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Marabá

Exército bate recorde mundial com “espinha de peixe“ gigante em Marabá

Transposição fluvial no Rio Tocantins reúne 726 militares e marca o aniversário de 42 anos da 23ª Brigada de Infantaria de Selva
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Na manhã desta quarta-feira, 27 de junho, o Rio Tocantins, em Marabá, foi palco de um recorde mundial que deve entrar para o Guinness Book em breve. Trata-se da maior “espinha de peixe do mundo”, com utilização de 728 militares num percurso de 1.676 metros.

O recorde anterior envolveu 586 militares e foi estabelecido no Lago de Tucuruí, também com a participação de militares da 23ª Brigada, em 2013.

Para cumprir a nova meta, até mesmo o general Eugênio Pacelli Vieira Mota, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, mergulhou no desafio e nadou o percurso inteiro no tempo de cerca de 40 minutos. Ele informou que a formação da “espinha de peixe” visa ao adestramento da tropa nos meios de infiltração aquática para surpreender as bases de operações dos oponentes. “Esses exercícios são feitos periodicamente, mas nesta data especial reunimos homens de todas as unidades subordinadas à Brigada. Além de Marabá, estão conosco militares de Itaituba, Altamira, Tucuruí e Imperatriz-MA”, explicou.

A “espinha de peixe” gigante celebra, além do aniversário de 42 anos da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, os cinco anos de criação do Comando Militar do Norte.

Ao usar a técnica “Espinha de Peixe” para transposição fluvial, o combatente conduz todo seu armamento e equipamento, como mochila, fuzil e ainda nada calçando coturno e levando no corpo cerca de 15 quilos.

Participação civil
A “espinha de peixe” contou ainda com a participação inédita de um jornalista de Marabá. Ulisses Pompeu, do blog do Zé Dudu, vestiu uniforme militar e nadou todo o percurso com a tropa. “Foi uma experiência inédita. Já atravessei o Rio Tocantins nadando algumas vezes, mas em grupo, guiados por uma corda como se fosse uma espinha de peixe, foi a primeira vez. Todos têm de contribuir com suas braçadas e pude ver como os militares trabalham em harmonia nesses exercícios”, contou ele, após o cumprimento da atividade.

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Celebrações
Amanhã, sexta-feira, 29, uma formatura vai marcar o aniversário da “maior e mais poderosa Brigada da Amazônia”. A solenidade ocorrerá no 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS), a partir de 9h30, e contará com a presença do general Eugênio Pacelli e diversas autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entre outras personalidades civis e militares representantes dos órgãos de segurança pública.

Haverá ainda a entrega de diplomas de “Amigo da Brigada” para civis e militares que colaboraram com os diversos trabalhos realizados pela instituição.

Histórico da Brigada
Pioneira entre as Brigadas de Selva do Exército, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva possui a denominação histórica de “Brigada Marechal Soares de Andréa”, uma homenagem ao militar que atuou no evento da Cabanagem, em 1840, e garantiu a pacificação do território paraense àquela época.

A 23ª Bda Inf Sl foi criada em 9 de junho de 1976, pelo Decreto nº 77.804, com sede em Santarém, Pará, sendo transferida para Marabá em 26 de novembro do mesmo ano. Sua implantação pelo Comando do Exército Brasileiro representou o fiel cumprimento da missão de realizar ação de presença na Amazônia. Para isso, adestra sua tropa em ambiente operacional de selva, estimulando o desenvolvimento regional e atendendo à necessidade de ocupar e desenvolver a porção meridional do Estado do Pará, em harmonia com os interesses nacionais, buscando sempre a prontidão de suas tropas, num ambiente de coesão interna e com toda a sociedade.

Comentários ( 4 )

    1. Uma técnica de infiltração aquática onde os milites envolvidos ancoram seus fardos a um único cabo, como se fosse a espinha central, e ancoram mais um cabo ligando o militar a sua mochila, ficando um militar de cada lado como se fossem as espinhas laterais. Assim nadam por quilometros até o objetivo.

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