Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Pará

Enchentes trazem Defesa Civil Estadual à região a fim de capacitar municípios a receberem ajuda federal

Parauapebas tem sido um dos municípios mais castigados pela subida das águas, que já chegaram a 13,5 metros acima do normal

Eleutério Gomes – de Marabá

Diante da ocorrência de enchentes em vários municípios do sul e sudeste do estado na última semana, o coordenador-adjunto da Defesa Civil do Estado, Francisco Cantuária, esteve em Marabá na tarde desta quarta-feira (14) em reunião com representantes das Defesas Civis de 39 municípios, com o objetivo de capacitá-los para o acesso ao Sistema Nacional de Defesa Civil. O objetivo é que as informações necessárias sejam inseridas corretamente a fim de que a resposta, tanto do governo estadual quanto do governo federal, seja breve e venha sob a forma de políticas de assistência aos desabrigados.

Uma das situações mais graves é a de Parauapebas onde, segundo o secretário de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão, Wanterlor Bandeira Nunes, 9 mil pessoas estão impactadas diretamente pela elevação do nível do rio que dá nome à cidade, o qual também já expulsou de casa 1.500 famílias, resultando em cerca de 6 mil pessoas. 26 dessas famílias estão desabrigadas, enquanto as demais, desalojadas; isso é, fugiram das águas para casas de parentes ou amigos.

Na Zona Urbana, os bairros mais afetados são Riacho Doce, incluindo o conjunto de casas das palafitas e Liberdade I e II; os focos de alagamento já somam 14. Já na zona rural, a qual, segundo Bandeira, foi afetada em sua totalidade, estradas, pontes e bueiros foram destruídos pela enxurrada. As vilas Palmares I, Palmares II e Onalício Barros, são as mais castigadas, na última, sendo necessário até o resgate de pessoas alagadas. No total, Parauapebas possui 17 grandes áreas de alagamento.

“A última grande enchente foi em 2009, mas essa tem sido muito maior. Porém, o município está preparado e tomando conta de toda essa situação, dando total apoio com abrigo e assistência às pessoas desabrigadas”, disse o secretário. Ele afirmou que é preciso conhecer a proposta da Defesa Civil do Estado para que possa alimentar o sistema e, assim, buscar o recurso estadual e o federal a fim de ajudar a recuperar todas as áreas destruídas pela água, cujo nível atingiu 13,5 metros acima do normal, mas, nas últimas horas, desceu para 11,5 metros.

Francisco Cantuária disse que a Defesa Civil Estadual já tinha a previsão meteorológica e hidrológica de que essas chuvas e cheias iriam, e ainda irão, acontecer no estado. “O objetivo dessa nossa reunião aqui é preparar os municípios para que possam estar dentro do Sistema Nacional de Defesa Civil, inserindo as informações necessárias para que as respostas sejam céleres. Para que o governo estadual e o governo federal possam estar respondendo a esses municípios a tempo”, reforçou ele.

Veja também:  Prefeitura entrega 581 kits às famílias de Tucuruí atingidas pelas cheias e chuvas

Ele afirmou que a Defesa Civil do Estado dispõe de um programa de capacitação para estruturar as Defesas Civis dos municípios, a fim de que estejam preparadas para esse momento. “Isso foi feito justamente para identificar as áreas de risco e as famílias que estavam vulneráveis a esse risco, para que pudéssemos mitigar seu sofrimento”, destacou ele, informando que, até a manhã desta quarta-feira (14), Marabá, por exemplo, tinha 75 famílias desabrigadas, mas esse número pode ter subido devido à elevação do Rio Tocantins para 10,90 metros acima do normal.

O secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt, disse que as ocorrências de enchente na região começaram no último dia 6 e, no dia 8, a Defesa Civil apresentou um relatório para a equipe de governo. “No dia 9, o governador Simão Jatene convocou a equipe de governo e determinou a resposta quanto a restabelecer a trafegabilidade nas rodovias estaduais e capacitar os municípios, porque estamos percebendo a dificuldade no acesso ao Sistema Nacional de Defesa Civil”, afirmou ele.

Bittencourt reforçou que o inverno ainda está no início e é necessário que os municípios sejam habilitados para receber apoio, tanto do estado quanto da União. “As Defesas Civis Municipais estão dando as respostas nos municípios. O nosso papel agora é fortalecer, apresentar as políticas públicas de cada município. Então, é o momento de orientação, de capacitação numa política integrada, a Política dos Municípios Sustentáveis, que é de orientação à gestão municipal”, definiu.

Estiveram também presentes à reunião a secretária de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Ana Cunha; o presidente da Amat; Pedro Patrício de Medeiros, prefeito de São Domingos do Araguaia e representantes da Setran e do Exército, entre outros. A reunião contou com a parceria da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat Carajás) e das secretarias de Estado de Transportes (Setran) e de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Deixe uma resposta