além disso, gostei muito das brincadeiras e de toda a interação com o grupo”, relatou uma usuária.

Pacientes que têm sofrimento mental leve ou severo são atendidos no Caps por uma equipe formada por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e técnicos. Dentre as atividades promovidas pelo departamento, que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estão a realização de grupos terapêuticos e a produção de materiais artesanais.

Política

Deputado Beto Salame viabiliza audiência entre vereadores de Jacundá e Ministro da Saúde

Eles foram reivindicar o funcionamento da UPA do município, cuja estrutura física já está pronta

Em audiência intermediada pelo deputado federal Beto Salame (PP/PA), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu, na manhã desta terça-feira (10), dez vereadores da Câmara Municipal de Jacundá para tratar da situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município, que já está com sua estrutura física concluída, mas ainda não está em funcionamento.

A reunião foi solicitada ao deputado pelos vereadores Rafael Garrancho e Daniel dos Estudantes, ambos do Partido Progressista. Participaram também o presidente da Câmara, vereador Lindomar Marinho (PT), além dos vereadores Marta Costa (PT), José Wilson (PRB), Eliane Pinheiro (PR), Railane Santos (PSL), Edson Ferreira (PSL), Thales Borges (PR) e Marisa Alves (PDT). O gabinete do deputado Beto Salame, que se encontrava cumprindo agenda em Marabá, foi representado pelo ex-prefeito João Salame.

O vereador Rafael Garrancho explicou que apesar de ser Categoria 1, a mais básica, a estrutura física construída em Jacundá é muito maior e corresponde a UPA Categoria 3. Que é desejo do município instalar no local um Hospital de Pequeno Porte. O vereador Daniel dos Estudantes solicitou do ministro apoio para colocar a UPA e o Hospital em funcionamento, em parceria com o Governo do Estado e as prefeituras da microrregião.

Para o funcionamento da UPA estima-se gastos da ordem de 500 mil reais por mês. O Ministério da Saúde participa com cerca de 270 mil reais. O restante tem que ser bancado pelo Governo do Estado e prefeitura. Sobre os equipamentos para a UPA, o ministro Ricardo Barros sugeriu a destinação de emendas parlamentares ou parceria com o governo do Estado.

O ministro autorizou que uma parte do prédio seja usado para a UPA e a outra para o Hospital, mas exigiu que o atendimento seja 24 horas, como preconiza o programa. “Desde que esse requisito seja atendido, coma presença de pelo menos dois médicos ao dia, vocês estão autorizados a proceder as mudanças que estão reivindicando”, disse Ricardo Barros.

Na oportunidade ficou acertado que será realizada em Jacundá uma reunião com representantes da Prefeitura, da Secretaria de Saúde do Governo do Estado e técnicos do Ministério da Saúde, para debater qual a melhor equação para o funcionamento da UPA e acerca do pleito do hospital de pequeno porte microrregional.

O vereador Daniel dos Estudantes avaliou como extremamente positiva a reunião e agradeceu ao ministro e ao deputado Beto Salame pela iniciativa. “Saímos daqui esperançosos de darmos um salto de qualidade na saúde de Jacundá e agradecemos o empenho do deputado Beto Salame e do nosso ministro Ricardo Barros”, finalizou. (Com informações da Assessoria Parlamentar)

Política

Deputado Federal Beto Salame percorre municípios do nordeste do Pará

Em Capanema, Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Santa Maria e São Domingos do Capim, ele se reuniu com lideranças políticas e anunciou emendas

Por Eleutério Gomes – de Marabá

No último fim de semana, de sexta-feira (7) a domingo (9), o deputado federal Beto Salame (PP/PA), acompanhado do ex-prefeito de Marabá, João Salame Neto, esteve na região nordeste do Estado, onde manteve reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças políticas de vários municípios. As visitas visam fortalecer alianças e ouvir reivindicações que possam, pela intermediação dele, ser atendidas pelo governo federal.

“Nem sempre os prefeitos e lideranças podem ir a Brasília, em busca de melhorias em ministérios e secretarias especiais. Por isso, como um dos representantes do Pará no Congresso, venho até eles, ouvi-los e levar suas demandas ao poder central”, explica Beto Salame.

Em Tomé-Açu, ele participou de reunião do Partido Progressista (PP), com a presença da prefeita em exercício Aurenice Ribeiro, presidente da Câmara Municipal, para tratar das eleições suplementares de 4 junho próximo, quando será escolhido o novo prefeito do município, já que o prefeito eleito em outubro último, José Hildo Alves, foi cassado pelo TSE.

Nessa reunião, cujo objetivo foi debater a participação do PP no pleito, estiveram presentes também os ex-prefeitos José Alves e Gedeão Chaves, este também ex-deputado estadual, e o vereador Gedeão Chaves Jr.

Em Capanema, Beto Salame ouviu reivindicações da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e participou de reunião política com a presença do prefeito Chico Neto.

“Quero, neste momento, reconhecer a sensibilidade e manifestar minha gratidão pela preocupação do deputado Beto Salame para com a saúde púbica de Capanema”, disse o prefeito Chico Neto, destacando ainda que, de todas as emendas parlamentares destinadas ao município, a de Beto “é uma das três maiores em benefício do povo”.

Em São Domingos do Capim. Ao lado do prefeito Paulo Elson da Silva e Silva – Elsinho – e do ex-prefeito de Bujaru, Emanoel Muniz, Beto discursou e disse que estava ali naquele momento para reafirmar os compromissos assumidos em campanha e confirmar a destinação de uma emenda de R$ 700 mil para investimentos no setor da saúde. “Vamos continuar trabalhando para ajudar o povo batalhador deste município. Quero dizer também que conseguimos ainda um caminhão basculante para a Secretaria de Obras e que continuaremos à disposição do povo de São Domingos do Capim, em Brasília”, manifestou-se Salame.

Eltinho, por seu turno, agradeceu ao apoio do deputado e lembrou de outros políticos que, em época de eleição, se dirigem ao município para pedir votos, depois desaparecem, “ao contrário do deputado Beto Salame, que sempre esteve de mãos dadas com São Domingos do Capim”.

Beto e João Salame também estiveram em Santa Maria do Pará, onde se reuniram ainda com o prefeito de Ourém, além de políticos e militantes do partido.

Na ocasião, o deputado disse que estava ali para refirmar seu compromisso de poder ajudar esses municípios. “Já destinei emenda parlamentar para a aquisição de uma retroescavadeira, a fim de ajudar na infraestrutura de Santa Maria”, afirmou Salame, que ouviu palavras de apoio e agradecimento, em seguida.

O deputado federal e o ex-prefeito de Marabá estiveram também em Concórdia do Pará, onde cumpriram a mesma rotina, de reforçar os laços político-partidários e declarar a apoio às demandas da população.

Flona Carajás

II Circuito Ecológico marca comemoração dos 19 anos das Unidades de Conservação de Carajás

A visita foi gratuita e aberta ao público, 62 pessoas se inscreveram, diretamente na sede do ICMbio para visitar a Floresta.

As unidades de conservação que compõe o mosaico de Carajás, Floresta Nacional de Carajás e Floresta Nacional do Itacaiúnas, comemoraram 19 anos desde a publicação do Decreto Federal 2.486 de 02/02/98, que as criou. E para comemorar a data o ICMbio, por meio do Centro de Visitantes do Mosaico de Carajás, em parceria com o Setor de Uso Público da Flona, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizou no sábado (18), o II Circuito Ecológico de Carajás.

A visita foi gratuita e aberta ao público, 62 pessoas se inscreveram, diretamente na sede do ICMbio para visitar a Floresta. A servidora pública Kaciane Gomes Barbosa ficou sabendo do passeio, se inscreveu e ainda levou mais dez amigos para conhecer as belezas naturais de Carajás.

“Foi tudo maravilhoso, primeiro por conhecer a Flona, que tanto é falada e explorada em nossa cidade, porém pouco conhecida de fato pela população, e segundo pela experiência do passeio em si, com tantas aventuras e paisagens únicas”, relatou Kaciane Gomes sobre a visita.

“Estou aqui em Parauapebas há dois anos e não sabia da existência dessas belezas naturais da Floresta de Carajás. Existem espécie de animais e flores que são únicas daqui, inclusive, em áreas bem específicas que se você sair delas não encontrará mais em nenhum outro lugar do mundo, isso é incrível! É bom saber que estamos em um lugar único no mundo e precisamos preservar. Passamos por cavernas, cachoeiras, parque ecológico. Vale a pena, desejo de coração que todos tenham a oportunidade de conhecer”, descreveu Daniel Lincoln da Silva, que é autônomo.

Roteiro do circuito ecológico

A concentração foi logo cedo, em frente à Portaria da Floresta Nacional (Flona) de Carajás, a turma saiu em dois ônibus. A primeira parada foi no Centro de Visitantes no Zoobotânico, onde foi realizada uma palestra sobre atuação do ICMbio, seus objetivos, o que é a Flona Carajás e seus desafios.

Durante a palestra os visitantes foram orientados sobre à importância de conhecer todas as riquezas naturais da região para então contribuir com a sua preservação. O objetivo foi também de despertar o sentimento de pertencimento da Floresta e de esclarecer que ela não é de propriedade do setor privado e sim de toda a comunidade, além de demonstrar que a região não tem apenas o potencial mineral mas também possui uma riqueza natural que pode beneficiar a comunidade de outras formas.

Após a palestra, os visitantes cantaram os parabéns alusivos aos 19 anos da Flona de Carajás e partiram para a Trilha Lagoa da Mata, onde caminharam por um percurso de um quilômetro, conhecendo diferentes espécies arbóreas e recebendo diversas informações sobre o ecossistema local. A Lagoa da Mata é uma zona de captação da água da chuva, mais parece uma panela, com uma vegetação que já vem sendo estudada por pesquisadores por conta da sua relevância.

Na sequência, os visitantes partiram para o Mirante da Mina de N4, onde tiveram a oportunidade de ver o avanço do processo de mineração na área, desde a sua implantação até os dias atuais.

O ponto seguinte de visitação foi a savana metalófila, um ambiente peculiar da região, onde se encontra uma vegetação ímpar, que cresce em formações rochosas de ferro. Neste local os visitantes tiveram a oportunidade de ver a floração da Ipomea Calvantei, flor endêmica de Carajás, que pode deixar de existir se houver avanço desordenado da mineração.

Algumas cavernas também foram visitadas, dentre elas a caverna ferrífera Mapinguari, protegida por lei e de grande relevância para o ecossistema. O ponto final do circuito foi a cachoeira de Águas Claras, a maior parte dos visitantes experimentou a maravilhosa sensação de relaxamento que o banho na cachoeira proporciona.

Marabá

Ministro do Planejamento faz visita informal a Marabá

O ministro Dyogo Henrique de Oliveira é natural de Araguaína, no Tocantins, e conhece de perto a realidade da força econômica da região.

Na manhã desta quarta feira, dia 9, o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda recebeu a visita do Ministro do Planejamento Dyogo Henrique de Oliveira. No encontro estavam presentes, além do prefeito e do vice Toni Cunha, os secretários de Planejamento do Município Karan El Hajjar, de Indústria e Comércio Ricardo Pugliese, do Procurador Geral do Município Absolon Mateus, do chefe de Gabinete, Walmor Costa e do presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Ipojucan.

O encontro, que teve caráter informal, objetivou alinhar as ações futuras entre prefeitura e ministério para atração de projetos de desenvolvimento da economia regional. O ministro Dyogo Henrique de Oliveira é natural de Araguaína, no Tocantins, e conhece de perto a realidade da força econômica da região.

Vale

Vale apresenta sistema de segurança de suas barragens a secretários de Parauapebas

A Vale realizou nesta quarta-feira, 2/12, uma reunião técnica com secretários municipais, com o objetivo de apresentar o sistema de segurança aplicado em suas barragens no Pará. Durante a reunião, a comitiva visitou a barragem de rejeitos do Gelado, localizada no município, e conheceu os procedimentos de construção, gestão de riscos e de monitoramento adotados nas estruturas.

Cerca de 25 pessoas estiveram presentes entre secretários municipais, Defesa Civil, técnicos e assessores. “O fato de virmos aqui, conhecer as estruturas, como funciona e o seu nível de segurança é muito positivo. O que percebemos é que há uma segurança  muito grande com relação à construção das barragens”, disse o chefe de gabinete da Prefeitura, Wanterlor Bandeira

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Vale apresenta sistema de barragens

“Todas as nossas barragens estão operando em plena normalidade. Além dos controles internos, as barragens foram auditadas por consultorias externas especializadas e fiscalizadas pelos órgãos responsáveis e todas estão dentro dos parâmetros exigidos pela legislação”, afirmou o Diretor de Operações Ferrosos Norte da Vale, Paulo Horta.  Segundo a empresa, o projeto e a  construção das barragens atendem tanto as normas brasileiras de regulamentação da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT), quanto às normas internacionais.

A reunião tratou também sobre os Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs). A empresa informou que tem Planos de Emergência para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação, estabelecendo medidas de mitigação e comunicação. Esta foi a primeira reunião de uma série, que a empresa  estará realizando nas próximas semanas,  a fim de também ampliar o conhecimento e fazer uma revisão dos planos conjuntamente com os órgãos técnicos envolvidos no município.

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Diretor de Operações Ferrosos Norte, Paulo Horta e equipe técnica apresentam sistema de segurança das barragens

Saiba mais sobre as barragens da Vale no Pará

As operações da Vale no Pará têm hoje 10 barragens e 7 diques cadastrados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Dessas estruturas, sete estão em Parauapebas, cinco em São Félix do Xingu, quatro em Marabá e uma em Canaã dos Carajás.

As barragens são classificadas segundo dois critérios do DNPM: categoria de risco (CRI), associado à gestão, monitoramento e documentação e dano potencial associado ao meio ambiente, infraestrutura e populações próximas (DPA).  Pela combinação entre categoria de risco e dano potencial associado, as barragens recebem uma classificação de A até E. Isso significa que uma barragem com baixo risco e baixo dano associado recebe a nota E, enquanto que uma com alto risco e alto dano recebe nota A.

Das barragens da Vale no Pará, nenhuma tem classificação de alto risco (Classe A).  A Vale trabalha em todos os seus projetos e operações de barragem com técnicas de engenharia avançadas, seguindo rigorosos controles, realizando monitoramentos sistemáticos e auditorias externas anuais para garantir as condições de segurança. Nesse momento todas as estruturas estão funcionando em absoluta normalidade, seguindo a legislação vigente e com todos os aspectos de segurança garantidos.

A Vale tem os Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs) para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação. Eles apresentam procedimentos de mitigação e comunicação que devem ser adotados em situação de emergência, com o objetivo de preservar a vida,  saúde, propriedades e o meio ambiente.

Tecnologias que reduzem a geração de rejeitos – Ainda no Pará, na Região Carajás, por conta do alto teor do minério de ferro, foi possível adotar o processamento à umidade natural. Hoje, mais de 60% da produção já ocorre utilizando esta tecnologia, sem a geração de rejeitos. As plantas de beneficiamento de Serra Leste em Curionópolis e do projeto S11D, que está em implantação em Canaã dos Carajás, já foram projetadas para operar com essa tecnologia.

Em Carajás, desde 2012, a empresa atua também com a recuperação de rejeitos na barragem do Geladinho. O total de 10,5 milhões de toneladas de ultrafino de minério que estava depositado na barragem já foi recuperado. A ação reduz a necessidade de alteamento das barragens existentes ou construção de novas unidades.

O processo de recuperação do minério das barragens é feito basicamente com o uso de dragas (uma espécie de estrutura flutuante) com tubulação, baias (onde o minério é depositado temporariamente) e uma planta de repeneiramento para a retirada de galhos e pedras, antes do carregamento nos vagões de trem.

As barragens são estruturas necessárias para o depósito de material descartado após o processamento do minério. Na Vale, as estruturas são projetadas pelas melhores empresas de projetos em barragens, construídas com a máxima qualidade, monitoradas por profissionais competentes e dedicados e licenciadas pelos órgãos ambientais competentes.

Fonte: Assessoria de Imprensa Vale

Senado

Senadores visitarão obra de Belo Monte nesta quinta e sexta-feira

Nos próximos dias 03 e 04 de dezembro, senadores da Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) estarão em Altamira para vistoriar o andamento da construção da usina. Além de vistoriar as etapas do projeto de construção de Belo Monte, os senadores irão verificar o cumprimento das condicionantes.

No último dia 23, o Ibama concedeu a licença de operação à Norte Energia para que o consórcio possa iniciar o enchimento do lago da usina. Apesar da liberação da licença, avaliação do Ibama indica que 12 obrigações do setor ambiental ainda não haviam sido cumpridas. Outras 14 condicionantes referente à questão indígena também estão pendentes.

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O senador Flexa Ribeiro, que preside a Subcomissão explicou que o grupo parlamentar vai acompanhar o andamento da obra, em especial o cumprimento das ações mitigadoras e compensatórias, aprovadas durante a fase de instalação do empreendimento. As condicionantes integram o Projeto Básico Ambiental (PBA) da UHE Belo Monte, documento composto por 14 planos, 54 programas e 86 projetos.

“Entendemos a importância deste empreendimento ao Brasil, contudo, o Pará não pode ser prejudicado mais uma vez com as pressões que uma grande obra como esta provoca na região. Vimos isso acontecer em Tucuruí e não é possível que se repita no caso de Belo Monte. A licença foi expedida apesar do consórcio não ter concluído tudo aquilo que estava programado. Por conta disso, iremos até a região para cobrar da Norte Energia que as condicionantes sejam implementadas e as pressões mitigadas”, explicou o senador.

De acordo com o relatório de acompanhamento mensal da própria Norte Energia, existem ações que ainda não foram sequer iniciadas. É o caso do reassentamento de famílias para o novo bairro do Pedral. A previsão é de construir 570 residências para a população que antes habitava as áreas impactadas pelo projeto, no entanto, até o mês de outubro, nenhuma moradia havia sido entregue.

Outra pendência está relacionada à questão do saneamento básico de Altamira. Cerca de 80% do município não tem abastecimento de água tratada, dependendo de poços artesianos e de outros meios para captar água. Com a implantação do empreendimento na região, o problema foi agravado por conta do inchaço populacional. Estima-se que o número de habitantes em Altamira tenha dobrado, chegando a 105 mil.

Fornecimento de energia

O primeiro reservatório deverá estar cheio no prazo de 40 dias. O Ibama acredita que o início da geração de energia na casa de força principal de Belo Monte poderá começar em março de 2016.

Orçada em cerca de R$ 26 bilhões, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo em potência, atrás da chinesa Três Gargantas e da usina binacional de Itaipu, instalada entre o Brasil e o Paraguai.

Em construção pela Norte Energia – empresa responsável pela usina que tem como sócios o Grupo Eletrobras, Cemig, Vale e Neoenergia, entre outros -, Belo Monte está com 87% das obras civis concluídas. Quando estiver em plena operação, em 2019, a maior hidrelétrica genuinamente brasileira terá capacidade instalada de 11.233,1 MW, distribuídos em duas casas de força: a Principal, no Sítio Belo Monte, com capacidade instalada de 11 mil MW, e a Complementar, no Sítio Pimental, com 233,1 MW. A energia gerada beneficiará cerca de 60 milhões de brasileiros, em 17 estados.

Subcomissão do Senado

Instalada em 2010, a Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte tem por objetivo acompanhar o andamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e garantir o cumprimento dos programas de mitigação e compensação dos impactos gerados pelo empreendimento. O grupo parlamentar está vinculado à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Programação da Diligência do Senado na região de Belo Monte (03 e 04/12)

QUINTA-FEIRA (03 DE DEZEMBRO)

  • 09h50 – Chegada do voo em Altamira-PA
  • 10h10 – Sobrevoo e visita aos canteiros de obras da usina.
  • 11h00 – Sobrevoo e pouso em Pimental. Visita: casa de força, vertedouros, barragem de fechamento direito, sistema de transposição de peixes e sistema de transposição de embarcações.
  • 12h30 – Sobrevoo e pouso no Canal de Derivação, próximo ao vertedouro de enchimento. Sobrevoo sobre o Canal no Travessão 27.
  • 13h10 – Sobrevoo aos diques e reservatório intermediário.
  • 13h20 – Sobrevoo e visita ao Canteiro Belo Monte.
  • 13h30 – Almoço refeitório de Belo Monte.
  • 14h30 – Visita à tomada d’água, área de montagem, subestações, canal de fuga, visita a Ponte da Transamazônica, estação de transbordo de cargas e vila residencial.
  • 16h00 – Saída de helicóptero para Vitória do Xingu. Visita às obras das condicionantes.
  • 17h00 – Retorno a Altamira.
  • 18h00 – Reunião com a comunidade e autoridades locais (auditório do Centro de Convenções).

SEXTA – FEIRA (04 DE DEZEMBRO)

  • 08h00 – Saída do hotel em camionetes para visitas às condicionantes em Altamira: pontes dos Igarapés Ambé e Altamira; estação de Tratamento de Esgoto; canteiros de obras do Centro Integrado de Pesca Artesanal, Centro Náutico e Atracadouros (CIPAR); praia próxima ao Porto 6; estação de tratamento de água e reservatórios de água potável;  novo bairro São Joaquim e às instalações de unidade. básica de saúde, quadra poliesportiva e obras de escola; novo bairro Jatobá e às instalações do assentamento urbano; Hospital Geral de Altamira (a depender do tempo – visita ao aterro sanitário);
  • 12h30 – Almoço restaurante em Altamira.
  • 14h00 – Saída do voo com destino à Brasília.

Parauapebas

40 mil pessoas devem visitar os cemitérios de Parauapebas até o Dia de Finados

finadosA partir de sábado, 31 de outubro, até o Dia de Finados, 2 de novembro, cerca de 40 mil pessoas devem passar pelos dois cemitérios de Parauapebas. A moradora do bairro da Paz, Keila Sousa, de 28 anos, é uma delas e irá ao cemitério localizado na Estrada Faruk Salmen para visitar os túmulos do avô e da sobrinha. “Vou ao cemitério todos os anos no Dia de Finados e sempre levo flores. Meu avô tem seis anos de falecido e a minha sobrinha, 11 anos”, conta.

Essa semana, ela esteve no mesmo cemitério para o sepultamento de um amigo da família. Segundo Keila, o local estava limpo, mas ainda com alguns trabalhadores fazendo a pintura de áreas internas. “Toda vez que vou ao cemitério, no feriado, percebo que a sujeira que se acumula é provocada pelos visitantes. Muita gente deixa as caixas das velas jogadas no local e as garrafinhas de água também”, comenta.  Com parentes sepultados no cemitério da Faruk Salmen, Edines Chaves, de 39 anos, morador do bairro da Paz, disse que também visitará na segunda-feira as sepulturas da mãe, do pai e de um primo. Na visita, ele leva apenas flores por causa da sua religião.

De família católica, Fernanda Brito de Sousa, de 20 anos, moradora do bairro Primavera, não tem parentes sepultados na cidade, mas sempre procura acender uma vela em casa em lembrança aos entes falecidos. “Nem todo ano dar pra gente ir nos cemitérios do Maranhão para visitar os túmulos, então, compramos velas e acendemos em casa. Ano passado, fui ao cemitério daqui para visitar sepulturas de amigos e conhecidos”, diz.

Segundo a Coordenadoria de Limpeza Pública, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb), serão realizados serviços de limpeza, capina, roço, raspagem, pintura de meio fio, árvores e muros, além de retirada de entulhos e revitalização de fachadas dos cemitérios da cidade. A previsão é que tudo seja concluído até esta sexta-feira (30). Os cemitérios, localizados no bairro da Paz e Estrada Faruk Salmen, ficarão abertos de 6 horas da manhã até as 8 horas da noite.

“Em dias normais, restringimos a entrada de pessoas à noite nos cemitérios. Mas, por conta do Dia de Finados, sempre liberamos o acesso. Muitas pessoas preferem o fim do dia e início de noite para visitarem túmulos de parentes”, diz Jullyhermes Lira, coordenador de Limpeza Pública, reforçando que a administração dos locais é de responsabilidade da Prefeitura.

Perguntado sobre a organização e disposição de vendedores de flores e velas nos cemitérios, muito comuns nessa época, Jullyhermes informa que a venda desses produtos só pode ocorrer na área externa dos locais. A área interna dos cemitérios é liberada apenas para ações voluntárias, como de ONGS e instituições, que nesse período distribuem água para os visitantes.