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Marabá

Em Marabá, prefeito interino rasga PCCR e, em protesto, professores invadem prefeitura

Em Marabá, professores da rede municipal de ensino, ocuparam o prédio da prefeitura nesta segunda-feira (11) em protesto contra os cortes nas gratificações dos educadores que tem pós-graduação. Os professores queimaram pneus e pedaços de madeira para interditar a rua em frente sede da prefeitura. Os contra-cheques de cerca de 1.100 professores que estavam prontos para pagamento teriam sidos refeitos com o desconto das gratificações por ordem do prefeito interino Luiz Carlos Pies (PT), informou uma fonte.

Luiz Carlos assumiu a prefeitura interinamente após o afastamento pela justiça do titular, João Salame Neto, por improbidade administrativa.

 A categoria de professores é a única do município de Marabá com Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração. O PCCR da categoria com as atuais progressões está vigente desde 2011. Todavia, o prefeito João Salame, desde o início do seu governo vem alegando que o mesmo é ilegal e propõe que sejam feitas algumas alterações. Entre elas o fim das progressões.

Em nota, a prefeitura de Marabá informou que está trabalhando para atender as reivindicações dos professores e que a folha de pagamento é de aproximadamente R$16 milhões, valor que a prefeitura mensalmente não vem dando conta de quitar. Confira a íntegra da nota assinada pela Assessoria de Comunicação do município.

“Sobre as manifestações ocorridas nesta segunda-feira, 11, as quais resultaram em invasão da sede da Prefeitura de Marabá e queima de pneus nas imediações, a Administração Municipal tem a esclarecer:

  1. Os cortes efetuados nos vencimentos de 1.100 servidores da Educação progredidos ilegalmente pelo PCCR (Plano de Carreira, Cargos e Remunerações), além dos cortes nos vencimentos de 89 servidores que progrediram por meio de documentos sem validade legal reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação), atendendo a solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), foram efetuados com base no Decreto Municipal 024/2016.
  2. O Decreto em questão foi editado após estudos efetuados em conjunto com o Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) – Subsede Marabá – que constataram pagamentos irregulares aos 1.100 servidores, que recebiam bem mais do que o devido, em detrimento de 4.039 colegas, graças a manobras que possibilitaram essa vantagem desleal.
  3. O valor bruto da Folha de Pagamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed) hoje é em torno de R$ 16,6 milhões. O Fundeb, verba federal destinada à Educação, varia em torno de R$ 12 milhões. A prefeitura complementa mensalmente o restante do valor, mais de R$ 3 milhões. Isso, só para a Folha de Pagamento, sem contar com as outras tantas despesas como: transporte escolar, água, luz e telefone, aluguéis e merenda escolar, inviabilizando o funcionamento da secretaria.
  4. Com essa adequação, a folha bruta cai em R$ 3.437.331,63 mensalmente, e representa, até o final deste ano, uma economia de R$ 24.061.321,41, valor esse que será aplicado no pagamento de dívidas com fornecedores e prestadores de serviços.
  5. Diante do exposto, contamos com a compreensão dos pais dos alunos da rede pública municipal, cidadãos contribuintes, fornecedores e prestadores de serviços que dependem da saúde financeira da Secretaria Municipal de Educação.
  6. Por fim, reafirmamos nosso respeito ao processo democrático do diálogo, à classe de professores e à igualdade de direitos e deveres de todos os servidores.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Marabá

 

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