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Redenção

Família de morto acusa hospital de negligência médica em Redenção

Secretária de Saúde afirma que homem foi medicado e mandado para casa, com a orientação de retornar na manhã do dia seguinte, mas não apareceu no ambulatório
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O número de pessoas que denunciam constantemente o atendimento no Hospital Municipal “Iraci Machado de Araújo”, de Redenção, chega a ser preocupante. Na tarde desta segunda-feira (2), Antônia Gomes, 68 anos de idade, entrou em contato com a Reportagem para denunciar uma possível negligência médica ocorrida no último domingo com seu filho, Gleomar Gomes Dias, 43 anos.

Segundo a idosa, o filho teria passado mal durante a manhã de domingo (1º), na Rua Acará, Setor Vila Maria. Na ocasião, o Samu foi chamado e Gleomar Dias removido ao Hospital Municipal. Segundo a irmã dele, Luciene Gomes Dias, o homem chegou ao hospital consciente, por volta das 07h30. Porém, na casa de saúde aplicaram apenas um soro em Gleomar e o orientaram para que ele retornasse para sua casa. “No meu ver, eles tinham de ter internado meu irmão. Ou, pelo menos, deixassem em observação”, disse a irmã de Gleomar.

Após ser encaminhado de volta à sua residência, Gleomar relatava aos familiares que estava sentindo fortes dores por todo o corpo e tudo o que ele queria era apenas cama. Segundo Gleice, outra irmã de Gleomar, em meio às dores, o irmão, “gritava, revirava os olhos e falava que seu pai estava chamando e já era hora de partir”.

Na manhã de segunda-feira (2), Gleomar não resistiu as fortes dores e morreu. A família acredita que houve negligencia médica. “Se meu filho tivesse sido medicado de forma correta ou, pelo menos, tivesse ficado em observação, ele não tinha morrido”, acredita a mãe.

“Eu acho isso uma falha muito grande, jamais pode acontecer isso que aconteceu com meu irmão em um Hospital Municipal. Eu levei meu irmão com muitas dores. Simplesmente aplicaram um soro. Daí eu pergunto, soro lá é remédio? Sinceramente, eu fiquei horrorizada. E o pior é que eles mandaram meu irmão pra ir morrer em casa. Eles não passaram sequer um medicamento. O que é isso, gente? Isso não pode acontecer”, desabafou Gleice.

Outro fato que chamou atenção da família Dias foi que, quando chegaram ao hospital para registrar que Gleomar havia morrido, os atendentes “estavam na maior algazarra”, comemorando um gol feito pela Seleção Brasileira “Lá no hospital o povo estava era gritando, animado com o jogo, quando eu tinha acabado de chegar com meu irmão morto. Eles não estavam nem aí. Como não é parente deles… O atendimento da saúde de Redenção é nota zero”, criticou Luciene, irmã do morto.

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Paciente foi orientado a voltar no dia seguinte ao hospital, mas não o fez, afirma a secretária de Saúde
Procurada pelo Blog, a secretária de Saúde de Redenção, Cleide Mendes Arruda, explicou que, tão logo foi informada da morte de Gleomar Gomes Dias, na segunda-feira (2), se dirigiu ao Hospital Municipal “Iraci Machado de Araújo”, para saber o que havia acontecido.

Na casa de saúde, segundo a secretária, ela levantou que Gleomar Dias foi atendido no domingo (1º) no Pronto Socorro, onde passou por avaliação médica, tendo sido constatado que o caso dele não era de internação naquele momento.

Para debelar a dor, foi ministrado ao paciente um soro com medicamento e, após a aplicação, ele recebeu a orientação de voltar para casa e, no dia seguinte, logo pela manhã, procurar o ambulatório do hospital, onde passaria por exames detalhados e outros procedimentos.

O que, segundo Cleide Arruda, não aconteceu. “Esse paciente veio a falecer depois das 13 horas. Ora, caso a família tivesse levado ele, logo às 8h, ao ambulatório, como lhe foi recomendado, era bem provável que isso não viesse a acontecer”, argumenta a secretária de Saúde, indagando: “Se a família viu que ele estava passando mal na segunda-feira pela manhã, por que, na mesma hora, não o levou ao hospital?”.

Mesmo assim, Cleide Arruda afirma que instaurou sindicância para apurar o que aconteceu no plantão de domingo (1º) e, caso o resultado revele que houve negligência médica, serão tomadas as providências cabíveis: “A equipe do plantão terá os contratos cancelados, vai haver demissão. A Secretaria de Saúde não vai fazer vistas grossas por causa de negligência. Afinal, foi um ser humano que morreu”, encerrou.

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