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Legislativo

Em Marabá, votação em primeiro turno do novo PCCR da Educação é abortada

O caso já virou novela em que professores e governo se dizem vítimas um do outro. A Câmara é quem vai escrever o último capítulo. Suspense!

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Atendendo a mobilização do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) – Subsede Marabá -, feita durante todo o dia de ontem em redes sociais, cerca de 500 professores superlotaram na manhã desta terça-feira (16) o plenário da Câmara Municipal de Marabá. O objetivo era barrar a votação, em primeiro turno, da nova proposta do PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) dos educadores, enviada pelo Executivo, que tira vantagens conquistadas pela categoria e, consequentemente, diminui salários.

Eles chegaram a ocupar a área reservada aos vereadores e ameaçaram inviabilizar a sessão. Além disso, gritavam palavras de ordem contra o prefeito Sebastião Miranda Filho (PTB) – Tião Miranda.

O PCCR vem se tornando a pedra no pé do sapato da administração municipal, a qual alega que o valor da Folha de Pagamento da Educação é alto demais por causa de cerca de mil professores que adquiriram o direito de receber progressão conforme faziam especialização, mestrado ou doutorado, fato que já vem sendo discutido desde o governo anterior.

Novamente os vereadores Irismar Melo (PR), Ilker Moraes (PHS) e Marcelo Alves (PT) se colocaram do lado dos educadores, unanimemente argumentaram que um projeto de tão grande impacto para a Educação e que pode ocasionar perdas que vão de R$ 200,00 a R$ 3.800,00 aos professores

não pode ser votado de afogadilho, afirmando que dois meses de debate é muito pouco tempo.

Irismar exigiu que todas as emendas enviadas pelo Executivo fossem lidas em plenário, o que foi feito. Apresentou vários substitutivos e votou contra o parecer conjunto das comissões, sendo acompanhada por Marcelo e Ilker.

Os três vereadores foram novamente unânimes em afirmar que o prefeito não pode criar receita a partir de cortes em salários e disseram que o município tem dinheiro sim para bancar a administração e que a história de que Marabá está em calamidade financeira “é pura balela”.

Portanto, não houve votação em primeiro turno e as discussões continuam. Agora é aguardar os próximos capítulos da novela em que o PCCR da Educação se transformou.

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