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Justiça

Eletro paga fiança de R$ 300 mil e vai para prisão domiciliar um mês após se entregar à PF

Eletro foi o principal alvo da Operação asfixia

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Depois de pagar fiança de R$ 300 mil, o empresário-aviador Josemar Enéas da Costa, o popular “Eletro”, deixou o CRRM (Centro de Recuperação de Marabá) no dia 12 deste mês, por ordem do desembargador Ney Bello, da terceira turma do Tribunal Regional Federal (1ª Região), o qual revogou sua prisão preventiva.

Eletro se entregou à Polícia Federal no dia 10 de outubro deste ano e a medida adotada pelo desembargador teve a liminar indeferida, mas no mérito do Habeas Corpus impetrado pelos advogados Mauro Rosa, Hidelbrando Barros e Carlos Fernando Guiotti, (que fez a sustentação oral), o desembargador acolheu os argumentos dos advogados e concedeu a liberdade provisória ao empresário, mediante o recolhimento de uma fiança de R$ 300 mil e impôs algumas condições, entre elas a e que o acusado não pode manter contato com outros indiciados no processo, bem como não se ausentar de Marabá sem prévia comunicação e autorização da Justiça.

Josemar Enéas foi denunciado após uma investigação conduzida pelo Polícia Federal de Marabá que teve início em 2015 e culminou com a operação “Asfixia”, deflagrada em junho deste ano e que levou diversos empresários locais e laranjas pra cadeia.

Nesta investigação a Polícia Federal identificou um bem bolado esquema de supostos desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitação para fornecimento de gases medicinais para as prefeituras de Marabá, Xinguara, Parauapebas e Belém.

Josemar Enéas da Costa, o “Eletro”, de Marabá, e Celso Pinheiro Viana, de Xinguara, ambos apontados pela PF como os mentores do esquema, se estranharam e se ameaçaram de morte por conta de uma disputa por território na venda de gases medicinais para prefeituras da região.

Os dois foram denunciados à Justiça Federal de Marabá como os mentores deste esquema onde fraudavam licitações nos municípios de Marabá, Parauapebas e Xinguara.

A investigação da PF detectou que os dois, nos últimos três anos, faturaram cerca de R$ 30 milhões de forma supostamente ilícita. Celso Viana segue foragido da Justiça, uma vez que há um mandado de prisão preventiva contra ele decretado pelo juiz titular da 2ª Vara Federal Heitor Moura Gomes.

Quanto à soltura de Eletro, o delegado da Polícia Federal Ricardo Viana, um dos coordenadores da operação “Asfixia”, disse entender que esta decisão não compromete o trabalho policial e que assimila perfeitamente a decisão do magistrado. Afirmou ainda que o trabalho policial segue no sentido de esclarecer, de fato, qual o grau de envolvimento de cada um dos acusados no esquema fraudulento. (Com informações do Diário do Pará)

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